Relato da criação de Rotina para grupo de Hipertensos

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Pereira, Egle Sousa [1], BARRETO, Genesson dos Santos [2]

Pereira, Egle Sousa; BARRETO, Genesson dos Santos- Relato da criação de Rotina para grupo de hipertensos.  Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 9. pp. 50-56, Outubro / Novembro de 2016. ISSN. 2448-0959

RESUMO

A alta morbimortalidade associada à hipertensão arterial sistêmica e a necessidade de buscar estratégias que permitam uma abordagem precoce para tratamento dessa população, justificam a criação de Grupos de hipertensos nas Unidades Básicas de Saúde. Conforme levantamento feito do na Unidade Básica de Saúde Novo Colorado II em abril de 2010 através da ficha do HIPERDIA, foi verificado que mais de 6% da população atendida era constituída por portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica. OBJETIVO: realizar um roteiro para criação e implantação do Grupo de hipertensos. METODOLOGIA: Inicialmente foi estabelecido o perfil epidemiológico da população de hipertensos, para adequar a rotina às necessidades e realidade da população local. RESULTADOS e CONCLUSÃO: 140 hipertensos utilizam a UBS Novo Colorado II para adquirir medicação e acompanhamento médico. No gênero, predominou o sexo feminino, (62%), faixa etária entre 45 e 55 anos, 20 % são pessoas não letradas. A população de hipertensos negros na UBS chega a 23,57%. Os níveis de pressão arterial em cerca de 70% dos pacientes hipertensos, no momento do cadastramento variaram, entre pressão arterial normal e Hipertensão Estágio 1. Cerca de 80% dos pacientes cadastrados apresentavam sobrepeso ou obesidade em diferentes níveis.  Posteriormente, foi estabelecida uma sequência de atividades a serem executadas em 02 horas no período matutino, uma vez por semana com a população de cada micro área, perfazendo um novo rodízio a cada 05 semanas, visto que são 05 micros áreas. Após término das atividades, foi aferida a pressão arterial dos pacientes hipertensos e conforme nível pressórico o paciente foi atendido no mesmo dia ou orientado a seguir as consultas habituais a cada 03 meses, alternando atendimento entre médica e Enfermeira. Toda a rotina foi detalhada em um Organograma para facilitar a implantação e o atendimento.

PALAVRAS-CHAVE:  Epidemiologia, Hipertensão, Saúde da Família,

INTRODUÇÃO

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos problemas de saúde pública mais graves associado à alta mortalidade e que pode acarretar graves consequências a alguns órgãos alvos vitais, quando não instituído tratamento adequado (Carvalho F, Junior TR, Machado JCCS, 1998; Car MR, Pierin AMG, Aquino VLA, 1991).

O achado de medida da pressão arterial sistólica maior que 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica maior que 90 mmHg, em duas aferições diferentes, define o diagnóstico de HAS para indivíduos adultos. Pode ser classificada em estágios de 1 a 3 conforme níveis de pressão sistólica e diastólica, ou classificada de Hipertensão Sistólica isolada, se não houver alteração da pressão diastólica (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2008)

Segundo dados do DATA-SUS no Brasil, no período de janeiro de 2002 a abril de 2010, o número de hipertensos era de 6.130.946 milhões. Em Mato Grosso, no mesmo período, esse número correspondia a 153.489 mil hipertensos cadastrados, sendo mais de 40 mil, apenas no município de Cuiabá. É a mais frequente das doenças cardiovasculares e o principal fator de risco para as complicações como acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e doença renal crônica terminal (BRASIL, Ministério da Saúde, 2006).

A alta prevalência da HAS demonstrada por diversos estudos em todo o mundo (Fuchs FD et. al, 2001; Hyman DJ, Pavlik VN, 2001) é também realidade na Unidade Básica de Saúde (UBS) Novo Colorado II em Cuiabá- MT. Levantamento realizado através do Sistema de Informação em Atenção Básica (SIAB) em abril de 2010 registrava 196 hipertensos recebendo medicação na unidade e 140 realizando acompanhamento médico, o que corresponde a mais de 6% da população atendida, justificando a necessidade de uma abordagem eficiente sobre esse grupo populacional.

