Adversidades e dificuldades do ensino/aprendizagem na educação de Nível Superior  

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/adversidades-e-dificuldades
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ARTIGO ORIGINAL

VANTROBA, Edevana Leonor [1]

VANTROBA, Edevana Leonor. Adversidades e dificuldades do ensino/aprendizagem na educação de Nível Superior. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 07, Vol. 05, pp. 28-45. Julho de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/adversidades-e-dificuldades, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/adversidades-e-dificuldades

RESUMO

O presente artigo objetiva abordar as principais dificuldades de aprendizagem enfatizando o ensino superior e o seu relevante destaque no campo profissional, na inserção social e pessoal dos universitários do século XXI. Trata do ensino o qual requer aspectos conceituais e específicos para adultos, a Andragogia, com base numa metodologia adequada e no acompanhamento da Educação Permanente como sendo um prolongamento natural dos níveis de ensino. Na sequência, demarca indicadores de evasão, sugestões para programas de atendimento, fundamentos sobre os entraves enfrentados por toda comunidade de faculdades e universidades brasileiras sejam alunos, professores, setores administrativos em que se contextualiza o ensino, a aprendizagem e a qualificação. Diante do novo cenário educacional que exige cada vez mais competência, competitividade, produtividade, estratégias de excelência e foco na formação geral universitária, desenvolve possíveis reflexões e soluções com base em análises cognitivistas e psicopedagógicas sobre o ensino e o trabalho pedagógico no nível superior. No final, discorre sobre aprendizado, motivação, compartilhamento de experiências, projetos e metodologias utilizado no trabalho dos educadores, o envolvimento com alunos e instituição, apresentando a difícil tarefa de romper obstáculos e reais dificuldades enfrentadas na educação superior.

Palavras chave: Aprendizagem, adulto, dificuldades, ensino Superior.

1. INTRODUÇÃO

O Ensino Superior nos últimos anos do século XX ampliou o número de vagas destacando aspectos como a democratização do acesso, permanência e sucesso do sistema educacional brasileiro, considerando de igual importância a efetiva inclusão social através da aprendizagem significativa dos alunos, facilitando a obtenção de conhecimentos e a conclusão dos estudos, eliminando a exclusão da faculdade e não da aquisição do conhecimento, criando condições historicamente novas para demandas de qualidade de ensino. (Zago, 2006)

Em posição privilegiada o ensino superior viabiliza o desenvolvimento do País aprimorando a qualificação profissional e tecnológica, promovendo mudanças significativas nos níveis de ensino, visto que forma os novos educadores que advém do Ensino Médio.

Por conseguinte, o ensino superior não é descontextualizado, o que destaca o caráter de importância e urgência em buscar atualização, aperfeiçoando o sucesso profissional que deriva do aprendizado, da aquisição de habilidades e competências, do empenho dos estudantes em sua formação acadêmica, destacando que a aprendizagem é a grande adversidade do século XXI na qual o mundo do trabalho ficou mais exigente, buscando pessoas aptas com formação e capacitação de qualidade, muito além do diploma.

Pimenta (2002) acredita que a educação, reflete, aponta e repete a sociedade; ao mesmo tempo em que projeta a sociedade que se almeja.

O conhecer existe no sujeito que conhece, está nele e por isso precisa ser transmitido ao aluno, o qual transforma as informações em conhecimento, ou seja, é produzido pelo sujeito que conhece, e que se modifica numa ação mental, solitária do aluno.

Logo o conhecimento é pensado, produzido no plano da consciência, em que novos conceitos, novas habilidades e atitudes são adquiridos, na concepção de que conhecimento gera conhecimento. (Pimenta, 2002).

Zabalza (2004) aponta para reflexão do professor que a aprendizagem depende do propósito do ensino, desta forma, capacitar-se continuamente e contextualizar na disciplina que ensina a realidade e experiências anteriores do aluno, gerar questionamentos e exercitar atividades avaliativas, aprofundar o desempenho de como ocorre a aprendizagem, mediando as informações e desmistificando o que o aluno fará com elas, permite o aprender constante.

