O impacto da influência do meio na disposição empreendedora do egresso

0
1
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
PDF

ARTIGO ORIGINAL

ARAKAKI, Arthur Teruo [1]

ARAKAKI, Arthur Teruo. O impacto da influência do meio na disposição empreendedora do egresso. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 12, pp. 82-92. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/lei/disposicao-empreendedora

RESUMO

A cada dia mais, o empreendedorismo vem se tornando foco de estudos de centros de pesquisas e universidades junto à sociedade. Nesse cenário, a família é apresentada como fator elementar para o desenvolvimento do empreendedorismo, além disso, inegavelmente a influência de outras pessoas também pode interferir na decisão de um indivíduo em empreender. Nesse estudo, objetivou-se, através de uma pesquisa descritiva com enfoque quantitativo, avaliar o quanto o contexto familiar influenciou para o desenvolvimento do comportamento empreendedor dos alunos do 10º período do curso de Direito de uma universidade pública, e se empreender é visto como algo positivo ou negativo pelos demais acadêmicos, além da abordagem bibliográfica sobre assuntos relacionados ao tema.

Palavras-chave: Ensino Superior, empreendedorismo, formação empreendedora, influência familiar, influência social.

1. INTRODUÇÃO

O estudo do empreendedorismo tem atraído maior interesse nas últimas décadas, especialmente em razão de sua intensa relação com o desenvolvimento regional. Com o propósito de fomentar o comportamento empreendedor, unem-se instituições de ensino, governos e afins; concentrando esforços e alta quantidade de recursos financeiros.

Preparar indivíduos proativos que aprendam a pensar e agir por conta própria, com liderança, criatividade, visão de futuro e espírito inovador, parece ter sido papel deixado especialmente para as universidades. Algumas pesquisas que evidenciam esta preocupação apontam que na América do Norte grande parcela das instituições de ensino superior apresenta disciplinas voltadas ao ensino do empreendedorismo em seus currículos.

Talvez tal ação possa ser explicada pela necessidade de se trabalhar a inovação, temática central do desenvolvimento da grande parte das organizações locais.

Embora o ensino tenha apresentado uma significativa melhora nas últimas décadas, introduzindo conteúdos e disciplinas específicas a respeito do empreendedorismo, ainda é deficitário na preparação dos estudantes e na formação de profissionais (SEBRAE, 2004).

Talvez, pela latente ausência de clareza na efetividade das iniciativas para o desenvolvimento do perfil empreendedor, não são vislumbrados significativos avanços no sentido de incentivá-las, sobretudo, no Brasil. Nesse sentido, a influência da família e até mesmo do meio social deve ser considerada para avaliação da disposição do acadêmico em empreender.

Nesse ínterim, sendo o empreendedorismo um dos elementos que contribuem para o desenvolvimento econômico do país, torna-se importante identificar possíveis fatores que interferem na formação empreendedora dos acadêmicos de ensino superior. Assim, o objetivo central desta pesquisa é avaliar a influência familiar e social na formação empreendedora, e verificar se os acadêmicos possuem uma visão positiva ou negativa sobre empreender, tomando por base a pesquisa realizada com alunos do 10º período do curso de Direito de uma universidade pública.

2. EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA E VISÃO DOS ACADÊMICOS DE DIREITO SOBRE O EMPREENDEDORISMO

Ao longo da história, os sistemas educacionais foram estruturados e modelados para formarem indivíduos que venham a exercer cargos em organizações ou postos de trabalho em profissões técnicas específicas ou atuar como profissionais liberais.

No sentir de Malacarne; Brustein e Brito (2014), o resultado é que o atual sistema educacional, ao invés de instigar o lado empreendedor de seus acadêmicos, acaba investindo na formação de profissionais que visem buscar uma profissão como técnico em algum ente público ou em uma empresa.

É notório que os cidadãos costumam ser educados para serem empregados, e fomentar o empreendedorismo nesse cenário é enfrentar conflitos e resistências nesse processo de mudanças, o que acarreta impactos para as instituições, para os discentes e docentes (MALACARNE; BRUSTEIN; BRITO, 2014).

