ARTIGO ORIGINAL
PALLOTTA, Mara Lucia [1], CUNHA, Maria Claudia [2]
PALLOTTA, Mara Lucia. CUNHA, Maria Claudia. Elaboração e validação de conteúdo de instrumento para orientar práticas de Serviços Assistidos por Animais com cães. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 10, Vol. 01, pp. 35-64. Outubro de 2026. ISSN: 2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/servicos-assistidos-por-animais, DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.23282603
Introdução: os Serviços Assistidos por Animais (SAA) são práticas integrativas baseadas na interação humano-animal, utilizadas para promover saúde, inclusão e bem-estar em diversos contextos, envolvendo indivíduos em estado de vulnerabilidade mental, física, cognitiva e/ou social. Apesar da consolidação internacional dessas práticas desde a década de 1990, a imprecisão terminológica e a falta de protocolos éticos padronizados ainda limitam a credibilidade científica, como ocorre no Brasil. Objetivo: elaborar e validar o conteúdo de um instrumento para orientar as práticas de SAA com cães. Método: revisão da literatura, elaboração e validação do conteúdo por juízes especialistas e organização da versão final do instrumento. Os juízes avaliaram a relevância dos itens por meio de uma escala do tipo Likert de quatro pontos, e os dados foram analisados com base no Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Resultados: os dados foram organizados em quatro (04) categorias temáticas: terminologia utilizada; profissionais envolvidos; bem-estar animal e biossegurança; beneficiários e familiares/responsáveis. O instrumento alcançou um IVC global de 0,82, confirmando a clareza, relevância e representatividade dos itens. Conclusão: O instrumento revelou-se como recurso confiável para a utilização por pesquisadores e profissionais envolvidos com a produção de conhecimento sobre as práticas de SAA, contribuindo para o seu reconhecimento científico.
Palavras-chave: Serviços Assistidos por Animais, Interação Humano-Animal, Cães, Estudo de Validação, Bem-Estar Animal.
As práticas interdisciplinares voltadas para a promoção da saúde, inclusão e bem-estar expandiram-se significativamente nas últimas décadas. Entre elas, destacam-se os Serviços Assistidos por Animais (SAA), práticas planejadas onde os animais são intencionalmente inseridos em contextos de saúde, educação ou assistência social, com o objetivo de contribuir em protocolos de cuidado e bem-estar aos pacientes, aqui chamados de beneficiários.
Largamente utilizados em áreas como psicologia (Huber et al., 2024), fonoaudiologia (Oliveira; Cunha, 2017; Ichitani; Cunha, 2021; Santa Helena; Cunha, 2023; McSween et al., 2024), educação especial e promoção da saúde física de crianças e adolescentes com necessidades educacionais especiais (Kovács et al., 2024), pedagogia (Morgan, 2024) e medicina (Ichitani; Cunha, 2016), os Serviços Assistidos por Animais envolvem diferentes espécies, porém os cães ocupam uma posição de destaque nessas práticas e no presente estudo.
Destaca-se que, historicamente, a relevância dessa espécie está enraizada em mais de dez mil anos de interação com os humanos, num processo que transformou os cães de colaboradores utilitários em membros das famílias [3] (Tancredi; Cardinali, 2023) e, mais recentemente, em parceiros terapêuticos (Kruger; Serpell, 2010; Mandrá et al., 2019).
O potencial terapêutico dos cães foi sendo reconhecido em práticas clínicas, tendo Levinson (1962) sido o primeiro a sistematizar as aplicações clínicas formais com crianças. No Brasil, na década de 1950, Nise da Silveira incorporou cães e gatos ao tratamento de pacientes psicóticos, cunhando um marco pioneiro na psiquiatria humanizada nacional (Silveira, 1998).
Desde então, o interesse científico nessa relação cresceu significativamente. Evidências neurobiológicas demonstram que a presença de um cão pode modular a resposta neuroendócrina por meio da liberação de ocitocina (Nagasawa et al., 2015; Wirobski et al., 2021), contribuindo para a modulação de respostas fisiológicas (Fuglsang-Damgaard et al., 2024). Além disso, tanto estudos internacionais como os realizados no Brasil mostram benefícios no desenvolvimento das habilidades de comunicação (Santa Helena; Cunha, 2023) e outras desordens cognitivas (Figueiredo; Baratela; Roiz, 2025) bem como na modulação da percepção da dor em crianças hospitalizadas (Ichitani; Cunha, 2016).
Apesar da consolidação internacional promovida desde a década de 1990 pela Delta Society (atual Pet Partners), desafios significativos persistem: inconsistências terminológicas, fragilidades metodológicas, atenção insuficiente ao bem-estar animal e ausência de instrumentos validados para orientar as práticas (Mandrá et al., 2019; Binder et al., 2024). Além disso, representações imprecisas nas mídias sociais frequentemente romantizam e desinformam, contribuindo para distorções conceituais e éticas (Pallotta; Cunha, 2020).
