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Prevalência da Hepatite “A” nos Pacientes Atendidos no Laboratório de Análises Clínica do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal- Paraíba, de Janeiro à Julho de 2011

RC: 18116 -
Prevalência da Hepatite “A” nos Pacientes Atendidos no Laboratório de Análises Clínica do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal- Paraíba, de Janeiro à Julho de 2011
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QUEIROZ, Djair Almeida de [1], QUEIROZ, Emely Trajano [2], QUEIROZ, Maria Cristina Trajano [3]

QUEIROZ, Djair Almeida de; QUEIROZ, Emely Trajano; QUEIROZ, Maria Cristina Trajano. Prevalência da Hepatite “A” nos Pacientes Atendidos no Laboratório de Análises Clínica do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade ederal- Paraíba, de Janeiro à Julho de 2011. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 07, Vol. 07, pp. 142-178, Julho de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Este estudo tem por finalidade avaliar a prevalência da hepatite aguda viral tipo “A”(HAVA),assim como sua relação com nível socioeconômico, idade, sexo, história clínica prévia dos pacientes assistidos pelo Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba. É um estudo do tipo não experimental, de nível descritivo com componente analítico misto, de corte longitudinal descritivo retrospectivo, onde foram colhidas informações através de prontuários dos pacientes, requisições de solicitação de exames, laudos de exames laboratoriais, levando em consideração as variáveis para analisar as condições socioeconômicas da população assistida. Os principais resultados encontrados são: Com 359 solicitações médicas para exames de pesquisa para hepatite A, com resultado de 40 pacientes reagentes, por tanto a prevalência e de 0,11%. Na pesquisa diagnostica-se que a hepatite A, é uma doença endêmica, tanto na capital, João Pessoa (40%), do estado da Paraíba. Sendo os casos confirmados em número maior no mês no mês de janeiro (20,9%). Quanto à idade e ao sexo, cataloga-se maior frequência, na faixa etária de 5 a 12 anos, de sexo masculino (32,50%) apresentam maior frequência de diagnostico da enfermidade. Os pacientes da cidade de João Pessoa doentes de hepatite A, são (40%) de 12 bairros distintos. Ocorrendo uma prevalência e Sazonalidade (1,34). Identifica-se que existe subnotificações dos casos diagnosticados (52%); ademais não foi possível identificar a real localização da fonte de infecção da hepatite A por falta de informação na ficha de notificação da SINAN (100%). Este estudo servirá para que haja mais aplicabilidade da vacina anti- HAV e melhorias nas condições sanitárias, assim a diminuição da prevalência da hepatite A, melhorando as condições de vida da população.

Palavras-chave: Prevalência, Hepatites Virais, Hepatite A, Laboratório de Analises Clinicas, Hospital.

1. Introdução

As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes vírus hepato trópicos que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. Possuem distribuição universal e observam-se diferenças regionais na ocorrência e magnitude destas em todo mundo, variando, de acordo com o agente etiológico. Têm grande importância para a saúde pública em virtude do número de indivíduos acometidos e das complicações resultantes das formas agudas e crônicas da infecção (BRASIL, 2005).

As hepatites virais é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A hepatite aguda viral (HAV) é uma infecção que existe em todo mundo, e que é responsável por significativa morbidade. Do ponto de vista epidemiológico, a disseminação rápida e os grandes surtos de HAV, além da ausência de evolução para cronicidade, a distinguem das hepatites B e C. Algumas formas de hepatite aguda podem ter evolução clínico-laboratorial num período superior a seis meses. O quadro clínico-laboratorial pode apresentar-se de forma contínua ou recorrente e, em alguns casos, persiste por até doze meses. Esta forma pode ser observada em alguns casos de hepatite A em adultos (LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004).

A infecção pelo vírus da hepatite A pode também causar hepatite fulminante e ser fatal[4]  A designação de hepatite fulminante viral deve-se ser reservada aos casos com menos de 30 dias de evolução e sem referência a hepatite prévia[5], este termo é utilizado para designar a insuficiência hepática aguda, caracterizada pelo surgimento de icterícia, coagulopatia e encefalopatia hepática em um intervalo de tempo de até oito semanas (FERREIRA, 2004).

A pesquisa foi realizada no Hospital Universitário Lauro Wanderley – HULW, João Pessoa-PB; através do perfil epidemiológico e a sazonalidade da hepatite; com os pacientes atendidos no laboratório de análises clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba no período de janeiro a julho do ano de 2011 (LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004).