Ademais, o que se observa é que as universidades que buscam incentivar o perfil empreendedor, ainda o fazem unicamente focado na administração de negócios e tecnologia, isolando-o das demais disciplinas, como o Direito, a Sociologia, a Educação, a Psicologia e demais ramos que se preocupam com o entendimento do comportamento humano (LORENTZ, 2015).

Apesar do fenômeno do empreendedorismo ser antigo, a discussão em torno da questão conquistou relevância, tanto no debate acadêmico quanto na esfera de políticas públicas somente nas últimas duas décadas. A título de exemplo, no Brasil, de acordo com Dolabela (1999), a primeira disciplina sobre empreendedorismo que se teve notícia se deu em 1981, em São Paulo, na Escola Superior de Administração de Empresa da Fundação Getúlio Vargas, por iniciativa do professor Ronald Degen. A disciplina denominada “Novos Negócios” foi criada com respaldo em pesquisas com empreendedores e ministrada de 1981 a 1987.

Segundo levantamentos estatísticos realizados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil figura na posição 56ª em uma lista de 65 países quando se trata de educação empreendedora. Em termos práticos, isso é o reflexo da ausência de educação sobre empreendedorismo entre os jovens – incluindo habilidades de negócio e as oportunidades profissionais que ele pode trazer – na época escolar. O cenário se mantém após a escola, pois as pessoas não têm acesso fácil às informações ligadas a esse tema. De acordo com o GEM, o Brasil está em 52º lugar em educação empreendedora após a escola. Em ambos os rankings, os Países Baixos ocupam a primeira posição (FUNDAÇÃO ESTUDAR, 2018).

Sobejamente demonstrada a relevância da pesquisa, passa-se agora ao estudo bibliográfico da influência da família e do meio social na decisão de empreender.

3. FATORES CULTURAIS INFLUENCIANDO O EMPREENDEDORISMO

É importante diferenciar o empreendedorismo por necessidade, no qual a pessoa empreende por não enxergar opções melhores para assegurar sua subsistência, do empreendedorismo por oportunidade, quando empreender constitui uma escolha ativa, pautada na concepção de uma oportunidade de negócio suscetível de exploração (ACS, 2006).

É cediço que o empreendedorismo por necessidade não produz grandes reflexos no desenvolvimento econômico, já o empreendedorismo por oportunidade é eivado de efeito significativo e positivo (ACS; VARGA, 2005). Assim, a atividade empreendedora, desempenhada por estudantes universitários, ganha destaque especial, uma vez que os acadêmicos, pelo menos em tese, detêm as condições de empreender por oportunidade, visto que estão no início de suas carreiras e possuem acesso a um nível de educação mais elevado que o da maioria da sociedade.

Outrossim, os fatores culturais podem exercer grandes influências na atividade empreendedora de um país de dois principais modos: (i) uma cultura nacional que incentive o empreendedorismo pode levar à uma legitimação social da carreira empreendedora, fazendo com que ela ganhe mais reconhecimento e valorização pela população, criando, assim, um  ambiente institucional favorável ao empreendedorismo; (ii) uma cultura com valores favoráveis ao empreendedorismo pode fazer com que mais pessoas manifestem os traços psicológicos e as atitudes compatíveis com a atividades desta natureza (DAVIDSSON, 1995).

Destarte, as iniciativas de educação empreendedora normalmente classificam-se em três grupos: (i) educação a respeito do empreendedorismo; (ii) educação para o empreendedorismo e (iii) educação através do empreendedorismo. A educação acerca do empreendedorismo é uma abordagem que enfoca no estudo da educação empreendedora, com o objetivo de ampliar o conhecimento da comunidade científica sobre a questão. Por seu turno, a educação para o empreendedorismo busca preparar as pessoas para a ocupação de uma carreira empreendedora, capacitando-as para a criação de um novo empreendimento ou negócio.  Já a educação por meio do empreendedorismo orienta que a temática pode ser ensinada ou aprendida conjuntamente com outras disciplinas, sendo as competências e os conteúdos associados a outros contextos diversos de administração e negócios (HANNON, 2005).

