Ética: um breve estudo acerca de suas relações com as virtudes morais e com o pragmatismo

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ARTIGO ORIGINAL

OLIVEIRA, Marcelo Bernardo de [1]

OLIVEIRA, Marcelo Bernardo de. Ética: um breve estudo acerca de suas relações com as virtudes morais e com o pragmatismo. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 07, Vol. 04, pp. 95-113. Julho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O presente Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Ética: um breve estudo acerca de suas relações com as virtudes morais e o pragmatismo” tem por objetivo apresentar, de forma sucinta, um panorama dos conceitos principais que permeiam o estudo da Ética. O trabalho se inicia na fundamentação aristotélica que associa a ética ao conceito de felicidade (eudaimonia), passando para os valores morais e as virtudes; depois apresenta a Ética nas bases de uma atividade racional à serviço do ser humano, considerando a possibilidade de uma ética universal, com caráter normativo; e tem como última parte uma modesta tentativa de dissociar a ideia de que algo relacionado ao pragmatismo não possa ter ideais ou objetivos éticos. A pesquisa é bibliográfica e conta com literatura de teor filosófico, dissertação de mestrado, além de material extraído da internet através do Google Livros.

Palavras-Chave: Ética, felicidade, moral, virtude, pragmatismo.

INTRODUÇÃO

Este trabalho, sob o título “Ética: um breve estudo acerca de suas relações com as virtudes morais e o pragmatismo” visa apresentar um estudo sobre certos fatores que influenciam a tomada de decisões, de um ponto de vista ético, entre eles a moral, a virtude e o pragmatismo. Considerando-se que a ética tem um de seus pilares na cidadania, uma vez que a atitude é tomada sempre na direção de outrem, ou gerando consequências a este, pode-se perguntar: existe outro modelo para a ética que não seja o aristotélico? Ou será que o que existem são na verdade reformulações que partem das mesmas premissas do filósofo grego?

A hipótese inicial é a de que, seguindo o rumo natural dos acontecimentos em que todas as coisas evoluem, já existam outras formulações que deem conta deste “problema” referente à natureza dos atos na relação direta com suas consequências. No entanto, é válido afirmar, e perfeitamente possível, que mesmo o pragmatismo, se for mais profundamente estudado, pode na verdade, oferecer respostas para as questões éticas no que se refere à tomada de decisões.

O objetivo do trabalho é expor, de maneira breve, alguns aspectos relativos à ética e às atitudes éticas da vida em sociedade, e o objetivo específico é investigar uma possível alternativa ao “sumo bem” proposto por Aristóteles.

O trabalho divide-se em três partes, sendo a primeira “Ética e Felicidade”, onde é exposto o pensamento, em breves linhas, de Aristóteles, a “aparente” contradição promovida por Kant, e a exposição dos valores morais e as virtudes. Na segunda parte, “Ética como atividade racional”, são trabalhados os elementos, como racionalidade, a busca pela ética universal e a ética como saber normativo. Finalmente, na terceira parte, “A Ética e o Pragmatismo”, onde se apresenta as origens, o raciocínio e o objetivo, visando demonstrar que a ética e a reflexão filosófica também podem ser afetadas pelo pragmatismo, ainda que este último possa servir como auxílio para tomada de decisões éticas.

1. ÉTICA E FELICIDADE

De acordo com Jaime José Rauber, no livro O problema da universalização em Ética, a Ética foi fundada, como uma disciplina da Filosofia, por Aristóteles (384-322 a.C.), a partir de sua obra Ética a Nicômaco, onde buscou responder a questão de como o homem deveria viver a sua vida. Para Aristóteles, os pilares de sua investigação estavam assentados sobre o fim último do homem, ao qual denominava bem supremo ou felicidade.

1.1 A POSIÇÃO KANTIANA

Rauber comenta que mais de dois mil anos depois, Immanuel Kant abandonaria a idéia de fim último como agente determinador da moral, ou seja, a moral não deve ser determinada por aquilo que proporciona a felicidade ao homem, mas os valores morais são equivalentes ao dever moral, que se alcança como fim em si mesmo, isto é, o dever pelo puro dever. A Felicidade não é mais um determinante que rege a conduta do ser no sentido de determinar suas ações morais, e sim o realizar das ações devem ser guiadas pelo puro dever de realizá-las. O autor comenta:

Esse modelo de pensamento ético não se ocupa mais com a determinação as virtudes éticas e das regras morais que devem ser observadas para o alcance de determinados fins, mas tão somente com o critério do agir moral. O paradigma ético deontológico não se ocupa com o que se deve fazer para se ter uma vida boa ou feliz, mas com o como se deve agir para que a ação seja correta, justa ou, numa palavra, para que a ação seja moral.[2]

