ENTREVISTA
RAMOS, Gislaine Trucolo [1]
RAMOS, Gislaine Trucolo. Jesus, a pedra angular da igreja. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 03, Vol. 01, pp. 172-199. Março de 2026. ISSN: 2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/teologia/jesus-a-pedra, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/teologia/jesus-a-pedra
RESUMO
O objetivo geral da pesquisa é analisar a metáfora de Jesus como a “Pedra Angular” no contexto da teologia cristã, explorando sua importância teológica e simbólica, e entender como essa metáfora é interpretada e aplicada em diferentes tradições religiosas através de entrevistas com líderes de diversas religiões. A metáfora da pedra angular também está profundamente ligada ao plano de redenção traçado por Deus. A pesquisa é uma revisão bibliográfica. Como a metáfora de Jesus como pedra angular pode orientar a Igreja a fortalecer sua unidade e relevância em um contexto de crescente pluralismo e desafios éticos? A metáfora de Jesus como pedra angular é fundamental para a manutenção da unidade e relevância da Igreja em um contexto de pluralismo cultural e desafios éticos, conveniente como guia espiritual e prático para a comunidade cristã. Considerado alicerce que sustenta e todo o edifício da fé cristã, essa figura enfatiza a centralidade de Cristo na organização e missão da Igreja. Ele não é apenas o fundamento sobre o que ela se apoia, mas também a força dos cristãos, judeus e gentios, em um único corpo espiritual (Efésios 2:20-21 [ARA] edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.). Assim, a imagem da pedra angular reflete a essência da Igreja como uma comunidade edificada em Cristo, chamada a testemunhar Sua graça e verdade.
Palavras-chave: Jesus, Pedra, Igreja, Caminho.
1. INTRODUÇÃO
Desde os primórdios do cristianismo, a figura de Jesus Cristo é central para a fé eorganização da Igreja, sendo amplamente reconhecida como a pedra angular sobre a qual se fundamenta toda a estrutura eclesiástica. Essa metáfora, extraída das Escrituras, aponta para Cristo como uma base sólida e insubstituível, que sustenta a Igreja em sua missão de anunciar o Evangelho ao mundo. Segundo o apóstolo Pedro, “Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1 Pedro 2:7 [ARA]). Este conceito transcende a ideia literal de construção, traduzindo-se em um fundamento espiritual e teológico indispensável. A metáfora da pedra angular também está profundamente ligada ao plano de redenção traçado por Deus. Em Efésios 2:20 (ARA) “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;”, Paulo reforça essa imagem ao afirmar que a Igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo Jesus Cristo como a pedra angular”. Essa concepção não apenas unifica os cristãos em uma fé comum, mas também os encoraja a viver sob os princípios ensinados por Cristo. Assim, a metáfora transcende o simbolismo, tornando-se uma realidade prática e espiritual.
Estudar Jesus como pedra angular é essencial para compreender a unidade e a identidade da Igreja. Sua vida, morte e relevância é o núcleo da mensagem cristã, e a metáfora da pedra angular evidencia seu papel indispensável no fortalecimento da comunidade de fé. Além disso, analisar essa metáfora ajuda a entender como ela inspira os cristãos a viver de maneira coerente com os princípios do Evangelho.
A relevância desse tema também reside em sua capacidade de unir diferentes denominações cristãs. Apesar das variações doutrinárias, a centralidade de Cristo como fundamento comum é um ponto de convergência. Por isso, aprofundar-se nessa reflexão é um exercício que promove o diálogo interdenominacional e reafirma a universalidade da mensagem de Cristo. O estudo abordará a metáfora de Jesus como pedra angular sob uma perspectiva bíblica, teológica e histórica, enfatizando sua aplicação prática na vida da Igreja contemporânea e seu papel como unificador entre diferentes tradições cristãs.
Diante do contexto apresentado, surge uma questão de pesquisa para ser respondida: Como a metáfora de Jesus como pedra angular pode orientar a Igreja a fortalecer sua unidade e relevância em um contexto de crescente pluralismo e desafios éticos? A metáfora de Jesus como pedra angular é fundamental para a manutenção da unidade e relevância da Igreja em um contexto de pluralismo cultural e desafios éticos, conveniente como guia espiritual e prático para a comunidade cristã.
“O objetivo geral da pesquisa é analisar a metáfora de Jesus como a ‘Pedra Angular’ no cristianismo, destacando sua importância teológica e simbólica, e investigar como essa metáfora é compreendida, interpretada por líderes de diferentes tradições religiosas cristãs, bem como por representantes de outras religiões monoteístas, como o islamismo, que possuem perspectivas distintas sobre a figura de Jesus. “
Com os seguintes objetivos específicos: explorar a importância teológica da metáfora da Pedra Angular na tradição cristã – investigando como essa metáfora é compreendida nas Escrituras e na teologia cristã; e coletar depoimentos de líderes de diferentes tradições religiosas – comparando as interpretações e aplicações da metáfora da Pedra Angular em contextos religiosos e culturais.
A pesquisa será realizada por meio de uma revisão bibliográfica, analisando obras teológicas, históricas e bíblicas que tratam do tema. A primeira etapa envolveu a análise das Escrituras, com foco nos textos de Efésios, 1 Pedro e Salmos. A segunda etapa explorará estudos teológicos de autores como Karl Barth e Alister McGrath, além de documentos históricos relevantes, como os atos dos primeiros concílios ecumênicos. Na terceira etapa, serão investigados artigos e publicações contemporâneas que relacionam a metáfora da pedra angular aos desafios atuais enfrentados pela Igreja. Além disso, será realizada uma pesquisa com líderes religiosos de diferentes tradições, a fim de compreender como a metáfora é interpretada e aplicada em contextos diversos. Esse percurso metodológico permitirá uma visão abrangente, contextualizada e enriquecida sobre o tema, levando em consideração tanto as perspectivas acadêmicas quanto as experiências práticas dos líderes religiosos.
