REVISÃO INTEGRATIVA
PREIHS, Carla Cristina Nunes [1], MESQUITA, Gerardo Vasconcelos [2], ANDRADE, Anderson Wilbur Lopes [3], AMORIM, Fernanda Cláudia Miranda [4]
PREIHS, Carla Cristina Nunes et al. Intervenções educativas para o autocuidado na prevenção da retinopatia diabética na APS. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 11, Vol. 01, pp. 114-140. Novembro de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/intervencoes-educativas, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/intervencoes-educativas
Objetivo: Analisar a produção científica sobre o impacto das intervenções educativas no autocuidado de pacientes com Diabetes Mellitus (DM) na prevenção da Retinopatia Diabética (RD), com foco na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Revisão integrativa da literatura, conduzida em setembro de 2024, com base nas diretrizes PRISMA-I. A busca foi realizada nas bases LILACS, MEDLINE via BVS, SciELO, Portal Capes, Scopus e Web of Science. Seguindo rigorosamente os critérios de inclusão, exclusão, seleção e análise, foram incluídos 11 artigos publicados entre 2019 e 2024. A abordagem teórica fundamentou-se nos princípios da promoção da saúde e do autocuidado como estratégias para a prevenção de complicações do DM. Os dados foram sistematizados em figuras e quadro e analisados de forma descritiva. Resultados: As intervenções educativas demonstraram impacto positivo no controle glicêmico e na adesão ao rastreamento da RD, especialmente em populações vulneráveis e áreas rurais. Destacam-se como barreiras o acesso limitado aos serviços de saúde e fatores socioculturais, indicando a necessidade de ações educativas personalizadas e culturalmente sensíveis. Conclusão: Intervenções educativas no autocuidado são estratégias eficazes na prevenção da RD, devendo ser incorporadas de forma sistemática na atenção primária.
Palavras-chave: Retinopatia Diabética, Diabetes Mellitus, Autocuidado, Atenção Primária à Saúde, Educação em Saúde.
O Diabetes Melittus (DM) configura globalmente uma das condições crônicas mais prevalentes, representado um dos principais desafios de saúde pública. Em 2021, estima-se que cerca de 537 milhões de pessoas no mundo viviam com DM, com projeção para 643 milhões para o ano de 2040 devendo atingir 783 milhões até 20451,2. Conforme dados do Ministério da Saúde, no Brasil, a prevalência da DM segue uma tendência crescente, acometendo aproximadamente 12,3 milhões de pessoas3. São numerosas as complicações provenientes da DM, com destaque para a Retinopatia Diabética (RD), uma das complicações microvasculares mais comuns com impacto significativo sendo uma das principais causas de cegueira evitáveis entre adultos em idade ativa4,5.
Mundialmente, mais de 100 milhões de indivíduos vivem com RD, ocorrendo em cerca de 30 a 40% dos indivíduos diabéticos. É a principal complicação decorrente do descontrole glicêmico prolongado, que afeta os vasos sanguíneos da retina, ocasionando a perda visual progressiva podendo levar em casos mais graves a cegueira. A RD é clinicamente dividida em diferentes estágios, desde a RD não-proliferativa (RDNP), caracterizada por alterações iniciais nos vasos da retina e a RD proliferativa também chamada de retinopatia background (RDP). A RDP está associada à formação de novos vasos sanguíneos anômalos, fator que aumenta o risco de hemorragias e descolamento da retina. Apesar da gravidade, a progressão da doença pode ser evitada por meio do controle glicêmico adequado, autocuidado e exames oftalmológicos de rotina5,6.
O autocuidado no DM inclui um conjunto de comportamento, como o monitoramento da glicemia, a prática de atividades físicas, o controle da dieta e a adesão ao tratamento farmacológico (insulina e/ou fármacos hipoglicemiantes), que são importantes na prevenção das complicações como a RD. Assim, as intervenções educativas são relevantes para capacitar os pacientes, auxiliando na compreensão da importância dessas práticas e como elas impactam no controle da doença e na prevenção de possíveis complicacoes7.
Na Atenção Primária à Saúde (APS) o foco do autocuidado é amplificado pela proximidade entre os profissionais de saúde e o usuário, onde a educação em saúde desempenha um papel importante no acompanhamento contínuo dos pacientes com DM. Essa relação estreita possibilita a elaboração de planos de cuidados individualizados, ajustados a necessidade específica de cada indivíduo. Ao considerar fatores culturais, socioeconômicos e ambientais as intervenções tornam-se mais eficazes ofertando uma maior adesão ao tratamento. Assim, as intervenções educativas visam promover o autocuidado efetivo e mitigar o risco de complicações graves, como a RD, ao fomentar a responsabilidade dos pacientes sobre a sua saúde8.
Com base nas evidências discutidas, o presente estudo teve como objetivo geral analisar a produção científica sobre o impacto das intervenções educativas no autocuidado de pacientes com diabetes mellitus na prevenção da retinopatia diabética, com foco na atenção primária à saúde. Além disso buscou-se identificar as estratégias eficazes para promover o controle glicêmico e prevenir a progressão dessa complicação ocular.
