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Quais são as diferenças entre: artigo científico, resenha e resumo? Entenda os elementos que os caracterizam e quais cuidados você deve ter

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As principais diferenças entre alguns modelos de materiais científicos. O que você precisa saber sobre: artigos científicos, resumos e resenhas?As diferenças principais entre os variados tipos de materiais científicos: o que você precisa saber sobre artigos científicos, resumos e resenhas

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos retomar as nossas discussões sobre os tipos de materiais científicos que são mais cobrados e requeridos ao longo de nossa trajetória acadêmica. Além de entendermos como esses materiais devem ser desenvolvidos, também gostaríamos de elencar alguns cuidados e técnicas que podem lhe ajudar a produzir certos materiais e a cumprir certas etapas típicas a confecção de cada um deles de uma forma mais efetiva. De antemão, precisamos frisar que a partir do momento em que ingressamos em um curso de pós-graduação, temos um compromisso do qual não podemos nos desassociar ao longo de nossa trajetória. Este compromisso não é apenas com os acadêmicos, mas sim com a própria sociedade. Quando tornamos público e transparente o conhecimento que produzimos na academia, as pessoas depositam a sua credibilidade naquilo que você tem a dizer.

As peculiaridades dos materiais acadêmicos

Embora um artigo científico integre um resumo em sua composição, artigo, resenha e resumo não são a mesma coisa. Dessa forma, ao longo do post, iremos discutir sobre essas particularidades. O primeiro ponto que gostaríamos de reiterar sobre os artigos científicos é que embora haja aspectos que não podem ser desconsiderados, cada área tem a sua própria forma de execução desse tipo de material. Em relação ao resumo, embora seja um processo bastante conhecido, as dúvidas ainda são comuns no que toca ao processo de elaboração, então iremos discutir um pouco sobre as suas características também. Muitas pessoas têm dificuldades no que toca ao entendimento das diferenças entre um resumo e uma resenha. Entendendo essas diferenças entre resumo e resenha passaremos a compreender de que forma se diferenciam de um artigo.

O objetivo de um resumoO objetivo de um resumo

Como a própria nomenclatura indica, um resumo nada mais é do que o compilado das principais informações sobre um assunto que está investigando. Por exemplo, suponhamos que você queira discutir em seu material sobre a educação infantil e como esta entende o ato de brincar. Aqui o seu interesse reside mais na produção de um artigo científico sobre a temática do que no desenvolvimento de um resumo ou resenha. A fim de que seja possível desenvolver um resumo, ele precisa, necessariamente, ser o resumo de uma obra. É possível, por exemplo, realizar um resumo sobre uma dissertação de mestrado, tese de doutorado, livro etc. O intuito é o de pegar o conteúdo dessa obra e resumir os principais aspectos. Não se esqueça que é um resumo, logo, você poderá apresentar no texto de cinco a dez por cento dessa obra. Atenha-se às características do gênero resumo.

Quando o material apresentado deixa de ser um resumo?

Recebemos um material que propunha um resumo sobre as patologias respiratórias. A temática está mais ligada à produção de um artigo do que a um resumo, a não ser que você esteja resumindo uma obra sobre esta temática específica. A resenha, por sua vez, é diferente. A resenha, a princípio, é iniciada com o resumo de uma obra. Contudo, você, ao mesmo tempo, analisa a obra nesse resumo. Essas são as resenhas críticas. Suponhamos que você queira resenhar o livro “História da Loucura”, de Foucault. Primeiramente, você reunirá os principais pontos tratados nessa obra. Na sequência, você realizará uma crítica positiva ou negativa sobre o conteúdo lido. Para incrementar a sua análise, poderá trazer a visão de outros autores que já se ativeram à obra para tornar o seu ponto de vista ainda mais refinado e científico. Esses autores podem estar ligados a uma linha de raciocínio a qual você está se atendo em sua tese.

