Gestão Escolar: Uma Gestão democrática com a participação Familiar

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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Maria Ires Brito da [1]

SILVA, Maria Ires Brito da. Gestão Escolar: Uma Gestão democrática com a participação Familiar. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 10, Vol. 04, pp. 29-48. Outubro de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Ideias mais atuais apontam a escola como instituição social, onde há funções socialmente definidas, porém, sem desviar do foco, de que ela também trabalha como conjunto social delimitado, com um enfoque máximo a formação de crianças, jovens e adultos. O presente artigo tem como base uma nova compreensão sobre como gerir uma escola, tornando-se viável a satisfação de uma forma abrangente de suas carências, faltas e insuficiências, já que através da comunidade, que é constituída por: alunos, pais, professor e funcionários; têm-se, mais que qualquer outro, conhecimento de causa sobre a própria realidade. Desta forma, a gestão democrática que é uma forma de gerir possibilitando a participação de todos, sem exclusão do diretor, uma vez que o mesmo pode se tornar mais um integrante na participação, fazendo-se não mais o único a tomar decisões. Este trabalho também abrange a construção da gestão democrática, do funcionamento da escola, presença e cooperação da família, com o objetivo de contribuir trazendo ideias para o desenvolvimento de ações que estimulem a necessidade do debate sobre a forma de Gestão da escola dando ênfase à Gestão Democrática, considerando os segmentos que possibilitam a participação e a importância da aproximação da escola com a família.

Palavras-chaves: Gestão escolar, participação da família, gestão democrática.

INTRODUÇÃO

A gestão escolar é um tema que aparece com frequência nos debates político educacionais, e sua definição contém diversas lacunas. Uma faz referência ao fato de que nas escolas, os vínculos entre os alunos e os docentes, bem como, todos os envoltos dentro deste contexto, precisam tender ao mesmo objetivo, atingindo assim ao único proposito pedagógico que seria a educação (CROTI, IKESHOJI E RUIZ, 2014).

Para entender a realidade da gestão escolar é indispensável observar que a escola não existe num modelo ideal, porém mostra-se como produto das vontades humanas e adquire grande influência da sociedade que a organiza para realizar condições materiais de sobrevivência. Dessa forma, vale ressaltar ainda que a gestão escolar não consiste em um agrupamento de técnicas e ferramenta formadas em abstrato, porém apresentam um resultado histórico das tendências decorrentes do desenvolvimento da sociedade (WELLEN e WELLEN, 2010; CROTI, IKESHOJI e RUIZ, 2014).

Em consequência de a gestão escolar não ser vista como neutra, porém compreendendo sua intencionalidade, o gestor deve presumir que seu papel está em planejar, coordenar, controlar (CHIAVENATO, 2003), assim como atuar sobre valores, crenças, sentimentos, emoções, de maneira tal que provoque reações dos docentes para os confrontos dos desafios escolares, estes que são indispensáveis e favorecedores para que objetivos educacionais sejam obtidos. O gestor precisa reproduzir seu trabalho e entender o efeito deste, tendo por alicerce o processo da gestão. Tal como o docente ao compreender o processo de gestão colabora de forma mais ativa e efetiva nas ações da escola (LÜCK, 2011; CROTI, IKESHOJI e RUIZ, 2014).

Nos tempos atuais, há uma relevante carência das escolas, no que se diz respeito ao trabalho coletivo; contudo vê-se que, ainda sim, existem recomendações para a democratização da mesma, essa que tem como seu responsável último, o diretor. Deste modo, faz se necessárias novas formas de participação de seus envolvidos por propostas da escola.

Com base nesta nova compreensão sobre como gerir uma escola, torna-se viável a satisfação de uma forma abrangente de suas carências, faltas e insuficiências, já que através da comunidade, que é constituída por: alunos, pais, professor e funcionários; têm-se, mais que qualquer outro, conhecimento de causa sobre a própria realidade. Desta forma, a gestão democrática que é uma forma de gerir possibilitando a participação de todos, sem exclusão do diretor, uma vez que o mesmo pode se tornar mais um integrante na participação, fazendo-se não mais o único a tomar decisões.