A revisão na literatura não apenas reuniu as evidências mais atuais, mas também focou na APS como um ambiente crucial para a implementação dessas intervenções, um aspecto ainda pouco abordado em revisões anteriores. A revisão proposta é de grande relevância, pois aprofunda o conhecimento científico sobre o tema e oferece subsídios para guiar tanto a prática clínica quanto as políticas públicas de saúde, visando a prevenção de complicações associadas ao diabetes no contexto da APS.
Realizou-se uma Revisão Integrativa da Literatura – RIL, abordagem metodológica que permite a integração de estudos acerca de um determinado tema, possibilitando uma identificação de lacunas no conhecimento, com o objetivo de consolidar conhecimentos prévios, avaliar e interpretar diferentes achados que visam uma compreensão global. Suas etapas incluíram: identificação do tema e formulação da questão de pesquisa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/amostragem ou busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos; avaliação/análise dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; apresentação da revisão/síntese do conhecimento9,10
Para a construção da questão norteadora, utilizou-se o arcabouço metodológico e a estratégia PICo, proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI)11, resultando na seguinte pergunta: Como as intervenções educativas realizadas na APS influenciam o autocuidado de pacientes com DM e contribuem para a prevenção da RD?” (Tabela 1).
Tabela 1. Termos de busca e estratégia PICo
| Acrônimo/ Definição | Especificação | Decs | Mesh |
| P (População/Paciente) | Pacientes com Diabetes Mellitus | Retinopatia Diabética | Diabetic Retinopathy |
| I (Interesse) | Programas e atividades educativas que visam melhorar o autocuidado e a gestão do diabetes.
| Autocuidado/ Autogestão | Self Care or Self-Management |
| Co (Contexto) | Atenção Primária à Saúde e prevenção da Retinopatia Diabética | Atenção Primária à Saúde | Primary Health Care
|
Fonte: Autores (2024).
A seleção e coleta de dados foi realizada durante o mês de setembro de 2024. Nessas etapas utilizou-se uma adaptação do protocolo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA)12, o PRISMA-I, o qual é uma extensão do conjunto de diretrizes PRISMA, especificamente desenvolvida para revisões integrativas. O objetivo do PRISMA-I é melhorar a transparência e a qualidade do relato em revisões que abordam questões relacionadas à política de saúde, garantindo que as evidências sejam apresentadas de maneira clara e completa13.
A busca foi realizada na Plataforma de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio das seguintes bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), acessada via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Scopus e Web of Science (WoS). A definição de descritores controlados foi referenciada nos termos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), e Medical Subject Headings (MeSH) combinados e interligados pelos operadores booleanos “AND” e “OR”, conforme a Tabela 2. Foram selecionados estudos publicados em português, inglês e espanhol, no período entre 2019 a 2024 (até a data da coleta-setembro/2024*)
Tabela 2. Estratégia de busca
| Base de Dados
| Estratégia de Busca |
| Lilacs via BVS | (“Retinopatia Diabética”) AND (Autocuidado or Autogestão) AND (“Atenção Primária à Saúde”) |
| Medline via BVS | “Diabetic Retinopathy” and “Primary Health Care” Self Care or Self-Management |
| Scielo | |
| Portal Capes | |
| Scopus | (TITLE-ABS-KEY (“Diabetic Retinopathy”) AND TITLE-ABS-KEY (“Primary Health Care”) AND TITLE-ABS-KEY (self care) OR TITLE-ABS-KEY (self-management)) |
| Web of Science | #1 “Diabetic Retinopathy” (All Fields) #2 “Primary Health Care” (All Fields) #3 Self Care (All Fields) #4 Self-Management (All Fields) #5 #3 OR #4 #6 #1 AND #2 AND #5 |
Fonte: Autores (2024).
Os critérios de inclusão contemplaram estudos publicados nos últimos cinco anos, artigos disponíveis em texto completo, revisados por pares e que abordaram intervenções educativas para a prevenção da RD na APS, com foco em ensaios clínicos. Como critérios de exclusão, foram desconsiderados artigos de revisão, teses, dissertações, editoriais, cartas ao editor, relatos de caso editoriais, resumos de conferências, estudos duplicados, artigos publicados em periódicos com classificação inferior a Qualis B2 e aqueles que não respondiam à questão norteadora.
Os estudos selecionados foram analisados de forma detalhada, por meio de uma análise crítica, na qual o pesquisador salientou em suas conclusões e os possíveis vieses ou conflitos nos diferentes estudos14. Foi realizada a análise de dados secundários, abrangendo uma vasta gama de fontes de informação disponíveis. Desse modo, as informações foram analisadas de modo qualitativo (os métodos de prevenção, os riscos associados, a prevalência da DM e RD, estratégias de diagnóstico, e as alterações psicossociais nos pacientes) e quando necessário, foi realizada uma análise quantitativa.
