Educação

A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), no processo de ensino-aprendizagem

ARTIGO ORIGINAL

SOARES, Larissa Souza [1], LUZ, Evelyn Caroline Neves da [2], FRAGOSO, Emilio Lopes [3], TAVARES, Mauro [4]

SOARES, Larissa Souza et al. A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), no processo de ensino-aprendizagem. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 10. Ano 07, Vol. 01. pp 17-50, Julho de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/processo-de-ensino-aprendizagem, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/processo-de-ensino-aprendizagem

RESUMO

Atualmente as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) juntamente com a internet trazem, hoje, novas possibilidades formativas e de comunicação no sistema educacional, abrindo um leque de oportunidades no processo de ensino-aprendizagem. Em vista disso, essa pesquisa tem como objetivo analisar como a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), durante a educação, contribuem no processo ensino-aprendizagem, enquanto ferramenta pedagógica. A nossa metodologia, de caráter qualitativo, teve como principal instrumento para compor o corpus de análise o uso de questionário virtual, via Google Forms. O público-alvo envolveu um total de 106 participantes, constituído por docentes e discentes. A pesquisa evidenciou que: as Tecnologias de Informação e Comunicação caracterizam a realidade contemporânea, e são eminentes no mundo educacional, pois já são bastante utilizadas pelos professores e alunos em variadas atividades acadêmicas. Obtivemos resultados bastante relevantes, tanto dos docentes como dos discentes participantes. Os docentes consideram que essas Tecnologias na educação contribuem para a aprendizagens dos alunos, melhoram o envolvimento e criticidade dos alunos, durante os debates e seminários. Além disso, melhora o desenvolvimento das respostas nas atividades e provas. A maioria dos alunos declararam ter contribuições em suas aprendizagens, com essas Tecnologias, durante suas atividades acadêmicas, aulas e estudos. Em nossa análise, foi elucidado também com resultados satisfatórios a utilidade de diversos Aplicativos, Sites, Aparelhos Eletrônicos e outros tipos de Tecnologias usadas na educação, visto que: ambas as partes aprovam este uso. Portanto, as Tecnologias de Informação e Comunicação, aliadas a educação representa uma série de possibilidades e pode viabilizar vantagens promissoras no processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Aprendizagem, Educação, Ensino, Metodologias, Tecnologia na educação.

1. INTRODUÇÃO

No momento atual, presenciamos um mundo evoluído, em que tudo gira em volta de tecnologias. Todos os dias são apresentadas inovações tecnológicas, tais como: computadores, internet, ambientes virtuais, celulares, reprodutores de vídeos, datashow, slides, dentre outros. As tecnologias são utilizadas no contexto escolar com o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem, aproximando o conhecimento aprendido na escola com a realidade atual em que a sociedade vive. Hoje, não se pode descartar o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação como recursos pedagógicos à ação do professor, pelo que têm possibilitado ao desenvolvimento de processos de aprendizado, ao acelerarem o ritmo e a quantidade de informações disponibilizadas. Amplia as possibilidades de acesso ao conhecimento, à cultura, ao lazer, a cidadania e principalmente a autonomia, trazendo assim benefícios em diversas áreas da sociedade, seja nas áreas da comunicação, informação e educação (Rocha, 2014).

As TIC juntamente com a internet oferecem novas possibilidades formativas e de comunicação no sistema educativo, de modo geral, abrindo um leque de oportunidades no processo de ensino-aprendizagem, influenciando na forma de aprender, de se comunicar e de ensinar (Sousa, Ribeiro, 2020).

Essas tecnologias referem-se a todas as técnicas, dispositivos e todos os elementos utilizados no processamento e transmissão de informações entre os quais se destacam as redes ou rodovias virtuais (internet), a informática e as telecomunicações que: permitem estabelecer e promover um fluxo imensurável de informações entre usuários de todo o mundo (Lellis, Calzetta, Gómes, 2014).

“As novas tecnologias trazem um novo conceito ideológico, uma nova forma do conhecimento a ser apreendido, ao qualificar a relação do homem com a máquina”…“As relações de informação e comunicação por meio da tecnologia adentraram as escolas modificando a qualidade e a circularidade do tempo/espaço; na atualidade, isso é visto como primordial” (Oliveira, Almeida, Trotta, 2020, p. 2).

Segundo Kruger (2021, p1) “A tecnologia em sala de aula tem se popularizado e ganhado espaço nas discussões pedagógicas contemporâneas”. Tal afirmação nos leva a reconhecê-la como aliada à educação de forma que, tanto docentes como discentes se tornem agentes atuantes e transformadores na sociedade da informação, possibilitando, ainda, contribuições importantes ao processo de ensino-aprendizagem.

Vários pretextos vêm destacando e apontando para o uso das TIC no ambiente educativo, tais como: amplia o alcance e a equidade em educação, melhora a aprendizagem contínua, otimiza o tempo de aula, permite que se aprenda em qualquer hora e lugar, constrói novos espaços individuais e coletivos, melhora a comunicação, a motivação e o engajamento dos alunos, além de permitir feedback imediato e aprendizado personalizado (Silva, Poian, Silva, 2021).

As inovações tecnológicas facilitam os estudos, auxilia na aprendizagem, trazendo conhecimento e informações de forma mais estruturada (Souza, Souza, 2010). As tecnologias além de aproximar os professores e alunos, trazer integração entre os indivíduos e as coisas que se relacionam, tornam-se a forma mais adequada, eficaz e produtiva de avaliar o processo de ensino-aprendizagem, sendo auxiliares importantes, oferecendo e oportunizando um caminho significativo para a educação. (Oliveira, Almeida, Trotta, 2020).

