ARTIGO ORIGINAL
OLIVEIRA, Mayane Silva [1], SILVA, Francisco Gonçalves da [2]
OLIVEIRA, Mayane Silva. SILVA, Francisco Gonçalves da. Estratégias de alfabetização para alunos com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 09, Vol. 02, pp. 40-58. Setembro de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/estrategias-de-alfabetizacao, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/estrategias-de-alfabetizacao
O objetivo geral é propor estratégias de ensino de alfabetização que possam ser implementadas por educadores para apoiar alunos com TDAH, que frequentam a Escola Municipal Palmira de Castro Machado, em Boa Vista, Roraima, visando melhorar sua experiência escolar e seu desempenho acadêmico. Para compreender o problema de pesquisa, é importante que o tema “Estratégias de educação para a alfabetização de alunos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)” seja abordado a partir da Teoria Histórico- Cultural nos Pensamentos de Vygotsky (1998), Barkley (2008), Soares (2016) entre outras fontes teóricas que abordam os desafios educacionais enfrentados por alunos alfabetizados com TDAH. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa com método de coleta de dados e da análise, realizada por meio de observação, questionário, sendo os participantes-chave selecionados e divididos em três grupos: O Primeiro por 3 (três) professores; o segundo por um (1) membro da família; o terceiro por 3 (três) especialistas: 1 (um) coordenador, responsável pela gestão da escola selecionada e 2 (dois) especialistas que fazem parte da instituição. Como parte essencial da pesquisa, a importância da escola, dos professores, da família e da sociedade, seguindo as bases legais que sustentam o problema. Assim, em conclusão, os resultados da pesquisa demonstram que as estratégias pedagógicas de ensino propostas aos professores e demais envolvidos ajudariam a promover o desenvolvimento do letramento em alunos com TDAH.
Palavras-chave: Estratégias, Ensinamentos, Alfabetização, Aprendizagem, TDAH.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA. 1992), responsável pela publicação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) é um transtorno mental crônico de provável transmissão genética capaz de causar características no sujeito que vão desde a falta de atenção, hiperatividade à impulsividade. Seu surgimento começa na infância e acompanha o indivíduo ao longo da vida, causando problemas nos diversos campos de sua evolução como pessoa em sua educação, desenvolvimento social e convivência familiar (Ribeiro, 2010). Mesmo o sujeito diagnosticado às vezes tem dificuldade em cumprir as regras, seja na escola, seja no ambiente social ou familiar.
Nessa perspectiva, o objetivo geral deste trabalho é propor estratégias de ensino de alfabetização que possam ser implementadas por educadores para apoiar alunos com TDAH, que frequentam a Escola Municipal Palmira de Castro Machado, em Boa Vista, Roraima, visando melhorar sua experiência escolar e seu desempenho acadêmico.
Para alcançar esse objetivo, foram definidos objetivos específicos: indagar sobre a situação atual dos alunos com TDAH em seu processo de alfabetização liderado por professores; descrever o conhecimento que professores, familiares, especialistas e diretores têm sobre as teorias básicas do TDAH; determinar o papel do professor da Escola Municipal Palmira de Castro Machado no processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita de alunos com TDAH; analisar como os atores educacionais, incluindo professores, familiares e especialistas, incentivam a leitura e a escrita dos alunos com TDAH no processo de ensino e aprendizagem; e, por fim, apresentar estratégias de ensino para auxiliar os professores da Escola Municipal Palmira de Castro Machado no processo de aprendizagem de alunos com TDAH.
É viável que a educação forneça recursos didáticos, fornecidos pelo professor, retirados das próprias necessidades da criança e do ambiente, que contribuam para o desenvolvimento da alfabetização nos alunos afetados.
É importante mencionar também os consideráveis desafios que esta pesquisa produziu, em primeiro lugar, porque o pesquisador está próximo das crianças objeto do estudo e, em segundo lugar, é uma forma de aprofundar o problema estudado, oportunizando compreender e acompanhar os processos de ensino oferecidos aos alunos na escola e analisá-los a fim de traçar estratégias significativas e contribuir a partir das teorias que fundamentam a discussão sobre alfabetização em um ambiente escolar. perspectiva histórico-cultural.
Quanto à metodologia utilizada na pesquisa, utilizou-se a abordagem qualitativa, pois trata da descrição dos dados de acordo com a realidade da escola e dos alunos com TDAH, bem como a análise dos dados de acordo com o referencial teórico da pesquisa.
