ARTIGO ORIGINAL
ENEIAS, Italo Soares [1], LEÃO, Pedro Henrique Maia Cavalcanti [2], GABRIEL, Ravi Cabral [3], DENDASCK, Carla Viana [4], DIAS, Claudio Alberto Gellis de Mattos [5], FECURY, Amanda Alves [6]
ENEIAS, Italo Soares et al. Epidemiologia da hanseníase em Estado da Amazônia Legal: Dados do Amapá de 2014 a 2024. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 06, Vol. 01, pp. 43-61. Junho de 2026. ISSN: 2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/medicina/epidemiologia-da-hanseniase, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/medicina/epidemiologia-da-hanseniase
RESUMO
O Amapá é um estado localizado no extremo norte do Brasil e constituinte do território da Amazônia Legal, sendo a terceira Unidade Federativa mais pobre e também a detentora do terceiro pior IDH do país. A Hanseníase por sua vez é uma doença altamente vinculada a condições precárias de vida, fortemente vinculada a indicadores econômicos, sociais e ambientais ruins e com maior incidência em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. A vista do exposto, o estado do Amapá se apresenta como uma região de risco para a doença, e o presente estudo tem por objetivo a caracterização epidemiológica da Hanseníase na região no período de 2014 até 2024, levando em conta dados secundários disponíveis na plataforma TABNET. Foram registrados 1.172 casos de hanseníase no período estudado, com predominância do sexo masculino (66,5%), da raça/cor parda (73,4%) e de formas multibacilares (69,3%). Os resultados evidenciaram diferenças na distribuição das notificações entre os municípios e demonstraram predominância de casos em homens, indivíduos pardos, adultos em idade economicamente ativa, com baixa escolaridade e elevada frequência de formas multibacilares da doença.
Palavras-chave: Hanseníase, Região Amazônica, Epidemiologia, Saúde Pública.
1. INTRODUÇÃO
A Hanseníase, outrora conhecida como Lepra, é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, o qual acomete primariamente a pele e os nervos periféricos (Brasil, 2022). Capaz de infligir severas sequelas, as manifestações clínicas mais comuns são o eritema, edema, ulcerações de pele, hiperestesia, neurite e paresia, muito embora o caráter cutâneo da doença costume ser o mais preponderante (Chen et al., 2022).
A apresentação é dependente da resposta imunológica do hospedeiro e da fase evolutiva da doença, podendo variar em um amplo espectro clínico. Múltiplas são as tentativas de dividir essas apresentações em grupos, sendo que suas principais formas são: Indeterminada, Tuberculóide, Virchowiana e Dimorfa (Brasil, 2017, 2022).
Tamanha variedade de apresentações impõe a necessidade de uma padronização capaz de guiar o diagnóstico e a conduta. Cumpre essa função a divisão por Classe Operacional, que estratifica os pacientes em 02 (dois) grupos: Paucibacilar e Multibacilar. Essa divisão leva em consideração fatores clínicos e laboratoriais, e é fundamental para escolha do tratamento e eventual cura dos pacientes. Nesse sentido, são considerados paucibacilares aqueles que apresentam até 05 lesões em pele, comprometimento de até 01 nervo periférico e baciloscopia negativa. Qualquer apresentação divergente dessa é classificada como multibacilar (Brasil, 2022).
Ademais, a Doença de Hansen está intrinsecamente relacionada a aspectos socioeconômicos, com maiores incidência e prevalência em países tropicais, subdesenvolvidos ou em desenvolvimento (Chen et al., 2022). Silva et al. (2023) destaca a correspondência entre a elevação do número de casos e os baixos índices de escolaridade e renda. Oliveira et al. (2023) acrescenta afirmando que os indicadores sociais podem servir de alerta para definir a situação dos municípios. No Brasil, a Doença de Hansen também apresenta forte correlação com vulnerabilidades socioeconômicas e ambientais, concentrando-se nas regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, especialmente em locais de moradias precárias e de intensa pobreza, sendo a porção da Amazônia Legal a mais acometida (Brasil, 2021).
Por sua vez, o Amapá não apenas integra a área da Amazônia, como possui indicadores socioeconômicos baixíssimos, apresentando: o terceiro pior IDH, o terceiro pior PIB (IBGE, 2025a) e a 12º menor renda Per Capita média do país (IBGE, 2025b) entre todas as Unidades Federativas do país (IBGE, 2022, 2025a, 2025b). Sob essa perspectiva, entende-se que o Amapá configura área de risco para a doença uma vez que soma todas essas condições, tornando evidente a necessidade de estudos sobre a Hanseníase no estado.
Por fim, apesar de o registro de novos casos estarem em queda no Brasil ao longo da última década, o controle da doença ainda é um desafio e segue sendo um importante problema para a saúde pública do país (Brasil, 2021). Desse modo, este estudo se apresenta como uma ferramenta adequada para entendimento da epidemiologia da hanseníase na região, permitindo medidas de intervenção apropriadas e colaborando para a manutenção dos índices de queda no país.
2. OBJETIVO
Traçar o perfil epidemiológico da Hanseníase no Amapá a partir do ano 2014 até 2024.
3. METODOLOGIA
Esse é um estudo descritivo, longitudinal, retrospectivo e de caráter quantitativo, baseado em dados secundários de domínio público, adquiridos de acordo com as normas éticas vigentes. As informações são referentes aos habitantes do Amapá no período de 2014 a 2024, sendo obtidas através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, utilizando a plataforma TABNET, com acesso público aos dados disponível on-line no domínio: https://datasus.saude.gov.br/acesso-a-informacao/casos-de-hanseniase-desde-2001-sinan/. As seguintes variáveis foram avaliadas: número de casos, ano, sexo, raça, faixa etária, escolaridade, lesões cutâneas, classe operacional, forma clínica, município de residência, município de notificação, modo de entrada e tipo de saída, todas referentes ao CID-10 A30. Os dados foram analisados por estatística descritiva, utilizando frequências absolutas e relativas.
4. RESULTADOS
Ao longo do período estudado houve tendência de queda no número de casos de hanseníase, contudo, é notória a redução abrupta de casos a partir de 2020, sendo possível dividir o cenário epidemiológico do Amapá em dois momentos muito distintos. Ainda, é importante citar que não houve retorno a valores próximos daquele de 2019 ou antes (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Distribuição de casos de hanseníase por ano (Amapá, 2014-2024)