Ações de ensinar e aprender para os sujeitos da educação envolve a consciência de que qualquer ato de ensinar na sala de aula, resulta no aprender, e ambos, aluno e professor, aprendem juntos.

A pesquisa transforma o acadêmico, no campo de ensino-aprendizagem em agente permanente da educação e consequentemente este assumirá novas práticas pedagógicas.

Ao professor universitário requer dupla competência: científica (fundamentada no domínio de seus saberes) e pedagógica (compromisso com a formação e ciência do nível de aprendizagem do aluno, possibilitando a apreensão e a contextualização do saber científico elaborado), intervindo e reorientando os métodos utilizados quando necessário.

Na transição de um olhar passivo para ativo, a universidade percebe e incentiva os  intermediários do processo a serem capazes de agir autonomamente, provocando neles a construção e disseminação de prática transformadora, porque o educador precisa simultaneamente respeitar a individualidade do aluno, mas também precisa levá-lo a uma transformação ao assumir uma postura de mudança interna e externa de pensamento e de atitudes, convencê-lo da importância que a sabedoria representa.

As situações comumente encontradas em sala de aula são diferentes de situações reais, exige da educação não apenas a finalidade de delimitar um conteúdo aprendido, mas até que ponto foi apreendido e que será lembrado meses mais tarde e ajudará o estudante a resolver problemas novos.

Para Massi (2010), consolidar algum resultado de aprendizagem é válido o esforço (do trabalho do aluno), além da orientação, motivação, acompanhamento e avaliação pelo professor, buscando justificativas para as técnicas e ferramentas de aprendizagem que aplica, descobrir o que significam os conceitos, os assuntos propostos ao aprendiz, observando o lado investigativo da verdade do ensino, sem expor o que já está concreto e verdadeiramente proposto, mas aquilo que busca construir no processo ensino-aprendizagem, em que aspectos como estudar, fazer e praticar se relacionam, pois ensino centra-se na aprendizagem, muito embora cada um aprenda sob formas diferentes, o melhor ensino é aquele capaz de levar o aluno ao esforço que lhe compete.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 ANDRAGOGIA: COMO O ADULTO APRENDE

Desde 1972, surgiu a preocupação com a Educação de Adultos, com a criação na UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, em 1956, de uma divisão voltada para o acompanhamento da Educação Permanente como sendo um prolongamento natural do ensino; um aperfeiçoamento profissional e técnico, dos níveis, da graduação à pós-graduação; um meio de proteção do Homem contra os efeitos desumanizantes da técnica e da propaganda; uma promoção do trabalho e uma reclassificação social, em condições financeiras e status, para alguns adultos.

É sabido que desde o nascimento nos deparamos com ações de desequilíbrio e reequilíbrio na busca de melhor compreender a realidade, em diferentes momentos que vivemos caracterizam-se diferentes formas de compreender as informações, as quais se integram umas às outras, modificando e ampliando o atributo de adaptação, o que suscita o processo dinâmico.

Piaget (2009) em sua teoria sobre o desenvolvimento humano, designa o estudante universitário no período operatório formal que iniciado por volta de 11, 12 anos, em que o raciocínio apresenta indução experimental, verificação sistemática e a lógica das proposições.

As conquistas do novo raciocínio que se iniciam na adolescência, perduram por todo o restante do desenvolvimento (Piaget, 2009); dando continuidade para a evolução, reiterando que construções ainda podem ser realizadas pelo adulto nesse período considerado o último do desenvolvimento.

A abstração do período formal é o pensamento do adulto, que direciona novas e sucessivas equilibrações, ampliando as possibilidades de interpretação, regulação e associação, para aspectos cognitivos, sociais, afetivos e físicos. (Piaget, 2009)

A Sociogenese (desenvolvimento histórico dos conhecimentos), traduz a elaboração de pensamentos cada vez mais abstratos, a partida para uma nova evolução.