4. APOIO DA FAMÍLIA E A INFLUÊNCIA DO MEIO SOCIAL NO INCENTIVO AO EMPREENDEDORISMO

Nesse trabalho, entende-se por família a mesma concepção ensinada por Filomeno (1997), isto é, um grupo de indivíduos que visam proteger e transmitir seus valores a seus integrantes. Um grupo voltado para criação, socialização e educação de seus filhos, sendo tal relação marcada por sentimento e afeto.

Por vezes, os filhos são acompanhados pelos desejos de seus genitores e demais familiares, recebendo essas expectativas e podendo cumpri-las ou não. Conceitos, valores e ideologias vão sendo transmitidos de geração para geração no ambiente familiar, inclusive as concepções de estudo, profissão e trabalho (SOARES, 2002).

Sem sombra de dúvidas, a família interfere na percepção da realidade dos filhos e, assim, em grande medida determina a formação de seus interesses profissionais ao incentivar determinadas atitudes (SOARES, 2002). Pesquisas destacam a relevância de padrões de funcionamento familiar em que são estabelecidas relações positivas entre filhos e pais e uma comunicação efetiva para o desenvolvimento da carreira (CARVALHO; TAVEIRA, 2010).

A família influencia as decisões profissionais de seus membros, por meio de mensagens subliminares. Sempre há algum modo de influenciar as decisões profissionais, seja de forma manipuladora ou mais sutil, ou expressando abertamente a opinião (ALMEIDA; PINHO, 2008).

A rede de relações familiares que se forma em cada família está presente nas diversas escolhas em geral que são realizadas na vida (SOARES, 2002). A literatura defende que a família representa um dos fatores principais de influência na escolha da profissão (SANTOS, 2005). No entanto, como bem pontuado por Bardagi e Hutz (2008) inexiste diálogo sistemático acerca do tema no âmbito das entidades familiares.

Outras pesquisas embasadas na teoria da aprendizagem social identificaram como fator determinante a presença do modelo familiar na opção pelo empreendedorismo (SCHERER,1998).

Por certo, o meio social, isto é, a família, a instituição de ensino, os amigos com os quais o indivíduo convive colaboram para a formação do seu autoconceito, um dos fatores primordiais do processo visionário.

Na visão de Garcia (2001), a família, em especial, desempenha um papel essencial na formação do ser humano. O autor afirma que o papel dos pais tem uma ação direta na construção de um projeto de vida e, para isso, sonhar é fundamental. Nesta esteira, perguntar à criança o que ela quer ser quando crescer não é apenas estimulá-la a sonhar, mas também instigá-la positivamente para acreditar em si e desenvolver a sua autoconfiança. Psicólogos e pedagogos defendem que a melhor atitude dos pais é incentivar o plano de seus filhos. Pais censuradores tendem a podar os sonhos dos seus filhos afetando as iniciativas dos mesmos (GARCIA, 2001). É em relação a esses projetos, sonhados ainda na infância, que é possível encontrar mais indivíduos com características e perfil empreendedor na fase adulta.

De acordo com Krausz (1981, p.17), qualquer organização representa a expressão dos anseios de seus fundadores, que determinam também o modo como são aproveitadas as contribuições individuais de cada um dos integrantes do sistema. O autor ainda afirma que, dentro de uma organização, os comportamentos individuais são determinados, em parte, pela característica de personalidade de cada indivíduo, pela cultura da organização e, também, pela malha de relacionamentos sociais, isto é, dos papéis representados em diversas situações.

Assim, as iniciativas estarão sempre condicionadas a elementos motivacionais, onde o indivíduo está empenhado a buscar aquilo que julga ser importante para sua existência, seus desejos e objetivos, sendo estes fatores culturais advindos do próprio modelo de mundo, que foi estabelecido pelo ambiente na qual o mesmo foi desenvolvido e influenciado (AEDB, s.d, p.4).