Vale ressaltar que Aristóteles afirmou, em suas primeiras palavras no livro Ético a Nicomaco, que o “bem” é o alvo a que toda arte, investigação, ação e escolha devem buscar, e, portanto é o objetivo final de todas as coisas. Declara ainda que há tal coisa como um “sumo bem”, que é o fim desejado, e que tudo o mais é desejado “no interesse desse fim”. Com a finalidade de afirmar este bem como resultado inescapável do fim à que toda idéia deve se propor, Aristóteles citou como exemplo a Política:

Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer; a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano (grifo meu). Com efeito, ainda que tal fim seja o mesmo tanto par ao indivíduo como para o Estado, o deste último parece ser algo maior e mais completo, quer a atingir, quer a preservar.[3]

Aristóteles comenta que a felicidade é procurada por si mesma, em outras palavras, ela é o fim a que toda ação se remete, e não para outra coisa qualquer. Cita como exemplo a honra: é possível reconhecer que a honra é uma virtude a ser buscada por ela mesma, visto que há valor moral em ser honrado, e que qualquer pessoa que se sinta honrada alcançou o objetivo primário que se refere à honradez.

1.2 A FELICIDADE COMO CONSEQUÊNCIA DOS VALORES MORAIS

No entanto, também é possível, segundo Aristóteles, escolher a honra estando verdadeiramente interessado na felicidade que pode ser gerada por ela, e da qual sua posse tornará o ser feliz. Seguindo esta linha de raciocínio, pode-se afirmar que os valores morais, que estão na mira do ser humano (por exemplo: honestidade, generosidade, sinceridade, respeito), o encaminham para a felicidade, e não pelos valores morais em si; o que é honesto poderia se beneficiar do engano alheio para obter vantagem, mas ele abdica do “falso sentimento passageiro de alegria”, para apropriar-se do sentimento de felicidade que o habitará por ter tomado a atitude moralmente correta. Sobre este “compromisso” com a coletividade, Aristóteles escreveu:

Ora, por auto-suficiente não entendemos aquilo que é suficiente para um homem só, para aquele que leva uma vida solitária, mas também para os pais, os filhos, a esposa, e em geral para os amigos e concidadãos, visto que o homem nasceu para a cidadania (grifo meu).[4]

Os sistemas éticos que se propunham a afirmar a noção de dever no centro do discurso, e consequentemente relegando a felicidade ao segundo plano, já eram conhecidos na época de Aristóteles, sendo seus contemporâneos, os estóicos; essa informação, de certa forma, vai de encontro ao que Rauber comenta, visto que o pensamento em favor da resignação e do cultivo de valores morais como um dever tem sua fonte nas ideias de Zenão de Cítio (fundador do Estoicismo). Nesta linha de raciocínio, Adela Cortina, no livro Ética, comenta:

Já na antiguidade, os estóicos situaram o conceito de “Lei Natural” como centro da experiência moral: entendiam que a moralidade consiste basicamente em um ajustamento da própria intenção e da própria conduta aos preceitos universais da razão, concebida por eles como uma capacidade igual que a natureza proporcionou a todos os homens para que alcancem o objetivo que ela mesma previu para eles.[5]

De acordo com Carlos Adriano Ferraz, em Ética – Elementos Básicos, a felicidade (eudaimonia, florescimento humano) nunca deixou de ser um dos elementos fundamentais da Ética, uma vez que de uma forma ou de outra, a felicidade sempre tem um papel essencial nos modelos éticos, e está sempre presente, o autor afirma, tanto no modelo aristotélico, quanto no modelo deontológico Kantiano. E acrescenta que:

Seu locus nesses sistemas varia, mas ela sempre está lá. E ligada a ela está a questão acerca da natureza humana. Afinal, quando falamos em “bem viver” estamos nos referindo ao “bem viver” de um sujeit0o em específico. Assim, que sujeito é esse? […] a ética é uma disciplina ligada a um uso prático da razão, isto é, voltado para a ação. Mas não se trata apenas da ação. Aqui a ação está ligada à felicidade (ainda que ela não seja o fim da ação, como em Kant, ela é elemento constitutivo desse agir).[6]

Pode questionar a visão de Rauber, portanto, partindo do princípio de que, “se” Aristóteles estiver tratando sua ética, baseando-se em critérios individuais para julgar a felicidade como fim último, segue-se que seu conceito de ética destoaria dos conceitos utilizados para o termo dentro de sua obra, uma vez que se lê em Ética a Nicômaco, sempre os pronomes na primeira pessoa do plural, “nós”, o que permite afirmar, que a felicidade, como fim último do “ser humano” não evoca a imagem de apenas um ser, mas de toda a humanidade. Por este ponto de vista, Kant não estaria discordando das palavras de Kant, antes ele as confirmaria, apenas acrescentando o sentido de dever, para afirmar que o fim último (a felicidade do coletivo, de todos) não é algo condicional, mas sim algo que deve ser estabelecido como meta obrigatoriamente por todos, uma vez que todos são alcançados por tal padrão de comportamento.