A organização do trabalho é realizada por capítulos, abordando temas como o conceito histórico do TDAH, sugestões teóricas de estratégias de ensino, perspectivas metodológicas, apresentação dos resultados e, por fim, as conclusões e recomendações da pesquisa e referencias.
Diante de uma compreensão histórica, vale ressaltar que muitos estudos e reflexões têm sido realizados para se chegar a uma compreensão do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em estudantes.
O início da jornada ocorreu entre meados do século 19 e o século 20, as pessoas com esse transtorno enfrentaram muitas críticas pela falta de análises precisas por profissionais qualificados para se atentar a um diagnóstico preciso. De acordo com Barkley (2008, p. 15) em sua pesquisa ele aponta que:
Uma das primeiras referências a uma criança com hiperatividade ou TDAH foi em 1865, na poesia do médico alemão Heinrich Hoffman, que escreveu poemas sobre muitas das doenças infantis, como inquietação, impulsividade que encontrou em sua prática médica. No entanto, o crédito científico vai para George Still e Alfred Tredgold, que foram os primeiros pesquisadores a dedicar atenção clínica séria a uma condição comportamental infantil que estava próxima do que hoje é conhecido como TDAH. (p. 15).
Acompanhando o processo histórico dos alunos com TDAH, em outros estudos o médico William James (1890-1950) também buscou compreender o comportamento das crianças no dia a dia, o médico acreditava que a atenção era um elemento importante para o controle moral do comportamento da criança.
A esse respeito, Selmer (2018) confirma que as primeiras descrições do transtorno surgiram em 1902, apesar de haver estudos anteriores, por isso ele faz declarações:
Em 1902, o TDAH teve sua primeira descrição oficial, de acordo com estudos realizados por Barkley, Murphy quando um pediatra inglês apresentou dados clínicos de crianças que apresentavam atitudes com hiperatividade e falta de atenção. Eles explicam que a origem se deve a uma interação entre o ambiente e o genético, também com baixo peso ao nascer. (p. 18).
De acordo com o que o autor disse acima, é seguro ver que o andamento dos estudos leva a pensar que as características do transtorno que a criança apresentou também podem ser um fator genético ou ambiental. Conforme citado por George Still, um dos primeiros médicos a dedicar atenção clínica à condição comportamental, citado por Barkley (2008) acreditava que:
Essas crianças tinham um grande “defeito de controle moral” em seu comportamento, que era relativamente crônico na maioria dos casos. Ele acreditava que, em alguns casos, essas crianças haviam adquirido o defeito devido a uma doença cerebral aguda e poderiam ter remissão com a recuperação da doença. (p. 17).
É a partir da década de 1970, o transtorno virou-se para a hiperatividade, outra versão passou a ser desatenta que não atendia às demandas dos psiquiatras da época e o termo foi se expandindo, e somente na década de 90 teve outra interpretação do diagnóstico. Como explica Caliman (2010): “Na década de 1990, o transtorno foi reinterpretado como um defeito inibitório no mesmo contexto em que a falha na inibição era vista como o problema que estaria na base e no início do desenvolvimento de quase todas as imagens psicopatológicas” (p.05)
Portanto, para fazer um diagnóstico mais eficaz, é necessário um estudo que envolva observações do comportamento social da criança, seja na escola ou no ambiente familiar, bem como as influências do ambiente que a criança frequenta. Só assim os controles ajudarão nos testes que comprovam a existência do transtorno para um possível tratamento.
A seguir, sugestões teóricas de estratégias de ensino para facilitar os processos de aprendizagem do TDAH como a parte que corresponde ao cumprimento do objetivo geral desta pesquisa, portanto, são apresentados os detalhes dos autores que tratam dessa problemática e onde sugerem diferentes métodos para suavizar o conhecimento que o professor deve manusear para que ele faça a mediação entre os interesses, as necessidades, a motivação das crianças e induzi-las ao longo do caminho da leitura e da escrita e, desta forma, demonstrar que muito pode ser alcançado para incorporá-las ao dia-a-dia da sociedade.
Com efeito, Fernandes (2013, p.02): É inegável que a escola desempenha um papel de grande importância no desenvolvimento cognitivo e emocional do ser humano. No caso de alunos diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), para que esse desenvolvimento ocorra de forma satisfatória, é necessário que a escola programe estratégias adequadas para minimizar a dificuldade de aprendizagem e o comportamento que possam apresentar.