Segundo Pati (1995), todo ser humano é resultado da constante relação entre os talentos e características que herdou e os inúmeros meios que frequentou no decorrer de sua vida. É o contato com o meio ambiente da família, de amigos, da escola, do trabalho, da sociedade, enfim, que vai influenciando o desenvolvimento de determinados talentos e características de personalidade e enfraquecendo ou bloqueando outros.

5. METODOLOGIA

Para esse trabalho foi empreendido através do método exploratório a fim de investigar aspectos do gerenciamento da comunicação em projetos e a percepção dos membros envolvidos. Para Gil (2002) a pesquisa exploratória tem como função promover a familiaridade do pesquisador com o problema de pesquisa a fim suportar o levantamento de hipóteses.

Para Creswell (2007) a pesquisa quantitativa integra o processo de investigar e coletar informações que irão produzir dados estatísticos. Nesse processo fez-se uso da pesquisa bibliográfica como suporte para se atingir os objetivos propostos.  O trabalho de investigação bibliográfica da possibilidade do pesquisador se apropriar da literatura atual sobre o tema investigado (MARCONI E LAKATOS, 2009).

Destarte, Shapero e Sokol (1982) propõem um modelo que explica a intenção de empreender através do (i) desejo percebido, da (ii) viabilidade percebida e da (iii) propensão para agir. Nesse sentido, a teoria do comportamento planejado (TCP) busca compreender e prever o comportamento humano. O eixo central desta teoria reside na intenção do sujeito. Essa intenção é vista como capaz de capturar os antecedentes motivacionais que orientam o comportamento. Em regra, quanto maior a intenção do indivíduo em se comportar de determinada forma, mais esforços ele concentrará nesse sentido e, assim, mais provável será que o comportamento efetivamente ocorra (AJZEN, 1991).

No âmbito específico do empreendedorismo, Liñán e Chen (2009) delimitam os três antecedentes motivacionais da referida teoria como sendo:

  • Atitudes em relação a empreender: dizem respeito ao grau no qual a pessoa possui uma avaliação negativa ou positiva sobre ser um empreendedor;
  • Normas subjetivas: se referem às pressões sociais percebidas para deter, ou não, comportamentos empreendedores. Em particular, se relaciona com a percepção do sujeito sobre se as suas “pessoas de referência” vão aprovar, ou não, a decisão de empreender;
  • Controle comportamental percebido: é tido como a percepção de dificuldade ou facilidade de se tornar um empreendedor. É um conceito similar ao de auto eficácia traçado por Bandura (1997) e ao de viabilidade percebida apresentado por Shapero e Sokol (1982).

Nesse trabalho as informações foram coletadas por meio de Survey através de questionário eletrônico enviado pelo Google Forms (ferramenta de elaboração de questionários online) contendo 18 questões de múltipla escolha no formato fechado.

Para evitar a exposição dos indivíduos que colaboraram com sua percepção, o nome da universidade será mantido em sigilo. Trata-se de uma universidade pública de relevância na região norte do Brasil e presença de destaque nos índices de aprovação no Exame da Ordem e demais avaliações.

Todos os respondentes eram acadêmicos concluintes do curso de Direito (10º período). Os acadêmicos receberam um convite, via correio eletrônico, para colaborar com a pesquisa por meio de questionários enviados pelo aplicativo online Google Forms por ser de fácil configuração e compilação das informações.

Através das questões pretendeu-se investigar a percepção desses acadêmicos, seus familiares e demais colegas acerca do empreendedorismo e seu objetivo profissional quando egresso do curso de Direito. Os dados foram coletados no período de 27/10/2020 até 29/10/2020. Os resultados das questões foram analisados de forma única.

6. RESULTADOS

Foram levantados três questionamentos para serem respondidos pelos concluintes do curso de Direito, a saber: A família apoia que se empreenda? O conceito dos colegas de curso em relação ao empreendedorismo é positivo ou negativo? Qual é o seu objetivo após concluir o curso de Direito?

