Descarte de amálgamas dentários em município da Amazônia legal: implicações na saúde e sustentabilidade ambiental

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

PRAMPERO, Ana Cristina Coelho Magrini [1], NETO, Aníbal Monteiro Magalhães [2], PRAMPERO, Sérgio Luís [3], OLIVEIRA, Daniel Mancini de [4], GONÇALVES, Luis Carlos Oliveira [5], RUBIN, Júlio Cezar Rubin de [6]

PRAMPERO, Ana Cristina Coelho Magrini. Et al. Descarte de amálgamas dentários em município da Amazônia legal: implicações na saúde e sustentabilidade ambiental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol. 03, pp.  31-52. Fevereiro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-ambiental/descarte-de-amalgamas

RESUMO

O objetivo foi avaliar a contaminação do aterro sanitário e a exposição da equipe odontológica de UBS por mercúrio de resíduos dos amálgamas dentários. Foram identificadas as formas de acondicionamento, manuseio e tratamento do mercúrio e do amálgama. Determinaram-se os teores de mercúrio no aterro sanitário e em amostras de cabelo de cirurgiões-dentistas, auxiliares de saúde bucal e agentes comunitários de saúde. Os níveis ambientais e ocupacionais de mercúrio estiveram abaixo dos limites preconizados, exceto para um sujeito. Quanto às variáveis estudadas (tempo de serviço, consumo de peixe, sintomas auditivos, visuais e neurológicos) não houve diferença estatisticamente significante em relação à concentração de mercúrio no cabelo. Embora não tenham ocorrido exposições ambientais e ocupacionais significativas por mercúrio, foram verificadas diversas falhas no manuseio e descarte dos resíduos de amálgama, bem como problemas de gestão no manejo adequado de resíduos.

Palavras-chave: Mercúrio, amálgama dentário, exposição ambiental e ocupacional.

INTRODUÇÃO

A contaminação ambiental provocada por metais tem aumentado devido ao intensivo uso dos recursos naturais pela sociedade moderna. Assim, a contaminação do meio ambiente por mercúrio constitui-se tanto um problema global quanto uma questão que causa impactos regionais ou locais. Deste modo, áreas mais remotas como o continente Antártico apresentaram concentrações de contaminantes como o mercúrio em níveis acima dos esperados para a região, sendo a distribuição desses xenobióticos realizada via transporte atmosférico em escala global (LACERDA e MALM, 2008).

A população é exposta ao mercúrio através do consumo de peixe, do uso de amálgamas dentários ou quando são submetidos a vacinas, sendo que cada um deles apresenta perfis toxicológicos e clínicos diferenciados. A forma orgânica mais comum a que são expostos os humanos são: o metilmercúrio (CH3Hg+) e o etilmercúrio (CH3CH2Hg+) (RICE et. al., 2014).

O preparo, manipulação ou despejo do amálgama deve ser efetuado de forma criteriosa e cuidadosa, visto que durante esses processos pode ocorrer a liberação de vapores tóxicos, o que pode levar risco a profissionais, pacientes e ao meio ambiente (CLARKSON et. al., 2003; KAMETANI, 2009; MACKEY et. al., 2014).

O vapor de mercúrio elementar é um material tóxico que altera as funções bioquímicas das células, afeta o sistema nervoso central, o sistema imunológico, o sistema reprodutor e o sistema excretor (FUENTES e GIL, 2003; GRAZIA e PESTANA, 2008; UNEP, 2013). Cirurgiões dentistas e profissões técnicas de odontologia representam as profissões mais expostas ao vapor de mercúrio depois apenas dos garimpeiros (KIM et. al., 2016).

Considerando as relevantes consequências da contaminação mercurial do meio ambiente e das questões ocupacionais relacionadas a este elemento tóxico, o presente estudo teve como objetivo investigar o manejo dos amálgamas dentários desde o acondicionamento, o preparo e o manuseio até o descarte de seus resíduos pelos cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal.

