Valorização do professor e modernização do ensino público

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ARTIGO ORIGINAL

RIZO, Welington Fraga [1]

RIZO, Welington Fraga. Valorização do professor e modernização do ensino público. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 01, Vol. 07, pp. 134-150. Janeiro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/valorizacao-do-professor

RESUMO

A interação entre professor e aluno é essencial na educação para que aconteça o  processo de ensino aprendizagem. É visível que o professor deixou de ser um mero transmissor de conhecimento e passou a ser o mediador  nesse meio. Nesta perspectiva e diante da vida moderna, é necessário valorizar o professor e o ensino escolar, pois através da educação a sociedade se torna mais crítica e justa. Surgem novas propostas de ensino visando buscar  a qualidade que antes estava em defasagem, quer seja pelo descaso ou pela corrupção evidente instalada nos governos. O apoio da sociedade é essencial e extremamente  importante  para  que mudanças sejam realizadas. O presente artigo visa mostrar em conjunto com  interpretações de  estudiosos sobre o tema, que o ensino escolar merece muita atenção, não bastando apenas lançar projetos, propostas, novas bases curriculares, instalar computadores nas escolas, mas o que de fato alavancará a educação, são  profissionais competentes, éticos, envolvidos e que trarão vida às teorias tão maciçamente descritas nos referenciais curriculares. Pensar no ser humano por de traz (e diante) da tecnologia, capacitando profissionais, formando verdadeiros educadores, é o caminho promissor  para impulsionar o sistema educacional visando o desenvolvimento do país.

Palavra-chave: Educação, professor, ensino, valorização, modernização.

INTRODUÇÃO

A ação de diagnosticar o processo de ensino sob o ponto de vista histórico, relatado por pesquisadores da área, possibilita uma análise das mudanças que vem ocorrendo na busca pela qualidade do ensino escolar público, e que é direito de todos, a partir de 4 anos de idade.  Buscar entender como as políticas públicas estão atuando, a fim de sanar as questões sobre o déficit de aprendizagem adquirida pelos usuários do sistema, a questão da violência dentro da escola, e contra o professor e como está a situação profissional dos educadores.

É fato que a aprendizagem dos alunos nas escolas públicas em nível nacional, está distante da média exigida, e as consequências na sociedade são visíveis, como: desigualdade social, o aumento da violência e da marginalização, problemas de saúde na população de baixa renda, aumento dos moradores de rua e usuários de droga, problemas empregatícios, falta de profissionais em algumas áreas como na saúde, dentre outros agravantes.

Para adequação do ensino aos tempos modernos é preciso democratizar de fato o ambiente escolar, oferecendo oportunidades de inclusão social que favoreçam de fato a aprendizagem. Valorização do profissional docente, favorecendo a ação de novas práticas pedagógicas, baseadas no ensino participativo e no respeito ao saber do aluno e a diversidade. É fundamental que o Plano de desenvolvimento da Educação, transcenda o papel em ação conjunta com  profissionais e comunidade escolar, transforme a realidade do ensino público, a fim de retroceder a crise que se instala na sociedade moderna.

Esse estudo, diante do exposto, visa fazer uma análise e interpretação das teorias e e publicações existentes e relacionadas com a educação.

É importante observar que, para explicitar a qualidade da escola, implica discutir tudo aquilo que cerca e compõe o espaço e as práticas escolares. Valorizar a atuação do docente, propiciando formação e capacitação para adaptação a era das mídias sociais.

O mundo parece ter ficado pequeno a partir dos avanços ocorridos depois da disposição da internet para o livre acesso de toda a população mundial, pois todos tem acesso a qualquer tipo de informação. Diminui-se as distâncias e surgiu um novo estilo de vida.

Nesse contexto, o papel do professor também se modifica, não sua importância, mas a forma de atuação, inserindo novos recursos didáticos e tecnológicos. Numa ação mais democrática o professor atua como orientador, aproveitando se conhecimento adquirido na convivência familiar e possibilitando sempre agregar novos  conhecimentos. O professor está tendo a oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das novas tecnologias e incorporando-as ao seu dia a dia da sala de aula.