Devido à sua magnitude, faz parte da Política Nacional de Saúde, a Atenção Integral à HAS, seus fatores de risco e suas complicações. Os profissionais de saúde da rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS) têm fundamental importância nas estratégias de controle da hipertensão arterial, tanto no diagnóstico clínico, quanto no desenvolvimento de atividades educativas de promoção de saúde, individuais ou em grupos que possam favorecer a adesão ao tratamento e reduzir seu impacto. Uma estratégia que se mostrou eficaz é a implantação de Grupos de hipertensos (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2008).

Apesar da importância da abordagem individual, cada vez mais se comprova a necessidade da abordagem coletiva para se obter resultados mais consistentes e duradouros dos fatores que levam à HAS. Uma reforça a outra e são complementares. Evidências suficientes demonstram que estratégias que visem modificações de estilo de vida são mais eficazes quando aplicadas a um número maior de pessoas geneticamente predispostas e a uma comunidade. A exposição coletiva ao risco e como consequência da estratégia, a redução dessa exposição, tem um efeito multiplicador quando alcançada por medidas populacionais de maior amplitude (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2010).

Dessa forma, foi proposta a elaboração de uma rotina para implantação do Grupo de hipertensos na UBS Novo Colorado II e o relato da experiência de sua criação.

OBJETIVOS

Objetivo Geral: Elaborar rotina para o Grupo de hipertensos da UBS Novo Colorado II e relatar essa experiência.

Objetivos Específicos: Conhecer o perfil epidemiológico dos hipertensos atendidos na UBS Novo Colorado II; Adequar o atendimento dos hipertensos da UBS Novo Colorado II de acordo com as diretrizes propostas pela Estratégia Saúde da Família do Ministério da Saúde; Esclarecer os pacientes hipertensos da UBS Novo Colorado II sobre o diagnóstico, tratamento e complicações da HAS; Fortalecer vínculos entre serviço de saúde e seus usuários; Desenvolver atividades educativas de promoção de saúde.

TIPO DE ESTUDO

Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e seccional, realizado a partir da base de dados primários, colhidos através de entrevista não estruturada com a equipe de saúde que atende os pacientes hipertensos da UBS Novo Colorado II e dados secundários obtidos através das fichas de HIPERDIA da UBS Novo Colorado II.

CAMPO DE ESTUDO

Unidade Básica de Saúde Novo Colorado II, que tem por abrangência os bairros Novo Tempo, Parque Amperco, Área Verde e Residencial Antártica, no Distrito Oeste, município de Cuiabá, localizado no estado de Mato Grosso, Brasil. Esse território é dividido em 05 micro áreas, onde residem 808 famílias, perfazendo uma população de 2.937 habitantes.

POPULAÇÃO E PERÍODO DE COLETA DE DADOS

Na constituição da população deste estudo foram considerados todos os pacientes hipertensos residentes na área de abrangência da UBS Novo Colorado II, durante o período de 30 de março de 2010 a 21 de maio de 2010.

Critérios de inclusão:

– Pacientes hipertensos residentes na área de abrangência da UBS Novo Colorado II cadastrados na ficha de HIPERDIA.

Critérios de exclusão:

– Pacientes hipertensos cadastrados na ficha B de HAS pelas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), que não fazem acompanhamento na UBS Novo Colorado II, por possuírem acesso a outros serviços de saúde;

– Pacientes hipertensos cadastrados na ficha de HIPERDIA falecidos ou que mudaram da área de atuação da UBS Novo Colorado II

– Pacientes hipertensos cadastrados pela ficha A (ficha da família) na UBS Novo Colorado II, que recebem medicamentos para HAS, porém não possuem cadastro na ficha B de HAS e/ou ficha de HIPERDIA.

– Pacientes hipertensos que não residem na área de abrangência da UBS Novo Colorado II que retiram medicamentos para HAS na farmácia da UBS.

PROCEDIMENTO DE OBTENÇÃO DOS DADOS E ASPECTOS ÉTICOS

A coleta de dados foi realizada através da análise do conteúdo das fichas de HIPERDIA, preenchidas pelas técnicas de enfermagem da UBS, de onde se extraiu as seguintes variáveis: Idade, sexo, cor, escolaridade, IMC, pressão arterial, cintura abdominal, hábitos de vida (tabagismo e sedentarismo) e uso ou não de tratamento medicamentoso para hipertensão arterial.