Além disso, as TIC propiciam o desenvolvimento das produções em colaboração, podendo instigar o espírito investigativo, tanto dos educandos quanto dos professores, apresentando inovação na educação, maior praticidade e dinamismo para mediar os trabalhos dos estudantes. E, tendem-se a configurar como um novo recurso responsável pela inserção de diversos métodos no contexto educacional, e em diferentes níveis de ensino (Moura, Brandão, 2013).

Métodos educacionais conservadores e acríticos não são mais aceitáveis numa era marcada pelo avanço da ciência, informática e meios de comunicação. As pessoas modificaram as formas de se comunicarem, de como estudam e raciocinam, houve mudanças inclusive na forma de educar (Silva, Poian, Silva, 2021).

A preocupação em utilizar meios tecnológicos, em buscar novas possibilidades e estratégias em prol da qualidade do ensino é fundamental. (Kruger, 2021). “Entender o cenário contemporâneo e propiciar condições que permitam a incorporação de aparatos tecnológicos à Educação pode significar a promoção de uma educação dinâmica e contribuir para formação de cidadãos críticos, autônomos, emancipados e éticos” (Kruger, 2021, p.2).

De acordo com a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em algumas modalidades de ensino, compete aos professores e alunos saber compreender e utilizar tecnologias digitais de Informação e Comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos (Brasil, 2018).

Neste caso, este estudo tem como objetivo analisar como a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), durante a educação, contribuem no processo ensino-aprendizagem, indicando qual a possibilidade de uso dessas tecnologias como ferramenta pedagógica. Essa pesquisa científica e objetivo de estudo teve embasamento através de trabalhos e argumentos de autores como: Araújo (2021), Aguiar et al (2023), Sales et al (2012) e Gonçalves e Gomes (2019).

2 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo se tratou de uma pesquisa de opinião pública com dois grupos (1) docentes, tendo 20 participantes e (2) discentes, havendo 86 participantes, regularmente inseridos na rede de ensino pública e privada, sendo que a maioria desses docentes e discentes de rede privada de ensino. Tratou-se de uma pesquisa pública, sem qualquer identifivação pessoal do partipante, sendo todos maiores de idade.

Foi utilizada a plataforma Google® Forms para difusão e coleta de dados acerca das opinões de docentes e discentes, de instituiçoes de ensino médio e supeior, da regiao metropolitana de Belém/PA, utilizando-se perguntas para ambos os grupos, referente a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, durante o processo de ensino-aprendizagem.

Os questionários foram criados e compartilhados por meio da plataforma Google® Forms, para que o público em geral pudesse participar. O questinário ficou disponível para resposta até completar um número amostral de 106 pessoas, número considerado suficiente para alcançar nosso objetivo de trabalho.

Após os resultados obtidos, são formados gráficos e tabelas automaticamente pela plataforma, estes foram baixados direto da plataforma em formato excel, para a nossa análise e conclusões individuais,  depois das nossas confirmações, usamos esses gráficos e tabelas para discussão e efetivação do nosso trabalho, visando responder (1) como a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), durante a educação, contribuem no processo ensino-aprendizagem, (2) qual a possibilidade de uso dessas tecnologias como ferramenta pedagógica.

3. RESULTADOS

Nos achados, estão identificados os dados encontrados com as respostas relacionadas ao questionário de caráter público, 86 discentes responderam ao questionário, sendo desses, 54 mulheres (62,8%), e 32 homens (37,2%). Tivemos participantes com a idade a partir de 18 anos até 68 anos. A média de idade desses participantes foi de 23 anos, sendo a maioria desses alunos pertencentes a rede privada de ensino (58,1%) e o restante de rede de ensino público (41,9%).

Quando analisados os docentes, obtivemos 20 participantes na pesquisa, e foi constatado que 65% do total era do sexo feminino e 35% do sexo masculino. Sendo a maioria pertencentes a rede de ensino particular (60%) e de instituições públicas (40%). E a média de idades desses professores ficou entre 38 e 41 anos.

Um ponto relevante, foi que: os educandos, ao serem questionados se já ouviram falar ou sobre terem conhecimento sobre Tecnologias de Informação e Comunicação que são usadas em educação, à maioria responderam que sim (64%), e a parte restante, que não (36%). (Figura 1). E quando interrogados se já utilizaram essas TIC, em suas atividades acadêmicas e em estudos, (68,6%) responderam que sim, outros opinaram que não (29,1%), e uma minoria responderam que não sabia (Figura 2).

Figura 1- Resposta em percentual se os alunos já ouviram falar e se conhecem as Tecnologias de Informação e Comunicação usadas em educação

Fonte: Autores (2023).

Figura 2 – Resposta em percentual se os alunos já utilizaram essas Tecnologias de Informação e Comunicação em suas atividades acadêmicas e para estudar

Fonte: Autores (2023).

Referente ao mesmo corpo docente, ao questionar se já teriam utilizado essas TICs em suas aulas, sob um viés pedagógico, para lecionar, 85% dos professores participantes opinaram que já usaram essas tecnologias e que, apenas 15% deles nunca lidaram com elas (Figura 3). Isto mostra um dado significativo.

