ARTIGO ORIGINAL
ANDRADE, Andreia Liane Carvalho de [1], RIBEIRO, Michelle Katula Siqueira [2], ANDRADE, Angela Lúcia Carvalho de [3], SANTOS, Junio Gabriel Sombra dos [4], MOTA, Carlos Jonatas Fonseca [5]
ANDRADE, Andreia Liane Carvalho de et al. Metodologias ativas: técnicas e ferramentas para o aprimoramento do processo de aprendizado no ambiente escolar. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 09, Ed. 10, Vol. 01, pp. 21-28. Outubro de 2024. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/aprendizado-no-ambiente-escolar, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/aprendizado-no-ambiente-escolar
Este trabalho teve como objetivo a análise da utilização de metodologias ativas, técnicas e ferramentas para o aprimoramento do processo de aprendizado escolar, abordando a perspectiva de professores de Ciências da Natureza de duas escolas públicas localizadas na Zona Leste de Manaus, sobre metodologias ativas. Examina as demandas dos alunos diante das mudanças sociais e ingresso no mercado de trabalho, destacando a evolução das metodologias de ensino, discutindo técnicas específicas, tais como: Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-ABP), Instrução Por Pares (Peer Instruction – PI), Aprendizagem por meio de jogos (Game-Based Learning-GBL), Sala de aula Invertida (Flipped Classroom), Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL). Este estudo possui um vasto potencial teórico e prático na aplicação de metodologias ativas, técnicas e ferramentas para melhorar o processo de aprendizado escolar, pois sua relevância reside na fundamentação de novas práticas e na adoção de ferramentas educacionais através de um estudo descritivo e exploratório usando um questionário semiestruturado, onde obteve-se como resultado que 34% dos docentes afirmaram que “Aprendizagem Baseada em Projetos”, seguido de 33% para “Sala de aula Invertida” foram as metodologias utilizadas com o melhor desempenho no processo de ensino aprendizagem na visão docente, pois torna o aluno como o protagonista do aprendizado e o ensina a agir com autonomia.
Palavras-chave: Aprendizado no ambiente escolar, Metodologias ativas, Ciências da Natureza.
Segundo Berbel (2011), as Metodologias Ativas estão relacionadas a experiências, independente de serem reais ou fictícias, que tem como foco o desenvolvimento do processo de aprender de um indivíduo. Tal processo tem como alvo a resolução de problemáticas relacionadas a tarefas imperativas à prática social em diferentes contextos.
A proposta é que o estudante seja protagonista no processo de aprendizagem, participando efetivamente e sendo responsável pela construção de seu próprio conhecimento. Prof. Celso da Cunha Bastos (2006) descreve que:
Metodologias ativas são processos interativos de conhecimento, análise, estudos, pesquisas e decisões individuais ou coletivas, com a finalidade de encontrar soluções para um problema. É o processo de ensino em que a aprendizagem depende do próprio aluno. O professor atua como facilitador ou orientador para que o estudante faça pesquisas, reflita e decida por ele mesmo, o que fazer para atingir um objetivo. (Bastos, 2006, Online)
O aluno passivo e sem destaque na aula não se encaixa mais no século XXI. É crucial uma reconfiguração da educação atual para formar alunos críticos, autônomos e criativos. A presente pesquisa focará em cinco metodologias ativas.
Nesta abordagem, a sala de aula deixa de ser um espaço exclusivo de transmissão de conhecimento e tornar-se um ambiente flexível. Deixa de ser um espaço centrado no professor, onde uma vez fora considerado a única fonte de informação, abrindo espaço para a cultura do aprendizado (Bacich & Moran, 2018).
São proposto dois momentos por Bacich & Moran (2018): no primeiro momento, os alunos estudam em casa os tópicos da matéria que foram separados pelo professor antes da aula. No segundo momento, já em sala de aula, os alunos exercitam todos os tópicos estudados em casa, em atividades estruturadas, individuais ou em grupos. De acordo com o pensamento de Bergmann & Sans (2016) “o que tradicionalmente é feito em sala de aula, agora é executado em casa, e o que tradicionalmente é feito como trabalho de casa, agora é realizado em sala de aula” (Bergmann & Sans, 2016, p. 11).
