Resumo. Obra reconstrói a história do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/literatura/botafogo-futebol
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RESUMO

PASSOS, Rogério Duarte Fernandes dos [1]

PASSOS, Rogério Duarte Fernandes dos. Resumo. Obra reconstrói a história do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 07, Vol. 09, pp. 68-71. Julho de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/literatura/botafogo-futebol, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/literatura/botafogo-futebol

RESUMO

O presente resumo objetiva trazer apontamentos da obra Botafogo: uma história de amor e glórias, de Igor Ramos, ilustrando fatos que simbolizam a trajetória centenária do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto.

Palavras-chave: Botafogo Futebol Clube, História de Ribeirão Preto, História do futebol paulista e brasileiro.

SOBRE A OBRA

Na obra Botafogo: uma história de amor e glórias, o jornalista e cronista esportivo Igor Ramos produz um documento imagético e biográfico do Botafogo Futebol Clube, clube poliesportivo do município de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, tendo o futebol como principal modalidade.

O acesso ao arquivo do jornal A Cidade, em circulação em Ribeirão Preto desde o ano de 1905, constituiu-se em importante fonte de pesquisa para o autor, ao lado, obviamente, da experiência que este acumulou na vivência diária de cobertura dos eventos esportivos do clube.

Das pesquisas de Ramos é possível constatar que o clube, nascido na Vila Tibério, teve em sua gênese outras agremiações do bairro, além da decisiva presença de funcionários da Companhia Estrada de Ferro Mogiana e Companhia Antarctica Paulista.

Na consolidação do clube em seus primeiros anos, o autor põe em relevo a participação da família Trigo – que na década de 1920 muito apoiou o Botafogo – e, em particular, da Sra. Manoela (RAMOS, 2008, p. 20), a qual muitos torcedores categoricamente afirmam que em momentos de dificuldade, chegou a presidir a instituição, algo muito significativo em termos de presença feminina no futebol naquele período, revelador, inclusive, que as mulheres sempre tentaram integrar a rotina desse esporte.

Esse caráter popular e diversos na gênese do clube, por sinal, é destacado em vários momentos por Igor Ramos, como, no trecho em que lemos que:

Pelos registros da época e o depoimento daquele que seria intitulado sócio número um do clube [Francisco Oranges], percebe-se que a síntese do nascimento do Botafogo foi a união das forças populares, o que deu ao clube essa característica que sempre o marcou [inserção nossa] (RAMOS, 2008, p. 20).

Ainda com relação à fundação do novo time, resultante da fusão de agremiações locais, episódio igualmente digno de citação foi a escolha do nome da equipe. Os presentes à reunião de criação do clube não chegavam a um acordo até que um dos presentes ameaçou “botar fogo” nos papéis, inspirando a denominação. Outras versões dão conta de uma possível influência ou homenagem ao Botafogo Carioca. De qualquer forma, antes mesmo de 12 de Outubro de 1918 – a data oficial de fundação – o autor colaciona registros da existência de fato do Botafogo de Ribeirão Preto por conta da possível ocorrência de uma partida amistosa noticiada pelo jornal A Cidade (RAMOS, 2008, p. 21- 22).

Em ínterim de superação da fase amadora, no ano de 1927 o Botafogo alcança o título do interior do Estado de São Paulo, trazendo um de seus primeiros ídolos, o jogador Máximo Trujillo (1903-1979), o conhecido Carrapato.

Após performances em que o acesso bateu na trave, o Botafogo alcançou a promoção à primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol por meio do certame profissional da segunda divisão de 1956, disputado por trinta e dois clubes. A equipe dirigida pelo argentino José Agneli (1912-1998) obteve o inédito título e acesso de uma equipe ribeirão-pretana à principal divisão do torneio estadual, iniciando nela uma longa trajetória de participações na mais importante competição do futebol do Estado de São Paulo.

A construção do Estádio Luiz Pereira na Vila Tibério e a transferência do clube para o bairro da Ribeirânia, quando edificou o Estádio Santa Cruz, existente até os dias atuais, marcaram tentativas de maior institucionalização e profissionalização das estruturas do departamento de futebol, igualmente assinalando um projeto de crescimento da agremiação.

Esse projeto assumia ares promissores com a revelação de craques como Zé Mário (1957-1978), Sócrates (1954-2011) e Raí, mas ainda não alcançou as suas plenas possibilidades diante de um cenário extremamente competitivo com os grandes clubes das capitais e do eixo Rio-São Paulo, permanentemente expostos na mídia impressa, digital e televisiva.

De qualquer forma, o magnânimo trabalho de Igor Ramos resgata episódios de grande emoção da história botafoguense, em exemplo das suas exitosas excursões internacionais e da conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista de Futebol de 1977, e mesmo, representados em partidas memoráveis na fuga do rebaixamento nessa competição, como se lê no registro da vitória diante do Paulista de Jundiaí em 1985 – o mesmo adversário da final da segunda divisão de 1956 – em pleno Estádio Jaime Cintra, em que Marco Antônio Boiadeiro, após escanteio cobrado por Raí, de cabeça assinalou o gol da vitória por 1 x 0 (RAMOS, 2008, p. 283).

A formação de atletas revela-se como o maior alicerce do Botafogo, a sua maior vocação, uma vez que por meio das pratas da casa o clube pôde atingir os seus principais êxitos, como o vice-campeonato da primeira divisão do Campeonato Paulista de 2001.

E no momento presente, além de tentar afirmar-se no Campeonato Paulista, o Botafogo tem como projeto consolidar-se no Campeonato Brasileiro, buscando formar elencos que sejam competitivos para calendários esportivos longos, que proporcionam curtos intervalos de tempo para treinamentos físicos e táticos.

Por derradeiro, Botafogo: uma história de amor e glórias, de Igor Ramos, apresenta-se como uma significativa contribuição para a compreensão da cena futebolística não apenas de Ribeirão Preto, mas da gênese do futebol no interior do Estado de São Paulo, e, obviamente, do Botafogo Futebol Clube, no que passados mais de cem anos de sua fundação, prossegue em seu projeto de formação de atletas e de alcance de êxito nas competições profissionais de futebol, esporte o qual o Brasil já alcançou cinco títulos de Copas do Mundo.

REFERÊNCIA

RAMOS, Igor. Botafogo: uma história de amor e glórias. Ribeirão Preto: Villimpress, 1ª ed., 381 p., 2008.

[1] Mestre em Direito Internacional pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Enviado: Janeiro, 2021.

Aprovado: Julho, 2021.

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