Os desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Millyane Lima da [1]

SILVA, Millyane Lima da. Os desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 04, Vol. 02, pp. 134-145. Abril de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/enfrentados-pela-educacao

RESUMO

No início de 2020, uma emergência de saúde pública de importância mundial abalou os setores políticos, econômicos e sociais, sendo paralisados por uma pandemia. Em decorrência do avanço da COVID-19, doença causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2), a melhor forma de prevenção devido à rapidez de seu contágio, foi o isolamento social. Com base no exposto, levantou-se o seguinte questionamento: quais foram os desafios enfrentados no contexto educacional pelas instituições de ensino durante a pandemia? Assim sendo, essa pesquisa foi proposta com o objetivo de possibilitar uma reflexão e salientar os desafios enfrentados pela educação no que tange ao ensino-aprendizagem em tempos de isolamento social. Dessa forma, essa pesquisa está alicerçada em revisão bibliográfica, através de uma abordagem exploratória de caráter descritivo. De modo geral, os resultados encontrados a partir da análise bibliográfica de estudos e pesquisas realizadas durante a pandemia que tratam sobre o tema, demonstram que os principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino durante esse período foram: a transição das aulas presenciais ao formato remoto, a necessidade de aptidão e adaptação aos recursos tecnológicos por toda a comunidade escolar, além dos problemas emocionais que a necessidade do isolamento social durante a pandemia causou a todos. A conclusão a que se chegou é que apesar dos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, as instituições de ensino com o apoio de seus educadores conseguiram se reinventar e dinamizar novas formas de aprendizado diminuindo o impacto que o período da ausência de aulas presencial causou.

Palavras-chave: Educação; Desafios; Pandemia; Aprendizagem.

1. INTRODUÇÃO

Muito se tem discutido, recentemente, acerca dos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia. Em 2020, uma emergência de saúde pública de importância mundial abalou os setores políticos, econômicos e sociais, sendo paralisados por uma pandemia.

Em decorrência do avanço da COVID-19, doença causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2), a melhor forma de prevenção devido à rapidez de seu contágio, foi o isolamento social, “em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia, […] o termo “pandemia” se refere à distribuição geográfica de uma doença e não à sua gravidade”. (OPAS, 2020).

Segundo análise publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a educação foi uma das áreas mais afetadas por essa crise sanitária. Embora, na China e em outros países essa calamidade mundial tenha dado sinal em 2019, no Brasil a atenção sobre essa problemática iniciou-se em março de 2020, dando início assim, ao período de isolamento social, escolas e todos os tipos de instituições e estabelecimentos foram fechados, só poderiam funcionar os serviços considerados essenciais e mesmo assim, com sérias restrições, começava dessa forma um novo período de readequações (BRASIL, 2021).

[…] divulgada em julho deste ano, 99,3% das escolas brasileiras suspenderam as atividades presenciais durante a pandemia da Covid-19. […] A pesquisa, denominada Resposta Educacional à Pandemia de Covid-19 no Brasil, aponta que pouco mais de 53% das escolas públicas conseguiram manter o calendário letivo original no ano passado. No ensino privado, cerca de 70% das escolas conseguiram manter a previsão inalterada. O levantamento foi realizado entre fevereiro e maio de 2021, com a segunda etapa do Censo Escolar 2020. Segundo o Inep, os dados aferidos serão fundamentais para a compreensão das consequências da pandemia no sistema educacional brasileiro. Para isso, o Inep desenvolveu um formulário específico para coletar informações sobre a situação e as estratégias adotadas pelas escolas durante o ano letivo. Ao todo, 94% das escolas responderam ao questionário aplicado pelo Inep como complementação do Censo Escolar. O percentual corresponde a 97,2% e 83,2% das redes pública e privada, respectivamente. (BRASIL, 2021).

É relevante mencionar no que tange ao contexto educacional, os desafios enfrentados durante a pandemia: as escolas foram fechadas, não havia previsão para retorno presencial, no entanto, as instituições de ensino tinham que cumprir com o artigo 205 da Constituição Federal (BRASIL, 1988), que dispõe que, a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, e deverá ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, dessa forma as escolas precisaram rever o currículo e criar novas estratégias de ensino.

Com essa finalidade, a Base Nacional Comum Curricular (2018), traz em sua regulamentação a necessidade de se planejar, rever o currículo e prática segundo a cultura e experiência local de cada instituição, incentivando o respeito à igualdade e a diversidade cultural, destacando a importância de se trabalhar a transversalidade, e a pluralidade cultural, como citam Pereira; Narduchi e Miranda (2020) em sua pesquisa, “a escola, como instituição social, tem um papel fundamental diante desta pandemia. Ela deve oferecer opções que ajudem os alunos a compreenderem o momento em que eles estão vivendo”.

