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A Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

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A Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil
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ARTIGO EM PDF

CAMARGOS, Ellen Kassia de [1]

MACIEL, Rosana Mendes [2]

CAMARGOS, Ellen Kassia de; MACIEL, Rosana Mendes. A importância da psicomotricidade na educação infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 9. pp. 254- 275, outubro / novembro de 2016. ISSN. 2448-0959

A educação psicomotora é o começo do processo de educação infantil. As dificuldades de aprendizagem detectadas em uma criança podem ter como causa um desenvolvimento psicomotor defasado. O objetivo geral do estudo foi analisar a importância da psicomotricidade na aprendizagem nos anos iniciais. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura. A pesquisa foi realizada em bases on-line e em repositórios de universidades brasileiras. Os jogos lúdicos devem ser entendidos como práticas que promovem a aprendizagem e desenvolvem vários aspectos do ser humano, como o motor, o psicológico, o social e o afetivo. A ludicidade deve ser promovida através das atividades psicomotoras, em um ambiente agradável e motivador. Principalmente durante as aulas de Educação Física, o professor deve se desvincular da repetição mecanicista dos movimentos e priorizar atividades que desenvolvam corpo e mente, ou seja, o organismo de forma global. A brincadeira é um canal direto que a criança usa para exprimir seus desejos e emoções, sendo ferramenta muito válida durante as séries iniciais, período no qual a criança se vincula à sociedade.

Palavras-chaves: Criança. Desenvolvimento psicomotor. Educação física.

INTRODUÇÃO

A psicomotricidade é uma neurociência que transforma o pensamento em ato motor harmônico. (1) A educação psicomotora é o “ponto de partida” para o processo de aprendizagem infantil. Comumente, se a criança tem dificuldades de aprendizagem é consequência de alguma deficiência no desenvolvimento psicomotor.

A criança que apresenta o desenvolvimento psicomotor mal constituído poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, na distinção de letras, na ordenação de sílabas, no pensamento abstrato e lógico, na análise gramatical, entre outras. (2)

A escola e o professor têm, principalmente nos anos iniciais, relevante papel, influenciando diretamente no desenvolvimento do aluno. No tocante à aptidão física, os profissionais podem utilizar jogos lúdicos e brincadeiras que estimulem diversos aspectos da criança, como o motor, o social, o afetivo e o cognitivo. (3)

Por meio da brincadeira a criança envolve-se no jogo e sente a necessidade de partilhar com o outro. Ainda que em postura de adversário, a parceria é um estabelecimento de relação. Esta relação expõe as potencialidades dos participantes, afeta as emoções e põe à prova as aptidões testando limites. Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando a criança torna-se operativa. (4)

“Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma ‘atitude’ lúdica do educador e dos educandos. ” (4) O principal objetivo da educação psicomotora não é restrito ao conhecimento da criança sobre a visão que tem de seu corpo, não sendo apenas conteúdo, mas sim a descoberta de todo sistema corporal, formação de uma unidade organizada e instrumento da relação com a realidade. (2)

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através dessas atividades lúdicas a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. (2)

Na prática, há que se observar o fato de que as crianças aprendem de modo mais satisfatório e eficaz através de jogos e brincadeiras. O contexto lúdico é fundamental para socialização do ser humano. Pelo jogo, há a construção de diferentes pontos de vista, elaboração de hipóteses e contextualização do espaço e tempo. O ato de brincar não pode ser visualizado como um ato de entretenimento, mas sim entendido como uma atividade que possibilita a aprendizagem de diversas habilidades, inserido em um ambiente motivador, aprazível e planejado para a educação infantil. (1)

Na atividade lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade, o que dela resulta, mas a própria ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivencia, momentos de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de ressignificação e percepção, momentos de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida. (4)

A atuação preventiva dos docentes é de extrema importância, tornando possível a diminuição do quantitativo de crianças com dificuldades na aprendizagem, o que minimiza os efeitos negativos que as disfunções psicomotoras possuem e favorece o desenvolvimento global. (5) A pesquisa tem como norte o papel que o lúdico pode desempenhar no processo de aprendizagem.

O objetivo geral do estudo foi analisar a importância da psicomotricidade na aprendizagem nos anos iniciais. Especificadamente, a pesquisa buscou investigar sobre a origem e as principais características da educação psicomotora; abordar a importância da psicomotricidade nas séries iniciais como instrumento de redução e prevenção das dificuldades educacionais apresentadas pelos discentes; configurar o desenvolvimento motor e psicológico a quais áreas estão relacionados, seus estágios e os fatores de risco para o desenvolvimento infantil; compreender o papel do educador e da escola como propulsores da educação nos anos iniciais. Durante seus anos iniciais, o ser humano organiza conceitos e se desenvolve através da busca por novas experiências. Dessa forma, a proposta lúdica, característica da educação psicomotora, visa o desenvolvimento motor, afetivo e psicológico por meio de jogos e atividades lúdicas, onde a criança descobre as potencialidades de seu próprio corpo.

Através do ato de brincar, é possível detectar desvios na habilidade motora e psicológica da criança. A brincadeira deve ser entendida não somente como uma atividade de entretenimento, mas sim como um exercício que promove a aprendizagem em vários aspectos, principalmente se for realizado em um ambiente motivador e agradável. O brincar proporciona a descoberta e a exploração, sendo canal direto para a expressão de emoções. Em diversas atividades a criança vence obstáculos e se descobre dentro de um meio social.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada no estudo foi a revisão de literatura. A pesquisa foi realizada em bases on-line como o Google Acadêmico e em repositórios de universidades brasileiras.