A REALIDADE DO ENSINO GRATUITO E MELHORIA DA EDUCAÇÃO NO ESTADO ATRAVÉS  DAS  POLÍTICAS PÚBLICAS

A garantia dos direitos que a sociedade em geral possui  bem como as tomadas de decisões, o envolvimento de compromissos, são ações sociais coletivas  provenientes das políticas públicas.

As crianças devem ser instruídas na justiça, na verdade, livres de preconceitos,  capazes de raciocinar, continuar opositoras dos prejuízos mesmo quando saírem da escola. Esses propósitos da escola moderna demonstram um resumo que serão formados seres pensantes, convictos, com ideias próprias e transformadoras em relação ao que tenha objetivo, o pensamento.

A educação no sentido social e político mais abrangente encontra-se respaldada na análise weberiana sobre o processo de racionalização cultural do Ocidente. Analisando por outro ângulo, na abordagem weberiana, política educação são vistas como resultados de um vasto projeto de racionalização das sociedades ocidentais, onde ambas colaboram para a secularização e o “desencantamento” do mundo social. Tanto na educação como na  cultura, política, legislação, economia, ciência e educação, o potencial civilizador da racionalização  tem que ser ressaltado aqui. Na extensão intelectual, que está diretamente relacionada com a  educação, Weber visualiza a racionalização como geradora do processo civilizatório e esta racionalização foi o que possibilitou uma cultura baseada na liberdade de expressão e de opinião (WEBER,  1999).

“A educação, como função social, é uma decorrência da vida em comunidade e participa do nível e da qualidade da própria vida em comum. É por este modo que adquirimos a língua, a religião e os nossos hábitos fundamentais. E por este modo que somos brasileiros, que somos de nossa classe, que somos afinal o que somos”. (TEIXEIRA, 1999, p. 43).

 O Ministério da Educação em concordância com os governos federal e estadual implanta novas políticas para formação e valorização dos profissionais da Educação pública brasileira. De acordo com a Lei nº 13.005/2014, o PNE – Plano Nacional de Ensino, oportuniza ações que favorecem o ensino público, formando profissionais da educação, assegurando-lhes a devida formação inicial, nos termos da legislação,  formação continuada em nível superior de graduação,  pós-graduação gratuita e na respectiva área de atuação estão entre as metas são alguns demonstrativos e estão como metas. Dessa forma, percebe-se que há  amparo aos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica para formar e equiparar seu rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Segundo a psicóloga Manuela Machado Duarte Rodrigues, a diferença entre uma escola democrática e uma escola tradicional é que, nesta última, a responsabilidade do processo ensino/aprendizagem incide sobre apenas uma pessoa, e os métodos são comumente constantes e repetitivos. O  professor apresenta as ideias e é exigindo a atenção do estudante. Quando se crê que os alunos adquirem seus próprios conhecimentos e são os protagonistas do crescimento intelectual, as atividades de aprendizagem realizam-se de várias maneiras de acordo com os saberes, interesses de cada aluno, motivação, imaginação. Os alunos aqui são ativos diante da apropriação de saberes, não  se mostrando  apenas atentos e passivos (MACHADO,  2013).

A educação escolar pública é subsidiada por órgão competentes dos Governos público, respectivamente, (MEC) Ministério da Educação, (SEE) Secretarias de Estado de Educação, (SME) Secretarias Municipais de Educação, que organizando-se e em consenso, elaboram projetos relacionados com a melhoria da qualidade do ensino escolar, se adaptando de tempos em tempos  às mudanças que ocorrem na sociedade moderna e na vida. Apesar dos recursos tecnológicos didáticos existirem e estarem disponíveis para apoio e auxílio pedagógico nas novas práticas pedagógicas mais eficientes, muitas escolas ainda adotam o ensino tradicional, que apontam práticas pouco atrativas de ensino.

Diante das várias problemáticas do setor público educacional, no decorrer dos anos, percebe-se que as matrículas na educação básica demonstram queda significativa, salvo o ano de 2016, que relacionou  um curto acréscimo.