Nesse estudo, os artigos foram relacionados, analisados e interpretados entre si para obter o objetivo da pesquisa. Para a avaliação da qualidade metodológica dos estudos incluídos na revisão, utilizou-se ferramentas apropriadas, como a escala de Newcastle-Ottawa15.Os dados, foram organizados em figuras e tabelas os quais mostram a variação nos desfechos dos estudos analisados, ilustrando a eficácia das intervenções educativas, a redução da prevalência da RD, e as melhorias nas práticas de APS. Sendo assim, os dados foram extraídos e organizados em tabelas contendo as seguintes informações: título, autor, ano de publicação, objetivo do estudo, método utilizado e principais resultados. Essa organização permitiu a análise quantitativa e qualitativa dos dados, facilitando a comparação entre os estudos. A análise quantitativa envolveu a contagem e categorização dos artigos por ano de publicação e por base de dados, sendo apresentado na forma de figuras. Por se tratar de uma revisão integrativa com dados secundários de acesso público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética, conforme estabelece a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 510/201616.
Conforme a Figura 1, durante a busca inicial nas bases de dados foram identificados ao todo 90 trabalhos. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade (critérios de inclusão e exclusão) foram selecionados 22 artigos para uma análise mais aprofundada. Após a leitura na íntegra dos trabalhos selecionados, foram incluídos 11 artigos que atenderam os objetivos propostos nesta revisão integrativa (Figura 1).
Figura 1 – Distribuição da estratégia de busca dos achados em cada base de dados
A maioria dos estudos foi obtida na base Medline, o que evidencia sua centralidade na produção científica sobre intervenções educativas no contexto do diabetes. A predominância de artigos em determinadas bases demonstra a afinidade temática dessas fontes com a proposta da pesquisa, especialmente no que se refere ao papel das intervenções educativas no autocuidado de pacientes com diabetes.
O crescente interesse no tema das intervenções educativas voltadas ao autocuidado de pacientes com diabetes mellitus reflete a preocupação com a prevenção de complicações crônicas, como a retinopatia diabética, especialmente no contexto da atenção primária à saúde. Esse interesse tem se intensificado nos últimos anos, como demonstrado pela evolução temporal das publicações incluídas nesta revisão, concentradas principalmente entre 2019 e 2024. A escolha criteriosa das publicações assegurou a relevância e a qualidade das evidências que embasam a discussão, destacando a importância de estratégias educativas como ferramentas eficazes na promoção da saúde e na redução do risco de progressão da RD.
A evolução temporal das publicações nas bases de dados utilizadas está demonstrada na figura 2, refletindo o crescimento do interesse científico pelo tema.
Figura 2. Distribuição dos artigos por ano de publicação
O Quadro 1 demonstra os resultados da revisão integrativa da literatura sobre intervenções educativas no autocuidado para a prevenção da retinopatia diabética em pacientes com diabetes mellitus, com foco na atenção primária à saúde. Os estudos foram codificados para garantir a confidencialidade dos dados, e foram selecionados com base em sua relevância e impacto na temática em questão. As revistas em que os artigos foram publicados foram analisadas quanto à sua classificação Qualis CAPES quadriênio 2017-2020 (Quadro 1), haja visto que, a coleta de dados foi realizada até setembro de 2024, ou seja, anterior as mudanças e novos documentos orientadores do sistema Qualis CAPE.
Quadro 1: Características dos estudos selecionados sobre intervenções educativas no autocuidado para prevenção da retinopatia diabética na atenção primária
| ID | Título | autor e ano | Objetivo | Método | Principais resultados |
| Medline via BVS | |||||
| A1 | Frequency of Follow-Up Attendance and Blood Glucose Monitoring in Type 2 Diabetic Patients at Moderate to High Cardiovascular Risk: A Cross-Sectional Study in Primary Care./ Frequência de acompanhamento e monitoramento da glicemia em pacientes diabéticos tipo 2 com risco cardiovascular moderado a alto: um estudo transversal na atenção primária. | Li, Yunyi et al., 2022 17 | Examinar a regularidade do comparecimento de acompanhamento e do monitoramento da glicemia em uma amostra de atenção primária de pacientes diabéticos tipo 2 com risco CV moderado a alto e explorar fatores associados ao baixo engajamento. | Estudo transversal; dados de 2.130 pacientes de triagem de retinopatia diabética na província de Guangdong, China | Diferenças entre áreas urbanas e rurais; necessidade de estratégias educacionais adaptadas ao contexto; melhoria do tratamento dependente de abordagens locais |