MÉTODOS

POPULAÇÃO E GEOGRAFIA

O município de Barra do Garças, localizado no sudoeste de Mato Grosso, divisa com Goiás, dista 500 km de Cuiabá, capital do estado. Os principais recursos hídricos do município são os rios Garças e Araguaia. O município é circundado pelo Parque da Serra Azul ao norte e ao leste e localiza-se no centro geodésico do Brasil. A população estimada em 2015 (IBGE, 2019) é de 58.398 habitantes e distribui-se por 9.141,841 Km2. A sede do município se localiza a 364,26 metros de altitude sendo determinada pelas coordenadas geográficas de 15º 52’ 21,1’’ de latitude S e 52º 18’ 05,6’’ de longitude W de GR (INTERMAT, 2019). Os municípios limítrofes são Nova Xavantina, Pontal do Araguaia, Araguaiana, General Carneiro e Novo São Joaquim.

A Geologia do município é formada por coberturas do Fanerozóico e Quaternárias (Pleistoceno e Holoceno), rochas da Bacia do Paraná (arenito e basalto) e alguns granitóides associados (RESENDE e SALLES, 2004).

O relevo do município de Barra do Garças se caracteriza por ser 79% plano, 20% suave ondulado e 1% montanhoso com destaques para a Baixada Araguaia, Serra do Taquaral e Serra do Roncador. As unidades geomorfológicas encontradas no município são o Planalto do Rio das Mortes e a Depressão do Araguaia com superfície rebaixada e suavemente dissecada, com formas predominantemente tabulares e convexas (RESENDE e SALLES, 2004).

Em relação à pedologia predomina no município latos solo vermelho-amarelo distribuído em um relevo plano ou suavemente ondulado favorecendo sua utilização agrícola. Fatores como a acidez e a baixa fertilidade natural são limitadores à produtividade. Este tipo de solo necessita de manejo adequado para controle de erosão. Ocorrem ainda manchas de latos solo vermelho-escuro e solos litólicos com características arenosas e médio-cascalhentas com propensão à erosão nas áreas em que o relevo se apresenta acidentado, sendo este tipo de solo próprio para a preservação da fauna e flora (RESENDE e SALLES, 2004).

PROCEDIMENTOS

Foram realizadas coleta de amostras de solos, bem como caracterização sócio demográfica e ambiental da população e estudo e dosagem dos níveis de mercúrio nos sujeitos da pesquisa. Foram coletadas amostras de solo do aterro municipal, da vala comum e da área externa ao aterro.

O estudo foi autorizado pelas Secretarias Municipais de Saúde e de Viação, Obras e Serviços Públicos do município, bem como aprovado pelo Comitê de Ética para Pesquisas em Seres Humanos (CEP) da Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso sob o parecer nº 577-11.

COLETA DAS AMOSTRAS DE SOLO

A coleta das amostras de solo foi realizada com o auxílio de um servidor que fez as perfurações no solo para as coletas em profundidade usando instrumento coletor de solo de aço inoxidável. Em cada amostra foi coletada cerca de 500g, tendo sido traçado previamente à coleta, um quadrado de 30 cm x 30 cm. As amostras foram acondicionadas e identificadas em sacos plásticos de polietileno e em seguida encaminhadas para o laboratório para análise. As coordenadas geográficas dos pontos de coleta foram devidamente aferidas por meio de aparelho “Global Positioning System” (GPS).

Os locais escolhidos para a coleta foram a vala séptica ou vala hospitalar, por serem depositados resíduos provenientes de clínicas e consultórios odontológicos bem como de lixo hospitalar em geral; a vala comum onde são depositados resíduos de lixo comum e nas margens externas do aterro próximo à cerca de divisa que não está em contato direto com os resíduos depositados no aterro, sendo utilizado para comparação dos resultados.

Foram escolhidos 12 pontos para coleta das amostras de solo. Desses 12 pontos quatro foram ao redor da vala séptica, tendo sido traçada uma transecta na direção norte-sul e outra na direção Leste-Oeste. Em cada um desses 4 pontos foram coletadas 3 amostras em profundidade, sendo uma na superfície, uma a 50 cm da superfície e outra a 1 m da superfície. A mesma coleta se realizou ao redor da vala comum e na área externa do aterro. No total foram obtidas 36 amostras de solo.