2. DESENVOLVIMENTO
O fundamento da religião cristã reside inegavelmente em Jesus Cristo, a pedra angular que une toda a estrutura da fé. O apóstolo Paulo enfatizou essa verdade em “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo..” 1 Coríntios 3:11 (ARA), afirmando que nenhum outro fundamento pode ser colocado além daquele que já foi estabelecido: Jesus Cristo. Essa metáfora de Cristo como a pedra angular remonta às palavras do profeta Isaías, que descreveu a pedra como “preciosa” e “segura”, atributos que traduzem a perfeição e a fidelidade de Cristo como sustentação da vida cristã. Ele não serve apenas como uma base sólida sobre a qual os cristãos edificam sua fé, mas também como a ligação para todos os que foram redimidos, sejam judeus ou gentios (Mancílio, 2018).
Isaías, amplamente reconhecido como um dos profetas mais influentes do Antigo Testamento devido à sua profundidade teológica e suas numerosas profecias messiânicas (Bruce, 1988), desempenhou um papel crucial ao apresentar Cristo como a pedra fundamental. A relevância de suas profecias é reconhecida tanto na tradição judaica quanto cristã, sendo frequentemente citadas nas Escrituras para explicar o cumprimento das promessas de Deus, especialmente no que se refere à vinda do Messias (Carson, 1991). Em Isaías 28:16 (ARA), “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.”, o profeta apresenta a visão de um fundamento sólido que Deus estabeleceria em Sião, uma promessa que encontra sua realização plena na pessoa de Jesus. Isaías, que profetizou durante os reinados de reis como Uzias e Ezequias, viveu em tempos de incertezas e desobediências, mas sua mensagem de esperança e redenção ecoou ao longo dos séculos, apontando para Cristo como o Messias esperado (Azevedo, 1981).
A metáfora da pedra angular reflete a centralidade de Cristo na experiência cristã. Ele é descrito como “provado”, tendo apoiado sofrimento e até a morte, sem nunca falhar em sua missão redentora. Essa qualidade o torna um fundamento seguro, inabalável, para todos que nele inserem. Além disso, sua preciosidade é reconhecida não apenas por Deus Pai, mas por aqueles que experimentaram a transformação e a reconciliação por meio de seu sacrifício (Gutiérrez, 2000).
No contexto teológico, a imagem de Cristo como pedra angular também chama à unidade. Ele é aquele que une judeus e gentios em um só corpo, rompendo barreiras culturais e espirituais. Essa unificação ressalta o caráter universal da obra de Jesus, que transcende diferenças e convida todos a participarem de um mesmo edifício espiritual, a Igreja, que é sustentada por sua graça e verdade (Mancílio, 2018).
Outro aspecto significativo é que a segurança de Cristo como pedra angular oferece conforto e esperança aos cristãos. Assim como uma pedra angular é essencial para a estabilidade de um edifício, Jesus é uma garantia de que a fé dos cristãos não será abalada, independentemente das adversidades. Ele é uma base firme que sustenta e orienta a jornada espiritual, oferecendo direção e propósito (Croatto, 1986). De acordo com Empoli:
Refletir sobre Cristo como a pedra angular convida a confiar plenamente em sua suficiência e fidelidade. Ele não apenas estabelece o fundamento da Igreja, mas também inspira a viver de maneira alinhada com seus ensinamentos, construindo vidas sobre a rocha inabalável que é o próprio Senhor. Assim, a metáfora bíblica desafia a aprofundar a fé e a consideração de que, em Cristo, encontra-se o suporte, a união e a segurança necessárias para a vida espiritual (Empoli, 2020, p.61).
Historicamente, a centralidade de Jesus como pedra angular foi um dos pilares que sustentaram a Igreja em períodos de continuidade e desafios teológicos. Durante o Concílio de Niceia, por exemplo, a revelação de Cristo foi reafirmada como verdade central da fé cristã. A ideia de Jesus como pedra angular continua sendo um alicerce para a doutrina, especialmente em um mundo pluralista que questiona valores cristãos (Dussel, 2016).
Refletir sobre Jesus como pedra angular é crucial para compreender como a Igreja deve estruturar sua missão e prática no mundo. Essa metáfora nos desafia a alinhar nossas vidas ao modelo de Cristo, confirmando-o como a base para nossa fé e comunidade. Além disso, a metáfora oferece um modelo de unidade que a Igreja pode adotar frente aos desafios do século XXI (Mancílio, 2018).
Além disso, uma compreensão aprofundada desse conceito fornece uma base sólida para o enfrentamento de questionamentos contemporâneos, como o relativismo moral e a fragmentação social. Ao considerar Jesus como a pedra angular, a Igreja reafirma seu compromisso com a verdade e o amor como pilares de sua atuação no mundo (Hernandez, 2024).
Diante de 1Pedro 2: 4 – 6 (ARA) “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.”, Deus chama o ser humano para uma vida de construção, e não de destruição. Após Pedro instruir sobre a necessidade de abandonar o mal e buscar o crescimento na salvação, ele apresenta diretrizes sobre como alcançar esse propósito. Utilizando inicialmente a analogia de um bebê que anseia pelo leite, Pedro passa a empregar uma metáfora comum no Novo Testamento: a construção de uma casa, simbolizando o desenvolvimento espiritual e a edificação da Igreja, que é o corpo de Cristo (Croatto, 1986).
A comparação de Pedro destaca a edificação de um templo espiritual, mais do que a construção de uma simples morada. Esse templo espiritual, diferente do original construído por Salomão sob a primeira aliança de Deus com Seu povo, é erguido sob a Nova Aliança pelo próprio Senhor. O material utilizado para essa edificação é específico: “pedras vivas”, representando aqueles que se tornaram espiritualmente vivos por meio da fé em Jesus Cristo. A construção começa e se fundamenta em Jesus Cristo, que é o alicerce e a pedra angular. Cada cristão regenerado torna-se uma “pedra viva” no templo espiritual que é a Igreja de Cristo (Van Der Veer, 2001).
O versículo 4 do texto bíblico de 1 Pedro 2: 4 – 6 apresenta Jesus como a “pedra viva”, referindo-se à Sua exclusão pelos homens, mas à Sua eleição e preciosidade diante de Deus. Essa metáfora ensina que os cristãos não são apenas filhos da mesma família espiritual, mas também componentes do mesmo edifício espiritual. Pedro enfatiza que a verdadeira igreja não é formada por prédios físicos, mas por corpo de cristãos, que são pedras vivas (Velho, 2007).