Diante desse cenário, o problema de pesquisa concentrou-se na definição dos conteúdos que deveriam compor um instrumento destinado a orientar as práticas de Serviços Assistidos por Animais realizadas com cães.
Nessa direção, partiu-se da hipótese de que a sistematização desses conteúdos, com base na literatura científica e em sua validação por especialistas, resultaria em um conjunto pertinente e representativo para subsidiar a elaboração do instrumento para orientar as práticas de SAA.
Elaborar e validar o conteúdo de um instrumento para orientar as práticas de SAA com cães.
Foi realizada pesquisa aplicada com abordagem mista quanti-qualitativa. A pesquisa foi realizada em 6 etapas descritas a seguir: Revisão Integrativa da Literatura; Elaboração do Conteúdo do Instrumento (1); Seleção de Juízes Especialistas; Avaliação do Conteúdo do Instrumento pelos Juízes; Avaliação do Conteúdo do Instrumento (2) pelos Juízes para Subsidiar a Versão Final; Consolidação da Versão Final do Conteúdo do Instrumento.
ETAPA 1: Revisão e Análise da Literatura
A busca bibliográfica foi realizada nas bases Elsevier, Taylor & Francis, SciELO, PubMed e Google Scholar adotando-se como recorte temporal o período de 2010 a 2026, com o objetivo de incorporar publicações recentes pertinentes ao tema.
A busca foi orientada por palavras-chave em português: “intervenções assistidas por animais”, “terapia assistida por animais”, “bem-estar animal”, “vínculo humano-animal” e “interação humano-animal”, bem como seus correspondentes em inglês: “animal assisted interventions”, “animal assisted therapy”, “animal welfare”, “human-animal bond” e “human-animal interaction”.
Embora o termo “serviços assistidos por animais” ainda não figurasse como descritor consolidado, o termo foi incluído como expressão de busca complementar, em razão de sua emergência na literatura recente.
ETAPA 2: Elaboração do Conteúdo do Instrumento (Versão 1)
A Etapa 2 foi desenvolvida com base nos resultados da busca bibliográfica, que orientaram para a identificação e a organização dos conteúdos relevantes para a elaboração do instrumento.
Esses conteúdos foram agrupados em quatro domínios temáticos, de acordo com os aspectos abordados na literatura: terminologia utilizada; profissionais envolvidos; bem-estar animal e biossegurança; e beneficiários e familiares e/ou responsáveis.
As bases teórico-metodológicas utilizadas na elaboração desses domínios são apresentadas a seguir.
– Terminologia utilizada
A padronização da terminologia e da metodologia em SAA representa um critério importante para consolidar e legitimar cientificamente a prática, de maneira a evitar ambiguidade conceitual (IAHAIO, 2014) e limitar a comparabilidade entre estudos no estabelecimento de práticas baseadas em evidências (Binder et al., 2024)[4].
– Profissionais envolvidos
A Delta Society (1996) foi pioneira no estabelecimento de diretrizes formais para Intervenções Assistidas por Animais (IAA), defendendo uma abordagem colaborativa e multidisciplinar envolvendo profissionais de saúde, treinadores de animais e voluntários para garantir uma prática segura e eficaz. Posteriormente, organizações como a International Association of Human-Animal Interaction Organizations – IAHAIO (2018) e a Animal Assisted Intervention International – AAII (2026)[5] expandiram e refinaram esses princípios. A IAHAIO (2018) enfatiza o papel de equipes multidisciplinares de profissionais de saúde e educação no planejamento e monitoramento de objetivos terapêuticos enquanto a AAII destaca a importância de treinadores e tratadores de animais qualificados com conhecimento do comportamento animal para garantir o bem-estar e a segurança durante as interações.
– Bem-estar animal e biossegurança
O bem-estar animal deve considerar as dimensões física, mental e emocional (Broom, 2011). O estado mental refere-se às capacidades cognitivas e de aprendizagem de um animal, enquanto o estado emocional envolve experiências afetivas que moldam o comportamento (Mellor et al., 2020).
Garantir um equilíbrio entre o benefício humano e o bem-estar animal é essencial (Glenk; Foltin, 2021). A socialização adequada e a seleção criteriosa de cães são fundamentais para garantir segurança e conforto durante as sessões (IAHAIO, 2018), já que o estresse crônico causado por ambientes inadequados pode prejudicar a saúde e o comportamento (Glenk; Foltin, 2021).
Pesquisas indicam que a liberação recíproca de ocitocina durante interações positivas entre cães e humanos ocorre apenas quando o animal está em um estado de bem-estar, reforçando os laços emocionais mútuos e os benefícios (Nagasawa et al., 2009; Handlin et al., 2011).
Em relação à biossegurança, cães alimentados com dietas cruas não devem participar de programas de SAA devido ao risco de transmissão de patógenos zoonóticos como Salmonella, E. coli, Listeria (Groat et al., 2022). Esse risco é especialmente crítico em ambientes que envolvem populações vulneráveis, como crianças, idosos e pacientes imunocomprometidos.