ANÁLISE QUÍMICA DAS AMOSTRAS DE SOLO

As análises foram realizadas no Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UNESP, campus Araraquara (SP). No laboratório, as amostras foram homogeneizadas, peneiradas na fração <200 mesh (<74 μm) e digeridas em meio ácido. O teor de mercúrio total (HgT) foi quantificado pela técnica de geração de vapor de mercúrio a frio acoplado a espectrometria de absorção atômica (CVAAS). No laboratório foram feitas as análises granulométricas e do teor de matéria orgânica das amostras de solo, para verificação do potencial de estocagem de mercúrio no solo. A quantificação de mercúrio total em amostras de cabelo foi feita utilizando-se um analisador automático para a determinação de mercúrio por decomposição térmica e amalgamação em coluna de ouro, SMS 100 da Perkin Elmer.

CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-DEMOGRÁFICA E COLETA DE AMOSTRAS DE CABELO

 A pesquisa foi realizada nas quinze Equipes de Saúde Bucal inseridas na Estratégia de Saúde da Família do município de Barra do Garças. O número de sujeitos da pesquisa foi 45 e foram divididos em três grupos sendo dois grupos de estudo e um grupo controle. Os grupos de estudo foram: 15 cirurgiões dentistas (CD) e 15 auxiliares de saúde bucal (ASB) e o grupo controle: 15 agentes comunitários de saúde (ACS). Os cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal foram escolhidos como grupo de estudo por terem exposição ocupacional ao mercúrio durante o manuseio, o preparo e o descarte do amálgama odontológico. Os agentes comunitários de saúde foram escolhidos como grupo controle por fazerem parte da Equipe de Saúde da Família, mas não estarem em contato direto com o mercúrio. A população estudada está representada na Tabela 1.

Tabela 1. Características pessoais e de trabalho dos grupos: Cirurgião Dentista (CD), Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) e Agente Comunitário de Saúde (ACS)

Variáveis CD   ASB   ACS  
Sexo N % n % N %
Masculino 8 53,3 2 13,3
Feminino 7 46,7 15 100,0 3 86,7
Faixa Etária N % n % N %
20 a 25 anos 1 6,7 1 6,7 1 6,7
26 30 anos 1 6,7 3 20,0 4 26,7
31 a 35 anos 5 33,3 4 26,7 4 26,7
36 a 40 anos 4 26,7 4 26,7 2 13,3
41 a 45 anos 2 13,3 2 13,3 4 26,7
Acima de 46 2 13,3 1 6,7
Grau de Instrução N % n % N %
Fund. incompleto 1 6,7
2º grau incompleto 2 13,3
2º grau completo 11 73,3 12 80,0
Superior

Incompleto

2 13,3 1 6,7
Superior completo 15 100,0 1 6,7
Tempo de Serviço N % n % N %
Menos de 1 ano 1 6,7 3 20,0 2 13,3
1 a 5 anos 1 6,7 6 40,0 3 20,0
6 a 15 anos 8 53,3 5 33,3 10 66,7
Mais de 16 anos 5 33,3 1 6,7

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Barra do Garças

Cada participante foi entrevistado quanto à identificação (sexo, faixa etária), história ocupacional (grau de instrução, tempo de serviço), dados de morbidade (ansiedade, depressão, dificuldade de prestar atenção, falhas de memória, insônia, mudanças de humor, nervosismo) e hábitos de vida (consumo de bebida alcoólica, hábito de fumar, consumo de peixe nas refeições). Os cirurgiões dentistas também responderam ainda às questões relacionadas às formas de acondicionamento, manuseio, tratamento e descarte do amálgama e seus resíduos no consultório odontológico. Em seguida prosseguiu-se à coleta das amostras de cabelo.

