Contribuições geradas pelo uso das principais fontes renováveis de energia no Brasil entre os anos de 2011 e 2016

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ARTIGO ORIGINAL

SOUZA, Lays Regina Cabral da Silva [1], ARRUDA, Eduardo do Nascimento [2]

SOUZA, Lays Regina Cabral da Silva. ARRUDA, Eduardo do Nascimento. Contribuições geradas pelo uso das principais fontes renováveis de energia no Brasil entre os anos de 2011 e 2016. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 06, Vol. 12, pp. 60-84. Junho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Na busca por uma matriz energética limpa e sustentável, o Brasil vêm realizando o uso de suas principais fontes renováveis de energia, gerando contribuições ambientais, sociais e econômicas. No intuito de ampliar o conhecimento referente às contribuições geradas pelo uso das principais fontes renováveis de energia no Brasil no período entre 2011 e 2016, este artigo apresenta inicialmente uma revisão sistemática de literatura acerca dos resultados obtidos da análise das 82 produções acadêmicas que retratam o tema, em como a participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira no período escolhido. Por fim, é apresentada uma breve dissertação das fontes hidráulica, biomassa, eólica e solar fotovoltaica, expondo sua conceituação, participação na matriz energética e expectativa de crescimento.

Palavras-chave: Energia, fontes renováveis, Brasil, matriz energética brasileira.

1. INTRODUÇÃO

O Brasil possui relevante potencial dos recursos energéticos originadores das fontes renováveis e primárias, como água, resíduos, ventos e sol, contendo índices superiores aos países que são referência no uso das fontes atualmente.

O uso de fontes renováveis de energia é fundamental para a obtenção de uma matriz energética sustentável e limpa, gerando contribuições ambientais, sociais, econômicas e tecnológicas as nações.

As contribuições geradas pelo uso das fontes renováveis no Brasil, entre os anos de 2011 e 2016, foram de relevância para as produções de cunho acadêmico no período citado.

Diante das informações citadas acima, a finalidade desse artigo é apresentar as contribuições geradas pelo uso das principais fontes de energia renovável no Brasil, entre os anos de 2011 e 2016, fundamentados numa revisão sistemática literária a cerca das produções acadêmicas elaboradas nestes anos.

Para atingir a finalidade descrita, a estrutura deste artigo contém, além desta introdução, o primeiro tópico; o segundo tópico apresenta a revisão sistemática de literatura, apontando a estratégia da pesquisa, escolha das palavras-chave e ferramentas de busca, demonstrando os resultados extraídos das 82 produções.

O terceiro tópico dispõe sobre a participação das energias renováveis na matriz energética brasileira no período de 2011 a 2016; apresentando as alterações entre os gráficos de oferta de energia dos anos citados; o quarto tópico apresenta definições das principais fontes de energias renovável e primária no Brasil, com subtópicos retratando um breve contexto de definição dos recursos energéticos primários, inserção no Brasil e evolução na matriz energética brasileira, além das contribuições das fontes hidráulica, biomassa, eólica e solar fotovoltaica e o nono tópico apresenta as considerações finais.

2. REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA

A inserção de fontes de energia renovável no Brasil não é recente, visto que a utilização do principal recurso energético renovável, a água, ocorreu no ano de 1883, com a construção da primeira usina hidrelétrica.

No decorrer dos séculos, o setor energético do país sofreu brusca evolução, ampliando e diversificando sua matriz energética com o uso das mais diversas fontes como: lenha, carvão, gás natural, entretanto a predominância hidráulica continua presente na atualidade.

Seguindo a tendência mundial, com destaque para os países desenvolvidos, o Brasil nos últimos anos vem explorando seus recursos renováveis de forma acentuada, com a finalidade de possuir uma matriz cada vez mais sustentável.

As contribuições geradas pelo uso das principais fontes renováveis no país, que são: hidráulica, biomassa, eólica e solar fotovoltaica vêm atraindo a atenção dos mais diversos setores.

Portanto, este artigo tem o objetivo de ampliar o conhecimento das produções de cunho acadêmico referente ao uso das principais fontes de energias renováveis no Brasil e suas contribuições no período de 2011 á 2016.

A produção foi realizada com base na seguinte estratégia de pesquisa: de natureza básica, abordagem quantitativa, de caráter exploratório, utilizando os procedimentos técnicos bibliográficos e documentais. (GIL, 2002). A revisão bibliográfica foi fundamentada na busca de produções acadêmicas e de cunho científico que definissem as contribuições geradas pelo uso das principais fontes de energias renováveis no Brasil.