Este trabalho de pesquisa e relevante para a saúde pública porque tem por finalidade demonstrar a prevalência da hepatite viral A nos pacientes atendidos no Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba.

Identificar perfil epidemiológico da região e a sazonalidade que orienta sobre as doenças que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial, quais doenças sazonais que tem sintomatologia semelhante a da hepatite A (febre, náusea, vômito, dor abdominal) e outras patologias que causa danos ao fígado (hepatopatias).

A interpretação dos exames laboratoriais para a diferenciação entre a hepatite A e outras patologias que causam hepatopatias. A distribuição geográfica da hepatite A no estado da Paraíba e na cidade de João Pessoa. No trabalho amostra-se a importância dos conceitos de higiene básica, a aplicação da vacina anti-Hepatite A e suas vantagens.

Assim, servir de orientação para a melhoria das condições sanitárias e poder reduzir a transmissão pessoa a pessoa, diminuindo sua força de infecção. Reconhecer à importância da distribuição geográfica da hepatite A para o planejamento e tomar de decisões de vigilância epidemiológica.

2. Revisão da literatura

As hepatites podem ser causadas por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Podem ser avaliada, através das vias de transmissão que pode ser sexual e parenteral (hepatite B e C) e a via entérica (hepatite A e E) a mais comum (BRASIL, 2008).

Hepatite A é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus HAV que é transmitido por via oral-fecal, de uma pessoa infectada para outra saudável, ou através de alimentos (especialmente os frutos do mar, recheios cremosos de doces e alguns vegetais) ou da água contaminada (VARELLA, 2011).

Esse vírus pode sobreviver por até quatro horas na pele das mãos e dos dedos. Ele é também extremamente resistente à degradação provocada por mudanças ambientais, o que facilita sua disseminação, e chega a resistir durante anos a temperaturas de até 20ºC negativos. A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é deficiente ou não existe. Uma vez infectada, a pessoa desenvolve imunidade contra VHA por toda a vida (VARELLA, 2011).

Manifestações sistêmicas são incomuns e incluem crioglobulinemia, nefrite, vasculite leucócito clástica e meningoencefalite. A evolução mais comum e de recuperação completa em três semanas, mas pode em poucos casos apresentar surtos mais leves até seis meses apos a infecção (VARELLA, 2011).

Na maioria das hepatites, as lesões regridem sem deixar vestígios anatômicos e funcionais, configurando formas de evolução benigna, com restituição integral do parênquima hepático. Em algumas formas, determinadas principalmente pelos vírus B e C, a evolução pode se alongar e mesmo assim evoluir para cura, ou então progredir, sob a forma de hepatite crônica. (BRASIL, 2011:39).

Trata-se de uma condição rara e potencialmente fatal, cuja letalidade é elevada (de 40 a 80% dos casos). As formas fulminantes são raras e sua frequência varia conforme a etiologia, idade e condições epidemiológicas e socioeconômicas locais (BRASIL, 2004).

A hepatite A aparece frequentemente com taxas que varia entre 02 e 08%. O número de casos registrados na população norte-americana é de 2.000 por ano ou 1/100.000 habitantes. A América de Sul e o Subcontinente Indiano apresentam incidência de hepatite fulminante induzida pelo vírus da hepatite A em virtude da alta prevalência desse vírus na comunidade (LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004).

Manifestações sistêmicas são incomuns e incluem crioglobulinemia, nefrite, vasculite leuco citoclástica e meningoencefalite. A evolução mais comum e de recuperação completa em três semanas, mas pode em poucos casos apresentar surtos mais leves até seis meses apos a infecção (LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004).

Basicamente, a fisiopatologia está relacionada á degeneração em massa dos hepatócitos, com destruição parenquimatosa do órgão, o fígado apresenta volume diminuído e instala-se um quadro de insuficiência hepática aguda, com encefalopatia, hemorragias, como e óbito. A encefalopatia, denominada de encefalopatia hepática, apresenta alterações do nível de consciência, desde a euforia, desorientação, confusão mental, sonolência, letargia, até coma e óbito (LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004).

Estão presentes outras manifestações clínicas. Os primeiros sinais e sintomas são brandos e inespecíficos. Icterícia e indisposição progressiva, urina escura, a coagulação anormal são sinais que devem chamar atenção para o desenvolvimento de insuficiência hepática. A deterioração neurológica progride para o coma ao longo de poucos dias após a apresentação inicial. Na Índia, uma causa frequente dessa forma de hepatite entre mulheres grávidas é o vírus da hepatite E. (VHE) (BRASIL, 2004).