As pessoas costumam se sentir conectadas aos espaços de entusiasmo, como o terreno da igreja ou os locais de comunhão e oração, não por causa de sua materialidade, mas pela presença espiritual deixada pelos atos de entusiasmo e devoção realizadas ali. Esses ambientes carregam as fragrâncias da presença de Cristo, transformando o ordinário em um reflexo do extraordinário. Essa visão aponta para a importância do relacionamento pessoal com Jesus, a verdadeira pedra angular, e do papel dos cristãos na construção de uma igreja viva e espiritualmente edificada (Mancílio, 2018).
A Igreja de Cristo é formada por cristãos que se aproximaram de Jesus e fundamentaram suas vidas n’Ele. Essa proximidade não é um evento isolado, mas um processo contínuo e pessoal de comunhão e companheirismo com o Senhor. Pedro destaca que a verdadeira Igreja é formada por aqueles que não apenas vieram a Cristo em algum momento, mas que permanecem constantemente em busca d’Ele, cultivando uma relação íntima e viva (Schreiner, 2023). Nesse contexto, Jesus, como a Pedra Angular, é a base sobre a qual todos os cristãos se estabelecem e se alinham, sendo a fonte de vida e de transformação contínua para aqueles que n’Ele se firmam.
O pesquisador Morris (2023, p.33) afirma que:
Essa relação contínua reflete-se em uma comunhão ininterrupta com Cristo, descrita como a “Pedra viva”. Pedro conecta essa metáfora a conceitos previamente apresentados, como a “esperança viva” e a “Palavra viva”. Ele explica que Jesus é uma “Pedra viva” porque não possui apenas vida em si mesmo, mas também é fonte de vida para aqueles que a Ele se achegam. Cristo venceu o poder destrutivo do pecado, da morte e da sepultura, oferecendo um relacionamento transformador e vital para seus seguidores. Esse processo de transformação é essencial para a edificação da Igreja, na qual Cristo, como a Pedra Angular, não apenas sustenta, mas também molda todos os cristãos, que, assim como pedras vivas, são ajustados e refinados para se encaixarem perfeitamente no corpo de Cristo.
Embora rejeitado pelos homens, Cristo foi escolhido e considerado precioso por Deus. Enquanto o mundo rejeita a Cristo, assim como rejeita a Deus, os cristãos encontram-se consolados em serem valorizados e escolhidos por Ele. Essa perspectiva fortalece a fidelidade dos cristãos, permitindo-lhes enfrentar as dificuldades e adversidades do mundo com a certeza de que são amados e pertencem à família divina (Mancílio, 2018). Cada cristão, ao se firmar sobre Cristo, a Pedra Angular, torna-se parte dessa edificação espiritual, onde a vida divina flui para os fiéis, unindo-os em um propósito maior: ser a Igreja de Cristo, construída e transformada pela Sua presença e amor.
A metáfora do templo destaca que os cristãos, como pedras vivas, são retirados do “poço do pecado” pelo Espírito Santo e organizados para formar a casa de Deus, que é a Igreja. Essa edificação não é apenas física ou simbólica; trata-se de uma morada espiritual, onde o Deus vivo habita e manifesta Sua presença entre aqueles que Nele creem (Semenovitch, 1997). Deus trabalha ativamente no processo de moldar cada cristão para se encaixar perfeitamente no templo espiritual que é a Igreja. Assim como as pedras precisam ser cinzeladas e refinadas para se ajustarem corretamente na construção, os cristãos passam por processos de transformação que, embora desafiadores, são essenciais para seu crescimento espiritual. O próprio Cristo, como a Pedra Angular, é o modelo de perfeição que guia esse processo de edificação.
A vida cristã pode ser comparada a uma pedreira, onde Deus trabalha constantemente para moldar e refinar seus seguidores. As interações diárias e os desafios enfrentados pelos cristãos, muitas vezes presentes em relacionamentos difíceis ou situações de adversidade, são oportunidades divinas para o refinamento. Como pedras sendo moldadas, os cristãos são ajustados e polidos, para que se encaixem perfeitamente no corpo de Cristo. Deus, em Sua sabedoria, coloca cada cristão ao lado de outros que muitas vezes os desafiam, permitindo que suas arestas sejam suavizadas. Esse processo de edificação, embora desconfortável, é parte do propósito divino de moldar cada pessoa à semelhança de Cristo, formando um templo espiritual polido para Sua glória (Taussig, 1997).
A partir dessas interações e desafios, Deus molda os cristãos para que se encaixem perfeitamente no corpo de Cristo. Ele sabe exatamente quais situações e quais relacionamentos serão mais eficazes nesse processo de transformação. O cristão, ao resistir ou tentar mudar essas situações, apenas prolonga seu aprendizado. Aceitar o lugar e o propósito divino é um passo essencial para permitir que Deus complete Sua obra na vida de cada um, preparando-os para a eternidade (Imprensa Apologética, 2023). Ao abraçar o processo de edificação e transformação, o cristão não apenas se ajusta à Igreja como a casa de Deus, mas também se torna um participante ativo na obra divina, sendo moldado continuamente pela presença de Cristo, a Pedra Angular.
Além de compor a Igreja, os cristãos também têm o papel de ministrar nela como sacerdotes santos, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus. Como membros de um sacerdócio santo, não se convoca intermediários além de Jesus Cristo para se aproximarem de Deus. Esse sacerdócio implica viver uma vida de conformidade, louvor e boas obras, refletindo a santidade exigida por Deus. O cristão é chamado a ser um construtor de pontes, conectando o homem a Deus e promovendo a reconciliação entre ambos (Karkkainen, 2023). Jesus, como a Pedra Angular, é a ponte que conecta a humanidade com Deus, e os cristãos, fundamentados n’Ele, têm a responsabilidade de viver de forma que também promovam essa reconciliação, sendo, assim, sacerdotes no templo espiritual que Ele edifica.
Fiorenza (1992, p. 47) enfatiza que “os sacrifícios oferecidos a Deus incluem uma vida marcada pela obediência, pelas ações de graças e pelo serviço ao próximo”. Esses elementos, quando compreendidos à luz da cristologia, expressam práticas que assumem significado teológico dentro da experiência comunitária cristã. Nesse sentido, a metáfora das “pedras vivas” contribui para a compreensão da Igreja como uma realidade espiritual construída a partir da participação ativa de seus membros, cuja fé se manifesta em ações concretas no âmbito comunitário e relacional.