Devido à pandemia causada pelo avanço do coronavírus (Covid-19) e visando cumprir as normativas que regem a educação brasileira, as unidades de ensino tiveram que se reinventar e organizar maneiras alternativas de manter o vínculo do aluno com a escola, de acordo com Silva; Silva Neto e Santos (2020, p. 32), “usar tecnologias da informação para manter a interação com os alunos foi umas das opções viáveis neste contexto de pandemia”, contribuindo assim, para a formação do aluno, mais também ajudando a evitar a propagação do vírus.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) já previa a possibilidade de ensino a distância em casos emergenciais. A partir deste entendimento, os Conselhos de Educação de vários estados se manifestaram para regulamentar e amparar as escolas que optaram por continuar suas atividades pedagógicas de maneira remota. (BRASIL, 1996).

Com base no exposto, este artigo visa elucidar os desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, surgindo assim o seguinte questionamento: quais foram os desafios enfrentados no contexto educacional pelas instituições de ensino durante a pandemia?

Assim sendo, essa pesquisa foi proposta com o objetivo de possibilitar uma reflexão e salientar os desafios enfrentados pela educação no que tange ao ensino-aprendizagem em tempos de isolamento social, além, de evidenciar a importância do professor como mediador nesse processo de desenvolvimento do conhecimento.

Dessa forma, essa pesquisa está alicerçada em revisão bibliográfica, através de uma abordagem exploratória de caráter descritivo, sendo importante para que se compreendam os desafios enfrentados pela educação durante a pandemia e de que forma as instituições de ensino com o apoio de seus educadores conseguiram se reinventar e dinamizar novas formas de aprendizado diminuindo o impacto que o período da ausência de aulas presencial causou.

2. OS DESAFIOS ENFRENTADOS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NO CONTEXTO EDUCACIONAL

Debate-se muito sobre as nuances com relação aos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, nesse intuito, com base em estudos publicados sobre o tema, buscou-se evidenciar os problemas que a crise sanitária, causada pelo avanço do coronavírus (Covid-19), trouxe para o contexto educacional e como as instituições de ensino se pautaram para tentar assegurar o direito do aluno ao ensino-aprendizagem.

Deste modo, as instituições de ensino com base no decreto publicado pelo Ministério da Educação (MEC), como podemos ver na pesquisa realizada por Costa e Nascimento (2020), substituíram as aulas presenciais por aulas remotas.

Com a portaria nº 343 de 17 de março de 2020, o MEC dispôs sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meio digitais no período de pandemia. O Conselho Nacional de Educação (CNE), de forma a apoiar e legalizar a utilização do ensino remoto, em 28 de Abril de 2020 lançou parecer tornando favorável a reorganização do calendário escolar e a possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da pandemia do COVID – 19. O parecer foi homologado pelo Ministério da Educação, em 29 de Maio de 2020.

À vista disso, e buscando conter o avanço da pandemia causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2), as escolas tiveram que se readaptar e rever a forma de ensino, mantendo assim, o vínculo do aluno com a escola, contribuindo para a formação, mas, também ajudando a evitar a propagação do vírus. Assim sendo, substituíram-se as aulas presenciais pelo ensino remoto, o que se constituiu em um desafio para professores, alunos e suas famílias, devido à necessidade de aptidão e adaptação aos recursos tecnológicos.

As medidas adotadas para conter o avanço da pandemia da COVID-19 impuseram desafios para milhões de famílias, independentemente de suas condições sociais e culturais, que se viram obrigadas a conciliar ainda mais as rotinas de trabalho, cuidado com as crianças e idosos em extensas horas de convívio, muitas vezes em pequenos espaços sob condições desfavoráveis de conforto. Com a suspensão das aulas, se mantido a estimativa dos dados do Censo Escolar de 2019 em 2020 (INEP, 2019), cerca de 47,9 milhões de alunos matriculados na Educação Básica nas redes públicas e instituições particulares de ensino ficaram sem atividades escolares. (CAETANO; SILVA JÚNIOR; TEIXEIRA, 2020, p. 122).

Nesse intuito, após a estipulação de isolamento social feito pela Organização Mundial da Saúde (2020), devido ao avanço da pandemia e ao elevado número de casos fatais da doença, as instituições de ensino tiveram que lidar com vários desafios, entre eles, de uma maneira geral teve que suspender o ensino presencial, as escolas precisaram se adequar rapidamente, medidas provisórias foram tomadas, as férias escolares foram antecipadas, visando amenizar a situação sem precedente que a educação estava enfrentando, ferramentas e plataformas digitais foram criadas, visando sanar a necessidade de ensino-aprendizagem dos alunos.