Cerca de 50 milhões de crianças e adolescentes no  ano de 2014 foram  matriculados na educação básica. Em 2018, apesar da queda em 2,6%, o número de matrículas foi de aproximadamente 48,4 milhões de estudantes.

Dificuldades evidentes que a educação brasileira  sofre, mostra  em certas etapas definidas, a queda tanto no ensino médio como no ensino fundamental num período de 4 anos.

Figura 1 – Comparativo de matrículas da educação básica

Fonte: Inep/MEC (2018)

A relação entre a virtude e a questão da educação estão presentes em muitos diálogos idealizados, evidenciando a preocupação com a formação do cidadão político e participativo na sociedade. Em relação às eventualidades históricas, a educação poderia transparecer-se como a que afirmaria a necessidade do educador para sua realização.

Segundo dados do IBGE em 2018, entre  homens e mulheres com idade igual ou superior a 15 anos, a taxa de analfabetismo foi respectivamente de 7%  e  6,6%. Nesse mesmo contexto de analfabetismo, entre as pessoas pardas ou pretas as taxas apresentaram um valor maior que o dobro entre as pessoas brancas, ficando 9,1% para o primeiro grupo e para o último grupo, 3,9%.

Figura 2 – Taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 ou mais anos de idade

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua (2018)

Os estudos mostram que entre pessoas de 40 anos  de idade ou mais, o percentual das pessoas em situação de analfabetismo aumenta  e   avaliações realizadas pelo IBGE apontam que cerca de 11,4%  dessas pessoas estão relacionados com esse grupo.

PROJETOS  POLÍTICOS  E O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO PÚBLICO

Quando se analisa aspectos beneficiadores relacionados com a qualidade e formação da escolaridade básica da população, facilitadores de aquisição da certificação nessa etapa acadêmica seriam as políticas envolvidas com a educação, tornando possível ao estudante chegar ao ensino superior, mesmo diante de toda precariedade visualizada pelos  “facilitadores” como o sistema de cotas, o Encceja, Enem,  que tornaram os processos de seleção dos estudantes em instituições de ensino superior, adaptáveis à realidade brasileira e consequentemente formando profissionais com pouca  bagagem de conhecimento.

Contudo, esforços para melhorar os recursos didáticos  e modernização do ensino foram criados pelo governo federal.

PNE/2014 a 2024 – PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – Ordenamento estruturado de Diretrizes e Bases que constitui a Educação Nacional (políticas e padrões; espaços e tempos; responsabilidades e corresponsabilidades).

SINE – SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO – Conjunto estruturado de instituições: órgãos e unidades escolares com liberdade limitada para se fortalecerem e  universalizarem até 2016. Visando  qualificar o ensino público, as novas políticas públicas surgem e são implantadas, visando formação e a valorização dos profissionais da Educação Básica, gestão democrática das  escolas e dos sistemas educacionais.

O  PDE ESCOLA – PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA, atende as escolas com baixo rendimento no IDEB e é um programa do Ministério da Educação que atua no planejamento participativo e estratégico com o objetivo de  auxiliá-las em sua gerência. Esse plano refere-se ao planejamento estratégico que a escola investe sua qualificação para oferecer melhor qualidade de ensino ao estudante, aumentando a aprendizagem escolar, auxiliando a escola pública.

O PDDE Interativo nasce para ser o ambiente de execução do programa PDE Escola, e por isso, com uma estrutura fundamentada na metodologia e funcionamento desse próprio programa.

PDDE – PROJETO DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA: de acordo com a  Lei n.º 11.947/2009, Art. 22, este programa tem por finalidade prestar assistência financeira, suplementando as escolas públicas das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal em educação básica, as escolas de educação especial qualificadas como beneficentes de assistência social ou de atendimento direto e gratuito ao público, as escolas mantidas por entidades de tais gêneros e aos polos presenciais do sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB,  que ofertem programas de formação inicial ou continuada a profissionais da educação básica.