A Igreja de Cristo é formada por cristãos que se aproximaram de Jesus e fundamentaram suas vidas n’Ele. Essa proximidade não é um evento isolado, mas um processo contínuo e pessoal de comunhão e companheirismo com o Senhor. Pedro destaca que a verdadeira Igreja é formada por aqueles que não apenas vieram a Cristo em algum momento, mas que permanecem constantemente em busca d’Ele, cultivando uma relação íntima e viva (Schreiner, 2023). Nesse contexto, Jesus, como a Pedra Angular, é a base sobre a qual todos os cristãos se estabelecem e se alinham, sendo a fonte de vida e de transformação contínua para aqueles que n’Ele se firmam.
O pesquisador Morris (2023, p.33) afirma que:
Essa relação contínua reflete-se em uma comunhão ininterrupta com Cristo, descrita como a “Pedra viva”. Pedro conecta essa metáfora a conceitos previamente apresentados, como a “esperança viva” e a “Palavra viva”. Ele explica que Jesus é uma “Pedra viva” porque não possui apenas vida em si mesmo, mas também é fonte de vida para aqueles que a Ele se achegam. Cristo venceu o poder destrutivo do pecado, da morte e da sepultura, oferecendo um relacionamento transformador e vital para seus seguidores. Esse processo de transformação é essencial para a edificação da Igreja, na qual Cristo, como a Pedra Angular, não apenas sustenta, mas também molda todos os cristãos, que, assim como pedras vivas, são ajustados e refinados para se encaixarem perfeitamente no corpo de Cristo.
Embora rejeitado pelos homens, Cristo foi escolhido e considerado precioso por Deus. Enquanto o mundo rejeita a Cristo, assim como rejeita a Deus, os cristãos encontram-se consolados em serem valorizados e escolhidos por Ele. Essa perspectiva fortalece a fidelidade dos cristãos, permitindo-lhes enfrentar as dificuldades e adversidades do mundo com a certeza de que são amados e pertencem à família divina (Mancílio, 2018). Cada cristão, ao se firmar sobre Cristo, a Pedra Angular, torna-se parte dessa edificação espiritual, onde a vida divina flui para os fiéis, unindo-os em um propósito maior: ser a Igreja de Cristo, construída e transformada pela Sua presença e amor.
A metáfora do templo destaca que os cristãos, como pedras vivas, são retirados do “poço do pecado” pelo Espírito Santo e organizados para formar a casa de Deus, que é a Igreja. Essa edificação não é apenas física ou simbólica; trata-se de uma morada espiritual, onde o Deus vivo habita e manifesta Sua presença entre aqueles que Nele creem (Semenovitch, 1997). Deus trabalha ativamente no processo de moldar cada cristão para se encaixar perfeitamente no templo espiritual que é a Igreja. Assim como as pedras precisam ser cinzeladas e refinadas para se ajustarem corretamente na construção, os cristãos passam por processos de transformação que, embora desafiadores, são essenciais para seu crescimento espiritual. O próprio Cristo, como a Pedra Angular, é o modelo de perfeição que guia esse processo de edificação.
A vida cristã pode ser comparada a uma pedreira, onde Deus trabalha constantemente para moldar e refinar seus seguidores. As interações diárias e os desafios enfrentados pelos cristãos, muitas vezes presentes em relacionamentos difíceis ou situações de adversidade, são oportunidades divinas para o refinamento. Como pedras sendo moldadas, os cristãos são ajustados e polidos, para que se encaixem perfeitamente no corpo de Cristo. Deus, em Sua sabedoria, coloca cada cristão ao lado de outros que muitas vezes os desafiam, permitindo que suas arestas sejam suavizadas. Esse processo de edificação, embora desconfortável, é parte do propósito divino de moldar cada pessoa à semelhança de Cristo, formando um templo espiritual polido para Sua glória (Taussig, 1997).
A partir dessas interações e desafios, Deus molda os cristãos para que se encaixem perfeitamente no corpo de Cristo. Ele sabe exatamente quais situações e quais relacionamentos serão mais eficazes nesse processo de transformação. O cristão, ao resistir ou tentar mudar essas situações, apenas prolonga seu aprendizado. Aceitar o lugar e o propósito divino é um passo essencial para permitir que Deus complete Sua obra na vida de cada um, preparando-os para a eternidade (Imprensa Apologética, 2023). Ao abraçar o processo de edificação e transformação, o cristão não apenas se ajusta à Igreja como a casa de Deus, mas também se torna um participante ativo na obra divina, sendo moldado continuamente pela presença de Cristo, a Pedra Angular.
Além de compor a Igreja, os cristãos também têm o papel de ministrar nela como sacerdotes santos, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus. Como membros de um sacerdócio santo, não se convoca intermediários além de Jesus Cristo para se aproximarem de Deus. Esse sacerdócio implica viver uma vida de conformidade, louvor e boas obras, refletindo a santidade exigida por Deus. O cristão é chamado a ser um construtor de pontes, conectando o homem a Deus e promovendo a reconciliação entre ambos (Karkkainen, 2023). Jesus, como a Pedra Angular, é a ponte que conecta a humanidade com Deus, e os cristãos, fundamentados n’Ele, têm a responsabilidade de viver de forma que também promovam essa reconciliação, sendo, assim, sacerdotes no templo espiritual que Ele edifica. Assim, Fiorenza (1992, p. 47) enfatiza que: “Os sacrifícios oferecidos a Deus incluem uma vida marcada pela obediência, pelas ações de graças e pelo serviço ao próximo”.
Esses elementos, quando compreendidos à luz da cristologia, expressam práticas que assumem significado teológico dentro da experiência comunitária cristã. Nesse sentido, a metáfora das “pedras vivas” contribui para a compreensão da Igreja como uma realidade espiritual construída a partir da participação ativa de seus membros, cuja fé se manifesta em ações concretas no âmbito comunitário e relacional.