| A2 | Assessment of Diabetic Patients’ Adherence to Diabetic Retinopathy Screening and the Influencing Factors in Al-Ahsa, Saudi Arabia. / Avaliação da adesão de pacientes diabéticos ao rastreamento de retinopatia diabética e os fatores de influência em Al-Ahsa, Arábia Saudita. | Al Taisan, et al., 202218 | Avaliar o nível de adesão de pacientes diabéticos ao rastreamento de retinopatia diabética (DRS) e identificar os fatores de influência da adesão entre pacientes diabéticos em Al Ahsa, Arábia Saudita | Estudo transversal; 397 pacientes diabéticos | Participantes do Estudo: 397 pacientes diabéticos; Complicações Oculares Diabéticas: ● Relatadas por 35,3% dos pacientes. ● Complicação mais comum: catarata (37,1%). ● Retinopatia: 36,4%. ● Conscientização sobre Doença Ocular Diabética (DR): 32,2% tinham bom nível de conscientização. ● Triagem de Retinopatia Diabética (DRS): 46,9% dos pacientes a realizam. Barreiras Relatadas: ● Falta de problemas visuais ou oculares: 50,9%. ● Dificuldade para conseguir uma consulta: 50,1%. ● Custo e falta de informações sobre triagem: 42,1% e 39,8%, respectivamente. |
| A3
| Knowledge, Attitude, and Practice around Diabetic Eye Diseaseamong Diabetic Patients in Jazan Region, Saudi Arabia./ Conhecimento, atitude e prática em torno da doença ocular diabética entre pacientes diabéticos na região de Jazan, Arábia Saudita / | Najmi, et al., 202119 | Avaliar o conhecimento, a atitude e a prática (CAP) sobre a doença ocular diabética em pacientes com diabetes mellitus (DM) atendidos em centros de atenção primária à saúde (APS) na região de Jazan, Arábia Saudita. | Estudo transversal | Características dos Pacientes: Total de participantes: 293. ● Idade: 9 a 90 anos (média de 50 anos, desvio padrão de 14 anos). ● Gênero: 189 mulheres (64,5%) e 104 homens (35,5%). ● Tipo de Diabetes: 251 com DM tipo 2 (85,7%) e 42 com DM tipo 1 (14,3%). ● Duração do Diabetes: Média: 8,2 ± 6,4 anos. ● Complicações Oculares: Autorrelatadas por 114 participantes (38,9%). ● Exames Oftalmológicos: Mais de um terço dos participantes (36,2%) nunca havia realizado um exame oftalmológico. ● Conhecimento e Prática sobre Doença Ocular Diabética: Menos de um terço dos participantes tinha excelente nível de conhecimento (29%) ou prática (28%) sobre a doença ocular diabética; Apenas 12% demonstraram atitude muito positiva. ● Previsores de KAP (Conhecimento, Atitude e Prática): Níveis de KAP foram previstos independentemente pela idade, sexo e estado de complicação ocular dos pacientes. |
| A4 | A model of culturally-informed integrated diabetes education and eye screening in indigenous primary care services and specialist diabetes clinics: Study protocol./ Um modelo de educação integrada sobre diabetes e exames oftalmológicos com base cultural em serviços de atenção primária indígenas e clínicas especializadas em diabetes: Protocolo de estudo. ’ | Atkinson-Briggs, et al., 202120 | Melhorar o gerenciamento do diabetes em indígenas australianos usando um modelo integrado de educação sobre diabetes e triagem ocular liderado por enfermeiros em clínicas de atenção primária e especializadas em diabetes indígenas
| Protocolo de estudo – estudo pré-pós | Uso dos Dados: Resultados das pesquisas e imagens da retina dos participantes serão utilizados para: Orientar a educação personalizada sobre diabetes. Resultados Primários: ● Adesão dos participantes às recomendações de triagem ocular para diabetes. ● Cobertura da triagem de retinopatia diabética pelo serviço de saúde. Resultados Secundários: ● Prevalência de retinopatia diabética na linha de base. ● Mudanças nos níveis de fatores de risco clínicos e de estilo de vida. ● Conhecimento sobre diabetes. ● Satisfação com o tratamento do diabetes. |
| A5
| Integrating diabetic retinopathy screening within diabetes education services in Australia’s diabetes and indigenous primary care clinics./ Integração da triagem de retinopatia diabética nos serviços de educação sobre diabetes em clínicas de atenção primária para diabetes e indígenas na Austrália. | Atkinson-Briggs, et al., 201921 | Integrar o rastreamento da retinopatia diabética aos serviços de educação em diabetes nas clínicas de cuidados primários para populações indígenas e pacientes com diabetes na Austrália.