Entretanto, devido ao nível de abrangência que se deve ter, recomenda-se que prioritariamente a coordenação seja feita pelo gestor, este que já gerencia a escola e que deve dar início ao Planejamento da Escola que é conhecido como Projeto Político Pedagógico, e a construção e realização o mesmo deve abranger toda a comunidade escolar na procura pela organização do trabalho pedagógico da escola em sua totalidade.

Para mais, na construção desse planejamento se torna indispensável uma reflexão acerca da realidade de cada escola e idealizar segundo as suas características específicas, para que com sua efetivação e execução aconteçam mudanças políticas, pedagógicas e administrativas na realidade escolar com uma abertura absoluta e uma concreta presença e cooperação dos diferentes segmentos na determinação e na elaboração dos rumos da escola.

Portanto, segundo Silva (2009) e Marques (2014), incumbe ao gestor educacional ter compreensão e percepção no que se refere aos caminhos que se objetiva elaborar, de modo a se gerar condições para que a cooperação e presença, seja a mais extensa e efetiva possível, tanto nos processos de tomada de decisão quanto na organização dos trabalhos nas instituições e nos sistemas educativos.

Vasconcellos (2006) e Marques (2014), expõem duas formas de pôr em pratica um planejamento. A primeira delas é a elaboração participativa no qual este é entendido como um meio de intervenção no real para modificar a sociedade transformando-a em mais justa e igualitária, onde todos os indivíduos que estão inclusos no processo têm sua opinião com igual valor, visto que esta elaboração abrangerá também o trabalho e progresso de todo o grupo. A segunda é a não participativa, posto que a associação da gestão escolar produz o planejamento e o remanescente do grupo necessita realiza-lo, pertencendo a estas medidas minoritárias e a organização diária de seu trabalho.

Para que o Projeto Político Pedagógico conquiste de fato seu objetivo, é indispensável que o mesmo esteja baseado em alguns princípios esses que são, a igualdade de condições para ingresso e continuidade na escola, qualidade do ensino, gestão democrática, liberdade e valorização do magistério (MARQUES, 2014).

Nas escolas onde se constroem coletivamente o Projeto Político Pedagógico e em sua execução este que é reconhecido por todos os indivíduos do processo de ensino aprendizagem, torna-se indispensável que um critério avaliativo também seja empregue, visto que é através de critérios avaliativos que se reconhece e comprova-se os propósitos obtidos e aqueles que ainda se pode melhorar e então reconstituir o planejamento, para que possa alcançar um fim positivo, que esteja mais perto sucesso total na educação, isto é, avaliação e planejamento constituem-se como instrumentos imprescindíveis a qualquer gestão escolar para apontar uma direção as suas ações, dos educadores e essencialmente dos educando em formação na instituição.

De acordo com Veiga (2007) e Marques (2014), com o propósito de que o processo avaliativo seja democrático, é necessário acontecer em três momentos: a caracterização e problematização da realidade escolar, o entendimento crítico da realidade e as propostas de alternativas de ação e o momento de criação coletiva. Entretanto, para que se faça uso desses momentos, é necessária a participação popular, uma vez que a mesma conhece sua própria realidade, já que a vivencia diariamente.

De forma tradicional, as escolas eram regidas de acordo com indivíduos que por meios legais e sociais lhes eram determinados, a mesma que em seus pilares tinham como uma base solida e rígida cheias de definidas funções e papeis, determinando assim onde cada indivíduo deveria atuar, seguindo este modelo haviam dificuldades explicitas de um modelo de atuação conjunto e consequentemente equilibrado (ALONSO, 2004).