Cristo é descrito como a principal pedra angular, conforme profetizado em Isaías 28:16 (ARA): “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.”. Essa pedra, escolhida e preciosa, é o fundamento da fé cristã, unindo e fortalecendo todo o edifício espiritual. Assim como a pedra angular dá direção e estabilidade a uma construção, Cristo é o ponto de apoio essencial para a vida dos cristãos, conferindo força e propósito à Igreja. A confiança n’Ele é a base sobre a qual toda a comunidade cristã é edificada (Mancílio, 2018).
Os versículos de Efésios 2:20-22 (ARA) reflete a centralidade de Cristo como a pedra angular na construção espiritual da Igreja, quando Paulo declara: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”. Jesus é a base escolhida por Deus para sustentar e unificar o edifício espiritual, que é a igreja. Essa “pedra angular” não foi um evento aleatório, mas um elemento escolhido e valorizado por Deus Isaías 28:16 (ARA) “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.”. Ele é descrito como “precioso”, uma palavra que indica honra e valor, enfatizando Seu papel singular na obra redentora e na edificação da fé cristã (Mancílio, 2018).
Pedro, em sua epístola, destaca que aqueles que constroem suas vidas sobre Cristo como uma pedra angular não serão envergonhados, uma promessa segura de vitória espiritual. A expressão grega usada para enfatizar essa promessa sugere uma certeza absoluta no futuro daqueles que colocam sua confiança no Senhor. Embora enfrentem desafios ou decepções temporárias neste mundo, a confiança em Deus é inabalável, garantindo que Ele nunca decepcionará os que Nele confiam e fundamentam suas vidas (Imprensa Apologética, 2023).
Uma metáfora interessante é apresentada na conclusão, comparando Cristo à pedra Coade, um material de construção conhecido por sua durabilidade. A pedra Coade, desenvolvida por Eleanor Coade no século 18, era uma cerâmica altamente resistente, usada principalmente em esculturas e fachadas de edifícios, sendo capaz de resistir às intempéries de Londres por séculos (Kirkham, 2009). Assim como a pedra Coade suportou o teste do tempo, Jesus, como a Rocha da Salvação, é um fundamento eterno e indestrutível para aqueles que Nele investem. A diferença, contudo, é que enquanto a pedra Coade foi eventualmente renovada, Cristo permanece inalterado e insubstituível, oferecendo um alicerce eterno para a construção de uma vida significativa e de impacto eterno (Gutiérrez, 2000).
Essa analogia reforça a mensagem de que construir uma vida sobre Cristo é a única forma de enfrentar as adversidades e viver de maneira que reflita a glória de Deus. Ele é a “rocha das eras” que dá estabilidade e propósito à vida dos cristãos. Essa edificação espiritual se torna um santuário santo ao Senhor, um testemunho da obra de Cristo como base e o sustentáculo da fé (Mancílio, 2018).
2.1 A METÁFORA DA PEDRA ANGULAR NO CONTEXTO BÍBLICO E TEOLÓGICO
A metáfora da pedra angular, no contexto bíblico e teológico, carrega um significado profundo e implicações espirituais significativas. No cenário da construção civil na Antiguidade, a pedra angular era a primeira a ser colocada, servindo de base e referência para o alinhamento e estabilidade de toda a edificação. No plano espiritual, Jesus é identificado como essa pedra que sustenta e orienta a Igreja. Textos como Efésios 2:20 (ARA) “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” e 1 Pedro 2:6-7 (ARA) “Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”, ilustram como essa imagem aponta para Cristo como o fundamento inabalável sobre o qual os cristãos constroem suas vidas e a comunidade de fé (Azevedo, 1981).
Biblicamente, a imagem da pedra angular também revela o destino daqueles que rejeitam a Cristo. Como mencionado em Salmos 118:22 (ARA) “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”. Essa profecia se concretiza no Novo Testamento, onde Cristo, rejeitado por líderes religiosos e políticos, se torna essencial para a salvação e a reconciliação com Deus. Esse paradoxo reflete a natureza do Reino de Deus, que frequentemente desafia as expectativas humanas e subverte valores culturais (Empoli, 2020).
Teologicamente, a pedra angular não é apenas um símbolo de segurança, mas também de unidade. Ela conecta diferentes partes da construção, assim como Jesus, uma pessoa de diversas origens em um só corpo, a Igreja. Esse conceito é especialmente enfatizado por Paulo em Efésios 2:14-22 (ARA) “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”, onde ele descreve Cristo como aquele que derrubou as barreiras entre judeus e gentios, criando uma nova humanidade reconciliada com Deus (Mancílio, 2018).
A metáfora também carrega um chamado para a responsabilidade dos cristãos. Como pedras vivas, os seguidores de Cristo são convidados a se alinhar com a pedra angular,
participando ativamente na construção de uma Igreja que reflete os valores do Reino de Deus. Isso envolve compromisso com a verdade, justiça e amor, fundamentos que Cristo exemplificou em sua vida e ministério (Fiorenza, 1992).
Historicamente, a interpretação dessa metáfora desempenhou um papel significativo em momentos de crise e renovação na Igreja. Durante a Reforma Protestante, por exemplo, a centralidade de Cristo como pedra angular foi reafirmada como um contraste com a autoridade institucional. Essa imagem serviu como um lembrete de que a verdadeira Igreja está fundamentada em Cristo, não em estruturas humanas (Croatto, 1986).
A metáfora da pedra angular também tem relevância contemporânea. Em um mundo marcado por divisões, incertezas e relativismo, Jesus continua sendo o ponto de referência para aqueles que buscam sentido e direção. A Igreja é chamada a ser um reflexo dessa estabilidade, oferecendo um testemunho de esperança e unidade em um contexto fragmentado (Mancílio, 2018).
Além disso, a metáfora inspira confiança. Assim como uma construção segura depende de uma pedra angular sólida, a fé cristã é fundamental na fidelidade de Cristo. Essa transcende situações temporais, oferecendo aos cristãos uma base espiritual de segurança que permanece firme, mesmo diante de desafios e tribulações (Mancílio, 2018).
Por fim, refletir sobre Jesus como a pedra angular é considerar sua supremacia na narrativa bíblica e na prática teológica. Ele não apenas sustenta a Igreja, mas também a direciona, lembrando de que a vida cristã é construída sobre o amor, a graça e a verdade que Ele exemplifica. Esse entendimento desafia a viver em alinhamento com Ele, como pedras vivas em um edifício que glorifica a Deus (Dussel, 2016).