A exploração acadêmica norteou-se por artigos publicados entre 2007 e 2013; sendo realizada a coleta de dados entre fevereiro e outubro de 2016. As palavras-chave utilizadas foram: psicomotricidade, criança e Educação Física.

Para seleção das fontes foram considerados como critérios os artigos e estudos que abordam a educação psicomotora como base para a aprendizagem da criança.

Foram analisados e discutidos os estudos para atingir às conclusões esperadas através da proposição da pesquisa, abordando a importância da psicomotricidade na educação infantil.

1. DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Na década de 20 começaram a surgir estudos que abordavam o desenvolvimento humano. Estas investigações manifestaram-se quando a criança e o bebê passaram a ser estudados. Assim, começou-se a valorização do movimento humano e das ações relacionadas a ele, de forma que colabore para o desenvolvimento global infantil. Go Tani (1988) defende que esta modificação de pensamentos auxiliou na criação de um conceito sobre o desenvolvimento motor, sendo ele um ato natural e progressivo que ocorria sem a necessidade de uma preocupação específica, mas que a partir deste momento foi administrado em um ambiente onde fosse favorecido. (6)

O desenvolvimento humano é um processo de evolução e modificação, seja no aspecto físico ou psicológico. Em cada etapa de vida, surgem características específicas, podendo ocorrer a aceleração ou o retardamento destes processos, dependendo da análise de cada caso, de forma individual. A criança naturalmente sente a necessidade de explorar seu meio, adquirindo habilidades motoras, mentais e sociais básicas. (7)

A infância moderna é marcada por mudanças drásticas. Os espaços e a liberdade para as brincadeiras diminuíram de forma significativa, consequência dos processos urbanísticos que induzem à necessidade de segurança e ao crescente avanço tecnológico. A escola deve ser um agente atuante neste caso, não somente se preocupando na preparação profissional do indivíduo, mas também com outros aspectos como a autonomia, a criatividade e a crítica. (8)

A psicomotricidade está presente nas mais diversas atividades motoras das crianças, o que contribui para o conhecimento e o domínio de seu próprio corpo. É um método indispensável para o desenvolvimento global e uniforme da criança, constituindo sua base fundamental de aprendizagem. (2). De forma conceitual:

A psicomotricidade envolve toda ação realizada pelo indivíduo; é a interação entre o psiquismo e a motricidade, buscando um desenvolvimento global, focando os aspectos afetivos, motores e cognitivos, levando o indivíduo à tomada de consciência do seu corpo por meio do movimento. (8)

E, ainda de maneira complementar:

O desenvolvimento da psicomotricidade faz-se através da evolução da criança, na sua troca com o meio, numa conquista que aos poucos vai ampliando sua capacidade de se adaptar às necessidades comuns, fazendo-se necessário para isso, o espaço físico, a diversidade de material, jogos lúdicos, um ambiente arejado e agradável. (5)

Como ciência que estuda o movimento, a psicomotricidade é um meio que auxilia um melhor desenvolvimento global, sendo para Wallon (2005) diretamente relacionada ao afeto e à emoção. O autor ainda defende que para a evolução da criança são imprescindíveis diversos fatores, dentre eles fatores metabólicos, morfológicos, psicomotores, psicossociais e psicoemocionais. A falta de desenvolvimento de um deles acarreta na dificuldade de aprendizagem. (9)

O aspecto físico abrange as habilidades motoras e sensoriais que a criança necessita desenvolver para sobreviver e adaptar-se. Uma das características da criança nos primeiros anos do ensino fundamental é a necessidade que ela tem de testar as suas habilidades, principalmente as motoras. Elas tornam-se mais fortes, ágeis e passam a ter um maior controle sobre seus corpos. As crianças têm prazer em testar os seus corpos e em aprender novas habilidades. (10)

Para Piaget, as crianças são capazes de reconhecer e de representar apenas as formas que podem reconstruir efetivamente através de suas próprias ações. A motricidade desempenha papel essencial na inteligência antes do domínio da fala, o que contrapõe o posicionamento de Wallon. (11)

Le Bouch (1988) classifica a evolução psicomotora em três etapas: corpo vivido, corpo descoberto e corpo representado. A primeira etapa abrange os primeiros anos de vida, de 0 a 3 anos, onde a criança não possui consciência de si interligada ao ambiente. Através de seu amadurecimento e de sua vivência, a criança diferencia-se de seu meio, se descobrindo. A segunda etapa engloba dos três aos sete anos, sendo caracterizada por uma maior coordenação da criança, onde tem consciência de seu corpo, sendo perceptível a absorção de conceitos como tempo/espaço, em cima/embaixo, dentre outros. Na terceira etapa, dos sete aos doze anos, o desenvolvimento infantil não é mais centrado em seu próprio corpo, tendo assim aperfeiçoamento de seus movimentos e de sua coordenação. (9)

O processo de aprendizagem é um sistema complexo, o qual envolve diversas habilidades. Sendo assim, é de suma importância que a criança adquira previamente ao processo de alfabetização, conceitos que facilitem a aprendizagem da leitura e da escrita. É a educação psicomotora, a qual requer auxílio intenso do professor, estimulando a criança; e não somente do professor de Educação Física, mas sim de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

Morais (2002) assim coloca seu posicionamento:

Quando a lateralidade de uma criança não está bem estabelecida, a mesma demonstra problemas de ordem espacial, não percebe a diferença entre seu lado dominante e o outro, não aprende a utilizar corretamente os termos direita e esquerda, apresenta dificuldade em seguir a direção gráfica da leitura e da escrita, não consegue reconhecer a ordem em um quadro, entre outros transtornos. Problemas na organização espacial acarretarão dificuldade em distinguir letras que se diferem por pequenos detalhes, como “b” com “p”, “n” com “u”, “12” com “21” (direita e esquerda, para cima e para baixo, antes e depois), tromba constantemente nos objetos, não organiza bem seus materiais de uso pessoal nem seu caderno; não respeita margens nem escreve adequadamente sobre as linhas. Uma criança com estruturação temporal pouco desenvolvida pode não perceber intervalos de tempo, não percebe o antes e o depois, não prevê o tempo que gastará para realizar uma atividade, demorando muito tempo nela e deixando, portanto, de realizar outras. (12)

No mesmo sentido, Le Boulch (1985) assevera: “75% do desenvolvimento psicomotor ocorre na fase pré-escolar, e o bom funcionamento dessa área facilitará o processo de aprendizagem futura. ” (8)

Neste sentido, o professor deve ter como base para seu trabalho, o entendimento de que a criança interfere no ambiente através do movimento; assim, é importante conhecer e entender o desenvolvimento psicomotor e suas fases, propondo assim atividades consistentes e fundamentadas, criando currículos e projetos para que as crianças brinquem, explorem, criem, sintam e aprendam. (8)

1.1. Desenvolvimento psicomotor, afetivo, cognitivo de crianças de 0 a 12 meses

A criança descobre o mundo através de seu corpo, explorando as mais diversas situações e através delas experimentando situações, percebendo o ambiente. À medida que a criança se desenvolve, quanto mais situações ela entra em contato, melhor para o controle de seu corpo, amplificando sua percepção. “Desde o primeiro dia de vida, a criança se desenvolve de forma contínua, e é pelo movimento que a criança estabelece as primeiras formas de linguagem. ” (8)

O gesto é o primeiro instrumento social de compreensão e expressão da criança. Ações como apontar, evocar, apanhar e começar a substituir o choro; a criança gesticula para exprimir situações e ações que ainda não consegue verbalizar, constituindo um importante modo de comunicação que antecede o vocabulário fonético. (8)

Segundo Rodrigues (1989), durante a elaboração do “eu corporal” é interessante ver que para cada nova sensação há uma resposta motriz diferente, assim não é possível separar o psiquismo da motricidade. O desenvolvimento infantil está interligado com a maturação do sistema nervoso. (13)

O estágio de inibição dos reflexos inicia-se do nascimentos e estende-se até ao redor de um ano; […] os reflexos primitivos e posturais são substituídos por comportamentos motores voluntários, como o aparato neuromotor do bebê ainda está em estágio rudimentar, o movimento voluntário não é muito diferenciado, e os movimentos embora intencionais pareçam descontrolados e grosseiros; se o bebê deseja entrar em contato com um objeto, haverá movimentação de toda a mão, pulso, ombro e até do tronco; o processo de movimentar a mão, apesar de voluntário apresenta falta de controle. (14)

Os primeiros movimentos do bebê ocorrem por atividade reflexa, sobre o ambiente imediato, como reações à luz, ao toque, aos sons. O movimento voluntário, de forma primordial, ocorre através de movimentos rudimentares, com movimentos estabilizadores (controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco), movimentos manipulativos (como agarrar e soltar) e locomotores (arrastar, engatinhar e caminhar). No domínio cognitivo, a criança utiliza as mesmas formas de comportamento que as demais pessoas usaram em relação a ela. Desde os primeiros dias de vida, as ações da criança possuem significado próprio dentro da sistemática de comportamento social, envolvendo posteriormente a fala. Para Piaget e Vygotsky a inteligência é a “capacidade de aprender sempre e renovar o conhecimento com base em novos conceitos, assim superando as novas situações. ” (14)

É primordial entender o movimento da criança como linguagem, permitindo que ela seja livre dentro do ambiente, propiciando a ela a oportunidade de transformar, adaptar, interagir e criar. (13)

Piaget assevera que “a afetividade e o desenvolvimento da inteligência estão indiciadas e integradas, no desenvolvimento psicológico, não sendo possível ter duas psicologias, uma da afetividade e outra da inteligência para explicar o comportamento. ” (14)

O aspecto afetivo possui influência sobre a progressão intelectual, acelerando ou diminuindo o ritmo infantil, de acordo com os fatores externos proporcionados à criança. O processo afetivo é contínuo e inovador, onde os sentimentos estão ligados diretamente a valores sociais como a cooperação. (14)

1.2. Desenvolvimento psicomotor, afetivo, cognitivo de crianças de 1 a 5 anos

A partir dos primeiros anos de vida a criança se desenvolve de forma contínua, e como visto, o movimento é uma das primeiras formas de linguagem. É pela motricidade que a criança descobre o mundo dos objetos, sendo o corpo o primeiro objeto percebido por ela. (8) “É no decorrer dos primeiros anos de vida que se procede às verdadeiras aquisições nos diversos domínios do comportamento (afetivo, psicomotor e cognitivo), visto ser a fase em que ocorrem as mudanças mais significantes. ” (13)

Para Piaget, as fases do desenvolvimento cognitivo, de forma sintetizada, são estas:

Sensório motor ou prático (0 a 2anos): a criança conhece o mundo através das ações que ela exerce sobre determinados objetos e observa a reação destes. As ações são reflexos e manipulações. Pré-operatório ou intuitivo (2 a 6 anos): aparecimento da linguagem que representa imagens e objetos. O pensamento é intuitivo e egocêntrico. Operatório-concreto (7 a 11 anos): ainda necessita do concreto para fazer a abstração de seu pensamento. Operacional-formal ou abstrato (11 anos): a operação se realiza através da linguagem. O raciocínio acontece com o levantamento de hipóteses e possíveis soluções. (14)