O que Platão e Aristóteles se aperceberam, de acordo com Ferraz, é que a eudaimonia (felicidade) não se identifica com hedonia (prazer), visto que ambos concordavam com Heráclito, que teria afirmado que se a felicidade habitasse apenas nos prazeres do corpo, os bois seriam felizes por encontrar ervilha para comer. Em outras palavras, Platão e Aristóteles, os quais assentaram as bases do pensamento ético, buscavam pela razoabilidade das ações morais e sua inteligibilidade. O autor acrescenta que aquilo que recentemente passou a ser chamado de epistemologia moral se intensificou tornando-se uma espécie de epistemologia moral naturalizada, principalmente em virtude dos avanços em áreas como psicologia cognitiva, evolutiva, e antropologia evolutiva (principalmente por que estas ciências trouxeram novas informações que contribuem para a compreensão de questões importantes, por exemplo, o surgimento dos valores morais e suas diferenças quando comparados com meras expressões de preferência). O problema que surge como resultado destas novas “crenças” é que apresentam os juízos morais como contingentes, baseados em sentimentos e emoções, não sobrando espaço, portanto, para absolutos morais, não havendo qualquer objetividade no plano moral[7]

1.3 ÉTICA E VIRTUDES

De acordo com Leônidas Hegenberg, em seu livro Filosofia Moral: Ética, o mundo moderno, e seus adventos, têm contribuído para a formação de uma geração afetada pelo medo e pelo mal-estar, que resultam entre outras coisas, em apatia, raiva e rebelião. São muitos os aspectos negativos da modernidade, o que tem forçado os pais a darem atenção especial a seus filhos no sentido de transmitir-lhes uma “correta” escala de valores, a partir da qual desenvolverão suas virtudes. A empatia é uma delas, e ajuda os jovens a se conectarem uns aos outros por meio da identificação com seus problemas; o autocontrole, que ajuda a reconhecer a melhor atitude a ser tomada em cada caso, evitando que possa agir de maneira diferente ao que seria adequado. O respeito é formar um bom caráter, com cortesia e cordialidade, e segundo o autor, precisa ser vivida juntamente com a bondade, a honestidade, o que torna uma pessoa apta para compreender as diferenças, aprimorando a tolerância e a imparcialidade, de maneira que possa oferecer a todos o mesmo tratamento. No entanto, prossegue o autor, há casos em que a tolerância entra em conflito com a consciência; é necessário, então que haja algo maior a guiar o comportamento de maneira que a busca da felicidade individual, não fira o princípio o princípio da liberdade do outro.[8] Nesta direção, de acordo com Alvaro Vals, no livro O que é Ética, percebe-se que os costumes mudam, e o que em outros tempos era considerado correto, hoje não é mais aceito. O autor aduz:

[…] a ética tem pelo menos também uma função descritiva: precisa procurar conhecer, apoiando-se em estudos de antropologia cultural e semelhantes, os costumes das diferentes épocas e dos diferentes lugares. Mas ela não apenas retrata os costumes: apresenta também algumas grandes teorias, que não se identificam totalmente com as formas de sabedoria que geralmente concentram os ideais de cada grupo humano. A ética tem sido também uma reflexão teórica, com uma validade mais universal […].[9]

Não são apenas os costumes, segundo Vals, que variam, mas os valores também acompanham estas variações, e embora se possa conhecer as normas éticas dos últimos milênios, é certo que deve haver um princípio ético supremo, que se sustenta ao longo da história da humanidade.

2. ÉTICA COMO ATIVIDADE RACIONAL

Segundo Cortina, a ética é um tipo de saber que se busca construir racionalmente, e no qual se utiliza o rigor conceitual e métodos próprios da Filosofia, além das explicações próprias a este conhecimento.

2.1 A ATIVIDADE RACIONAL E REFLEXÃO

A ética é, portanto, de acordo com Cortina, uma forma de reflexão sobre questões morais, na qual se desdobram os conceitos que permitem compreender a dimensão moral do homem na condição própria de dimensão moral, sem objetivo de reduzi-la a componentes, sejam psicológicos ou de qualquer outro tipo, ainda que a ética não ignore que estes aspectos condicionam os valores morais. A autora destaca que:

Uma vez desdobrados os conceitos e argumentos pertinentes, pode-se dizer que a ética, a Filosofia moral, terá conseguido explicar o fenômeno moral, dar conta racionalmente da dimensão moral humana, de modo que teremos aumentado o nosso conhecimento sobre nós mesmos, e, portanto, alcançado um maior grau de liberdade. Em suma, filosofamos para encontrar sentido para o que somos e fazemos e buscamos sentido para atender aos nossos anseios de liberdade, pois consideramos a falta de sentido um tipo de escravidão.[10]

