Como dar aulas em universidades? Precisa de pós-graduação? Precisa ser mestre? Precisa ser doutor?

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Esclarecendo questões sobre a docência no ensino superior: é preciso ter uma titulação específica para que possa ministrar aulas nas IES?

Olá, tudo bem? Em nossa conversa de hoje retomaremos as nossas discussões sobre as nossas possibilidades relacionadas à escolha em trabalharmos nas instituições de ensino superior, sobretudo exercendo a função de docente. Como sabemos, aqueles que optam por trabalhar nesse meio, têm duas opções, que, na verdade, precisam ser exercidas de forma conjunta: a docência e a pesquisa. Escolhendo essa carreira, você precisará lidar com as duas atividades no exercício de sua função. Contudo, muitas pessoas ainda não sabem o que deve ser feito para ingressar nesses espaços como docentes, e, por consequência, como pesquisadores também. Cada instituição tem as suas especificidades, porém, por outro lado, há algumas características gerais que podem ser aplicadas aos contextos mais diversos e é sobre elas que iremos discutir ao longo desse post, sobretudo no que toca às titulações de mestre e de doutor.

Conhecendo a carreira docente a as variáveis

Ao longo desse post, temos, como intuito, discutir sobre as variáveis que perpassam pela carreira docente. A pauta de hoje surgiu da seguinte pergunta: me formei e desejo dar aula em universidades, para isso, qual seria a melhor pós-graduação que deveria fazer para poder ingressar nessas instituições? A primeira coisa que você precisa manter em mente é que se você se formou e o seu intuito é ministrar aulas nas universidades, precisará fazer alguns upgrades em sua carreira. Há vários caminhos que você precisará percorrer nessa jornada, e, de fato, o primeiro é impulsionar essa carreira, de modo que precisará fazer pelo menos uma especialização. A especialização mais comum para aqueles que desejam ingressar como professores no ensino superior é a metodologia para o ensino superior, procurando-se, então, cursos voltados ao ensino superior. O curso não precisa integrar a modalidade do stricto sensu.

As pós-graduações lato sensu

A primeira possibilidade de aperfeiçoamento do currículo é por meio da realização de um curso de especialização na modalidade lato sensu. Dentre as possibilidades, temos os cursos de metodologia para o ensino superior, metodologias ativas e semelhantes. Essas disciplinas, na verdade, são os cursos mais comuns que introduzem você à carreira docente na modalidade do lato sensu. Entretanto, algo que precisa ficar bastante claro aqui é que embora haja essa possibilidade, não são todas as instituições que contratam professores que não são mestres ou doutores e, como sabemos, nesses cursos, forma-se especialistas. Contudo, também precisamos ressaltar que há uma grande possibilidade de que, com esse título, você consiga ministrar aulas em instituições privadas. Por outro lado, em instituições privadas com mais renome ou nas públicas, o título de especialista não bastará. É preciso ser um mestre ou doutor.

A docência nas instituições renomadas e/ou públicas

A docência nas instituições renomadas e/ou públicasEm razão das expectativas colocadas frente a esses espaços, instituições públicas ou privadas renomadas são mais concorridas também para aqueles que desejam atuar como docentes nesses espaços. No mínimo, você precisará obter um título de mestre e esse curso precisa integrar a modalidade stricto sensu. Contudo, costumam aceitar mais doutores. Além disso, o processo de seleção é muito mais complexo em razão da própria concorrência. Essa contratação pode ser feita por meio de uma chamada (via edital), em que atua-se como professor convidado, em regime especial, e, ainda, por meio de concursos públicos. Entretanto, esse processo é complexo. Assim sendo, se você não tem esse repertório e conhecimento prático necessário, é preciso, antes de tudo, buscar pela profissionalização.

As ambições iniciais na carreira de pesquisa

Algo que recomendamos para todos aqueles que estão ingressando na carreira acadêmica agora é que as suas ambições sejam condizentes com esse nível inicial enquanto pesquisador. Também gostaríamos de salientar que as instituições que costumam aceitar professores que não possuem a titulação de mestre e/ou doutor são instituições privadas. O salário a ser oferecido será menor, visto que ele é proporcional ao título. Nesses espaços, há uma ampla disponibilização de professores. Entretanto, como salientamos no início, cada instituição irá partir de um método diferente para que esse professor venha a integrar o seu corpo docente. Assim sendo, no caso de instituições pequenas, em que os mantenedores encontram-se mais próximos, a dinâmica é uma. Desse modo, o processo de ingresso pode ser muito semelhante ao da escola básica (ensino fundamental e médio).