A composição de uma resenha crítica

Suponhamos que você queira realizar uma resenha da História da Loucura. Como é uma obra abrangente, há uma série de linhas de raciocínio que você pode seguir. Dentre essas múltiplas possibilidades, temos a Biopolítica. Você pode resumir os aspectos dessa linha específica, e, nesse processo, pode trazer a luz a visão de outros autores quanto à temática da biopolítica. É essa a lógica da resenha crítica, porém, para que você possa tratar desse assunto do ponto de vista crítico é preciso, em primeiro lugar, resumir o conteúdo da obra, aqui, no caso, o que o autor discute sobre Biopolítica. Quando afirmamos que após o resumo é necessário fazer uma análise estamos nos referindo ao fato de que é preciso apresentar uma visão crítica sobre o conteúdo. Essa crítica pode ser positiva ou negativa. A contribuição fornecida por você aos acadêmicos e a própria sociedade reside na análise a ser feita.

Exemplo prático de análise críticaExemplo prático de análise crítica

Suponhamos que o seu professor tenha requerido a você a realização de uma análise crítica sobre a recepção de uma dada obra pela comunidade acadêmica em geral. Para você chegar a essa visão global sobre as percepções do público escolhido (os acadêmicos), poderá recorrer às resenhas críticas. Elas são indicadas porque por meio de uma resenha você conseguirá notar o que tem atraído ou não os acadêmicos em relação a um dado assunto. Além da visão crítica apresentada pelas resenhas, você terá acesso, também, ao resumo desse conteúdo, o que pode agilizar a sua compreensão sobre a grande temática a ser resenhada. Ao ler várias resenhas, terá acesso às múltiplas visões de uma ampla gama de autores sobre uma dada obra. Nesse processo, você perceberá, também, quais foram as lacunas encontradas por esses autores e as partes que poderiam ser exploradas de uma melhor forma.

Qual é a relevância social de uma resenha crítica?Qual é a relevância social de uma resenha crítica?

A partir de uma resenha crítica é possível ter uma visão global (resumida) e crítica sobre um dado assunto dessa obra (no caso de obras que perpassam por múltiplos vieses e linhas de raciocínio). Uma resenha crítica também lhe ajudará a entender como os especialistas que se debruçam em um dado assunto têm entendido esta temática. O artigo científico, por sua vez, não tem esse tipo de interesse. Um artigo científico não é baseado em uma obra em si, mas sim em várias. A partir de citações diretas e indiretas oriundas de mais de um texto você apresenta uma discussão sobre um dado assunto. Você pode falar apenas de uma obra no caso desta ser o seu objeto de estudo a ser analisado. Nesse sentido, a resenha, em termos teóricos, é uma forma de ter acesso a uma visão crítica sobre uma dada obra. Caso você queira analisar essa obra em seu artigo, ela deixa de ser uma resenha e passa a ser objeto de análise.

O que pode ser analisado em um artigo científico?

Há uma série de possibilidades que podem ser analisadas em um artigo científico, porém, a resenha em si não é este objeto, mas sim a obra propriamente dita (o livro, por exemplo). Contudo, a análise de uma obra é muito mais comum em certos campos do conhecimento, como é o caso da literatura (e de áreas das ciências humanas semelhantes). As exceções são as obras analisadas por áreas interessadas nas teorias comportamentais (como o estudo psicanalítico de uma certa personagem). Consulta-se uma obra específica para realizar esse tipo de análise. Entretanto, esse tipo de lógica é mais comum nas áreas literárias. Para que a proposta dos dois tipos de materiais – artigos e resenhas – seja compreendida, separamos um exemplo de cada uma das possibilidades de produção. A primeira resenha que separamos é intitulada de “A geografia romântica em Yi-Fu Tuan”.

