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O ensino aprendizagem da matemática através das metodologias ativas

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CONTEÚDO

REVISÃO INTEGRATIVA

CURVO, Evaleis Fátima [1]

CURVO, Evaleis Fátima. O ensino aprendizagem da matemática através das metodologias ativas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 09, Vol. 08, pp. 227-240. Setembro de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/matematica/aprendizagem-da-matematica

RESUMO

As metodologias ativas transformam o discente em um ser investigador que busca transformações, tornando-o construtor de seu próprio conhecimento, restando, ao docente, o papel de mediador, ou seja, de guia. Nesse sentido, no intuito de compreender o uso de metodologias ativas no ensino e aprendizagem de matemática, a pergunta norteadora deste estudo é: como as metodologias ativas podem impactar positivamente o ensino-aprendizagem de matemática, tornando-a mais atraente e despertando o desejo de aprendizado dos alunos? Assim sendo, o objetivo do presente estudo é verificar a influência das metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem de matemática. Para tal, realizou-se uma pesquisa com uma abordagem qualitativa classificada como exploratória e utilizou o método de pesquisa bibliográfica denominado Revisão Sistemática de Literatura (RSL). A pesquisa ocorreu na Base de Dados do Portal Periódicos CAPES, onde, após a busca, seleção e análise dos artigos, foram selecionados nove estudos que possibilitaram a visualização da perspectiva dessa temática. Por fim, constatou-se que o uso das metodologias ativas como estratégia para o ensino aprendizagem da matemática, desafia os discentes a se tornarem autônomos e protagonistas nas atividades propostas e resolução de problemas matemáticos.

Palavras-chave: Matemática, Metodologia Ativas, Ensino Aprendizagem.

1. INTRODUÇÃO

Para instigar este entrosamento entre o indivíduo e propósito, as escolas têm aplicado em práticas pedagógicas ativas, isto é, colocado o discente como o autor principal no processo de ampliação do ensino aprendizagem. Dentre estas práticas, podemos citar: sala de aula invertida; uso de tecnologia para potencializar o aprendizado; resolução de problemas etc. Neste cenário, o discente é desafiado a buscar soluções, dentro das atividades propostas, com o auxílio das tecnologias ou outros. Esses desafios incentivam habilidades investigativas, reflexivas, criativas, colaborativas, entre outras.

Desta forma, entende-se que o uso das metodologias ativas no processo de ensino aprendizagem leva o discente a ser um construtor de conhecimento, bem como um investigador autônomo, tornando-se o autor principal dentro da sala de aula, desenvolvendo as atividades propostas com pensamento crítico, criativo, comunicativo e reflexivo. Dessa forma, o ensino deixa de ser engessado ou tradicional, para se tornar uma aprendizagem relevante, indo além de um estudo mecânico.  Andrade e Stach (2018), corroboram com essa ideia ao afirmarem que:

O ensino da Matemática deve então, prestar sua contribuição na medida em que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias, a comprovação, a justificativa, a argumentação, o trabalho coletivo, a criatividade, a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios (ANDRADE e STACH, 2018, p. 2).

Nesse contexto, infere-se que a adoção destas práticas influencia o processo de ensino aprendizagem na disciplina de matemática, visto que apresentam uma diversidade de estratégias a serem ofertadas para o discente na sala de aula, facilitando o ensino aprendizagem.

Em consonância, Souza e Fonseca (2017), afirma que as metodologias ativas podem influenciar positivamente o processo de ensino e aprendizagem de matemática, principalmente através de práticas educacionais que busquem conhecimentos de aprendizagem contextualizados, interdisciplinares e interessante, de forma a aguçar a vontade do querer aprender. Transformando, desta forma, o aluno em um protagonista que possui postura ativa na sua aprendizagem, e o professor, no mediador deste processo.

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular), um documento de caráter normativo e obrigatório para nortear a elaboração dos currículos nas redes públicas e privadas, nas modalidades de educação infantil, ensino fundamental e Médio. Neste documento, encontra-se, implicitamente citado, a importância de se trabalhar as metodologias ativas, levando o discente a ser um indivíduo crítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, produtivo, deixando de ser um acumulador de informação, tornando-se cada vez mais responsável e potente na sua própria aprendizagem (BRASIL, 2018).