Sem essa pressão de passar conteúdo em sala de aula, a aula torna-se mais dinâmica abrindo espaço para uma maior participação dos alunos nas atividades. Além disso, essa abordagem estimula a parte criativa dos alunos, pois há mais tempo para a absorção dos assuntos estudados.
Para Araújo et al. (2017), a finalidade da metodologia da Peer Instruction (PI) é trabalhar o entrosamento entre os alunos mirando em concepções essenciais para a solução de problemáticas propostas pelo educador no ambiente educacional.
O maior benefício da PI é a aprendizagem através da interação entre os alunos. Uma vez que cada um tem a possibilidade de somar na aprendizagem do próximo tornando o ambiente da sala de aula mais acolhedor e participativo. Tal método deixa os estudantes em pé de igualdade tornando um ambiente com mais espaço para a equidade entre eles.
Bacich & Moran (2018) diz que a aprendizagem se constrói de três formas, em conjunto e equilíbrio: a construção individual – onde o aluno aprende sozinho; a grupal onde o estudante aprende com colegas de sala e a orientada, em que aprendemos com um especialista, no caso, um professor.
De acordo com Bacich & Moran (2018), existem três fases na ABP: Fase I: Identificação do(s) problema(s), formulação de hipóteses, solicitação de dados adicionais, identificação de temas de aprendizagem, elaboração do cronograma de aprendizagem e estudo independente; Fase II: Retorno ao problema, crítica e aplicação das novas informações, solicitação de dados adicionais, redefinição do problema, reformulação de hipóteses, identificação de novos temas de aprendizagem e anotação das fontes; Fase III: Retorno ao processo, síntese da aprendizagem e avaliação.
Essas fases nos auxiliam a desempenhar as práticas pedagógicas de forma mais efetiva. A ABP considera que o aluno aprende a desenvolver o pensamento crítico e reflexivo, além da sua capacidade de aprender e executar o conhecimento sobre solução de problemas habituais, encontrados em seu dia a dia.
De acordo com Bowell e Eison (1991), o método PBL tem como principal foco trabalhar a habilidade de levantar indagações juntamente com a resolução de problemáticas. A aprendizagem pode ser erguida de forma solitária ou através de trabalhos em grupo por meio de diversos métodos (indutivos ou dedutivos).
Barell et al. (2010) apresenta a Aprendizagem Baseada em Projetos (APB) como um modelo de ensino. É um modelo cooperador onde estudantes investigam um meio de resolução para uma problemática relevante da sociedade ampliando suas compentências relacionadas a um pensamento crítico, imaginativo e inventivo.
Uma explicação que Bender (2015) propõe é a APB mirar em práticas genuínas, em exercícios aplicáveis ao mundo que vivemos causando um envolvimento mais enérgico e dinâmico.
A ABP tem sido aplicada, com maior frequência, nos cursos de ciências e engenharia, concedendo maiores oportunidades aos estudantes de trabalharem de forma prática e interativa. A eficiência da ABP pode ser comprovada por meio da aferição dos conceitos apreendidos durante as aulas práticas, na área das engenharias, onde se pode constatar que a aprendizagem é mais efetiva que nas aulas teóricas. (Masson et al., 2012)
No prefácio do livro Gamificação na educação, Fadel e Ulbricht (2014) destacam que “o termo gamificação compreende a aplicação de elementos de jogos em atividades de não jogos”. Em seu artigo, Martins et al. (2014) explana que existem “três variações: gamificação (a mais usada), gamificação e ludificação”, e, em sua pesquisa pioneira de 2013, Fardo popularizou a primeira delas.
O ponto principal desta abordagem de aprendizagem é o engajamento que jogos causam em ambientes escolares. A sala de aula torna-se mais convidativa a partir do momento em que ela é reconfigurada para algo mais atrativo do que apenas quatro paredes, com cadeiras enfileiradas e um quadro branco.
Em seu livro The Gamification Of Learning And Instruction: Game-Based Methods And Strategies For Training And Education (2012), Kapp explana que a “gamificação está usando a mecânica baseados em jogos, estética e pensamento de jogo para envolver as pessoas, motivar a ação, promover a aprendizagem, e resolver problemas” (Kapp, 2012, p. 10). Ou seja, não se limita apenas a pontos, podendo atingir uma entendimento além do superficial, criando experiências mais dinâmicas e eficazes, preparando os alunos para desafios do mundo real.