| Implementação de programas de rastreamento e educação em diabetes em clínicas primárias | Melhoria na Taxa de Detecção Precoce: ● A integração do rastreamento de retinopatia diabética com os serviços de educação em diabetes resultou em uma melhora significativa na taxa de detecção precoce da condição, especialmente entre as populações indígenas. Aumento na Realização de Exames: ● Observou-se um aumento significativo no número de pacientes que realizaram exames regulares de retina. Aderência ao Manejo do Diabetes: Houve uma melhoria na adesão dos pacientes ao manejo do diabetes. Melhores Desfechos de Saúde Ocular: ● A combinação do rastreamento com a educação em diabetes resultou em melhores desfechos de saúde ocular. |
| A6 | Estimates of the Percentage of US Adults With Diabetes Who Could Be Screened for Diabetic Retinopathy in Primary Care Settings./ Estimativas da porcentagem de adultos com diabetes nos EUA que poderiam ser examinados para retinopatia diabética em ambientes de atenção primária. | Gibson, Diane M. 201922 | Estimar as porcentagens de adultos dos EUA com diabetes e adultos dos EUA de alto risco com diabetes que têm contato regular com médicos de cuidados primários e, portanto, poderiam potencialmente receber triagem oportuna para RD em ambientes de cuidados primários. | Estudo transversal de base populacional; dados da National Health Interview Survey 2016, 3.229 participantes | Demografia dos Participantes: ● Renda mais baixa: 15,3% (IC 95%, 13,8%-17,0%). ● Níveis educacionais mais baixos: 19,7% (IC 95%, 17,8%-21,6%). ● Afro-americanos: 15,4% (IC 95%, 13,5%-17,4%). ● Hispânicos: 16,0% (IC 95%, 13,7%-18,6%). ● Sem seguro: 6,1% (IC 95%, 4,9%-7,5%). ● Mulheres: 50,1% (IC 95%, 47,7%-52,4%). ● Idade média: 60,1 anos (IC 95%, 59,4-60,8 anos). Visitas a Médicos de Atenção Primária: ● Visitantes de um médico de atenção primária no último ano: 87,7% (IC 95%, 85,9%-89,3%). ● Entre os que não receberam um exame oftalmológico dilatado no último ano: 82,2% (IC 95%, 78,4%-85,4%) visitaram um médico de atenção primária. ● Subgrupo sem seguro: Menos de 78% visitaram um médico de atenção primária no último ano. |
| A7 | Control and complications of diabetes in urban primary care units in Thailand: a cross-sectional study. / Controle e complicações do diabetes em unidades de atenção primária urbanas na Tailândia: um estudo transversal
| Puangpet et al., 2022 23 | Avaliar a qualidade do cuidado diabético (QOC), a prevalência de complicações microvasculares e os fatores de risco associados entre pacientes com DM2 tratados em unidades de atenção primária em áreas urbanas na Tailândia. | Estudo transversal de base populacional; 488 pacientes em 25 unidades de atenção primária. | Controle Glicêmico: Hemoglobina A1C (A1C) < 53 mmol/mol: Mulheres: 41,2%. Homens: 44,4%. Controle glicêmico ruim (A1C > 63 mmol/mol): Mulheres: 31,3%. Homens: 29,7%. Participantes que atingiram todos os objetivos de controle (TOC): 8% (39 participantes). Participantes que atingiram todos os pontos de controle (POC): 65,2% (318 participantes). ● Fatores de Risco para Controle Glicêmico Deficiente: Duração do diabetes > 6 anos: AOR = 1,83 (IC 95% = 1,20-2,79). Sobrepeso: AOR = 2,54 (IC 95% = 1,58-4,08). Obesidade: AOR = 1,71 (IC 95% = 1,05-2,89). Triglicerídeos > 1,7 mmol/l: AOR = 1,81 (IC 95% = 1,25-2,78). Lipoproteína de baixa densidade-colesterol (LDL-C) ≥ 2,6 mmol/l: AOR = 1,55 (IC 95% = 1,04-2,28). Fatores Associados ao Melhor Controle Glicêmico: Idade > 65 anos: AOR = 0,25 (IC 95% = 0,14-0,55). Atingir indicadores de TOC: AOR = 0,69 (IC 95% = 0,43-0,89). Fatores de Risco para Retinopatia Diabética: Obesidade: AOR = 2,21 (IC 95% = 1,00-4,86). Circunferência da cintura acima do normal: AOR = 2,23 (IC 95% = 0,77-2,31). Pressão arterial diastólica > 90 mmHg: AOR = 1,81 (IC 95% = 1,48-1,96). |
| Scopus | |||||
| A8
| Improving the management of type 2 diabetes in China using a multifaceted digital health intervention in primary health care: the SMARTDiabetes cluster randomised controlled trial/ | Zhang, et al 202424 | Uma intervenção de saúde digital multifacetada | Recrutamento e Avaliação: ● Total Recrutado: 2.072 pessoas de 80 grupos comunitários (40 urbanos e 40 rurais). ● Avaliados em 24 Meses: 1.872 (90,3%). Uso do Aplicativo FHPs: ● Comunidades Rurais: 252 (48,6%). ● Comunidades Urbanas: 92 (21,5%). ● Diferença Significativa: p < 0,0001. ● Proporção Média Mensal de Usuários Ativos: 46,4% (DP 7,8%), sem diferença significativa entre áreas urbanas e rurais. Eficácia da Intervenção: ● Controle do ABC: Intervenção: 339 (35,9%). Tratamento Usual: 276 (29,9%). Razão de Risco (RR): 1,20 (IC 95% 1,02-1,40); p = 0,025. Heterogeneidade por Geografia: Rural (42,6%) vs Urbano (27,9%); p = 0,022 para interação. Reduções dos Fatores de Risco: ● Controle Glicêmico: Diferença Média de HbA1c: -0,33% (IC 95% -0,48 a -0,17); p = 0,00025. Diferença Média de Glicemia de Jejum: -0,58 mmol (IC 95% -0,89 a -0,27); p = 0,00013. | |
| A9
| Diabetes care in China: Innovations and implications/ Cuidados com a diabetes na China: inovações e implicações | Jia, W.2022 25 | Descrever as inovações nos cuidados com a diabetes na China e explorar suas implicações para melhorar o gerenciamento da doença, especialmente em áreas com recursos limitados, através de iniciativas como o Sistema de Integração de Xangai (SIM) e o ROADMAP, que buscam integrar cuidados primários e especializados.