No período avaliado foram registrados 1172 casos de hanseníase no Amapá, destes, 66,5% (779) correspondiam a pacientes do sexo masculino e 33,5% (393 casos) a pacientes do sexo feminino, sendo notório a superioridade numérica de casos entre homens ao longo de todos os anos (Tabela 1).
Tabela 1 – Distribuição de casos de hanseníase por sexo (Amapá, 2014-2024)

A maior parte dos indivíduos acometidos eram pardos (73,4%; 860), vindos em sequência o grupo de autodeclarados pretos (164; 14,0%) e após o de brancos (141; 12,0%). As categorias ignorado/branco e amarela totalizaram três casos cada (0,3% cada), enquanto houve um (0,1%.) único registro de paciente indígena em 2019 (Tabela 2).
Tabela 2 – Distribuição de casos de hanseníase por raça (Amapá, 2014-2024)

Acerca da idade, a maior concentração de casos manifestou-se em adultos de 30 a 49 anos, agrupando 446 pacientes e representando 38% do total. Por outro lado, há menor frequência de registros em crianças e em idosos acima dos 70 anos, com valores próximos em ambos (Tabela 3).
Tabela 3 – Distribuição de casos de hanseníase por idade (Amapá, 2014-2024)

No tocante ao grau de escolaridade dos pacientes, notou-se padrão de prevalência em estratos de menor acesso à educação, com quase metade das notificações estabelecidas no grupo ‘’Sem Ensino Fundamental Completo’’, 47%. De forma concomitante, indivíduos que concluíram o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio somam 35,4% do total. Importante destacar a parcela que completou o Ensino Superior, a qual representa uma evidente minoria, apenas 4% dos casos. Nota-se ainda que uma importante parcela dos pacientes tiveram essa informação suprimida (152; 13,0%), evidenciando importante incompletude dos dados e comprometendo o peso estatístico deles. (Tabela 4).
Tabela 4 – Distribuição de casos de hanseníase por escolaridade (Amapá, 2014-2024)

Notas: Ign (Ignorado); E.F. (Ensino Fundamental); E.M. (Ensino Médio); E.S (Ensino Superior).
Em se tratando do número de lesões, houve proximidade numérica dos dois maiores grupos, com 562 casos com “Até 5 lesões” e 561 com “Acima de 5 lesões”, ambos representando aproximadamente 47,9% do total (Tabela 5).
Tabela 5 – Distribuição de casos de hanseníase por número de lesões cutâneas (Amapá, 2014-2024)

De forma complementar, dentro da classificação clínica, houve predominância da forma Dimorfa (547 casos; 46,6%), seguida pela Tuberculóide (278 casos; 23,7%) e Virchowiana (243 casos; 20,7%). A Hanseníase Dimorfa foi mais prevalente no Amapá em todos os anos do período estudado (Tabela 6).
Tabela 6 – Distribuição de casos de hanseníase por classe operacional (Amapá, 2014-2024)

Em sentindo convergente, 69,3% das classificações foram multibacilares e 30,7% paucibacilares, e em todos os anos a forma multibacilar foi predominante (Tabela 7).
Tabela 7 – Distribuição de casos de hanseníase por forma clínica (Amapá, 2014-2024)