A maturidade emocional do animal, necessária para a participação em SAA, geralmente se desenvolve entre 18 e 24 meses, quando a estabilidade comportamental é alcançada (Harvey, 2021). Não há consenso universal sobre os requisitos de esterilização do animal, que devem ser avaliados individualmente (Romagnoli et al., 2024).
A aposentadoria das atividades deve depender da saúde e do bem-estar do cão, e não de uma idade pré-fixada (Winkle; Johnson; Mills, 2020; Pet Partners, 2025).
Em conclusão, as práticas de IAA devem priorizar a individualidade, o bem-estar e a segurança dos cães participantes, reconhecendo-os como co-terapeutas.
– Beneficiários e familiares/ representantes legais
Os participantes dos SAA frequentemente relatam sentimentos de apoio emocional, conforto e pertencimento, que desempenham um papel importante em seus processos terapêuticos e de recuperação (Fine, 2019). Além dos próprios pacientes, familiares e cuidadores também experimentam benefícios significativos. A presença de um animal traz uma sensação de segurança, alívio emocional e fortalecimento dos laços familiares (Mandrá et al., 2019). O envolvimento da família fortalece ainda mais a comunicação e o vínculo emocional, reduzindo o isolamento social em situações de cuidados de longa duração (Orr et al., 2023).
Contudo, as diretrizes da IAHAIO (2018) orientam que as percepções, crenças e possíveis restrições dos beneficiários sejam consideradas no planejamento dos serviços:
Os beneficiários podem ter opiniões diferentes sobre animais específicos incluídos nas intervenções. Quando as crenças dos beneficiários – religiosas, culturais ou outras – contrariam a IAA recomendada, é aconselhável que os profissionais discutam alternativas com os beneficiários ou suas famílias, caso estejam incapacitados. (IAHAIO, 2018, tradução dos autores).
Por fim, a dimensão ética dos SAA deve ser ressaltada: as atividades envolvendo animais devem ser formalmente documentadas, em conformidade com as normas de proteção de dados (Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, Lei nº 13.709/2018)[6] e com respeito aos animais como seres sencientes (Tedeschi; Leslie; Drescher, 2026).
ETAPA 3: Seleção de Juízes Especialistas
Os juízes especialistas foram selecionados mediante a técnica de “bola de neve”. Inicialmente, foram convidados três especialistas considerados “sementes”, que indicaram outros profissionais com experiência na área, o que resultou em um painel composto por sete juízes, cujas características são apresentadas no Quadro 1.
Foram adotados como critérios de inclusão possuir formação de nível superior e atuar em Serviços Assistidos por Animais, na prática profissional e/ou em atividades de pesquisa.
Quadro 1 – Perfil do corpo de juízes
| Juízes | DN | Graduação | Ano | Pós-Graduação | Ano | Atuação prática em SAA | Atuação em pesquisa em SAA |
| 1 | 1968 | Fisioterapia | 2019 | Mestrado | 2024 | sim | – |
| 2 | 1989 | Fonoaudiologia | 2014 | Lato Sensu | 2019 | sim | – |
| 3 | 1968 | Pedagogia | 2012 | Mestrado | 2018 | sim | – |
| 4 | 1970 | Psicologia | 2001 | Mestrado | 2018 | sim | – |
| 5 | 1975 | Psicologia | 2001 | Mestrado | 2018 | sim | – |
| 6 | 1956 | Psicologia | 1983 | Lato Sensu | 1991 | sim | – |
| 7 | 1981 | Medicina Veterinária | 2007 | Lato Sensu | 2008 | sim | – |
Fonte: os autores (2026).
ETAPA 4: Avaliação do Conteúdo do Instrumento (1) Pelos Juízes
Após a elaboração dos itens que compuseram o conteúdo do instrumento, foi desenvolvido um formulário eletrônico na plataforma Google Forms™, destinado à avaliação pelos juízes.
O formulário com o conteúdo foi enviado individualmente, por e-mail, aos participantes, que avaliaram cada item por meio de uma escala do tipo Likert de quatro pontos:
1 = não relevante; 2 = pouco relevante; 3 = relevante; 4 = muito relevante.
O tempo estimado para seu preenchimento foi de 15 a 20 minutos.
A escala foi utilizada sem ponto neutro, com o objetivo de estimular o posicionamento dos juízes, mitigando a possibilidade de respostas que pudessem inviabilizar a análise da validade do conteúdo.
No mesmo e-mail, foram disponibilizados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, as orientações sobre o estudo e o prazo estabelecido para devolução das respostas.
ETAPA 5: Avaliação do Conteúdo do Instrumento (2) Pelos Juízes Para Subsidiar A Versão Final
Considerando que a avaliação inicial foi realizada antes da publicação das novas recomendações terminológicas para a área, foi necessário submeter o conteúdo desse bloco a uma nova apreciação dos juízes.
Essa segunda rodada teve como objetivo consultar os juízes sobre as novas recomendações terminológicas da área e sua pertinência para a atualização da nomenclatura adotada no instrumento.
Essa fase obedeceu aos mesmos critérios utilizados para a análise da versão 1 do instrumento.