As amostras de cabelo foram obtidas da área occipital da cabeça incluindo em média 100 fios cortado com tesoura, 1 a 2 mm da raiz do cabelo (Figura 21). As amostras foram colocadas em envelopes previamente etiquetados e armazenados em sacos de polietileno à temperatura ambiente.

ANÁLISES MERCURIAIS DAS AMOSTRAS DE CABELO

As amostras foram analisadas pela espectrofotometria de absorção atômica acoplada ao gerador de vapor frio (CVAAS) (MICARONI et. al., 2000). Esta técnica analítica diferencia espectros de acordo com a radiação eletromagnética absorvida ou emitida dos átomos de uma amostra.

A amostra de cabelo foi cortada em pedaços de aproximadamente 5 mm, com o auxílio de uma tesoura e em local limpo. A seguir foi utilizado o procedimento de lavagem, conforme a descrição. Montou-se um funil com papel de filtro sobre o Erlenmeyer; em seguida, colocou-se a amostra em um béquer; depois se adicionou acetona p.a. na quantidade aproximada do dobro do volume de amostra e agitou-se com o auxílio de uma bagueta de vidro; esperou-se a amostra decantar e descartou-se a acetona sobrenadante; em seguida, adicionou-se água destilada (na mesma quantidade da acetona) ao béquer e agitou-se por 10 minutos; esperou-se novamente a amostra decantar e desprezou-se o sobrenadante; repetiu-se o procedimento com água destilada por mais duas vezes; adicionou-se novamente acetona, agitando por 10 minutos e descartou-se o sobrenadante, após a amostra decantar; com o auxílio de “jatos” de acetona transferiu a amostra de cabelo para o papel de filtro posicionado no funil e aguardou-se até a filtração total da amostra; transferiu-se o papel de filtro para um local limpo e aguardou-se até a secagem completa do papel de filtro e da amostra; transferiu-se a amostra para recipientes limpos e descontaminados onde pode ficar por tempo indeterminado. A lavagem seguiu as recomendações da literatura (POZEBON et. al., 1999).

A quantificação de mercúrio total em amostras de cabelo foi feita utilizando-se um analisador automático para a determinação de mercúrio por decomposição térmica e amalgamação em coluna de ouro, SMS 100 da Perkin Elmer. A metodologia de espectroscopia de absorção atômica com geração de vapor frio (CVAAS) utilizada para a determinação de mercúrio total em amostras de cabelo é adequada, com elevada precisão e exatidão (PALETTI, 1999; FARIAS, 2006).

Estudos têm sugerido valores de referência para análise de mercúrio em cabelo humano. Estudo da Coréia do Sul sugeriu valores de referência para mercúrio de 0 a 10μg/kg (PARK et. al., 2007). No Brasil, estudos sugeriram valores de referência para este metal, variando de 0,09 a 4,2 μg/kg (CARNEIRO et. al., 2011A; CARNEIRO et. al., 2011B). Valores de referência de mercúrio em cabelo, nos EUA, variam de 1 a 20μg/kg (SEIDEL et. al., 2001). Como ainda não houve novo consenso, a referência mundial continua sendo a OMS que preconiza ponto de corte de 2 μg/kg (WHO, 1990).

ANÁLISE ESTATÍSTICA

A análise estatística dos dados foi realizada pelo programa “Statistical Package for Social Sciences” (SPSS®, versão 16.0). Para a análise das concentrações de mercúrio no solo e no cabelo em relação ao grupo e as variáveis foi utilizado o teste t Student, comparando dois grupos com distribuição normal. Para comparar mais de dois grupos com distribuição normal foi utilizado o teste de variância Anova. Para analisar a relação entre a quantidade de restaurações de amálgama mensal e o teor de mercúrio encontrado no cabelo foi utilizado teste Pearson para dados normais. Para analisar a direção mais significativa na análise do solo foi utilizado o teste Tukey. Foi utilizado como nível de significância o valor de 5% (p<0,05). O teste de aderência Kologorv-Smirnov de uma variável foi utilizado para a comprovação ou não de normalidade (COSTA, 2010).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A apresentação dos resultados inicia-se pelas análises do solo do aterro sanitário. Em seguida são apresentadas as características gerais dos entrevistados das Unidades Básicas de Saúde, seguida das características físicas do consultório odontológico e manuseio, tratamento e descarte dos resíduos de amálgama. Finalmente são apresentadas as análises do teor de mercúrio no cabelo dos participantes.