A partir desses dados, foi definido o perfil epidemiológico da população de hipertensos que são acompanhados na UBS Novo Colorado II.

Foi realizada entrevista não estruturada com a equipe de saúde da UBS (médica, enfermeira, técnicas de enfermagem, agentes comunitárias de saúde), para captar informações sobre as rotinas de atendimento ao paciente hipertenso que têm sido utilizadas e sugestões a respeito de como poderia funcionar o Grupo de hipertensos.

Com estes dados, foi delineada uma rotina para implantação e desenvolvimento do Grupo de hipertensos da UBS Novo Colorado II, levando-se em consideração o perfil da população que vai fazer uso do serviço e a opinião da Equipe de saúde que vai atuar diretamente junto aos pacientes.

Foram respeitados os aspectos éticos de pesquisas envolvendo seres humanos.

APRESENTAÇÃO E TRATAMENTO DOS DADOS

Após coleta das informações por meio das fichas de HIPERDIA e de entrevistas com a equipe de saúde, os dados foram categorizados e posteriormente apresentados de forma discursiva, considerando objetivos propostos.

Para a tabulação e análise estatística dos dados foi utilizado o programa Minitab versão 14.2.  Foi considerado intervalo de confiança de 95%.

RESULTADO E DISCUSSÃO

Durante o período do trabalho, foi possível observar que a UBS Novo Colorado II é uma unidade, que apesar de quatro anos de existência, ainda não conseguiu implantar todos os programas de saúde à sua população de acordo com a Estratégia Saúde da Família. Vários obstáculos têm sido enfrentados, como a alta rotatividade de profissionais de saúde ou mesmo sua ausência, principalmente médicos, o que dificulta e dispersa o atendimento.

Após avaliar a alta morbi-mortalidade associada à HAS e sua prevalência na UBS Novo Colorado II, observou-se a necessidade de desenvolver estratégias que pudessem melhorar a abordagem desses pacientes, não somente em relação à adesão ao tratamento, mas também na disseminação de informações sobre a doença, para prevenir complicações associadas. Foi definida então, a criação e implantação de Grupos de hipertensos.

Antes de estabelecer uma rotina para o Grupo de hipertensos, foi realizado levantamento do perfil epidemiológico da população de hipertensos da UBS Novo Colorado II, para adequar a rotina às necessidades e realidade da população local.

A análise do perfil epidemiológico foi realizada utilizando as fichas de HIPERDIA dos 140 hipertensos que utilizam a UBS Novo Colorado II não somente para adquirir medicação, mas também para acompanhamento médico.

Quanto ao gênero, houve predomínio do sexo feminino, correspondendo a mais de 62% da população de hipertensos, portanto o horário de funcionamento do grupo deve levar em conta o horário que é dispensado para as atividades domésticas e cuidado com os filhos. A faixa etária prevalente foi entre 45 e 55 anos e mais de 20 % são pessoas não letradas, por isso a importância de carimbos ilustrativos, mostrando horários que os medicamentos devem ser usados.

A população de hipertensos negros na UBS chega a 23,57% e como estudos demonstram que a hipertensão na raça negra possui prevalência maior, pior evolução e complicações mais graves, esse grupo deve ser intensivamente acompanhado.

Os níveis de pressão arterial em cerca de 70% dos pacientes hipertensos, no momento do cadastramento variaram, entre pressão arterial normal e Hipertensão Estágio 1, momento em que ainda não há lesão em órgãos-alvo e uma adesão adequada ao tratamento irá evitar complicações futuras.

Sabe-se que a obesidade é considerada um fator de risco para hipertensão arterial5, fato que pode ser comprovado, visto que 80% dos pacientes cadastrados apresentavam sobrepeso ou obesidade em diferentes níveis.

Após análise do perfil epidemiológico dos pacientes hipertensos, foi realizada entrevista com a equipe de saúde da UBS (médica, enfermeira, técnicas de enfermagem e agentes comunitárias de saúde) e estabelecida rotina para implantação do Grupo de hipertensos, que segue abaixo.