ETAPA 6: Consolidação da Versão Final do Conteúdo do Instrumento
Após a conclusão das duas fases de validação de conteúdo, foram realizados os ajustes finais no instrumento com base nos dados quantitativos obtidos pelo Índice de Validade de Conteúdo do Item (IVC-I) e Índice de Validade de Conteúdo Global (IVC-G) obtido pela média do IVC-I[7] de todos os itens avaliados, nas observações dos juízes e na revisão da bibliografia atualizada sobre os temas abordados no instrumento.
A análise dos dados baseou-se nas respostas de especialistas aos questionários do Google Forms™. Cada item foi avaliado em uma escala Likert de quatro pontos para avaliar clareza, relevância e representatividade.
A seguir, as pontuações foram compiladas no Google Sheets™ para análise quantitativa utilizando o Índice de Validade de Conteúdo (IVC). O IVC para cada item (IVC-I) foi calculado como a proporção de especialistas que atribuíram pontuações de 3 ou 4, a partir da fórmula:
Os itens que apresentaram IVC-I inferior ao ponto de corte de 0,78 foram reavaliados com base nos fundamentos teóricos do estudo. Quando as observações dos juízes não estavam em consonância com a literatura, os itens foram mantidos mediante justificativa teórica.
O Índice de Validade de Conteúdo Global (IVC-G) foi calculado a partir da média dos IVC-I de todos os itens do instrumento, refletindo a validade de conteúdo do conjunto.
Os resultados foram apresentados em três tópicos sequenciais, de acordo com as etapas desenvolvidas no procedimento metodológico descrito: I. Conteúdo do instrumento versão 1; II. Conteúdo do instrumento versão 2; III. Conteúdo do instrumento versão final consolidada.
A versão operacional do instrumento, acompanhada das orientações para sua utilização, é apresentada no Apêndice A.
A primeira versão do instrumento foi composta por 29 itens distribuídos em quatro categorias temáticas: terminologia; profissionais envolvidos; bem-estar animal e biossegurança; beneficiários e familiares/ representantes legais. Após a validação de conteúdo por juízes, todos os itens identificados como sensíveis pelo IVC foram sistematicamente revisados e aprimorados com base em evidências teóricas da literatura, como segue:
Tabela 1 – itens da primeira versão do instrumento segundo categorias temáticas
| Terminologia Utilizada | IVC-I | |
| 1 | IAA: Prática estruturada e orientada por objetivos específicos, com 3 vertentes: TAA, AAA e EAA | 0,85 |
| 2 | TAA, AAA e EAA podem ser praticadas em grupo ou individualmente dependendo do objetivo e necessidade do beneficiário. | 0,96 |
| 3 | TAA: Foco na melhora da situação física, cognitiva, comportamental ou socio-emocional do beneficiário | 0,92 |
| 4 | A prática da TAA deve ser analisada, quantificada e registrada no prontuário do paciente | 0,85 |
| 5 | AAA: Atividade informal praticada de forma eventual em situações específicas (fins motivacionais, educacionais e recreacionais). | 0,85 |
| 6 | A AAA não requer documentação e mensuração de resultados | 0,75 |
| 7 | EAA: Foco nos objetivos escolares, habilidades sociais e performance cognitiva | 0,89 |
| 8 | A prática da EAA deve ser analisada, quantificada e registrada no prontuário do aluno. | 0,78 |
| Profissionais Envolvidos | ||
| 9 | TAA > Profissionais da saúde ou serviço social: psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais com formação acadêmica e especialização na área de atuação profissional além de conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,78 |
| 10 | AAA > Não requer formação. Devem ter treinamento introdutório com profissionais habilitados, além de conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,78 |
| 11 | EAA > Profissionais da área da educação e aprendizagem, como professores, pedagogos, psicopedagogos, com formação acadêmica e especialização na área de atuação profissional, além de conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,89 |
| Bem-estar animal e biossegurança | ||
| 12 | O cão, sendo macho ou fêmea, deve ser esterilizado | 0,75 |
| 13 | Idade do animal: a partir de 2 anos de idade para início das atividades | 0,89 |
| 14 | Aposentadoria do animal irá depender exclusivamente da raça e dos indicadores de bem-estar do animal | 0,67 |
| 15 | Deve ser treinado a atender comandos básicos: senta, fica, deita, aqui e place. | 0,85 |
| 16 | Deve não apresentar sensibilidade a ruídos, toques, objetos, acessórios ou gêneros | 0,85 |
| 17 | Deve ser social com outros cães indiferentemente de porte ou raça | 0,67 |
| 18 | O cão deve ser reavaliado no quesito comportamental anualmente em condições ambientais perfeitas e desligado ao primeiro sinal de desconforto emocional | 0,85 |
| 19 | Devem estar vacinados contra Raiva, V10*, Gripe e Giardíase; fazer uso de preventivos de ectoparasitas e endoparasitas | 0,85 |
| 20 | Não devem apresentar doenças pré-existentes | 0,89 |
| 21 | Não devem fazer uso de RMD, BARF ou PMR | 0,89 |
| 22 | Não devem ser submetidos a nenhuma situação não inerente ao comportamento da espécie, como uso de roupas, fantasias ou acessórios desconfortáveis. | 0,78 |
| 23 | Tempo limite de sessões: 30 minutos ou menos (em casos de observar desconforto no cão) | 0,89 |
| 24 | Cão deve ter acesso a hidratação e ambiente livre de qualquer tipo de incômodo (ruídos, temperatura ou qualquer item impactante na emoção do cão). | 0,78 |
| Beneficiários e familiares/ representantes legais | 0,82 | |
| 25 | Devem estar em concordância documentada à prática que envolve cães, bem como seus direitos de imagem respeitados pela LGPD | 0,75 |
| 26 | Devem ser supervisionados pela equipe de IAA durante toda sessão | 0,89 |
| 27 | Devem ter respeitados seus aspectos religiosos e/ou culturais quanto ao não uso de cães no setting | 0,82 |
| 28 | Devem ter toda e qualquer dúvida mitigada pelo profissional envolvido na sessão | 0,78 |
| 29 | Os familiares devem ter acesso ao prontuário sempre que solicitado | 0,89 |
Fonte: os autores (2026).