3. Marco metodológico – desenho metodológico

3.1 Unidade de análises

A pesquisa foi realizada no Hospital Universitário Lauro Wanderley – HULW, João Pessoa-PB; a traves do perfil epidemiológico e a sazonalidade da hepatite; com os pacientes atendidos no laboratório de análises clínica do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba no período de janeiro a julho do ano de 2012; no Laboratório de análises clínicas do Hospital.

3.2 Caráter da pesquisa

Projeto: foi escolhido o projeto não experimental, sem a manipulação deliberada de variáveis, para logo após serem analisadas (KELINGER, 2002.Apud. HERNANDEZ SAMPIERI. 2010).

Trata-se de um estudo de corte transversal retrospectivo, de tipo descritivo com delineamento retrospectivo e enfoque misto.

Estudo de tipo descritivo (BONITA, et al, 2010), o estudo limita-se a descrever a ocorrência de uma doença em uma população, sendo frequentemente o primeiro passo de uma investigação epidemiológica (CHIZZOTTI. 2009).

3.3 Fonte os dados

Para a obtenção de dados primeiramente procede se à leitura de bibliografias referentes ao tema estudado. Em seguida procede se a análise de um banco de dados, arquivos, prontuário dos pacientes analise laboratórios, sobre a mostra de estudos.

Os dados coletados nos arquivos do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, foram estudados 359 casos com solicitação de exames para anti-HAV IgM e IgG, de todos os pacientes ambulatoriais e internos com solicitação de exames para hepatite no período de 01 de janeiro a 31 de julho do ano de 2011.

3.4 População de estudo.

Na Paraíba, o Censo identificou 36.380 domicílios particulares localizados em aglomerados subnormais. No Nordeste, dos 70 municípios com aglomerados subnormais, 52 deles (2,9%) se localizavam nas regiões metropolitanas. A região metropolitana de João Pessoa é composta por 1.193.892 habitantes, sendo que 8,5% moram em favelas, 101.888. Na capital são 91.351 pessoas morando em favelas. Em Campina Grande são 29.039. Em Bayeux, 7.835 habitantes. Já em Cabedelo são 2. 090 e em Santa Rita são 612 pessoas. Isto demonstra a avaliação das condições socioeconômica da população do estado.

A Paraíba apresenta-se da seguinte forma:

Tabela – Síntese do estado da Paraíba.

Paraíba
Capital João Pessoa
População 2010 3.766.528 hab.
Área (km²) 56.469,466
Número de Municípios 233

Fonte: IBGE, senso 2010.

Tabela – Estabelecimentos de Saúde. 2009.

Estabelecimentos de Saúde públicos federal 06
Estabelecimentos de Saúde públicos estadual 57
Estabelecimentos de Saúde públicos municipal 1.762
Estabelecimentos de Saúde públicos total 1.825
Estabelecimentos de Saúde privado 787
Estabelecimentos de Saúde total 2.622

Fonte: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

3.5 Amostra

Para compor a amostra foram adotados os seguintes critérios de inclusão: ser pacientes de ambos os sexos com diagnostico confirmado de hepatites “A”, atendidas na Clinica do HULW no limite cronológico de 01 de janeiro a 31 de julho de 2012.

Procedimento de coleta de dados.

Foi realizada através dos prontuários dos pacientes com hepatites “A” diagnosticados, que tenha um quadro laboratorial confirmado.

Na Clinica do HULW recebeu-se um comunicado escrito do pesquisador, solicitando autorização para o acesso dos dados relativos à pesquisa.

As informações foram colhidas através dos prontuários dos pacientes, requisições de solicitação exames de análises clínicas e laudos dos exames de análises, também, foram colhidos informações no departamento de epidemiologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba. As informações foram colhidas se analisadas à luz da literatura. Após avaliação da análise realizada, os resultados estão apresentados em tabelas e gráficos, traçando um perfil da prevalência de infecção por o vírus da hepatite “A”.

4. Análises e discussão dos resultados.

Esta pesquisa apresenta o cenário epidemiológico das hepatites virais A e suas tendências de distribuição e impacto no Município de João Pessoa com dados atualizados até a 52ª semana epidemiológica de 2011.