Este trabalho foi desenvolvido na Escola Estadual Dr. Isaac Sverner e na Escola Estadual Deputado Josué Cláudio de Souza, localizadas na Zona Leste da Cidade de Manaus – Amazonas com o objetivo de aprimorar o processo de ensino e aprendizagem nas áreas das Ciências da Natureza, através de uma pesquisa de natureza descritiva, exploratória com abordagem qualitativa. As escolas funcionam nos turnos: Matutino, Vespertino e Noturno, oferecendo na atualidade, com exclusividade, o Ensino Médio, nas modalidades de ensino Regular, Educação de Jovens e Adultos – EJA. Apenas a escola Dr. Isaac Sverner trabalha com o Novo Ensino Médio – NEM.
Após as autorizações da Secretaria de Educação e da escola, realizou-se as visitas para determinar o número de turmas e docentes envolvidos, assim como os meios para coletar resultados qualitativos. Após conhecer a amostragem, elaborou-se questionários para inferir aspectos do processo de ensino e aprendizagem. A pesquisa envolveu docentes e discentes do 1º ano do Novo Ensino Médio (NEM) e das turmas de EJA da escola estadual Dr. Isaac Sverner do turno noturno e as turmas de 3º ano do ensino médio da escola Josué Cláudio de Souza do turno vespertino com aplicação de questionários semiestruturados e levantamento bibliográfico. Os questionários visaram entender as metodologias e técnicas utilizadas. Entrevistas foram gravadas em celulares, transcritas e analisadas individualmente, com duração de cerca de 40 minutos para cada professor, seguindo um questionário semiestruturado com 4 perguntas norteadoras, aplicados em uma sala específica de cada escola, pela manhã. As análises foram imparciais e técnicas, com adoção de críticas aos envolvidos quando necessária visando sempre apontar caminhos ao desenvolvimento da qualidade do ensino.
Quadro 1: Escolas Campos de Pesquisa
| ESCOLA | NÍVEL DE ENSINO | ALUNO | PROFESSOR |
| Estadual Dr. Isaac Sverner | 1º ano do novo ensino médio (NEM) | 14 | 06 |
| Estadual Dr. Isaac Sverner | Ensino Jovens e Adultos (EJA) | 25 | 06 |
| GM Josué Cláudio de Souza | 3º ano do nível médio | 28 | 06 |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Realizou-se a tabulação dos resultados de acordo com a aplicação de questionários com perguntas semiestruturadas e as análises dos dados foram transformadas em gráficos, onde foram selecionadas as principais questões a fim de responder ao problema de pesquisa.
Foram aplicados 10 questionários aos docentes das escolas estaduais Dr. Isaac Sverner e Deputado Josué Cláudio de Souza. As respostas serão apresentadas em uma nuvem de palavras, destacando os termos mais frequentes.
A primeira pergunta tratou-se de: A Metodologia Ativa De Ensino-Aprendizagem (MAEA) facilitou sua prática docente?
De acordo com o gráfico 1, notou-se que 100% dos docentes afirmaram que as metodologias facilitaram o processo de ensino-aprendizagem.
Gráfico 1: MAEA – E. E. Dr. Isaac Sverner
No gráfico 2, entre os professores, a pesquisa mostrou desequilíbrio: 20% afirmaram ausência de diferenciação, 40% notaram uma pequena diferenciação, e 40% disseram que as metodologias facilitaram o ensino. A variação nas escolas refletiu a disparidade no conhecimento e uso dessas metodologias.
Gráfico 2: MAEA – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
A segunda pergunta tratou-se de: Quais vantagens você vê na abordagem por metodologias ativas em sua prática docente?
O quadro 2 destacou que “dinamismo, valorização, construção do conhecimento e ser crítico-reflexivo” foram as principais escolhas. Já no quadro 3, “valorização e construção do conhecimento” se destacaram como as principais vantagens. Observou-se uma leve convergência na percepção dessas vantagens entre as escolas.
