Acessibilidade à internet no brasil durante os anos de 2008 e 2016

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Acessibilidade à internet no brasil durante os anos de 2008 e 2016
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NUNES, Filipe Sales [1], FECURY, Amanda Alves [2], OLIVEIRA, Euzébio[3], DENDASCK, Carla Viana [4], DIAS, Claudio Alberto Gellis de Mattos [5]

NUNES, Filipe Sales. Et al. Acessibilidade à internet no brasil durante os anos de 2008 e 2016. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 08, pp. 47-54 Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A internet é a junção de várias redes de comunicação, em uma escala global interconectando redes dos lugares mais distintos do mundo. É mundialmente popular, sendo acessada por mais de 2 bilhões de usuários. O objetivo deste trabalho é demonstrar a mudança na acessibilidade à internet no Brasil durante os anos de 2008 e 2016. Para isso foi efetuada uma pesquisa no banco de dados do CETIC no site (http://cetic.br/). A porcentagem de indivíduos que acessaram à internet nos últimos 9 anos quase duplicou, chegando no ano de 2016 a 69%, um aumento de 30% em relação ao ano de 2008. No ano de 2014 o governo do Brasil junto as empresas de telecomunicação majoritárias no país acertaram um compromisso para aumentar a cobertura da banda larga fixa e internet móvel. As classes sociais mais baixas C e DE, durante os anos de 2008 e 2016, obtiveram um aumento de 30% na porcentagem de acessa à internet. O Sudeste é uma das regiões que mais contém acesso à internet no Brasil. O celular também é um dos meios considerados no acesso de casa, já que mais da metade da população brasileira usa deste dispositivo para o acesso à internet. É perceptível que mais brasileiros estão tendo a possibilidade de acesso à internet no Brasil. Devido vários fatores como os planos criados pelo governo para aumentar os acessos no país, tal iniciativa pode ser considerada de extrema importância no avanço de várias áreas no Brasil. O acesso à internet é capaz de melhorar a economia e a educação no país, além da vida da população que podem usufruir de novos meios de interação por plataformas virtuais mais facilmente. A acessibilidade ao acesso à internet no Brasil vem aumentando e gerando mudanças melhores para a vida de seus usuários.

Palavras-chave: Internet, acessibilidade, acesso, comunicação.

INTRODUÇÃO

A internet é a junção de várias redes de comunicação, em uma escala global interconectando redes dos lugares mais distintos do mundo. Sua capacidade de conectividade já agrega bilhões de usuários em todo o planeta, possibilitando o acesso de serviços como a comunicação e informação de maneira rápida (OLIVEIRA e PASQUALINI, 2014).

A internet foi originada na guerra fria, onde os Estados Unidos em seus laboratórios militares pesquisavam uma forma de melhorar a segurança de seus dados contra possíveis ataques da extinta União Soviética. Nessa busca o departamento de defesa daquele país, no ano de 1960, conseguiu desenvolver a primeira rede que atendesse a esses requisitos, batizada como ARPANet (Advanced Research Projects Agency Network). Ela continha um modelo de descentralização dos dados, que capacitava uma melhor segurança da rede (BEZERRA e WALTZ, 2014).

Décadas depois em 1989 o cientista Timothy John Berners-lee deu um grande avanço para formar a internet que conhecemos hoje, ele criou o protocolo World Wide Web, após se deparar com um problema de perda de informações em sua rede. O seu objetivo com a criação desse protocolo era facilitar o acesso dessas informações para outros cientistas. Para isso ele criou outro método de pesquisa, com uma nova linguagem que dispunha do padrão de hipertexto, que possibilitava a consultas das informações em formato digital como áudios, fotos e vídeos. Essa criação também solucionou outro problema, que era a incompatibilidade entre os sistemas operacionais da época, que não liam as informações que não estivessem em seu padrão de linguagem. Devido a nova linguagem criada pelo cientista essa interoperabilidade entre os sistemas passou a ser possível (OLIVEIRA e PASQUALINI, 2014).

Atualmente a internet já é mundialmente popular, sendo acessada por mais de 2 bilhões de usuários (Klinger, Silva, Marinho, Miranda, & Reis, 2017). Ela é a mais importante tecnologia da informação e comunicação (TIC), devido sua grande capacidade de implicação em campos como o político, econômico e o social, que está mudando a forma de interação das pessoas no mundo (BEZERRA e WALTZ, 2014).

A banda larga fixa permite o acesso à internet em grande escala. Aliás o termo “Banda Larga” significa internet em alta velocidade (FERREIRA e AMARAL, 2012).

A internet também pode ser acessada em deslocamento, através da internet móvel. De forma mais prática que a banda larga fixa, a internet móvel pode ser acessada de vários lugares com o uso de dispositivos portáteis como notebooks, smartphones e tablets. Esses dispositivos utilizam de uma tecnologia wireless, que permite a conexão de vários dispositivos sem precisar de fio, o que consequentemente causa uma facilidade considerável no acesso à internet (LUNARDI et al., 2013).