Ideias mais atuais apontam a escola como instituição social, onde há funções socialmente definidas, porém, sem desviar do foco, de que, a mesma também trabalha como conjunto social delimitado, com um enfoque máximo a formação de crianças, jovens e adultos, e segundo Alonso (2004) “[….] Um espaço social que tem vida própria, um organismo vivo que interage com o ambiente social extraindo dele estímulos e energia necessários para desenvolver o seu trabalho”.

Ainda que se concorde com funções e papeis já definidos, o que não e tão rígido uma vez que todos têm sua função e precisa exercê-la para que haja organização, os demais podem agir de acordo com seu modo de ver a realidade, muitas vezes relevando particularidades que tem seu grau de contribuição e importância no funcionamento das escolas.

A presença e cooperação da comunidade, viabiliza à população a compreensão e a analise junto da opinião, acerca dos serviços que são ofertados, e ao de intervir de forma organizada na vida da escola, tendo potencial para gerar influencia na democratização da gestão e no aperfeiçoamento e progresso da qualidade de ensino (LIBÂNEO, 2001; RESCIA e GENTILINI, 2006).

Para que haja um avanço da cidadania, faz-se necessário um empenho dos educadores em incentivar práticas de participação popular, a cerca de solicitações persistentes e urgentes.

Quando se fala em inovações educacionais, normalmente se faz menção nas mudanças de ordem macrossocial, entretanto este não seria o único meio para ir em busca da modificação do dia a dia escolar. É errôneo atrelar o funcionamento bem como o desempenho da escola à resultados adquiridos nas disciplinas através da aprendizagem, esse que é repassada para os alunos com o trabalho único e específico dos professores.

Faz-se necessária a reflexão sobre as mudanças de atitudes, sobre o pensar e a execução profissional, isto é, gerar capacidade de esclarecer e de eclodir com o que está convencionado, gerando formas abertas para reflexão, dialogo e interação nas tomadas de decisões de todos os membros sociais que estão envolvidos com a escola (RESCIA e GENTILINI, 2006).

Para Silva e Rocha (2014), com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), a escola tem a responsabilidade de se associar com as famílias, e os pais têm o direito a ter conhecimento do processo pedagógico, tal como de participação na determinação das propostas educacionais, entretanto há uma supremacia de pais que não participam do processo de aprendizagem. Para isso o Artigo 12, parágrafo 6 da LDB destaca que: “[…] os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de […]” articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola. (LDBN 9394/96 artigo 12, parágrafo 6)

No tocante à presença e cooperação nos segmentos de gestão, é notório que há falta de interesse da comunidade. Logo, se pressupõe que essa falta de interesse se dá ou pode estar associada às ideias de que, a responsabilidade pela educação é somente tarefa do poder público, ou da gestão da escola.

Contudo, nota-se que essa presença e cooperação pode ser melhor compreendida, ao partir da pratica e ir em busca da teoria para obtenção de respostas para as indagações, retornando assim da pratica com um novo entendimento sobre a realidade (GASPARIN, 2013; VIEIRA e ORZECHOWSK, 2014).

Sendo assim, a gestão escolar junto à gestão democrática possibilita novas percepções e participações da população acerca da realidade educacional, esta que de forma fatídica vem ao longo dos anos sendo escoltada pelo governo, este que apenas informa ao gestor escolar uma forma única de reger a escola, centralizando o poder, e não o dividindo para com a comunidade que sabe das reais situações que vivem. Como se alcançar as necessidades se não sabem de fato quais são elas?

GESTÃO ESCOLAR: UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA

Considerada como qualquer outra instituição que precisa ser administrada, faz-se necessária a administração tanto na empresa quanto na escola, todavia com particularidades distintas de uma empresa, de tal modo que, para Paro (2006):

Embora propugnando pela aplicação da administração de empresas na escola, a maioria dos Teóricos da Administração Escolar não veem uma identidade absoluta entre empresa e escola, identificando, nesta, características específicas que precisam ser levadas na devida conta. Primeiramente, consideram a peculiaridade dos objetivos da organização escolar. À diferença das empresas em geral, que visam à produção de um bem material tangível ou de um serviço determinado, imediatamente identificáveis e facilmente avaliáveis, a escola visa a fins de difícil identificação e mensuração, quer devido seu caráter, de certa forma, abstrato, quer em razão do envolvimento inevitável de juízos de valor em sua avaliação (PARO, 2006, p. 17).

