A importância da contação de histórias infantis na promoção da imaginação e do lúdico: experiências do estágio supervisionado

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ARTIGO ORIGINAL

SOUZA, Stephanie Selva Alves De [1], GONTIJO, Cynthia Rubia Braga [2]

SOUZA, Stephanie Selva Alves De. GONTIJO, Cynthia Rubia Braga. A importância da contação de histórias infantis na promoção da imaginação e do lúdico: experiências do estágio supervisionado. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 07, Vol. 03, pp. 165-175. Julho de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/promocao-da-imaginacao

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo relatar atividades vivenciadas no decorrer do estágio obrigatório, onde teve como tema a importância da contação de histórias infantis na promoção da imaginação e do lúdico. Observou que esta etapa se constitui em uma atividade complementar na formação acadêmica e permite a preparação do aluno numa realidade profissional, com a consolidação entre o ensino teórico e prático, na busca do aperfeiçoamento profissional. No decorrer das ações efetivadas. Observou que a contação de histórias infantis nos últimos anos tem ganhado espaço dentro da educação. Nos dias atuais o contador encanta, transmite a magia da leitura, enriquecimento do vocabulário, estimula a criatividade, a concentração, o ato da escuta. Para maior compreensão do tema foram realizadas algumas pesquisas, análises de textos, pesquisa bibliográfica de cunho exploratório, sendo pautado neste, a experiência do estágio curricular obrigatório realizado pelo autor. Para maior relevância buscou aporte teórico em autores como Abramovich (1989), Almeida (1987), Vygotsky (2007) entre outros autores, onde reforçam a notabilidade da contação de história infantis no desenvolvimento da criança. Observa que através do contar histórias o conhecimento e a fantasia são inseridos na criança de uma forma lúdica e prazerosa, transmitindo valores, e incentivando a leitura, que a cada dia está mais distante dos futuros leitores, aproximando de forma simples a linguagem formal e a construção do conhecimento. Valorizando, desta forma, a contação de histórias e fortalecendo a linguagem, a imaginação e principalmente o gosto pelo ato de ler.

Palavras-chave: Contação de história, Escuta, Educação Infantil.

1. INTRODUÇÃO

Quando se trata do processo de ensino-aprendizagem infantil deve-se pensar em atividades que abranjam o desenvolvimento da criança, já que os resultados obtidos servirão de base para os anos escolares. Dessa forma, a fala, a escrita, a locomoção da criança deve ser observada pelo professor sob um ponto de vista pedagógico na formação do ser humano.

Entende-se que a linguagem oral é uma remota figura de comunicação entre as pessoas, portanto, o contar de histórias têm papel fundamental no desenvolvimento das crianças.

O ato de contar uma história, além de ser uma atividade lúdica, amplia a imaginação, incentiva o gosto da criança pela leitura, ajuda na oralidade, contribui na formação da personalidade da criança envolvendo o social e o afetivo.

O ver, sentir e ouvir são as primeiras sensações na memória da criança, por isso o contar história é uma experiência de interação, onde os atores criam uma conexão entre a pessoa que conta e as pessoas que ouvem.

A Educação Infantil é muito complexa, necessita de um bom planejamento para o desenvolvimento de um trabalho eficiente com as crianças, este trabalho vem para apresentar uma questão desafiadora e ao mesmo tempo encantadora, pois ser educador não consiste simplesmente em ensinar, vai muito além, é o interagir com o aluno.

Então, se vê necessário justificar a importância das brincadeiras no processo de ensino e aprendizagem da criança, muitos autores trabalharam para elaborar um estudo, elucidando questões pertinentes ao uso do ato de brincar de forma evolutiva, investigativa e processual. As brincadeiras têm papel fundamental no trabalho pedagógico e psicopedagógico, ela ajuda a entender o desenvolvimento da criança em relação à sua idade. De acordo com Vygotsky:

O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. (VYGOTSKY, 1987, p.35).

Cada criança tem sua especificidade no processo de aprendizagem, bem como a diferenciação no tempo e formato dessa aquisição, contudo, cabe ao educador estabelecer parâmetros e meios para alcançar o sucesso de sua prática, levando sempre em consideração o estágio que cada criança se encontra.