Para colaborar com a inclusão que é um direito da criança com TDAH, hiperativa ou impulsiva, deve-se dar maior atenção com ofertas de meios estratégicos de ensino e aprendizagem para trabalhar com esse aluno. Na expectativa de desenvolver o aprendizado, um dos primeiros passos é conhecer seu aluno diagnosticado, conhecer as causas e os danos que o transtorno causa na vida da criança. Com base nessas informações, o outro passo, segundo Fortunato (2011, p. 7379), explica que: “A partir do diagnóstico confirmado, inicia-se um trabalho sério e definitivo, com métodos pedagógicos eficientes onde a participação dos pais, instituição e professores estejam em sintonia, comprometidos com o bem-estar e a aprendizagem do aluno em sua formação humana como um todo”.
Outro ponto importante, segundo Souza (2018), é a presença de planejamentos voltados para o conhecimento de crianças com TDAH:
No contexto da sala de aula, é necessário um planejamento que contemple suas necessidades, uma vez que legalmente eles têm o direito de se matricular em uma escola regular. Portanto, a escola deve oferecer recursos e práticas pedagógicas que permitam ao aluno alcançar uma aprendizagem significativa, mesmo diante das limitações causadas pelo TDAH (p.23).
Quanto às estratégias de ensino, o planejamento é o norte do trabalho a ser realizado e os objetivos alcançados, dentre eles, o espaço em sala de aula deve ser adequado com recursos pedagógicos adaptados ao processo de inclusão dessa criança. “Outro passo exige que o professor seja capaz de identificar as potencialidades e necessidades dos alunos para equalizar oportunidades sem oferecer privilégios em detrimento das dificuldades para adequar adequadamente sua prática pedagógica.” (Costa, 2015, p. 03).
De acordo com Neira (2003), é fundamental que a abordagem educacional do professor promova a colaboração e o reconhecimento dos alunos com TDAH. Ele recomenda que as atividades direcionadas a essas crianças sejam organizadas e planejadas, visando mitigar as dificuldades que elas enfrentam em atenção, concentração e memória.
Nos estudos de Poeta e Rosa Neto (2006) acreditam que estratégias com “atividades psicomotoras, os escolares com TDAH apresentam progresso em áreas motoras como: coordenação motora global, coordenação motora fina, equilíbrio, lateralidade, noção corporal, temporal e espacial, fundamental para a realização das tarefas diárias, bem como essencial nas atividades escolares e, consequentemente, nos aspectos relacionados à aprendizagem.
Nessa perspectiva de aprendizagem com o uso de jogos como meio de estratégias para o desenvolvimento de alunos com TDAH para a vida grupal, (Vygotsky, 2003, citado por Andrade, 2012, p. 45) afirma: “Os jogos são os instrumentos mais preciosos para a promoção da educação social. Isso porque quando novas situações impostas pela brincadeira são sempre vivenciadas, a criança é forçada a diversificar suas formas de ação. Isso ensina você a adquirir flexibilidade, adaptação, aptidão criativa como nenhuma outra forma de educação poderia oferecer.
Convencidos de que os jogos são fortes meios de aprendizagem para crianças com TDAH, brinquedos e brincadeiras são estratégias indispensáveis na construção da autonomia do conhecimento. (Vygotsky, citado na fala de Rolim, 2018 p. 177), “o brinquedo ajudará a desenvolver uma diferenciação entre ação e significado. A criança, com sua evolução, começa a estabelecer uma relação entre seu brincar e a ideia que se tem dela, ela não depende mais de estímulos físicos, ou seja, do ambiente concreto que a cerca.”
Para Melo & Valle, (2005, p. 45). Brincar proporciona à criança sentimentos de alegria, sucesso, realização de seus desejos, bem como o sentimento de frustração. Este jogo de emoções ajuda você a estruturar sua personalidade e lidar com ansiedades. No depoimento, Piaget (1998, p.47), acrescenta “atos lúdicos nas atividades intelectuais da criança, o que se torna indispensável para a prática de um contexto educacional”.
