Inclusão dos estudantes surdos no contexto educacional brasileiro

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Inclusão dos estudantes surdos no contexto educacional brasileiro
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ARTIGO ORIGINAL

BATISTELLA, Marta Aparecida Abraão [1]

BATISTELLA, Marta Aparecida Abraão. Inclusão dos estudantes surdos no contexto educacional brasileiro. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 04, Vol. 04, pp. 43-52. Abril de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

Esta pesquisa tem ênfase à inclusão dos estudantes surdos no contexto educacional brasileiro, mostrando um breve histórico de como as pessoas que possuíam debilidades físicas e mentais eram tratados na antiguidade, claramente sem muito respeito e sem admiração por parte da sociedade; acompanhamos as mudanças que vão ocorrem durante o século XX, e o que temos de tendências educacionais na atualidade, os documentos que norteiam a nossa educação brasileira que são à base, as diretrizes, Leis, normativas e Resoluções estão expostas nesse trabalho; construímos assim entendimentos e conceitos educacionais que nos desperta para o com grande é o desafio de inclusão dos Surdos nas escolas Brasileira. Identificamos á importância da apropriação pelos surdos da língua portuguesa, o que diminuiria o fracasso escolar deste estudante. Deixamos claro á importância do professor e de um interprete em sala de aula para facilitar o ensino e aprendizado dos surdos.

Palavras-chave: Educação, Escola, Inclusão, Surdos.

INTRODUÇÃO

Observamos no plano de ensino nacional a intenção clara que as escolas sejam um lugar de inclusão, onde todos têm direitos iguais à educação, garantindo o total acesso aos recursos e metodologias que façam com que estes estudantes sejam capazes de se desenvolverem intelectualmente; o nosso questionamento é, como um sistema de ensino que possui grandes carências de recursos humanos e pedagógicos pode apresentar soluções para garantir que seres humanos com grau leves, moderados e graves de deficiência cognitiva e motora possam aprender, no que tange aos estudantes com surdes encontramos poucas escolas no Brasil que possuem um profissional de Libras para fazer mediação entre os professores das disciplinas e os estudantes com surdez em todas as aulas, contribuindo para o fracasso escolar destes estudantes; os professores na grande maioria tem cargas excessivas de trabalho não conseguem se capacitarem num curso de libras, assim observamos que o ensino brasileiro deixa muito a desejar na parte de inclusão dos estudantes com necessidades especiais, principalmente com os que apresentam surdez que é uma debilidade física que aparece com maior frequências nas escolas brasileiras. Os estudantes surdos muitas vezes atingem o fracasso escolar ou a reprovação por causa da falta de entendimento da verbalização linguística do professor que é o português, sendo que a sua língua materna é libras.

A voz dos surdos são as mãos e os corpos que pensam, sonham e expressam. As línguas de sinais envolvem movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mas que significam a possibilidade de organizar as ideias, estruturar o pensamento e manifestar o significado da vida para os surdos. Pensar sobre a surdez requer penetrar no “mundo dos surdos” e “ouvir” as mãos que, com alguns movimentos nos dizem o que fazer para tornar possível o contato entre os mundos envolvidos, requer conhecer a “língua de sinais”. Permita se “ouvir” essas mãos, pois somente assim será possível mostrar aos surdos como eles podem “ouvir” o silêncio da palavra escrita. (Ronice Müller de Quadros, S/D)

Os estudantes surdos deveriam ser tratados de forma mais respeitosa pelos governos brasileiros, oferecendo mais formação para os professores que queiram aprender Libras, não teremos melhoras elaborando mais teorias, devemos aplicar e se aprofundar nas que já existem, pois são adequadas para realidades do país.

Para Minetto […] o que deve ser mais fácil é uma reflexão profunda sobre o currículo, para que ocorra alguma melhoria das práticas, não mais elaboração de teorias sobre o currículo. (2008, p.33).