Quadro 2: Vantagens – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Dinamismo do processo educacional; Ser crítico-reflexivo; Integra as dimensões biopsicossociais; Construção do conhecimento com trabalho em equipe. |
| B | Dinamismo do processo educacional; Valorização do estudante; Ser crítico-reflexivo. |
| C | Dinamismo do processo educacional; Construção do conhecimento com trabalho em equipe; Tomada de decisão. |
| D | Dinamismo do processo educacional; Ser crítico-reflexivo; Construção do conhecimento com trabalho em equipe; Estimula o auto-estudo. |
| E | Dinamismo do processo educacional; Valorização do estudante; Contato com a realidade do serviço. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Quadro 3: Vantagens – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Valorização do estudante; Ser crítico-reflexivo; Integra as dimensões biopsicossociais; Construção do conhecimento com trabalho em equipe; Estimula o auto-estudo; Fazer e receber críticas. |
| B | Construção do conhecimento com trabalho em equipe; Tomada de decisão. |
| C | Valorização do estudante; Construção do conhecimento com trabalho em equipe; Estimula o auto-estudo; Contato com a realidade do serviço; Tomada de decisão. |
| D | Dinamismo do processo educacional; Valorização do estudante. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Terceira pergunta: Quais fragilidades você vê na abordagem por metodologias ativas em sua prática docente?
O quadro 4, destacou que as principais fragilidades percebidas incluem “exigir maturidade, abrupta mudança do método de ensino e lacunas no processo de ensino”. No quadro 5, as fragilidades mais escolhidas foram “exigir maturidade e lacunas no processo de ensino”. Ao analisar as escolas, observou-se uma notável percepção comum dessas fragilidades.
Quadro 4: Fragilidades – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Exige maturidade do discente; Lacunas no processo de ensino. |
| B | Abrupta mudança do método de ensino; Carência de suporte dos docentes no processo de adaptação à metodologia. |
| C | Exige maturidade do discente; Outros (falta de formação “autoformação”). |
| D | Abrupta mudança do método de ensino; Carência de suporte dos docentes no processo de adaptação à metodologia. |
| E | Insegurança; Lacunas no processo de ensino. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Quadro 5: Fragilidades – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Lacunas no processo de ensino. |
| B | Exige maturidade do discente; Lacunas no processo de ensino. |
| C | Exige maturidade do discente; Lacunas no processo de ensino. |
| D | Carência de suporte dos docentes no processo de adaptação à metodologia; Lacunas no processo de ensino. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Quarto questionamento: Quais destas atitudes você entende que a abordagem por metodologias ativas em sua prática docente poderá propiciar para o processo de aprendizagem dos discentes decorrentes no processo educacional?
Nos gráficos e quadros, 36% destacou-se “Responsabilidade e Trabalho em equipe”, enquanto 28% mencionaram “autonomia” (Gráfico 3). O quadro 6 detalha a opinião de cada docente sobre o assunto. No Gráfico 4, “Autonomia e Responsabilidade” somam 27%, seguidas por “Trabalho em equipe e Raciocínio Lógico” com 13%. Ao analisar as escolas, notou-se que “Autonomia e Responsabilidade” foram atitudes igualmente importantes para os docentes.
Quadro 6: Atitudes na abordagem – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Autonomia; Responsabilidade e Trabalho em equipe. |
| B | Autonomia; Responsabilidade e Trabalho em equipe. |
| C | Autonomia; Responsabilidade e Trabalho em equipe. |
| D | Autonomia; Responsabilidade e Trabalho em equipe. |
| E | Responsabilidade e Trabalho em equipe. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 3: Atitudes na abordagem – E. E. Dr. Isaac Sverner
Quadro 7: Atitudes na abordagem – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Autonomia; Responsabilidade. |
| B | Autonomia; Responsabilidade; Trabalho em equipe; Contato com o serviço; Raciocínio Lógico. |
| C | Autonomia; Responsabilidade. |
| D | Autonomia; Responsabilidade; Trabalho em equipe; Contato com a comunidade; Abordagem biopsicossocial e Raciocínio Lógico. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 4: Atitudes na abordagem – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
Quinto questionamento: Quais habilidades você acredita que os seus alunos possam adquirir a partir da Metodologia Ativa?
O Gráfico 5 destacou que 31% mencionaram “tomada de decisão”, seguido por 25% para “busca de informação e autoprendizagem” como habilidades discentes notáveis. No Gráfico 6, 3% dos docentes escolheram “busca de informação e tomada de decisão” como principais habilidades neste tópico do processo de ensino.