Na verdade, brincar é um dos instrumentos indispensáveis para as crianças, os alunos com TDAH têm a oportunidade de amadurecer psicologicamente para realizar outras atividades. Esse meio, segundo os estudiosos, ajuda a resolver a confiança, a concentração, dá estímulos positivos à autoestima e contribui para a convivência grupal. Vygotsky (1998), “para entender o desenvolvimento da criança, é necessário levar em consideração as necessidades da criança e os incentivos que são eficazes, para colocá-los em ação. Seu progresso está ligado a uma mudança nas motivações e incentivos.
Reforce o discurso e os recursos estratégicos para trabalhar com os alunos que estão nessas condições. O Neuro Saber (2016, p.01/02) traz conselhos ricos e vantajosos, mas primeiro aponta que “O educador deve saber o que é TDAH. É inútil receber o laudo médico com o diagnóstico e não ter que conduzir essa criança diariamente, atenção seletiva, atenção sustentada…”.
Neuro Saber (2016), realiza alguns conselhos:
No que diz respeito à aprendizagem e ao acompanhamento dos estímulos, a criança com TDAH desenvolverá o projeto de alfabetização, de forma gradual, mas de forma mais eficaz. As regras neste contexto são de grande valia, preferindo que essas rotinas sejam estabelecidas e cumpridas desde o início do ano letivo. Pois o aluno com esses sintomas está sujeito a dificuldades como falta de atenção, noções de limites, bem como baixa autoestima com as atividades propostas, sendo prejudiciais na busca pelo desenvolvimento cognitivo.
Com as condições implementadas, a Neuro Saber (2016, p.02) concorda que o desenvolvimento do conhecimento para além dos muros da escola deve seguir três eixos importantes: “didática em sala de aula, meios de avaliação e apoio organizacional”. No eixo norteador, propor a importância do papel da família na participação e selecionar as possibilidades: “1. Tarefas atuais; 2. Selecione as perguntas que deseja levar ao professor; 3. Verifique se há grandes dificuldades; 4. Estude para as avaliações mais próximas; 5. Organize o material para o dia seguinte (Neuro Saber (p.02).
A alfabetização de alunos com TDAH é um processo contínuo que enfrenta barreiras sociais, familiares, educacionais e econômicas. Superar esses obstáculos requer experiências pedagógicas eficazes que ajudem na leitura e escrita. Mudanças na didática, um ambiente de letramento, uso de histórias, rotinas e avaliações adaptadas são essenciais para promover a concentração e a aprendizagem dos alunos.
A metodologia desta pesquisa apresenta a descrição dos procedimentos, métodos, técnicas e instrumentos utilizados para realizar o estudo e, assim, atingir os objetivos de pesquisa propostos no Capítulo I. Para isso, utiliza-se o Paradigma Qualitativo, que permite a coleta e análise de dados específicos obtidos da realidade, onde qualidades e não quantidades ganham valor. Para esta oportunidade, as reações dos participantes da pesquisa a uma série de perguntas são levadas em consideração de forma aberta, de acordo com seu ponto de vista. Consistente com a abordagem anterior, Minayo (2007) aponta que a pesquisa qualitativa:
Ele responde a perguntas muito particulares. Nas ciências sociais, é um nível de realidade que não pode ou não deve ser quantificado. Trabalha com um universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores, atitudes. Esse conjunto de fenômenos humanos é entendido aqui como parte da realidade social, pois os seres humanos se distinguem não apenas por agir, mas por pensar o que fazem e interpretar suas ações dentro e a partir da realidade vivida e compartilhada com seus pares. (pág. 21).
De acordo com o que foi estabelecido na citação anterior, é de grande valia para esta pesquisa obter informações sobre a realidade social dos principais participantes da pesquisa: ações, experiências vividas, relações compartilhadas do contexto educacional onde se desenvolvem. Para tanto, é elaborado um questionário para ser utilizado como instrumento de coleta de dados, o que, segundo Martins (2008, p. 87), indica que seu objetivo é “… fornecer verbalmente as informações necessárias… ou um questionário que, por sua vez, são perguntas elaboradas que devem ser respondidas por escrito”. O questionário consistiu em 22 perguntas abertas respondidas por participantes-chave: três professores (15 perguntas), um membro da família (5 perguntas) e dois especialistas com um diretor (2 perguntas cada). A análise das respostas permitiu desenvolver estratégias de ensino e formular conclusões, apresentando os dados de maneira clara e acessível.