| Estudo descritivo sobre programas SIM e ROADMAP em 25 províncias 25 províncias da China, com foco na aplicação de tecnologias de saúde móvel (mHealth) e na integração de serviços de saúde. | ● A prevalência de diabetes na China aumentou de 0,67% em 1980 para 11,2% em 2017. ● O Sistema de Integração de Xangai (SIM) facilitou uma melhor alocação de recursos e aumentou as taxas de triagem e controle de complicações diabéticas. ● Aproximadamente 325.000 pessoas em alto risco foram triadas para diabetes, e 173.235 pacientes com diabetes tipo 2 foram triados para complicações crônicas, com uma alta prevalência de complicações microvasculares. ● O ROADMAP, baseado em mHealth, mostrou eficácia significativa no controle glicêmico, com uma melhora de 7% no controle da hemoglobina glicada após um ano de acompanhamento. ● O modelo hierárquico de gerenciamento e uso de tecnologias digitais demonstrou potencial para ser aplicado em outras regiões de baixa e média renda |
| Web of Science | |||||
| A10 | Assessment of awareness about diabetic retinopathy among Diabetics in primary health care centre of Al-Kharj, Saudi Arabia. | Al Jarallah et al., 2023 26 | Avaliar o nível de conscientização pública e criar uma compreensão de uma possível complicação como a retinopatia diabética entre pacientes diabéticos. | Estudo transversal | ● Conhecimento sobre Retinopatia Diabética ● Conscientização sobre Retinopatia Diabética: 79,6% dos diabéticos estavam cientes de que a retinopatia diabética é uma possível complicação do diabetes. Fontes de Informação: Mídia: 16,5% extraíram informações da mídia. Médicos: 46,6% confiaram em médicos para obter informações. Percepções e Ações dos Pacientes Cegueira e Diabetes: 57,3% relataram que o diabetes pode causar cegueira. 56,9% disseram que o diabetes pode afetar os olhos sem afetar a visão e que o tratamento é necessário nesse período. ● Consulta Médica: 62,1% consultaram um médico antes. 46,6% visitaram o médico devido a algum sintoma. ● Conhecimento sobre Tratamentos: 68,0% dos pacientes não tinham ideia sobre as várias modalidades de tratamento para retinopatia diabética. |
| A11 | Unveiling the Veil: Exploring Diabetic Retinopathy Awareness and Behaviors of the General Population of Hafr Al Batin, Saudi Arabia/Desvendando o Véu: Explorando a Conscientização e os Comportamentos da Retinopatia Diabética da População Geral de Hafr Al Batin, Arábia Saudita
| Alswailmi, F.K., 2023 27
| Explorar o nível de conscientização e a atitude da população em geral de Hafr Al Batin, Arábia Saudita, em relação à retinopatia diabética (RD), considerando a alta prevalência de diabetes mellitus (DM) na região. | Estudo transversal baseado em questionários autoadministrados distribuídos à população geral de Hafr Al Batin, Arábia Saudita, de janeiro a setembro de 2023. | ● Perfil dos Participantes ● Gênero: 55,7% homens. 44,3% mulheres. ● Educação e Status Econômico: Variados. ● Diagnóstico de Diabetes: 94,3% diagnosticados com diabetes. ● Conhecimento, Atitude e Práticas ● Conhecimento: Nível médio de conhecimento sobre retinopatia diabética (67,4%). Atitude: 30,8% com atitude favorável em relação à retinopatia diabética. 69,2% com níveis médios de atitude. ● Práticas: 71,2% dos entrevistados apresentaram baixos níveis de prática relacionada à retinopatia diabética. Associação e Conclusão ● Associação: ● A pesquisa explorou a relação entre fatores sociodemográficos e o conhecimento, atitude e prática dos participantes. |
Fonte: autoria própria (2024).
A análise dos artigos selecionados revelou uma variedade de metodologias e resultados, contribuindo para um entendimento abrangente sobre as melhores práticas e estratégias para promover o autocuidado e, consequentemente, prevenir essa complicação ocular. A distribuição destacada na Figura 1 indica um aumento no interesse e na produção de pesquisas sobre o tema nos últimos anos, refletindo a crescente preocupação com a prevenção da retinopatia diabética e a promoção do autocuidado entre pacientes diabéticos.