Ainda sobre essas indagações feitas para os docentes, sobre o uso dessas inovações na educação, 100% deles consentem que o uso dessas ferramentas tecnológicas em sala de aula, contribuem com a aprendizagem dos alunos. Do total desses docentes participantes, 70% mencionaram que melhoram o envolvimento e criticidade dos alunos, durante os debates e seminários. Outros 30%, disseram que melhora o desenvolvimento das respostas nas atividades e provas (Figura 4). Para tais percepções e afirmações das opiniões destes docentes, foram utilizadas na prática, durante as aulas, as TIC mencionadas na (Figura 7) e (Figura 8).

Figura 3 – Resposta em percentual se os professores já usaram essas Tecnologias de Informação e Comunicação em suas aulas, para lecionar

Fonte: Autores (2023).

Figura 4 – Resposta em percentual se os professores acreditam que o uso dessas ferramentas tecnológicas em sala de aula, contribuem com a aprendizagem dos alunos

Fonte: Autores (2023).

Analisando, também, a opinião dos estudantes acerca de suas aprendizagens. Quando interrogados se a utilização dessas inovações tecnológicas, durante as aulas, pelos professores, contribui para suas aprendizagens. A grande maioria relatou que esses recursos tecnológicos, usados nas aulas, melhoram as suas aprendizagens (84,9%), uma pequena parcela desses discentes disseram que não melhora (4,6%) e que não sabem responder (10,5%). (Figura 5)

Figura 5 – Resposta em percentual se melhora a aprendizagem dos estudantes com o uso de recursos tecnológicos, pelos educadores, durante as aulas

Fonte: Autores (2023).

Outra questão, pertinente, verificada sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), usadas no processo de ensino-aprendizagem, se deu de modo geral. Tanto os alunos como os professores foram interpelados sobre quais dessas tecnologias já teriam feito uso durante esse processo educacional. Foram citados, para a escolha, alguns aplicativos e sites, que são considerados parte dessas inovações educativas.

Logo, apuramos que: 87,2% dos alunos já teriam feito o uso de algum desses tipos de aplicativos, sendo a maior parte. E apenas 12,8% destes, nunca utilizaram nenhuma dessas ferramentas. Sendo mencionado na maioria das vezes o Google Acadêmico (44,2%), Kahoot (23,3%) e Quizziz (12,8%). (Figura 6)

Necessariamente, enfatizamos que no caso dos docentes, a averiguação deu a opção de cada participante poder escolher uma ou mais opção, nas suas escolhas. Destacando, assim, a utilização no ensino, do Google Forms (75%), do Quizziz (30%), e Kahoot (25%). (Figura 7)

Figura 6 – Resposta em percentual sobre qual os aplicativos e sites já teriam sido usados pelos alunos, nas atividades acadêmicas

Fonte: Autores (2023).

Figura 7: Resposta em percentual sobre qual os aplicativos e sites os educadores deteriam feito a utilidade, durante o processo educativo

Fonte: Autores (2023).

Apreciando, ainda, acerca das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com a indagação de quais já teriam sido manuseadas no meio educativo, por parte dos professores. Apresentamos a possibilidade de aparelhos eletrônicos e mais algumas opções de escolha, em nossa pesquisa. Obtivemos apreciáveis resultados. As seleções de maior número foram para o Datashow (75%), celulares (65%), e computadores (60%), com a opção de mais de uma escolha para os participantes. (Figura 8)

Figura 8 – Resposta em percentual sobre quais as (TIC), apresentadas em questão, já haviam sido operadas pelos professores, durante o ensinamento

Fonte: Autores (2023).

Sobre o ponto de vista dos docentes e discentes se concordam com o uso de Tecnologias no processo de ensino-aprendizagem, adquirimos respostas satisfatórias em relação a essas inovações. 80% dos docentes concordam totalmente com o uso, e 20% aprovam parcialmente. Já sobre a posição dos discentes, 72,1% concordam totalmente, e 26,7% aprovam parcialmente a utilidade (Figura 9 e 10).

Figura 9 – Resposta em percentual se os Professores concordam com o uso de Tecnologias no processo educacional

Fonte: Autores (2023).

Figura 10 – Resposta em percentual se os estudantes aprovam a utilização de Tecnologias no processo de ensino-aprendizagem

Fonte: Autores (2023).

4. DISCUSSÃO

Observou-se com os resultados do nosso estudo que os discentes estão familiarizados e a grande maioria conhecem as TIC, que são utilizadas no meio educacional. “As Tecnologias da Informação e Comunicação caracterizam a realidade contemporânea e de alguma maneira influenciam a vida cotidiana de professores e alunos” (Aragão, Sales, Valente, 2010, p.9). “Nas últimas décadas, a utilização em massa das tecnologias da informação e comunicação (TIC) em vários campos trouxe à discussão os benefícios de incorporá-las no campo educacional” (Silva, 2020, p.8). “A aquisição de conhecimentos e habilidades na área de TIC é uma das condições prévias para o envolvimento social na sociedade moderna. As TICs precisam ser integradas ao sistema educacional para que se obtenha uma educação de boa qualidade para todos” (Cvetković, Arsić, Cenić, 2022, p.11).

Os avanços tecnológicos e os suportes da comunicação vêm possibilitando formas diversas de ensinar e aprender, além de facilitarem a relação entre as pessoas, potencializam a interação entre professores e alunos, construindo uma relação favorável à realização de variados percursos e aprendizagens (Aragão, Sales, Valente, 2010).