4.1 Prevalência de hepatite viral a no município de João Pessoa.

Durante o período de 01 janeiro a 31 de julho de 2011 o Laboratório Hospital Universitário Lauro Wanderley – Universidade Federal do Paraíba, no Município de João Pessoa (UHLW-UFPB) foi atida 44.227 pacientes com 364 solicitações médicas para exames de pesquisa para hepatite A, sendo que houve cinco solicitações repetidas de exames para hepatite A de alguns desses pacientes, poucos dias após a primeira solicitação de exames para hepatite A, sendo que o sistema de registro cadastro dos exames, mesmo informatizado, não detecta tais repetições resultando um número de 359 pacientes, e com 40 pacientes reagentes, por tanto a prevalência e de 0,11%.

Tabela Atendimento Laboratório Hospital Universitário Lauro Wanderley – Universidade Federal do Paraíba (HULW-UFPB) –2011.

Ano Nº de atendimento Nº de solicitação p/anti-HAV IgM Nº de casos reagentes Prevalência
 

2011*

 

44.227=

 

364

 

40

 

0,11%

Fonte: Lac. HULW-UFPB. *2011.  período de janeiro a julho

Em motivo do extenso espectro dessas enfermidades e da proporção considerável de ocorrências assintomáticas que permanecem desconhecidos do sistema de vigilância, calcula-se que muitos casos não sejam notificados, provocando alta subnotificação.

Na Região Nordeste, de 1999 a dezembro de 2012, foi notificado no SINAN um total de 43.187 casos confirmados de hepatite A, o que corresponde a 31,2% do total de casos no Brasil, com taxa de incidência de 4,3 de casos de hepatite A por 100.000 habitantes; no Paraíba no período de 01 janeiro a 31 de julho de 2011 o Laboratório Hospital Universitário Lauro Wanderley – Universidade Federal do Paraíba, no Município de João Pessoa (UHLW-UFPB) com 364 solicitações médicas para exames de pesquisa para hepatite A, com (14,3%) equivalente á prevalência de 0.11%.

Em 2011, observara-se a maior taxa de incidência de casos de hepatite A por 100.000 habitantes em João Pessoa/PB (7,0).

4.2 Perfil epidemiológico da região e sazonalidade que orienta sobre a hepatite A.

Variável: Idade& Sexo.

A susceptibilidade da Hepatite A é universal, sem diferença entre os sexos e raças.

Quanto à idade e ao sexo, cataloga-se, na faixa etária menor de cinco anos de idade e do sexo masculino foram 04 (10%) casos, do feminino 02 (5%) casos.  De 5 a 12 anos, masculino 13 (32,50%) casos e feminino 11(27,50%) casos. De 13 à 19 anos o sexo masculino 06 (15%) casos e feminino 01 (2,50%) caso.

Segundo o Estudo de Prevalência de Base Populacional, realizado nos 2011, a prevalência de positividade sorológica, no Município de João Pessoa, indicativa de exposição à infecção pelo vírus da hepatite A, na faixa etária entre 05 e 12 anos foi de 59,0% (IC 95% 27,50%-32,50%), o que corresponde a uma endemicidade intermediária para esse agravo.

Gráfico - 1 Pacientes com notificação positivos para anti-HAV IgM. Fonte: Lac. HULW-UFPB – 2011.
Gráfico – 1 Pacientes com notificação positivos para anti-HAV IgM. Fonte: Lac. HULW-UFPB – 2011.

Variável: Condições de habitação.

A maioria das pessoas com hepatite A diagnosticadas moram em favelas (75%). Dentre as condições de habitação descritas em outros, citam-se: Mora em apartamento, mora em casa.

No Hospital, de um modo geral, em cerca das 50% dos casos de hepatite A não coliga a fonte de contágio. A disseminação do agravo está de acordo, francamente, com o nível socioeconômico e cultural da população, compõe-se em um indicador de condições sanitárias da população.

Neste trabalho de pesquisa não só ocorreu 52,5% dos casos positivos para anti HAVIgM subnotificados como a totalidade das fichas SINAN não identifica a fonte de contágio, dificultando tomar medidas e estratégias pela vigilância epidemiológica no combate da hepatite. As pessoas que vivem em áreas sem saneamento têm uma ocorrência maior de casos de hepatite A, as que em áreas saneadas, por contraírem mais doenças, como as hepatites virais, que pode ser necessário o isolamento/afastamento do paciente de suas atividades normais, os sintomas destas doenças interferem em seus rendimentos. Segundo estudos da OMS a cada dólar aplicado em projetos de saneamento há uma economia de até nove dólares na área da saúde, significa dizer saneamento e saúde está intimamente ligada, sem saneamento sem saúde.

Variável: Provável mecanismo de infeção.

