Economia Compartilhada e seus impactos no consumo moderno

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ARTIGO ORIGINAL

MUNARO, Cristina [1], BERTOLDO, Jeferson [2]

MUNARO, Cristina. BERTOLDO, Jeferson. Economia Compartilhada e seus impactos no consumo moderno. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 19, pp. 115-123. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/marketing/economia-compartilhada

RESUMO

Este trabalho analisa a Economia Compartilhada e seus impactos no consumo moderno. Tal abordagem é devida ao fato, de que, a economia compartilhada é um novo benefício aos consumidores e um incômodo para as empresas tradicionais, visto que é mais econômica. O objetivo deste estudo é analisar como a Economia Compartilhada vem transformando a forma de inovar das empresas e o comportamento das pessoas. Este propósito será conseguido a partir da pesquisa bibliográfica, onde será analisada toda informação coletada. A pesquisa demonstrou o quão importante está sendo essa nova economia, como está mudando a forma de consumir determinados serviços e seus benefícios perante ao tradicional.

Palavras-chave: Economia Compartilhada, consumo moderno, Airbnb, Uber, Farmsquare.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho analisa a Economia Compartilhada e seus impactos no consumo moderno, onde entende-se que a economia compartilhada é um novo benefício para os consumidores, mas para algumas empresas tradicionais pode ser um incômodo, visto que, a economia compartilhada é mais econômica para o bolso de quem a consome e o fato de que o comportamento do consumidor mudou, pois agora o mesmo procura opiniões de pessoas físicas para saber o que vale a pena, ressaltando que, na economia compartilhada, a comunicação é intermediada por tecnologia, mas o processo de compra é resolvido entre pessoas físicas e não mais pessoa jurídica e física. Essa seletividade chegou com o advento da internet, onde o consumidor passou de um consumidor passivo à anúncios, para produtor de conteúdo e com voz para opinar sobre tudo que vê ou consome.

O objetivo deste artigo é apresentar uma sucinta base teórica sobre a economia compartilhada, com exemplos das principais plataformas utilizadas e também os benefícios desta nova economia para os consumidores.

Este artigo será conseguido a partir da pesquisa bibliográfica onde será citado os benefícios da economia compartilhada e como surgiu.

2. EVOLUÇÃO DA ECONOMIA

Desde o princípio, a economia como atividade vem se adaptando às situações atuais. Segundo Batista (2012), o Feudalismo foi um modo de organização social na Idade Média e com seu método de produção comunitário foi fundamentado por vários séculos. Seguidamente, é chegada a Idade Moderna, com os modelos mercantilistas e fisiocratas, sendo o primeiro voltado para a atividade agrícola e segundo para o comércio internacional.

Segundo Batista (2012), até o início do século XX, a teoria econômica clássica determinou os caminhos do processo produtivo, salientando que, para ter sucesso econômico, uma nação precisava ter princípios de livre concorrência. Para Smith, a economia ideal seria um sistema de mercado auto-regulador que automaticamente satisfaria as necessidades econômicas da população.

Para Aguiar, Guimarães, Silva e Pereira (2014), a economia é uma ciência mutável, no seu início era voltada para as questões domésticas, logo após com o processo de produção e distribuição de bens. Atualmente, uma nova forma de economia está em ascensão.

Com base nos princípios do Marketing 1.0, 2.0 e 3.0 de Kotler, Kartajaya e Setiaway (2010), pode-se entender as diferenças da economia juntamente com a evolução do marketing.

Tabela 1 Comparação Marketing 1.0, 2.0 e 3.0

Marketing 1.0 Marketing 2.0 Marketing 3.0
Marketing centrado no produto Marketing                           voltado para o consumidor Marketing voltado para os valores
Objetivo Vender produtos Satisfazer     e    reter    os consumidores Fazer do mundo um lugar melhor
Forças propulsoras Revolução Industrial Tecnologia da Informação Nova onda de tecnologia
Como as empresas veem o mercado Compradores de massa, com necessidades físicas Consumidor inteligente, dotado de coração e mente. Ser humano pleno, com coração, mente e espírito.
Conceito de marketing Desenvolvimento de produto Diferenciação Valores
Diretrizes de marketing da empresa Especificação  do produto Posicionamento do produto e da empresa Missão,     Visão e Valores da empresa
Proposição de valor Funcional Funcional e emocional Funcional, emocional e espiritual.
Interação com consumidores Transação do tipo um- para-um Relacionamento um-para-um Colaboração Um-para-muitos

Fonte: Kotler, Kartajaya e Setiaway (2010. pg. 6)

Percebe-se que a economia compartilhada se encaixa no Marketing 3.0, já que é a única com interação um-para-muitos, onde a base principal da economia compartilhada é ser de um indivíduo para muitos.