Este reinventar foi buscar possibilidade em plataformas na “web” para continuar com a educação escolar, agora em regime remoto. As instituições privadas e públicas foram orientadas a utilizar ferramentas tecnológicas educacionais disponíveis no mercado. De uma hora para outra, presenciamos professores/as produzindo vídeo-aulas, criando exercícios, ministrando aulas “online” em diversas plataformas, tudo para que os/as alunos/as pudessem manter o ritmo de aulas e estudos. (CAETANO; SILVA JÚNIOR; TEIXEIRA, 2020, p. 123).

A rede de ensino privada por ter subsídios financeiros conseguiu se readequar de forma mais rápida, já, as escolas públicas precisaram de um ano para se readequar devidamente e criarem suas plataformas digitais, as redes estaduais e municipais criaram aplicativos como o Applique-se (Estado do Rio de Janeiro), e o Rio educa (Munícipio do Rio), enfatizando dessa maneira mais uma vez a discrepância entre rede pública e rede particular de ensino, pois, além da demora na criação das plataformas, existia ainda a dificuldade dos alunos em acessar e se adequarem as mesmas.

Conforme pesquisa realizada por Caetano; Silva Júnior e Teixeira (2020), percebe-se que a proposta de ensino remoto representou um grande desafio para a educação, pois, as escolas de redes estaduais até se adequaram a plataforma “online”, mas a rede municipal enfrentou muitos empecilhos devido à dificuldade de acesso dos estudantes.

Os professores, principalmente os que atuam em escolas públicas, não estavam preparados para lidar com a questão da acessibilidade tecnológica, dificultando assim suas práticas docentes, principalmente profissionais mais antigos que já tinham certa resistência às novas tecnologias. No entanto, após um início conturbado pôde-se perceber que o profissional passou a ser muito mais valorizado quando os pais tiveram que passar a assessorar os estudos de seus filhos. Os autores, Grossi; Minoda e Fonseca (2020), ainda enfatizam que, “Dessa maneira, “homeschooling” ou ensino domiciliar se tornou uma alternativa nos tempos da quarentena”.

Ademais os educandos em sua maioria de acordo com pesquisas realizadas por Grossi; Minoda e Fonseca (2020), durante o período da pandemia em que ficaram afastados das instituições de ensino de forma presencial, também apresentaram dificuldades com relação ao novo método de ensino. Muitos estudantes se mostraram desanimados e sem incentivo para estudar. Os que são oriundos de escolas privadas se adaptaram melhor e mais rápido a essa nova prática educacional, já os alunos de escolas públicas necessitaram de mais tempo para se adequarem e em alguns casos ficaram sem o devido suporte educacional.

Como se pode observar, muitos foram os desafios enfrentados pela educação durante a pandemia causada pelo Covid-19, desde a transição das aulas presenciais ao formato remoto, além, da necessidade de aptidão e adaptação aos recursos tecnológicos, sem deixar de mencionar os problemas emocionais que a necessidade do isolamento social durante a pandemia causou a todos.

Enfatizando a questão do ensino remoto, as novas tecnologias, que já eram muito utilizadas nas instituições de ensino privadas e em algumas instituições públicas, surgem como aliada para auxiliar no processo de ensino aprendizagem e na busca pela participação ativa de alunos e professores, gerando assim colaboração e interação, inserindo, o aluno no centro do processo da aquisição de seu conhecimento, a partir de atividades desenvolvidas de forma a abranger sínteses e avaliações tendo como suporte em muitos casos as tecnologias digitais.

A educação híbrida está relacionada ao ideal de que professores e alunos poderão aprender em tempos e locais diferentes, algo já utilizado enquanto método na educação à distância. Surgiu com o propósito do docente empregar na sua prática pedagógica o uso das várias tecnologias, oportunizando uma visibilidade ao protagonismo do aluno, que vive constantemente conectado dentro e fora do espaço escolar. (BACICHI, 2016; SOUSA, 2018; SOARES e CESÁRIO, 2019 apud SILVA, 2020).

Salienta-se ainda que de acordo com Grossi; Minoda e Fonseca (2020), apesar de todos os desafios encontrados os professores e estudantes tentaram se adaptar as aulas à distância da melhor maneira possível, embora muitos estivessem utilizando essa didática pela primeira vez, os alunos precisaram do apoio educacional da família o que para muitos foi mais uma problemática a se enfrentar.

 Os desafios são muitos, como por exemplo, problemas de conectividade, famílias que não tem acesso aos recursos tecnológicos e não têm condições de ajudar academicamente seus filhos, alunos que não tem maturidade para estudar a distância e, professores sem formação específica para lidar com o ensino remoto. (GROSSI; MINODA; FONSECA, 2020, p.166).