As brincadeiras apresentam em seu contexto todas as características necessárias para o envolvimento do educando e do estudante e uma das formas de se quebrar barreiras é o ato de contar histórias dentro do espaço educacional, com foco para a formação de futuros leitores, segundo Busatto (2006, p. 74) A história é uma arte de suma importância no cotidiano, através delas conhece fatos, adquire-se experiências e cria hábitos de leitura.

A prática da contação de histórias é envolvente, e de grande importância no processo de desenvolvimento da criança, auxilia na transformação, pois o público infantil, na atualidade interage diretamente com a tecnologia, deixando de lado o ouvir, os livros estão sendo esquecidos, a tradição oral está sendo deixada de lado.

A criança ao ouvir uma história muitas vezes se identifica com os personagens, sente-se amada, acolhida, a história é trabalhada de forma simples onde a criança consegue unir a fantasia e realidade de maneira especial.

Contar história faz com que a criança entre no mundo do faz de conta, viagem no tempo, nos sonhos contribuindo para que as informações sejam inseridas de forma simples e divertida. Abramovich (1989, p 16) afirma que “é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias. Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor e ter um caminho absolutamente infinito de descobertas e compreensão do mundo”.

Ao contar histórias também, encontra também a linguagem musical, outro ponto da ludicidade que contribui para o desenvolvimento infantil, autoconhecimento e interação da criança. A linguagem musical ou a própria música tem sido facilitadora no desenvolvimento dos alunos. A música também oferece sensações como a de bem-estar ao bebê em sua vida uterina

Sabe-se que a comunicação é um dos elementos centrais no processo de desenvolvimento da fala da criança, e isto não é diferente no desenvolvimento musical. A criança constrói seu gosto musical conforme é exposta aos sons; com toda essa informação musical, ela própria conseguirá construir vínculos afetivos com a música. A criança faz música brincando é assim que ela se relaciona com a descoberta do mundo é de forma informal do brincar que a criança se vê no meio musical, a cada gesto e movimentos corporais ouve-se a música com prazer.

É muito importante brincar, dançar e cantar com as crianças, levando em conta suas necessidades de contato corporal vínculo afetivos. Deve- se cuidar para que os jogos e brinquedos não estimulem a imitação gestual mecânica e estereotipada que, muitas vezes, se apresenta como modelo às crianças. (BRASIL, 1998, p. 59).

2. ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 A área de concentração escolhida para a elaboração do Projeto de Estágio foi a Formação e profissionalização docente, optou por delimitar o tema em Contação de História. Esse tema foi escolhido em virtude da magia da leitura de contos fantásticos, esses contos proporcionam a criança vantagens em sua formação, enriquecimento do vocabulário, criatividade, procurando resgatar também no aluno da educação infantil o ato da escuta, gosto e o prazer pela leitura, de acordo com  a LDB, artigo 29, a educação infantil tem como finalidade “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. Theodoro da Silva (1996) salienta:

Que Ler é antes de tudo, compreender, ao experienciar a leitura, o leitor executa um ato de compreender o mundo; transformando-o e transformando-se. A leitura se manifesta então, como a experiência resultante do trajeto seguido pela consciência do sujeito em seu projeto de desvelamento do texto. Por sua vez, os novos significados apreendidos na experiência do leitor fazem com que este se posicione em relação ao documento lido […] facilitando o surgimento da reflexão e da tomada de posição (THEODORO, 1996, p. 43-64).

Durante a Educação Infantil, a leitura mecânica fez parte da didática de muitos professores onde a decodificação era feita sem que acontecesse a compreensão adequada para uma aprendizagem eficaz, foi então necessário reformular a educação capacitando professores, nos dias atuais as aula são  diversificas, dinâmicas, atrativas fazem parte do contexto escolar, durante muito tempo foram feitas pesquisas que deixavam claro que as crianças que leem e escutam histórias desde cedo aprende com mais facilidade, fala mais rápido, pensa com dinamismo e desenvolve mais cedo o ato de escrever, de acordo com Rodrigues:

A contação de histórias é atividade própria de incentivo à imaginação e o trânsito entre o fictício e o real. Ao preparar uma história para ser contada, tomamos a experiência do narrador e de cada personagem como nossa e ampliamos nossa experiência vivencial por meio da narrativa do autor. Os fatos, as cenas e os contextos são do plano do imaginário, mas os sentimentos e as emoções transcendem a ficção e se materializam na vida real. (RODRIGUES, 2005, p. 4).