No contexto em que as metodologias ativas são empregadas, o docente fica incumbido de aplicar recursos que conduzem a construção das habilidades dos educandos, tornando-os ágeis e pensantes, pois, como afirma Moran (2015, p. 17),

As metodologias precisam acompanhar os objetivos pretendidos. Se queremos que os alunos sejam proativos, precisamos adotar metodologias em que os alunos se envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham que tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes. Se queremos que sejam criativos, eles precisam experimentar inúmeras novas possibilidades de mostrar sua iniciativa.

Sendo assim, ao utilizar as metodologias ativas possibilita-se ao educando construir uma razão para realizar as ações educativas no ambiente escolar, no seu convívio pessoal e na     sociedade, uma vez que o ponto de partida seja de situações e problemas concretos, que farão sentido para os educandos, pois estes utilizarão o conhecimento construído e as habilidades desenvolvidas no presente e no futuro para resolução dos problemas (MORAN, 2015).

Portanto, no intuito de compreender o uso de metodologias ativas no ensino e aprendizagem de matemática, a pergunta norteadora deste estudo é: como as metodologias ativas podem impactar positivamente o ensino-aprendizagem de matemática, tornando-a mais atraente e despertando o desejo de aprendizado dos alunos?

Assim sendo, o objetivo do presente estudo é verificar a influência das metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem de matemática.

2. MATERIAIS E MÉTODOS           

Com relação aos caminhos metodológicos, trata-se de um estudo qualitativo, que recorreu à pesquisa bibliográfica, porque ela possibilita uma abrangência maior de conteúdo, incluindo documentos legais, como: artigos, livros, teses e dissertações, para o procedimento de coleta de material para o referencial teórico.

Para apuração do conhecimento teórico do tema pesquisado, favoreceu-se o uso de uma estratégia qualitativa, que se fundamenta em uma estratégia baseada em dados coletados em interações sociais ou interpessoais, analisadas a partir dos significados que sujeitos e/ou pesquisador atribuem ao fato (CHIZZOTTI, 2006).

Neste método de pesquisa, a proposta é que o pesquisador participe no sentido de compreender e poder interpretar o conhecimento coletado, visto que a forma de tratar o dado a distingue de outros métodos de pesquisa que se preocupam com a obtenção deste.

Sendo assim, foi realizado, a partir desse método, uma revisão bibliográfica de autores que propuseram discussões sobre a temática das metodologias ativas, efetuando paralelos acerca das proposições contidas nos textos que serviram de base para a formatação deste trabalho.

Constata-se a importância da obtenção das informações através da revisão bibliográfica, pois esta viabiliza, a partir da coleta, tratamento dos dados e interpretação destes, discussões do conhecimento adquirido, como também de novos recursos investigativos.

2.1 DEFINIÇÃO DA PERGUNTA NORTEADORA

Definiu-se como questão norteadora: como as metodologias ativas podem impactar positivamente o ensino-aprendizagem de matemática, tornando-a mais atraente e despertando o desejo de aprendizado dos alunos?

2.2 ESTRATÉGIA DE BUSCA NA LITERATURA

Para o levantamento dos artigos na literatura, realizou-se uma busca na base de dados: Portal de periódicos da Capes (CAPES). Foram utilizados, para busca dos artigos, os seguintes descritores e suas combinações na língua portuguesa: Matemática; Metodologias Ativas; Ensino – Aprendizagem.

2.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

2.3.1 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram: publicações disponibilizadas em português; periódicos revisados por pares; período de publicação entre 2017 e 2022; busca por artigos científicos, excluindo-se outros tipos de trabalhos (teses, dissertações, livros e resenhas).

2.3.2 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO

Os critérios de exclusão foram as publicações em duplicidade e aquelas em que o objeto de estudo não estabelecia relação com o tema abordado.