ANÁLISE DE SOLO

Castilhos e Rodrigues (2008) classificam o solo como receptor e acumulador de mercúrio devido a processos naturais e antrópicos. Com a retirada da vegetação local, os processos de erosão e lixiviação podem transportar o mercúrio para os corpos hídricos, podendo aumentar a turbidez das águas.

Um dos primeiros registros sobre normatização dos níveis de referência para mercúrio ambiental e dos solos foi consolidado na decisão diretora Nº 195/2005/E, de 23 de novembro de 2005, da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental de São Paulo (CETESB) que definiu como sendo o valor de 0,05mg.kg-1 (50µg/kg) para solos e o de prevenção de problemas ambientais de 0,5 mg.kg-1 (500µg/kg) (CETESB, 2005). Em 2009, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) editou a Resolução n° 420, de 28 de dezembro de 2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e referendou o valor de referência para o mercúrio ambiental definido pela CETESB (BRASIL, 2009).

No Japão, porém, o limite de tolerância para o nível de mercúrio no solo é 0,2 mg/kg ou 200µg/kg (Ministério do Meio Ambiente – Japão, 2004).

Considerando os valores da CETESB e do MMA e os níveis avaliados neste estudo, apresentados na Tabela 1, verifica-se que todos estão abaixo dos valores de prevenção, portanto não houve contaminação do solo do aterro sanitário.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10) determina que os resíduos devam ser reutilizados, reciclados, tratados antes da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos (BRASIL, 2010A). Porém, sabe-se que nos aterros sanitários são depositados diversos resíduos contendo mercúrio, tais como lâmpadas, pilhas, baterias, restos de tinta, restos de produtos de limpeza, óleos lubrificantes usados, solventes, embalagens de aerossóis, materiais fotográficos, pesticidas, fungicidas, inseticidas e alguns componentes eletrônicos (BRASIL, 2010B; BARROS et. al., 2015).

Em relação à comparação das direções norte, sul, leste e oeste não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos VC e AE. Entretanto, encontrou-se diferença significativa no grupo VS pelo teste Anova (Tabela 3).

Segura-Munhõz (2002) realizou um estudo no aterro sanitário de Ribeirão Preto (SP) e observou que o mercúrio foi o metal que se apresentou como o menos detectado estando abaixo dos limites de detecção. Porém, apesar disso é necessário enfatizar que o mesmo sofre bioacumulação ao longo da cadeia alimentar, tornando o homem um ser susceptível a elevados níveis de mercúrio e seus efeitos indesejáveis a saúde (KESSLER, 2013; MARQUES et. al., 2013). Outro estudo que dosou o mercúrio no chorume do aterro sanitário de Ribeirão Preto observou valores do metal inferiores aos limites estabelecidos pelo CONAMA (CELERE et. al., 2007).

Para Spina (2005) o destino final dos resíduos de serviços de saúde em valas sépticas do aterro apresenta sérios inconvenientes, tornando-se potencialmente causadores de poluição do solo devido aos altos valores de substâncias tóxicas encontradas.

