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Da graduação para um curso de mestrado: por que poucas pessoas conhecem essa possibilidade? O que um graduado pode fazer para ingressar no mestrado?

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O ingresso em um curso de mestrado: por que poucas pessoas que estão na graduação sabem que podem realizar um curso de mestrado?

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre uma estratégia para aqueles que estão no último ano do seu curso de graduação ou que já se graduaram e ainda têm essa dúvida. Estamos nos referindo aos casos de alunos que pretendem ingressar em um programa de mestrado já nos últimos momentos deste curso de graduação. Essa prática é muito comum, porém, também é fato que diversos de nossos alunos não sabem que podem tentar ingressar em um programa desse tipo ainda estando na graduação, desde que respeitem alguns critérios mínimos. Assim, ao longo desse post, iremos apresentar algumas dicas para você que tem esse interesse e essa dúvida. O primeiro ponto que desejamos reiterar é que é em qualquer momento deste curso de graduação que podemos prestar esse processo. Na verdade, você até pode, mas, caso aprovado, precisará comprovar que tem um diploma de graduado.

Opções para quem desejar ingressar no mestrado após a graduaçãoOpções para quem desejar ingressar no mestrado após a graduação

Hoje iremos apresentar algumas dicas para você que pretende ingressar em um programa de mestrado assim que terminar o seu curso de graduação. O primeiro ponto fundamental que você deve levar em consideração é o que é um curso de mestrado e qual a sua função. Contudo, antes, é preciso que entendamos como funciona a graduação brasileira. No Brasil, temos três opções para que façamos um curso no nível da graduação. A primeira delas é a licenciatura, destinada, então, para aqueles que desejam lecionar. Temos, também, os bacharéis e os cursos técnicos/tecnólogos. O significado desses títulos muda como se dará essa atuação, porém, de forma geral, podemos destacar que a graduação irá lhe preparar para ser um profissional, para atuar no mercado. Sobre as grades curriculares, elas costumam ser bastante genéricas, sem muitos aprofundamos.

As grades genéricas da graduação brasileiraAs grades genéricas da graduação brasileira

Em virtude desse teor genérico, apenas os conteúdos básicos são apresentados aos alunos neste nível. Assim, quando fazemos um curso de graduação, não nos especializamos em uma área específica. Utilizemos a área da Engenharia como exemplo. Nesse curso, há os tópicos que perpassam pela engenharia de concreto, de pontes, de edifícios, de interiores, de produção, hidráulica, elétrica, dentre outros. Assim sendo, como são muitas as disciplinas que perpassam por essa área, você acabará tendo uma visão mais geral e básica, de certa forma, desses conteúdos. É assim que funciona a nossa graduação, independentemente da área na qual você se enquadra. Dessa forma, é comum que os alunos, agora graduados, saiam desses cursos despreparados, sem que saibam o que irão enfrentar no mundo real. Frases como “graduação não tem nada a ver com o dia a dia real” são muito recorrentes.

O “direcionamento” da graduaçãoO “direcionamento” da graduação

Em nossa graduação, em termos estruturais, há e não há um direcionamento para um certo campo de atuação, para uma certa profissão. Embora escolhamos um campo para que atuamos, ainda há dificuldades para delimitar o campo com o qual iremos trabalhar, pois essas possibilidades são muito amplas. Dessa forma, ao terminarmos esse curso, passamos a observar esse horizonte de possibilidades. Nós temos tanto o campo profissional, em que passamos a atuar no mercado, quanto o acadêmico, voltado à pesquisa e docência. Há dois tipos de pós-graduações, sendo que os seus objetivos são diferentes. A primeira delas é a lato sensu. Ela fornece uma série de especializações. Essas especializações permitem que você se aprofunde em um campo específico do seu interesse. Os conhecimentos a serem adquiridos serão muito mais profundos e detalhados. O objetivo, então, é fazer com que você foque em uma área.