Em Legendre (1998), o pensamento operatório formal surge como condição necessária para a elaboração do pensamento e assimilação dos conhecimentos que estas permitem elaborar.

Para assimilar os conhecimentos científicos elaborados no decurso da sociogenese, é necessário dispor das estruturas próprias do pensamento operatório formal.

Referente a experiência vivida pelo adulto acontece uma transformação conceitual no que este já construiu, as quais formam modelos pelos quais ele interpreta a realidade, assim, uma nova informação será filtrada pelos saberes já construídos anteriormente, ou irá reestruturá-los, mediante um desempenho de equilibração.

Nos adultos que já atingiram o pensamento formal, Piaget, (2011, p. 217-220), afirma:

Considera-se mais a aprendizagem que o desenvolvimento, pois apesar de estarem subordinados, a agregação de novas informações aos conhecimentos já construídos, atribuirá uma reestruturação relativamente profunda destes conhecimentos.

Embora as estruturas intelectuais permitam a compreensão ou não do novo dado inserido num sistema de significação, os conhecimentos estão igualmente relacionados com a bagagem e experiências adquiridas e acumuladas pelo sujeito em diversos campos ou domínios do saber, não são redutíveis aos instrumentos de raciocínio de que dispõe o adulto para estruturar a informação.

Piaget (2009), defendeu a articulação entre forma e conteúdo, mostrando que ao longo construímos estruturas intelectuais (forma) que nos permitem apreender a realidade e que estas estão relacionadas com a bagagem, o conteúdo que o sujeito foi acumulando.

A aprendizagem nos alunos jovens e adultos irá se construir em bases sólidas desde que, somados aos seus esforços pessoais, e que seus professores também tragam uma vivência ou prática pedagógica embasada em referenciais teóricos nos quais eles acreditam e que estejam em sintonia com a filosofia da Instituição para a qual estes professores trabalham.

Hoirisch et al. (1993), defende a necessidade de estabelecer um Serviço de Orientação Educacional no Ensino Superior, considerando que boa parte da população atendida se situa na complexa passagem da adolescência para a idade adulta, implicando na questão da identidade pessoal, profissional e a posterior inserção no mundo adulto.

2.2 MOTIVOS POSSÍVEIS DE EVASÃO NO ENSINO SUPERIOR

Na universidade, questões que abordam o ensino e a aprendizagem, buscam distinguir fatores que contribuem e/ou dificultam a concretização do processo considerado como sendo modificação ou elaboração da estrutura cognitiva, estabelecendo novas ou revisando categorias prévias, promovendo seu inter-relacionamento de categorias ou características, reportando-se à dimensão social.

Aprendizagem para Pain (1985, p.18):

Reúne num só processo a educação e o pensamento, a condição cognitiva de aprender pressupõe a presença de estruturas capazes de organizar os estímulos do conhecimento; uma coordenação de esquemas num âmbito particular, prático, representativo, conceitual e concordante com um nível de equilibração particular, obtido através de regulações, descentralizações intuitivas ou operações lógicas, práticas e formais.

Na premissa que é através dos conhecimentos adquiridos na universidade ou faculdade que o estudante estará apto à inserção em setores profissionais e na participação e desenvolvimento da sociedade brasileira, o baixo rendimento escolar é importante indicador, elementos como: déficit de leitura e interpretação de textos, deficiências nos cálculos aritméticos elementares, altos índices de analfabetismo funcional identificados no Brasil, constituem a base da situação indesejável que concretiza insucessos, colocando o aluno em casos de reprovação.

As dificuldades de aprendizado são rotuladas como incapacidade, ou atribuídas como falha, ou mau preparo do professor em aplicar os conhecimentos adquiridos em suas graduações.