Entretanto, apesar dos desafios encontrados pela educação durante a pandemia, como podemos observar na pesquisa de Schmitt, Bugalho e Kruger (2021), a análise das instituições de ensino públicas e privadas brasileiras frente a essa crise sanitária pela qual o mundo passou foi positiva. Professores e alunos conseguiram se adaptar ao ensino remoto e estipularam estratégias pedagógicas que auxiliaram o ensino.

As instituições de ensino privadas, e algumas escolas públicas, principalmente das redes estaduais de ensino, utilizaram-se de recursos como: apresentação de conteúdo em “slides”, apresentação de exercícios com resolução, estudo de casos, implementação de pesquisas/leituras orientadas sobre o conteúdo, uso de jogos e debates, alcançando dessa maneira os objetivos de ensino-aprendizagem.

O termo “estratégias de ensino” pode ser entendido como a junção de meios utilizados pelos docentes no desenvolvimento do processo de ensino vinculado às atividades e aos resultados esperados por elas. (ANASTASIOU; ALVES, 2004 APUD SCHMITT; BUGALHO; KRUGER, 2021, p.4).

Já de acordo com os autores Vieira e Ricci (2020, p. 4), ao discutirem em sua pesquisa sobre os desafios enfrentados pela educação durante a pandemia e as soluções encontradas, concluem que,

[…] sem dúvida, outra lição deste momento de isolamento é a de que a mobilização de tecnologias para as aprendizagens escolares exige a presença ativa, constante e competente do professor. […] isso porque o processo de aprendizagem é coletivo, conta com a curiosidade mútua, com a liberdade e interação que as crianças precisam ter para aprender.

Diante disso, Santos et al. (2021, p. 60.774), destaca que a pandemia para a educação, além de todos os desafios já citados, trouxe ansiedade e insegurança, entretanto, também proporcionou uma reflexão sobre as várias mudanças estruturais que precisam ocorrer para garantir “uma educação de qualidade acessível a todos, especialmente no aspecto de reconhecimento e valorização do papel do professor na construção da aprendizagem”.

Em síntese, durante o desenvolvimento dessa pesquisa pôde-se perceber que apesar dos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, as instituições de ensino com o apoio de seus educadores conseguiram se reinventar e dinamizar novas formas de aprendizado diminuindo o impacto que o período da ausência de aulas presencial causou.

Dessa forma, o uso da tecnologia através do ensino remoto, abrange um processo colaborativo para o ensino aprendizagem, constituindo-se em um recurso de suma importância para as escolas, visando à aprendizagem dos educandos, proporcionando dessa maneira práticas pedagógicas diferenciadas que mudem a visão da pedagogia tradicional, de forma a investir não somente em bons conteúdos, mas ter a consciência de que aprimorar os procedimentos usados para educar é algo extremamente relevante.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em virtude dos fatos mencionados, com relação aos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, e consequentemente pela necessidade de isolamento social causado pelo coronavírus (COVID-19), essa pesquisa buscou responder ao seguinte questionamento: quais foram os desafios enfrentados no contexto educacional pelas instituições de ensino durante a pandemia?

De modo geral, os resultados encontrados a partir da análise bibliográfica de estudos e pesquisas realizadas durante a pandemia que tratam sobre o tema, demonstram que os principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino durante esse período foi à transição das aulas presenciais ao formato remoto, a necessidade de aptidão e adaptação aos recursos tecnológicos por toda a comunidade escolar, além dos problemas emocionais que a necessidade do isolamento social durante a pandemia causou a todos.

A conclusão a que se chegou é que apesar dos desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, as instituições de ensino com o apoio de seus educadores conseguiram se reinventar e dinamizar novas formas de aprendizado diminuindo o impacto que o período da ausência de aulas presencial causou.

Portanto, ao questionarmos sobre os desafios enfrentados pela educação em tempos de pandemia, podemos destacar a importância da conscientização sobre o papel do professor na vida acadêmica do aluno. Sendo necessário, no entanto, rever o ensino tradicional, pois, o ensino-aprendizagem de forma remota mostrou a diversidade que a educação tem e as várias formas de se transmitir e ampliar o conhecimento dos alunos.

REFERÊNCIAS

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[1] Pós-graduada em Orientação e Supervisão Escolar; Coordenação Pedagógica, Graduada em Pedagogia. ORCID: 0000-0002-9100-0684.

Enviado: Dezembro: 2021.

Aprovado: Abril, 2022.

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  1. Muito bom o artigo. Aborda uma questão muito importante para o momento atual e prospecta interesses em estudos posteriores acerca do tema.

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