A estrutura da pesquisa compreende três etapas. Na primeira etapa foram definidas as seguintes palavras chaves: ”energia(s)”; ”Brasil”; ”renováveis”; ”biomassa”; ”hidráulica”; ”eólica”; “solar” e ”fotovoltaica”. O gráfico 1 mostra os resultados alcançados.

Gráfico 1-Quantitativo de produções acadêmicas que contem as palavras-chave

Fonte: Base de dados CAPES e Google Acadêmico

Identifica-se que há uma acentuada concentração de produções que contenham as palavras: “energia(s);” “Brasil” e “renováveis”, resultando num total de 72,16%. Os demais 27,84% dividem-se nos termos “eólica”; “solar/fotovoltaica”; “hidro” e “biomassa”.

Desta forma, depreende-se que o enfoque maior das produções foi generalizado sobre o uso das fontes, já os trabalhos que tratam apenas de uma fonte renovável foi inferior. Assim como se observa que as fontes consideradas qual o uso pode ser considerado recente como a eólica e solar se sobressaem sobre as fontes hidráulicas e biomassa.

Foram escolhidos como base de dados para levantamento de produções: o catálogo de dissertações e teses da CAPES, e a ferramenta Google acadêmico e requisito de filtragem, foram selecionadas as produções que incluíssem o maior número de palavras chaves em seus respectivos títulos.

Seguindo as premissas citadas acima, chegou-se a um total de 82 produções. Na segunda etapa, foi realizada a leitura dos resumos dos trabalhos selecionados para classificação de relevância. O gráfico 2 atesta os resultados obtidos.

Gráfico 2-Classificação das produções segundo grau de relevância

Fonte: dados primários

Nota-se no gráfico acima que 68 produções das 82, que correspondem a 83%, obtiveram grau de relevância, demonstrando que as contribuições pelo uso das fontes renováveis no Brasil vêm sendo levantadas com frequência ao longo do período da pesquisa.

Na terceira e última etapa, foi realizada a leitura da introdução e conclusão ou considerações finais das produções classificadas como: “relevantes”, já os trabalhos classificados como “muito relevantes” foram lidos em um sua integralidade.

A tabela 1 expõe a quantidade de produções publicadas por ano de publicação e por base de dados.

Tabela 1-Quantidade de publicações por base de dados e por período

Fonte: Base de dados CAPES e Google Acadêmico

Pode-se observar na tabela acima que 2012 foi o ano com maior número de trabalhos, seguido por 2013. Assim, infere-se que o houve um acréscimo nesses anos devido a criação de normas e marcos legais relevantes ao setor energético brasileiro. Entretanto, 2014 foi o ano com menos publicações acadêmicas, podendo deduzir como fatores um ano com eventos políticos (eleições presidenciais) e esportivos (copa do mundo) no país.

Outro aspecto observado é de que nos três primeiros anos da pesquisa a base CAPES tem total predominância sobre o google acadêmico, já nos anos posteriores o google acadêmico tem acentuado crescimentos em produções.

A tabela 2 apresenta a quantidade de produções publicadas por tipo, sendo: artigo, monografia, teses de metrado ou tese de doutorado e por base de dados.

Tabela 2. Quantidade de publicações por base de dados e por período

Fonte: Base de dados CAPES e Google Acadêmico

Diante da tabela acima, pode-se concluir que os artigos acadêmico científicos, publicados em revistas, simpósios, congressos, mostras, encontros, foram extraídos em sua maioria da base Google Acadêmico, já as demais produções fora advindas do catálogo de teses e dissertações da CAPES.

O maior quantitativo de produções foram as teses de mestrado, seguidas de artigo, tese de doutorado e monografia por último, com apenas seis publicações. A tabela 3 apresenta a quantidade de produções publicadas por área e tipo.

Tabela 3 – Quantidade de publicações por área e tipo.

Fonte: Base de dados CAPES e Google Acadêmico.

Analisando a tabela, infere-se que o interesse nas energias renováveis é visto em 26 áreas distintas, desde ciências, planejamento energético e engenharia elétrica que juntas totalizam 21 produções.

A diversidade nas áreas é acentuada, de forma que são 17 contendo apenas uma publicação, as áreas de engenharia e ciências de engenharia predominam, igualmente, também se verifica que áreas de eixo acadêmico diferente da temática também constam produções, podendo citar: administração de empresas, biotecnologia, direito, economia e desenvolvimento econômico.