Com um ano e meio a criança utiliza o movimento e o tateio; com dois anos ela desenvolve-se através da mímica, representando movimentos (barulho do motor, o movimento da direção do carro) sem executá-los. No terceiro ano já caminha nas pontas dos pés e salta. Assim, conquista sua autonomia, possuindo maior domínio da lateralidade.  (13)

De acordo com Piaget, “a criança de dois anos e quatro anos não forma conceitos, e sim pré-conceitos. Ela elabora informações a respeito do mundo, mas como ainda não consegue discriminar as propriedades dos objetos. ” (13)

É importante ressaltar, que a partir do momento em que a criança é incluída no sistema escolar ela é modificada principalmente de modo emocional, transpondo o seio familiar e fazendo novas amizades. O período entre os 3 e os 6 anos é marcado pelo fortalecimento das capacidades motoras e psíquicas já adquiridas. (14)

2. APRENDIZAGEM PSICOMOTORA

2.1. Conceito

A psicomotricidade pode ser revelada desde os pequenos gestos motores de uma criança, externados através de atividades que proporcionam o conhecimento e o domínio do próprio corpo. (15). Este método de aprendizagem busca contribuir para a formação e estruturação do esquema corporal, visando à prática do movimento em todos os momentos da vida de uma criança. Através dos exercícios e brincadeiras propostos, a criança se diverte, usa sua criatividade e se socializa. (16)

Desde o início do desenvolvimento psicomotor inicia-se o processo de socialização, uma vez que o equilíbrio da pessoa só pode ser pensado pela/e na relação com outrem. É nessa relação e, ainda, na comunicação com outrem que o homem se realiza. (17)

A criança que apresenta o desenvolvimento psicomotor defasado, consequentemente terá problemas na leitura/escrita, distinção de letras, pensamento lógico, dentre outros. É na educação infantil que a criança experimenta novas sensações, organiza seus conceitos e busca por novas experiências. (2)

Dentro do sistema pedagógico de ensino, o jogo é um instrumento de aprendizagem bem visto, acrescentando exponencialmente para o processo de aprendizagem, além de influenciar nas relações sociais. Piaget (1977) defende que a interação da criança pela motricidade, através do tato, da visão e da audição é essencial para seu desenvolvimento integral. O autor defende que não há um padrão de ações, devendo ser possibilitado aos alunos a diversidade e complexidade de variados jogos, trabalhados de forma integrada com outras áreas de desenvolvimento. A educação psicomotora busca prevenir os déficits de aprendizagem. (15)

Nas séries iniciais essa segregação adquire mais força e mais de 20% da população escolar é marginalizada por não ter adquirido o domínio da leitura no final do ano. Há necessidade de se determinar se este insucesso surge de dificuldades eletivas ou de causas mais globais, socioculturais ou afetivas. Antes do aprendizado da leitura, seria necessário ajudar a criança a utilizar a linguagem mais rica e correta possível. Já a escrita é antes de tudo um aprendizado motor. Dominar os gestos da escrita seria o equilíbrio entre as forças musculares, a flexibilidade e agilidade de cada articulação do membro superior. Portanto, é indispensável fixar as bases motoras da escrita antes de ensinar a criança a dominar o lápis. (14)

A Educação Física deve ser um espaço aberto de desenvolvimento motor, onde a criança brinque e utilize sua linguagem corporal. A criança possui intensidade em seus movimentos, devendo o profissional de Educação Física direcionar os métodos pedagógicos para que cada aluno construa sua personalidade. (15)

2.2. Categorias de comportamento

Henri Wallon instituiu a teoria de desenvolvimento, onde a compreensão de diversos conceitos direciona o professor ao processo de constituição da pessoa, conforme a influência do meio ambiente no indivíduo. Através dessa teoria, é possível que o educador inove sua prática pedagógica, adicionando desafios à ação motora e lógica do aluno. Na teoria Psicogenética de Wallon, o processo de desenvolvimento é a integração, sendo duas suas ramificações: integração organismo-meio e integração cognitiva, afetiva e motora. (19) A pesquisa continuará com enfoque na integração cognitiva, afetiva e motora.

O domínio cognitivo é desenvolvido pelo jogo, onde a criança entra em contato direto com a realidade, buscando respostas para os diversos impasses propostos. Para Piaget (1992), o jogo extravasa o âmbito cognitivo e exige que a criança compreenda o conceito de regra, aceitação das demais pessoas e noções de perda/ganho. Estes conceitos acompanharão o aluno desde a infância até a vida adulta. (16)

A afetividade é a capacidade do ser humano de ser afetado pelo mundo externo, seja de forma positiva ou negativa. “O conjunto afetivo oferece as funções responsáveis pelas emoções, pelos sentimentos e pela paixão. (19)

O domínio afetivo deve ser trabalhado através de práticas lúdicas coletivas, para colocar de lado a timidez, os atrasos de comunicação e o sentimento de insegurança que muitos alunos detêm. Diversas crianças são carentes de modo afetivo ou superprotegidas, sendo que normalmente o desinteresse pelos conteúdos ministrados em sala de aula tem como origem problemas de organização da personalidade, advindo da afetividade. (14)

O comportamento motor é concebido como o deslocamento do corpo no tempo e no espaço, com base no equilíbrio corporal. Através da motricidade, os sentimentos e as emoções são expressos. (19)