Uma nova validação de conteúdo foi realizada a partir da versão 1 revisada e com a adição de novas terminologias emergentes no decorrer do processo de elaboração da pesquisa. Essa etapa adicional teve como objetivo verificar como os juízes opinariam sobre essas propostas de alterações terminológicas bem como avaliar seu possível impacto na consistência do instrumento.
Tabela 2 – Itens da segunda versão do instrumento após inclusão de propostas terminológicas
SEÇÃO ADICIONAL SOBRE TERMINOLOGIA | IVC-I | |
| 1 | Avaliar a relevância da substituição do termo Intervenções Assistidas por Animais por Serviços Assistidos por Animais. | 0,89 |
| 2 | Avaliar a relevância da substituição do termo Terapia Assistida por Animais por Tratamento Assistido por Animais. | 0,92 |
| 3 | Avaliar a relevância da substituição do termo Atividades Assistidas por Animais por Programas de Suporte Assistido por Animais. | 0,56 |
Fonte: os autores (2026).
Dos três itens avaliados nessa etapa adicional, dois apresentaram IVC-I satisfatório, com valores de 0,89 e 0,92, sendo incorporados à versão final do instrumento.
O item 3 apresentou IVC-I de 0,56, estando abaixo do ponto de corte adotado de 0,78 (Lynn, 1986; Polit; Beck; Owen, 2007) indicando ausência de concordância suficiente entre os juízes quanto à pertinência dessa substituição terminológica específica.
III. Conteúdo do instrumento – versão final
Após a conclusão das duas fases de validação de conteúdo, foram realizados os ajustes finais no instrumento com base nos dados quantitativos (IVC-I e IVC global), nas observações dos juízes bem como na literatura utilizada na elaboração do instrumento.
Os itens que apresentaram IVC-I inferior ao ponto de corte de 0,78 (Lynn, 1986; Polit; Beck; Owen, 2007) foram analisados com base nos fundamentos teóricos do estudo. Quando as observações dos juízes não estavam em consonância com a literatura, os itens originais foram mantidos. Por outro lado, quando a substituição do item poderia gerar vieses ou distorções nos objetivos da pesquisa, o item foi ignorado mediante justificativa teórica.
Embora o item “Programas de Suporte Assistido por Animais” tenha apresentado IVC-I inferior a 0,78, ele foi mantido na versão final do instrumento por representar uma das alterações propostas por Binder et al. (2024), não influenciado no valor IVC Global (0,82). Tal decisão foi por preservar a coerência do instrumento com a nomenclatura recente, reconhecendo, ao mesmo tempo, que essa terminologia ainda se encontra em processo de assimilação pelos profissionais da área.