A lógica de ingresso das instituições

Da mesma forma que temos processos de ingresso menos complexos, temos, também, aqueles que são mais difíceis e exigentes. Instituições que fazem parte de grandes conglomerados costumam, em momentos específicos, abrir certos editais, buscando um perfil específico de docentes, geralmente, doutores. Os candidatos irão ler as exigências do edital e se inscrever. Contudo, deve ficar claro nessa conversa que existem diversas formas de ingresso. Além disso, em razão de algumas restrições, um perfil mais diverso de professores pode vir a entregar esse quadro. As regiões norte e nordeste, que sofrem, ainda hoje, com a escassez de profissionais, podem ser mais flexíveis quanto à titulação. No interior, em qualquer região do país, as possibilidades podem ser mais amplas também, visto que há algumas limitações que fazem com que essas instituições tenham que ser mais flexíveis.

A abertura de algumas instituições

A abertura de algumas instituiçõesUniversidades do interior tendem a oferecer uma maior abertura para os professores que fazem parte daquela região específica. Os grandes centros urbanos possuem um acesso que não é o mesmo no contexto interiorano, o que demanda-se uma maior reatividade nas exigências. Chamamos a atenção para o fato de que algumas instituições privadas tendem a contratar especialistas, isto é, pessoas que não são mestres ou doutores, por uma questão salarial. Como destacamos, o salário de um especialista não é o mesmo do de um mestre ou doutor. Quanto maior a sua titulação, por consequência, maior será o seu piso salarial. A sua hora-aula será mais bem paga se você for um doutor. Cada um dos níveis que integram a cátedra acadêmica possui um piso salarial específico. Além disso, quanto maior a sua titulação, maior o salário porque a sua carga horária irá aumentar. Precisamos discutir sobre algumas estratégias.

O pensamento estratégico de algumas instituições

O pensamento estratégico de algumas instituiçõesPor razões meramente estratégicas, algumas instituições adotam alguns mecanismos específicos de ingresso. Dentre as práticas mais comuns, tem-se o fato de que preenchem os seus quadros com a maior quantidade possível de professores especialistas. Isso se dá por razões sobretudo econômicas, e, por consequência, admite apenas a quantidade mínima de mestres e doutores. Essa quantidade mínima de especialistas, mestres e doutores é instituída pelo próprio MEC. Contudo, a situação depende do cenário no qual deseja ingressar e da instituição onde deseja ministrar. A partir desse momento iremos discutir sobre alguns dos mecanismos que você pode empregar. Levando em consideração o contexto que estamos vivendo, nesse ano, você pode realizar uma pós-graduação para obter o título de especialista, estando limitado ao contexto que apresentamos, ou, ainda, pode fazer um curso de mestrado ou doutorado.

A duração dos cursos de pós-graduação

No contexto da pós-graduação lato sensu, os cursos oferecidos costumam durar de seis meses a um ano e meio, a depender do curso e da instituição. Além disso, outra coisa que você precisa levar em consideração é que alguns aspectos devem ser pensados antes que você escolha esse curso. Há diversos serviços oferecidos na modalidade online, mas atenha-se, também, ao tempo e ao valor das mensalidades, no caso de fazer um curso privado. São cursos que você pode começar a fazer para pleitear uma carreira voltada ao ensino superior. A outra opção, por sua vez, é o ingresso em um curso de mestrado. Há algumas instituições em que a partir do momento em que você ingressa em um curso de mestrado, já é contratado. Desse modo, algumas instituições dispensam o título de especialista e privilegiam os seus alunos de mestrado para que atuem como docentes. 

Quais tipos de instituições contratam especialistas, mestres e doutores?