A avaliação da qualidade metodológica dos estudos, realizada por meio da Escala de Newcastle-Ottawa, revelou que a maioria dos artigos selecionados atendeu aos critérios de qualidade mínima, reforçando a confiabilidade das evidências analisadas nesta revisão. Além disso, foram identificadas lacunas na literatura, como a necessidade de estudos longitudinais que avaliem a eficácia das intervenções educativas em diferentes contextos e populações, bem como investigações sobre a implementação de programas na atenção primária à saúde. Os resultados dos estudos analisados revelam a complexidade do manejo do DM e suas complicações, destacando a importância do monitoramento regular e da adesão a programas de triagem, especialmente para a retinopatia diabética.
Os estudos analisados evidenciaram achados importantes acerca do monitoramento regular e da adesão a programas de triagem para a RD. Foram identificadas diferenças significativas entre áreas urbanas e rurais impactando diretamente a frequência do monitoramento glicêmico, indicando a necessidade de abordagens educacionais com suas especificidades. A urgência em aumentar a conscientização acerca das complicações oculares e a adesão ao rastreamento foram enfatizadas em estudos que se complementam, evidenciando barreiras como custos e falta de informações que ainda necessitam ser superadas17,18,19.
Em um estudo de metodologia transversal, cujo objetivo foi examinar a regularidade de acompanhamento e monitoramento glicêmico de 2130 pacientes na atenção primária, foram identificadas diferenças entre áreas urbanas e rurais, além da necessidade de estratégias educacionais adaptadas as realidades locais17
Fatores de adesão ao rastreamento de retinopatia diabética foram explorados em estudo similar, com 397 participantes, na Arábia Saudita, identificando barreiras consideráveis, como dificuldades no acesso a consultas e a ausência de sintomas oculares18. Corroborando com essa análise, verificou-se níveis de conhecimento, atitude e prática sobre doenças oculares diabéticas entre 293 pacientes da região de Jazan evidenciando deficiências significativas no conhecimento e prática relacionados à retinopatia19.
Modelos de educação integrada sobre diabetes e triagem ocular foram propostos em populações indígenas australianas, observando melhorias na adesão ao rastreamento e na detecção precoce de retinopatia e resultados positivos na gestão do diabetes. No contexto dos Estados Unidos, foram estimados por meio de uma pesquisa transversal com 3229 adultos, a porcentagem de diabéticos com risco elevado que visitaram médicos da atenção primaria, identificando lacunas significativas no acesso ao rastreamento ocular20,21.Em estudo realizado em unidades de atenção primária urbanas na Tailândia com 488 pacientes, revelou alta prevalência de complicações microvasculares e um controle glicêmico insatisfatório, com fatores de risco como obesidade e duração prologada do diabetes ocasionando impacto negativo nos resultados23.
Esses achados ressaltam a importância da integração de estratégias de rastreamento e educação em diabetes para melhorar os desfechos de saúde ocular e glicêmica. A combinação de tecnologias digitais e intervenções multifacetadas, como explorado no estudo SMARTDiabetes, também foi indicada como um caminho promissor para a melhoria do manejo do diabetes tipo 2 em contextos de atenção primária24.
As intervenções observadas nas evidências que integraram a triagem de retinopatia aos serviços de educação em diabetes, demonstraram resultados promissores, como o aumento na detecção precoce entre populações específicas, como as indígenas. Esses achados reforçam que a combinação de educação e triagem não somente melhora os resultados da saúde ocular, como também promovem o autocuidado efetivo entre os pacientes, fortalecendo o engajamento no tratamento. Esse modelo de integração pode ser uma estratégia eficaz para otimizar o manejo da RD, como apontado pelos resultados observados20,21.
Contudo, um dos maiores desafios ainda se refere ao acesso aos serviços de saúde, especialmente em áreas rurais e locais com infraestruturas de saúde limitada. As barreiras estruturais apresentam desafios para a detecção precoce dessas complicações. Nesse cenário, a adoção de modelo educacionais integrados e culturalmente sensíveis se revelam eficazes. Respeitar os contextos culturais e ofertar a educação personalizada podem resultar em melhores desfechos em saúde, especialmente para a população em situações menos favorecidas, como as indígenas australianos. Essa dinâmica sugere que programas integrados, que alinham triagem e educação, podem ser replicados em outras regiões com o intuito de otimizar o manejo da RD 22,23.
Outro ponto relevante é a falta de orientação médica um fator significativo, que sugere que profissionais de saúde devem assumir um papel mais ativo na educação dos pacientes. O conhecimento precário sobre a RD, evidenciado em várias regiões indicam que ainda há um caminho a percorrer para aumentar a conscientização pública e a prática de exames preventivos. Isso ressalta a necessidade de campanhas educativas mais abrangentes e conínuas23,24.
Ademais, a implementação de inovações tecnológicas e digitais no cuidado a diabetes configura um grande avanço, especialmente em áreas com alta prevalência de diabetes e limitações no acesso ao cuidado de saúde. As intervenções digitais que viabilizam o monitoramento glicêmico e o engajamento dos pacientes tem mostrado potencial para mitigar complicações e melhorar o controle glicêmico. Iniciativas como o Sistema de Integração de Xangai e outras ferramentas digitais sugere que as tecnologias podem ser fundamentais para alcançar pacientes que porventura apresentem risco de não receberem o acompanhamento necessário24,25.