A escola a partir desse projeto adquire mais autonomia para utilização dos recursos financeiros fundamentados no planejamento de metas elaborados com aprovação e participação de representante da comunidade escolar e profissionais envolvidos que pensarão ações para enfrentar os problemas identificados. O destino dos recursos dos programas da secretaria de educação municipal e estadual serão previstos por análise desses órgãos, para que então sejam realizados projetos relacionados com os seguintes princípios norteadores:

O PDDE INTERATIVO,  fundamentado em que os ambientes sociais estão em constante mudança, auxilia as equipes nos trabalhos de  objetivos semelhantes, na busca de resultados em comuns. Criado para  auxiliar gestores escolares no planejamento dos conteúdos programáticos da escola.

PDDE ESCOLAS SUSTENTÁVEIS – visa apoiar a criação e o fortalecimento da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola  pelo coletivo escolar que, promove diálogo e traça decisões sobre a sustentabilidade sócio ambiental, o consumo e a alimentação sustentáveis, a qualidade de vida, o respeito aos direitos humanos e à diversidade.

FUNDEF – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério é formado por recursos dos três níveis da administração pública do Brasil para promover o financiamento da educação básica pública e está organizado como  um conjunto de fundos contábeis.

BNCC- Base nacional comum curricular, esta sendo implantada nas escolas desde 2018 e é uma nova proposta pedagógica curricular. Determinada as habilidades essenciais e a compreensão que os estudantes possuem, além do direito de aprender no decorrer dos anos de sua vida escolar.

Figura 3 – Média do custo anual de um aluno no Brasil em US$

Fonte: OECD (2017)

O IDados consultoria,  que também  analisa dados referentes às organizações públicas, calculou em 2017,  objetivando estimar o custo anual com aluno e verificar quais seriam  os possíveis gastos para  cumprimento de programa do novo PNE até 2024, apontou que os investimentos variam para cada aluno no ensino público dos municípios com gastos variando entre 5,5 a 15 mil no ensino fundamental.

VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR NO ENSINO PÚBLICO BRASILEIRO

A importância do professor na sociedade que sofre pela estreita qualidade educacional pública, refletindo na política, na saúde, na prestação de serviços em geral e consequentemente na qualidade de vida da população, mostra uma realidade em que o Brasil  não tem um piso salarial condizente com a realidade da nobreza da profissão.  É difícil conduzir uma educação  de qualidade ,quando o profissional professor tenta sobreviver com o que recebe.  Talvez o descaso histórico com a educação no país pode ser um dos fatores que demostram a desvalorização do magistério, porém, felizmente, mesmo a passos muito lentos, a partir da  lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 e Constituição Federal de 1988, determinou-se parâmetros significativos na docência, como por exemplo uma escolaridade mínima para atuação na área.

De acordo com Freire (1996), ser um educador, implica amor, perseverança e aprendizagem contínua. Uma eterna busca  pelo conhecimento. A educação tem o seu valor na sociedade e que a atuação do professor é importantíssima no processo de ensino aprendizado, porém, os pais desejam sempre os melhores professores para seus filhos, mas muitos pais não desejam que seus filhos se tornem professores. O pouco prestígio social e a atribuição aos professores pelo desastre escolar ainda  não conseguem destruir  a caminhada  contínua de educadores que gostam, amam e acreditam na profissão, expondo  que mesmo desvalorizados, demonstram seriedade no árduo  trabalho de educar,

Diante da Lei nº 11.738/2008 que publicou o Plano de carreira do magistério, a formação superior passou a ser critério de desempate para contratação do professor, essa foi uma das causas para o surgimento de novas política públicas para o desenvolvimento do ensino escolar e  valorização da carreira de professor, ofertando cursos gratuitos de pós graduação, graduação e capacitação na área pedagógica.

Relacionando a quantia que cada categoria trabalhista recebe com sua jornada de trabalho, o  piso salarial 2019  para os profissionais do magistério público da educação tem definido valor mínimo pela carreira. Há todo ano uma atualização no valor pago em todo país, valendo-se da necessidade de os profissionais apresentarem pelo menos formação em magistério em nível médio. A carga horária deve ser de 40 horas semanais e o trabalho em locais de ensino de educação. As aulas lecionadas são disponibilizadas para área infantil, fundamental, médio no território nacional.