O rendimento escolar traduzido em notas, retrata a insatisfação na avaliação de processos cognitivos essenciais à compreensão, assimilação e fixação dos conteúdos, bem como aos vieses de caráter pessoal, social e econômico.

Déficits podem ocorrer em qualquer nível, prejudicando a aquisição de conhecimentos, que consistem em sua maioria no produto de problemas educacionais ou ambientais que não estão associados a um comprometimento cognitivo (Araújo; Tavares, 2011) mas exigem adaptações pedagógicas na Educação.

O Ensino Superior, responde pela formação de profissionais potencialmente mais especializados e flexíveis, o que permite refletir acerca da atuação dos professores de modo significativo, investigar problemas referentes ao enfrentamento das condições de aprendizagem deficitária de conteúdos elementares advindos de um Ensino Básico que não cumpre as demandas de qualidade.

Reorientar a aprendizagem através da prática avaliativa, objetivando a apreensão de conteúdos na graduação é uma nova realidade, medidas que implementem maior adaptação do ensino às exigências atuais é imprescindível, melhorar a adequação às exigências da realidade atual, pois o homem contemporâneo vem progressivamente sendo induzido a obter qualificações e competências para manter-se ativo no mercado profissional.

Zago (2006, p.8-10):

No âmbito pessoal, a contenda da produção acadêmica e/ou a inexistência de um serviço de apoio ao estudante universitário, deixam o aluno vulnerável às pressões e dificuldades imaginando serem exclusivas da falta de aprendizado ou de sua responsabilidade, o que prejudica sua formação, crescimento pessoal e profissional, culminando em trancamentos e desistências.

No âmbito institucional, o baixo rendimento nas avaliações disciplinares, falta de motivação para acompanhar o ritmo das aulas e atividades, comprometem o processo de produção acadêmica, a articulação da comunidade escolar, organização teórica e prática das aulas e dos cursos, influenciam na avaliação do corpo docente implicando em prejudicar a Instituição no momento das avaliações internas e externas.

O baixo rendimento individual do aluno é influenciado por fatores que intervêm negativamente  no Ensino Superior, constitui um campo amplo e complexo de desencontros, envolvem inúmeros determinantes pedagógicos, históricos, sociais, culturais, transpassando o envolvimento aluno-professor-instituição, além de aspectos econômicos, psicológicos e médicos, entre outros, que ajudam a compro o quadro dos possíveis fracassos.

2.3 ABORDAGENS SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM FRENTE AO ENSINO/ APRENDIZAGEM/ QUALIFICAÇÃO

Em Souza (1997), o princípio básico da ação educativa, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, diante dos novos paradigmas educacionais e frente às novas exigências do mercado de trabalho, (Souza, 1997), apoiados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96,artigos 43 e 44 que tratam dos objetivos do Ensino Superior e na Constituição de 1988, artigo 206, II, reforça a não passividade diante da existência de problemas de aprendizagem que ocorrem em todos os níveis, inclusive no Superior.

Neste novo cenário educacional, as palavras mais frequentes são: competência, competitividade, produtividade, avaliação, controles rígidos de excelência e de pessoal, participação, estratégias de marketing educacional, foco no aluno-cliente, foco no ensino universitário visando o social (comunitário) e a agregação de valor social (no sentido de produtividade científico/econômica).

Dentre os tantos fatores que caracterizam as dificuldades de aprendizagem no ensino superior, são comuns fatores comumente atribuídos como inerentes ao aluno ou professor, como condições de aprendizagem insatisfatória advindas do Ensino básico, a exclusão social de alunos oriundos de famílias com baixo rendimento, deficiências na formação didática e nas práticas aplicadas por professores, as posturas e orientações pedagógicas incompatíveis com as necessidades da comunidade escolar vinculada à Instituição em estudo; fatores internos e externos que interferem positiva e negativamente na efetivação do processo de aprendizagem.