METODOLOGIA DA PESQUISA

Esta pesquisa apresenta um maior entendimento em torno da educação inclusiva no que tange os surdos, é uma pesquisa nos moldes bibliográficos, onde ocorre primeiro à escolha do tema, depois levantamento bibliográfico de materiais existentes da temática abordada, principalmente artigos científicos e livros, prosseguindo com análises e intensas reflexões exigindo ao pesquisador á construção de ideias e conceitos novos ao estudo realizado, sempre observando registro de fontes confiáveis. Muller e Cornelsen (2003) conceituam que:

O conhecimento científico surge dos diferentes modos de produção do conhecimento e do uso que se faz dele. Sendo assim, o progresso científico está na dependência da circulação e do uso efetivo das ideias, posto que a informação constitui, a um só tempo, insumo e produto de toda atividade científica. (Muller e Cornelsen 2003, p. 1).

A realização deste trabalho possui como principais fundamentadores Teóricos, os escritores: Fernandes (2011), Mantoan (2005), Minetto (2008), Rosana, Glat (2007).

DESENVOLVIMENTO

BREVE HISTÓRICO SOBRE INCLUSÃO DOS SURDOS NO BRASIL

Os surdos sempre estiveram presentes no Brasil e no mundo, mas na antiguidade não se tinha respeito nem admiração por eles, hoje consideremos que a maioria eram alvos de “bullying” na sociedade e nas instituições que representavam a educação.

Jean Itard, foi considerado um marco na educação especial, cooperando sem dúvida para os primeiros atendimentos de pessoas com deficiências físicas e mentais ou tidos como especiais. Apenas no século XX começa o atendimento para estas pessoas no Brasil consideradas especiais.

Nas últimas décadas, em função de novas demandas e expectativas sociais, aliadas aos avanços das ciências e tecnologias, os profissionais da Educação Especial têm se voltado para a busca de novas formas de educação escolar com alternativas menos segregativas de absorção desses educandos pelos sistemas de ensino. Esse processo vem se acelerando, sobretudo a partir dos anos 90, com o reconhecimento da Educação Inclusiva como diretriz educacional prioritária na maioria dos países, entre eles o Brasil. A política de Educação Inclusiva diz respeito à responsabilidade dos governos e dos sistemas escolares de cada país com a qualificação de todas as crianças e jovens no que se refere aos conteúdos, conceitos, valores e experiências materializados no processo de ensino- aprendizagem escolar, tendo como pressuposto o reconhecimento das diferenças individuais de qualquer origem. (GLAT, 2007: 15)

Observamos no Brasil que ocorreu muita mudança desde o século XX, mas é claramente notado um descaso pelo governo em ajudar os que apresentam algum tipo deficiência, seja com material humano ou mesmo estrutural.

A LDBEN (1996) deixa claro que os estudantes com necessidades especiais devem se possível atendidos em classes com os demais estudantes da escola, proporcionam inclusão, mas o que vemos é um desrespeito, temos à maioria inclusos em sala de aula sem nenhuma estrutura humana no caso dos surdos, sem a interprete e muito menos estrutura física, o número de alunos muitas vezes ultrapassa o limite aceitável nas salas, e o professor que é o responsável para que todos os estudantes aprendam igualmente.

Os estudantes com necessidades especiais necessitam de ajuda para desenvolver suas habilidades e capacidades físicas e mentais com mais agilidade, notando suas especificidades individualmente.

Em 1960 ocorrem grandes avanços na educação inclusiva, mas sem muito êxito, os estudantes em sua grande maioria não se adaptaram a escola com ensino regular, mas em 1990 reformulando o sistema educacional inclusive na estrutura física oferecida pela escola.

A escola é uma imagem da sociedade, assim como a sociedade deveria ser uma imagem da escola, mas observamos muitas atribuições impostas para escola principalmente os professores onde temos um alto grau de problemas médicos que ocorrem com os mesmos, observamos, que os professores são “heróis” muitas vezes tem que ser pais, médicos, psicólogos ou até interpretes para os surdos sem tem formação para isso, muitas vezes os governos impõem somente a instituição educacional a responsabilidade que não são de cunho educacional.

Observamos os documentos que orientam as políticas da educação especial, com comum acordo com a educação inclusiva:

– Política Nacional para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Lei Federal no 7.853, de 24 de Outubro de 1989.

– Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9.394, de 20 de Dezembro de 1996.

– Estabelece Política Nacional para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Lei no 3.298, de 20 de Dezembro de 1999.

– Plano Nacional de Educação. Lei no 10.172, de 09 de Janeiro de 2001.

– Constitui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Resolução CNE n 02, de 11 de Setembro de 2001.

– Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017 Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica.

Todas as bases, diretrizes e leis, citadas acimas deveriam garantir uma escola para todos, tanto estudantes com necessidades especiais e estudantes sem necessidades, No Brasil muitas vezes os surdos são tratados como deficientes mentais pelos ouvintes, sendo que apenas tem uma debilidade auditiva parcial ou total o que faz desenvolver mais a parte visual, os surdos são capazes de desenvolve-se fisicamente e intelectualmente como todos os outros estudantes da sala.

A inclusão dos estudantes surdos é recente nas escolas, causando ainda muita dificuldade no âmbito escolar e para o próprio professor que muitas vezes não tem habilidade na língua dos sinais “Libras” aprendendo dentro de sala de aulas com os colegas dos estudantes surdos que também se comunicam com dificuldade com os surdos em fim é um desafio, e todos os desafios exigem quebras de paradigmas dentro e fora da escola. Para os surdos “a expressões deficiência e deficiente auditivo (a) são pejorativas e carregam o estereótipo da doença incurável, do déficit, da limitação” (Fernandes, 2011a, p.61).

Notamos através dos estudos que os surdos reivindicam o direito de serem chamados de Surdos em vez de deficientes auditivos.

No Brasil com a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, oficializou-se também a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando possível, em âmbito nacional, realizar discussões relacionadas à necessidade do respeito às particularidades linguísticas da comunidade surda e do uso dessa língua nos ambientes escolares. (BNCC, p.29, 22 de dezembro de 2017 )

Sabemos que temos inúmeros desafios como professores, mas temos que participar ativamente para que estes estudantes sejam tratados com respeito e a inclusão ocorra realmente em sala de aula, contribuiremos desse modo para uma sociedade mais democrática e humanizada.

ENTENDIMENTOS E CONCEITOS EDUCACIONAIS NA ÁREA DA SURDEZ

A compreensão por parte de toda comunidade escolar e da sociedade em geral, da importância que os estudantes Surdos aprendam duas línguas, ou seja, bilíngue, a língua Brasileira de Sinais (Libras) e a língua portuguesa, isso tem se tornado um grande desafio.

Podemos adotar o bimodalismo, que é a língua portuguesa acompanhada dos sinais (Libras).

Conforme Zillioto (2007, p. 17), A surdes, provavelmente é uma diferença linguística, pois as pessoas possuem uma perda auditiva expressiva se comunicam na modalidade visual-espacial, ou seja, Libras. Aprender a língua de sinais é como aprender uma língua estrangeira, precisamos de novas práticas escolares que vai requer metodologia apropriada para que ocorra o ensino e aprendizado bimodalismo.

É importante que os Surdos também compreendam o português, a sua oralidade e escrita, ficando bem mais fácil a comunicação com os ouvintes na sala de aula, a Constituição Federal que delibera no artigo 205, a educação como um direito de todos, garantindo o absoluto desenvolvimento das pessoas, o aprendizado da cidadania e a qualificação para o trabalho. Artigo 206, inciso I, estabelece equidade de condições de acesso e permanência nas instituições de ensino, determinando como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208).

Fernandes (2003), O bimodalismo faz o ajuntamento dos sinais e da oralidade, sendo possível o surdo fazer associação de palavras e gestos.

Compreendemos que historicamente os surdos não eram tratados com respeito, sofriam preconceitos; a língua de sinais por muito tempo foi proibida no Brasil, somente em 2002 com a LEI 10.436/2002 a Libras foi definitivamente aprovada como uma linguagem legalizada de comunicação e expressão não só da comunidade surda mais dos ouvintes.

Em séculos anteriores as escolas não possuíam especialistas para atender os surdos, os próprios estudantes que eram ouvintes ajudavam na parte de alfabetização.