O ato de ler e escutar historias facilita a alfabetização e colabora com todas as outras áreas de conhecimento, principalmente onde existe ainda uma educação que se diz diferenciada, mas ainda continua sendo totalmente tradicional, onde o único objeto de estudo continua sendo o livro didático, o educador deve ir além do conhecimento que a criança trás de casa, o educador deve preparar atividade lúdicas, os alunos irão compartilhar conhecimentos, tornando a aula prazerosa e significativa e para fortalecer o conhecimento para um futuro tão esperado dentro da educação, Segundo Almeida:

A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, uma guia, um animador, um líder, alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si e do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir uma nova história e uma sociedade melhor. (ALMEIDA, 1987, p.195).

A contação de histórias, trabalha ao mesmo tempo a escuta, fala, pensamento e imaginação dentro do universo infantil, desta forma dando a comunicação oral um foco mais elevado e ao mesmo tempo o ato de concentração para desenvolver um potencial criativo, pois a história oral juntamente com a escrita constitui um parâmetro linguístico, psicológico, cultural e filosófico. Segundo Macedo e Sperb: “No Brasil há interesse crescente pelo estudo das narrativas infantis, especialmente a respeito do desenvolvimento narrativo na área da linguística, associado à cognição e à produção de narrativas”. (MAECEDO, 2007, p. 22).

Ao falar da educação infantil depara-se com a aproximação cada vez mais cedo das crianças com a tecnologia, e desta forma acabam deixando de lado os livros para pintar, para ler, o que no futuro irá trazer grandes prejuízos para sua formação, esse distanciamento acontece cada vez mais cedo entre a  criança e o livro e está resultando na pobreza do vocabulário, em vários momentos do processo ensino-aprendizagem o educador poderá aliar a tecnologia com a prática de leitura e da escuta, cita-se como exemplo, os Audiobook que é uma ferramenta tecnológica que pode auxiliar neste universo tão globalizado das crianças, assim Reis cita: “A escola, como instituição de difusão de saberes e uma das responsáveis para a preparação do homem para a vida em sociedade, não pode caminhar à margem da evolução tecnológica, nem ignorar as transformações ocorridas na sociedade”. (REIS, 2009, p. 100).

Portanto, o ato de contar histórias se faz necessário, não importa a escola, todos possuem o direito a educação de qualidade, e principalmente na educação infantil este ato é de grande importância pois nasce para ouvir, falar e ler, escutar história é o início da aprendizagem, uma aprendizagem importante para a criança pois é a fresta que irá abrir as portas para o conhecimento e compreensão do mundo.

2.1 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO

No decorrer de duas semanas, por 20 horas de observação e 20 horas de regência, esteve em contado com os alunos de do maternal II da Escola Santíssima Trindade Ltda, a referida instituição possui berçário, maternal I, maternal II, maternal III, I período e primeiro período II. O funcionamento da escola é de 07:00h as 19:00h. De acordo com Roesch (1999),

O estágio é uma chance que o acadêmico tem para aprofundar conhecimentos e habilidades nas áreas de interesse do aluno”. Não só isto, é no momento do estágio que o acadêmico vê realmente como é a realidade cotidiana e a complexidade da sua futura área profissional. (ROESCH, 1999, p. 01).

Ao realizar o estágio notou que se encontra aqui é uma experiência diferenciada sendo uma etapa inicial na carreira do educador, durante toda a ação do estágio colocou em prática a didática adquirida, tão importante para o desenvolvimento das aulas, este período oportuniza a realização de atividades e apresenta práticas atrativas para as crianças, conquistando sorrisos, olhares atenciosos e principalmente a comunicação e troca de experiência.

Às 20 horas de observação, foi o primeiro contato, com a escola, foi momento de observar as salas de aula, o comportamento dos alunos, as dificuldades de se trabalhar com alunos na etapa do desenvolvimento inicial, foram desafios vivenciados e muitos superados.