À vista disso, a administração escolar se torna diferente da administração empresarial, uma vez que está dispõe de uma natureza capitalista com fins lucrativos, em todo caso a administração dentro da escola tem necessidades e direcionamentos diferentes, visto que tem como seu principal objetivo de acordo com, Paro (2006) e Portes (2011), a modificação da sociedade.

Uma vez que a administração escolar estará empenhada na modificação social, precisará investigar meios que alcancem os interesses das classes menos favorecidas. Apesar disso, é de suma importância que a escola esteja empenhada para a explicitação desses objetivos e a compreensão dos reais interesses dos mesmos (PORTES, 2011).

Por esse motivo a escola necessita saber procurar em sua administração a natureza própria, de forma geral, seus objetivos e princípios específicos de sua realidade. Uma administração escolar que tenha a intenção de possibilitar a racionalização no trabalho pedagógico da escola, esta que deve iniciar uma verificação da própria realidade, ou seja, sua especificidade no processo de trabalho escolar (PARO, 2006; PORTES, 2011).

Com esse ponto de vista, um novo paradigma determina uma modificação do ponto de vista administrativo para o de gestão e, como resultado, isso vem ocorrendo nas organizações e também nas escolas. Sendo assim, essa mudança ocorre com objetivo de mobilizar, organizar e articular a atuação humana e particularmente o trabalho coletivo. A cerca da relevância da gestão, pode-se afirmar, segundo Luck (2006):

[…] com a denominação de gestão, o que se preconiza é uma nova óptica de organização e de direção de instituições, tendo em mente a sua transformação de atuação, de pessoas e de instituições de forma interativa e recíproca, a partir de uma perspectiva aberta, democrática e sistêmica (LUCK, 2006, p.109, Vol. I).

A modificação do padrão de administração para o de gestão não quer dizer apenas que há uma simples substituição da palavra, visto que, trata-se de uma nova compreensão das organizações educacionais. (PORTES, 2011).

Em seus trabalhos Luck (2000), Pedroso (2011) e Neves (2014), ressaltam a importância da produção conjunta em benefício da educação social ao citar Kosik (1976, p. 18), a realidade pode ser modificada apenas porque e só nos parâmetros que nós mesmos a produzimos, e é nos parâmetros que compreendamos que é feita por nós. Assim, este entendimento é o fundamento da gestão democrática, que presume a ideia de presença e cooperação, ou seja, do trabalho associado de pessoas, examinando acontecimentos, decidindo sobre o seu encaminhamento e agindo sobre elas, em conjunto. Desse trabalho participado, guiado por um desejo coletivo, gera-se um processo de composição de uma escola competente comprometida com a sociedade.

É fundamental pensar a função social da escola, levando em consideração a função do diretor e da comunidade escolar nos vínculos de poder no caminho da gestão democrática. Nota-se que muitos progressos foram obtidos no sentido de se ter uma escolar democrática e consequentemente melhor. O progresso é significativo, entretanto a escola não está isenta de situações problemáticas (NETO e CASTRO, 2011).

Nos programas de Gestão proporcionados pelos sistemas Estaduais de ensino, assim como em programas do Ministério de Educação em colaboração à descentralização e a emancipação da escola, é um dos conceitos mais mencionados, visto que contém neles como para a realização do início constitucional de democratização da gestão escolar. Tudo isso porque a autonomia da gestão da escola, e as necessidades de recursos que estão sob tutela local, em conjunto com a liderança pelo diretor e a cooperação e presença da comunidade, também são apresentados como os quatro pilares sobre os quais se tem a base da eficácia escolar (LUCK, 2000).