MANEJO DO PREPARO, MANUSEIO E DESCARTE DO AMÁLGAMA

Amalgamadores são dispositivos mecânicos que têm a propriedade de fazer reagir o mercúrio com a liga proporcionando uma massa de consistência adequada. Há amalgamadores dosadores e de cápsulas. Os amalgamadores dosadores apresentam dois reservatórios, sendo o menor para receber o mercúrio e o maior para receber a limalha. A alavanca lateral estabelece a relação pó/líquido de acordo com a quantidade de porção pré-estabelecida. No amalgamador de cápsulas, estas já vêm com dosagem de fábrica, servindo o amalgamador apenas para realizar a mistura. No intuito de verificar se havia risco de exposição ao mercúrio metálico durante o preparo, manuseio e descarte do amálgama, os cirurgiões dentistas foram questionados sobre o tipo de amalgamador utilizado e sua manutenção; local e forma de armazenamento do mercúrio e resíduos de amálgama; armazenagem e destino dos resíduos e a presença de plano sobre gerenciamento de resíduos de estabelecimentos em saúde (PGRSS),de acordo com a RDC ANVISA nº306/2004, adaptada para consultórios odontológicos pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO, 2012). Os resultados estão apresentados no quadro1.

Quadro 1. Características dos amalgamadores, mercúrio e resíduos de amálgama

Variáveis N Representatividade (%)
Tipo de amalgamador
Dosador 11 73,3
Cápsula 4 26,7
Total 15 100,0
Manutenção periódica do amalgamador
Não 8 53,3
Sim 7 46,7
Total 15 100,0
Local de armazenamento do mercúrio ou cápsulas de amálgama
Armário aberto 2 13,3
Armário fechado 11 73,3
Gaveta 2 13,3
Total 15 100,0
Forma de armazenamento dos resíduos de amálgama
Diretamente no lixo 1 6,7
Recipiente de vidro com tampa 5 33,3
Recipiente plástico com tampa 9 60,0
Total 15 100,0
Líquido usado para armazenar os resíduos de amálgama
Água 13 92,9
Outro (álcool) 1 7,1
Total 14 100,0
Destino dos resíduos de amálgama
Lixo hospitalar 4 30,8
Reciclagem 9 69,2
Total 13 100,0
Presença de PGRSS

Sim

Não

 

0

15

 

 

100,0

Fonte: autor.

Neste estudo, em unidades de públicas de saúde bucal, apenas 26,6% dos dentistas utilizava amalgamadores em cápsulas. Além disso, cerca de 31% das amálgamas eram descartadas em lixo hospitalar. Isto contraria a recomendação da Federação Dentária Internacional que preconiza apenas o uso de ligas de amálgama pré-encapsuladas, evitando o uso de ligas a granel e mercúrio elementar no consultório odontológico e após o uso recapar as cápsulas, armazená-las em um recipiente fechado e reciclá-las (FDI, 2007).

No presente estudo, 46,7% dos amalgamadores não tinham manutenção periódica. Este aspecto é altamente preocupante, uma vez que amalgamadores sofrem desgaste e começam a apresentar vazamentos laterais, trituração deficiente e níveis excessivos de mercúrio (GLINA et. al., 1997; ROBERTS et. al., 2001).

A maioria das Unidades 93,3% armazenava os resíduos de amálgama em algum recipiente para posteriormente descartá-la ou encaminhá-la para a reciclagem e apenas 6,7% depositava os resíduos diretamente no lixo.

Estudo sobre destino de resíduos de amálgamas, realizado em Maringá (PR) (Dalla, et. al., 2005), mostrou que 15% descartavam os resíduos em lixo doméstico ou rede de esgoto, 6% acumulava-os nos próprios consultórios (não possuem coleta) e os demais (79%) se serviam do serviço de coleta da prefeitura municipal cujo destino final era lixão.

Outro estudo sobre descarte de resíduos de amálgama em Araguaína (TO) relatou que 47,6% entregavam para a vigilância sanitária; 37,8% nunca descartaram; 8,5% devolviam para funcionário da UBS; 3,7% encaminhavam ao almoxarifado e 2,4% jogam na fossa, mas ninguém reportou fazer reciclagem de amálgama (XAVIER, 2011).

A reciclagem de materiais de amálgamas, preconizada pela ANVISA, não é uma prática comum em grande parte dos municípios brasileiros (SANTOS et. al., 2016).

No presente estudo, 69,2% dos resíduos são colhidos por empresa que presta serviço à prefeitura do município.