Ao chegar à escola fui direcionada pela coordenadora para a referida sala onde a educadora regente apresentou-se a turma e fui recebida com muita curiosidade, pois segundo a educadora, as crianças daquela turma eram muito instigadoras e questionadoras, principalmente quando algo fugia da rotina deles.

Devido esta alteração obtive muitas dificuldades em adaptar a sala de aula, principalmente no que diz respeito ao domínio de sala, a conquistar a atenção dos educandos para as aulas, mas com o tempo que fui convivendo com eles isso foi amadurecendo e fomos nos entendendo. A escola ofereceu todo suporte que precisei de material durante todo período que estive por lá, em todo o processo vivido nesse percurso pude compreender a importância do estágio, pois foi verificado que esta interação possibilita ressignificar os saberes, as reflexões sobre a conduta do estagiário e futuro educador, assim também com a sua construção de identidade de cada indivíduo, buscando sempre a aprendizagem para o processo de ensino-aprendizagem. Na observação tive a oportunidade de avaliar a sala de aula, analisar que os alunos eram muito tranquilos, e que muitas vezes faltava mais pulso firme da professora titular da sala.

Às 20 horas de regência, foram rápidas, pois o tempo todo esteve em contato com os alunos, a aula tem início com a formação de uma roda e com a música da Eliana Bom Dia Como Vai. Após a música, alguns alunos contam o que aconteceu durante o tempo em que esteve em casa, em seguida, começou a atividade de identificar figuras geométricas, os alunos identificavam quadrado, circulo, triângulos e retângulos, no dia seguinte iniciou a contação de história onde os alunos demonstram curiosidade, contou-se a história dos três porquinhos, com entonação na voz, a do lobo com o som mais bravo, diferencia de voz para cada um dos personagens, isto faz com que os alunos viagem no tempo e na história.

Durante essas 20 horas de regência, várias atividades foram realizadas. Atividades de pintura livre, observação no espelho, brincadeiras com massinha, dentre outras, essas atividades ajudam a desenvolver a coordenação motora, a criatividade, a concentração, a descobrir novas formas, cores, novas texturas, sensações e movimentos, desenvolvendo também a socialização das crianças.

Nas atividades de pintura livre as crianças utilizaram tinta guache, folhas A3 e/ ou outros tipos de papéis e pincéis onde pode perceber a satisfação da turma ao manusear esses materiais e colocar no papel a imaginação de cada um. O objetivo dessa atividade era fazer com que a criança se divertisse com criatividade estimulada, ao utilizar as cores permitindo experiências sensoriais com meios novos e diferentes, como papéis de variadas texturas, pincéis e água.

A infância é uma fase muito importante para o desenvolvimento das crianças, é nela que a curiosidade está mais aguçada e meninas e meninos descobrem novas linguagens e habilidades, e isso deve ser estimulado ao máximo para que estas crianças desenvolvam todo o seu potencial. As atividades que envolvem a pintura e o desenho têm um papel importante nesse estímulo, por isso, elas têm ganhado cada vez mais espaço nas escolas, a criança tem um mundo a ser explorado por meio da arte são cores, texturas, formas dentre outros. Além dessa importância no desenvolvimento da criatividade, a pintura na educação infantil tem outra vantagem que é a comunicação entre a criança e o mundo que o rodeia.

A observação no espelho como interação nas atividades foi de grande aceite pelas crianças, pois foi realizado com muita curiosidade e desenvolvimento. Sendo assim os objetivos desse momento foram trabalhar expressões, gestos corporais e imitações. Nomear e reconhecer as partes do corpo. Familiarizar-se com sua imagem e dos outros. Ao realizar esta tarefa foi estimulado fazer a brincadeira seu mestre mandou na frente do espelho, fazendo mímicas e “caretas” com eles, foi um momento de muito prazer e diversão, pois eles davam gargalhadas de cada gestos.

