O Processo de desenvolvimento curricular na formação do professor [1]

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ARTIGO DE REVISÃO

SILVA, Wilson Ribeiro da [2]

SILVA, Wilson Ribeiro da. O Processo de desenvolvimento curricular na formação do professor. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 09, Vol. 06, pp. 71-77. Setembro de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/processo-de-desenvolvimento

RESUMO

Demonstrar a importância da formação de professores para a aquisição do conhecimento assim como as habilidades, a desenvoltura nas atitudes em sala de aula e as crenças positivas que auxiliam no desenvolvimento curricular é o objetivo geral deste estudo. O problema norteador dessa pesquisa traz o seguinte questionamento: como explicar o processo de desenvolvimento curricular na formação de professores? É preciso analisar, ainda, no currículo, a convergência e a coerência entre as dimensões linguísticas de várias disciplinas escolares. Desse modo, destaca-se a importância de se analisar os objetivos para os diferentes níveis curriculares, buscando, sobretudo, o desenvolvimento curricular e a formação dos professores para que possam desenvolvê-lo adequadamente, proporcionando, então, uma aprendizagem significativa aos discentes.

Palavras-chave: Formação docente, desenvolvimento curricular, conhecimento.

1. INTRODUÇÃO

Este estudo pretende demonstrar a importância da formação de professores para a aquisição do conhecimento, habilidades, desenvoltura nas atitudes em sala de aula, além de valores e crenças positivas que auxiliam no desenvolvimento curricular. Portanto, busca como objetivo geral, explicar o papel do professor como desenvolvedor de currículo bem como comunicar as melhores práticas no contexto do desenvolvimento curricular. Por conseguinte, tem-se como problema de estudo: como explicar o processo de desenvolvimento curricular na formação de professores? Neste âmbito, estes e outros questionamentos permeiam este estudo. A formação de professores fornece uma plataforma para que os aluno e professores adquiram o conhecimento bem como a habilidade para o desenvolvimento de atitudes, valores e crenças positivas.

Isso pode ser feito com a ajuda do currículo fornecido. Assim, a qualidade do professor, em qualquer instituição, depende, invariavelmente, do currículo ofertado durante o período de treinamento e/ou estágio. Depois de analisar várias pesquisas sobre o currículo e papel significativo dos professores na elaboração do currículo, o processo de desenvolvimento curricular foi descentralizado. O processo de enquadramento curricular e preparação de livros didáticos deve ser descentralizado, de modo a aumentar o envolvimento dos professores nessas tarefas. A descentralização deve fornecer uma maior autonomia dentro do estado/ distrito.

Como currículo é o melhor meio para que seja possível atribuir forma ao desenvolvimento global dos alunos, torna-se uma ferramenta indispensável. Dessa forma, é papel do professor atuar como uma espécie de mediador entre esse currículo e os alunos. Ele/ ela, precisa, então, conhecer as várias necessidades de estudantes, das instituições educacionais, das indústrias e dos pais (partes interessadas) (BECKER-MROTZEK et al, 2013).  Este estudo justificou-se face ao entendimento de que a qualidade da formação de professores é mantida pelo currículo da formação de professores. Ademais, entende-se o desenvolvimento curricular como um processo dinâmico.

2. DESENVOLVIMENTO CURRICULAR

Um dos métodos mais importantes para a introdução e adesão às mudanças educacionais é a ação docente por meio de novos currículos. Assim, quando essas mudanças são mais induzidas, o sucesso de qualquer novo currículo depende de um nível apropriado de dedicação por parte de muitos indivíduos em diferentes estágios do processo de mudança. Isso envolve os seguintes estágios: em primeiro lugar, o projeto bem como o desenvolvimento de um novo currículo, que, geralmente, é tratado por uma equipe de especialistas em desenvolvimento curricular são processos fundamentais. No segundo estágio, torna-se necessário um processo de disseminação que precisa, por sua vez, ser manipulado pela mesma equipe. Tem-se, por fim, a fase da implementação. Esta deve ser realizada, principalmente, por intermédio de professores regulares (SABAR; SHAFRIRI, 2006).