A versão final preservou os 29 itens originais e alcançou um Índice de Validade de Conteúdo (IVC) de 0,82, atestando os altos níveis de relevância, clareza e aplicabilidade prática do instrumento. Segue a versão final consolidada:
Tabela 3 – Itens da versão final consolidada do instrumento
| Conteúdo de Instrumento de apoio à prática de serviços assistidos por animais. | ||
| Terminologia utilizada | IVC-I | |
| 1 | SAA: Prática estruturada e orientada por objetivos específicos, com 3 vertentes: TAA, PSAA e EAA | 0,85 |
| 2 | TAA, PSAA e EAA podem ser praticadas em grupo ou individualmente dependendo do objetivo e necessidade do beneficiário. | 0,96 |
| 3 | TAA: Foco na melhora da situação física, cognitiva, comportamental ou socio-emocional do beneficiário | 0,92 |
| 4 | A prática do TAA deve ser analisada, quantificada e registrada no prontuário do paciente | 0,85 |
| 5 | PSAA: Atividade informal praticada de forma eventual em situações específicas (fins motivacionais, educacionais e recreacionais). | 0,85 |
| 6 | PSAA não requer documentação e mensuração de resultados | 0,75 |
| 7 | EAA: Foco nos objetivos escolares, habilidades sociais e performance cognitiva | 0,89 |
| 8 | A prática da EAA deve ser analisada, quantificada e registrada no prontuário do aluno. | 0,78 |
| Profissionais Envolvidos | ||
| 9 | TAA > Profissionais da saúde ou serviço social: psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais com formação acadêmica e especialização na área de atuação profissional além conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,78 |
| 10 | PSAA > Não requer formação. Devem ter treinamento introdutório com profissionais habilitados, além de conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,78 |
| 11 | EAA > Profissionais da área da educação e aprendizagem, como professores, pedagogos, psicopedagogos, com formação acadêmica e especialização na área de atuação profissional, além de conhecimento sobre bem-estar e comportamento animal. | 0,89 |
| Bem-estar animal e biossegurança | ||
| 12 | O cão, sendo macho ou fêmea, deve ser esterilizado | 0,75 |
| 13 | Idade do animal: a partir de 2 anos de idade para início das atividades | 0,89 |
| 14 | Aposentadoria do animal irá depender exclusivamente da raça e dos indicadores de bem-estar do animal | 0,67 |
| 15 | Deve ser treinado a atender comandos básicos: senta, fica, deita, aqui e place. | 0,85 |
| 16 | Deve não apresentar sensibilidade a ruídos, toques, objetos, acessórios ou gêneros | 0,85 |
| 17 | Deve ser social com outros cães indiferentemente de porte ou raça | 0,67 |
| 18 | O cão deve ser reavaliado no quesito comportamental anualmente em condições ambientais perfeitas e desligado ao primeiro sinal de desconforto emocional | 0,85 |
| 19 | Devem estar vacinados contra Raiva, V10*, Gripe e Giardíase; fazer uso de preventivos de ectoparasitas e endoparasitas | 0,85 |
| 20 | Não devem apresentar doenças pré-existentes | 0,89 |
| 21 | Não devem fazer uso de RMD, BARF ou PMR | 0,89 |
| 22 | Não devem ser submetidos a nenhuma situação não inerente ao comportamento da espécie, como uso de roupas, fantasias ou acessórios desconfortáveis. | 0,78 |
| 23 | Tempo limite de sessões: 30 minutos ou menos (em casos de observar desconforto no cão) | 0,89 |
| 24 | Cão deve ter acesso a hidratação e ambiente livre de qualquer tipo de incômodo (ruídos, temperatura ou qualquer item impactante na emoção do cão). | 0,78 |
| Beneficiários e familiares/ representantes legais | 0,82 | |
| 25 | Devem estar em concordância documentada à prática que envolve cães, bem como seus direitos de imagem respeitados pela LGPD | 0,75 |
| 26 | Devem ser supervisionados pela equipe de SAA durante toda sessão | 0,89 |
| 27 | Devem ter respeitados seus aspectos religiosos e/ou culturais quanto ao não uso de cães no setting | 0,82 |
| 28 | Devem ter toda e qualquer dúvida mitigada pelo profissional envolvido na sessão | 0,78 |
| 29 | Os familiares devem ter acesso ao prontuário sempre que solicitado | 0,89 |
| IVC-G | 0,82 | |
Fonte: os autores (2026).
O instrumento proposto neste estudo teve como foco organizar critérios que definissem as boas práticas em SAA, levando-se em conta a necessidade de protocolos adequados, alinhamento aos profissionais em relação aos objetivos e limites de atuação, além de uma atenção integrada às necessidades dos beneficiários e animais envolvidos. Fundamentado em diretrizes internacionais e na literatura científica, o instrumento divide-se em quatro áreas: (1) Terminologia utilizada; (2) Profissionais envolvidos; (3) Biossegurança e bem-estar animal; e (4) Beneficiários, suas famílias e/ou representantes legais.
Considerando as atualizações terminológicas recentes propostas na literatura internacional, a terminologia inicialmente proposta e avaliada pelos juízes especialistas (Intervenções Assistidas por Animais — IAHAIO, 2018) foi revista e adequada à recomendação publicada por Binder et al. (2024), que propõe o uso do termo Serviços Assistidos por Animais e suas modalidades Tratamento Assistido por Animais, Educação Assistida por Animais e Programas de Suporte Assistido por Animais.
Contudo, a proposta não se concentrou apenas na atualização de termos, mas também em caracterizar cada tipo de Serviço Assistido por Animais, diferenciando seus objetivos, contextos de aplicação e os profissionais que os conduzem (IAHAIO, 2018; Binder et al., 2024). Essa estrutura favorece a diminuição de ambiguidades conceituais e fortalece a compreensão das práticas descritas.