Dar ênfase a gestão escolar com atuações democráticas significa a infindável absorção de fins pedagógicos para que a escola possa ansiar a sua função social. E, por isto, é necessário considerar a educação como processo de posse da cultura humana realizada historicamente, e a escola, como um instituto que fornece a educação sistematizada. É de suma importância ter-se em mente de forma clara que ao articularmos em objetivos de escola pública, eles tenham sua compreensão voltada às camadas trabalhadoras.

Para Oliveira (2008, p.64) “Os novos moldes de organização e controle sobre o sistema de ensino, vem ocasionando mudanças nas reações de trabalho na escola […]”, com essas palavras a autora nos mostra uma dimensão de gestão democrática que se situa na conexão estabelecida no interior da escola.

A gestão escolar constitui-se em um sistema de organização interno da escola, que envolve todos os departamentos que estão associados com as práticas escolares. Sendo assim, a gestão escolar tem como objetivo assegurar que haja um desenvolvimento socio educacional eficiente na instituição de ensino. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a liberdade das escolas na composição de suas de suas respectivas gestões tem em vista, o atendimento as particularidades locais e regionais de cada lugar.

Autores como Morais e Felgar (2013), e Carvalho (2016), dão ênfase a fala do MEC, trazendo assim o seguinte trecho: Dessa forma, a determinante ideia inicial da gestão escolar democrática é oferecer possibilidades de aprendizagem e experimentos na área da Educação, de acordo com a carência individual de cada aluno, produzindo um ambiente particular para que estes solucionem seus desafios específicos e grupais (BRASIL, MEC, 2007).

À vista disso, parte-se da visão de Araújo (2009, p. 20) que define a gestão escolar democrática como:

[…] forma de possibilitar que todos os seres envolvidos na instituição possam exercer com maior assertividade sua cidadania, se relacionar melhor e alcançar a liberdade de expressão, por que cada um dos envolvidos carrega em si um conhecimento, que é único e que pode ser somado ao do seu colega e, no caso, por se tratar de escola, aos alunos. Essa troca faz com que a cada dia os envolvidos incorporem mais conhecimentos, sejam eles formais ou informais, tornando-os mais responsáveis, autônomos e criativos.

Este modelo de gestão auxilia no progresso da cidadania autônoma, quando quatro fundamentos são necessários para sua efetividade (BRASIL/MEC, 2007).

Para Vieira e Orzechowski (2014) uma escola com atitudes democráticas, sem desconsiderar os índices, não se desprende do sistema educacional. Sendo assim, procura refletir e analisar com seus pares e os segmentos da gestão, recursos para trabalhar qualitativamente seus índices. Tem em vista à percepção da realidade e proporciona a seus alunos irem além de problemas imediatos, para que sejam capazes de exercer com discernimento na modificação da sociedade, como é apresentado na fala de Paraná (2010):

Dessa maneira, com sua nova face, a escola estaria rompendo com o modelo tradicional de ensino, estaria formando cidadãos livres e conscientes de seu papel na construção ou transformação da sociedade. Esta, por sua vez, seria possível pela participação democrática dos sujeitos em questões sociais, econômicas e políticas, nos âmbitos local, regional, nacional e mundial. (PARANÁ, 2010, p.99)

Com o objetivo de livrar-se desta contradição a Constituição Federal de 1988, passou a ser vista como um acontecimento de suma importância para o desenvolvimento de democratização da educação. A constituição fortalece o movimento pela democratização da educação que se manifesta na promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da educação (LDB9394/96). O artigo 14 estabelece as normas para a organização da gestão escolar, como pode-se ver a seguir:

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:

I – Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

Partindo da concepção de que a legislação torna possível que a escola se organize de forma democrática desenvolvendo e expandindo os debates sobre as metas educacionais e incentiva a participação da comunidade, irá se discutir em seguida sobre esse modo de gestão.