A tabela 4 apresenta os materiais como: artigos, livros, cadernos de altos estudos e relatórios utilizados para apoio bibliográfico no desenvolvimento do artigo, por título, ano de publicação, o qual não foi delimitado, autoria e edição.

Tabela 3 – Materiais para apoio bibliográfico.

Fonte: Dados Primários.

Deste modo, observa-se que a quantidade de materiais evolui ao longo dos anos ,assim como o enfoque das energias renováveis é relacionado com a análise das mesmas, assim como o aspecto econômico, político e ambiental é bastante explorado.

Observa-se o notório interesse instituições dependente de governamentais ou não, e da participação no setor elétrico brasileiro, podendo citar: BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento); CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais S.A); COPEL (Companhia Paranaense de Energia); CEPEL (O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) da Eletrobras.

A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) disponibiliza anualmente o BEN (Balanço Energético Nacional) um importante relatório contendo dados sobre produção e geração de energia no Brasil, além das atividades de recursos energéticos, informações essas que foram utilizadas na produção deste artigo.

Também foram usados na fundamentação teórica sites governamentais do setor elétrico: ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), EPE, MME (Ministério de Minas e Energia) e ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), além dos atlas de potencial eólico e solar brasileiros.

3. PARTICIPAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS NA MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA (2011 Á 2016)

O Brasil, em comparação com o mundo, possui desenvolvimento sustentável, usando com eficiência seus recursos naturais (água abundante, solo fértil e agricultável, intensa incidência de sol e vento, distribuídos em quase todos os meses do ano), inclusive os energéticos, procurando-se estabelecer um setor energético que produza uma baixa emissão de gases de efeito estufa.

Nesse cenário, tais fatores contribuem para a existência de vantagens relativas que possibilitam a constituição de uma matriz energética baseada em fontes renováveis.

Entre os anos de 2011 e 2016, as matrizes brasileiras de oferta de energia e de oferta de energia elétrica apresentaram modificações nas participações, com ênfase para o aumento ou inserção das fontes renováveis.

Os seguintes dados energéticos são fornecidos por meio do Balanço Energético Nacional (BEN), disponibilizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sendo publicado anualmente o relatório fundamental para atividades de planejamento e acompanhamento do setor energético nacional.

Corroborando as informações acima, o gráfico 4 apresenta a oferta interna de energia no país no ano de 2011.

Gráfico 4 – Oferta interna de energia-Ano 2011

Fonte: BEN (Balanço Nacional Energético), Ano Base 2011.

Para análise das modificações, o gráfico 5 abaixo apresenta a oferta interna de energia no país no ano de 2016.

Gráfico 5 – Oferta interna de energia-Ano 2016

Fonte: BEN (Balanço Nacional Energético), Ano Base 2016

Realizando uma análise acerca da participação principal fontes renováveis: hidráulica, biomassa, eólica e solar, afirma-se que houve:

Redução da fonte hidráulica em 13,8%,pois apesar de ser a fonte com maior participação , o país sofreu ao longo dos anos uma crise hídrica, com o deplecionamento das bacias que atendem as maiores usinas hidrelétricas do Brasil, forçando uma maior uso das tecnologias poluentes , como: gás natural, carvão e derivados do petróleo, que obtiveram aumento de participação desse período.

As fontes biomassa e eólica tiveram elevação, de 1,6% e 4,9% respectivamente, destaca-se a elevação da geração eólica, com o aumento expressivo de usinas, principalmente na região Nordeste. A fonte solar, que não teve participação na matriz em 2011, foi inserida na matriz de 2016 com 0,01%.

Uma relevante consequência do aumento da participação das fontes renováveis, foi a alteração percentual da intensidade de carbono da economia brasileira entre 2011 e 2016, medida por quilo de gás carbônico por dólar, reduzindo de 0,16 kg CO2/US$ [2011] para 0,15 kg CO2/US$ [2016], ainda destacando que a economia do país emite menos carbono em comparativo com as economias americana, europeia e chinesa. (BEN, 2016).

Segundo Mauad et.al. (2017),a escala de produção dessas tecnologias apresenta-se como um dos grandes desafios para sua implantação efetiva, devido ao tamanho reduzido dos parques industriais e à existência de um mercado restrito, fazendo com que os custos de instalação permaneçam altos.