Notas: Ign (Ignorado);
Quanto à distribuição da doença no território amapaense, há expressiva concentração de casos na capital (Macapá), com 642 casos, 54,8% do total. Em seguida, destacam-se Santana (150; 12,8%) e Laranjal do Jari (94; 8,0%). Esses três municípios respondem pela procedência de 75,6% de todos os casos, enquanto os demais apresentam prevalências significativamente menores. Todavia, as notificações por município segam padrão próprio, com Macapá apresentando 950 registros (81,5%), Laranjal do Jari 77 (6,6%) e Oiapoque 46 (3,9%). Tais dados apontam para uma importante concentração diagnóstica na capital, sendo ainda importante ressaltar que o total de notificações no Amapá é a única variável que diverge das demais, com um valor de 1166 (Gráfico 2).
Gráfico 2 – Número de pacientes residentes e notificados por município (Amapá, 2014-2024)

Ao analisar o Modo de Entrada, visualiza-se 897 (76,5%) registros em “Casos Novos”, “Outros ingressos” correspondeu a 127 (10,8%) e recidivas a 44 (3,8%); A categoria com menor ocorrência (2; 0,2%) foi a de Transferidos de outro país (Tabela 08).
Tabela 8 – Distribuição absoluta de casos de hanseníase por modo de entrada (Amapá, 2014-2024)

Notas: Ign (Ignorado).
Por fim, quanto aos tipos de saída, há predominância do desfecho Cura (855; 72,9%). Notificações com campo “Não preenchido” somaram 108 casos (9,2%), seguidas pelos abandonos de tratamento (91 casos; 7,8%). Os óbitos corresponderam a menos de 2% do total (Tabela 9).
Tabela 9 – Distribuição de casos de hanseníase por tipos de saída (Amapá, 2014-2024)