Para a análise dos dados, foram utilizados os princípios expressos por Taylor e Bogdan (1986), quando apontam:
A análise dos dados envolve certas etapas. A primeira é uma fase de descoberta em processo: identificar tópicos e desenvolver conceitos e proposições. A segunda fase inclui a codificação dos dados e o refinamento da compreensão do objeto de estudo. Na fase final, o pesquisador tenta relativizar sua descoberta (p.159).
De acordo com esses argumentos, foi desenvolvido um plano de análise para esta pesquisa que foi desenvolvido da seguinte forma:
Este capítulo é dedicado a apresentar os resultados obtidos com o desenvolvimento da análise dos dados, considerando a aplicação do questionário realizado aos principais participantes da pesquisa. Os resultados obtidos estão de acordo com a maioria dos objetivos específicos elencados.
Assim, a primeira parte é voltada para professores de sala de aula que cuidam de crianças afetadas pelo TDAH, que respondem as perguntas de forma aberta/livre. A segunda parte contou com a participação de familiares de alunos com o Transtorno e respondeu a 5 (seis) questões abertas. A terceira parte do questionário contou com a participação de diretores escolares e especialistas que compõem o quadro de profissionais da instituição de ensino Palmira de Castro Machado, respondendo a 2 (duas) perguntas.
De acordo com o questionário Status atual da alfabetização, Conhecimento sobre a definição de TDAH, direcionados aos professores, tivemos como as respostas dos 3 professores entrevistados, que representam 100% dos participantes, observa-se que os alunos com TDAH ainda se encontram no nível pré-silábico de alfabetização. Isso significa que 100% desses alunos compreendem os símbolos e imagens, mas ainda não conseguem assimilar as letras e sílabas para realizar uma leitura e escrita adequadas.
Quanto ao suporte oferecido pela escola, 100% dos professores afirmaram que a instituição disponibiliza estratégias pedagógicas para auxiliar no processo de alfabetização desses alunos, como a sala de recursos multifuncionais, projetos de leitura e escrita, além do apoio de cuidadores em sala de aula.
No que diz respeito ao envolvimento familiar, 67% (2 professores) disseram que os familiares participam gradualmente, demonstrando preocupação com o desenvolvimento do aluno, porém 33% (1 professor) afirmou que, muitas vezes, os familiares não entendem os sintomas do TDAH e como eles impactam na aprendizagem.
Quanto às estratégias de ensino utilizadas pelos professores, 100% deles relataram utilizar jogos pedagógicos, atividades adaptadas, trabalhos em grupo e acompanhamento do livro didático, além de projetos de leitura realizados na escola, a fim de atender às necessidades e habilidades dos alunos com TDAH.
Portanto, o perfil geral dos alunos com TDAH, de acordo com os professores entrevistados, é de estudantes que ainda se encontram no nível pré-silábico de alfabetização, mas que recebem suporte da escola e de seus professores por meio de estratégias pedagógicas diversificadas, embora o envolvimento familiar ainda apresente algumas lacunas no entendimento do transtorno e suas implicações na aprendizagem.
A parte II do instrumento utilizado na entrevista foi elaborada para ser respondida pelo familiar (F1) do aluno diagnosticado com TDAH, que deverá responder a 5 (seis) questões.
A família demonstra compreender os desafios do TDAH e valoriza o papel da escola e do professor no processo de alfabetização do filho, reconhecendo a importância de estratégias pedagógicas diferenciadas para o desenvolvimento da leitura e escrita.
No guia de questões norteadoras de acordo com a Gestão Escolar e Especialistas concluíram que:
1. Avaliação do tratamento e alfabetização para TDAH na sala de aula:
2. Como o trabalho do professor apoia o processo de alfabetização de alunos com TDAH:
O tratamento e a alfabetização de alunos com TDAH na sala de aula requerem abordagens diferenciadas, com o apoio da equipe escolar e da família, visando estimular de forma dinâmica e prazerosa o desenvolvimento desses estudantes.
De acordo com o que se interpreta a partir das conquistas apresentadas neste trabalho e onde os professores asseguram que os alunos diagnosticados com TDAH estão em um nível pré-silábico de letramento, o que significa que não realizam uma leitura acurada devido à conjunção de letras e palavras. Justifica-se apresentar uma série de estratégias de ensino para continuar apoiando o professor de sala de aula, que garante que recebe ajuda pedagógica da instituição escolar, mas que o pesquisador as considera ainda insuficientes, devido ao atraso pedagógico manifestado pelos alunos com TDAH, quando é evidente que eles não sabem distinguir as letras adequadamente e apenas compreender os símbolos.