2.2 O PAPEL E SUA RELEVÂNCIA HISTÓRICA DE JESUS COMO PEDRA ANGULAR PARA A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA
A relevância histórica de Jesus como pedra angular da Igreja é um tema que carrega profundidade tanto espiritual quanto prática. A metáfora da pedra angular tem suas raízes em práticas arquitetônicas antigas, onde essa pedra era uma base que sustentava e alinhava toda a construção. Na Bíblia, Jesus é descrito como essa pedra essencial — rejeitada pelos homens, mas eleita por Deus como o fundamento da fé cristã (1 Pedro 2:6-7 “Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”). Essa imagem aponta não apenas para sua importância teológica, mas também para sua capacidade de unir judeus e gentios em uma só comunidade espiritual (Hernandez, 2024).
Nos primeiros séculos, a centralidade de Jesus como Alicerce da Igreja foi crucial. Enquanto enfrentavam perseguições e desafios, os cristãos encontraram em Cristo uma força para perseverar. Sua vida, seus ensinamentos e sua ascensão representavam não apenas esperança, mas um modelo de unidade e propósito. Essa visão sustentou a Igreja em tempos de crise, orientando a identidade na construção de uma empresa, mesmo diante de cismas e transformações culturais (Semenovitch, 1997).
Com o passar dos séculos, essa metáfora também contribuiu para os esforços para preservar a unidade de fé. Os concílios da Igreja, como os de Niceia, reafirmaram a posição de Jesus como base doutrinária. Ele não foi apenas um personagem histórico, mas o próprio núcleo em torno de qual a espiritualidade e a ética cristã se desenvolveram. Essa conexão com Cristo deu à Igreja a capacidade de responder aos desafios de cada época, mantendo-se relevante e fiel ao seu propósito (Mancílio, 2018).
O papel de Jesus como pedra angular vai além das paredes da Igreja. Ele representa valores como amor, justiça e verdade, que moldaram a maneira como os cristãos interagiram com o mundo. Esses princípios foram investidos em iniciativas sociais, desde escolas e hospitais até movimentos em defesa da dignidade humana. Assim, a figura de Cristo como pedra angular não é apenas simbólica, mas uma realidade viva que orienta ações concretas (Imprensa Apologética, 2023).
A metáfora também é um convite à reflexão pessoal. Reconhecer Jesus como fundamento é mais do que um exercício teológico; é um chamado para construir vidas que reflitam sua mensagem de reconciliação e amor. Essa dimensão prática da fé é o que mantém a Igreja conectada à sociedade, respondendo às necessidades de cada geração sem perder sua essência (Tamayo, 2017).
Por fim, a relevância de Jesus como pedra angular é evidenciada na experiência de fé de milhões de cristãos ao longo da história. Ele não apenas sustenta a estrutura da Igreja como instituição, mas também transforma a vida dos indivíduos que nele encontram o significado e a direção. É essa combinação de fundamento teológico e impacto humano que faz de Jesus a verdadeira pedra angular, não apenas da Igreja, mas da vida cristã como um todo (Van Der Veer, 2001).
2.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DESSA METÁFORA PARA OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELA IGREJA CONTEMPORÂNEA
A metáfora de Jesus como pedra angular proporciona uma compreensão profunda e relevante para os desafios enfrentados pela Igreja contemporânea, ajudando a redirecionar seu propósito e atuação. A ideia de uma base sólida, que une e alinha todas as partes da construção, sugere que a Igreja deve priorizar sua conexão com Cristo em todas as suas iniciativas. Isso implica em garantir que as decisões e ações sejam enraizadas nos ensinamentos de Jesus, promovendo a unidade e o foco em sua missão de amor, justiça e reconciliação (Efésios 2:20-22 (ARA) “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”) (Mancílio, 2018).
Um exemplo prático é a aplicação desse princípio na construção da comunhão entre diferentes denominações cristãs. Em um mundo marcado pela fragmentação e conflitos, a figura de Jesus como pedra angular desafia a Igreja a buscar o diálogo ecumênico e a superar divisões históricas. Ele é o ponto comum que une os cristãos, independentemente de diferenças teológicas ou culturais. Essa perspectiva promove colaborações que beneficiam as comunidades, como projetos sociais conjuntos e iniciativas missionárias (Schreiner, 2023).
A metáfora também orienta a Igreja a responder aos desafios éticos da modernidade. Ao se posicionar como defensora da justiça social, ela poderá encontrar na mensagem de Cristo o fundamento para combater as desigualdades e apoiar os marginalizados. Isso se manifesta, por exemplo, em esforços de inclusão, em que a Igreja contemporânea se torna um espaço acolhedor para pessoas de diferentes contextos, reforçando sua relevância no mundo (Mancílio, 2018).
Além disso, essa imagem reforça a importância de um discipulado que seja transformador. Para a Igreja, a pedra angular não é apenas um símbolo teológico, mas um convite a construir vidas que reflitam os valores do Evangelho. Isso significa investir em formação espiritual e encorajar práticas que demonstrem amor ao próximo, como o cuidado com o meio ambiente e a solidariedade com os necessitados (Empoli, 2020).
A metáfora de Jesus como pedra angular também pode ser compreendida como um convite à perseverança e à renovação da Igreja diante dos desafios históricos e culturais. A centralidade de Cristo, nesse contexto, relativiza as estruturas institucionais e reafirma a fé como prática comunitária vivida no seguimento de Jesus (Fiorenza, 1992).
A aplicação dessa metáfora desafia a Igreja a se reinventar sem perder sua essência. Em uma era de avanços tecnológicos e mudanças rápidas, a figura de Jesus como base sólida encoraja a adaptação de métodos de comunicação e evangelismo, ao mesmo tempo em que mantém a fidelidade à mensagem do Evangelho. Assim, Cristo continua sendo o ponto de partida para todas as iniciativas, unindo tradição e inovação para impactar as gerações presentes e futuras (Velho, 2007).