Na nossa pesquisa, a maior parte dos alunos (68,6%), já usaram as Tecnologias de Informação e Comunicação em suas atividades acadêmicas e para o estudo, pois “atualmente os alunos estão inseridos em uma cultura digital que vem se aperfeiçoando com muita rapidez, mudando o comportamento e as formas de interação entre os indivíduos” (Franco, Tonelli, 2014 p.72). Conforme o decorrer das gerações temos perfis de alunos diferentes, que desenvolvem novas estruturas psíquicas e cognitivas, que incorporam novas formas de linguagem e comunicação, alunos que no contexto cultural atual, muitos são chamados de nativos digitais (Franco, Tonelli, 2014). Visto, também, que os estudantes “buscam ferramentas atuais e acessíveis que possibilitem o processo de ensino-aprendizagem, e permita que esses alunos busquem de forma construtiva e autônoma o conhecimento” (Lopes, 2020, p.12).

As inovações tecnológicas apoiam o trabalho colaborativo e têm o potencial de transformar o processo de ensino-aprendizagem, de forma inovadora, pois levam a um aprendizado mais participativo e reflexivo (Silva, 2020). Além de que “Uma sequência contemporânea que se concentra no aprendizado ativo do aluno com o uso de tecnologia moderna oferece inúmeras oportunidades de aprendizado e aumenta a motivação do aluno” (Cvetković, Arsić, Cenić, 2022, p.7).

As tecnologias estão reestruturando e reordenando a forma de se produzir e disseminar o conhecimento, a noção de tempo e espaço, as relações sociais, modos de pensar, ser e estar no mundo (FERREIRA, 2019). “Até a capacidade de aprender para estar em permanente sintonia com a velocidade das constantes transformações tecnológicas que, na verdade, tornou-se um bem maior nesta nova era” (Ferreira, 2019, p.4).

Surpreendentemente, grande parte dos docentes (85%), interrogados no nosso estudo, também já teriam feito o uso das TIC em suas aulas, durante o ensino. “Com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, novas possibilidades surgem ao se falar em ferramentas de apoio ao professor e ao aluno” (Pereira, 2018, p.8). Uma forma de aproximar o aluno do conteúdo proposto, e a viabilidade de oferecer novas formas de aprendizagem é a utilidade desses recursos tecnológicos (Pereira, 2018).

Em vista disso, cabe ressaltar a importância do professor, pois é ele quem vai promover a preparação para o uso das tecnologias, buscando inserir os alunos nos significados da ciência e da cultura digital, por meio de mediações cognitivas e interacionais (Franco, Tonelli, 2014). Destacando na BNCC que “o professor não precisa ser o detentor do conhecimento técnico sobre o uso das ferramentas disponíveis, mas sim o mediador que vai auxiliar os estudantes na reflexão sobre os melhores usos possíveis das TDICs” (Brasil, 2018).

Os professores quando indagados acerca da utilidade dessas ferramentas tecnológicas em sala de aula, 100% deles mencionaram que acreditam que contribuem com a aprendizagem dos alunos. A própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) contempla, que na educação, as TDICs têm sido inseridas às práticas docentes, com intuito de: “promover aprendizagens mais significativas, com o objetivo de apoiar os professores na implementação de metodologias de ensino ativas, alinhando o processo de ensino-aprendizagem à realidade dos estudantes e despertando maior interesse e engajamento dos alunos” (Brasil, 2018).

“Muitos veem as tecnologias digitais como uma concepção transformadora e deliberativa para um melhor silogismo, ou seja, uma visão mediadora no processo de ensino-aprendizagem, e isso os fazem verem que as tecnologias proporcionam o domínio de novas habilidades e entendimentos” (Lima, Araújo, 2021, p.2). Proporcionando então aos discentes melhores envolvimento durante os debates e seminários e progresso nas atividades e provas.

Ainda sobre a contribuição das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação, frente às concepções dos discentes, muitos opinaram positivamente, pois 84,9% relataram que aprendem melhor quando os educadores lecionam manuseando essas inovações. Provavelmente por conta que “as TIC tornam as aulas mais atrativas e os alunos têm a oportunidade de construir conhecimentos de forma autônoma e significativa” (Lima, Araújo, 2021, p1). As TIC servem para facilitar a transição do conhecimento. Por meio desses recursos os educandos são instruídos a caracterizar seus próprios conhecimentos, reconstruí-los e materializá-los por meio de novas linguagens (Lima, Araújo, 2021), além de que “o aluno é instigado a sua bagagem de conhecimento prático de forma crítica e criativa (Lima, Araújo, 2021, p2).

Outro fator relevante, verificado no nosso estudo, se deu acerca de quais os sites e aplicativos mais teriam sido manuseados pelos alunos e professores ao longo do processo de ensino-aprendizagem. A TIC preferida mencionada pelos estudantes participantes foi o Google Acadêmico (44,2%). O Google Acadêmico tornou-se uma importante plataforma de pesquisa para alunos do ensino superior e, como tal, pode ser considerado um concorrente das bibliotecas universitárias. Na atualidade, os sistemas de biblioteca digital tornaram-se um meio popular e conveniente para os estudantes acederem a recursos escolares e de investigação. A utilização de ferramentas de pesquisa como o google acadêmico tem sido alvo de interesse considerável e amplamente aceita pelos estudantes (Alotaibi, Johnson, Rowley, 2022), pois “a escala e a sofisticação da tecnologia envolvida no Google acadêmico excede em muito a dos fornecedores de serviços orientados para as bibliotecas e, em geral, tem um desempenho melhor do que outros serviços de pesquisa” (Alotaibi, Johnson, Rowley, 2022, p.1). Medeiros e Junior (2018, p.2) ressaltam que “O Google Acadêmico oferece, de forma simples e gratuita, múltiplas ferramentas de pesquisa da literatura acadêmica, democratizando o acesso a informação”.