Quando uma família se muda para um bairro dentro do território da unidade, receberá a visita de uma ACS para preenchimento de ficha A de cadastramento familiar. Se houver um hipertenso, será preenchida a ficha B de HAS e o paciente será orientado a procurar a UBS para agendar consulta médica e ser cadastrado na ficha de HIPERDIA pela técnica de enfermagem.

Foi definido, que as consultas médicas e preenchimento da ficha de HIPERDIA serão realizados às quintas-feiras no período vespertino. Antes da consulta médica será realizada pré-consulta por técnica de enfermagem, quando serão aferidos e registrados os seguintes dados: Pressão Arterial, Cintura Abdominal, Peso e Altura.

As reuniões do Grupo de hipertensos serão realizadas às sextas-feiras, no período matutino, cada semana com a população de hipertensos de uma micro área, em um espaço cedido pela própria comunidade. Visto que são 05 micros áreas, a reunião acontecerá a cada 05 semanas.

Na sexta-feira a equipe de saúde da UBS se reunirá às 7:30 horas na Unidade para pegar material necessário e se deslocar para a micro área. As reuniões acontecerão das 8:00 às 10:00 horas com as seguintes atividades:

1º. Atividade: Física

Serão realizadas atividades de alongamento muscular com dinâmicas variadas (uso de bola, brincadeiras, entre outros), com a duração de 15 minutos.

2º Atividade: Nutricional

Serão realizadas Palestras com duração de 30 minutos.

Temas: Reaproveitamento de Alimentos, dividida em duas palestras, visando economia familiar, conhecimento nutricional de alimentos que antes eram descartados  para redirecionamento de gastos com alimentos necessários na dieta; Como fazer receitas hipossódicas e hipolipídicas, porém saborosas e no quarto encontro será promovida a distribuição de sementes ou mudas de alimentos, que podem ser plantados em casa para serem aproveitados na alimentação, além de orientação alimentar a cerca de dieta hipossódica e hipolipídica.

3º Atividade: Hipertensão Arterial Sistêmica

Serão realizadas Palestras com duração de 15 minutos, quando serão retratados os aspectos patológicos sobre a Hipertensão Arterial Sistêmica e suas implicações.

Temas: Diagnóstico da Hipertensão Arterial Sistêmica e Fatores de Risco; Tratamento Farmacológico e Não-Farmacológico da Hipertensão Arterial Sistêmica; Complicações da Hipertensão Arterial Sistêmica e no quarto encontro, serão apresentados aspectos sobre doenças que estão sendo divulgadas na mídia e/ou doenças relacionadas com a faixa etária do grupo, devendo ser definido previamente pela equipe de saúde.

4º Atividade: Relato de Experiência do paciente em Relação ao Diagnóstico da Hipertensão Arterial Sistêmica.

Com duração de 01 hora, é um tempo reservado aos pacientes parar trocar experiências sobre como estão lidando com a doença, tirar dúvidas e opinar sobre as atividades futuras do Grupo.

Temas: Aceitação do diagnóstico; Como conviver com doença crônica; Tratamento farmacológico e não-farmacológico e Participação Familiar no controle da doença.

Ao final do encontro, a pressão arterial dos pacientes será aferida.

Pacientes que apresentarem níveis pressóricos iguais ou maiores que 180 X 110 mmHg, deverão receber atendimento médico no mesmo dia.

Pacientes com níveis pressóricos iguais ou maiores que 160 X 100 mmHg e inferiores a 180 X 110 mmHg deverão ser investigados quanto a regularidade do uso da medicação. Se estiverem fazendo uso regular da medicação para HAS, deverão receber atendimento médico no mesmo dia. Se não estiverem, receberão orientação quanto ao uso correto pela técnica de enfermagem e será agendado retorno na UBS para nova aferição em 48 horas. Na UBS, após 48 horas, se ainda estiverem com níveis pressóricos iguais ou maiores que 160 X 100 mmHg, deverão ser agendados para consulta médica.

Pacientes com níveis pressóricos iguais ou inferiores a 159 X 99 mmHg, deverão ter agendamento para consulta a cada 3 meses, revezando o dia do atendimento entre a enfermeira e a médica.

A equipe de saúde da UBS Novo Colorado II se responsabilizará pelo seu próprio deslocamento e transporte do material necessário para a realização das atividades do Grupo de hipertensos.