A gestão democrática, bem como política de gestão escolar, deve ser reconhecida pelas escolas como indispensável ao trabalho pedagógico, já que, por meio da presença e cooperação conjunta de pais, alunos e comunidade escolar, é que se torna viável a edificação de um projeto escolar que verdadeiramente proporcione educação e aprendizagem (PEREIRA e MENDES, 2009).

De acordo com as reformas educacionais, faz-se necessária a implementação efetiva da gestão democrática escolar como um método de participação das inúmeras divisões da sociedade na exposição e deliberação de sugestões para o desempenho eficaz da administração das políticas públicas e, também, como maneira de colaboração para a democratização do ensino (GENTILINI, 2001).

Assim sendo, mencionar a democratização do ensino diz respeito à reflexão acerca da abrangência, compreensão e participação da comunidade; sociedade e comunidade escolar nos quesitos que abrangem a educação e não somente no discurso de que todos têm o direito de acesso à educação formal (ensinos fundamental e médio) de acordo com alguns documentos solenes como a C.F. (Constituição Federal) e as LDBEN (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) (RESCIA e GENTILINI, 2006).

A gestão democrática acontece a desde o momento em que há uma abrangência coletiva; entretanto, ao apontar a presença e cooperação, principalmente da comunidade, indica-se um processo com perspectivas quase utópicas, já que a escola não retém conhecimento sobre a comunidade em que atua, logo:

[…] Como podem administradores e professores desempenhar bem o seu trabalho se não conhecem a comunidade em que a escola está localizada? Como pode a escola atingir seus objetivos se desconhece as condições de vida e as aspirações da comunidade de que provêm seus alunos? É simplesmente impossível (PILETTI, 2002, p.139)

De acordo com o autor, é de suma importância que a escola possa ter informações gerais sobre a comunidade, e que esses dados gerados a partir dessas informações sejam ponderados e abordados por seus profissionais. Além disso, é de valiosa importância coletar ou dispor de informações de cada aluno e de sua família, em específico.

Sendo assim, o trabalho da escola não será isolado, alienado e fraco de acordo com a realidade local, e estará associado a esta realidade, que virá a contribuir de forma grandiosa e positiva para o crescimento e desenvolvimento tanto dos alunos, quanto da comunidade.

Entretanto, observando a constituição da escola, é viável a constatação de que a participação familiar dos educandos, era mínima, mesmo em situações as quais pediam-se a presença deles, com convocação oficializada para as reuniões de pais e mestres. Partindo desta situação, nasceu a necessidade de averiguar as causas para estes acontecimentos; isto é detectar se as famílias permaneciam distantes do processo de aprendizagem em virtude da confiança depositada no trabalho construído pela instituição ou se a equipe gestora não ofertava a adequada receptividade para que de uma forma geral, todas as famílias participassem de maneira satisfatória do cotidiano escolar, determinando assim vínculos afetuosos com as mesmas (MARQUES, 2014).

Segundo Marques (2014), dentro de um novo contexto onde a organização escolar se mostra mais afetiva, torna-se um componente indispensável, o gestor escolar, este ao qual se atribui grandes problemáticas, que o mesmo se dispõe a resolver, buscando assim a adequação aos novos padrões da sociedade atual, por intermédio de mudanças e da pratica de gestão participativa, a fim de que todos compartilhem a gestão da escola. Visto que, a gestão participativa necessita abranger, além dos professores e outros funcionários, os pais, os alunos e qualquer representante da comunidade que se sinta interessado na escola e na melhoria do processo pedagógico, como se pode afirmar nas palavras de Tres (2011):

[…] para o sucesso da organização, considera-se relevante que a gestão da escola busque a participação de todos e em diferentes cargos (coordenadores, professores, técnicos- administrativos, serviços gerais) para uma melhor implantação dos objetivos almejados e um comprometimento maior. Assim, é necessário que a organização escolar possua uma gestão participativa, pois a principal alternativa para que a escola se transforme em um ambiente de crescimento contínuo e integrado é a participação e o comprometimento de todos. (TRES, 2011; p:21)