2.4 PESQUISA DE CAMPO
A questão direcionada aos líderes religiosos foi: “Qual a visão de Jesus como a pedra angular em sua crença?”. Essa pergunta explorou tanto o significado teológico quanto as implicações práticas da metáfora, à luz da teologia reformada. Foram entrevistados líderes de diversas igrejas, incluindo a Igreja Apostólica Ministério Resgate (IAMIR), Igreja Batista Nova Dimensão (IBND), Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Mórmon, Católica, Islamismo, Testemunha de Jeová, Comunidade Apostólica e Profética Ágape, Assembleia de Deus e Deus é Amor.
As respostas foram organizadas no Quadro 1, agrupando igrejas com visões semelhantes e, quando necessário, repetindo instituições com múltiplas definições. A maioria das igrejas entende a metáfora da Pedra Angular como essencialmente centrada na figura de Cristo como o fundamento da fé e da igreja.
Nos evangelhos e em diversas passagens da Bíblia, Deus usou metáforas e parábolas para se comunicar com seu povo, facilitando a compreensão de princípios espirituais profundos (Mateus 13:35, ARA “para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a criação [do mundo].”). As entrevistas revelaram interpretações profundas sobre essa metáfora, todas destacando a centralidade de Cristo como alicerce da fé cristã.
As respostas foram colhidas de líderes e membros responsáveis por suas respectivas igrejas, ocupando cargos de liderança e oferecendo uma visão mais profunda das práticas e visões teológicas de suas comunidades religiosas.
Pr. Leonardo Trevisan lidera a Igreja Apostólica Ministério Resgate, com responsabilidade pela orientação espiritual. Pastor Claudinei do Nascimento, membro da Igreja Batista Nova Dimensão há 25 anos, ocupa papel central na gestão dos ministérios. O Reverendo Allen Ribeiro Porto, Presbítero docente e Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil, possui formação acadêmica e experiência em docência teológica. Elder Paulino e Elder Ataíde lideram a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Padre Ronaldo José Miguel, Mestre em Teologia Dogmática, atua como Coordenador no Curso de Teologia da Igreja Católica. Lucas Ferreira Coltri, membro islâmico, desempenha papel de liderança nos estudos e práticas religiosas.
As informações sobre as Testemunhas de Jeová foram complementadas através do site oficial jw.org. Pastores Seniors Dr. Cesar Rogerio Bughi e Andréia D´Arc de Sousa Bughi lideram a Comunidade Apostólica e Profética Ágape, enquanto Pr Jonathas David Lazzarotto Santos orienta a Assembleia de Deus Ministério do Belém. Por fim, Pastor Flávio Roberto da Silva lidera a Igreja Pentecostal “Deus é Amor”.
Quadro 1 – Textos base para resposta do questionário
| Igrejas | Principais passagens e Enfoques |
| Assembleia de Deus | “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” Efésios 2:20 (ARA);
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18 (ARA). |
| Igreja Católica | “Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Mateus 21:42 (ARA);
“Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.” 1Pedro 2:6 (ARA). |
| Comunidade Apostólica e Profética Ágape | “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” Efésios 2:19-22 (ARA);
“Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Mateus 21:42 (ARA). |
| Igreja Apostólica Ministério Resgate | “’O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” João 10:10 (ARA);
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” João 14:21 (ARA). |
| Igreja Batista Nova Dimensão | “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, 20edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” Efésios 2:19- 20 (ARA); “Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Mateus 21:42 (ARA). |
| Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) | “Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.” 1Pedro 2:7-8 (ARA);
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18 (ARA). |
| Igreja Mórmon (SUD) | “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” Efésios 2:19- 20 (ARA); Doutrina SUD segundo Joseph Smith (Bushman, 2005). |
| Testemunhas de Jeová | “Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Mateus 21:42 (ARA);
“’Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.” Atos 4:11 (ARA). |
| Islamismo | Alcorão – SURATA 19:16-34 E menciona, no Livro, Maria. Quando ela se retirou da sua família para um lugar a leste, E se resguardou deles, então lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu como um homem perfeito. Ela disse: “Eu me refugio no Misericordioso de ti, se és temente a Deus.” Ele disse: “Eu sou apenas um mensageiro do teu Senhor para te dar um filho puro.” Ela disse: “Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou, e eu não sou uma mulher impura?” Ele disse: “Assim será. O teu Senhor disse: ‘Isso é fácil para Mim. E para fazermos dele um sinal para os seres humanos e uma misericórdia de Nossa parte.’ E foi uma decisão já determinada.” Então ela o concebeu e se retirou com ele para um lugar distante. E as dores do parto a levaram até o tronco de uma palmeira, e ela disse: “Ah! Se eu tivesse morrido antes disso e fosse esquecida!” Então, Ele a chamou de baixo dela, dizendo: “Não te entristeças! O teu Senhor colocou um riacho sob ti. E sacode o tronco da palmeira para que ela faça cair sobre ti tâmaras frescas e maduras. Come e bebe, e os teus olhos se alegrarão. E, se encontrares alguém, diz: ‘Eu fiz um voto de silêncio ao Misericordioso, então não falarei com ninguém neste dia.’” E ela trouxe o menino para seu povo, carregando-o. Eles disseram: “Ó Maria, certamente cometeste uma coisa impudica! Ó irmã de Aarão, teu pai não era um homem mau, nem tua mãe uma mulher impura.” Ela apontou para ele. Eles disseram: “Como podemos falar com alguém que está no berço, uma criança?” Ele disse: “Eu sou o servo de Deus. Ele me deu o Livro e me fez um profeta. E me abençoou onde quer que eu esteja, e ordenou-me a oração e o zakat enquanto eu viver. E a bondade para com minha mãe, e não me fez arrogante nem miserável. E a paz esteja sobre mim no dia em que nasci, e no dia em que morrerei, e no dia em que for ressuscitado vivo.” Isso é Jesus, filho de Maria, a palavra da verdade sobre a qual eles duvidam; SURATA 3:45 (AALI IMRAN) (Lembre-se) quando os anjos disseram: “Ó Maria, em verdade, Deus te dá boas novas de uma palavra Dele, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, honrado nesta vida e na próxima, e um dos mais próximos de Deus.” |
| Igreja Pentecostal “Deus é Amor” | “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos.” Salmos 118:22-23 (ARA);
“Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Mateus 21:42 (ARA). |
Fonte: Autor 2024.