3. EVOLUÇÃO DO CONSUMO

Quando se olha para o passado pode-se entender como o mercado de consumo vem mudando muito em pouco tempo. No início do século XX, a indústria era quem controlava o mercado, não havia muito esforço para vender os produtos, já que os consumidores esperavam pelo mesmo. Na metade do século XX, com os avanços tecnológicos do transporte, tornou-se possível o deslocamento do consumidor até as lojas e no até então novato, comércio varejista. Com o surgimento dos varejistas, as indústrias distribuíam mais produtos em diferentes lojas, assim a concorrência foi surgindo e tornando-se mais acirrada, já que muitos comércios ofereciam os mesmos produtos (POMERANZ, 2010). Por fim, em 1960, a estratégia de marketing era voltada para a mídia de massa, onde se enfatizava o produto para alcançar uma base de consumidores. No final dos anos 70, surgiu o sistema de suporte ao consumidor pelo telefone, que junto aos cartões de créditos criados na década de 50, deu um grande estímulo as vendas por catálogos e telemarketing (POMERANZ, 2010).

Nas décadas que se sucedem, as empresas notam um grande potencial na publicidade direcionada para nichos. No final do século passado, encontra-se uma sociedade consumista e exigente, desta forma dá-se o surgimento de novas formas de pagamentos, facilitando às compras destes ávidos consumidores. Para Bourdieu (1981), a lógica por trás da revolução do consumo consiste na combinação entre a concorrência pertecente aos meios de produção para atender aos desejos dos consumidores e o combate pela distinção da busca por novidades. Dado este fato, o marketing precisou evoluir, já que naquele momento e até os dias de hoje quem tem o controle nas mãos é o consumidor.

Dentre todas às evoluções do marketing, entende-se que as maneiras tradicionais de marketing têm perdido sua eficiência à medida que as pessoas se tornam mais seletivas com relação ao que lhes é mostrado.

O marketing teve que mudar, pois precisa acompanhar as formas atuais de consumo, ou seja, a maneira como as pessoas consomem serviços e produtos evoluíram, visto que, neste novo cenário a psicologia do consumidor mudou e o processo de compras também sofreu alterações. Segundo Emília Chagas, CEO da Contentools, “O processo de compra mudou. Ninguém mais quer ser alvo de ‘discursos comerciais’. Ao oferecer conteúdo útil, a empresa passa a receber atenção e reputação online”, então quanto mais a tecnologia avança e a quantidade de informações é absorvida pelas pessoas, conquistá-las com apenas um comercial ou anúncio de revista, se torna mais difícil. Quando é preciso comprar ou contratar algum tipo de produto ou serviço, o consumidor da era digital é muito mais crítico e cauteloso. Por meio de buscas na Internet, opiniões deixadas por outros clientes, ele se mune de informações que são decisivas para comprar ou não determinado produto. Isto é uma tendência de mercado segundo Pomeranz (2010, p.12):

265 milhões de indivíduos trocaram, no ano passado, 1.5 bilhão de informações nas redes de relacionamento formadas por blogs e comunidades virtuais, muitas vezes falando sobre as empresas e seus produtos. Companhias que não gerenciarem a exposição de suas marcas nesse ambiente correm o risco de perder vendas e destruir suas reputações (POMERANZ, 2010, p.12).

Com tantas mudanças e evoluções, surge a economia do compartilhamento que vem modificando a vida de diversas pessoas, mudando algumas escolhas que antes eram feitas no processo antigo onde só tinha um modelo de serviço ou produto, como hotel ou táxi.

4. ECONOMIA COMPARTILHADA

A economia compartilhada, também chamada de consumo colaborativo, trata-se de uma prática comercial que permite o uso coletivo de determinados serviços, o famoso Peer to Peer (pessoa para pessoa) que une quem quer ofertar e quem quer consumir.

A economia compartilhada teve origem na década de 90 nos Estados Unidos, impulsionada pelos avanços tecnológicos que propiciaram a redução dos custos das transações on-line peer-to- peer (SHIRKY, 2012), viabilizando a criação de novos modelos de negócio baseados na troca e no compartilhamento de bens e serviços entre pessoas desconhecidas (SCHOR, 2014).

Afinal, o que é economia compartilhada? Segundo MILLER (2016) pode-se dizer que é “um modelo onde as pessoas estão criando e compartilhando bens, serviços, espaços e dinheiro um com o outro.” Ganshy (2010, apud at SILVEIRA; PETRINI; SANTOS, 2016)

Segundo Souza (2015):

Este movimento veio logo depois de um período de grande consumismo durante o século XX e início do século XXI. Algumas pessoas começaram a refletir sobre esse consumo exacerbado e perceberam que ele estava fazendo mal para as pessoas e para o mundo (BOX 1824, 2015). Perceberam que fazia mais sentido consumir de forma colaborativa. Consumo colaborativo, no entanto, não tem a ver com um compartilhamento forçado e educado. Pelo contrário, ele coloca em vigor um sistema em que as pessoas dividem recursos sem perder liberdades pessoais que apreciam e sem sacrificar seu estilo de vida (BOTSMAN e ROGER, 2011).

O consumo sempre esteve presente no dia a dia dos seres humanos, já que a necessidade de consumir era voltada para sobreviver, como alimentação e moradia. No século XX, esse consumo aumentou de forma considerável, surgindo um consumo para agradar os desejos, e assim trazendo satisfação para quem consumia esses bens ou serviços.