Como foi evidenciado, o gestor responsabiliza-se por uma nova responsabilidade dentro do contexto escolar, no entanto prossegue com todas as outras que permanentemente constituíram parte de suas atribuições, sendo responsável pelos assuntos pedagógicos, financeiras e administrativas e necessita organizar e controlar todos os setores do ambiente escolar, entendendo sua responsabilidade como gestor, motivador e agente de transformação. Dessa forma, o gestor, em seu papel de dirigente, deve estimular o potencial de cada membro da instituição, tornando a escola em um local de trabalho constante, onde todos contribuem, adquirem conhecimento e ensinam o tempo todo criando conexões afetivas entre si (MARQUES, 2014; PORTES, 2011).

A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA GESTÃO ESCOLAR

O ingresso à escola para todas as pessoas é um direito que deve ser respeitado; no entanto a democratização do ensino do mesmo modo deve acontecer por meio da criação de métodos que possibilitem um ensino de qualidade.

A família é a entidade prioritária no que se diz respeito à educação, pois é dela que se origina a base pedagógica do ato de aprender e da ação da educativa. É antes de tudo, na família que o indivíduo vivência, juntamente com os afetos e cuidados, o saber e o aprender, que logo depois, experimenta também nas instituições de ensino.

Partindo da ideia de que o processo de ensino aprendizagem inicia-se no seio da família e além disso envolvendo, dois sujeitos, o que ensina e o que aprende, dá-se ênfase sobre a relevância e importância da afetividade durante esse processo, uma vez que a mesma é imprescindível e indissociável nas diferentes tarefas e atividades desenvolvidas pelo ser humano. Para tal, Marques (2014) e Rodrigues e Garms (2007) citam, Almeida (1993) salientando a necessidade na relação do ensino-aprendizagem, como é citado no parágrafo: “[…] relação ensinar-aprender se reconheça a afetividade do aluno como uma dimensão inseparável, indissociável da inteligência, promotora de desenvolvimento, e que o educador tenha, ele mesmo, clareza “de sua própria afetividade enquanto educador”. (ALMEIDA, 1993; p.41.)

Dessa forma, ao notar as relações determinadas entre os indivíduos, permite uma afirmação de que as instituições escolares tomaram uma configuração que não é parecida com os anos atrás e que os vínculos de afetividade agora têm uma função de ênfase, são determinadas culturalmente e se transformam em indissociáveis dos processos cognitivos que mediam a relação de ensino aprendizagem.

Contudo, os laços afetivos não são totalmente permanentes, uma vez que há um progresso e crescimento diante das transformações que ocorrem com as pessoas ao passar do tempo, com seu desenvolvimento, as demandas sociais e as mudanças agregadas por seu grupo cultural. (SILVA e ROCHA, 2014).

É de suma importância a participação da família na escola para o processo de aprendizagem, pois para Saviani “[…] o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (SAVIANI, 2008, p. 13).

A sociedade vê a família como uma indispensável transmissora de valores e dos princípios educativos, confiando o ensino e o complemento educacional as instituições escolares. As regras, os valores e os princípios de formação do sujeito são confiados inicialmente à família integrada pela ação social da escola (OLIVEIRA e MARIOTINI, 2016).

Nesta perspectiva, o processo de educação escolar vem auxiliar e associar-se ao processo de educação que se inicia no seio da família, de forma que juntas, Escola e Família, possam vir a garantir uma prática educativa que verdadeiramente, seja capaz de promover ensino e produza resultados positivos na formação de cidadãos (PEREIRA e MENDES, 2009).

Nota-se que a relação dos pais com a instituição de ensino no instante em que eles se dirigem até a instituição escolar para realizar a matrícula escolar do seu filho ou tutelado, assim depositando à escola a confiança para a expansão e desenvolvimento do conhecimento dos filhos (OLIVEIRA e MARIOTINI, 2016).