Para Bortolanza (2002, p.57,196):

Assumir uma cultura universitária é uma tarefa complicada para os estudantes, adaptar-se a uma realidade, integrar um grupo, pois o jovem enfrenta dilemas interiores que os fazem parar de aprender, o aluno não ingressa pronto na universidade, são inúmeros os conflitos que norteiam sua formação, são diferentes grupos e formações dentro de uma sala de aula, opção do curso que precisam ser consideradas nem todos são capazes de enfrentar todos os desafios (como muitos professores pensam), por isso, exige-se destes profissionais reflexão sistemática, pesquisa para aqueles que pretendem efetivar o ato de ensinar com competência e seriedade.

Além de flexibilidade, alteração, imprevisibilidade, não há modelos ou experiências modelares a serem aplicadas (Pimenta, 2002). Fernandez (2001), afirma que o instrumental simbólico que permite ao ser humano aprender todos os conhecimentos do mundo (linguagens orais, escritas, corporais, informática, etc), não se localizam dentro do sujeito, mas na relação que ele tem com o conhecimento ou com as ações daqueles que o ensinam. (Fernandez, 2001)

A aprendizagem depende do prazer de aprender, sua motivação, esforço pessoal, tempo de dedicação para compreender os conteúdos, o sucesso implica na superação de um obstáculo, se a motivação é pequena tudo fica muito complexo, impossível de compreensão, outro fator é estrutura/personalidade, a bagagem de experiência que o aluno traz consigo diferencia a forma de enfrentar diversas situações, seja ela positiva ou traumática. (Bortolanza, 2002)

Mesmo passando por dificuldades e contrariedades, os problemas não são restringíveis a causas físicas ou psicológicas, é preciso compreendê-los sob um enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos, percebidos dentro das articulações sociais. (Scoz, 1994)

Perrenoud (1999) ressalta que na democratização do ensino o importante não é fazer que todos tivessem aprendido, mas permitir a cada um aprender. Para ele a avaliação formativa não produz desigualdades, mas possibilidades de redirecionar as dificuldades constatadas, exige intenção e disposição do professor, posicionamento ativo e planejado da metodologia de ensino, com ajustes estáveis em suas ações.

Por fim, relatamos que as condições socioeconômicas interferem na opção do curso, que coage o aluno muitas vezes a frequentar um curso de menor custo, em horário noturno, que não condiz com sua vocação ou escolha, e consequentemente o desempenho da aprendizagem, a dedicação, o tempo de pesquisa, a participação ou conclusão do curso fica comprometido.

A formação acadêmica deve ampliar a visão de mundo do aluno, ir além do que conhece e espera, transpor obstáculos, participar politicamente em classe, expor suas ideias, considerando a realidade que ele está inserido, o que faz para sobreviver, saldar dívidas, sua cultura, o que determina o seu aprendizado acontecer de forma libertadora.

A formação crítica questiona como o conhecimento é produzido e distribuído com temas significativos, dando consciência que como agente transformador pode intervir no mundo, em sua comunidade, sua casa, seu trabalho.

Ao professor não cabe apenas a função de aplicar métodos pedagógicos, ele precisa saber como e quando aplicá-lo, considerar a relação professor-aluno para ensinar a pensar e a ter autonomia, (condição básica e fundamental para construção do conhecimento) gerando efervescência nas relações estabelecidas pelo sujeito com o meio, o aprender é consequência.

Mudar o antigo paradigma de ensino e fazer com que a autoria de pensamento emerja é o que se busca efetivar na educação, refletir é necessário para todas as profissões, principalmente aquelas em que os saberes são incansavelmente requeridos, portanto, aperfeiçoar-se, interagir com os acadêmicos auxilia na diminuição de problemas e insucesso escolar, é a base para sistematizar princípios norteadores de possíveis ações, nunca de modelos.

Conhecer como se processa o aprendizado e quais são os fatores determinantes permite rever a concepção teórica que embasa a prática e os instrumentos que utiliza, tarefa que demanda tempo e querer, que reflete positivamente nos resultados.