O isolamento absoluto é um método de proteção utilizado em odontologia para proporcionar a redução da contaminação da cavidade oral, diminuindo sensivelmente a contaminação ambiental durante o tratamento odontológico e a contaminação do paciente, pois impede que o paciente aspire resíduos de amálgama liberados na inserção ou remoção das restaurações. Em relação ao isolamento absoluto, nenhum dentista o utilizou na inserção ou remoção do amálgama. Provavelmente por ser uma técnica com custo mais elevado além de aumentar o tempo gasto no procedimento.

Para Claro e colaboradores (2003) uma das medidas utilizadas para a redução da exposição ao mercúrio no ambiente de trabalho dos profissionais, visando proteger também os pacientes, pode ser conseguida através do uso de isolamento absoluto durante a inserção ou remoção do amálgama.

Nas Unidades Básicas de Saúde do município de Barra do Garças todos os cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal usam EPI’s (óculos, gorro, máscara, luva e jaleco). Nos estudos de Souza (2008) a maioria dos profissionais utilizava os EPI’s, porém 20% não os utilizavam em Araguaína (XAVIER, 2011).

Quando questionados sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde (PGRSS) nenhuma unidade disse possuir. Estudos em Belo Horizonte e Juazeiro do Norte revelaram também não haver PGRSS para resíduos odontológicos (NAZAR et. al., 2005; ALMEIDA et. al., 2009).

Barbin e colaboradores (2019) estimaram a quantidade de mercúrio descartado no meio ambiente na forma de amálgama dentário. Os autores identificaram que 30% do que é amalgamado sobra sobre forma de resíduo, que gera risco a saúde de profissionais, pacientes e para o meio ambiente.

Usando esse valor como referência e como foi verificado no presente estudo a quantidade de 978 restaurações de amálgama realizadas pelas 15 Unidades de Saúde, pode-se estimar que a quantidade de resíduos de amálgama produzidos por mês é de 586,8 g, o que significa 293,4 g de mercúrio. Transformando esses valores para um ano terá 7.041 g de resíduos de amálgama e 3.520 g de mercúrio por ano lançados ao meio ambiente ou reciclados.

Em relação aos grupos estudados foram coletadas e analisadas 45 amostras de cabelo para quantificação de mercúrio total. Na tabela 4 são descritos os valores da concentração de mercúrio para cada participante do estudo e a média de cada grupo. Os grupos foram separados por profissão sendo dois grupos “expostos”: o CD e o ASB e um grupo “não exposto” ou controle: o ACS. Cada número de amostra corresponde a um indivíduo diferente que participou do estudo. Em relação aos níveis de mercúrio no cabelo, considerando-se como ponto de corte 2µg/g, apenas um indivíduo, do grupo ASB, apresentou valor acima da referência (2,05 µg/g), porém próximo ao limite de exposição (tabela 4).

Tabela 4. Concentração de mercúrio total em amostras de cabelo nos grupos CD, ASB e ACS

CD [Hg] µg.g-1 ASB [Hg] µg.g-1 ACS [Hg] µg.g-1
1 1,22 1 0,85 1 1,04
2 0,97 2 0,87 2 0,62
3 0,84 3 1,43 3 1,03
4 0,53 4 0,96 4 0,72
5 1,40 5 0,62 5 0,82
6 1,63 6 0,67 6 1,39
7 1,12 7 1,08 7 0,98
8 1,39 8 0,71 8 0,84
9 1,15 9 1,73 9 0,73
10 0,93 10 2,05 10 1,11
11 0,82 11 1,53 11 1,29
12 0,74 12 1,64 12 0,53
13 1,05 13 1,12 13 0,87
14 1,85 14 0,88 14 0,96
15 0,83 15 1,95 15 0,84
Média 1,10 1,21 0,92

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Barra do Garças

De acordo com o teste Anova não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre as categorias profissionais (CD, ASB e ACS), mesmo que ACS tenha apresentado maiores valores médios de mercúrio.