A passos lentos, o governo vem cumprindo a meta prevista no FUNDEB, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação,  Conforme Lei nº 11.738/2008 segundo o texto publicado pelo Site SALÁRIO.MÍNIMO/2019.

Figura 4 – Evolução do piso salarial dos professores do ensino básico da educação pública brasileira

Fonte:  https://salariominimo2016.org/ Acesso em 20 de jul. de 2019

Na realidade do ensino escolar, um fator fundamental com grande importância, é a mudança de atitude do professor, que se molda e integra em seu cotidiano de trabalho as tecnologias, as mídias, bem como aprende  a partir do conhecimento que o aluno traz consigo pela sua convivência familiar, agregando valores e objetivando acrescentar saberes. Diante de toda essa troca de experiências, acontece o aprendizado.

“Não se pode transformar o mundo, a realidade, sem transformar as ciências das pessoas: este é um dos mitos em que milhares de pessoas caíram. Primeiro se transforma o coração das pessoas e quando se tiver uma humanidade bela, cheia de seres angelicais, então esta humanidade faz uma revolução que é divina também, Isto simplesmente não existe, jamais existirá”. (FREIRE, 1985, p.04).

Imbernón (2000) diz que ser professor hoje não é nem mais fácil nem mais difícil do que era. É distinto. Este autor indica que perante a constante velocidade com que a informação é conduzida envelhece e morre, com um mundo mudando constantemente, o ato de educar/ensinar e conduzir a aprendizagem à própria formação, torna-se a real necessidade.

É essencial, que a escola, ampare o trabalho do docente, disponibilizando novos meios didáticos e tecnológicos para um melhor trabalho. As ferramentas digitais são recursos que proporcionam ao professor meios para despertar o interesse do aluno e conectá-los ao meio  que está sendo preparado.

Fruto de qualidades morais, intelectuais e técnicas, o professor exerce autoridade dentro de uma sala de aula. As condições e  atributos do profissional professor independe dos alunos para  ser exercida. Desde a organização da classe, métodos, conteúdos organizados até a escolha dos objetivos pedagógicos e sociais, o professor é  o responsável pela conduta dos meios estratégicos de ensino  e  quem orienta as ações que provocarão reações e respostas por parte dos alunos como sujeitos independentes e ativos. A autoridade não deve ser vista  como uma relação que cerca a educação, mas sim como a de  orientadora.

Segundo Libâneo (1994), a afetividade não se refere ao carinho do professor para com uma determinada criança, mas se refere a uma postura afetiva e positiva deste na relação grupal, onde exerça sua autoridade (não autoritarismo). Estabelecido metas e objetivos pelo professor para com o grupo, percebe-se também que há outras mediações e ações que favorecem a construção da aprendizagem,  e diante dos erros que estes proporcionam, haverá o crescimento da turma, valorizando o sujeito professor principalmente pela destreza na articulação do conhecimento.

Quando Paulo Freire (1996) descreve que outra virtude do professor é a de viver intensamente a relação profunda entre a prática e a teoria, não como superposição, mas como unidade contraditória,  induz o pensamento de que viver esta relação onde a prática não dispensaria a teoria. Pensar a prática no sentido teórico e melhorando ainda mais a prática, condiz com o que se espera de atitude do professor.

EDUCAÇÃO  PÚBLICA  DE  QUALIDADE

A  desigualdade e a extensão que vem tomando nossa sociedade pelo ritmo das mudanças que vem demonstrando sofrer, transpassa a ideia de que a escola deverá ser adaptável e flexível, obtendo consciência em maior grau, tomando conhecimento que a partir dessas mudanças, aspectos integradores de coesão social deverão ser considerados.

Quanto ao estabelecimento de normas para implantação das instituições escolares, bem como fornecimento de recursos orçamentais e didáticos, a responsabilidade no sistema educativo público fica estabelecida pela esfera municipal, estadual e federal.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) determina  os propósitos dos níveis da educação brasileira. O ensino básico desenvolve o educando, assegurando-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania, fornecendo-lhe caminhos  que o farão avançar de forma positiva no trabalho e consequentemente nos estudos sequenciais. Em relação a educação no ensino superior, a proposta é o desenvolvimento do espírito científico, o pensamento reflexivo e a criatividade cultural, com incentivos à pesquisa científica, conhecendo e entendendo os problemas do presente, servindo à comunidade em relação a prestação de serviços de curta ou larga escala, tendo em vista a divulgação dos benefícios que resultaram desse trabalho.