A plataforma do Google acadêmico é conhecida pela sua dimensão e crescimento, sua base de dados em 2019 já tinha alcançado 389 milhões de documentos. Além de tudo, “é conhecida pela sua extensa cobertura, vasta gama de línguas e publicações, elevada taxa de crescimento e recuperação de um maior número de citações, em contraste com outras bases de dados interdisciplinares” (Alotaibi, Johnson, Rowley, 2022, p.2).

Outro aplicativo bastante citado na escolha dos alunos foi o Kahoot (23,3%). “O Kahoot é uma plataforma em tempo real para aprendizagem baseada em jogos, é uma ferramenta de avaliação formativa gratuita que tem sido amplamente utilizada na educação” (Ismail, et al. 2019, p.2). Pesquisas afirmaram que esta Tecnologia detém mais de 30 milhões de usuários em todo o mundo e demonstraram vários benefícios desses tipos de aprendizagens, baseadas em jogos. A aprendizagem baseada em jogos, através desse aplicativo, melhora significativamente o desempenho dos alunos, aumenta a motivação, o envolvimento, fornece feedback eficaz e torna o aprendizado agradável (Ismail, et al. 2019). Os jogos e gamificação do aplicativo Kahoot, promovem um aprendizado divertido, mais interativo, exigindo, portanto, maior concentração e participação ativa dos alunos (Ismail, et al. 2019).

Marzola, Bertin e Rosa (2019, p.6) salientam que “O Kahoot é um software simples que pode ser baixado no play stores de forma gratuita. O aplicativo pode ser instalado tanto em um smartphone quanto em um computador convencional”. Permite realizar atividades de forma lúdica, fóruns, debates de discussões, obtendo em tempo real respostas e feedback, e nos permite conhecer a porcentagem de uma determinada opinião (Marzola, Bertin, Rosa, 2019).

E quando falamos sobre o aplicativo Quizziz, que também foi referido na pesquisa, inúmeros estudantes (12,8%), já usufruíram desse recurso como metodologia de aprendizagem. Em alguns casos o Quizzis também “é a alternativa onde mais abrange conhecimento de forma dinâmica e até divertida provocando a competitividade sadia entre os alunos e, também por meio dessa ferramenta os discentes estariam ampliando seus conhecimentos, e sendo capacitados para futuras avaliações” (Costa, Cavalcanti, 2022, p.1).

Esse tipo de aplicativo, como do Quizziz pode ser baixado de forma fácil e gratuito ou pode ser utilizado de forma online, tem diversos idiomas em sua configuração, sendo bem dinâmico. Essa ferramenta possibilita considerar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, favorece a comunicação e o compartilhamentos de conteúdos, o que leva à colaboração na aprendizagem, podendo aumentar o rendimento acadêmico dos discentes (Albuquerque, 2021). Ademais, “O site Quizizz é uma empresa indiana de software educacional que cria e vende uma plataforma em forma de game de engajamento estudantil. O software é usado em aula por mais de 50 milhões em todo mundo em trabalhos em grupo, revisão pré-teste, avaliações formativas” (Costa, Cavalcanti, 2022, p2). Cabe enfatizar que: “O quiz é um jogo de perguntas e respostas com múltiplas escolhas direcionado ao conteúdo da disciplina antecedentes da prova, onde o aluno testa seus conhecimentos de forma dinâmica e interativa” (Costa, Cavalcanti, 2022, p3).

Agora, se tratando das TIC mais referenciada pelos professores, desfrutadas no processo de ensino-aprendizagem, tencionou para o aplicativo Google Forms (75%).  O Google Forms é uma ferramenta digital que permite aos professores criarem pesquisas, questionários online, planejamento de aulas e realizarem facilmente testes aos seus alunos. Os professores podem usar formulários para uma variedade de tarefas de produtividade em sala de aula, tais como: coletar feedback dos alunos, gerenciar tarefas e colaborar em projetos de grupo (Sadiyani, 2022). A ferramenta do Google Forms possibilita personalizar os questionários com cores, usar vídeos e imagens para ilustrar e deixar as perguntas que estão sendo feitas mais claras, criar diversos tipos de perguntas, como de múltipla escolha, caixas de checagem, escalas, e listas suspensas (Andres et al. 2020). Do mesmo modo, Carmo (2018, p12), menciona que: “o uso do Google forms se torna interessante pela ausência de custo e pode ser acessado em diferentes aparelhos, gadgets, computadores, celulares etc. Em razão disso, é possível valer-se de diferentes estratégias com os formulários mesclando textos multimodais, áudio e vídeo”.

Além de propiciar compartilhamento de informações e conhecimento, o Google forms confere interatividade, dinamismo e diversas outras perspectivas no processo de ensino e aprendizagem de quaisquer conteúdos de ensino (Carmo, 2018). Além de que: “O Google Forms por ser uma ferramenta online apresenta diversas funcionalidades e se for executada de maneira correta irá trazer resultados positivos, assim como a agilidade, praticidade e sustentabilidade” (Andres et al. 2020, p6).

Além de tudo, a plataforma é bem didática e versátil e oferece vários caminhos para a apreciação dos resultados das atividades. Pois permite que o docente possa enviar para os respondentes via e-mail, ou link, assim todos poderão responder de qualquer lugar. Ainda tem como benefício os resultados organizados em forma de planilhas e gráficos, de forma mais organizada (Andres et al. 2020). Cabe ressaltar, também, que “o Google Forms, precisa se articular no interior de projetos didáticos, atividades de leitura e sob a égide de um planejamento para que se determine as atividades com base nas necessidades discentes, como também para não haver uma abordagem descontextualizada e estanque” (Antunes, 2014; Guimarães, 2003 apud Carmo, 2018, p19).