Em contrapartida, estudos evidenciam a importância do contato regular com a atenção primária na detecção precoce da retinopatia diabética e no manejo adequado do diabetes. O fortalecimento da relação entre pacientes e profissionais de saúde em contextos primários, por meio de consultas de rotina oferece uma oportunidade valiosa para reforçar a educação em saúde e incentiva a triagem preventiva, o que pode resultar em impactos positivos na gestão da doença e na prevenção de complicações mais graves 26,27.
Os resultados dos artigos analisados no Quadro 1 não apenas fornecem uma base sólida para o desenvolvimento de futuras intervenções educativas, mas também sugerem direções para pesquisas futuras que podem contribuir para a prevenção eficaz da retinopatia diabética e o aprimoramento do autocuidado em pacientes com diabetes mellitus.
Com base nos resultados analisados, o presente trabalho propõe direções para futuras pesquisas que busquem avaliar a efetividade de programas educativos direcionados a populações específicas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, considerando aspectos socioculturais e barreiras de acesso. Recomenda-se também a implementação sistemática dessas intervenções em ambientes de atenção primária à saúde, com foco na promoção do autocuidado, no uso de tecnologias acessíveis e na capacitação das equipes de saúde, com o objetivo de melhorar a prevenção da retinopatia diabética e otimizar o controle glicêmico em pacientes com DM.
A revisão integrativa da literatura realizada neste estudo destaca a relevância das intervenções educativas no autocuidado para a prevenção da retinopatia diabética na atenção primária à saúde. Os artigos selecionados demonstram que intervenções educativas são eficazes na promoção do autocuidado e no controle glicêmico entre pacientes com diabetes mellitus.
Conclui-se que o fortalecimento da educação em saúde pode contribuir significativamente para a redução da incidência e progressão da retinopatia diabética. Assim, é imperativo que profissionais de saúde e gestores incorporem essas estratégias educativas nas práticas de atenção primária, visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes e prevenir complicações graves associadas ao diabetes.
Portanto, este estudo aponta para a necessidade de mais pesquisas sobre a eficácia de diferentes abordagens educativas e o impacto a longo prazo dessas intervenções na saúde ocular dos pacientes diabéticos. As evidências apresentadas reforçam a importância da educação em saúde como um componente essencial no manejo do diabetes e na promoção do autocuidado, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais eficiente e centrado no paciente.
Os autores utilizaram a Inteligência Artificial ChatGPT OpenAI GPT-4 / GPT-5 (conforme disponível em 2025) para auxílio na síntese do quadro na seção Principais Resultados; apoio em correções gramaticais do texto, utilizado para otimizar a clareza e a concisão na apresentação dos resultados e aperfeiçoamento da correção linguística do material, sem alteração de conteúdo científico. No entanto, todas as buscas pelos conteúdos e classificação da qualidade dos artigos foram realizadas de maneira autoral.
[1] Mestrado em Saúde da Família (em andamento); Especialização em Oftalmologia Clínica e Cirúrgica; Graduação em Medicina – Universidade Gama Filho (2006). ORCID: 0009-0009-4210-4952. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0164482479319871.
[2] Orientador. Doutorado em Cirurgia – Universidade Federal dePernambuco; Mestrado em Cirurgia – Universidade Federal de Pernambuco (2003); Mestrado em Gestão Organizacional de Serviços de Saúde – Universidade de Pernambuco / Universidade de Valência (1999); Mestrado em Administração Hospitalar – Universidade de Madrid (1998); Especialização em Medicina do Esporte – UFPE (2000); Especialização em Acupuntura – UFPE (1999) e Graduação em Medicina (1996). ORCID: 0000-0003-4151-7316. Currículo Lattes: Http://lattes.cnpq.br/2222627112309186.
[3] Doutorado em Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos – UFRN (2021); Mestrado em Ciências Farmacêuticas – UFPI (2016); Especialização em Prescrição de Medicamentos por Enfermeiros nos Serviços Públicos de Saúde – Faculdade Holística (2024); Especialização em Microbiologia Aplicada ao Laboratório Clínico – Instituto Nacional de Cursos (2016); Graduação em Farmácia – Centro Universitário Santo Agostinho (2014); Graduação em Enfermagem – UniFacid/Wyden (2011). ORCID: 0000-0003-0840-8097. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/1460612070343601.
[4] Doutorado em Engenharia Biomédica – UNIVAP (2021); Mestrado em Enfermagem – UFPI (2009) e Graduação em Enfermagem – UFPI (1994). ORCID: 0000-0002-1648-5298. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6252799610100325.
Material recebido: 25 de julho de 2025.
Material aprovado pelos pares: 06 de agosto de 2025.
Material editado aprovado pelos autores: 01 de novembro de 2025.
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