Zago (2006), reitera:

Em relação a avaliação, que as dificuldades de aprendizagem exigem adaptações pedagógicas na Educação, de modo relevante é imperioso refletir acerca da atuação dos professores no confronto à questão apresentada, de modo significativo para os estudantes que cursaram a Educação Básica na rede pública e permanecem com déficit de conteúdos elementares a fim da apreensão de conteúdos na graduação.

É pertinente nesse contexto investigar o problema concernente ao enfrentamento das condições de aprendizagem insatisfatórias advindas de um ensino básico que não cumpriu as demandas da qualidade da educação, ao qual estão sujeitos a prosseguir durante a sua escolaridade.

As concepções referentes à aprendizagem e a avaliação são contraditórias, o desempenho dos alunos são comparados a um parâmetro ideal e não real, não se respeitam os interesses dos alunos, (ritmo, tempo e individualidade) testes priorizam aspectos cognitivos com sequências de operações mentais, enquanto a aprendizagem está ligada a memória, para a qual se recorre quando se quer tirar uma conclusão ou recorrer a informações armazenadas, por isso deve ser treinada de forma dinâmica e colocada em situações problema.

Atenção pela diversidade, reconstruir experiências e condutas, preparando o aluno ao pensamento crítico, agindo com solidariedade e democracia, requer ajustar propostas pedagógicas favorecedoras de aprendizagem seja qual for os interesses e a singularidade do aluno ou do curso, beneficiando-o com a chance de rever, reestruturar, ressignificar o conhecimento.

Essa proposta é compreendida como multifacetada, na qual professor e aluno são avaliados num processo dentro de um contexto, determinando o sucesso escolar significativo, servindo para identificar e oportunizar o desenvolvimento efetivo de ações, socializando o progresso individual e o redirecionamento das estratégias de ensino e seus efeitos na Educação.

Programas, projetos e produtos educacionais que propiciam informações úteis ao aprimoramento ao longo de sua execução, faz referência a ideia de Lee Joseph Crombach (1916-2001), em usar a avaliação para aprimorar o curso enquanto está fluindo, no intuito de intervir e reajustar o percurso através do diálogo, em que o professor acompanha a evolução do aluno.

Constatou-se que a avaliação formativa possui efeito positivo na aprendizagem dos educandos, possibilitando o acesso ao conhecimento que não foi adquirido na Educação Básica, sendo a sistematização dos conteúdos abordados na graduação imprescindível para que a qualidade da vida escolar não seja afetada diretamente pela avaliação, a qual precisa ser programada e desenvolvida como um instrumento no enfrentamento das dificuldades da aprendizagem.

Charlot (2000), destaca que o fracasso escolar não existe, o que vem à tona são alunos em trajetórias escolares que terminam mal, categorizando o universo social.

Ressalta a singularidade do aluno, os significados que lhe são atribuídos, suas práticas e a especificidade de suas atividades em relação aos saberes.

Para Luckesi (2011), a avaliação significa atribuir qualidade com base em dados relevantes da aprendizagem dos educandos, para uma tomada de decisão.

O elemento central da avaliação considera que avaliar não significa julgar, mas mediar as possibilidades de avanço e superação da construção do conhecimento, no qual o docente pode interferir e conduzir os atores envolvidos em torno da aquisição dos saberes na ressignificação da aprendizagem. (Esteban, 2001)

Em Bortolanza, (2002) a avaliação e a aprendizagem são interdependentes, e estão diretamente ligadas ao in/sucesso escolar.

Por lei todos possuem direitos idênticos a um sistema escolar, muito embora nem todos terão acesso aos mesmos coeficientes de sabedoria, mesmo diante de alguns avanços e considerando diferentes particularidades como raça ou cor, renda econômica, sexo e região geográfica, é necessário manter e ampliar políticas de inclusão para garantir igualdade de oportunidades educacionais a estudantes que além do livre acesso à educação de nível superior tem o direito de nela permanecer atingindo sucesso escolar.

