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Qual é o papel do Orientador? – Orientação para Doutorado e orientação para Mestrado

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O que você deve saber sobre a relação entre orientando e orientador?

Olá, tudo bem? Em nossa conversa de hoje iremos discutir sobre uma pauta muito importante e que afeta a vida de todo e qualquer acadêmico, seja ele em uma graduação ou em uma pós-graduação. Estamos nos referindo à relação orientando-orientador. Embora o mais saudável seja sempre manter uma boa relação, nem sempre isso é possível. Diante deste cenário, reunimos algumas dicas que podem lhe auxiliar a ter uma boa relação por aquele que assim como você é responsável pelo bom andamento do seu trabalho científico. Este assunto é bastante polêmico, contudo, o intuito de nosso blog é apresentar textos que reflitam problemas reais com os quais os nossos pesquisadores se deparam. Há algumas peculiaridades que acontecem no mundo acadêmico que torna este tema muito sensível e alvo de críticas. Porém, muitos nos pedem para que discutamos sobre os problemas reais advindos das orientações.

Aprendendo a lidar com a orientação

Aprendendo a lidar com a orientação

Como este assunto é complexo e polêmico, daremos início a uma sequência de posts sobre a relação orientando-orientador. Ao longo dessa série, iremos apresentar algumas dicas para que você consiga aproveitar tudo o que o professor sugere/requer. O relacionamento com o seu professor-orientador será muito importante para a sua vida. Para que você obtenha o título de mestre ou doutor, precisará do apoio deste professor. A primeira coisa que precisamos destacar é que o orientador é uma peça fundamental. Ele é essencial não apenas porque fará com que você obtenha o título pretendido, mas porque acompanha todo o processo de pesquisa, sugerindo e requerendo coisas diversas, seja de inclusão ou exclusão. Além disso, sem a assinatura dele, você não conseguirá passar por uma sessão de qualificação ou defesa. Ter um relacionamento saudável com o seu orientador é de suma importância.

O que impede o bom relacionamento?

Infelizmente, podemos nos deparar com vários problemas que impossibilitam esta relação harmônica com o orientador. Desafetos pessoais, mortes e adoecimentos na família que culminam no afastamento do professor do programa e outros problemas podem fazer com que a sua orientação seja prejudicada. Por esse motivo, no momento de escolha por um orientador, esses aspectos devem ser levados em consideração. para muitas pessoas esse processo de orientação tranquilo, já para outras, pode ser caótico. Essas desavenças podem fazer com que os alunos fiquem seriamente doentes, como é o caso de pessoas que desenvolvem depressão, fobia social, insônia e outros transtornos. O mestrado e doutorado são fases muito importantes. O desafio desse post é apresentar colocações que possam contribuir para que você consiga terminar o seu trabalho final da melhor forma possível.

As tensões acadêmicas

As tensões acadêmicas

As tensões acadêmicas são muito recorrentes, seja entre instituições, professores, pesquisadores e grupos. A relação orientando-orientador não deixa de ser afetada por essas tensões. Assim, iremos apresentar algumas dicas que acreditamos serem efetivas. O intuito desse post é ajudar você a conseguir lidar com essa relação tensa, caso este seja o seu caso. Esta tensão pode ser amenizada. Não são todas as pessoas que se deparam com esses problemas concernentes à orientação, porém, é uma realidade de uma grande parcela de pesquisadores de nosso país. Quem não tem esse tipo de problema acaba conseguindo desenvolver este trabalho de uma forma muito mais saudável e tranquila, visto que há o apoio e o acompanhamento efetivo por parte do orientador. Se você souber aproveitar esse orientador, este vínculo será muito prazeroso e benéfico para sua carreira.

Por que o orientador é tão importante?

O orientador é alguém que já caminhou mais do que você, logo, conhece muito mais coisas e como funciona este universo tão amplo que é a pós-graduação. Leve em consideração que esta pessoa é capaz de lhe orientar, uma vez que os orientadores aceitam propostas que fazem parte da sua linha de pesquisa/raciocínio. Além de diversos orientadores apresentarem linhas de pensamento, autores, perspectivas, conceitos e teorias, a orientação é muito mais do que isso, realmente inserem os alunos neste contexto amplo que é o universo acadêmico. Esse auxílio é fundamental para que você consiga se adaptar. Além disso, você irá se deparar com novas formas de se fazer pesquisa, de aplicar metodologias e de analisar dados. São pessoas que possuem linhas de pesquisa muito sólidas e que conhecem a fundo essas perspectivas. A experiência dessas pessoas pode lhe despertar a querer aprender sempre mais.