Nesta linha de pensamento Korte (apud Gilson Chagas, 2008, a Ética e a Atividade Contábil), em sua Iniciação à ética, afirma que existe uma atividade racional que atua sobre o fenômeno ético, não provindo, portanto, da observação empírica, mas sim suscetível de um conhecimento reflexo. Sendo, prossegue o autor, considerada como a “ciência do comportamento moral”, e é importante que se diga “dos homens em sociedade”, é uma teoria que versa sobre uma forma, ou maneira, específica de se comportar, ocupando-se de seu objeto próprio, o ato humano regido pelo que se chama de moral constituído, setor da realidade humana.[11] Nesta direção, Ferraz comenta que a ética está dirigida aos princípios referentes ao bem e ao mal, os mesmos que permitem ajuizar moralmente ações e pessoas, eventualmente adquirindo caráter universalista, como no caso da ética cristã, na filosofia kantiana. O autor declara:

Nos autores ditos clássicos, Sócrates, Platão e Aristóteles, já encontramos um elemento essencial à questão da ética e da felicidade, a saber, que há uma conexão entre a virtude de algo e sua “função própria”. Assim, tal como a virtude do olho é bem ver, a virtude da alma dependeria de sua atividade essencial (atividade racional) e agindo conforme a virtude se chega à felicidade. Nos autores recém-referidos teríamos, poder-se-ia dizer, uma espécie de “intelectualismo ético”.

Ferraz defende, portanto, que a questão central da ética, sobre como ser feliz, passa pelo fomento da atividade racional, fazendo uma ligação entre ethos e logos. Neste viés, o pensamento de Heráclito ganha sua base teórica nos escritos de Platão e Aristóteles. Este tipo de conhecimento, ou ciência, segundo Aristóteles, não é conveniente aos jovens, quer seja na idade, ou no caráter, visto que vive segundo suas paixões, não sendo, portanto, bom ouvinte de prédicas relacionadas à ciência política, e acrescenta:

Com efeito, ele não tem experiência dos fatos da vida, e é em torno destes que giram as nossas discussões; além disso, como tende a seguir as suas paixões, tal estudo lhe será vão e improfícuo, pois o fim que se tem em vista não é o conhecimento, mas a ação. E não faz diferença que seja jovem em anos ou no caráter; o defeito não depende da idade, mas do modo de viver e de seguir um após outro cada objetivo que lhe depara a paixão. A tais pessoas, como aos incontinentes, a ciência não traz proveito algum; mas aos que desejam e agem de acordo com um princípio racional o conhecimento desses assuntos fará grande vantagem.[12]

Sendo, nas palavras de Oliveira, a “ética como ciência da conduta humana”, que se dedica ao estudo de tudo a que se destina o comportamento das pessoas, e dos meios utilizados para atingir os fins esperados. Esta “ciência” tem por objetivo encontrar os motivos das condutas e nomear as forças que determinam a ocorrência dos fatos, tendo como resultado uma atividade racional voltada para o fim, que deve, necessariamente ser o bem comum. A ética, segundo o autor, normatiza o comportamento humano ao estabelecer padrões e conceitos racionais para as definições do que é o bem e o que é dever.[13]

2.2 A POSSIBILIDADE DE UMA ÉTICA UNIVERSAL

Vals apontava para um liberdade de consciência (ainda que isso aparentemente contradiga, de certa forma, o conceito de dever) como possibilidade real, utilizando em seus argumentos as afirmações do filósofo Kant, cujas idéias se voltavam sempre para as condições de atingir o verdadeiro conhecimento e do agir livre, a partir do qual se tornava, como centro da questão ética, o dever; e declara:

O dever obriga moralmente a consciência moral livre, e a vontade verdadeiramente boa deve agir sempre conforme o dever e por respeito ao dever. Partindo do pressuposto, típico do movimento iluminista que acompanhou a ascensão da burguesia, da igualdade básica entre os homens, Kant precisa chegar a uma moral igual para todos, uma moral racional, a única possível para todo e qualquer ser racional.[14]

Com isto, segundo Vals, Kant acreditava que o desenvolvimento de uma ética universal somente seria possível a partir da igualdade entre os homens. Seguindo nesta linha de pensamento, o professor Emerson Rocha abordou em sala de aula, a partir de sua apostila ‘Fundamentos da Ética’, que a virtude era vista por Aristóteles como “uma justa medida entre o excesso e a falta”. Segundo Aristóteles:

A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo.[15]

O que Aristóteles está afirmando é que quando não há um princípio racional, o ser humano irá até os extremos, por exemplo, no caso do prazer, este se torna insaciável, ainda que experimente todas as formas possíveis de satisfação. Portanto, os apetites, como disse o filósofo, devem ser poucos e moderados, além de não se oporem ao princípio racional, constituindo a obediência e a disciplina. Digno de nota é a definição apresentada por Oliveira “O que faz com que um ser humano seja de tal modo pleno ou autêntico é a virtude”.[16]