Os maiores fatores de risco são o convívio familiar, de maneira especial com crianças menores de seis anos, nutrimento disposto por ambulantes 9%, e as concorrências institucionais, 18%: militares, creches, prisões. A transmissão da doença em estudo é mais frequente quando há frequentação pessoal íntimo e prolongado dos doentes com sujeitos suscetíveis à hepatite A 17%.

Na investigação da possível forma de transmissão, percebeu- se que 22% dos casos de hepatite A foram adquiridos pelo uso de drogas injetáveis, 19% ocorreram por transmissão vertical; 10%, por acidentes de trabalho; 5% por transmissão transfusional.

A Hepatite A cronificada é avaliada um grande problema de saúde pública no Brasil, tanto pela quantidade de pessoas afetadas quanto pelo desfecho dos casos e gastos com saúde pública.

Gráfico 2 - Percentagem segundo provável fonte de transmissão da enfermidade. Fonte: Dados da pesquisa.
Gráfico 2 – Percentagem segundo provável fonte de transmissão da enfermidade. Fonte: Dados da pesquisa.

Variável: Conhecimento de Mecanismo de infecção identificados na ficha SINAN.

Quanto aos mecanismos de infecção, que devem ser informados no campo 38 da ficha de investigação para hepatites virais, SINAN (anexo), aqueles casos que foram notificados, foram assinalados como ignorados, ficando sem informação de qual foi à forma de infecção, se foi por ingestão de água/alimentos ou se por qual outro mecanismo de infecção (fatores de risco associados). No campo 40 da ficha SINAN, Município de exposição e local de exposição, também não foram informados. Identificamos apenas os endereços residências dos pacientes e não a fonte real da infecção da hepatite A e nem a forma de contagio.

Os maiores fatores de risco são o convívio familiar, principalmente com miúdos menores de seis anos, nutrição aprontada por ambulantes e as aglomerações institucionais (militares, creches, prisões)

A transmissão é mais comum quando há contato pessoal íntimo e prolongado dos doentes com indivíduos suscetíveis à hepatite A. De uma maneira geral, em cerca da metade dos casos de hepatite A não identifica a fonte de contágio. A disseminação está de acordo, diretamente, com o nível socioeconômico da população, constitui-se em um indicador de condições sanitárias da população. Neste trabalho de pesquisa não só ocorreu 52,5% dos casos positivos para anti HAVIgM subnotificados como a totalidade das fichas SINAN não identifica a fonte de contágio, dificultando tomar medidas e estratégias pela vigilância epidemiológica no combate da hepatite A.

Tabela – Conhecimentos de Mecanismo de infecção.

ALTERNATIVAS f(x) %
Não identificado nas fichas SINAN 40 100%
Sim identificados na ficha SINAN 0 0%
TOTAL 40 100%

Fonte: Dados da pesquisa.

4.3 Distribuição geográfica de hepatite a nas regiões de paraíba

Variável: Regiões de moradia dos pacientes com Hepatite A.

Os 40 pacientes positivos para hepatite A, 24 pacientes são domiciliados em várias cidades do estado da Paraíba e diversas regiões, da região litorânea, da zona da mata e do alto sertão. Dos pacientes com hepatite A, 24 pacientes são originados de várias cidades do estado da Paraíba e diversas regiões, desde região litorânea, da zona da mata até do alto sertão, verificou-se, também, que são residentes de 14 cidades do estado da Paraíba e 16 pacientes da cidade de João Pessoa de 12 bairros distintos confirmando a endemicidade para a Hepatite A tanto para o estado quanto para a capital da Paraíba. Apresenta 07 cidades da região do Litoral: Cabedelo com um caso, João Pessoa com dezesseis casos, Bayeux com três casos, Santa Rita com seis casos, Conde com três casos, Caapora com um caso e Pedras de Fogo com um caso.  Três cidades da região do Brejo: Ita pororoca com três casos, Aracati com um caso, Pilões com um caso. Três cidades da região do Agreste: Dona Inês com um caso, Pilar com um caso e São Miguel de Taipu com um caso; e uma cidade da região do Sertão: Coremas, com um caso.

Figura 1- Posição Geográfica da Hepatite A dos endereços residenciais na Paraíba. Fonte: Lac. HULW-UFPB, 2011( Figura modificada pelo autor).
Figura 1- Posição Geográfica da Hepatite A dos endereços residenciais na Paraíba. Fonte: Lac. HULW-UFPB, 2011( Figura modificada pelo autor).

Variável: Distribuição geográfica da hepatite A na cidade de João Pessoa.