As políticas de inclusão atuais para garantir igualdade de oportunidades educacionais para todos os brasileiros precisam ser ampliadas e mantidas.

O pensamento pedagógico mediante Fundamentações Cognitivistas:

Para as teorias cognitivistas o ser humano é entendido como um sistema aberto, que integra ao seu repertório individual novas informações, reconstruindo-as de forma única, subjetiva ao longo da vida, em contínua autossuperação, incorporando estruturas mentais constantemente mais complexas.

Na abordagem cognitivista o processo de construção do conhecimento, investiga os caminhos percorridos pela inteligência (cognição), o que diverge para alguns autores adeptos dessa compreensão da ação educativa  em aspectos teóricos e práticos, atribuindo maior ou menor influência ao meio social e momento histórico a que se pertence, como à cultura, à personalidade, à afetividade de cada indivíduo por exemplo.

Piaget (2011, p.219-220):

Pai da Epistemologia Genética buscou compreender a relação entre construção do conhecimento e desenvolvimento da inteligência, destacando que o conhecimento não pode ser concebido como algo predeterminado no nascimento, nem como mero resultado de percepções e informações, mas como fruto das ações e interações do sujeito com seu ambiente.

Para melhor focalizar no Ensino Superior capacitar os docentes a perceber os impasses na aprendizagem de seus alunos, o delineamento Cognitivista possibilita uma solução mais rápida e eficiente, sendo estas teorias, bem aceitas pelos professores, porque abordam uma linguagem mais próxima das necessidades de trabalho pedagógico universitário.

A aprendizagem não é responsabilidade exclusiva dos alunos que não aprendem, mas da importância do contexto das relações ensino-aprendizagem, as condições que possibilitam a descoberta da resposta adequada a um problema proposto, os subsídios teóricos e investigativos, os objetivos traçados, o planejamento e a metodologia de ensino, a problematização e as condições favoráveis para aprender adotados pelo professor (mediador entre o aluno e o conhecimento) a execução e a avaliação das atividades propostas e o desenvolvimento sócio-afetivo-cultural da realidade dos estudantes permitindo o entendimento dinâmico, não um jogo de erros e acertos.

A Epistemologia Genética descreve os estágios do desenvolvimento com a ideia clara de que a inteligência se desenvolve a partir de um movimento interacionista e ocorre por saltos qualitativos.

Essas teorias têm sido ressignificadas para responder a demandas da aprendizagem de adultos associada a recursos tecnológicos de ensino (PESCE, 2010), como por exemplo no ensino à distância, embora originalmente o cognitivismo esteja relacionado ao desenvolvimento de crianças.

2.4 ESTUDOS DA PSICOPEDAGOGIA

Embora ainda recente no Brasil e pouco conhecida nos meios universitários, entre docentes e administradores, a psicopedagogia refere-se, basicamente, à dimensão simbólica do comportamento humano diante das diferentes formas de ensino e aprendizagem, diferenciando o estudo para a vida, para a autorrealização, para cumprir tarefas ou de obter um diploma de graduação.

Pesquisa condições de produção e elementos facilitadores, identificando obstáculos e minimizando problemas, objetiva contribuir para o crescimento individual e coletivo e para a qualidade da formação acadêmica.

A psicopedagogia trabalha com a construção social de valores que permeiam os comportamentos e atitudes que englobam a educação em geral e o Ensino Superior, conjugando elementos que interferem e favorecem nesse contexto.

Acredita-se que a abordagem psicopedagógica é o instrumento teórico adequado ao trato do tema e sua característica principal, levar o aluno a uma transformação, seja na apreensão de conhecimentos, seja na interação social, seja na capacidade de abrir-se para o novo, realizando descobertas.