O domínio motor também é conhecido como psicomotor. Ele envolve o aprendizado e a combinação de atos motores e cognitivos, assim como a manipulação de objetos e ferramentas. Como exemplos têm-se o andar de bicicleta e o jogo de futebol. O desenvolvimento harmônico destes três tipos de domínios proporciona o desenvolvimento integral da pessoa. (3)

2.3. Habilidades motoras

As habilidades motoras são analisadas de forma contínua como tarefa executável com porções de movimento e de cognição. Um jogo de xadrez, por exemplo, utiliza muito mais a cognição do que o movimento; em contrapartida, um jogo de futebol utiliza muito mais a força física que a mental. (20)

As habilidades motoras fundamentais têm início a partir de dois anos, nesta idade as crianças já têm total domínio dos movimentos rudimentares que são a base para o refinamento dos padrões motores fundamentais. Dentre as fases do desenvolvimento infantil, as habilidades motoras fundamentais são consideradas a maior e mais importantes delas. Esta fase é considerada uma fase crítica e sensível, pois pode acarretar mudanças que determinarão o futuro motor do indivíduo. (21)

De forma didática, as habilidades motoras podem ser agrupadas como ato ou tarefa e indicador de qualidade de desempenho. O ato ou tarefa “são habilidades motoras que requerem movimentos e devem ser executadas corretamente. ” Como exemplo, o arremesso a uma cesta de basquete. (22)

O indicador de qualidade de desempenho é a síntese do grau de competência, sendo esta uma característica pessoal do executante. Seria um exemplo o jogador de basquete profissional que na cobrança de faltas encesta 80% dos lances livres executados. (20)

Go Tani (1989) afirma que as crianças possuem um padrão sequencial de crescimento, de desenvolvimento e de aprendizagem motora. Sendo assim, elas devem ser orientadas conforme as características de cada faixa etária, para que sejam supridas suas reais necessidades e expectativas. (15) O autor ainda ressalta que as experiências vividas durante este período de vida serão fundamentais para a construção de sua personalidade adulta. (6)

Tani (2000) assevera que a aquisição de habilidades motoras é naturalmente um processo dinâmico e complexo, que se sustenta e também é base do desenvolvimento integral infantil. Para este estudioso, o desenvolvimento motor é um processo moroso e as mudanças mais acentuadas ocorrem durante a infância. Dessa forma, é preciso ter como foco a criança, pois os primeiros seis anos de vida são determinantes no desenvolvimento integral do ser humano. (6)

2.4. Capacidades motoras

No início da infância, é necessário proporcionar às crianças variadas experiências motoras, para que o cérebro guarde tais ações e, posteriormente, torne-as mais complexas e refinadas. Na Educação Física, os exercícios lúdicos contemplam bem este papel, pois trabalham com a força, a agilidade, a resistência e a velocidade. No fim da infância, o amadurecimento das aptidões motoras exige estímulos, os quais são proporcionados através de jogos que combinem o esforço físico intenso, melhorando o condicionamento físico do aluno. (23)

As capacidades motoras são componentes do rendimento físico, utilizadas para realizar os mais diversos movimentos cotidianos.  Elas se integram em um total de cinco capacidades: resistência, força, velocidade, flexibilidade e agilidade. (23)

A resistência é a capacidade de suportar o esforço físico e o psicológico durante um período suficiente para o aparecimento da fadiga, ou seja, um esforço de alta intensidade é realizado e mantido por um período, entretanto, não se pode perder a eficácia da execução. (24)

A força é a aptidão de transpor determinada resistência, usando-se a contração muscular. Pela força é que se consegue executar ações como saltar e levantar. A velocidade é a capacidade de realizar ações de alta intensidade em um curto espaço de tempo, sendo característica desta capacidade as atividades intervaladas. (23)

A flexibilidade é conhecida também como capacidade de amplitude de movimento, onde se estende uma articulação ou o conjunto delas. Através do desenvolvimento da flexibilidade há melhora na execução técnica, o que consequentemente previne lesões. (24)

Por fim, a agilidade é a aptidão de mudar de direção de modo repentino, sendo vastamente utilizada durante brincadeiras e exercícios coletivos. A agilidade está intimamente relacionada com a velocidade e a força, sendo delas dependente.(23)

2.5. Padrão de movimento

O desenvolvimento motor da criança deve relacionar suas características individuais (físicas e estruturais) com o ambiente na qual está inserida ou à tarefa que lhe foi proposta. Estas são determinantes para a aquisição de diversas habilidades motoras, bem como para seu refinamento. (6)

Go Tani (1988) expõe que as mudanças durante os estágios de desenvolvimento, ocorrem de maneira seccionada e não em todo o corpo de uma só vez.  Assim, identifica-se o princípio da continuidade, no qual o ser humano passa por diversas modificações contínuas ao longo da vida. (25)

Para que a criança possa alcançar determinados níveis de padrões de movimento, é preciso que seja estimulada através de informações e experiências vivenciadas no campo psicomotor. Dessa forma, consegue organizar seus conhecimentos, sendo estimulada de forma eficaz. O domínio motor é também entendido como psicomotor, pois por meio dessa gama de atividades realizadas pela criança desenvolve-se não só o aspecto motor, mas também os aspectos cognitivos. (6)

A fim de simplificar o estudo do desenvolvimento motor, Anita Harrow elabora uma taxionomia, englobando uma sequência de desenvolvimento partindo de ações mais simples para movimentos especializados (movimentos reflexos, habilidades básicas e perceptivas, capacidades físicas, comunicação não-verbal e habilidades específicas) (26)