A internet móvel se tornou mais viável e popular no mundo depois do avanço da tecnologia 3G, que avançou rapidamente conseguindo em poucos anos atingir dezenas de milhões de celulares (SOUZA et al., 2015).

No Brasil a maioria dos acessos à internet são realizados pela internet móvel, o que gera a seus usuários vários benéficos como a fácil comunicação, informação, agilização para trabalhos e vários outros (KLINGER et al., 2017).

OBJETIVO

Demonstrar a mudança na acessibilidade à internet no Brasil durante os anos de 2008 e 2016.

MÉTODO

Foi efetuada uma pesquisa no banco de dados do CETIC no site (http://cetic.br/), e foram retirados os dados seguindo os seguintes passos: em “Pesquisas e Indicadores” selecionou-se a opção “TIC Domicílios”, em seguida escolheu-se a opção “Visualize os dados da pesquisa”. Após o carregamento da nova aba, em “Unidades de Análise” clicou-se em “Usuários” e, nas opções listadas abaixo, que são formas de visualização dos dados, usou-se a forma de “Tabela”. Em seguida em “Filtros”, “Ano” selecionou-se 2008 até 2016 para todos os indicadores, e em “Indicadores” foram usadas as opções “C1 – INDIVÍDUOS QUE JÁ ACESSARAM A INTERNET” e “C4 – USUÁRIOS DE INTERNET, POR LOCAL DE ACESSO INDIVIDUAL”. Para o primeiro indicador (C1) foi selecionado em Categorias “Sim” e “Não”, e para o segundo indicador (C4) usou-se “Em Casa”, “No trabalho”, “Na escola ou estabelecimento de ensino”, “Na casa de outra pessoa”, “Centro público de acesso gratuito”, “Centro público de acesso pago” e “Em deslocamento”. A compilação dos dados foi feita dentro do aplicativo Excel, componente do pacote Office da Microsoft Corporation. A pesquisa bibliográfica foi realizada em artigos científicos, utilizando-se para busca computadores do laboratório de informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá, Campus Macapá, situado na: Rodovia BR 210 KM 3, s/n – Bairro Brasil Novo. CEP: 68.909-398, Macapá, Amapá, Brasil.

RESULTADOS

A figura 1 apresenta a porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre os anos de 2008 e 2016. Os dados mostram que a porcentagem de pessoas que tiveram acesso à internet no Brasil aumentou durantes os anos citados.

Figura 1: Porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre 2008 e 2016.

A figura 2 apresenta a porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil por área. Os resultados demonstram que em ambas as áreas aconteceu um aumento da porcentagem de pessoas que tiveram acesso à internet.

Figura 2: Porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil por área.

A figura 3 apresenta a porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre os anos de 2008 e 2016 por classe social. Os dados apresentados demonstram que em todas as classes sociais houve um aumento da porcentagem, porém nas classes sociais mais baixas como a C e DE ocorreu um aumento maior que nas classes mais altas como A e B.

Figura 3: Porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil de 2008 a 2016 por classe social.

A figura 4 demonstra a média da porcentagem anual de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre 2008 e 2016 por região. Os dados do gráfico demonstram que as regiões sudeste e centro-oeste são as que tem a maior porcentagem de indivíduos que já acessara a internet no Brasil.

Figura 4:Média da porcentagem anual de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre 2008 e 2016 por região.

A figura 5 apresenta a porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil por local de acesso. Para os acessos da casa e em local de acesso pago os dados foram disponibilizados de 2008 a 2016, e para o acesso em deslocamento somente foram disponibilizados dados dos anos de 2009 a 2016. Os resultados demonstram que os acessos realizados da casa e em deslocamento aumentaram consideravelmente (gráfico A), enquanto o em locais de acesso pago diminuíram para menos da metade (gráfico B).

Figura 5: Porcentagem de indivíduos que já acessaram a internet no Brasil entre 2008 e 2016 por local de acesso individual, da casa e em deslocamento (A), Local de acesso pago (B).

DISCUSSÃO

A porcentagem de indivíduos que acessaram à internet nos últimos 9 anos quase duplicou, chegando no ano de 2016 a 69%, um aumento de 30% em relação ao ano de 2008. A diminuição dos preços das TICs (Tecnologias de informação e comunicação) como os celulares, computadores, banda larga fixa e internet móvel, provocaram um aumento acentuado nos usuários de internet (CGI.BR, 2015). Sendo esse um considerável motivo para o aumento da porcentagem de indivíduos que já acessara a internet no Brasil (BARBOSA, 2015).

No ano de 2014 o governo do Brasil junto as empresas de telecomunicação majoritárias no país acertaram um compromisso para aumentar a cobertura da banda larga fixa e internet móvel na zona rural, visando dobrar o número de acesso nessa área. Esse é um possível fator para o aumento acentuado da acessibilidade da internet na zona rural do Brasil (BRASIL, 2014).