2.4 IDENTIFICAÇÃO DOS ESTUDOS E COLETA DE DADOS

Inicialmente, todos os estudos identificados na pesquisa foram avaliados a partir de seus títulos e/ou resumos. Posteriormente, as pesquisas que atenderam aos critérios de inclusão foram recuperadas para leitura do texto completo e nova avaliação quanto aos critérios de inclusão. Do total de estudos selecionados, foi realizada uma leitura prévia e identificados alguns eixos para análise. Após essa etapa, as informações extraídas dos estudos selecionados incluíram: título, autores, base de dados, ano de publicação, idioma, objetivo do estudo e conclusão. A Figura 1 apresenta o fluxograma desenvolvido para atender o objetivo do estudo.

Figura 1. Distribuição e seleção dos artigos segundos os critérios de elegibilidade estabelecidos na pesquisa (junho- julho, 2022)

 

Distribuição e seleção dos artigos segundos os critérios de elegibilidade estabelecidos na pesquisa (junho- julho, 2022).
Fonte: Dados da pesquisa (2022).

2.5 ANÁLISE DOS DADOS

A análise dos estudos selecionados, em relação ao delineamento de pesquisa, guiou-se pelos critérios acima estabelecidos, pela leitura crítica dos resumos de cada artigo e posterior leitura na íntegra, caso ele fosse coeso com a temática proposta. Tanto a análise, quanto a síntese dos dados extraídos dos artigos, foram realizadas de forma descritiva, possibilitando observar, contar, descrever e classificar os dados, com o intuito de reunir o conhecimento produzido sobre o tema explorado na revisão.

3. RESULTADOS

O presente trabalho buscou apresentar resultados de uma pesquisa relacionando o ensino e aprendizagem da matemática com a utilização das metodologias ativas. Para isso, foram contemplados e analisados nove artigos com essa temática, que corroboraram com algumas informações expressivas.

Em relação ao Quadro 1, apresenta-se uma sinopse que contém as principais características dos artigos selecionados neste trabalho, sendo retratado: título do estudo, autor, ano de publicação, objetivo e conclusão do estudo.

Quadro 1. Sinopse demonstrativa dos artigos incluídos no estudo

ARTIGO/TÍTULO AUTOR

 

ANO OBJETIVO CONCLUSÃO
Metodologias ativas de aprendizagem nas aulas de Matemática: equação da circunferência e construção criativa de pontes Greiton Toledo de Azevedo

 

Marcus Vinícius Maltempi

2019 Investigar e compreender o processo de aprendizagem do conteúdo equação da circunferência a partir da produção criativa de pontes de cobertura circular Os resultados dão indícios para compreender o processo de aprendizagem da equação da circunferência a partir da produção de pontes criativas em um movimento dinâmico, coletivo e não linear, privilegiando aspectos da construção de ideias/significados da Geometria Analítica e corroborando a importância da aprendizagem ativa contextual-criativa e argumentativo-reflexiva em sala de aula.
Apropriação do Conceito de Divisão por meio de Intervenção Pedagógica com Metodologias Ativas Sônia Bessa

 

Váldina Gonçalves da Costa

2019

 

 

 

 

 

 

 

Verificar avanços de estudantes na compreensão da divisão após passarem por intervenção, quando comparados a estudantes que não passaram por tal intervenção. Após a intervenção, os participantes do grupo experimental apresentaram expressivos progressos, nas condutas da divisão. Os participantes do grupo experimental superaram as dificuldades iniciais, o mesmo não sendo observado em relação aos participantes do grupo controle (GC).
Metodologias ativas de aprendizagem: Relato de experiência em uma oficina de formação continuada de professores de ciências. Diego de Oliveira Silva

 

Matheus Fernandes Mourão

 

Gilvan Denys Leite Sales

 

Bento Duarte Silva

2019 O presente artigo se propõe a documentar a realização de uma oficina sobre metodologias ativas de aprendizagem, ministrada a professores de Ciências em exercício na rede municipal de Fortaleza, bem como a analisar a opinião e os discursos dos mesmos acerca do tema abordado. OBJETIVO Concluiu-se que as técnicas apresentadas durante a oficina foram vistas com bons olhos pelos profissionais da educação e que os mesmos estão inclinados a adotá-las em suas salas de aula.
A utilização de metodologias ativas no processo de ensino/aprendizagem de matemática alinhadas a Base Nacional Comum Curricular. Márcio Eugen Klingenschmid Lopes dos Santos

 

Jefferson Oliveira Cristóvão

 