Gallahue e Ozmunn (2003) expõem que os movimentos fundamentais são de fundamental importância e devem ser orientadas para aquisição de habilidades, em um longo processo. Os movimentos fundamentais são divididos pelos autores em três estágios. (6)

Estágio inicial: representa a primeira meta orientada da criança na tentativa de executar um padrão de movimento fundamental. A integração dos movimentos espaciais e temporais são pobres. Tipicamente os movimentos locomotores, manipulativos e estabilizadores de crianças de dois anos de idade estão no nível inicial. Estágio elementar: envolve maior controle e melhor coordenação rítmica dos movimentos fundamentais. Estágio maduro: é caracterizado como mecanicamente eficiente, coordenado e de execução controlada. Tipicamente, as crianças têm potencial de desenvolvimento para estar no estágio maduro perto dos 5 ou 6 anos, na maioria das habilidades fundamentais. (6)

A ação de movimentar-se é imprescindível para o desenvolvimento biológico, psicossocial e cultural. Através dos movimentos as pessoas interagem com o meio ambiente, no qual estão inseridas, relacionando-se com as demais pessoas, entendo seus limites e capacidades. As pessoas que por diversos fatores não atingem o padrão maduro das habilidades fundamentais são prejudicadas no nível de desenvolvimento posterior, ou seja, durante a vida adulta. (6)

3. PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA

Atualmente, a Educação Física concebe a formação integral dos discentes através do movimento humano. Cotidianamente ocorre a busca por ferramentas que ajudem na aprendizagem escolar, pautando-se pela multidisciplinaridade. A Educação Física e a Psicomotricidade atual em conjunto, desenvolvendo o aspecto motor e intelectual infantil. Esta atuação em conjunto é concretizada na compreensão da importância de inserir elementos de psicomotricidade no ambiente escolar, almejando a formação global do aluno. (27)

“O trabalho da psicomotricidade com as crianças deve prever a formação base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico oportunizado através de jogos e de atividades lúdicas que se conscientize sobre seu corpo. ” (28) Go Tani (1988) expõe que mesmo sendo caracterizados de forma individual, estes três domínios a maior parte das ações contam com a participação conjunta deles, entretanto, há sempre a predominância de um deles em relação aos demais. (26) O trabalho da educação psicomotora é essencial para a potencialização dos aspectos motor, afetivo e mental da pessoa humana. A psicomotricidade como instrumento pedagógico pode ser concretizada através de jogos e exercícios lúdicos, levando a pessoa a se conscientizar com sujeito e com seu próprio corpo. (27)

Em um momento anterior, a psicomotricidade integrada à Educação Física escolar era assimilada apenas como instrumento de desenvolvimento motor. Contemporaneamente, a Educação Física escolar reconhece a pessoa humana como sujeito complexo, dotado de emoções e ações próprias. A relação entre a psicomotricidade e a Educação Física origina-se através dos anseios do ser humano em relacionar-se e integrar-se ao ambiente no qual está inserido, fazendo-o por meio de ações e movimentos conscientes, vivenciando experiências em cada etapa da vida. (27)

A prática física não deve estar condicionada apenas à execução mecânica do movimento, mas sim promover exercícios relacionados ao mundo infantil e ao lazer. A criança utiliza seu sentido cognitivo para observar como a ação praticada está interligada ao mundo real. Vigotsky (1998) expõe que o ser humano é interativo e as funções psicológicas são estimuladas ao longo da vida. (28)

Le Boulch (1982, 1983a, 1983b), em seus estudos, busca diferenciar a Educação Psicomotora da Educação Física tradicional. O estudioso se opõe veementemente ao exercício mecanicista e, principalmente, à precocidade da formação esportiva. Le Boulch defende que acelerar o processo físico causa desequilíbrios na formação da personalidade. A Psicomotricidade, conforme entendimento do autor nasceu da insuficiência da Educação Física tradicional em suprir as necessidades reais de educação corporal. (29)

O professor, ao utilizar a Educação Psicomotora, deve estar atento às buscas e necessidades infantis, permitindo que as crianças vivam experiências de forma que ocorra a estimulação e a ampliação do conceito corporal. A estimulação inadequada no decorrer da infância provoca inúmeros distúrbios durante a vida adulta. Os exercícios propostos pelo agente educador devem considerar as funções psicomotoras (coordenação global, lateralidade, equilíbrio, dentre outras anteriormente expostas), buscando associá-las. No decurso dos jogos, principalmente dos jogos populares infantis, as crianças são estimuladas por inúmeras funções psicomotoras.  (29)

As crianças devem ter a oportunidade de se movimentar durante as aulas de Educação Física, as quais preferencialmente devem ser ministradas por profissionais especializados, dando assim maior contribuição ao movimento da criança, pois têm uma percepção mais específica sobre o movimento humano do que os demais profissionais. (25)

Martinez, Peñalver e Sanchez (2003) afirmam que a base do desenvolvimento global do ser humano é o aspecto motor, sendo que através dele é possível verificar se as demais funções estão sendo também estimuladas. O movimento proporciona aprendizado e permite viver experiências, as quais possuem finalidades e objetivos, aprimorando o autoconhecimento e a evolução das competências humanas. (28)

O desenvolvimento da inteligência e da personalidade de uma criança exige organização e estruturação do eu e do mundo a sua volta, que ocorre a partir de experiências e vivências que requerem certa racionalidade e afetividade, que podem ocorrer, por exemplo, em atividades no ambiente escolar. (28)

O modelo pedagógico atual deve inserir a psicomotricidade nas atividades de Educação Física, para que se tenha no ambiente de ensino uma grade curricular que esteja atenta ao desenvolvimento motor, cognitivo e emocional das crianças, formando estruturas basilares para as tarefas educacionais e para a vida futura dos pequenos. (27)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ser humano, em seus primeiros anos de vida, sistematiza conhecimentos através da busca por novas experiências. A educação psicomotora é um instrumento auxiliador neste processo, visto que desenvolve os aspectos motor, psicossocial e afetivo. Através dos jogos lúdicos a criança descobre seu próprio corpo.