As contribuições de um orientador

Muitas pessoas acabam tendo mais de um orientador ao longo de suas trajetórias. Mesmo que possuam pontos de vista antagônicos e que integrem linhas de pesquisa distintas, cada um será capaz de contribuir para com a sua trajetória de uma forma, por meio do fornecimento de novos conhecimentos. É natural que não conheçamos todos os universos de pesquisa, uma vez que cada instituição/professor pode entender a ciência de uma forma, porém, estarmos abertos a essas novas perspectivas de ciência é crucial. Além disso, caso você migre entre áreas diversas, como humanas, exatas, biológicas, irá se deparar mais ainda com essa imensidão de possibilidades. Embora estejamos falando de uma situação ideal, reconhecemos que grande parte de nossos pesquisadores não conseguem ter acesso a esse aprendizado. Diante disso, iremos apresentar algumas dicas.

Como lidar com o meu professor e/ou orientador?

As estratégias que iremos apresentar foram compiladas com base em nossas experiências com a consultoria e com as vivências de pesquisadores diversos. A nossa primeira dica está diretamente ligada com a sua relação com o conhecimento. O conhecimento é algo transformador e iremos dizer porquê. Embora seja um fato inquestionável que o orientador possui muito mais bagagem do que nós, é preciso que também aprendamos a ser autodidatas e a buscar por esse conhecimento. Mesmo que o seu orientador possua renome e que já tenha uma carreira muito bem consolidada, é de suma importância que você tenha claro em mente que antes de qualquer coisa, esses orientadores são seres humanos e não máquinas. Desse modo, é crucial que você aprenda a ser humilde e reconhecer que não sabe algo e que precisa de ajuda. Desapegue-se do ego inflamado e aceite essa ajuda.

Aceite a ajuda do seu orientador

Aceite a ajuda do seu orientador

O ego é algo que pode nos colocar em enrascadas caso não aprendamos a lidar com ele. É de suma importância que você se permita absorver o máximo de conhecimento que o seu orientador tem a lhe oferecer. Entenda que esse processo de orientação é uma jornada que vocês irão enfrentar juntos por alguns anos. É como uma sociedade ou casamento, como preferir chamar. Assim como em um outro relacionamento, trata-se de uma pessoa com a qual você terá que conviver. Não é possível conviver sem conhecer antes. Não basta conhecer esse orientador enquanto acadêmico, mas também como pessoa. A fim de que você possa executar esse passo tão importante, recomendamos que você acompanhe a produção desse professor e o seu envolvimento com grupos de pesquisa. Conheça as pessoas com as quais esse orientador costuma se relacionar.

Conheça as produções já realizadas

Um outro passo elementar é buscar conhecer as produções publicadas e orientadas por esse professor. Já vimos diversos pesquisadores que vão desenvolver um tema e não procuram saber o que já há desenvolvido. Há casos de temas que já foram publicados pelo próprio professor. Esse professor pode já ter publicado várias vezes sobre o seu tema ou mesmo ter organizado um livro. O grave é que os próprios alunos desconhecem a existência desses materiais, o que prejudica a relação com o orientador. Esse desconhecimento pode fazer com que o próprio professor lhe questione o porquê de a obra por ele publicada e/ou organizada não constar ao menos em suas referências. Este problema é muito recorrente, visto que os alunos não buscam conhecer o envolvimento do orientador com a linha de pesquisa. Investigue as produções realizadas nos últimos anos.