A experiência de desenvolver currículos é, essencialmente, um processo criativo e contínuo. É capaz de conduzir o docente para que todos sejam mais dinâmicos e autônomos. Apoia-se, portanto, a alegação de Dewey, visto que entende que a experiência real é necessária para internalizar a inovação. Pode-se supor que os professores participantes em um processo sistemático de identificação de necessidades devem ser capazes de analisar e formular novos objetivos; planejamentos, testes e avaliações de atividades, buscando, sempre, ampliar o conhecimento profissional assim como a aquisição de habilidades por meio do desenvolvimento e implementação de currículos.

Dessa forma, gradualmente, será mais eficaz e autônomo bem como mais receptivo às mudanças educacionais, ou seja, serão mais conhecedores de seu campo escolhido e merecedores do o título de professores inovadores (BEN- PERETZ; LIPMAN, 2012). No campo curricular, essa abordagem, provavelmente, resultará na produção de materiais didáticos mais flexíveis, dinâmicos, versáteis e adequados a uma população particular de professores e alunos, e, assim, será capaz de abrir caminhos para a utilização efetiva de novos currículos.

2.1 O CURRÍCULO – A CONVERGÊNCIA E A COERÊNCIA ENTRE AS DIMENSÕES LINGUÍSTICAS DE VÁRIAS DISCIPLINAS ESCOLARES

Dominar a linguagem escolar, ou seja, os conteúdos programáticos em cada disciplina bem como ter visão de mundo é essencial para que os alunos possam desenvolver as habilidades necessárias para a obtenção do sucesso escolar do pensamento crítico. É fundamental, também, para a participação em sociedades democráticas bem como para a inclusão e coesão social. Desse modo, é preciso tornar explícito – nos currículos, elementos como o material pedagógico e a formação de professores, e, ainda, as normas e competências linguísticas específicas que os alunos devem dominar em cada disciplina escolar. Também é necessário apresentar as modalidades de aprendizagem que devem permitir que todos os alunos, e, em particular, os mais vulneráveis ​​entre eles, beneficiem-se de situações diversificadas de aprendizagem de línguas, a fim de desenvolver as suas capacidades cognitivas e linguísticas (BECKER-MROTZEK et al, 2013).

A dimensão da linguagem é a chave para fechar a lacuna relacionada ao desempenho e aos componentes envolvidos no uso da “linguagem acadêmica” (a linguagem formal usada pelos diferentes temas acadêmicos), enquanto propõe estratégias de ensino que considerem as questões linguísticas horizontalmente (entre as diferentes disciplinas e verticalmente, ou seja, de um nível de ensino para outro). Também analisa diferentes e amplas opções para a elaboração de currículos bem como reflete sobre a formação de professores e a qualidade da educação, desde o nível institucional até os níveis local, regional e nacional do sistema educacional (SABAR; SHAFRIRI, 2006).

2.2 OBJETIVOS PARA DIFERENTES NÍVEIS CURRICULARES

Aprender a gerenciar formas acadêmicas de expressão, implica, em primeiro lugar, e em todos os níveis de ensino, conscientizar os professores sobre os benefícios das atividades gerais relacionadas à linguagem. No nível micro curricular, são aquelas relacionadas, principalmente, ao uso de um registro sociolinguístico formal (por exemplo, em apresentações orais). Nesse contexto, embora os professores não sejam sensíveis a este requisito, tendem a favorecer o uso do registro familiar, embora alguns alunos rejeitem a expressão familiar como não sendo parte da sua identidade. Preocupa-se, dessa forma, com o uso correto da terminologia específica do assunto, com a assistência aos alunos para expressar seu raciocínio espontâneo e com a precisão em termos de gramática e ortografia (BEACCO et al, 2016). São objetivos recorrentes na prática docente.