Exemplo prático de uma resenha crítica

A resenha é iniciada com a apresentação do objetivo da proposta, que é o de apontar os elementos geográficos no romance deste autor específico (Yi-Fu Tuan). Trata-se de uma obra estrangeira que ainda não possui tradução para língua portuguesa. Para identificar melhor a produção a ser resenhada, o autor insere o autor original do romance que está sendo apresentado, quando ela foi escrita e de qual perspectiva teórica faz parte. Logo no início, no tópico da introdução, o autor da resenha já está apresentando os dados básicos sobre a obra e o autor. Apresentada essa ideia geral sobre o assunto, isto é, o resumo, o autor parte para os aspectos críticos sobre a obra, ou seja, para a resenha propriamente dita. Além de apresentar a sua própria visão sobre o romance, apresenta, ainda, visões de outros autores sobre esse mesmo romance a partir de citações diretas e indiretas.

O uso de autores diversos em uma resenha

O intuito de uma resenha crítica em sua parte mais analítica é a apresentação de visões que possam ser capazes de expressar as suas impressões de leitura a partir de um ponto de vista científico. Por esse motivo, é muito comum a presença de citações diretas em uma resenha, mas não em um resumo. Na análise, você pode trazer tanto os trechos do romance em si (no caso do nosso exemplo trata-se de um romance literário) quanto trechos de outros materiais científicos que reforçam a sua visão positiva ou negativa sobre o texto lido. Com isso, podemos perceber que, nessa resenha, a obra não é o objeto de análise, mas sim um material que foi consultado. O mesmo processo não acontece em um artigo científico. Para que essa discussão fique mais clara, separamos um artigo publicado em nossa revista intitulado de “Blockchain: a revolução tecnológica e impactos para a economia”.

Exemplo de um artigo científico

Trata-se de um artigo científico que tem um interesse que notamos logo pelo título: a discussão sobre os impactos econômicos suscitados pela disseminação da cultura do blockchain. Temos, aqui, um tema específico e um problema de pesquisa igualmente específico. A discussão aqui não é sobre uma obra específica, mas sim sobre um fenômeno cultural em ascensão. Trata-se de um contexto, cenário, que afeta o Brasil nesse momento histórico. O pesquisador analisa os fatores que caracterizam o blockchain, sobre a realidade na qual se encaixa, como essa cultura afeta a economia, como as organizações e indivíduos são afetados e como a legislação se adapta à nova realidade. Essas são algumas das questões tratadas neste artigo não a partir de uma obra específica. O pesquisador busca por respostas específicas para todos esses fenômenos aqui elencados. Parte-se, também, de uma metodologia específica.

A relação dos artigos científicos com a metodologia

A relação dos artigos científicos com a metodologia

Todo artigo científico, para que seja aprovado, deve partir de uma metodologia específica. Respeitando as especificidades da sua pesquisa, você poderá debater sobre o assunto a partir de um revisão de literatura, de uma revisão bibliométrica, de uma revisão integrativa, a partir de um estado da arte, de uma pesquisa quantitativa, qualitativa ou mista, de um estudo empírico ou de caso, enfim, há uma série de metodologias que podem reger este estudo, mas é preciso que você mantenha em mente que um artigo científico tem a proposta de desenvolver uma ideia a partir de um compilado de materiais. Por esse motivo, a maior parte dos artigos científicos são muito maiores do que um resumo e do que uma resenha crítica. Contudo, essa não é uma regra que se aplica a todos os casos. É mais comum que os artigos sejam maiores, mas pode não acontecer.

As resenhas extensas

Embora as resenhas costumem ser curtas, elas podem ser um pouco mais extensas quando a obra resenhada é grande. Por exemplo, a obra do Leviatã é bastante extensa, logo, é impossível resenhar todo este conteúdo em poucas páginas. Para resolver o problema, muitos autores costumam resenhar capítulos específicos ou um capítulo apenas dessa grande obra, porém, as escolhas ficam ao seu critério. Contudo, devemos chamar a sua atenção para o fato de que quando a obra é muito extensa e complexa, o mais indicado é que você realize essa resenha em mais de um momento (várias resenhas, uma para cada capítulo). É uma forma de tornar a discussão mais dinâmica e fluida. Além disso, o seu próprio professor pode pedir para que você leia e desenhe um capítulo específico. Não são raros os casos em que o professor requere a leitura de um artigo específico, bem como a sua resenha.

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