Os valores do presente estudo foram muito menores aos encontrados no Norte do Brasil. Estudo com crianças residentes em Manaus (AM) observou níveis de mercúrio no cabelo variando de 1,6µg/kg a 17,1 µg/kg (FARIAS et. al., 2014). Outro estudo no Norte do Brasil, em Altamira (PR) e Ilha de canteiro (PR, Rio Xingu) observou valores de mercúrio variando de 114µg/kg a 4.832µg/kg (Altamira, PR) e de 541µg/kg a 20.316µg/kg (Ilha de Canteiro, Altamira na região da usina Belo Monte) (CARVALHO et. al., 2009).

Assim como em relação aos profissionais, também não houve diferenças estatisticamente significantes dos níveis de mercúrio para as variáveis gênero, hábito de fumo, ingerir bebida alcoólica, frequência de consumo de peixe, presença de sintomas oculares, auditivos e sintomas de psicoafetivos.

Também não houve diferenças estatísticas nos valores médios de mercúrio conforme o tempo de serviço (tabela 5).

Tabela 5. Concentração de mercúrio total nos grupos CD, ASB e ACS em relação a variável tempo de serviço

[Hg] µg.g-1 CD   ASB   ACS
Tempo de serviço n Média P n Média p N Média P
<de 1 ano 1 1,15 3 1,56 2 1,01
1 a 5 anos 1 1,22 6 1,08 3 0,90
6 a 15 anos 8 0,96 5 1,24 10 0,91
> de 16 anos 5 1,28 1 0,71
Total 15 1,10 0,496 15 1,21 0,406 15 0,92 0,870

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Barra do Garças

Embora os valores de mercúrio não tenham sido elevados neste estudo, é fundamental ressaltar que valores de apenas 5μg/Kg estiveram associados ao maior risco de autismo (WOLOWIECK et. al., 2013).

PROBLEMAS E SUGESTÕES

Os problemas encontrados neste estudo e as possíveis decisões de gestão ocupacional estão agrupadas no Quadro 2.

Quadro 2. Sugestão para resolução de problemas sobre a contaminação mercurial

PROBLEMA SUGESTÃO DE GESTÃO
Quase metade dos amalgamadores não tem manutenção Cobrança/substituição da empresa terceirizada
Desconhecimento e ausência de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde Treinamento, implementação e acompanhamento da gestão de PGRSS nos serviços de odontologia
Ausência de isolamento absoluto que poderia reduzir a exposição ocupacional ao mercúrio Oferecer condições, treinamento e facilidades para que cirurgiões-dentistas executem o isolamento absoluto
31% dos amalgamadores não eram reciclados Atingir 100% de reciclagem
Demora na coleta e envio de amálgamas para reciclagem pela prefeitura que pode aumentar o risco de contaminação Serviço de recolhimento de resíduos de amálgamas que as recolhe em até15 dias

Fonte: autor.

CONCLUSÕES

De acordo com os resultados obtidos pode-se concluir que em relação ao solo não há contaminação do aterro sanitário onde são depositados os resíduos de amálgama, sendo que os valores encontrados estão abaixo dos valores de prevenção encontrados na legislação.

A equipe odontológica deve receber capacitação permanente sobre medidas de prevenção de exposição ocupacional, pois, mesmo não verificando níveis elevados de concentração de mercúrio nos grupos expostos (cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal) observaram-se falhas no preparo, manuseio e descarte desses materiais.

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[1] Mestre em Ciências Ambientais e Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

[2] Doutor em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia, Brasil, Professor da Universidade Federal de Uberlândia, Brasil. Mestre em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia, Brasil. Mestre em Educação Física pela Universidade Católica de Brasilia, Brasil. Especialização em Fisiologia do Exercício pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo (FMUSP). Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual de Goías.

[3] Especialista em Saúde da Família pela Escola de Saúde Pública de Mato Grosso.

[4] Graduado em Educação Física.

[5] Mestre em Ciência da Motricidade Humana (UCB/RJ)  e Doutorando em Ciências da Saúde (UFMT).

[6] Doutor em Geociências e Meio Ambiente.

Enviado: Abril de 2020.

Aprovado: Janeiro de 2021.

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