Tais atividades são, definitivamente, muito úteis, particularmente no que diz respeito ao registro formal. Elas não são, no entanto, suficientes para dar aos alunos o domínio, em termos de compreensão e produção, das formas de comunicação usadas para construir, expor e discutir o conhecimento. A aquisição de competências e conhecimentos acadêmicos pressupõe um grau de progressão dos alunos. Manifesta-se por meio das diferentes etapas da sua educação, desde uma concepção imediata e ordinária do mundo a uma que é mais baseada em conceitos acadêmicos, dependendo, então, do seu desenvolvimento cognitivo. Em paralelo, esta transição é, também, uma mudança do domínio de alguns gêneros para o domínio de outros (BECKER-MROTZEK et al., 2013).

Os repertórios de gêneros dos aprendizes precisam ser desenvolvidos a partir da expansão ou por meio da transformação das formas existentes em outras, isto é, a partir de formas comuns de comunicação às formas de expressão relacionadas ao conhecimento (SABAR; SHAFRIRI, 2006). Para os alunos, os gêneros presentes na sala de aula são, em diferentes graus, formas de apropriação do conhecimento. Acredita-se que algumas acabam implicando nas formas de comunicação que são relativamente desconhecidas para eles, fazendo, assim, com que eles precisem adquirir (BEACCO et al., 2016). Desse modo, é imprescindível que haja o desenvolvimento desse currículo bem como a formação docente para que possa ser aplicado de forma a promover a aprendizagem significativa dos alunos, permitindo, dessa forma, que os maiores interessados nesse contexto ​​mensurem o desenvolvimento do aluno à medida que avançam em seu currículo principal ou programa específico, podendo, entretanto, informar os esforços de remediação necessários para abordar as lacunas de desenvolvimento e, assim, melhorar a qualidade da educação (GOMEZ, 2018).

3. CONCLUSÃO

Depois do estudo realizado, observou-se que algumas considerações finais podem ser realizadas tais como: faz-se necessário desenvolver um currículo de formação de professores para maior aprimoramento do pensamento do aluno e de sua aprendizagem em sala de aula. É preciso, ainda, implementar o currículo de formação de professores para que seja possível analisar a sua eficácia. Acredita-se que participar do processo de desenvolvimento curricular leva a uma maior conscientização das deliberações por trás dos componentes curriculares e, portanto, ajuda no processo de tomada de melhores decisões curriculares em situações diversas.

REFERÊNCIAS

BEACCO, J. C; FLEMING, M; GOULLIER, F. Um manual para o desenvolvimento curricular e formação de professores. A dimensão da linguagem em todos os assuntos. Disponível em: https://www.coe.int/en/web/language-policy/a-handbook-for-curriculum-development-and-teacher-training.-the-language-dimension-in-all-subjects. Acesso em 24 jun. 2019.

BECKER-MROTZEK M. et al. (eds). Aprendizagem linguística e profissional. Waxmann: Münster, 2013.

BEN- PERETZ, M.; LIPMAN, M. Treinamento ensina a implementar currículos: Manual de instruções. Hebrew: Haifa Univ. Escola de Educação, 2012.

GOMEZ, E. Os cinco níveis de avaliação no ensino superior. CAPSIM. Disponível em: https://www.capsim.com/blog/the-five-levels-of-assessment-in-higher-education. Acesso em: 28 maio 2019.

SABAR, Naama; SHAFRIRI, Nitza. A necessidade de formação de professores no desenvolvimento curricular. Escola de Educação, Universidade de Tel Aviv. Journal of In-Service Education. 2006, 8:1, 22.

[1] Ensaio acadêmico solicitado pela disciplina Desenvolvimento curricular, elaborado para o curso de Mestrado em Ciências da Educação – UNIVERSIDAD GRENDAL.

[2] Mestrando em Ciências da Educação (UNIVERSIDAD GRENDAL). Especialista em Literatura Brasileira (UNEB). Especialista em Língua Portuguesa. (FVC-ES). Graduado em Letras – Habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa (UNEB). Graduado em Letras – Língua Inglesa (CUJ-SP).

Enviado: Setembro, 2019.

Aprovado: Setembro, 2019.

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