Ao observar a criança em suas brincadeiras, é possível perceber se há algum desvio psicomotor. Portanto, os jogos e brincadeiras não devem ser entendidos apenas como práticas de entretenimento, mas sim uma forma de promover a aprendizagem de vários aspectos, principalmente se realizadas em um ambiente motivador e agradável.

A educação psicomotora proporciona que a criança consiga vencer diversos obstáculos, encontrando-se dentro do meio social. A brincadeira desperta o desejo de descoberta e exploração, sendo canal direto para que a criança possa exprimir suas mais variadas emoções. Durante as aulas de Educação Física o professor não deve pautar-se pela execução de movimentos mecânicos, mas sim pela exploração do corpo como um todo.

REFERÊNCIAS

1 GOMES, Adriana da Conceição. O brincar e a psicomotricidade. 2007. 47 p. Monografia (Pós-graduação em Psicomotricidade) Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.avm.edu.br/monopdf/7/ADRIANA%20DA%20CONCEI%C3%87%C3%83O%20GOMES.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2016.

2 ROSSI, Francielli Santos. Considerações sobre a psicomotricidade na Educação Infantil. Revista Vozes do Vale: publicações acadêmicas, UFVJM, n.1, ano 1, 18 p., maio 2012. Reg. 120.2.095-2011 PROEXC/UFVJM. Disponível em: <http://site.ufvjm.edu.br/revistamultidisciplinar/files/2011/09/Considera%C3%A7%C3%B5es-sobre-a-Psicomotricidade-na-Educa%C3%A7%C3%A3o-Infantil.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2016.

3 SILVA, Daniele Araújo. A importância da psicomotricidade na educação infantil. 2013. 23p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física). Faculdade de Ciências da Educação e Saúde. Centro Universitário de Brasília. Brasília, 2013. Disponível em: <http://repositorio.uniceub.br/bitstream/235/4588/1/TCC%20-%20Daniele%20Araujo.pdf>. Acesso em: 19 ago. 2016.

4 ALMEIDA, Anne. Recreação: ludicidade como instrumento pedagógico. Cooperativa do Fitness, jan. 2009. Disponível em: <http://www.cdof.com.br/recrea22.htm>. Acesso em: 20 ago. 2016.

5 KAMILA, Ana Paula Folador; et. al. A estimulação psicomotora na aprendizagem infantil. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v.1, n.1, p.30-40, maio/out. 2010. Disponível em: <http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/9/5>. Acesso em: 20 ago. 2016.

6 SOUZA, Vânia de Fátima Matias de. Desenvolvimento psicomotor na infância. Centro Universitário de Maringá, Maringá/PR, 2012. 190p. Disponível em: <http://www.ead.cesumar.br/moodle2009/lib/ead/arquivosApostilas/1476.pdf>. Acesso em: 16 out. 2016.

7 VASCONCELLOS, Maria de Fátima Barboza. As fases do desenvolvimento da criança de 0 a 6 anos. Revisão de Literatura. [2006]. Disponível em: <http://www.ceap.br/material/MAT25092013113236.pdf.>. Acesso em: 20 ago. 2016.

8 ARAUJO, Andreza Santiago Gottgtroy de; SILVA, Eduardo Rodrigues da. As contribuições da Psicomotricidade na Educação Infantil. Educação Pública: comportamento, 6 ago. 2013. Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comportamento/0116.html>. Acesso em: 20 ago. 2016.

9 CLARA, Cristiane Aparecida Woytichoski de Santa; FINCK, Silvia Christina Madrid. A educação psicomotora e a prática pedagógica dos professores da educação infantil: interlocuções e discussões necessárias. IX ANPED SUL – Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul. 2012. Disponível em: < http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/2010/330>. Acesso em: 22 ago. 2016.

10 IBE – Instituto Brasileiro de Ensino. Psicomotricidade. Pós-graduação lato sensu. 2010. Disponível em: <http://www.institutoibe.com.br/arquivos/tk-50cf10f7007dc.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2016.

11 FERREIRA, Fernanda de Almeida. A importância da Psicomotricidade no desenvolvimento da criança na Educação Infantil. 48 p. 2007. Monografia (Pós-graduação em Psicomotricidade) – Universidade Cândido Mendes, Rio de Janiero, 2007. Disponível em: <http://www.avm.edu.br/monopdf/7/FERNANDA%20DE%20ALMEIDA%20FERREIRA.pdf>. Acesso em: 19 set. 2016.

12 CAMPOS, Aline Mara Araujo Dias. A importância da psicomotricidade para educação infantil. Portal Educação, 29 jun. 2013. Disponível em: < http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/48643/a-importancia-da-psicomotricidade-para-educacao-infantil>. Acesso em: 29 ago. 2016.

13 CEBALOS et al. Atividade lúdica como meio de desenvolvimento infantil. Efdeportes.com, Buenos Aires, 2011. Disponível em: < http://www.efdeportes.com/efd162/atividade-ludica-como-meio-de-desenvolvimento.htm>.  Acesso em 27 ago. 2016.