Abaixo estão as Estratégias de Ensino, extraídas das ideias teóricas referidas no texto do trabalho e, desta forma, cumprem o que é sugerido no objetivo geral do estudo, pois é propor Estratégias de Ensino para a alfabetização de alunos com Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Para tal, foi desenhado o percurso de um Plano de Apoio ao Professor em etapas: Primeira (Diagnóstico), Segunda (Análise de Necessidades), Terceira (Planeamento), Quarta (Apresentação de ações concretas, onde se refletem as atividades). Quinto (Implementação. Explica de forma prática como será organizado: o que fazer? Como fazer isso? Por que meios? Onde fazer?
Uma vez organizadas todas as etapas propostas e tomadas as decisões que acompanham a organização do Plano de Acompanhamento proposto, foram realizadas por Estratégias como: Trabalho Colaborativo, psicomotricidade, jogos, desenvolvimento psíquico, desenvolvimento do interesse pela Natureza e pelo Meio Ambiente, desenvolvimento do interesse pela Música, meios de comunicação tecnológica.
Para concluir a pesquisa, que se concentrou em “Estratégias de educação para a alfabetização de alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), foi necessário desenvolver os objetivos a serem alcançados de acordo com a proposta de pesquisa.
Em relação à situação atual de alfabetização dos escolares diagnosticados com TDAH, eles ainda se encontram nos níveis Pré-Silábicos de leitura, portanto, ainda apresentam dificuldades em se apropriar corretamente da escrita. Eles entendem apenas símbolos, mas ainda não assimilam letras e sílabas. Os professores também dizem que os familiares dos alunos com TDAH participam com preocupação nos trabalhos escolares, mas muitas vezes sem realmente entender os sintomas do problema e o que eles causam ao aprendizado.
Portanto, levando em consideração o objetivo “Descrever como as estratégias de ensino realizadas pelo professor auxiliam no processo de alfabetização de alunos com TDAH”. É viável incentivar que tanto os educadores quanto os demais participantes da pesquisa estejam cientes de que as estratégias metodológicas de incentivo ao ensino são atividades significativas para o desenvolvimento do letramento em alunos com TDAH.
Quanto ao objetivo “Papel do Professor da Escola Municipal Palmira de Castro Machado no processo de ensino e aprendizagem de ensino e escrita de alunos com TDAH. Observa-se que o professor é indispensável para mediar no processo de alfabetização. Aluno com TDAH Apesar dos desafios enfrentados pelas dificuldades que o aluno apresenta para assimilar as questões, portanto, ele não deve caminhar sozinho, ele precisa da ajuda dos envolvidos com a educação do aluno (escola, família, comunidade).
O aluno geralmente aprende quando lhe são oferecidas alternativas ou estratégias de aprendizagem, como jogos, atividades psicomotoras e até mesmo a incorporação de tecnologia.
Em relação ao objetivo “Analisar como os atores educacionais (professores, familiares e especialistas) da Escola Municipal Palmira de Castro Machado gerenciam e incentivam a leitura e a escrita de alunos com TDAH no processo de ensino e aprendizagem”. Evidencia-se, como resultado desta pesquisa, que o incentivo ao ensino com novas estratégias de aprendizagem pode fortalecer e auxiliar os professores no processo de alfabetização dos estudantes.
Como recomendações, sugere-se a implementação de um Plano de Acompanhamento de Estratégias de Ensino para alfabetizar alunos com TDAH, a realização de reuniões e oficinas com a equipe escolar, pais e comunidade, bem como a promoção de seminários com outras áreas do conhecimento sobre a importância da alfabetização para esses estudantes.
Conclui-se que o ensino da alfabetização para alunos com TDAH deve ser contextualizado e apoiado por estratégias que facilitem a inclusão e o desenvolvimento desses estudantes.
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[1] Pós-graduação – lato sensu em Educação Especial e Inclusiva. Licenciatura em Pedagogia e História. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-0277-2741.
[2] Pós-graduação – lato sensu em Psicopedagogia. Licenciatura em Pedagogia e Física. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-4328-7503.
Material recebido: 19 de junho de 2025.
Material aprovado pelos pares: 11 de agosto de 2025.
Material editado aprovado pelos autores: 19 de setembro de 2025.
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