4. PRINCIPAIS FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL E PRIMÁRIA NO BRASIL

As diversas fontes de energia que compõem a matriz energética brasileira podem ser classificadas quanto: capacidade de renovação na natureza (renováveis e não renováveis) e nível de transformação para obtenção da energia (primária e secundária).

É considerada fonte de energia renovável aquela que é disponibilizada na natureza em ciclos contínuos, que se repetirão em espaços de tempo relativamente curtos. Já as fontes de energia não renovável são aquelas que apresentam um ciclo de formação de milhões de anos e estão presentes na natureza em quantidade limitada, podendo citar os combustíveis fósseis.

Fonte de energia primária é aquela gerada através dos recursos energéticos encontrados na natureza, como petróleo, gás natural, biomassa, água, ventos, biomassa ou sol. Já a energia secundária é obtida a partir da transformação das fontes primárias, como é o exemplo da eletricidade e os derivados energéticos do petróleo, como a gasolina ou diesel, exemplos de energias secundárias existentes no dia-a-dia. (EPE, 2015b).

O país possui relevante potencial dos seguintes recursos energéticos renováveis e primários.

De acordo com as condições naturais, possui o maior potencial hidrelétrico do mundo, estimado em 260 GW, tendo 12% da água doce superficial do planeta e condições adequadas para exploração. (BRASIL, 2015)

Dados do BEN de 2016 afirmam que, a biomassa da cana foi responsável por 7% da capacidade nacional instalada, ou seja, de todo o potencial energético de que o país dispõe. No mundo, esse índice é de apenas 1%, o que coloca o Brasil no topo mundial quando o assunto é eletricidade vinda de resíduos e plantas.

Com relação a fonte eólica, oriunda dos ventos, conforme o último o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, lançado em 2001, o Brasil possui potencial estimado em 143 GW.

Para a fonte mais recente inserida na Matriz Energética Brasileira, a solar fotovoltaica, inversamente proporcional, o país possui ótimo potencial, pois conforme o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.444 Wh/m² a 5.483 Wh/m² (watts-hora por metro quadrado) no país, se sobressaindo perante países com a Alemanha que possui a energia solar forte em sua matriz energética

Analisando as informações acima, deduz-se que o Brasil possui potencial para aumentar progressivamente o uso das fontes renováveis em sua matriz e, se tornar, no futuro, uma grande potência energética mundial e sustentável, auxiliando também no crescimento econômico, tecnológico e social, agregando qualidade de vida e conforto para a sua população, decorrentes do uso e exploração dos energéticos, pois a finalidade dos recursos naturais, de fato, é servir à sociedade. (CEMIG, 2012)

4.1 FONTE HIDRÁULICA

A fonte hidráulica é proveniente das águas, e a energia é produzida através da força de seu movimento. A produção tem características necessárias como: apenas a água doce(vinda dos rios e lagos) que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas, pois tem a capacidade de movimentação mecânica das turbinas.(ANEEL, 2008).

A maturação da utilização desta fonte elétrica no Brasil trouxe inúmeros benefícios, pois a água como recurso energético possui características favoráveis como: renovável e com alto potencial ainda a ser explorado, competitivo, pois os custos de produção são relativamente baixos em comparação com outras fontes, ambientalmente sustentáveis e com tecnologia própria.

O país possui um sistema predominantemente hidrelétrico, pois investe massivamente na geração hidrelétrica, principalmente devido a abundância de recursos hídricos disponíveis e o custo relativamente baixo em sua produção, com um grande número de usinas de grande e médio porte, como: a Itaipu binacional, uma das maiores usinas hidrelétricas do munda, em conjunto com o Paraguai, com potência instalada de 14 GW, Tucuruí, Xingó, Belo Monte.

A dependência dessa fonte na Matriz Energética foi constatada nos últimos anos, devido ao nível crítico dos reservatórios o percentual desta fonte reduziu e a geração termelétrica emergencial foi utilizada de forma acentuada.

O período de operação das usinas pode ser muito superior aos 30/50 anos adotados nas avaliações econômicas. No longo prazo, uma usina hidrelétrica estará totalmente amortizada e terá custos exclusivamente de operação/manutenção, cerca de 20% do custo total da energia produzida, quando se considera o investimento não amortizado. No médio prazo, isto dará ao Brasil uma grande vantagem competitiva com os demais países do Mundo.