Afunilando as suas escolhas
Afunilando as suas escolhas

Suponhamos que você pertença ao campo da pedagogia. Ele é muito amplo, e, assim, ao realizar uma especialização, você pode focar em um campo específico dessa grande área. Por exemplo, ao sair desse curso de graduação em pedagogia, você poderia ingressar no campo da psicopedagogia. É um campo que permite que você lide com essas crianças de uma forma muito melhor. O mesmo acontece com a Medicina, a diferença é que os alunos, após terminarem esse curso, procuram por uma residência na área com a qual mais se identificam. Ao longo de todos os anos nesse curso, esses alunos aprendem os conceitos básicos que perpassam pela área da saúde. Assim, com essa residência, pode especializar-se em uma área de seu interesse. No caso dessa área, temos aqueles que se interessam pela área da dermatologia, da cirurgia, da psiquiatria, dentre muitas outras.

Passos que podemos dar após a graduação

Seja a sua graduação de nível técnico, licenciatura ou bacharel, você irá sair com conhecimentos muito básicos sobre cada um desses eixos que integram o seu curso, sendo essa uma realidade que afeta todos os cursos. Por exemplo, uma pessoa que realiza um curso de graduação em Direito, até que tenha o título que lhe permite advogar, será um bacharel em Ciências Jurídicas. Após a obtenção da OAB, a sua formação pode ser ainda mais afunilada, de modo que pode se especializar em um campo específico a partir desse curso de pós-graduação lato sensu. Temos, no Direito, a área do direito civil, de família, empresarial, aposentadoria, penal, trabalhista etc. Enfim, você irá focar a sua carreira em um desses campos. Embora esse tipo de curso integre o eixo da pós-graduação, a sua proposta é muito diferente do stricto sensu. Esse tipo de pós-graduação possui características que a torna atrativa para um perfil de alunos.

As especificidades de um curso lato sensu

Em virtude da finalidade desse tipo de curso, o aluno não precisará passar, por exemplo, por um processo seletivo para ingressar nesse programa. Esses alunos ainda são vistos como sujeitos passivos, pois entende-se que ainda estão em um processo de absorção de conhecimentos, como acontece na graduação. Além disso, algumas dessas instituições pedem para que os alunos apresentem trabalhos de conclusão de curso, mas não é uma regra. Como esses cursos podem ser ofertados por empresas, a fim de que o aluno possa fazer uso desse título, o programa não precisa ser reconhecido pelo MEC para que possa existir e adquirir credibilidade. Contudo, ao chegar ao término dessa graduação, você pode ter o desejo de atuar como pesquisador.

Perfil dos alunos que se identificam com o stricto sensu

Pessoas que se veem dando aulas, buscando resolver problemas e almejando contribuir com a sociedade por meio de estudos são os alvos do stricto sensu. Dessa forma, ao final deste curso, você pode ter interesse em atuar nessa área, porém, como um pesquisador, como uma pessoa que pesquisa respostas e soluções para os problemas que atingem a sociedade, considerando as suas reais demandas e necessidades. Apresentado esse cenário, iremos responder a seguinte pergunta de pesquisa: estou no sétimo período do curso de farmácia e tenho interesse em fazer um curso de mestrado na área da saúde, contudo, a minha instituição fica devendo nesse ponto e pouco esclarece sobre essa possibilidade, sendo assim, por onde posso começar a me preparar a fim de que eu possa realizar esse curso de especialização? O primeiro ponto que devemos pensar é a qual “tipo de mestrado” você está se referindo.

Qual é a proposta de um curso de mestrado?

Quando procuramos por um curso de mestrado, é preciso que devemos ter muito claro em mente que ele é voltado para as pessoas que desejam se consolidar no universo acadêmico, de modo que toda a carreira é voltada para esse tipo de atividade. O mestrado é o primeiro degrau a ser conquistado por aquelas pessoas que desejam lecionar no ensino superior como professores universitários e cientistas (pesquisadores) ao mesmo tempo. A fim de que você possa atuar como um mestre ou doutor nesse cenário, recebendo o equivalente a essa titulação, o curso precisará ser reconhecido. Além disso, no Brasil, é impossível atuar apenas como pesquisadores, sobretudo quando já somos mestres e/ou doutores. Assim sendo, o mais comum, em nosso país, é que o pesquisador seja professor universitário. Eles costumam atuar na graduação e na pós-graduação, sobretudo neste segundo nível.