Quadro 2 – Resposta do questionário
| Igrejas | Visão de Jesus Cristo como Pedra Angular | Características/Unidade da Igreja |
| Assembleia de Deus | Jesus Cristo como a principal pedra angular, fundamentando a Igreja desde a eternidade. | Unidade e propósito divino através de Cristo como guia. |
| Igreja Católica | Cristo como a pedra angular garante a continuidade e estabilidade da Igreja, fundamentada em sua obediência e sacrifício. | Sustentação da aliança entre Deus e a humanidade. |
| Comunidade Apostólica e Profética Ágape | Jesus como o fundamento essencial do edifício espiritual da Igreja. | Estabilidade e unidade através da centralidade de Cristo. |
| Igreja Apostólica Ministério Resgate | Jesus como a base sólida para a construção do caráter cristão e valores. | Fundamentação espiritual para promessas de Deus. |
| Igreja Batista Nova Dimensão | Jesus como a pedra que sustenta e une o edifício espiritual, promovendo unidade e paz. | União e coesão fundamentadas em Cristo. |
| Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) | Jesus como a base fundamental para a estabilidade da Igreja, sendo a Pedra Angular essencial. | Estabilidade espiritual através de Cristo. |
| Igreja Mórmon (SUD) | Jesus como a pedra angular garante a estabilidade espiritual e estrutural da Igreja, com base em sua liderança e ensinamentos. | Guia e fundamento para o desenvolvimento espiritual dos membros. |
| Testemunhas de Jeová | Jesus como a pedra fundamental para a estabilidade da congregação cristã e verdadeira adoração a Deus. | Unidade e sustentação da fé cristã. |
| Islamismo | Jesus (Isa) como guia e pilar central que fundamenta a unidade e a coesão dentro da comunidade islâmica. | Orientação espiritual e moral na prática islâmica. |
| Igreja Pentecostal “Deus é Amor” | Jesus Cristo como a pedra angular, fundamentando a estabilidade e segurança na vida espiritual dos cristãos. | Centralidade de Cristo no plano de salvação e unidade. |
Fonte: Autor 2024.
Todos os líderes concordaram que a metáfora da Pedra Angular aponta para a suficiência de Cristo em todas as áreas da vida cristã. Seja no discipulado, na evangelização ou no cuidado pastoral, a imagem de Cristo como fundamento inabalável serve como inspiração e direção para a igreja cumprir sua missão no mundo. Essa centralidade de Cristo é refletida nas diversas perspectivas das igrejas, que reconhecem sua importância como base sólida para a unidade, estabilidade e missão.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A metáfora de Jesus como a pedra angular carrega um significado profundo e transformador, que transcende o contexto bíblico e teológico, alcançando a vivência da Igreja ao longo dos séculos. Considerado alicerce que sustenta todo o edifício da fé cristã, essa figura enfatiza a centralidade de Cristo na organização e missão da Igreja. Ele não é apenas o fundamento sobre o qual ela se apoia, mas também a força que une os cristãos, judeus e gentios, em um único corpo espiritual (Efésios 2:20-22 (ARA) “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”). Assim, a imagem da pedra angular reflete a essência da Igreja como uma comunidade edificada em Cristo, chamada a testemunhar Sua graça e verdade.
Na vida prática da Igreja, a metáfora se traduz na maneira como ela enfrenta desafios e se mantém fiel à sua missão. A pedra angular não suporta apenas uma estrutura, mas guia a construção, orientando as suas linhas. Da mesma forma, Cristo é o referencial que dirige os passos da Igreja em um mundo marcado por mudanças rápidas e valores conflitantes. Sua vida, ensinamentos e sacrifícios continuam sendo o padrão para as decisões e ações da comunidade cristã, garantindo que ela permaneça enraizada nos princípios do evangelho.
Além disso, a metáfora ressalta a segurança que Cristo oferece como fundamento sólido. Em tempos de incerteza e crise, a Igreja encontra estabilidade ao lembrar que sua base está firmada em Alguém que não falha. Ele foi “provado” e declarado digno de confiança, não apenas pelo Pai, mas por gerações de cristãos que experimentaram Sua fidelidade. Essa confiança dá à Igreja uma coragem de avanço, mesmo diante de perseguições ou desafios culturais, sabendo que sua força não depende de situações externas, mas do poder de Cristo.
A metáfora da pedra angular também desafia a Igreja contemporânea a refletir sobre sua unidade. Assim como a pedra angular nas laterais de um edifício, Cristo chama Seus seguidores a superarem divisões e se dedicarem à construção de um testemunho comum. Isso exige humildade, empatia e um compromisso renovado com os valores do Reino de Deus. Ao considerar a centralidade de Cristo, a Igreja encontra tanto a motivação quanto os recursos necessários para cumprir sua missão de ser luz e sal no mundo.
Concluir com Jesus como a pedra angular é considerar que Ele não é apenas o início, mas também a continuidade e o propósito final da fé cristã. Ele não é uma figurativa, mas o alicerce sonoro que sustenta, guia e inspira a Igreja em sua caminhada. Assim, cada ação, decisão e desafio enfrentado pela comunidade cristã deve refletir a verdade de que, em Cristo, tudo se mantém unido e encontra sua razão de ser.
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INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES
[1] Pós-graduada em Neuropsicologia e em Psicologia Organizacional do trabalho pela Faculdade Líbano; pós-graduação em Psicanálise Clínica pela Metropolitana de Franca (FAMEF); Especialização em Psicoterapia e Psicanálise pelo Instituto Saber Consciente; pós-graduação em Comportamento Humano e em Psicologia Positiva e Neurociências pela Faculdade do Centro de Mediadores (FCM); Graduada em Teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (FACETEN).ORCID: https://orcid.org/0009-0000-0543-0083. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1900340946023106.
Contribuição dos autores:
Gislaine Trucolo Ramos: Todas as etapas do trabalho foram feitas pela autora.
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Histórico da Publicação:
Material recebido: 15 de março de 2025.
Material aprovado pelos pares: 26 de maio de 2025.
Material editado aprovado pelos autores: 18 de março 2026.


Uma resposta
Artigo de excelentíssima qualidade e de grande profundidade em suas abrodagens. Foi-me muito útil. Parabéns a Gislaine Ramos.