2.3 ÉTICA COMO SABER NORMATIVO

Até o século XX, de acordo com Ferraz, as teorias morais podiam ser colocadas sob dois grupos: consequencialismo e deontologia, que seriam as duas perspectivas dominantes. O consequencialismo, embasado nas teorias éticas, faz a exigência de uma atuação tendo como objetivo a implementação do melhor estado possível das coisas (e isto não subjetivamente), mas em um melhor estado de coisas para o maior número de pessoas possível, envolvendo diretamente a imparcialidade e a impessoalidade. A Deontologia, por sua vez, é não consequencialista, focando sua primazia no que é considerado correto em relação ao fim desejado. Prescreve ela, segundo o autor, o que deve ser feito, demandando certas regras como “não mentir”, “cumprir as promessas”, etc. De maneira objetiva a deontologia repousa sobre “dever”, e nesta linha o autor assevera:

Mas ainda sobre a ética normativa, uma corrente deveras influente é aquela cujas raízes estão em Aristóteles, a saber, a ética das virtudes, a qual é também representada por Tomás de Aquino. A base de qualquer teoria das virtudes é a questão: “como viver minha vida?” a essa pergunta responderão os teóricos que desposam tal teoria: “cultivando as virtudes”. Colocado de outra maneira, só florescemos” com seres humanos vivendo de acordo com a virtude. Com efeito, a ética das virtudes, já em suas origens em Aristóteles, defende que devemos primeiramente identificar o sumo bem para, então, definir o meio correto para alcançá-lo.[17]

Vale lembrar que a palavra ética (êthos), segundo Atônio Roberto Oliveira, em Ética Profissional, não significa apenas “uso” ou “costume”, conforme comumente é lembrado, Heidegger aponta para outra etimologia, mais antiga e mais sugestiva, a saber, “moradia” ou “lugar onde se habita”, numa referência à proximidade dos deuses. Heidegger, de acordo com Oliveira, mostra que a morada do homem é o ser, ou seja, aquilo que o ser humano é sendo o que se torna por seu agir livre e responsável. O “ser” não apenas habita em casa feita de tábuas ou tijolos, mas, morando e vivendo junto com outros seres humanos, o seu “êthos” é composto por seus hábitos, costumes, tradições, trabalhos e sonhos, que formam seu verdadeiro habitat onde pode nascer, crescer e se multiplicar-se. O autor acresce:

Como toda casa necessita de alicerces, a ética necessita de estruturas e para a ética: são os princípios os seus alicerces, de maneira que os fundamentos da ética são absolutamente necessários para que ela possa se sustentar. […] enfim, como na casa, a ética ganha vida através de pequenos detalhes cotidianos. […] a ética se dá através de pequenos e firmes costumes, afinal, como na casa quando esquecemos os alicerces, das vigas mestras internas e das paredes até o telhado, nada nos oferece de garantias para abrirmos a janela e respirar as folhas orvalhadas ao primeiro raio de sol.[18]

Oliveira considera, baseado na premissa de Heidegger, que a ética é a casa com todas as suas estruturas, do alicerce ao telhado. Os costumes estabelecidos e as normas de funcionamento resumem a moral e os costumes de vida na casa. Uma habitação que deixasse de se importar com qualquer um de seus aspectos fatalmente viria a ruir, tornando-se alvo fácil aos maus costumes e aos vícios.

3. ÉTICA E PRAGMATISMO

Segundo escreveu Jorge Thums, em Ética na Educação – Filosofia e Valores na Escola, o pragmatismo é a “Filosofia da Ação”, ou seja, o pragmatismo faz com que o conhecimento seja subordinado à ação, reconhecendo nessa vontade o fundamento de todos os valores; e ressalta:

O futuro somente pode ser projetado sobre as bases do passado. O que cada homem poderá ser ou poderá fazer no futuro depende do que tem sido feito no passado. Compreende a vida em direção à morte, como forma efetiva de manter aberta contínua e radicalmente a ameaça que pende sobre o homem..[19]

Para Thums, a angústia é essa “tonalidade” que tem efeito sobre o ser humano, de maneira a impulsionar o homem à raiz da existência, incessantemente, levando a reconhecer que veio do nada e para o nada voltará.

3.1 ORIGENS DO PRAGMATISMO

De acordo com Jane Graciano, em sua dissertação “O conceito de valor na ética de John Dewey”, o Pragmatismo tem suas origens no sofista Protágoras, que defendia que uma posição é melhor do que outra baseando-se em juízos de valor retirados da experiência, através da vida prática. No século XIX, sob a influência de filósofos americanos como Charles Peirce, William James e Josiah Royce, foi construído o que se conhece como pragmatismo absoluto.[20] Peirce afirmou que para estabelecer um conceito, é necessário examinar suas prováveis conseqüências, intituladas conseqüências práticas, acentuando com isso a conexão que existe entre a ação e o pensamento. No entanto, a importância real desta metodologia está nas suas implicações, que sugerem a formulação de uma terceira espécie de lógica, que vai além da dedução e da indução. A autora explica:

[…] em todo pensamento lógico, a mente vai seguindo certa ordem de ideias a fim de realizar algum propósito. Ele nos adverte que as conclusões lógicas não são corretas somente porque pensamos que são. Se um raciocínio lógico é sólido, é porque a conclusão dada realmente resulta de suas premissas. Assim, as premissas servirão como prova da conclusão de uma maneira objetiva.[21]