É corriqueira a observação do comparecimento dos pais, no início da vida escolar de seus filhos, quando o ambiente escolar se apresenta como uma instituição social e um dos primeiros espaços sociais há serem habitados pelas crianças no instante a se desvincular da família. Diante disto, é constatado certa preocupação dos pais acerca dos filhos, onde os mesmos dão início a uma nova etapa da vida, processo orgânico onde se inicia o despendimento do laço familiar. Neste caso, a unidade escolar se torna o local onde a criança passará boa parte do tempo, conhecendo pessoas, enchendo-se de conhecimento e se reconhecendo.

Para Costa (2006, p.45) a criança é vista como pequena e indefesa, isso faz com que os pais procurem a escola com o intuído de buscar informações sobre os filhos, para saber como estão, como está seu desempenho na socialização e no processo de aprendizagem, informando os docentes das necessidades dos filhos, desta forma, acontecem uma interação constante com a instituição e com quaisquer elementos que fazem parte da unidade escolar.

Para Marques (2014), um vínculo afetivo que pode colaborar para a maior qualidade da educação é aquele acordado entre o gestor e as famílias de seus estudantes isso visto que as escolas e a família são instâncias que de forma direta têm autoridade e domínio no processo de desenvolvimento e de aprendizagem das crianças e por esse motivo, Pires (2012) destaca:

[…] não é fácil definir o papel dos pais na escola e no conjunto do sistema educacional. Eles têm dupla perspectiva de colaboração e de controle, tornam-se assim, as primeiras referências no tocante à apreciação qualitativa dos resultados da educação, mas o grupo gestor das instituições escolares precisa orientá-los, permanentemente. (PIRES, 2012, p:11)

Essa orientação necessita começar da ideia de que a família encarregada pela socialização do sujeito e é a mediadora primordial, dos padrões e modelos sociais e culturais, além de ser a primeira instancia de abrigo, refúgio e da segurança da criança. É na família que principiam os valores, as crenças já existentes nas sociedades. À vista disso Pires (2012) e Marques (2014) asseguram que manifestar uma aproximação com as famílias de maneira qualitativa, criativa e prazerosa é uma das funções dos gestores escolares, visto que as situações familiares se apresentam na relação professor/aluno e dão existência a chaves de compreensão, essas que são de suma importância para a organização e execução da ação pedagógica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante este trabalho foram expostas ideias nas quais a gestão escolar pode ser modificada para uma gestão onde possa haver o benefício de todos os envolvidos, membros da escola e família.

Através de leitura com base nos autores citados e suas obras, confirma-se na literatura que o diretor é a peça chave para o processo democrático da gestão escolar, pois, nota-se na comunidade escolar a quantidade de especulações acerca da realidade, porém pouca percepção e certeza do real. Sendo assim, é necessário que o diretor tenha a certeza de que a presença não se dá pela oportunidade, porém as ações positivas, sem dúvidas, contribuem de forma significativa na inovação e no apresentar de caminhos para o hábito de pensar, estudar e discutir de forma coletiva sobre a democratização escolar.

Com o intuito de melhor a qualidade do ensino das escolas seriam necessárias novas propostas, que seriam trazer um modelo mais amplo e coletivo que possibilite um trabalho compartilhado e participativo, porém sem apagar o papel do gestor, este que por estar à frente de uma administração, agora não mais tratada de tal forma e sim, como gestão, sabe como liderar para caminhos onde a educação de fato possa se desenvolver.

Por fim, a conclusão obtida acerca da escrita deste trabalho, uma vez que desenvolve e elabora uma maior possibilidade de contribuição para o desenvolvimento da gestão escolar, aconselha que mesmo havendo referências a respeito da cooperação coletiva, sobre gestão democrática na gestão escolar, é indispensável que o estudo e a reflexão não se acabem e que o progresso seja continuo e efetivo.

REFERÊNCIAS

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[1] Pós-Graduada em Gestão e Supervisão Escolar pela Universidade Estadual do Maranhão- UEMA, Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Maranhão- UEMA.

Enviado: Agosto, 2019.

Aprovado: Outubro, 2019.

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