A educação parece ter sido planejada de modo a compô-la de uma organização racional capaz de reduzir as intervenções subjetivas para que, sua eficiência não sofresse risco. ornar funcionais  objetivos, mecanizando o processo de ensino em alguns aspectos como uso das máquinas de ensinar, instrução programada, “tele-ensino”, “micro-ensino”, promove a expansão técnica nas mais diferentes matrizes, ajustando as variadas modalidades de ensino,  disciplinas  e  práticas pedagógicas.

Educação pública é questão de envolvimento, responsabilidade e parceria do governo municipal, estadual e federal. A política pública educacional é um sistema de ações sociais que mobiliza um número muito grande de pessoas (especialistas, professores e outros funcionários públicos) em áreas muito extensas, recursos financeiros públicos, planejamento de aplicação e fiscalização do investimento, avaliação das práticas e aprimoramento constante para tornar essas ações mais eficientes. Todos esses profissionais precisam e devem ser valorizados, estimulados e dessa forma, impulsionar a engrenagem educacional brasileira para que esta tenha destaque em âmbito nacional e  mundialmente, demonstrando que esta educação tem potencial e capacidade para alavancar o seu povo, dando-lhes oportunidade  de melhor qualidade de vida.

O ensino é um processo social, integrante de múltiplos processos sociais, nos quais estão implicadas dimensões pedagógicas, políticas, éticas, ideológicas, frente às quais elaboram-se objetivos,  métodos e conteúdos  conforme opções assumidas pelo educador, cuja realização está na dependência de condições, seja aquelas que o educador já encontra ou seja as que ele precisa transformar ou criar.

CONCLUSÃO

O novo professor ainda está sendo moldado, novas possibilidades e novas políticas favorecem seu crescimento pessoal e profissional. Sobre tal ponto de vista, é imprescindível que o professor, cobre seus direitos, se conscientize  na busca de atualizações para seus conhecimentos, aperfeiçoando suas técnicas pedagógicas. Conhecer novos métodos tecnológicos existentes, bem como as tecnologias educacionais disponíveis que  grande parte das escolas públicas já possuem, demonstra comprometimento e interação com o meio  profissional.  A atitude principal a ser tomada é o olhar diferente para com os propósitos do educar, considerando que todos os alunos precisam do trabalho do professor e que este é o protagonista no processo ensino/aprendizagem.  A escola não consegue caminhar sozinha e obter os melhores resultados a partir de ações isoladas dentro de própria instituição de ensino. É  fundamental que haja parceria entre a escola, família, governo, para que todo esse processo tenha efeito positivos. A escola pública moderna além de oferecer um ambiente atrativo e acolhedor, deve oferecer segurança e bem-estar para que o aluno se sinta acolhido e com  vontade de estar ali. Apesar da burocracia e lentidão na aprovação de novas políticas  públicas educacionais provenientes do governo, estas estão aparecendo aos poucos, conduzindo a escola  rumo ao amadurecimento e à mudanças no ensino visando formar cidadãos ativos, aptos a desenvolverem uma sociedade com qualidade profissional e de vida a todos.

REFERÊNCIAS

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[1] Mestre em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Regional. Pós graduado em Altas Habilidades/Superdotação. Pós graduado em Docência do Ensino Superior. Pós graduado em Inspeção Escolar. Pós graduado em Animação e Modelagem Digital. Graduado em Matemática. Graduado em Ciência da Computação.

Enviado: Dezembro, 2019.

Aprovado: Janeiro, 2020.

Mestre em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Regional. Pós graduado em Altas Habilidades/Superdotação. Pós graduado em Docência do Ensino Superior. Pós graduado em Inspeção Escolar. Pós graduado em Animação e Modelagem Digital. Graduado em Matemática. Graduado em Ciência da Computação.

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