Na mesma perspectiva o autor Cornellis de Waal, no livro Sobre o Pragmatismo, declara que, de maneira lógica, quando alguém decide ajustar o despertador para ser acordado em um determinado horário, devido à importância da ocasião, essa decisão vai além do que é particular a esta ação específica, porque envolve o hábito de ajustar o despertador sempre que se faz necessário, isso configura como um propósito da lógica “desenvolver bons hábitos de raciocínio”. E qual seria o objetivo do raciocínio? O autor apresenta três categorias de respostas: que o fim da argumentação será a satisfação estética pura (visto que Peirce afirmou certa vez que a Ética pressupõe uma distinção entre o que é admirável e o que não é); que confiar na compulsão cega torna o homem alienado, impedindo-o de conhecer alguma coisa; e, sustentar que há relações reais dentro da natureza, e assim poder treinar a razão para se conformar a elas cada vez mais.[22]

3.2 O RACIOCÍNIO ABDUTIVO (OU DEDUÇÃO TRANSCENDENTAL)

A validade genérica de um raciocínio indutivo, segundo Graciano, leva em consideração a possibilidade de erro, ainda que haja grande grau de possibilidade de acerto. No raciocínio dedutivo, a conclusão segue necessariamente às premissas, o que significa que se as premissas forem aceitas, isto representará a prova decisiva da conclusão. A autora fornece, entretanto, uma explicação sobre o raciocínio abdutivo, muito útil para a compreensão do que será visto objetivamente com relação ao pragmatismo, mais à frente. Ela declara:

O raciocínio abdutivo é o mais ousado entre todos os tipos. Por essa razão ele é chamado às vezes de mera hipótese, ou tido como uma tentativa de explicação que talvez tenha de ser abandonada posteriormente. […] suas conclusões não se seguem como consequências necessárias das premissas. Numa abdução, as premissas se baseiam em amostragens limitadas e por este motivo não podemos dizer que forneçam prova decisiva para a conclusão. A abdução argumenta a partir de um certo resultado. […] exemplo deste tipo de raciocínio é o que o médico usa ao tentar diagnosticar uma doença. Ao fazer um diagnóstico, o médico analisa um certo número de sintomas (R, S, T) encontrados no paciente e conclui, mediante a análise do conceito de uma determinada doença e suas consequências, que esses sintomas pertencem à doença por ele considerada.[23]

Fazendo um breve retorno ao pensamento kantiano, a autora Marina Velasco, no livro Ética e pragmatismo, comenta que o propósito da crítica de Kant está na justificação de padrões racionais de acordo com o que se pode estabelecer como verdade empírica, ou seja, responder à questão da possibilidade de juízos sintéticos à priori, uma vez que pretender enunciar verdades que não podem ser fundamentadas empiricamente, mas que exigem uma espécie de dedução transcendental, ou nas palavras de Dewey (citado por Graciano), um raciocínio abdutivo.[24]

Esses dois filósofos, Peirce e James, segundo Graciano, ampliaram a visão sobre o pragmatismo, cada um à sua maneira. Peirce limitava seu pragmatismo aos resultados objetivos e experimentais enquanto James ampliou o conceito para tornar possível a sua aplicação aos resultados práticos do campo moral e pessoal, além do religioso, pois entendia que as crenças, além de regerem as ações, são úteis para tornar verdadeiras certas coisas, sobre isso a autora acrescenta:

O pragmatismo de James é voluntarista, pois destaca a importância do esforço e da decisão voluntária para fazer certas coisas acontecerem. James afirma: “Existem casos em que um fato não pode absolutamente ocorrer, a não ser por fé”. Para James as questões morais e religiosas não podem ser solucionadas só de modo teórico ou intelectual, mas podem ser resolvidas pragmaticamente. Sem que o homem faça um esforço para obter as coisas, não as obterá jamais. James toma o caso dos valores morais, como justiça ou coragem, e diz que o intelecto humano sozinho é impotente para decidir sobre a bondade e a veracidade de tais valores. Mas há respostas práticas, e o pragmatismo nos mostra como lidar com elas. Nós podemos e devemos tornar vantajosos esses valores, agindo com base neles e participando dos efeitos de pô-los em ação.[25]

Portanto, segundo Graciano, o pragmatismo é uma filosofia prática, pois oferece aos desejos e esperanças do homem, algum controle sobre suas ações, uma vez que, buscando realizações, o pragmatismo aponta para o futuro. Existe, de acordo com a autor, na visão de Dewey, uma lógica, tanto teórica quanto prática, com teor social e experiencial; uma espécie de combinação entre a teoria do significado, de Peirce, e a teoria de James (a verdade). Como parte da idéia de pragmatismo desenvolvida por Dewey, está o fato de que todos os significados devem ser definidos e testados. A autora realça:

Dewey admite que a ciência em si mesma representa uma maneira mais refinada e simbólica de considerar as coisas, mas isso não quer dizer que rompa com a experiência ordinária. O carpinteiro, ao riscar a madeira que vai serrar, e o cozinheiro, ao determinar a quantidade de açúcar a ser usada no bolo, usam o método científico de maneira básica. [26]

O autor afirma que ciências como a astronomia e química, por já estarem estabelecidas, exigem técnicas mais refinadas do que para medição na vida corriqueira, o que prova que o método científico tem muitos níveis, mas não estabelece como incontestável o fato de que a ciência e a experiência possam ser divididas entre si.