Os da cidade de João Pessoa são 16 pacientes de 12 bairros distintos. Ocorrendo uma prevalência nos meses de janeiro, fevereiro e março (verão) quando acontece a escassez de água e contaminação dos mananciais através de esgotos, ora correndo a céu aberto, ora rede coletora mal conservada ou construídas de forma inadequada, e reincidindo no mês de maio (com o início das chuvas) ocorrendo enchentes, principalmente nas populações ribeirinhas.

Há prevalência no bairro de Funcionários com três casos, Valentina com dois casos, Grotão com dois casos, Jaguaribe com um caso, Bairro dos Estados com um caso, José Américo com um caso, Centro com um caso, Novais com um caso, Engenho Velho (área rural que faz parte do Distrito Industrial) com um caso, Ilha do Bispo com um caso, Mandacaru com um caso, Mangabeira com um caso de hepatite A, totalizando 16 casos de hepatite A distribuídos em 12 bairros, significando que a cidade é uma área endêmica para Hepatite A.

Figura 2 -Distribuição geográfica da hepatite A na cidade de João Pessoa.
Figura 2 -Distribuição geográfica da hepatite A na cidade de João Pessoa.

Variável: Nos registros do Serviço de Vigilância Epidemiológica do HULW/UFPB a frequência por HAV IgM reagente segundo residência.

Tabela de Distribuição geográfica da frequência por HAV IgM reagente segundo residência no período de janeiro a julho de 2012.
Tabela de Distribuição geográfica da frequência por HAV IgM reagente segundo residência no período de janeiro a julho de 2012.

 Conclusão

A hepatite aguda viral (HAV) é uma infecção que existe em todo mundo, e que é responsável por significativa morbidade; neste trabalho adotou-se o seguinte objetivo no trabalho: Determinar o índice de prevalência da hepatite nos pacientes atendidos no laboratório de análises clínicas do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal do Paraíba, janeiro a julho de 2011.

Durante o período de estudo foi atendidos 44.227 pacientes com 364 solicitações médicas para exames de pesquisa para hepatite A, sendo que houve 05 solicitações repetidas de exames para hepatite A  de alguns desses pacientes, pouco dias após a primeira solicitação de exames para hepatite A, sendo que o sistema de registro cadastro dos exames, mesmo informatizado, não detecta tais repetições resultando um número de 359 pacientes, e com 40 pacientes reagentes, por tanto a prevalência e de 0,11%.

Referente a perfil epidemiológico da região e sazonalidade que orienta sobre a hepatite A, quanto à idade e ao sexo, cataloga-se, na faixa etária menor de cinco anos de idade e do sexo masculino foram 04 (10%) casos, do feminino 02 (5%) casos.  De 5 a 12 anos, masculino 13 (32,50%) casos e feminino 11(27,50%) casos. De 13à 19 anos o sexo masculino 06 (15%) casos e feminino 01 (2,50%) caso; com respeito ao razão de frequência absoluta dentre sexo e idade e de 1,86. A maioria das pessoas com hepatite A diagnosticadas moram em favelas (75%). Na investigação da possível forma de transmissão, percebeu- se que 22% dos casos de hepatite A foram adquiridos pelo uso de drogas injetáveis, 19% ocorreram por transmissão vertical; 10%, por acidentes de trabalho; 5% por transmissão transfusional.

A prevalência de base populacional de positividade sorológica, no Município de João Pessoa, indicativa de exposição à infecção pelo vírus da hepatite A, na faixa etária entre 05 e 12 anos foi de 59,0% (IC 95% 27,50%-32,50%), o que corresponde a uma endemicidade intermediária para esse agravo.

Indicativa a frequência de diagnostico de casos hepatite a, segundo mês do ano; obteve-se, uma maior ocorrência da hepatite A nos meses de janeiro 20%, fevereiro 11% e março 13% (período de férias e verão), quando muitas pessoas se deslocam para as praias, e de costume, tanto banhar-se no mar quanto em Maceió (foz dos rios que deságuam no mar), isto comprova a sua contaminação pelo vírus da hepatite A e a não orientação da profilaxia.

Confirmando as estatísticas que a hepatite A tem predominância para o verão quando acontece a escassez de água e contaminação dos mananciais através de esgotos, ora correndo a céu aberto, ora rede coletora mal conservada ou construídas de forma inadequada, e reincidindo no mês de maio na região do litoral (com o início das chuvas), devido às fortes chuvas causando enchentes e alagamentos, principalmente nas populações ribeirinhas e carentes.