Também, acerca das Tecnologias de Informação e Comunicação que teriam sido utilizadas pelos educadores para ministrar suas aulas, grande parte preferiram o aplicativo quizziz (30%). “O Quizziz é uma plataforma que permite produzir questionários de uma forma divertida e motivadora para alunos de todas as idades” (Magro, Morais, 2018, p2). “Sabe-se que muitos professores diariamente buscam formas de analisar o desenvolvimento da aprendizagem dos seus alunos, logo, fazer atividades, revisão e avaliações é uma forma muito recorrente” (Albuquerque, 2021, p18). Então, como quizziz é uma ferramenta gratuita, torna-se uma ótima opção para essas finalidades, na qual, os professores conseguem elaborar testes e propor para os alunos durante as aulas, sendo (assíncronas ou síncronas). E, ainda, tem o controle sobre o desenvolvimento de cada aluno nas suas atividades, testes e avaliações formativas (Albuquerque, 2021).

Durante os testes e alguns tipos de atividades, “o professor pode revelar aos alunos os resultados globais da turma, o desempenho por item, o tempo médio de resposta e outros aspectos de interesse, nomeadamente a correção dos itens que não foram bem-sucedidos por todos” (Magro, Morais, 2018, p16). “Assim, o uso da ferramenta Quizziz pode tornar as aulas mais dinâmicas e estimular a participação ativa dos alunos” (Albuquerque, 2021, p20).

Outrossim, ressaltou-se a prioridade dos professores pela ferramenta digital Kahoot. “O Kahoot! trata-se de uma ferramenta com ênfase na aprendizagem baseada em jogos. É gratuita e tem a missão institucional de despertar o potencial mais profundo dos alunos através de um aprendizado divertido, inclusivo e envolvente” (Sousa et al. 2020, p4). “o Kahoot é elaborado para a criação de atividades personalizadas de forma dinâmica e interativa, com base na gamificação, isto é, na utilização de elementos e características presentes no jogo, em especial no jogo digital, com regras e atribuições de pontuação para os alunos” (Duarte et al. 2018, p4).

O docente desempenha o papel de um apresentador do jogo, que transforma temporariamente uma sala de aula em um game show, os alunos darão suas respostas e estarão como concorrentes. Assim, o uso do aplicativo cria-se um ambiente saudável de competição em busca da aprendizagem, além de que promoverá várias oportunidades e vantagens aos professores, dentre elas: os alunos mostram-se mais curiosos e empenhados, com novas habilidades (Bottentuit, 2017).

Outra temática pertinente, no nosso estudo, ainda sobre essas Inovações Tecnológicas que são manuseadas no processo educativo, pelos docentes, conferiu-se pelo fato de que o maior número dos professores inquiridos sobre aparelhos eletrônicos, referenciaram pelo uso do aparelho de Datashow (75%). O Datashow é um dos recursos tecnológicos mais utilizado em sala de aula pelos docentes, ampliam as possibilidades e facilitam o trabalho do professor. O uso desse recurso tecnológico auxilia na compreensão do conteúdo, despertando a curiosidade para o aprendizado, e traz grandes contribuições para o processo educativo, como o aumento do desempenho escolar (Macêdo et al. 2022). O Datashow é um recurso facilitador e mediador da aprendizagem, e permite a edição e apresentação de materiais dinâmicos (Mesquita, Silveira, Silva, 2017).

Estudos demostram que esse recurso vem se solidificando como tema de destaque em várias pesquisas, “uma vez que a sua utilização nas salas de aula a partir de imagens, gráficos, animação, áudio e textos, vêm ganhando cada vez mais importância no campo educacional” (Mesquita, Silveira, Silva, 2017, p2). Da mesma forma, Oliveira (2013, p8) acentua que: com o Datashow “O professor pode preparar apresentações, complementar o conteúdo com navegação na web, criar atividades interativas, utilizar jogos, gráficos, mapas e imagens”.

Outra grande parte dos educadores participantes da pesquisa favoreceram os celulares (65%), em suas escolhas. Atualmente, ocorreu um avanço no uso do celular enquanto ferramenta pedagógica. Segundo uma pesquisa feita em agosto de 2017, sobre o uso de celular por alunos para a realização de atividades escolares, feita em instituições públicas e privadas, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 49% dos professores usuários da internet declararam utilizar o celular em atividades com os alunos.

No presente, o celular é o meio mais fácil e rápido de se comunicar, trocar informações, gerando assim grande interatividade, muitas vezes mais acessível do que um computador, devido seu custo. O professor tem a possibilidade de interagir com seus alunos, enviando links, variadas atividades e lições de casa. Além de que existe inúmeras alternativas na produção de materiais a serem usados na sala de aula, como gravação de vídeo, acesso a sites na WEB e produção de imagens (Silva, 2012). Semelhantemente, enfatiza Sacramento e Menezes (2023, p12), que “a utilização correta desse dispositivo móvel em sala de aula pode proporcionar a interação entre os estudantes, através de atividades em grupo, como entre os estudantes e o professor”.