AGRADECIMENTOS

A toda Equipe de Saúde da Família do Novo Colorado II, especialmente à Enfermeira Cláudia Aparecida Becker pelo incentivo e apoio incondicional, às Técnicas de enfermagem Elmaz Gattass e Eva Oliveira, à Recepcionista Vanda Rosania, à Digitadora Angélica, às Agentes Comunitárias de Saúde Dadiana Cleidenir Schefer, Hosana Glória da Silva Iracema Maria Santos, Maristela Zagonel e Roseli de Souza Aguiar pela receptividade, inspiração e apoio.

REFERÊNCIAS

1) Carvalho F, Junior TR, Machado JCCS. Uma investigação antropológica na terceira idade: concepções sobre a hipertensão arterial. Caderno Saúde Pública 1998; 14:617-21.

2) Car MR, Pierin AMG, Aquino VLA. Estudo sobre a influência do processo educativo no controle da hipertensão arterial. Rev Esc Enferm USP 1991; 25:259-69.

3) VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51

4) Ministério da Saúde. Hipertensão Arterial Sistêmica. Cadernos de atenção básica 2006; no.: 15.

5) Fuchs FD, Moreira LB, Moraes RS, Neves JM, Veludo PK, Parreira RS, et al. Prevalence of hypertension in the urban population of Catanduva, in the state of São Paulo, Brazil. Arq Bras Cardiol 2001; 77: 9-21.

6) Hyman DJ, Pavlik VN. Characteristics of patients with uncontrolled hypertension in the United States. N Engl J Med 2001; 345:479-486.

7) Carneiro G, Faria NA, Filho FFR, Guimarães A, Lerário D, Ferreira SRG, et al. Influência da distribuição da gordura corporal sobre a prevalência de hipertensão arterial e outros fatores de risco cardiovascular em indivíduos obesos. Rev Associação Médica brasileira Jul-Set 2003; 49.

8) Número de Diabéticos, Hipertensos e Diabéticos com Hipertensão por sexo, tipo e risco, em 28 de abril de 2010. Disponível em: http://hiperdia.datasus.gov.br/hiperelhiperrisco.asp

Organograma de atendimento dos pacientes.

Organograma de atendimento dos pacientes
Organograma de atendimento dos pacientes.
Fonte: Autor

Perfil epidemiológico da população de hipertensos da Unidade Básica de Saúde Novo Colorado II, do período de 30 de março de 2010 a 21 de maio de 2010.

SEXO
Masculino 37,14 %
Feminino 62,85 %
IDADE
15 – 19 anos 0,71%
25 – 29 anos 2,85%
30 – 34 anos 3,57%
35 – 39 anos 5,71%
40 – 44 anos 7,14%
45 – 49 anos 15%
50 – 54 anos 15%
55 – 59 anos 14,28%
60 – 64 anos 10,71%
65 – 69 anos 11,42%
70 – 74 anos 5,71%
75 – 79 anos 2,85%
Mais 80 anos 5%
RAÇA – COR
Branca 10%
Preta 23,57%
Amarela 1,42%
Parda 63,57%
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)
Normal (18,5-24,9) 20%
Sobrepeso  (25,0-29,9) 36,42%
Obeso classe I (30,0-34,9) 27,14%
Obeso Classe II (35,0-39,9) 11,42%
Obeso Classe III  (≥ 40) 5%
PRESSÃO ARTERIAL(mmHg)
Pressão Arterial Normal (PAS: ≤ 139 ou PAD: ≤ 89) 35%
Hipertensão Estágio 1 (PAS: 140-159 ou PAD 90-99) 34,28%
Hipertensão Estágio 2 (PAS: 160-179 ou PAD: 100-109) 21,42%
Hipertensão Estágio 3 (PAS: ≥ 180 ou PAD: ≥ 110) 9,28%
ESCOLARIDADE
Não sabe ler/ escrever 21,42%
Alfabetizado 20,71%
Fundamental Incompleto 33,57%
Fundamental Completo 10,71%
Médio Incompleto 3,57%
Médio Completo 7,14%
Superior Completo 1,42%

 

[1] Docente Do Depto. De Clinica Médica, HUJM, UFMT

[2] Docente do Depto DCBS, UFMT

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