Gráfico 5: Habilidades discentes – E. E. Dr. Isaac Sverner
Quadro 8: Habilidades discentes – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Busca de informações em diversas fontes; Tomada de decisões. |
| B | Busca de informações em diversas fontes; Tomada de decisões; Motivação para autoaprendizagem. |
| C | Tomada de decisões; Motivação para autoaprendizagem. |
| D | Raciocínio Lógico e habilidades para resolver problemas; Busca de informações em diversas fontes; Motivação para autoaprendizagem. |
| E | Raciocínio Lógico e habilidades para resolver problemas; Tomada de decisões; Motivação para autoaprendizagem; Comunicação verbal melhorada. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 6: Habilidades discentes – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
Quadro 8: Habilidades discentes – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Busca de informações em diversas fontes; Tomada de decisões. |
| B | Raciocínio Lógico e habilidades para resolver problemas; Motivação para autoaprendizagem. |
| C | Busca de informações em diversas fontes; Tomada de decisões. |
| D | Autonomia; Responsabilidade; Trabalho em equipe; Contato com a comunidade; Abordagem biopsicossocial e Raciocínio Lógico. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Sexto questionamento: Quais dessas metodologias ativas você utiliza na sua prática docente? Levando em consideração que metodologias ativas são articuladas e práticas propiciando um conhecimento íntegro, relevante e independente.
O Gráfico 7 destacou que 34% preferem “Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL)”, seguido por 33% para “Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom)” como metodologias ativas mais utilizadas. No Gráfico 8, 34% dos docentes escolheram “Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL)” como a metodologia mais utilizada. Evidenciou-se que praticamente todos os docentes de ambas as escolas adotaram essa metodologia.
Gráfico 7: Metodologias Ativas na prática – E. E. Dr. Isaac Sverner
Quadro 9: Metodologias Ativas na prática – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Gamificação e Sala de aula Invertida (Flipped Classroom). |
| B | Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL); Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB); Sala de aula Invertida (Flipped Classroom). |
| C | Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL); Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB). |
| D | Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB); Sala de aula Invertida (Flipped Classroom). |
| E | Instrução Por Pares ou Peer Instruction (PI); Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB); Sala de aula Invertida (Flipped Classroom). |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 8: Metodologias Ativas na prática – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
Quadro 10: Metodologias Ativas na prática – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL). |
| B | Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL). |
| C | Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL). |
| D | Instrução Por Pares ou Peer Instruction (PI); Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning-PBL); Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB); Gamificação e Sala de aula Invertida (Flipped Classroom). |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
No sétimo questionamento têm-se: Como você compreende o papel do professor frente ao uso das Metodologias ativas na Área de Ciências da Natureza?
O Gráfico 9 frisou que 33% consideraram o papel do docente como “facilitador”, seguido por 27% para “Orientador…”. No Gráfico 10, 34% dos docentes escolheram “ser facilitador” e “envolver todo o grupo na discussão” como os papéis mais importantes. Visualizou-se que em ambas as escolas, ser facilitador na busca do conhecimento é reconhecido como o papel mais significativo do docente no processo de ensino-aprendizagem. Aquí, eles (docentes), reconheceram sua função neste processo.
Gráfico 9: Papel Docente – E. E. Dr. Isaac Sverner
Quadro 11: Papel Docente – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Facilitador; Moderador da discussão; Estimular o pensamento crítico; Orientador na busca do conhecimento. |
| B | Facilitador; Prover a cooperação mútua dos discentes; Envolver todo o grupo na discussão. |
| C | Facilitador; Estimular o pensamento crítico; Orientador na busca do conhecimento. |
| D | Facilitador; Estimular o pensamento crítico; Orientador na busca do conhecimento. |
| E | Facilitador; Orientador na busca do conhecimento. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 10: Papel Docente – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
Quadro 12: Papel Docente – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Facilitador; Envolver todo o grupo na discussão. |
| B | Facilitador; Moderador da discussão; Orientador na busca do conhecimento. |
| C | Facilitador; Envolver todo o grupo na discussão |
| D | Facilitador; Estimular o pensamento crítico; Prover a cooperação mútua dos discentes; Envolver todo o grupo na discussão; Orientador na busca do conhecimento |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Focando na última questão (gráfico 11), a pesquisa avaliou a compreensão dos professores sobre sua relevância na aplicação de Metodologias Ativas para facilitar a aprendizagem dos alunos. 100% dos entrevistados reconheceram a importância da abordagem, sendo 34% destacando ser um “facilitador” e envolver o grupo na discussão. Em ambas as escolas, ser facilitador na busca do conhecimento foi considerado crucial no processo de ensino-aprendizagem.