No século XVIII, começo um trabalho individual com os surdos para entender qual o grau realmente de surdez e até mesmo se não teria outro problema além da surdez, mais eram feitos por pessoas contratadas pela nobreza. (FERNANDES, 2011 p. 26).

No Brasil apenas teve início os trabalhos educacionais com os surdos a partir de Dom Pedro II com o professor francês Hesnest Hest, era uma escola destinada apenas para surdos.

Ensinar Libras nas escolas para surdos é muito importante, mas o melhor seria se fosse ensinada em todas as escolas Brasileiras, apesar de se parecer utopia, seria algo, de suma importância, como se aprende, o inglês, o espanhol, porque não implantar definitivamente à Libra na grade do ensino fundamental, médio e superior.

OS SURDOS E O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

O ensino da língua portuguesa é de forma oralidade auditiva, a criança vê uma figura e é verbalizada o nome da mesmas, então temos dificuldade de identificar rapidamente as crianças que nascem com está debilidade auditiva, por tanto o papel da família é muito importante quando notado ou percebido que este recém nascido não responde muitas vezes à estímulos sonoros devem procurar um especialista para identificar o problema e desde os primores da vida, para que os pais tentem métodos para colaborarem e estimular a criança no ensino da língua portuguesa de forma diferenciada não só de forma oral, então esta criança chegará na escola com alguns entendimentos básicos sobre à sua segunda língua o Português, depois da Libras.

Quando as crianças chegam à escola devem ser incluídas nesse processo de aprendizado linguísticos, o que exigira da escola dos professores preparação em Libras e saber não apenas metodologias na teoria, mas aplica-las com seus estudantes surdos, a avaliação deverá se flexível na questão da sua segunda língua.

Para Minetto (2008):

A escola inclusiva tem no seu currículo e no PPP o reflexo de seus pensamentos, concepções e desejos, por isso de nada adiantaria colocar no papel algo que não corresponda ao que será capaz de cumprir. A estruturação adequada de um currículo flexível só trará benefícios quando todos entendem sua razão e colaboram com sua execução. (p.62)

No Brasil, apesar das várias dificuldades politicas, sociais e econômicas os surdos tem o direito de aprender a sua segunda língua o português, pois o país tem como língua principal o português, se isso não ocorre, os mesmos não serão facilmente inseridos nos espaços sociais e no mercado de trabalho, o ensino e aprendizado bilíngue é um desafio, que deve ser incorporado também no currículo e na grade, nas bases educacionais no ensino fundamental, médio e no ensino universitário. O professor tem o papel de buscar metodologias que sejam capazes de aplicar na sua sala de aula, lembrando que tenha alunos surdos e ouvintes, o que requer mais esforço, para que todos tenham habilidades e capacidades na língua portuguesa como primeira língua para os ouvintes e como segunda para os surdos.

Quando o município, o estado, o governo, o professor negam a possibilidade para que os surdos apropriem da língua portuguesa, está indo em contra mão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9.394, de 20 de Dezembro de 1996.

A escola brasileira é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa de seus alunos, que são marginalizados pelo insucesso, por privações constantes e pela baixa autoestima resultante da exclusão escolar e da social – alunos que são vítimas de seus pais, de seus professores e, sobretudo, das condições de pobreza em que vivem, em todos os seus sentidos. (MANTOAN, 2005, p. 27).

Nesse paradigma o professor deve planejar as suas aulas pensando em metodologia que facilitem o ensino e aprendizado para o estudante surdo isto inclui a avaliação deve-se mudar as práticas educacionais aplicadas em muitas escolas brasileiras e isso levar mudanças de habitual de ensino da língua materna para todos.

A avaliação não deve ser somativa, e intraindividual, pois assim verificaremos apenas se o estudante aprendeu os conteúdos, deve ser formativa e interindividual, acompanhar os avanços que este estudante está tendo nas aulas, observamos também a importância de uma auto avaliação por parte do professor para verificar se as metodologias estão facilitando o ensino aprendizado dos surdos ou dificultando ainda mais.