3.3 O OBJETIVO NO PRAGMATISMO

De acordo com Lúcia Santella, no livro O Método Anticartesiano de C. S. Peirce, as ações humanas são primeiramente raciocinadas e depois deliberadas a partir de seus objetivos finais, que devem ser escolhidos, e cuja escolha é também facultada à razão que busca, ao fim, algo que seja admirável a ponto de ser desejado. A autora ressalta que a ética ajuda a lógica na análise dos fins aos quais os meios devem ser direcionados; a estética auxilia a ética na escolha de um fim que em si mesmo seja admirável independentemente da situação. É nesta inter-relação que o pragmatismo se define.[27]

Dewey defende, segundo Graciano, que a experiência que se compartilha é a maior de todas as riquezas humanas; a comunicação que se atinge alcança o objetivo quando permite que objetos e pensamentos tornem-se comuns a todos os envolvidos de uma comunidade. No momento em que compartilha a informação, ela tem seus significados ampliados e aprofundados, além de serem consolidados como verdadeiros e “utilizáveis” na vida prática. Dewey considera que o caráter coletivo da cultura influencia na individualidade, sobre as crenças, determinando a forma que o sujeito irá pensar, e que este indivíduo influenciado esgota em si mesmo todas as suas possibilidades de realizações, sendo reduzido a um veículo através do qual incorpora e transmite os costumes e as tradições aprendidas em seu grupo; qualquer crença pessoal pode ser considerada perigosa para o “coletivo”, e assevera:

[…] um sinal de predisposição à deslealdade. O privado era equivalente ao ilícito e toda inovação e afastamento do costume era ilícita. Todas as crianças deviam ser educadas e inseridas na tradição e nos costumes. Ademais, a necessidade de educação e de manter a tradição contra o desvio serve não apenas para trazer à mente costumes que de outra forma permaneceriam inconscientes, mas também para tornar aguda e emotiva a consciência desses costumes. Desse modo, os costumes são algo mais que meras vias manifestas de ação e a tradição é mais que imitação e reprodução externas daquilo que se manifesta na conduta das pessoas. O costume é nomos, ou seja, senhor e rei de tudo, das emoções, das crenças, das opiniões, dos pensamentos e também das ações. [28]

Na prática, o autor defende que a evolução, em todos os campos do conhecimento se deve ao pragmatismo, que torna possível observar ações positivas e concretas, e que deram resultado, e incorporá-las, registrando a mudança de forma a produzir realizações em nome da coletividade; isto faz com que, ainda que haja um fator estático da cultura, ela é sempre mutável, o que somente pode ser observado em longos períodos de tempo, uma vez que certas mudanças são praticamente imperceptíveis.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A base do pensamento ético foi construída a partir dos escritos de Aristóteles. Neles, o ser humano poderia guiar suas atitudes com o fim voltado para a felicidade. Essa perspectiva pode ser vista tanto individual quanto coletivamente, uma vez que os pronomes sempre usados no plural, o que permite afirmar que o “homem” que deve pensar na própria felicidade, pode ser visto, na verdade, como a “humanidade”, buscando o que torna feliz a toda uma coletividade.

Sob este aspecto, a crítica de Rauber à posição kantiana pode ser contestada, uma vez que o dever já estaria inserido, ainda que não claramente, no conceito de Ética, principalmente porque se não fosse assim, a Ética não passaria de simples “interesse próprio”, ou seja, quando Aristóteles afirma que o homem nasceu para viver em comunidade, a busca da Ética não pode ser egoísta, o que descaracterizaria o conceito.

Mas, se considerar que um sistema ético encaminha para a felicidade, pode-se afirmar, por extensão, que o homem se beneficia dos valores morais internalizados, por que mesmo que, eventualmente, não tragam nenhum benefício imediato, o compromisso com seus fundamentos resultará na felicidade, por estar agindo da maneira apropriada e adequada em cada situação da vida. A virtude é, portanto, auxiliadora do homem em sua busca por este “sumo bem”, este fim último tão ardorosamente almejado.

E de que forma isso pode ser alcançado? A resposta pode estar no fato de que a Ética é uma atividade racional, e não somente o compromisso com a verdade e com o que é admirável, Em outras palavras, é a reflexão que torna possível uma ética universal, que partiria do sentimento de igualdade entre os homens, e ainda que não retirasse a total liberdade do homem, adquirisse um caráter puramente normativo.