As classes sociais mais baixas C e DE, durante os anos de 2008 e 2016, obtiveram um aumento de 30% na porcentagem de acessa à internet. O consumo de serviços e novas tecnologias inicialmente são melhores aproveitadas pelas classes sociais mais altas, porém com o passar do tempo vão sendo difundidas para as classes sociais mais baixas devido a diminuição de seus preços (EARP e PAULANI, 2014).

O Sudeste é uma das regiões que mais contém acesso à internet no Brasil. É a região que mais possui domicílios com acesso à internet no país (BRASIL, 2016).

O acesso da casa se demonstrou o mais predominante atualmente (figura 5). Estudos feitos pela União Internacional de telecomunicação (UIT) apontaram esse aumento de domicílios no Brasil com acesso à internet deve-se ao crescimento do Plano Nacional de Banda Larga criado pelo governo para melhorar o acesso à internet no país (BRASIL, 2013).

O celular também é um dos meios considerados no acesso de casa, já que mais da metade da população brasileira usa deste dispositivo para o acesso à internet, através de banda larga fixa, por tecnologias em fio, e internet móvel como 3G/4G. Os planos criados pelo governo, e o aumento do uso do celular, são possíveis motivos para o aumento da percentagem de acessos à internet da casa e em deslocamento (BRASIL, 2016).

CONCLUSÃO

Diante dos dados encontrados, é perceptível que mais brasileiros estão tendo a possibilidade de acesso à internet no Brasil. Devido vários fatores como os planos criados pelo governo para aumentar os acessos no país, tal iniciativa pode ser considerada de extrema importância no avanço de várias áreas no Brasil. O acesso à internet é capaz de melhorar a economia e a educação no país, além da vida da população que podem usufruir de novos meios de interação por plataformas virtuais mais facilmente. A acessibilidade ao acesso à internet no Brasil vem aumentando e gerando mudanças melhores para a vida de seus usuários.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, A. F. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação nos domicílios brasileiros: Tic domicílios 2014. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil 2015.

BEZERRA, A. C.; WALTZ, I. Privacidade, neutralidade e inimputabilidade da internet no Brasil: avanços e deficiências no projeto do marco civil. Revista Eptic Online, v. 16, n. 2, p. 161-175, 2014.

BRASIL. Domicílios com acesso à internet no Brasil crescem de 38% 2011 para 45% em 2012., 2013. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/governo/2013/10/domicilios-com-acesso-a-internet-no-brasil-crescem-de-38-2011-para-45-em-2012 >. Acesso em: 21 de novembro, 2017.

______. Internet e telefonia na zona rural terão expansão este ano. 2014. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2014/02/internet-e-telefonia-na-zona-rural-terao-expansao-este-ano >. Acesso em: 21 de novembro, 2017.

______. Pesquisa revela que mais de 100 milhões de brasileiros acessam a internet. 2016. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2016/09/pesquisa-revela-que-mais-de-100-milhoes-de-brasileiros-acessam-a-internet >. Acesso em: 21 de novembro, 2017.

EARP, F. D. S.; PAULANI, L. M. Mudanças no consumo de bens culturais no Brasil após a estabilização da moeda. Nova Economia, v. 24, n. 3, p. 469-490, 2014.

FERREIRA, L. M.; AMARAL, L. Taxa de Penetração da Banda Larga. CISTI, p. 679 – 684, 2012.

KLINGER, E. F. et al. Propensão à dependência da internet: um estudo com acadêmicos de um centro universitário. Rev. Cereus, v. 9, n. 2, p. 75-91, 2017.

LUNARDI, G. L.; DOLCI, D. B.; WENDLAND, J. Internet Móvel nas Organizações: Fatores de Adoção e Impactos sobre o Desempenho. RAC, v. 17, n. 6, p. 679-703, 2013.

OLIVEIRA, F.; PASQUALINI, K. C. Os dependentes de internet no Brasil: realidade ou mito entre os universitários. Mimesis, v. 35, n. 1, p. 95-140, 2014.

SOUZA, M. A.; ZAMBON, E. P.; PINHEIRO, G. E. N. 3G Technology as Cost Determinant: the case of a mobile phone operator. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 18, n. 2, p. 27-44, 2015.

[1] Estudante de Ensino Médio. Curso Técnico em Redes de Computadores. Universidade Federal do Pará (UFPA)

[2] Biomédica. Doutora em Doenças Tropicais. Professora Pesquisadora da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Biólogo. Doutor em Doenças Tropicais. Professor Pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA).

[3] Biólogo. Doutor em Doenças Tropicais. Professor Pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA).

[4] Teóloga. Doutora em Psicanálise Clinica. Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Estudos Avançados, São Paulo, SP.

[5] Biólogo. Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento. Professor Pesquisador do Instituto Federal de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Amapá (IFAP)

Como publicar Artigo Científico
Teóloga, Doutora em Psicanálise Clínica. Atua há 15 anos com Metodologia Científica ( Método de Pesquisa) na Orientação de Produção Científica de Mestrandos e Doutorandos. Especialista em Pesquisas de Mercado e Pesquisas voltadas a área da Saúde.

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