Os surdos devem ser avaliados de forma gestual usando como língua materna a Libras, podendo utilizar gravuras imagem para facilitar o entendimento dos conteúdos, sem dizer que a presença da interprete em sala para fazer intermediação entre o professor e estudante é indispensável.

As avaliações dos surdos preferencialmente não devem ser questões dissertativas, pois os professores devem entender que os surdos têm dificuldades no que diz respeito à escrita. (FERNANDES, 2011p.118).

Sabemos que os professores já enfrentam vários desafios em sala de aula e o ensino aprendizado da língua portuguesa para estudantes surdos será mais um, onde deverá ser organizado de modo bem flexível, o que exigirá atenção e paciência redobrada por parte dos professores, mais que causará muita satisfação para estes “heróis”, quando verificarem que seus estudantes surdos estiverem avançando na aprendizagem da segunda, língua o português.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisados os estudos bibliográficos feitos e através da vivencia que possuímos no a âmbito escolar, acreditamos que as escolas em sua maioria não recebem recursos Humanos e estruturais para que os estudantes com necessidade especiais sintam-se incluídos em sala de aula; no que tange aos surdos a falta de interpretes dificulta muito o ensino aprendizado da língua portuguesa, os professores se esforçam, mais não possuem qualificação básica sobre Libras e o governo não demonstra muita preocupação em ofertar cursos e tempo para que estes profissionais da educação se qualifiquem, então isso influência diretamente no fracasso escolar desses estudantes surdos, que não aprendem o português consequentemente não entendem as outras disciplinas, fazendo com que eles se sintam excluídos em muitas escolas brasileiras, sendo muitas vezes tratados de modo preconceituoso por parte dos ouvintes, sendo que os mesmos estudantes surdos são em sua maioria totalmente capazes de desenvolvimento das habilidades em qualquer disciplina ou conteúdo, o que por muitas vezes requer mudanças de paradigmas educacionais e governamentais, a metodologia adotada em sala de aula ajudará bastante no entendimento das outras disciplinas, mas primeiro estes estudantes tem que ter se apropriado da segunda língua, o português.

É um grande desafio, temos que todos contribuir para que estes estudantes se sintam incluídos não só na escola, mas em todas as esferas sociais.

Concluímos que temos bases, diretrizes e leis educacionais boas na teoria que deveriam receber menções de aplausos, mas na prática o descaso dos governos dificulta que sejam aplicadas na prática, aumentam assim a exclusão e o fracasso escolar.

Existe bastante o que fazer em relação à inclusão, o que não devemos é ficar de braços cruzados, devemos contribuir de alguma forma na família na sociedade, no posicionamento politico, podemos ser críticos nessas questões de inclusão e não conformados com a realidade brasileira do ensino.

Sentiremos realizados como seres humanos, quando a maioria dos surdos que terminarem o ensino médio ingressarem nas universidades, chegaremos ao ápice contradizendo a realidade onde a maioria estão fora das universidades, devemos acreditar sempre num pais mais justos e inclusivo para todos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Acesso em: 21 de agosto. 2018.

FERNANDES, E. Linguagem e surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003.

FERNANDES, Sueli. Fundamentos para educação especial. Curitiba: 2. ed.

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MANTOAN, Maria Tereza Eglêr. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo: Moderna, 2005.

MINETTO, Maria de Fatima. Currículo na educação inclusiva: entendendo

esse desafio. 2.ed. Curitiba: Ibpex, 2008.

MULLER,Mary Stela. Julce Mary CORNELSEN. Normas e Padrões para Teses, Dissertações e Monografias. 5ª edição, Londrina: Eduel, 2003.

QUADROS, Ronice Müller de. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

ROSANA; GLAT. Educação Inclusiva: Cultura e Cotidiano Escolar. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007.

ZILIIOTTO, Gisele Sotta. Fundamentos psicológicos e biológicos das necessidades especiais. 2.ed. Curitiba: Ibpex, 2007.

[1] Pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva e Neuropsicopedagogia pela FAVENI, Segunda Licenciatura em Pedagogia pela FAEL, Licenciada em Letras – Português e Espanhol pela UFMT.

Enviado: Outubro, 2019

Aprovado: Abril, 2019

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