Encerrando estas considerações, modestamente defendemos que o Pragmatismo não é necessariamente “contra a religião” ou “contra a ética”. Isso porque ele pode ser convocado a emitir juízo de valor sobre um e outro tema. A questão principal repousa em outro alicerce: a formulação do problema. Isto é, dependendo da forma como alguém deseja resolver uma questão, e quais são os meios a se considerar para obter uma resposta viável, é que se pode afirmar que o pragmatismo fornecerá um juízo apoiado em valores morais e virtudes, ou completamente desprovido de ética.

Acredito que cumprimos o objetivo do trabalho, uma vez que não se teve a pretensão de esgotar o assunto, o que seria uma impossibilidade, mas apresentar um sucinto panorama a partir do qual o leitor possa iniciar o estudo do assunto, e ser despertado para dar continuidade e desenvolver ainda mais o tema abordado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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2. RAUBER, Jaime José. O Problema da Universalização em Ética. Vol. 104 Coleção Filosofia. Porto Alegre. EDIPUCRS, 1999. p. 9.

3. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco; Poética; seleção de textos de José Américo Motta Pessanha (Coleção Os Pensadores) – 4.ed. – São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 6.

4. ARISTÓTELES, 1991, p. 14.

5. CORTINA, Adela. Ética. São Paulo: Edições Loyola, 2005. p. 35.

6. FERRAZ, Carlos Adriano. Elementos de ética. Pelotas: NEPFIL online, 2014. p. 18. Disponível em: http://nepfil.ufpel.edu.br/publicacoes/3-etica-elementos-basicos.pdf acesso em 23/out/2017.

7. FERRAZ, 2014, p. 21.

8. HEGENBERG, Leônidas. Filosofia Moral: Ética. Rio de Janeiro: E-Papers, 2010. p. 21. Disponível em google livros: https://books.google.com/books?isbn=8576502607 acesso em 22/out/2017.

9. VALS, Álvaro L. M. O que é Ética. São Paulo: Brasiliense, 2017. p. 6.

10. CORTINA, 2005. p. 9.

11. CHAGAS, Gilson. A Ética e a Atividade Contábil. São Paulo: Biblioteca 24 Horas, 2008. p. 33. Disponível em google livros: https://books.google.com.br/books?isbn=8561590114 acesso em 23/out/2017.

12. ARISTÓTELES, 1991, p. 7.

13. OLIVEIRA, 2012, p. 25.

14. VALS, 2017, p. 13.

15. ARISTÓTELES, 1991, p. 38.

16. OLIVEIRA, Antônio Roberto. Ética Profissional. Belém: IFPA; Santa Maria: UFSM, 2012. p. 16. Disponível em: http://estudio01.proj.ufsm.br/cadernos/ifpa/tecnico_metalurgica/etica_profissional.pdf acesso em 23/out/2017.

17. FERRAZ, 2014, p. 27.

18. OLIVEIRA, 2012, p. 16.

19. THUMS, Jorge. Ética na Educação, Filosofia e Valores na Escola. Canoas/RS: Editora da ULBRA, 2003. p. 281. Disponível em: https://books.google.com/books?isbn=8575280821 acesso em 19/out/2017.

20. GRACIANO, Jane Erny de Castro. O Conceito de valor na ética de John Dewey. Dissertação de Mestrado Orientada pelo prof. Dr. Paulo Roberto Margutti Pinto. Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Departamento de Filosofia. Belo Horizonte, 2012. p. 21. Disponível em: http://www.faculdadejesuita.edu.br/documentos/220512-qwfHlmRmlwD2Z.pdf acesso em 24/out/2017.

21. GRACIANO, 2012, p. 24.

22. WAAL, Cornelis de. Sobre Pragmatismo. São Paulo: Edições Loyola, 2007. p. 137. Disponível em: https://books.google.com/books?isbn=8515032953 acesso em 15/out/2017.

23. GRACIANO, 2012, p. 25.

24. VELASCO, Marina. Ética do Discurso. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 2001. p. 84. Disponível em: https://books.google.com/books?isbn=8574784443 acesso em 17/out/2017.

25. GRACIANO, 2012, p. 26.

26. GRACIANO, 2012, p. 27.

27. SANTELLA, Lúcia. O método anticarteriano de C. S. Peirce. São Paulo: Editora Unesp, 2004. p. 240. Disponível em: https://books.google.com/books?isbn=853930323X acesso em 20/out/2017.

28. GRACIANO, 2012, p. 56.

[1] Pós-Graduado em: Filosofia pela – UCAM, Docência Ensino Superior, e Teologia do Novo Testamento – FEICS. Licenciado em Filosofia pela UNINTER, Bacharel em Teologia – Faculdade Gamaliel. Graduado em Psicanálise – CEPTEP.

Enviado: Fevereiro, 2019.

Aprovado: Julho, 2019.

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