Gráfico 11: Prática Metodológica como facilitadora – E. E. Dr. Isaac Sverner
Quadro 13: Prática Metodológica como facilitadora – E. E. Dr. Isaac Sverner
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | Me torno facilitador quando promovo a intereção, a discurssão e a análise critica do aluno, através do conhecimento. |
| B | Por possibilitar o meio/caminho para a construção do conhecimento. |
| C | Promove uma outra forma de apropriação do conhecimento. |
| D | Possibilitar uma abordagem dinâmica com a participação efetiva dos discentes na apropriação do conhecimento. |
| E | Para que o mesmo adquira autonomia e responsabilidade na compreensão de situações-problemas. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Gráfico 12: Prática Metodológica como facilitadora – E. E. Deputado Josué Claúdio de Souza
Quadro 14: Prática Metodológica como facilitadora – E. E. Deputado Josué Cláudio de Souza
| DOCENTE | RESPOSTAS |
| A | A Metodologia ativas incentiva os estudantes a aprenderem de forma autônoma e participativa. |
| B | Relacionando a metodologia com o cotidiano. |
| C | Consigo promover a intereção, a discurssão e discurssão crítica do aluno, através do conhecimento |
| D | Dando orientação e ajudando-os a entender a importância da autonomia e do pensamento crítico. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2022)
Este estudo buscou compreender as contribuições do uso das metodologias ativas técnicas e ferramentas para o aprimoramento do processo de aprendizado no ambiente escolar a partir da investigação das aulas na utilização dessas metodologias.
Os resultados confirmaram que os educadores reconhecem a eficácia das metodologias ativas para aprimorar o processo de
ensino-aprendizagem. Além disso, salientam a proficiência tecnológica dos estudantes contemporâneos. Ao contextualizar abordagens como “Aprendizagem Baseada em Projetos” e “Sala de Aula Invertida”, destacaram-se a progressão dessas estratégias ao longo do tempo, enfatizando a facilidade no processo educacional resultante da interação dinâmica entre professor e aluno.
Por fim, respondeu-se a questão central da pesquisa, que buscou saber quais as metodologias ativas técnicas e ferramentas para o aprimoramento do processo de aprendizado no ambiente escolar. No gráfico 7, 34% afirmaram que “Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB)” seguindo de 33% para “Sala de aula Invertida (Flipped Classroom)” e no gráfico 8 com 34% a “Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning-APB)” foram as metodologias utilizadas com o melhor desempenho no processo de ensino aprendizagem na visão docente, pois torna o aluno como o protagonista do aprendizado e o ensina a agir com autonomia.
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[1] Mestra em Educação, Pós-Graduação Lato Sensu em Metodologia do Ensino Superior e Graduação em Filosofia (Licenciatura). ORCID: 0009-0009-1496-1711. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2718355715330000.
[2] Mestra em Ciências da Educação e Graduada em Pedagogia. ORCID: 0000-0002-2804-5708. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4834111233201168.
[3] Mestre em Biotecnologia, e Recursos Naturais da Amazônia e Graduação em Química e Farmácia Bioquímica. ORCID: 0009-0002-4178-5134. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2541737271987445.
[4] Pós-graduação em Educação do Campo e Graduação em Letras – Língua e Literatura Inglesa. ORCID: 0009-0006-3741-7100. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0943105987521039.
[5] Especialização em Residência Multiprofissional e UniProfissional em Saúde, Pós-graduação em Fisiopatologia Humana e Graduação em Farmácia. ORCID: 0000-0002-4016-7951. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6651616319434568.
Material recebido: 05 de dezembro de 2023.
Material aprovado pelos pares: 19 de janeiro de 2024.
Material editado aprovado pelos autores: 05 de outubro de 2024.
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