14 SOUZA, Gisely Aparecida de. A importância da educação física na 1ª série do ciclo I na Prefeitura do município de São Paulo. 2007. Monografia (Pós-graduação em Educação Física Escolar) – Universidade Federal de Brasília, Brasília/DF. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/ceme/uploads/1391177051-Monografia_Gisely_Aparecida_de_Sousa.pdf>. Acesso em: 8 out. 2016.

15 BARBOSA, Fayson Rodrigo Merege. Entre a psicomotricidade e o desenvolvimento humano: a importância da Educação Física na Educação Infantil. Efdeportes, Buenos Aires, ano 17, n.169, jun. 2012. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd169/a-psicomotricidade-na-educacao-infantil.htm>. Acesso em: 20 set. 2016.

16 BORGES, Maria Fernanda; RUBIO, Juliana de Alcântara. A Educação Psicomotora como instrumento no processo de aprendizagem. Revista Eletrônica Saberes da Educação, v.4, n.1, 2013. Disponível em: <http://www.facsaoroque.br/novo/publicacoes/pdf/v4-n1-2013/m_fernanda.pdf>. Acesso em: 19 set. 2016.

17 GROMOWSKI, Vanderléia; SILVA, Jayme Ayres. Psicomotricidade na Educação Infantil. Psicologado, jan. 2014. Disponível em: <https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/psicomotricidade-na-educacao-infantil>. Acesso em: 21 set. 2016.

18 LE BOULCH, Jean. Educação psicomotora: psicocinética na idade escolar. trad. Jeni Wolff. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. 356 p.

19 MAHONEY, Abigail Alvarenga; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem : contribuições de Henri Wallon. Psic. da Ed., São Paulo, n.20, p.11-30, 2005. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psie/n20/v20a02.pdf>. Acesso em: 20 set. 2016.

20 COELHO, Lucyene. Desenvolvimento e Aprendizagem Motora. 16 mar. 2010. Disponível em: <http://lucyenecoelho.blogspot.com.br/2010/03/desenvolvimento-e-aprendizagem-motora.html>. Acesso em: 21 set. 2016.

21 MARQUES, Tailon Sousa; et al. Desenvolvimento motor: padrões motores fundamentais de movimento em crianças de 4 e 5 anos de idade. EFDeportes.com, Buenos Aires, ano 18, n.186, Nov. 2013. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd186/padroes-motores-fundamentais-de-movimento.htm>. Acesso em: 20 set. 2016.

22 EVANGELISTA, Rodrigo. Aprendizagem Motora. 3 abr. 2011. Disponível em: <http://rodpersonal-edfisica.blogspot.com.br/2011/04/aprendizagem-motora.html>. Acesso em: 21 set. 2016.

23 RAIOL, Rodolfo de Azevedo; RAIOL, Paloma Aguiar Ferreira da Silva; ARAÚJO, Maikon Alexandre Tavares. As aulas de Educação Física Na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento. EFDeportes, Buenos Aires, ano 15, n. 149, out. 2010. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd149/capacidades-motoras-e-principios-do-treinamento.htm>. Acesso em: 20 set. 2016.

24 SANTOS, José Maria dos. Documento de Apoio 2º Ciclo (Área dos Conhecimentos). Escola Básica, set. 2015. Disponível em: <http://www.aejms.net/des_escolar/Documento_Conhecimentos_2_Ciclo.pdf>. Acesso em: 20 set. 2016.

25 OLIVEIRA, Jorge Alberto. Padrões fundamentais: implicações e aplicações na educação Física infantil. Interação, Centro Universitário do Sul de Minas, v.6, n.6, dez. 2002. Disponível em: < http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/05/padroes-motores-fundamentais.pdf>. Acesso em: 15 out. 2016.

26 REZENDE, Maria Carolina. O desenvolvimento motor e sua importância para os professores de Educação Física na formação de habilidades esportivas em crianças.  Viajando pela Educação Física, 2011. Disponível em: <http://edfparatodos.blogspot.com.br/2011/05/o-desenvolvimento-motor-e-sua.html>. Acesso em: 15 out. 2016.

27 MONTEIRO, Vanessa Ascenção. A psicomotricidade nas aulas de Educação Física. 29p. 2006. Monografia (Especialização lato sensu em Psicopedagogia e Psicomotricidade) – Centro Universitário Salesiano, Lorena, São Paulo, 2006. Disponível em: <http://boletimef.org/biblioteca/1731/A-psicomotricidade-nas-aulas-de-Educacao-Fisica-escolar>. Acesso em: 11 out. 2016.

28 VITAL, Carina Trajano. A importância das atividades psicomotoras nas aulas de Educação Física na Educação Infantil. 41p. 2007. Monografia (Pós-Graduação em Psicomotricidade) – Universidade Cândido Mendes, Instituto a Vez do Mestre, Rio de Janeiro, 2007. Disponível em: <http://www.avm.edu.br/monopdf/7/CARINA%20TRAJANO%20VITAL.pdf>. Acesso em: 11 out. 2016.

29 MELLO, Alexandre Moraes de. Psicomotricidade: educação física e jogos infantis. 6. ed. São Paulo: Ibrasa, 1989

[1] Aluna do curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas (FPM) formanda no ano de 2016.

[2] Professor no curso de Educação Física da Faculdade de Patos de Minas. Mestre em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia.

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1 COMENTÁRIO

  1. Artigo excelente. De forma clara e simples foi abordado a importância da psicomotricidade na infância.

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