Tudo depende de que tipo de instituição estamos falando. Há algumas instituições, por exemplo, que têm priorizado os professores que trabalham com o formato online para reduzirem custos. Há, ainda, os casos em que um mesmo professor ministra aulas para uma série de turmas, de cursos diferentes e de instituições diferentes, sobretudo quando falamos sobre a disciplina de metodologia científica, que cabe a todos os cursos e linhas de pesquisa. é muito comum nesse contexto que os professores gravem aulas que chegarão até uma quantidade imensa de pessoas, isto é, grande parte delas não são ao vivo, o que amplia o alcance desses vídeos. Acreditamos que com esse novo cenário a atuação docente será afetada e, com isso, precisaremos nos adaptar a esse novo cenário, com novas exigências. Embora a escolha de mestres e doutores seja a mais comum, tem-se optado pela contratação daqueles em alta.

A contratação de profissionais que estão em “alta”

A contratação de profissionais que estão em “alta”Diversas instituições de ensino têm optado pela contratação de profissionais que sempre estão sendo comentados, uma vez que produzem bastante e, com isso, são muito citados. Nem sempre eles são mestres ou doutores. Profissionais que estão sempre publicando e divulgando novos achados são muito bem vistos e isso diz respeito a uma lógica. Profissionais que muito produzem são altamente requisitados hoje em dia porque essa quantidade imensa de publicações eleva as notas dos programas dessa instituição. Com isso, essas universidades ficam mais competitivas e conseguem alguns benefícios, como é o caso das bolsas e as parceiras públicas e privadas entre as universidades e empresas que acreditam na pesquisa e a impulsionam. Aumenta-se, com isso, a própria qualidade do ensino, já que os professores sempre produzem e disponibilizam um conhecimento atualizado sobre os assuntos do curso.

O incentivo à pesquisa científica

O incentivo à pesquisa científicaOs professores que muito produzem também introduzem essa lógica na mente daqueles que orientam, de modo que esses alunos envolvem-se com a pesquisa, com grupos de pesquisa, com eventos da área e com a própria publicação. Aumenta-se a visibilidade, a credibilidade e a capacidade de ensino dessa instituição perante os olhos da acadêmica e da própria sociedade. Todavia, cada caso é um caso e cada realidade é única. Não há uma fórmula mágica para que você tenha uma carreira acadêmica de sucesso, mas sim mecanismos que podem impulsionar essa carreira. Contudo, cada instituição, realidade e região possui os seus próprios critérios que devem ser estudados. Um dado importante que você também deve ser levado em consideração é que cerca de 87% das instituições de ensino superior de nosso país são privadas e enquanto empresas privadas estabelecem uma estratégia específica e operam a partir dela.

As estratégias das instituições de ensino

Enquanto empresas, para que consigam sobreviver, as instituições de ensino precisam ater-se aos preceitos desta estratégia escolhida. Além disso, o que você deseja enquanto docente é que irá dizer qual a melhor estratégia para você. Por exemplo, se o seu desejo é ingressar em uma instituição de ensino via concurso público, o mais interessante é conhecer tudo o que esse universo tem a oferecer, criando, se possível, uma rede de contatos. Por outro lado, se você deseja começar a trabalhar o quanto antes, em uma instituição pequena, a estratégia a ser empregada não é a mesma do que a almejada por quem deseja prestar um concurso público. Nesse último caso, pode ser que a pessoa tenha algum conhecido que pode fazer a indicação para que ela venha a fazer parte de uma instituição específica. Essa prática é muito comum nas regiões do interior. Ter um network é algo que pode lhe ajudar e muito.

Algo que também deve ser considerado nesse processo é a sua disponibilidade. Algumas pessoas não têm problema em mudar para regiões muito distantes ou diferentes de seu contexto de vida atual, outras, por sua vez, não querem abrir mão desse contexto. Além disso, é muito grave quando afirmamos que conhecemos o ensino superior como um todo, porque podemos recair em achismos. Por exemplo, uma pessoa que estudou da graduação ao doutorado em uma única instituição estará restrita a esse contexto e toda a sua visão será sobre essa instituição específica e, como sabemos, uma regra não pode ser aplicada a todos os contextos, já que cada instituição possui as suas especificidades e exigências. Além disso, há realidades que não são comuns a maior parte das pessoas. Precisamos ter muito cuidado para que não caiamos em ilusões. O seu planejamento estratégico deve observar sua realidade.

Como publicar Artigo Científico

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