Os celulares são reconhecidos por instituições de ensino como importantes ferramentas de aprendizagem, com uma vasta gama de aplicações em sala de aula. Alguns modelos de aprendizagens aproveitam esses dispositivos moveis para ligar a aprendizagem pessoal com a aprendizagem acadêmica dos alunos, existindo múltiplos benefícios com essa utilização (Bannon, Thomas, 2014). “Os telefones celulares são pequenos minicomputadores que oferecem uma variedade de recursos e funções benéficas para alunos e professores em sala de aula” (Bannon, Thomas, 2014 p2). Esse telefone móvel proporcionou novas oportunidades e mudanças no contexto de aprendizagem, as facilidades e benefícios são maiores porque mesmo no mesmo espaço físico é possível movimentar-se através de vários espaços virtuais que promovem níveis superiores de conhecimento (Silva, Delgado, 2017). Além de tudo, esses dispositivos móveis têm a capacidade de envolver os alunos em aprendizagens significativas, aprendizagem centrada no aluno, aprendizagem autêntica e diferenciação de instrução (Bannon, Thomas, 2014).

E, porção significativa dos professores partícipes do nosso trabalho optaram pela utilidade do computador (60%), durante seus ensinamentos. “O computador é um aliado para auxiliar o professor, em sua prática na sala de aula” (Santos, 2019, p6). O computador “pode ser um rico instrumento na construção do conhecimento do aluno de forma coletiva, ou seja, entre alunos e alunos e entre professores e alunos, tornando assim o ambiente de estudo cada vez mais atrativo para seus usuários inseridos no processo de ensino/aprendizagem” (Teixeira, Correa, 2015, p18).

A utilização do computador nas instituições de ensino “marca o começo de uma nova era, ou seja, inicia a era da informática que leva à investigação, resolução de problemas, gerenciamento de informações, criação e produção de novos saberes e práticas” (Menezes, Gitahy, 2010, p4). (Moran, Masetto, Behrens, 2006, p44) menciona que: “Cada vez mais poderoso em recursos, velocidade, programas e comunicação, o computador nos permite pesquisar, simular situações, testar conhecimentos específicos, descobrir novos conceitos, lugares, ideias. Produzir novos textos, avaliações, experiências”.

Ao manusear esse aparelho em sala de aula, compete ao professor “uma nova forma de integração com o conteúdo, aluno e sala de aula, discutindo e avaliando as contribuições da informática no processo de ensino e aprendizagem, ou seja, auxiliando na construção de conceitos, no desenvolvimento de competências” (Machado, 2002, p19).

Santos (2019, p6) afirma que: “os professores têm papel fundamental na mediação de ensino com a tecnologia. Lembrando e ressaltando que: “O computador, como qualquer outro recurso tecnológico usado nas escolas, por si só não é capaz de fazer milagres. Ele é ferramenta a ser usada de acordo com um planejamento, que norteie a prática docente, sendo indissociável a uma metodologia de ensino” (Ferreira, 2010, p9).

Um ponto considerável no nosso trabalho, foi quando o corpo docente e os escolares interpelados se concordam com a aplicação de Tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. Obtivemos respostas apreciáveis, e a maioria tanto dos docentes (80%), como dos discentes (72,1%), aprovaram o uso.  Evidentemente, “Compreendemos que no mundo contemporâneo as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) avançam constantemente e estão cada vez mais presentes na sociedade” (Albuquerque, 2021, p8). E no mundo educacional não é diferente: “as tecnologias servem de apoio para a prática pedagógica e acadêmica. Por meio desses novos recursos tecnológicos, é possível realizar atividades das mais diversas formas, facilitando, flexibilizando, aprimorando e dinamizando o processo de ensino e aprendizagem” (Mota, 2019 apud Andres et al. 2020, p3).

Similarmente, Mesquita (2019, p15) salienta que: “As ferramentas tecnológicas vêm ganhando cada vez mais força em sala de aula, sendo utilizado como ferramenta pedagógica para compartilhar conhecimento, estimular a interação e aumentar o leque de recursos didáticos disponíveis na sala de aula”.

“O uso dessas ferramentas pode aproximar alunos e professores, além de ser útil na exploração dos conteúdos de forma mais interativa. O aluno passa de mero receptor, que só observa e nem sempre compreende, para um sujeito mais ativo e participativo” (Prenaky 2010 apud Silva, 2020, p10).  Além disso, essas tecnologias ajudam “a promover uma aprendizagem mais colaborativa, onde o professor é mais do que um mero facilitador, ele torna-se um “mediador “no sentido de auxiliar o aluno e desafiá-lo para participar de um processo dialógico. Isso possibilita quebrar antigas metodologias” (Champangnatte, 2020, p3).

Porém, “o professor precisa ter comprometimento e planejar-se ao utilizar os recursos tecnológicos, esses não podem ser usados de qualquer forma. Assim, deve-se analisar as ferramentas que mais se adequam ao conteúdo que será abordado em sala, traçando os objetivos previstos com senso crítico” (Albuquerque, 2021, p16). Igualmente, enfatizam Lobo e Maia (2015, p7), que: “O uso e adequação das TICs em sala de aula exigem um planejamento e uma metodologia da prática de ensino”.

Diante disso, podemos ainda inferir que: “o simples uso das tecnologias não é garantia do sucesso ou benefícios para o processo educativo, embora promova a agregação de novos espaços e tempo. Cabe aos professores a escolha da melhor tecnologia que atenda aos objetivos de aprendizagem” (Menezes, Charlot, Araujo, 2023, p12). Então, “quando se pretende utilizar qualquer tecnologia no processo ensino-aprendizagem, o professor deve ter em conta a sua integração em uma perspectiva pedagógica para que esse uso seja o mais adequado possível” (Lobo, Maia, 2015, p6).