5. DISCUSSÃO
O presente estudo mostrou que na última década houve padrão de queda na incidência da Hanseníase no Amapá, contudo, é notória a redução abrupta de casos a partir de 2020, ano que se iniciou os casos de COVID-19 no país e no estado. É provável que esse fenômeno, que ocorreu inclusive a nível nacional, seja reflexo da reorganização do sistema de saúde e do receio de buscar atendimento devido à pandemia, sugerindo fortemente um padrão de subnotificação artificial (Lima et al., 2022; Pernambuco et al. 2022).
Identificou-se também o sexo masculino como um importante fator de risco para a doença, com o quantitativo de homens totalizando quase o dobro do de mulheres. A literatura vigente corrobora com esse dado apontando como causa a maior exposição do sexo masculino nos seus ambientes laborais, bem como a uma menor busca aos serviços de saúde. Foi identificado também um padrão de acometimento maior em adultos, o que se dá principalmente pelo aspecto latente da doença, que torna infrequente a manifestação clínica em crianças e adolescentes, ainda que o contágio tenha ocorrido. Associa-se a isso ainda eventuais atrasos no diagnóstico, o que pode subestimar o quantitativo de doentes em grupos mais novos (Rollemberg et al, 2024).
Outros dois parâmetros de grande concordância com a literatura foram a maior incidência da doença nos estratos sociais com menor escolaridade e a predominância da população parda nos casos notificados. Para Castro e Silva (2023), a correlação entre a prevalência de casos de hanseníase e níveis educacionais mais baixos provém de uma interação complexa de fatores socioeconômicos, culturais e de limitações de acesso ao serviço de saúde, que vão desde a baixa instrução acerca da doença até dificuldades no atendimento médico inicial e continuado. De modo semelhante, Varão, Nunes e Demasceno (2025) afirmam que a maior prevalência na raça negra tem como causa o acesso desigual a serviços de saúde, moradia e condições de trabalho.
Ademais, é impreterível ressaltar a elevada proporção de dados ignorados/brancos (13,0%) na categoria “Escolaridade”, uma vez que tal incompletude compromete as análises estratificadas e pode introduzir viés nas estimativas de associação entre variável e desfecho clínico. Segundo Rollemberg et al. (2024), isso é um forte indicativo de falha no registro correto dos dados requeridos na ficha de notificação, sendo importante rever as medidas de capacitação profissional tomadas até o momento.
Em relação ao número de lesões por paciente, observou-se proximidade numérica importante entre os grupos, contudo, o predomínio da categoria multibacilar sugere a presença de outros critérios de classificação nesses pacientes, sejam eles a baciloscopia ou o acometimento nervoso periférico. Concomitante a isso, a alta prevalência das formas clínicas Dimorfa e Virchowiana evidenciam um cenário de elevada carga bacilar na população, apontando para um contexto de diagnóstico tardio e de contágio elevado (Hespanhol et al., 2021; Chen et al., 2022; Lima et al., 2022).
Além disso, conforme aponta Silva et al. (2023), a hanseníase possui um caráter predominantemente urbano. Tal afirmativa ratifica o padrão distributivo da doença no estado do Amapá, uma vez que a soma dos casos de residentes da zona metropolitana de Macapá representa 70,3% do estado. Importante mencionar que o mesmo comportamento epidemiológico é potencializado quando se avalia o local de notificação, visto que, sob esta óptica, a capital Macapá, isoladamente, agrupa quase 81,5% do total.
Por fim, cabe ressaltar que apesar do número de diagnósticos entre seus habitantes, a maioria dos municípios apresenta redução relevante quanto às notificações, sendo a capital a única exceção. Para Oliveira et al. (2021), esse comportamento pode ocultar falha de notificação por diversas causas, como incapacidade de diagnóstico, descuido quanto à vigilância ou inacessibilidade dos serviços de saúde.
6. CONCLUSÃO
O presente estudo expõe um cenário epidemiológico marcado por desigualdade social e financeira no Amapá. O perfil do paciente típico no estado foi o de um homem, pardo, em idade laboral, sem o ensino fundamental, em fase tardia da doença. A predominância de formas multibacilares e clínicas dimorfas sugere a possibilidade de diagnóstico tardio, hipótese que deve ser investigada em estudos futuros.
Concomitante a isso, evidenciou-se uma diferença na capacidade e participação diagnóstica entre os municípios, sugerindo concentração dos serviços na capital e falha de assistência em algumas regiões do interior. Nesse contexto, a oscilação das notificações no período de pandemia do COVID-19 indica influência das limitações da infraestrutura dos serviços de saúde no estado, não necessariamente refletindo conquistas reais na redução da incidência da doença. Em acréscimo, esse período abrangeu um cenário nacional atípico, o qual influenciou a identificação, notificação e tratamento da hanseníase no território brasileiro.
Por fim, nota-se a importância de estratégias públicas de enfrentamento da hanseníase, como o fortalecimento da detecção precoce e da vigilância ativa, associado à ampliação do acesso e à qualificação da atenção em saúde nos diferentes territórios. Ademais, é necessário mencionar que esses dados não são suficientes para determinar a existência de um fator de risco real, visto a necessidade de correlacionar com perfil populacional do Amapá. Por fim, reforça-se a necessidade de estudos futuros que ampliem o entendimento de variáveis e condições não abarcadas pelo presente artigo, a fim de subsidiar estratégias mais eficazes de enfrentamento à Doença de Hansen.
REFERÊNCIAS
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INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES
[1] Graduando em Medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4651-419X. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/7998674953419834.
[2] Graduando em Medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0009-0003-0747-556X. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/9773116003304617.
[3] Graduando em Medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0009-0000-0465-2936. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/5264285773799646.
[4] Doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Doutorado em Psicologia e Psicanálise Clínica. Mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestrado em Psicanálise Clínica. Graduação em Ciências Biológicas. Graduação em Teologia. Atua há mais de 15 anos com Metodologia Científica (Método de Pesquisa) na Orientação de Produção Científica de Mestrandos e Doutorandos. Especialista em Pesquisas de Mercado e Pesquisas voltadas a área da Saúde. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2952-4337. Lattes: https://lattes.cnpq.br/2008995647080248.
[5] Biólogo, Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Professor e pesquisador do do Instituto de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Amapá (IFAP), do Programa de Pós Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT IFAP) e do Programa de Pós Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede BIONORTE (PPG-BIONORTE), polo Amapá. ORCID: 0000-0003-0840-6307. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/8303202339219096.
[6] Orientadora, Biomédica, Doutora em Doenças Tropicais, Professora e pesquisadora do Curso de Medicina do Campus Macapá, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), e do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS UNIFAP), Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESPG) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0000-0001-5128-8903. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/9314252766209613.
Contribuição dos autores:
Italo Soares Eneias: Concepção, planejamento, análise, interpretação e redação do trabalho.
Pedro Henrique Maia Cavalcanti Leão: Concepção, planejamento, análise, interpretação e redação do trabalho.
Ravi Cabral Gabriel: Análise, interpretação e redação do trabalho.
Carla Viana Dendasck: Análise e interpretação de dados.
Claudio Alberto Gellis de Mattos Dias: Análise e interpretação de dados.
Amanda Alves Fecury: Análise e interpretação de dados.
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Conflito de interesse:
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- ISSN (versão eletrônica): 2448-0959
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Histórico da Publicação:
Material recebido: 26 de maio de 2026.
Material aprovado pelos pares: 05 de junho de 2026.
Material editado aprovado pelos autores: 15 de junho de 2026.