Começa assim, dentro dessa concepção de estímulos a autodescoberta, uma exploração sensorial relacionada ao desenvolvimento psicológico, essencial para que a criança se perceba como alguém autônomo e com domínio de si. Essas atividades são uma oportunidade de a criança se enxergar por inteiro e exercitar o uso competente do corpo. Os espelhos são muito importantes no processo de adaptação e socialização das crianças com a escola, por isso devem estar presente em sala de aula. É comum ver bebês que passam e voltam, só para se olhar, é uma maneira da criança conhecer-se e enxergar-se como membro do grupo.

Ao utilizar a massinha como estratégia da aula, iniciou com uma contação de história de “Chapeuzinho vermelho, a nova versão” e ao final pediu que cada um recontasse a história e manipulasse a massinha construindo os personagens da história. Essa etapa teve como objetivo desenvolver a coordenação motora fina, a criatividade, concentração, oralidade, apresentar e descobrir novas formas, cores, novas texturas, sensações e movimentos, desenvolvendo também a socialização dos pequenos. Ressaltando que a massinha de modelar é recurso simples e com grande importância de ser oferecido e explorado na fase inicial da alfabetização das crianças, sendo que quando bem mediado pelo educador se torna um grande aliado no dia a dia dentro da sala de aula, grande parte das crianças gostam de brincar de massinha.

No decorrer do processo a educadora regente gravou todo processo e ao final criou um pequeno filme no aplicativo Cap cut (editor de vídeos e fotos com textos) e logo após foi compartilhado com os pais no grupo de WhatsApp da escola, vale frisar que a escola tem assinado pelos pais e ou responsáveis o termo de autorização de imagem de cada criança, tornando assim a atividade válida e legal.

Durante toda a prática do estágio, pode perceber que todos os alunos se interessaram pelas atividades aplicadas, com isso, reforço à tese de que criança tem que ser criança. No estágio adquiriu novos conhecimentos, aprendendo muito com cada interação diária.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entrar na sala de aula, observar atentamente todos os movimentos da professora regente foi significativo para entender que ser professor é um dom, olhar para cada aluno com um ser único e entender que os quatro pilares da educação: o aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser, fazem parte do cotidiano da sala de aula.

Os indivíduos são distintos entre si e a cada momento e cada situação em sala de aula, torna-se os roteiristas que a cada momento estão escrevendo ou reescrevendo um novo parágrafo para formar cidadãos críticos que serão capazes de mudar o mundo.

Através do movimento do estágio foi possível compreender melhor que para ser professor é ir além da prática, é o aprender a trabalhar o coletivo, aprender a ouvir e trocar experiências, entendeu melhor que o mundo em uma escola vai além do muro, e que muitos alunos trazem experiências diferenciadas, então, como professores deve-se entender cada um tem suas dificuldades e somente com aulas diversificadas é que conseguirá resgatar os alunos que possuem dificuldades em determinadas habilidades.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: Gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, p. 13, 1989.

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica – técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Edições Loyola, 87 – 95, 1987.

BRASIL. Referencial Curricular para a Educação Infantil, Brasília: MEC/SEF, 1998.

BUSATTO, Cléo. A Arte de Contar Histórias no século XXI. Rio de Janeiro, Editora Vozes, 2006.

MACEDO, L.R., & SPERB, T. M. (p. 22, 2007) O desenvolvimento da habilidade para narrar experiências pessoais: Uma revisão da literatura. Estudos de Psicologia (Natal)

REIS, T. S. Avaliação de um programa suplementar para o ensino de leitura e escrita aplicado em ambiente escolar. P. 103, 2009. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.

ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estágio do curso de administração: guia para pesquisas, projetos, estágios e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas, p. 1, 1996

RODRIGUES, Edvânia Braz Teixeira. Cultura, arte e contação de histórias. Goiânia, p.04 ,2005.

THEODORO, Ezequiel Silva – Elementos da Pedagogia da Leitura. São Paulo: Martins Fontes, p. 43-63, 2005.

VYGOTSKY, L. S. apud BORBA, Ângela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In: Brasil MEC/ SEB. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade/ organização Jeanete Beauchamp, Sandra Denise pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. p. 35.

[1] Cursando Pedagogia.

[2] Orientadora. Doutorado em Educação.

Enviado: Outubro, 2020.

Aprovado: Julho, 2021.

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