Do ponto de vista da relação humano-animal, as referências analisadas mostram que os benefícios dessas práticas não decorrem apenas da presença do animal no setting, mas da qualidade da interação estabelecida entre o beneficiário, o animal e o profissional. Dessa forma, essas práticas devem contemplar aspectos éticos e técnicos, exigindo planejamento prévio, mediação profissional, leitura dos sinais comportamentais do cão e atenção às necessidades dos beneficiários e de seus familiares. Tais aspectos são fundamentais para o êxito — ou não – dos SAA e é nessa direção que o instrumento elaborado visa contribuir no direcionamento de práticas mais seguras, responsáveis e alinhadas ao bem-estar humano e animal (IAHAIO, 2018; Glenk; Foltin, 2021).
Os SAA também podem impactar o contexto em que essas práticas ocorrem, uma vez que outras pessoas envolvidas nas sessões, como familiares, colaboradores das instituições, entre outros, relatam sensações de acolhimento, suporte emocional e maior conforto durante o processo terapêutico ou de cuidado, aspectos que podem favorecer maior adesão ao tratamento e à consequente efetividade (Fine, 2019). Assim sendo, ao incluir um bloco específico voltado aos beneficiários, familiares e/ou representantes legais, este instrumento reconhece que as práticas em Serviços Assistidos por Animais devem considerar não apenas os objetivos terapêuticos, educacionais ou assistenciais, mas também as responsabilidades éticas associadas à participação de todos os envolvidos, bem como a anuência do beneficiário ou de seus familiares quanto à presença do cão nas sessões, conforme recomendado pelas diretrizes internacionais da IAHAIO (2018).
Sobre os itens que obtiveram score abaixo de 0,78, destacam-se aqueles relacionados à necessidade de castração (0,75), aos critérios relacionados à aposentadoria dos cães (0,67) e à socialização do cão (0,67). Apesar dos escores inferiores ao ponto de corte estabelecido, tais itens foram mantidos na versão final do instrumento, o que se justifica pela necessidade de critérios individualizados e baseados em evidências, especialmente no que se refere à avaliação contínua do cão, aos seus limites físicos e emocionais, à prevenção de estímulos capazes de provocar desconfortos de qualquer espécie, à retirada gradual das atividades quando necessário, bem como a prevenção de incidentes causados por animais não socializados adequadamente. Avaliações comportamentais periódicas reforçam o compromisso e respeito pelos co-terapeutas. (Winkle; Johnson; Mills, 2020; Glenk; Foltin, 2021; Romagnoli et al., 2024).
O item referente à concordância documentada para a participação em práticas que envolvem cães, bem como ao respeito aos direitos de imagem, obteve score 0,75, ligeiramente abaixo do ponto de corte estabelecido. Ainda assim, foi mantido na versão final do instrumento por tratar de uma exigência ética e legal importante, reforçando o compromisso do instrumento com a transparência, a segurança jurídica e o respeito à autonomia dos participantes.
Quanto à validação, o instrumento demonstrou validade de conteúdo (IVC = 0,82) forte, integrando indicadores quantitativos com conteúdos teórico-metodológicos (Lynn, 1986; Polit; Beck; Owen, 2007).
O instrumento alcançou validade de conteúdo forte que lhe atribui confiabilidade para orientar as práticas de SAA. Está alinhado com parâmetros internacionais, ao mesmo tempo que aborda especificidades nacionais, baseadas em evidências científicas.
Sendo assim, justificam-se futuras pesquisas que tematizem a sua efetividade em termos de validação externa.
O instrumento apresentou validade de conteúdo satisfatória, com IVC global de 0,82, indicando a pertinência e a representatividade dos conteúdos avaliados, os quais, além de alinhados a parâmetros internacionais, contemplam aspectos relevantes ao contexto nacional e fundamentam-se em evidências científicas. Recomenda-se a realização de estudos posteriores para avaliar sua aplicabilidade, sua validade externa e seu desempenho em diferentes contextos de uso.
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3. Família multiespécie refere-se ao núcleo familiar formado por humanos e animais de companhia, cujo reconhecimento se apoia nos vínculos afetivos, de cuidado e na compreensão dos animais como seres sencientes (Solhjoo; Krtalić; Goulding, 2022; Hansen; Ningeliski, 2024).
4. A versão inicial do instrumento foi elaborada com base na nomenclatura tradicionalmente adotada na literatura, utilizando o termo Intervenções Assistidas por Animais e suas modalidades: Terapia Assistida por Animais, Atividade Assistida por Animais e Educação Assistida por Animais. No decorrer do estudo, foram publicadas recomendações internacionais voltadas à uniformização terminológica (Binder et al., 2024), propondo o uso de Serviços Assistidos por Animais como termo guarda-chuva e a reorganização das modalidades em Tratamento, Programas de Suporte Assistidos por Animais e Educação. Por essa razão, foi realizada uma etapa adicional de validação, levando em conta apenas a questão terminológica, com o objetivo de gerar um instrumento à luz dessas recomendações recentes.
5. Instituição atualmente denominada Animal Assisted Services International (AASI), alteração que reflete a adoção contemporânea do termo mais abrangente animal-assisted services (Binder et al., 2024) para designar práticas profissionais assistidas por animais.
6. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — LGPD, Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive em meios digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade, privacidade e livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
7. O IVC-I refere-se à avaliação individual de cada item do instrumento, indicando o grau de concordância dos juízes quanto à sua relevância e adequação. Já o IVC-G representa a avaliação do instrumento como um todo, calculada a partir da média dos IVCs dos itens analisados. Neste estudo, adotou-se o ponto de corte mínimo de 0,78 para considerar os itens validados, conforme recomendações metodológicas para estudos de validação de conteúdo (Lynn, 1986; Polit; Beck; Owen, 2007).
Instrumento de Apoio à Prática de Serviços Assistidos por Animais (IAPSAA)
Este apêndice apresenta a versão operacional do Instrumento de Apoio à Prática de Serviços Assistidos por Animais (IAPSAA), elaborada a partir dos conteúdos fundamentados na literatura e submetidos ao processo de validação descrito neste estudo.
O instrumento está organizado em quatro blocos e tem como finalidade subsidiar o planejamento e a execução das práticas de Serviços Assistidos por Animais realizadas com cães.
Instruções para a utilização do Instrumento de Apoio à Prática de Serviços Assistidos Por Animais – IAPSAA
Este instrumento — denominado Instrumento de Apoio à Prática de Serviços Assistidos por Animais – IAPSAA —, destina-se a equipes multiprofissionais envolvidas no planejamento, execução e supervisão de SAA, incluindo profissionais da saúde, educação, assistência social, comportamento animal, medicina veterinária e demais áreas que atuem em práticas interdisciplinares com a participação de cães, em contextos terapêuticos, educacionais ou assistenciais, voltados à promoção da saúde e do bem-estar de animais humanos e não-humanos.
Seu uso deve favorecer a realização de SAA de forma segura, cientificamente fundamentada e sensível às responsabilidades e adequações dos participantes envolvidos, sejam eles profissionais, cães, beneficiários e/ou familiares; apoiando organizações e profissionais com parâmetros teórico-metodológicos para a caracterização e condução dessas práticas.
O conteúdo validado pelos juízes constitui a base a ser seguida para o preenchimento dos blocos do instrumento propriamente dito, que poderão ser apresentados e utilizados em formato físico ou digital.
A seguir, são apresentados os quatro blocos que compõem o instrumento, acompanhados de suas respectivas finalidades e questões orientadoras.
Quadro 1 — Caracterização da prática dos Serviços Assistidos por Animais
O Quadro 1 destina-se à caracterização geral da prática, permitindo identificar a modalidade de Serviço Assistido por Animais, os objetivos propostos, o perfil dos beneficiários, o contexto de realização e a forma de registro adotada.
Seu preenchimento auxilia na verificação da correspondência entre a modalidade escolhida, as necessidades do público atendido e a finalidade da prática.
Quadro 2 — Profissionais Envolvidos
O Quadro 2 apresenta informações referentes aos profissionais envolvidos na prática, incluindo formação, capacitação específica em Serviços Assistidos por Animais, definição de responsabilidades, presença de condutor responsável pelo cão e conhecimentos relacionados ao comportamento e ao bem-estar animal.
Seu preenchimento possibilita verificar a adequação da equipe e a clareza na definição das funções desempenhadas por cada profissional.
Quadro 3 — Bem-estar animal e biossegurança
O Quadro 3 contempla aspectos relacionados às condições físicas, comportamentais, emocionais e sanitárias do cão participante. Seu preenchimento contribui para a análise das condições de bem-estar e segurança necessárias à participação do cão.
Quadro 4 — Beneficiários, familiares e/ou representantes legais
O Quadro 4 reúne informações relativas aos beneficiários, familiares e/ou representantes legais, abrangendo indicação e aceitação da participação, possíveis contraindicações ou fatores de risco, autorização formal. Seu preenchimento auxilia na identificação de aspectos clínicos, éticos, legais e relacionais envolvidos na participação dos beneficiários.
[1] Doutora em Comunicação Humana e Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Mestra em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Especialista em Comportamento Animal — Pós-Graduação Lato Sensu pela Fundação Otavio Bastos (UNIFEOB); Graduada em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5986-9657. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8410878552668875.
[2] Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Mestra em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP; Graduada em Fonoaudiologia pela PUC-SP. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3198-6995. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2008340293162204.
Contribuição dos autores:
Mara Lucia Pallotta: Concepção e planejamento do estudo, revisão da literatura, elaboração do instrumento, coleta e análise dos dados, interpretação dos resultados, redação do manuscrito e aprovação da versão final.
Maria Claudia Cunha: Contribuição para a concepção e o planejamento do estudo, revisão crítica do conteúdo científico, participação na redação e aprovação da versão final do manuscrito.
Conflito de interesse:
N/A.
Agradecimentos:
N/A.
Financiamento:
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior — Brasil (CAPES) — Código de Financiamento – 001.
Nota de presença de IA:
N/A.
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Histórico da Publicação:
Material recebido: 23 de junho de 2026.
Material aprovado pelos pares: 24 de julho de 2026.
Material editado aprovado pelos autores: 09 de outubro de 2026.
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