Referente à diferença de informações no Laboratório do Hospital Universitário de Paraíba e a SINAN na vigilância epidemiológica. Dos 40 casos positivos para hepatite A no Lac. HULW-UFPB apenas 19 foram notificados ao Serviço de Vigilância Epidemiológica do SINAN; ocorrendo uma diferença de informação dos casos positivos para o anti-HAV IgM entre os registros do Lac. HULW/UFPB e os registros do SER. DIC/SINAN, gerando esta subnotificação de 62 % dos casos diagnosticados de hepatite A.

Nos prontuários médicos há pouca ou nenhuma informação, alguns estão escritos controle de hepatite A, mas não apresenta resultados laboratoriais que comprove a hepatite A ou indicação clínica; são por falta de uma unidade do serviço de vigilância epidemiológica do HULW/UFPB no Lac. HULW-UFPB com pessoal qualificado para acompanhar os atendimentos das solicitações médicas para pesquisa do anti-HAV  já que todas as solicitações não acompanharam a ficha SINAN e as notificadas não apresentaram as informações epidemiológicas, desta forma poderá ser feita no ato de atendimento dos pacientes no Lac.HULW/UFPB colhendo todas as informações da ficha SINAN e assim não correr elevada taxa de subnotificação.

De acordo com instruções do Ministério da Saúde as solicitações médicas para pesquisa de hepatite viral que devem acompanhar a ficha de investigação para Hepatite Viral, SINAN ou estar presente nos prontuários médicos. Tal procedimento não foi cumprido, estas fichas não acompanharam as requisições médicas e nem encontramos nos prontuários médicos, encontrados nos arquivos do Serviço de Vigilância Epidemiológica/ HULW/UFPB apenas 19 notificações da sua totalidade dos casos positivos e estes casos positivos não apresentaram as informações epidemiológicas da ficha SINAN. A falta destas informações dificulta o serviço de vigilância epidemiológica traçar estratégias para controle e/ou erradicação da hepatite A.

Tão logo após a notificação dos casos de hepatite A, deve-se iniciar a investigação epidemiológica para permitir que as medidas de controle possam ser adotadas em tempo oportuno. Identifica-se 14 pacientes não reagentes para o anti-HAV IgM e IgG(pacientes não imunizados). Os Centros de referência para imunologia especial (CREI) dispõem de vacina contra a hepatite A, mas não se encontrou indicação de imunização destes pacientes que apresentaram sintomatologia semelhante à hepatite A.

Assim, a hipótese subjacente de trabalho, “O índice de prevalência da hepatite ”A” aumentará em quanto à gestão de saúde pública não adote medidas preventivas para a doença”, é aceita como certa, tendo em conta especialmente a sub- notificação de ocorrência de novos casos de hepatite A, no sentido de reduzir a taxa de infecção pelo VHA.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DAS ÁGUAS (ANA). Brasília. 2011.

BARRAZA, Dr.Enrique Wolpert. Salud Pública de México.  Salud pública  México, vol.53, supl.1 Cuernavaca, 2011

BRASIL 2005, Ministério da Saúde. Hepatites virais: o Brasil está atento;Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. / Brasília: Ministério da Saúde, 2005,

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ANEXOS

Figura  do Vírus da hepatite A  através da microscopia eletrônica. Fonte: Brasil,2004
Figura  do Vírus da hepatite A  através da microscopia eletrônica. Fonte: Brasil,2004
Figura da Incidência da hepatite A no mundo (PEREIRA,2003)
Figura da Incidência da hepatite A no mundo (PEREIRA,2003)

APÊNDICE

Apêndice A- CERTIDÃO - Comitê de Ética em Pesquisa com seres Humanos - CEP
Apêndice A- CERTIDÃO – Comitê de Ética em Pesquisa com seres Humanos – CEP
Apêndice B - Folhas de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos
Apêndice B – Folhas de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos

Apêndice C- Relatórios de balneabilidade do litoral paraibano
RELATÓRIO SEMANAL Nº 11/2012

A SUDEMA realiza monitoramento semanalmente nas praias localizadas no município de João Pessoa, Lucena e Pitimbu, devido estas estarem localizadas nos centros urbanos com maior fluxo de banhistas. O monitoramento dos demais municípios do litoral paraibano é realizado mensalmente.

Essas semanas das cinquenta e seis praias monitoradas pela SUDEMA três estão classificadas como IMPRÓPRIAS À BALNEABILIDADE:

PRAIA DO BESSA I, localizada no município de João Pessoa – não tomar banho 100 metros à esquerda e a direita da desembocadura do Maceió do Bessa I.