Dos questionários enviados aos acadêmicos, 21 estudantes decidiram participar da pesquisa, respondendo-a em prazo hábil.

Diante destas indagações pretende-se aqui avaliar se a propensão ao empreendedorismo variou significativamente de acordo com o meio (família e colegas de curso).

Nesta esteira, em relação à resposta da primeira pergunta, 52,4% dos entrevistados responderam que a família não apoia que eles empreendam, contra 47,6% que apoiam tal pretensão.

Comparando o posicionamento da família com empreendedorismo e o objetivo do acadêmico após concluir o curso, chegamos aos seguintes resultados:

Das 10 famílias que apoiam que o acadêmico empreenda, apenas três acadêmicos têm empreender como objetivo. Das 11 famílias que não apoiam que ele empreenda, apenas cinco tem empreender como objetivo.

Logo, na amostra pesquisada, não houve variação para confirmar a influência da família no perfil empreendedor. Pelo contrário, enquanto nas famílias apoiadoras o percentual de acadêmicos com objetivo empreendedor foi de 30% (trinta por cento), nas famílias que não apoiam o viés empreendedor, o percentual de acadêmicos que possuem este objetivo foi um pouco superior (45%).

Por sua vez, no que se refere à resposta da segunda pergunta, para 62% dos estudantes de 10º período do curso de Direito, o conceito dos colegas sobre empreendedorismo é negativo. Para 38% dos estudantes de 10º período do curso de Direito, o conceito dos colegas sobre empreendedorismo é positivo.

Para analisar a influência do meio no objetivo do acadêmico, dos 13 acadêmicos para quem os colegas têm opinião desfavorável quanto a empreender, 6 irão empreender e 7 não. Dos 8 acadêmicos para quem os colegas têm opinião favorável quanto a empreender, 2 irão empreender e 6 não.

Desta forma, nesta amostra reduzida, parece não haver correlação entre o apoio da família e conceito positivo entre os colegas e a decisão individual de empreender.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O intuito central desse trabalho foi analisar os fatores que influenciam os acadêmicos a se tornarem empreendedores, destacando a influência da família e do meio social, e analisando a visão de acadêmicos sobre o empreendedorismo.

A pesquisa bibliográfica neste estudo aponta que o desenvolvimento do empreendedorismo deve ser iniciado primeiramente no grupo social do indivíduo: a família.  Os esforços despendidos por amigos, universidades, governos e demais instituições podem reforçar esta relação que já foi iniciada na infância.

As limitações deste estudo relacionam-se ao grupo pesquisado. Nele, especificamente, parece não haver correlação entre o apoio da família e conceito positivo entre os colegas e a decisão de empreender. Os resultados de associação entre as variáveis, embora não confirmem o que foi encontrado na bibliografia, não podem ser generalizados. No entanto, o modelo de medição do perfil do empreendedor validado para este grupo, pode ser aplicado em outros contextos e ampliando a amostra para buscar a confirmação da hipótese.

Existem fatores externos que não foram estudados e poderão ser temas para novas pesquisas sobre o assunto para explicar a razão pela qual o conceito de empreender se revelar tão negativo entre os acadêmicos do curso de Direito.

Nesta esteira, recomendam-se outros estudos, entre os quais a influência de outros antecedentes no perfil empreendedor, como as iniciativas governamentais, dos órgãos de fomento, a validação do modelo de medição do perfil empreendedor em outros ambientes, e a própria influência familiar em outras conjunturas.

REFERÊNCIAS

ÁCS, Zoltán J. How is entrepreneurship good for economic growth?. Innovations, v. 1, n. 1, p. 97-107, 2006.

ÁCS, Zoltán J.; VARGA, Attila. Entrepreneurship, agglomeration and technological change.Small business economics, v. 24, n. 3, p. 323-334, 2005.

AEBD. Influências no desenvolvimento do empreendorismo corporativo. Disponível em:<https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos08/398_Influencias_no_desenvolvimento_do_empreendedorismo_corporativo_reenvio.pdf>. Acesso em: 05 nov. 2020.