Nas últimas décadas o investimento nas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) foi incentivado pela Lei nº 9.427 de 26 de dezembro de 1996, que simplificou os procedimentos de autorização para o aproveitamento de potencial hidráulico de potência superior a 1.000 KW e igual ou inferior a 30.000 KW, característicos de PCHs.Assim como houve a insenção do pagamento pelas PCHs da compensação financeira pela exploração dos recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica. (Mauad et al,2017).

Possuindo uma tecnologia já em maturação no País, nota-se nos últimos anos a estabilidade da participação hidráulica na matriz brasileira, frente ao crescimento de outras fontes renováveis, como a biomassa, a eólica e a solar fotovoltaica, que serão retratadas a seguir.

4.2 FONTE BIOMASSA

A fonte biomassa pode ser definida como toda aquela que provém da geração elétrica resultante da conversão através da energia primária solar dos resíduos sólidos originados de seres vivos, como cana-de açúcar ou madeira, excluindo-se deste conceito os combustíveis fósseis e ainda os que possam ter se constituído em biomassa no passado. (CEMIG, 2012)

A origem e relevância desta fonte para os seres humanos remontam da descoberta do fogo, que utiliza a lenha como recurso primário.

As principais fontes de biomassa para geração de energia no Brasil são: lenha, carvão vegetal, óleos vegetais, resíduos sólidos de origem urbana ou agrícola e biogás.

A determinação de qual resíduo primário será utilizado para a obtenção da energia a partir da biomassa é o custo-benefício, sendo a relação entre o potencial energético da fonte e a quantidade de energia é possível a partir de sua obtenção.

A fonte já possui uma relevante participação na Matriz energética Brasileira, sendo superada apenas pela fonte hidráulica, além disso, em 2014 o Brasil foi o país com a maior capacidade instalada por meio da fonte biomassa, com 15,3% do total mundial, seguido dos Estados Unidos, com 13,6%, China (11,8%), Índia (6,2%) e Japão (5%).(Souza et al,2015)

No enfoque ambiental, a utilização da geração por biomassa resulta na redução da poluição atmosférica, estabilidade do ciclo de carbono, na emissão dos gases de efeito estufa, além dos resíduos serem reaproveitados para outros usos.

No enfoque social, o emprego de mão de obra local e a geração de receita, favorecem o crescimento regional e auxilia na redução dos níveis de desemprego.

No enfoque econômico, e energia através dessa fonte têm baixo custo no insumo, sua geração pode ser realizada em maior ou menor escala e de forma descentralizada, tanto nos grandes centros como em pequenas áreas rurais, estimulando a autoprodução e fomentando a economia rural. Também se destaca o desenvolvimento da indústria sucroenergética, utilizando a biomassa da cana que é a fonte mais utilizada no Brasil para a produção de energia elétrica.

4.3 FONTE EÓLICA

O vento, recurso energético originador da fonte, é utilizado ao longo dos séculos pela humanidade para realização de atividade primitiva, desde moagem de grãos como o movimento de máquinas fabris. A geração de energia eólica provém da energia cinética do ar em movimento (o vento), captada por turbinas, cujo rotor está ligado a um gerador elétrico, seja diretamente ou por intermédio de uma caixa de engrenagens. (Uczai, 2012)

Segundo o atlas eólico brasileiro, de 2001, devido a sua localização geográfica, o país possui um elevado potencial eólico, com destaque para região Nordeste, onde as condições de vento são favoráveis.

O discreto início da geração eólica no Brasil foi no ano de 1992, com a instalação de uma turbina eólica com potência de 75kw, na ilha de Fernando de Noronha, estado de Pernambuco.

Uma década depois, após o período de racionamento em 2001, o governo decidiu investir na geração eólica com a criação do Proeólica, programa emergencial de energia eólica, criado em 2003 e sendo logo substituído pelo PROINFA, programa de incentivo às fontes alternativas de energia elétrica, que estimulou o desenvolvimento da indústria de equipamentos para as usinas e o aumento de leilões ofertando energias renováveis a preços competitivos com relação a outras fontes.

A inserção das usinas eólicas apresenta papel importante na segurança operativa do SIN, na medida em que sua geração ajuda no menor esvaziamento dos reservatórios e na redução de usinas térmicas em utilização em períodos de hidrologia desfavorável, o que torna a matriz brasileira cada vez mais renovável, e gera menos impactos ambientais ao país (ONS, 2016).

Essa fonte também trouxe benefícios como o aumento de empregos, tanto nas indústrias que fornecem os equipamentos como para a operação e manutenção das usinas.