No contexto educacional “as TICs emergiram como uma forma de disseminar o conhecimento permitindo aos professores agilizar o processo de ensino e aprendizagem” (Aguiar et al. 2023, p11). “Essas tecnologias ampliam as probabilidades de comunicação, causam novas culturas e possibilitam o desenvolvimento de novas habilidades e formas de construção do conhecimento” (Silva, 2020, p5).

“Uma das maiores vantagens das TIC é que elas facilitam o processo de ensino-aprendizagem, porque uma quantidade maior de informações pode ser acessada em qualquer nível, de maneira fácil, prática, divertida e dinâmica” (Silva, 2020, p14). Além de proporcionarem acesso democratizado, universal, global e total a informação e ao conhecimento (Silva, 2020).

Cabe acentuar que: nos dias de hoje, “seria difícil imaginar nossas vidas sem as tecnologias e todas as possibilidades oriundas dela. O ensino pode ser dinamizado e beneficiar tanto os docentes, quanto os discentes, embora seja importante ressaltar que as tecnologias por si só não substituem o papel do professor” (Lima, et al. 2020, p118).

Acrescentando, Albuquerque (2021), que: O docente precisa ter como finalidade promover a aprendizagem para que, de fato, ocorra mudanças significativas na formação do aluno. Se as tecnologias não forem compreendidas com um foco educacional, não será, simplesmente, o seu uso que irá auxiliar o aluno na construção do conhecimento. Estratégias, recursos e métodos, isoladamente, nada podem produzir.

“Sabemos que hoje as tecnologias digitais são nossas aliadas no processo educacional, então, integrá-las é indiscutível” (Santos, Tigre, 2021, p2). Todavia, “Deve ser repensada a prática pedagógica, entendendo as atualizações e avanços tecnológicos, o professor deve atualizar suas práticas e metodologias de ensino considerado as necessidades do aluno, e os conteúdos programáticos, a partir das TDIC” (Santos, Lessa, 2019, p13). Igualmente, Schuartz e Sarmento (2020, p2) acentuam que: “exige-se repensar as práticas pedagógicas existentes, o que se mostra um desafio aos docentes na contemporaneidade: agregar às práticas de ensino e aprendizagem recursos disponíveis em TDIC”.

Devemos ter em mente que com a riqueza de recursos tecnológicos disponíveis, e apropriação adequada dessas ferramentas, “faz-se necessário investir na formação continuada para desenvolver novos saberes referente ao uso destas tecnologias e sua aplicação na promoção da aprendizagem significativa, e não apenas para repasse de conteúdos” (Souza et al. 2016, p16).

É fundamental a capacitação de professores para que estes tenham sucesso nos usos dessas ferramentas. E, obviamente, ser comprometido com a prática docente é saber que se especializar é o caminho para um presente e futuro inovador quanto ao que as tecnologias proporcionam (Santos, Tigre, 2021).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nessa pesquisa, é possível evidenciar que as Tecnologias de Informação e Comunicação caracterizam a realidade contemporânea, e são eminentes no mundo educacional. Essas Tecnologias vêm proporcionando formas diversas de ensinar e aprender, e de alguma maneira influenciam a vida cotidiana de professores e alunos. Pois já são bastante utilizadas pelos professores e alunos em variadas atividades acadêmicas.

Obtivemos resultados bastantes favoráveis tantos dos docentes como dos discentes participantes. A maioria dos professores consideram que essas Tecnologias de Informação e Comunicação, na educação, contribuem para a aprendizagens dos alunos, melhoram o envolvimento e criticidade dos alunos, durante os debates e seminários. Além disso, melhora o desenvolvimento das respostas nas atividades e provas. Da mesma maneira, grande parte dos estudantes afirmaram ter contribuições em suas aprendizagens, com essas Tecnologias, durante suas atividades acadêmicas, aulas e estudos.

Outrossim, na análise, foi elucidado com resultados satisfatórios, o uso de diversos Aplicativos, Sites, Aparelhos Eletrônicos e outros tipos de Tecnologias que já foram manuseadas por esses professores e estudantes no meio educacional.  Ambas as partes aprovam a utilização de Tecnologias na educação.

Portanto, as Tecnologias de Informação e Comunicação, aliadas a educação representa uma série de possibilidades e pode viabilizar vantagens promissoras no processo de ensino-aprendizagem.

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NOTA

Nosso relatório identificou a presença de inteligência artificial para correção gramatical e ortográfica. No entanto, os autores informaram que não a utilizou. Os autores se responsabilizam pelo material.

[1] Graduada em Ciências Biológicas e Graduanda em Enfermagem. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-1276-6976. CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/8777580661 l 32445.

[2] Graduada em Ciências Biológicas. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-7114-4594.

[3] Especializado em EAD e as Novas Tecnologias Educacionais. Especialista em Educação Profissional e Tecnológica. Graduado em Ciências Biológicas ORCID: https://orcid.org/0009-0004-7838-1648. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/0466385244345776.

[4] Orientador. Doutorado em Ciência Animal pelo Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural Universidade Federal do Pará (2014). Mestrado em Ciência Animal pela Universidade Federal do Pará (2008). Graduação em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (1994). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7448-4093. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7668097330355884.

Material recebido: 28 de agosto de 2024.

Material aprovado pelos pares: 26 de fevereiro de 2025.

Material editado aprovado pelos autores: 09 de julho de 2025.

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Larissa Souza Soares

Graduada em Ciências Biológicas e Graduanda em Enfermagem. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-1276-6976. CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/8777580661 l 32445.

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