AJZEN, Icek. The theory of planned behavior. Organizational behavior and human decision processes, v. 50, n. 2, p. 179-211, 1991.

ALMEIDA, M. E. G. G.; PINHO, L. V. Adolescência, família e escolhas: implicações na orientação profissional. Psicologia Clínica, v. 20, n. 2, p. 173-184, 2008.

BANDURA, Albert. Self-efficacy: The exercise of control. Macmillan, 1997.

BARDAGI, M. P.; HUTZ, C.S. Apoio parental percebido no contexto da escolha inicial e da evasão de curso universitário. Revista Brasileira de Orientação Profissional. v. 9, n. 2, p. 31-44, 2008.

CARVALHO, M.; TAVEIRA, M.C. O papel dos pais na execução de planos de carreira no Ensino Secundário: perspectivas de pais e de estudantes. Análise Psicológica, v. 2, n. 28, p. 333-341, 2010.

DAVIDSSON, Per. Culture, structure and regional levels of entrepreneurship. Entrepreneurship & Regional Development, v. 7, n. 1, p. 41-62, 1995.

DOLABELA, F. Oficina do empreendedor. São Paulo: Editora de Cultura, 1999.

FILOMENO, K. Mitos familiares e escolha profissional: uma visão sistêmica. São Paulo: Vetor, 1997.

FUNDAÇÃO ESTUDAR. Brasil está em 56º lugar entre 65 países em educação empreendedora nas escolas. 2018. Disponível em: <https://www.napratica.org.br/educacao-empreendedora-brasil/>. Acesso em: 06 nov. 2020.

GARCIA, V. P. Desenvolvimento das famílias empresárias. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.

HANNON, Paul D. Philosophies of enterprise and entrepreneurship education and challenges for higher education in the UK. The International Journal of Entrepreneurship and Innovation, v. 6, n. 2, p. 105-114, 2005.

KRAUSZ,  Rosa R. Homens e organizações: Adversários ou colaboradores: Análise  transacional aplicada as organizações. São Paulo: Nobel, 1981.

LIÑÁN, Francisco; CHEN, Yi‐Wen. Development and CrossCultural application of a specific instrument to measure entrepreneurial intentions. Entrepreneurship theory and practice, v. 33, n. 3, p. 593-617, 2009.

LORENTZ, M. H. N. O comportamento empreendedor de diretores da UFSM e sua percepção quanto à universidade empreendedora. 2015. 155 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Maria, Programa de Pós-graduação em Administração. 2015.

MALACARNE, R.; BRUSTEIN, J.; BRITO,M. D. Formação de técnicos agropecuários empreendedores: o caso do IFES e sua participação na OBAP. In: GIMENEZ, F. A. P. et. al. Educação para o empreendedorismo. Curitiba: Agência de Inovação da UFPR, 2014.

PATI, V. O empreendedor: descoberta e desenvolvimento do potencial empresarial. In: PERERA, L. C. J.; NASSIF, V. M. J. et al. Missão: Formar Empreendedores. Encontro Nacional da ANPAD, 2004.

SANTOS, L. M. M. dos S. O papel da família e dos pares na escolha profissional. Psicologia em Estudo, v. 10, n. 1, p. 57-66, 2005.

SCHERER, Robert, F. ADAMS, Janet, A. Developing entrepreneurial behaviors: a social learning theory perspective. Journal of Organizational Change  Management. 1988.

SEBRAE. Global Entrepreneurship Monitor – Empreendedorismo no Brasil. 2004.

SHAPERO, Albert; SOKOL, Lisa. The social dimensions of entrepreneurship. 1982.

SOARES, D. H. P. A escolha profissional: do jovem ao adulto. São Paulo: Summus, 2002.

[1] Pós graduado em Direito Tributário pela Unitins, Pós graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Unitins e graduação em Direito pela Universidade Federal do Tocantins.

Enviado: Novembro, 2020.

Aprovado: Novembro, 2020.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here