Priscila Bernardo Martins

2020 Criar roteiros de atividades para inserir as metodologias ativas no dia a dia da sala de aula e, auxiliar na assimilação, por parte dos alunos, dos conteúdos propostos Conclui-se que essas metodologias só são possíveis e alcançam o sucesso quando os alunos se transformam em pessoas atuantes no processo de ensino/aprendizagem, deixando a condição de receptores da informação para tornarem-se construtores do conhecimento.
Metodologias ativas no ensino de Matemática: estado da arte. Katia Milani Lara Bossi

 

Juliano Schimiguel

2020

 

 

 

 

 

Apresentar os resultados de uma pesquisa, do tipo estado da arte, sobre a metodologia ativa no ensino de matemática A análise empreendida apontou que o uso das Metodologias Ativas como estratégia para o ensino da Matemática estimula conhecimentos, incentiva reflexões e desafia os alunos para resolução de problemas.
Atividades de metodologias ativas para matemática com elementos didáticos da BNCC João Socorro Pinheiro Ferreira. 2020 Apresentar atividades pedagógicas para o ensino de matemática focadas nas habilidades correlacionadas com o uso de TDIC no currículo de Matemática para os Anos Finais do Ensino Fundamental (AFEF) e Ensino Médio (EM) previstas na BNCC.  Os resultados da pesquisa permitem inferir que os professores de matemática, na sua maioria, não utilizam softwares educacionais como facilitador da aprendizagem de conteúdos matemáticos, fato que poderia ser repensado uma vez que foi constatado que os alunos apresentam dificuldades de aprendizado nesta disciplina.
Peer Instruction: uma experiência no ensino de cálculo com base em metodologias ativas de aprendizagem. Janice RACHELLI

 

Vanilde BISOGNIN

2020 Analisar as contribuições da utilização da metodologia ativa Peer Instruction no ensino e na aprendizagem de tópicos trabalhados na disciplina de Cálculo A, na qual se aborda, especificamente, o conteúdo de integração de taxas de variação e integrais definidas. Constatou-se o envolvimento e a satisfação dos alunos na realização das atividades e a eficiência do uso da metodologia na aprendizagem dos conceitos tratados.
Ensinando potenciação e radiciação através da resolução de problemas: uma metodologia ativa na sala de aula. Marcela Camila Picin de Melo

 

Andresa Maria Justulin

2021 Evidenciar contribuições da Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática através da Resolução de Problemas, uma metodologia ativa, reveladas na resolução de problemas de potenciação e radiciação cúbicas por alunos do 7º ano do Ensino Fundamental Analisou-se dois problemas resolvidos por uma turma de 7° ano do Ensino Fundamental, de um colégio particular do norte do Paraná. Por meio de uma análise qualitativa, inspirada na Análise de Conteúdo evidenciou-se que ao resolverem os problemas verificou-se a utilização de diferentes estratégias; os conhecimentos prévios dos alunos foram resgatados; os alunos e o professor assumiram novos papéis e, consequentemente, a aula de Matemática se tornou nova.
Metodologias ativas e tecnologias digitais: propostas pedagógicas para o ensino da matemática. João Batista Bottentuit Junior 2022 Discutir sobre as metodologias ativas, apresentando modelos capazes de incentivar o protagonismo nos alunos durante a realização de atividades didáticas em sala de aula na disciplina de matemática Os resultados servirão de exemplos para os estudantes e professores que desejarem adotar estratégias mais alinhadas com os objetivos educacionais atuais na área da matemática

Fonte: Dados da pesquisa (2022).

4. DISCUSSÃO

O artigo de Azevedo e Maltempi (2019), tratou de uma pesquisa realizada em classe de aula ao longo de cinco encontros presenciais de 140 minutos cada, com a participação de 25 alunos do Ensino Médio do IF-Goiano, em Ipameri (GO). Os autores trouxeram para a discussão-análise, três etapas realizadas em sala de aula quanto à produção de pontes criativas a partir de conhecimentos específicos e gerais da equação das circunferências. Foi evidenciado o processo de aprendizagem dos alunos a partir de três seções: (i) Projetando e arquitetando nas aulas de matemática; (ii) Tirando as ideias do papel e inserindo em prática; e (iii) Uma feira de pontes criativas: por que não? Os cenários foram sequenciais e dialógicos. Foram, também, analisados, à luz do construcionismo e das metodologias ativas de aprendizagem, com o intuito de investigar e abarcar o desenvolvimento de ensino aprendizagem do conteúdo equação da circunferência, a elaboração inovadora de pontes de cobertura circular.