Acompanhe o Lattes do seu professor

Essa dica também é muito importante. Acessar o Lattes para saber o que o professor fez não é uma “perseguição”, mas sim uma estratégia de busca pelo conhecimento. Todos os tipos de produções acadêmicas, científicas e culturais, como artigos, vídeos, exposições, aulas, entrevistas, participação em congressos, publicação de livros, orientações, palestras, cursos de extensão são dados incluídos no Lattes. Para ter acesso ao currículo, basta digitar Lattes no Google, clicar no primeiro link e ir na aba buscar currículo. Nela, basta digitar o nome completo do orientador. Com isso, você irá perceber se ao longo dos anos o interesse do professor foi modificado ou se ele se mantém em uma mesma linha de raciocínio. É natural que durante um tempo esse professor possa ter trabalho com uma especificidade da linha de pesquisa e ter mudado ou até mesmo pode ter mudado completamente de linha de pesquisa.

O percurso dos orientadores

O percurso dos orientadores

As áreas pelas quais um mesmo orientador pode passar são inúmeras. Contudo, todo o conhecimento anterior não é rejeitado, pelo contrário, esses orientadores costumam unir esses interesses, frutos de uma longa jornada, em uma linha de atuação atual, mas sem desprezar os interesses antigos. Por isso, este processo de investigação é essencial. O ser humano funciona dessa forma: à medida que vamos crescendo e amadurecendo, nossos interesses mudam, porém, essa bagagem anterior sempre acaba reverberando em seus interesses atuais. Acompanhar o Lattes do seu professor é fundamental, pois é possível analisar como foi construída a sua linha de pensamento ao longo dos anos e se houve alguma mudança de interesse. Outro ponto importante é saber com quantos orientandos o seu orientador está lidando atualmente.

A quantidade de orientandos

A quantidade de orientandos

Saber com quantos orientandos o seu professor está e os prazos é fundamental para que nos tornemos pessoas mais empáticas e sensíveis à realidade do outro. Lembre-se que esses orientadores são pessoas. Na maioria das vezes, possuem agenda lotadas, o que os fazem ficar sobrecarregados. Há casos de orientadores que orientam mais de quinze pesquisas. Analise, também, se esses alunos trabalham com linhas temáticas que possuem aproximações ou se são muito distantes. Saber se essas pesquisas são muito distantes da sua também é algo importante. Por esse professor ter muitos alunos e pesquisas, pode ser que ele confunda a sua pesquisa com alguma outra. Pode acontecer de ele pedir para que você desenvolva algo, você faz e envia. No retorno, todo o conteúdo pode ser refutado. Pode parecer, também, que todo o conteúdo foi modificado. As confusões podem acometer a todos. Seja tolerante e aja de forma inteligente.

O que devo procurar conhecer?

Além de conhecer a produção do seu orientador, a quantidade de orientandos, os prazos, as semelhanças entre a sua pesquisa e as demais, compreenda o cenário da sua linha de pesquisa. Recomendamos que você procure investigar os autores que os demais orientandos estão utilizando em seus estudos, pois, a depender, você pode complementar em suas próprias referências. Além disso, é muito comum que os orientadores coloquem os seus alunos para trabalharem em grupos, especialmente em laboratórios. Na área da odontologia esta é uma realidade comum. Esses alunos são reunidos para realizarem uma série de testes, sendo que os resultados irão influenciar em suas próprias pesquisas. Os procedimentos são divididos entre esses grupos, o que facilita o desenvolvimento do projeto. Essa agilidade é muito interessante, pois passa-se a observar os outros e aprender com as sugestões, as incorporando no trabalho. Tenha uma visão global sobre as pessoas envolvidas com seu professor.

Diante desse cenário que acabamos de apresentar, podemos frisar que esse trabalho coletivo é muito positivo e produtivo, pois as dissertações e teses transcorrem de uma forma muito mais fluida, de modo que as observações gerais e ao grupo fazem com que o trabalho caminhe de uma forma mais efetiva, evitando críticas posteriores, pois estas já foram antecipadas e rearranjadas, o que otimiza o processo de orientação individual. Contudo, nem todas as áreas conseguem trabalhar dessa forma. Se esse for o seu caso, é muito importante que você saiba que cada pesquisa pode ter um contexto muito diferente e demandar uma metodologia igualmente distinta. Essa multiplicidade pode deixar o processo de orientação mais lento, uma vez que o professor precisará lidar com trabalhos com dinâmicas muito diferentes. Conheça os outros orientandos, os seus prazos e se as pesquisas são capazes de se conectar. Saber o que está acontecendo é primordial.

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