Estima-se que, o crescimento da economia compartilhada irá potencializar a reutilização e possivelmente diminuirá ociosidade dos bens, consequentemente trazendo fatores positivos para a sustentabilidade.

4.1 AIRBNB

O Airbnb foi fundado em 11 de agosto de 2008 por Brian Chesky e Joe Gebbia em São Francisco, na Califórnia, com o objetivo de unir pessoas interessadas em alugar suas próprias casas ou parte dela para um turista que procura uma hospedagem em qualquer lugar do mundo por um curto período.

Em 2017, o Airbnb já havia alcançado mais de 4 milhões de acomodações, dentre quartos, casas inteiras, apartamentos, barcos e castelos em mais de 65 mil cidades do mundo.

Este número vem crescendo de forma exponencial, visto que, muitas vezes os preços das acomodações anunciadas ficam mais baratas do que muitos hotéis.

4.2 UBER

Em 2009, Travis Kalanick e Garret Camp, diante de uma necessidade encontrada quando estavam em Paris em meio a uma nevasca, não encontraram táxi para voltarem para o hotel. Diante dessa situação, eles tiveram a ideia de criar um aplicativo onde fosse possível solicitar um motorista particular com apenas um toque no smartphone.

O aplicativo permite uma conexão ágil entre motorista e passageiro via smartphone, facilitando a comunicação e a procura por uma carona (remunerada). Novamente, mais uma plataforma que se beneficia da economia compartilhada.

O Uber transformou a maneira como as pessoas consomem este tipo de serviço, o aplicativo chegou incomodando os taxistas, que até aquele momento tomavam conta deste setor.

Atualmente, o Uber está presente em 65 países com mais de 3 milhões de motoristas cadastrados e mais de 75 milhões de usuários.

4.3 FARMSQUARE

Lançado em 2006 pelo ator e apresentador, Rodrigo Hilbert, a principal função da ferramenta é trocar ou doar alimentos saudáveis, onde o agricultor de determinada região divulga os seus alimentos e o consumidor mais próximo a ele pode ir buscar.

O Farmsquare facilita a forma de encontrar produtos frescos e saudáveis e também a evitar o desperdício, já que muitos alimentos que não são vendidos acabavam sendo jogados fora.

5. BENEFÍCIOS DA ECONOMIA COMPARTILHADA

A economia compartilhada beneficia tanto quem tem o produto ou serviço para oferecer quanto quem está à procura dos mesmos. Servindo também como renda extra para muitas famílias, ou sendo a renda principal, no caso de quem é motorista do Uber.

Para Schor (2014), a participação nas atividades da economia compartilhada é motivada por fatores econômicos, ambientais e sociais, e varia devido à diversidade das plataformas e das atividades. Algumas pessoas participam visando benefícios econômicos, como economizar dinheiro (BOTSMAN; ROGERS, 2011), ou ganhar dinheiro por meio das plataformas (SCHOR, 2014); algumas, visando fazer novos amigos (BOTSMAN e ROGERS,2011); e outras, são atraídas pelo modismo ou novidade das plataformas (SCHOR, 2014).

O custo dos serviços ou produtos é mais um ponto positivo, sendo muitas vezes inferior ao custo dos modelos tradicionais de mercado. O acesso a estes meios é facilitado, uma vez que, é possível baixar um aplicativo para celular para realizar as ações necessárias e estas plataformas são intuitivas, facilitando a navegação, deixando estes novos serviços ao alcance de qualquer pessoa.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesse artigo foi possível afirmar que a economia tradicional está dando espaço para economia compartilhada. Significa que estamos na era da colaboração de um para muitos. A economia compartilhada está mudando aos poucos nossas relações sociais e em comunidade.

O consumidor se adaptou a esta nova forma de economia e vem cada vez mais utilizando estes meios, o que atrai o público são os baixos custos e a facilidade para ter acesso a estes produtos.

Como realizado neste artigo, notou-se que o consumo tem se modificado em comparação com as conjecturas do consumo tradicional e que o público vem recebendo bem essa nova economia, prova disto é o número de usuários que vem aumentando gradativamente nas plataformas citadas e a tendência é que este número seja ainda maior no futuro.

REFERÊNCIAS

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BOCCATO, V. R. C. Metodologia da pesquisa bibliográfica na área odontológica e o artigo científico como forma de comunicação. Rev. Odontol. Univ. Cidade São Paulo, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 266, 2006.

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BOTSMAN, Rachel and ROGERS, Roo. What’s mine is yours: how  ollaborative consumption is changing the way we live. [s.l.]: HarperCollins, 2011.

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POMERANZ, Ricardo. Deixem os Consumidores Falarem. São Paulo: M. Books, 2010.

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[1] Graduada em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Anhanguera e pós-graduada em Marketing Digital e Consumo pelo Grupo Unis.

[2] Orientador. Graduação em Letras. Graduação em andamento em Medicina Veterinária. Especialização em Docência no Ensino Superior.

Enviado: Abril, 2020.

Aprovado: Novembro, 2020.

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