Os resultados obtidos indicaram que, para alcançar o desempenho de aprendizagem da equação da circunferência de acordo com a produção de pontes, a utilização de inventivos em um movimento atento, global e que seja compreendido em qualquer momento, colocando os aspectos da construção de ideias/significados da Geometria Analítica, atestam a aquisição do aprender em um contexto de autonomia argumentativo-reflexiva dentro da escola (AZEVEDO e MALTEMPI, 2019).

Bessa e Costa (2019), desenvolveram uma pesquisa sobre a apropriação do conceito de divisão por meio de intervenção pedagógica com metodologias ativas. Essa pesquisa foi resultado de um trabalho realizado com um grupo de discentes dos 4º anos do Ensino Fundamental na resolução de situação problema, voltado para a operação da divisão matemática, onde, doze estudantes realizaram testes exclusivos em dois grupos (GE e GC) do Ensino Fundamental de uma escola municipal localizada na região sul de São Paulo.

Foram direcionados pelos docentes, os discentes que são observados com impasses de aprendizagem do ensino de matemática, sendo realizada uma avaliação sobre as operações matemáticas de multiplicação e divisão, para ajustar os dois grupos, juntamente com um sorteio para definir quem ficaria no (GE) grupo experimental e (GC) grupo controle. O grupo experimental foi inspirado a trabalhar as metodologias ativas: jogos, desafios e situações problema durante 13 encontros semanais de 2 horas de duração cada.

Através da avaliação realizada, constatou-se que os grupos, aparentemente, estavam no mesmo nível, não apresentando diferentes entendimentos sobre operações de divisão matemática. Entretanto, ao final, os autores averiguar, após a aplicação das intervenções com as metodologias ativas, que os alunos que participaram da intervenção pedagógicas, através das metodologias ativas, obtiveram relevantes avanços no conceito de divisão matemática em relação ao grupo controle (BESSA e COSTA, 2019).

Vista que esta pesquisa aborda a influência das metodologias ativas que vem alavancando os meios educacionais, nota-se que deve ser repensada as maneiras que desafiam os discentes a superar o que vem sendo ofertado diante das tecnologias, apresentando novas atribuições, competências e metodologias de ensino, fazendo com que todo esse avanço e transformação do processo de ensino/aprendizagem de matemática esteja alinhada a Base Nacional Comum Curricular. Nesse contexto, um dos fatores mencionados por Santos; Luz e Martins (2020), foi a cultura maker, que promove a troca de saberes, criatividade, autonomia, espírito colaborativo e a sustentabilidade. Trazendo a visão de que o ser humano pode criar, transformar um ambiente, reaproveitando o que já se tem, tornando mais atrativos  com suas  inventividades e  autodeterminação, sendo incluídas, no decorrer do planejamento, estratégias através das  metodologias ativas,  para que os discentes possam assimilar as atividades propostas pelo o docente, fazendo com que este seja o protagonista e tenha essa autonomia para buscar o ensino aprendizagem, não sendo um mero receptor, mas sim um construtor de conhecimento, dentro de um ambiente sustentável, onde o docente seja um mediador no desenvolvimento do recurso da percepção.

O artigo dos autores Bossi e Schimiguel (2020), consistiu-se em uma pesquisa sobre metodologias ativas no ensino de matemática: estado da arte. Nela aborda-se que o docente deve levar para a sala de aula, meios de produzir um processo de ensino aprendizagem dinâmico, onde os discentes participam, envolvendo-se na construção de saberes, deixando de ser aquela aprendizagem engessada e robótica.

Os autores relatam, também, que a metodologia ativa vem superando cada vez mais os métodos tradicionais no desempenho de ensino aprendizagem. Por fim, cumpre destacar que a finalidade deste trabalho foi mostrar os frutos da pesquisa sobre as metodologias ativas, no ensino aprendizagem de matemática através de um estado da arte. Dentro das expectativas dos autores mencionados, concluiu-se que as metodologias ativas no ensino da matemática, aguçam o desejo prazeroso em buscar conhecimentos, bem como instigam o pensamento e estímulo para os discentes nas atividades propostas do ensino matemática (BOSSI e SCHIMIGUEL, 2020).