PRAIA DE MANAÍRA, localizada no município de João Pessoa – não tomar banho 100 metros à esquerda e a direita da galeria pluvial.

PRAIA DO MACEIÓ, localizada no município de Pitimbú – não tomar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do riacho do Engenho Velho.

As demais praias estão classificadas como PRÓPRIA À BALNEABILIDADE variando entre as categorias, EXCELENTE, MUITO BOA e SATISFATORIA.

A SUDEMA recomenda aos banhistas que evitem as praias localizadas em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.

Classificação válida até emissão do próximo relatório, em 23 de Março de 2012

Andréa Ferreira Fidele

Coordenadora da CMA

João Pessoa, 09 de Março de 2012

Apêndice D - Ficha SINAN (frente)
Apêndice D – Ficha SINAN (frente)
Apêndice E - Ficha SINAN (verso)
Apêndice E – Ficha SINAN (verso)

Tabela de exames inespecíficos solicitados dos pacientes atendidos no Lac.HULW-UFPB.

Idade Bilirrubinas AST/TGO ALT/TGP GGT F.ALC TAP OBS
2 6,2=4,8+1,4 847 1407 14,6
3 542 1099 19,7
3 5,2=3,1+2,1 469 960
4 2,0=1,3+0,7 493 1189 14
4 10,9=8,1+2,8 2506 788
5 4,6=3,5+1,1 705 1414
5 6,2=4,7+1,5 374 1691 15,6
6 3,3=1,8+1,5 89 418
6 7,9=6,5+1,4 902 1644 17,9
6 4,6=3,5+1,1 204 604 14,9
6 2,5=1,6+0,9 710 567 15,1
6 15,1=9,9+5,2 652 1743 Ancilóstomo,

E. coli

6 8,4=5,8+2,6 415 705
7 6,0=4,1+1,9 469 1002 18
8 6,6=5,4+1,2 4018 2753 243 526 20,5
8 2,7=1,6,1,1 437 1520
8 208 262
9 1,1=1,0+0,1 53 76 14,7
10 5,1=3,3+1,8 286 785 145 394 13,4
10 1686 1873 16,6
10 1,8=0,9+0,9 281 446 13,5
10 15,5=9,7+5,8 934 2510 305 320 16,2
10 4,2=2,8+1,4 317 941 167 633 16,2
10 5,1=4,0+1,1 1141 1705 17,5
12 35 56
12 367 1056 36 500 14,6
12 7,7=6,7+1,0 2364 4682 256 153 18,3
12 3,4=3,0+0,4 905 3264
13 3,1=2,1+1,0 143 577 162 498 13,9
14 4,9=3,1+1,8 167 802 14,5
15 3,3-2,6+0,7 588 2097 286 369
15 43 483 16,5  
15 6,9=5,9+1,0 268 920
16 262 1512 16,6 HAV+ 10/2010
17 4,5=2,9+1,6 217
21 3,0=2,0+1,0 119 475 16,5
23 4032 6034 498 496 18,1
26 1,9=1,0+0,9 60 519 205 196

 

Apêndice G- FICHA DE QUESTIONÁRIO

Número de prontuário: BE 92671 – Número SINAN: 1520

Número do pedido : 79648-01

nome:

endereço: Bairro  – João Pessoa – Pb

idade:  7 anos

sexo: feminino

clínica: Doenças infectocontagiosa (DIC)

médico:

sintomas: febre, náuseas, vômitos, dor abdominal

resultados de exames: AST/TGO =459; ALT/TGP=1.002

Bilirrubina Total=6,0; Bilirrubina Direta= 4,1; Bilirrubina Indireta= 1,9

Tempo de Atividade Protrombínica= 18seg.

Comentários: paciente apresenta-se com febre, dor abdominal, vômito, náusea, suspeita de hepatite.

Apêndice H - Relatório dos casos de hepatite A do LAC. HULW-UFPB para  Serviço de Vigilância Epidemiológica/HULW-UFPB.  
Apêndice H – Relatório dos casos de hepatite A do LAC. HULW-UFPB para  Serviço de Vigilância Epidemiológica/HULW-UFPB.

[1] Mestrado em Saúde Publica, da Universidade Americana de Assunção

[2] Mestrado em Saúde Publica, da Universidade Americana de Assunção

[3] Mestrado em Saúde Publica, da Universidade Americana de Assunção

[4] FERREIRA, 2004.

[5] LEÃO, 1997. Apud. FERREIRA. 2004.

Como publicar Artigo Científico

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