O alinhamento entre as atividades de pesquisa e docência

Dentre os maiores desafios que afligem o professor-pesquisador universitário é o alinhamento de sua carga horária de aulas com as demais atividades de pesquisa. O mais comum nessa interação é que esses professores acompanhem por um tempo um conjunto de alunos. Essa prática é conhecida como orientação, de modo que atuam como orientadores. Tanto alunos da graduação quanto da pós-graduação – mestrado e doutorado – podem ser orientados. Também é necessário que você mantenha em mente que, se você está procurando por um mestrado, o seu interesse, neste momento, não é a especialização para que atue em um dado eixo do mercado, como faz a pós-graduação lato sensu. O seu objetivo, aqui, é o de ser um acadêmico. É o stricto sensu que irá lhe permitir a atuação no campo da pesquisa científica. É fato que nem todas as nossas instituições investem no campo da pesquisa.

Por que nem todas as instituições brasileiras investem no campo da pesquisa?

Essa situação decorre do fato de que as instituições de ensino superior, sobretudo as privadas, têm, como tradição, um outro interesse, e, assim, seguem uma outra lógica, que é a de preparar esses alunos para que sejam mão de obra para o mercado. Contudo, no contexto privado, existem, sim, alguns núcleos que têm interesse nas atividades relacionadas à pesquisa, mas esse interesse não é geral, como ocorre no contexto das universidades públicas. Entretanto, você pode, estando nos momentos finais desse curso de graduação, conhecer como essas instituições se relacionam com as atividades que perpassam pela ciência. O mais indicado é que você entre em contato com os professores que chamaram a sua atenção, e, se possível, frequente grupos e núcleos de pesquisa dos quais esse professor faz parte. No site da CAPES é possível acessar os grupos de pesquisa relacionados às mais diversas instituições e áreas.

A importância de participar de um grupo de estudo

A fim de que você saiba se esse campo é realmente de seu interesse, participar de grupos de pesquisa pode ser algo bastante esclarecedor, pois você entenderá como a instituição, o grupo e até mesmo o orientador trabalham, bem como saberá que tipos de temas são ali debatidos e como são divulgados. Especialmente para aqueles alunos na graduação que não desenvolveram uma iniciação científica, traçar essas estratégias é uma forma eficiente para aumentar as suas chances de reter a atenção desse professor que ainda não o conhece e não sabe como você lida com a pesquisa. Frequentar os grupos de pesquisa de outras instituições é fundamental para que você demonstre o seu comprometimento com a pesquisa para esse orientador no qual está interessado. Após acessar o site da CAPES, mande um e-mail para o professor perguntando se você pode participar do grupo de pesquisa.

Primeiros caminhos para que nos tornemos mestresPrimeiros caminhos para que nos tornemos mestres

Um dos primeiros caminhos que podemos tomar rumo à obtenção do título de mestre é compreender como a instituição e o orientador que desejamos trabalham. Como temos destacado, os núcleos e grupos de pesquisa, mesmo que façam parte de uma mesma instituição, podem trabalhar de formas muito diferentes, visto que cada linha de pesquisa tem as suas próprias preferências e necessidades. Algo que você deve ter muito claro em mente, também, é que a vida de um pesquisador é marcada por atividades desse tipo, de modo que estão sempre produzindo e publicando novos textos, seja de forma individual ou coletiva, pela coautoria. Comece a exercer a sua capacidade de pesquisa investigando quais são esses grupos.

Não tenha preguiça, porque é um processo que pode ser, de certa forma, um tanto quanto demorado, porque, em primeiro lugar, você precisará conhecer esses grupos com os quais mais se identificou, e, depois, precisará enviar um e-mail para saber se pode ou não frequentar essas reuniões. Em certas áreas do conhecimento, sobretudo que desenvolvem pesquisas mais aplicadas, os grupos não costumam ser online, de modo que os pesquisadores atuam mais nos laboratórios, porém, se você integrar um campo mais teórico, as chances de conseguir frequentar grupos de forma online são maiores. Assim sendo, é preciso que você tenha muito claro em mente se a sua agenda e recursos permitem o seu deslocamento.

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