Melo e Justulin (2021), trouxeram, através de seu artigo, as maneiras pelas quais a metodologia ativa pode assistir os conteúdos de radiciação e potenciação, através da resolução de problemas. Assim, procurou-se, inicialmente, distinguir estratégias através de metodologia de ensino-aprendizagem de matemática através do conhecimento prévio do público, que foi compreendido por uma turma do 7° ano do Ensino Fundamental, de um colégio particular do norte do Paraná.

Para a realização deste, foram criados/adaptados seis problemas para a construção dos conteúdos de potenciação e radiciação, o que estava em consonância com o currículo pré-definido pelo sistema de ensino. Estes foram pensados com a utilização de materiais manipuláveis, a fim de atribuir mais significado e proporcionar uma aprendizagem ativa que auxiliaria os alunos.

O trabalho foi realizado com utilização de metodologias diferentes, sendo o aluno o construtor/ protagonista, e o docente, observador e mediador de todo processo de ensino– aprendizagem–avaliação. Ao final, os autores citam que ganharam um novo cenário com a reversão de papéis entre docente e discente, tornando satisfatório a progressão de ensino aprendizagem de matemática através do uso de metodologias ativas em sala de aula (MELO e JUSTULIN, 2021).

O estudo de Bottentuit Junior (2022), trata-se de uma pesquisa relacionada às metodologias ativas e tecnologias digitais, trazendo propostas pedagógicas a serem inseridas em sala de aula para o ensino aprendizagem da matemática.

Dessa forma, os autores buscam apresentar estratégicas para assistir a aprendizagem e deslumbrar a atenção dos alunos, empregando materiais diversificados em sala de aula. Incentivando-o a ser o protagonista dentro do processo ensino aprendizagem da disciplina de matemática, através do uso da tecnologia digital em sala de aula (BOTTENTUIT JUNIOR, 2022).

Já o estudo de Silva et al. (2019), relata a importância da formação continuada sobre técnicas que contempla todos os alunos dentro da sala, visto que, dentro da academia, não há essa preparação do acadêmico para receber os discentes e desenvolver um trabalho sobre o processo de ensino aprendizagem através das metodologias ativas. Havendo, portanto, a necessidade dessa formação continuada para enriquecer as didáticas dos docentes para atender todo o público-alvo pertencente no ambiente escolar.

Os autores trouxeram, também, nesse documento, as metodologias ativas de ensino aprendizagem, através de oficinas aplicadas aos docentes de ciências da rede municipal de Fortaleza, para discutir e avaliar o processo de aprendizagem que foi sugerido. Ao longo do trabalho realizado, o foco principal era a Aprendizagem Baseada em Investigação (ABI), ao uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e a gamificação. Assim, notou-se pelos docentes, excelentes resultados através dessas metodologias, fazendo-os se sentirem confiantes e motivados para levar essas técnicas para sala de aula (SILVA et al., 2019).

O artigo de Ferreira (2020), demonstra as repercussões da observação sobre a elaboração de atividade da práticas pedagógicas voltadas para as tecnologias computacionais na disciplina de matemática, nos cursos de Licenciaturas de matemática, que buscam as compacidades correlacionadas as  Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), exaltando técnica e influência da  Base Nacional Comum Curricular (BNCC), através de softwares educacionais, como: o winplot e o Geogebra, além de planilhas eletrônicas, como o Excel.

O intuito deste artigo científico é expor sugestões de operações pedagógicas para o ensino de matemática através do uso de TDIC no currículo de Matemática para os Anos Finais do Ensino Fundamental (AFEF) e Ensino Médio (EM), conjecturado na BNCC. Foi realizado, portanto, um trabalho em vinte sete escolas da cidade de Macapá, organizado das seguintes maneiras: foram elaborados questionários semiestruturados, um para os docentes e outro para os discentes. Sendo assim, foi observado, no decorrer das análises da pesquisa, que a maioria dos docentes da disciplina de matemática não utilizam softwares educacionais como mediador do ensino aprendizagem das operações matemáticas. Propondo-se, ao final, que o emprego dessas técnicas seja analisado, visto que foi comprovado que os discentes apresentam barreiras no processo de aprendizagem em matemática.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo teve como objetivo verificar a influência das metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem de matemática, sendo norteado pela questão: como as metodologias ativas podem impactar positivamente o ensino-aprendizagem de matemática, tornando-a mais atraente e despertando o desejo de aprendizado dos alunos?