Com o desenvolvimento das tecnologias, e o avanço da exploração do potencial eólico existente, a geração eólica tende futuramente a se consolidar junto às outras fontes renováveis já maduras, como a hídrica e biomassa, e contribuir cada vez mais de forma significativa na Matriz energética brasileira.

4.4 FONTE SOLAR FOTOVOLTAICA

O sol é a principal fonte de energia para o planeta, tendo por principais características ser inesgotável e renovável, portanto, seu aproveitamento é milenar, sendo utilizado inicialmente pela sociedade através do controle da fotossíntese, em atividade primitivas como a agricultura e pecuária.

A fonte solar é considerada a fonte primária para todas as outras fontes de energia e divide-se em dois tipos de obtenção: a fotovoltaica, onde resulta da conversão direta da luz

em eletricidade e a hipotérmica, resultante do sistema de captação do calor vindo das irradiações solares.

O Brasil possui vantagens para o aproveitamento energético da fonte, podendo citar a localização do país numa região com incidência mais vertical dos raios solares, destacando a intensidade no semiárido nordestino, e a proximidade à linha do equador, fazendo com que haja pouca variação na incidência solar ao longo do ano. (TOMALSQUIM, 2016)

Apesar de possuir parcela percentual na oferta interna de energia da matriz energética brasileira apenas no ano de 2016, as pesquisas para a inserção da fonte no país iniciaram em no século passado, em 1950, porém a instalação da primeira usina solar fotovoltaica, no estado do Ceará, com potência de 1MWp, foi em 2011.

Outros acontecimentos impulsionadores desta fonte foram: a Chamada de Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Estratégico 013/2011, da ANEEL, que teve 17 projetos fotovoltaicos aprovados, totalizando 24,6 MWp, e o LER (Leilão de Energias Renováveis), em 2014, com a primeira oferta publica para empreendimentos desta geração.

A energia solar fotovoltaica tem grande potencial para ser uma alternativa de geração na própria unidade consumidora, próxima ao centro de carga, sem incorrer nos custos de transmissão de energia. (FGV ENERGIA, 2015)

Apesar do avanço observável nas ações para promover a exploração, o financiamento e o desenvolvimento tecnológico da energia solar fotovoltaica no Brasil, a evolução da participação da fonte na matriz ocorre de forma lenta, se comparado com a fonte eólica.

O estímulo em pesquisas e inovação tecnológica, além de tornar os preços de equipamentos e materiais competitivos para geração de energia, são mecanismos fundamentais para tornar a fonte expressiva na matriz energética brasileira, elevando assim a porcentagem das fontes renováveis no País.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo apresentou uma visão geral do uso das principais fontes de energia renováveis no Brasil, entre os anos de 2011 e 2016, com enfoque na revisão sistemática de literatura.

Observa-se o crescente interesse ao longo dos anos por publicações que exploram a temática das energias renováveis no Brasil, e a diversidade dos segmentos acadêmicos expõe que as contribuições geradas são pesquisadas em seus variados aspectos.

Também se verificou a importância da fonte hidráulica, possuindo predominância na matriz energética brasileira, mesmo em períodos de escassez hídrica, quando sua participação sendo parcialmente substituído por outras fontes renováveis e não renováveis, deixando o país com índice superior ao mundo em uso das fontes renováveis.

É pertinente afirmar que o Brasil possui grande potencial nos recursos energéticos renováveis desde sempre, fato que se contrapõe a quantidade de mecanismos incentivadores para a exploração e uso dessas fontes renováveis na matriz energética brasileira, em comparação com países que possuem potencial menor e utilização maior das energias renováveis.

Assim como percebeu-se a evolução das outras fontes renováveis com participação na matriz, com destaque para o crescimento da fonte eólica e inserção da fonte solar fotovoltaica ,e as evidentes perspectivas de crescimentos dessas fontes na matriz energética brasileira.

Por fim, propõe-se que as futuras produções acadêmicas possam dar enfoque detalhado nas ações de incentivo e tecnologias encontradas para o uso das fontes renováveis, trazendo um comparativo com países que já possuam essas fontes de forma consolidada em suas matrizes energéticas.

REFERÊNCIAS

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[1] MBA em Gestão da produção e automação industrial, bacharela em Administração, Técnica em Eletromecânica.

[2] Mestre em Engenharia Elétrica, Universidade Federal de Pernambuco. Docente do curso de MBA em gestão da produção e automação industrial, Faculdade de Tecnologia SENAI Pernambuco.

Enviado: Julho, 2018.

Aprovado: Junho, 2019.

 

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