O resultado desse trabalho acadêmico se deu através da análise de nove artigos encontrados na base de periódicos da Capes, que demonstraram que a temática ainda é recente e demanda mais estudos, bem como trouxeram aplicações das metodologias ativas em sala de aula para o ensino de matemática, relatando impressões dos alunos e citando contribuições de aprendizagem.

Sendo assim, respondendo à questão norteadora, constata-se que as metodologias ativas podem impactar positivamente o ensino-aprendizagem de matemática, pois tornam o aluno protagonista deste processo, incentivando a autonomia, promovendo o desejo prazeroso em buscar conhecimentos, instigando o pensamento e a criatividade para a resolução das atividades propostas do ensino matemática

Por fim, sugere-se a realização de mais pesquisas, para que se extraiam evidências sobre o uso das metodologias ativas no ensino de matemática, tendo em vista que estas estão contempladas na Base Nacional Comum Curricular e fazem parte das novas demandas de ensino atuais.

REFERÊNCIAS

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AZEVEDO, Greiton Toledo de; MALTEMPI, Marcus Vinícius. Metodologias ativas de aprendizagem nas aulas de Matemática: equação da circunferência e construção criativa de pontes. Educação Matemática Debate, v. 3, n. 9, p. 236-254, 2019. Disponível em: DOI: https://doi.org/10.24116/emd.v3n9a02. Acesso em: 29 set. 2022.

BESSA, Sonia; COSTA, Váldina Gonçalves da. Apropriação do conceito de divisão por meio de intervenção pedagógica com metodologias ativas. Bolema: Boletim de Educação Matemática, v. 33, p. 155-176, 2019. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1980-4415v33n63a08. Acesso em: 29 set. 2022.

BOSSI, Katia Milani Lara; SCHIMIGUEL, Juliano. Metodologias ativas no ensino de Matemática: estado da arte. Research, Society and Development, v. 9, n. 4, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/2819/2201. Acesso em: 29 set. 2022.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Educação é a Base. Brasília: MEC, 2018.

BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista. Metodologias ativas e tecnologias digitais: propostas pedagógicas para o ensino da matemática. Revista BOEM, Florianópolis, v. 10, n. 19, p. 144-160, 2022. Disponível em: DOI: https://doi.org/10.5965/2357724X10192022144. Acesso em: 29 set. 2022.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Rio de Janeiro: Vozes, 2006.

FERREIRA, João Socorro Pinheiro. Atividades de metodologias ativas para matemática com elementos didáticos da BNCC. Revista Brasileira de Pós-Graduação, v. 16, n. 35, p. 1-22, 24 jun. 2020. Disponível em: https://rbpg.capes.gov.br/index.php/rbpg/article/view/1706/905. Acesso em: 29 set. 2022.

MELO, Marcela Camila Picin de; JUSTULIN, Andresa Maria. Ensinando potenciação e radiciação através da resolução de problemas: uma metodologia ativa na sala de aula. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 12, n. 1, p. 1-25, 2021. Disponível em: DOI: https://doi.org/10.26843/rencima.v12n1a20. Acesso em: 29 set. 2022.

MORAN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: SOUZA, Carlos Alberto de; MORALES, Ofelia Elisa Torres (Orgs.). Convergências midiáticas, educação e cidadania: aproximações jovens. Ponta Grossa, PR: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015.

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[1] Pós-graduação, graduação. ORCID: 0000-0002-6922-127X.

Enviado: Agosto, 2022.

Aprovado: Setembro, 2022.

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Evaleis Fátima Curvo

Uma resposta

  1. Excelente artigo expondo-se as metodologias através de software da computação para o ensino da matemática e outras disciplinas e despertar o interesse dos alunos em problemas complexos de matemática e física.

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