Outro ponto de atenção diante das pressões avaliativas que cobram qualidade e melhores resultados quantitativos das universidades e seus discentes através de avaliações governamentais, é o trabalho de Orientação Psicopedagógica, voltado para atuar como um departamento ou serviço de atendimento ao aluno com dificuldades de aprendizagem, mas também como um serviço de atuação relevante na área preventiva e de apoio técnico-administrativo à direção, coordenações, corpo docente e funcionários da instituição, identificando problemas que possam interferir na vida acadêmica.

Após o ingresso dos alunos nas instituições universitárias, estes devem ser conduzidos a participar do processo ensino – aprendizagem ativamente, visando atingir um estágio superior de desenvolvimento, profissional e social, assumindo o nome da faculdade da qual fazem parte com orgulho.

A faculdade tem caráter laboratorial para a realização de experiências de aprendizagem sócio-profissional-científico, além da característica experimental do curso, alerta para a convivência com diferentes estilos e situações tão diversas, como medo, pressão, manifestações sentimentais, além de outros contratempos.

No ambiente universitário se forja a postura dos profissionais, cidadãos que irão disputar num mercado competitivo, exigente, moderno, ágil.

Quando o aluno participa e envolve-se ao processo, passa a tomar consciência de sua função, sente-se interessado e receptivo.

Estudos apontaram que dificuldades na aprendizagem e dúvidas de como estudar e compreender os assuntos programados são as causas mais gritantes citadas pelos alunos para justificar o baixo rendimento acadêmico sobre o pensamento educacional contemporâneo:

1º) O sujeito como construtor do conhecimento;

2º) A noção de multidimensionalidade da pessoa humana e a valorização do diálogo como requisito e;

3º) A finalidade da educação.

Os estudantes solicitam intervenções que auxiliem numa solução satisfatória da crise psicossocial caracterizada pelo ingresso na Faculdade, pois esse aluno carrega o diferencial de esperanças e sonhos; chega potencialmente pré-disposto a adotar mudanças, acrescentar conhecimentos, tornar-se diferente, útil. o ato pedagógico escolar se efetiva verdadeiramente, no lugar e momento onde ganham vida as relações interpessoais e desencadeiam o processo do conhecimento que tem como agentes o professor e o aluno, em sala de aula, assim, concentrar energias e transmitir conteúdos até ter certeza de que foram absorvidos pela maioria é o que se precisa fazer.

Professores são diferentes entre si, grupos de trabalho são aleatórios e as matérias diversas, assim se apresenta o mercado de trabalho onde travam relações interpessoais que determinam o fracasso ou sucesso profissional.

Dúvidas, ansiedades, dinâmica familiar, hábitos sociais, problemas financeiros, derrotas e conquistas, frustrações e motivações, acompanham cada um dos alunos, por isso o atendimento individualizado tem tamanha relevância, assim como particular atenção deve ser dedicada àquele que apresentar dificuldades seja de aprendizagem seja de relacionamento, com possibilidades de liderança de grupo em trabalhos e seminários, estimulando o falar em público e vencer a timidez.

A competitividade na faculdade, atualiza e busca alunos sintonizados ao novo tempo, através de esforços de divulgação e ampliação permanente dos recursos humanos, materiais e pedagógicos, permitindo ao aluno-cliente a plena satisfação pelo seu envolvimento e esforço; e aos professores, a instituição deve oferecer condições favoráveis à plena realização do trabalho.

Para Alves (2007, p.18):

O processo de aprendizagem traduz a maneira como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Trata-se de um processo complexo que, dificilmente, pode ser explicado apenas através de recortes do todo.

A aprendizagem precisa ser permanente, não se estuda para obter nota ou passar de ano, mas para a vida, o conhecimento ministrado deve transcender a sala de aula, fixar objetivos em estabelecer hábitos e estruturas mentais para apreender conhecimentos que ajudarão a resolver problemas novos e enfrentar situações diferentes das propostas em aula.

Ações pedagógicas devem colocar o conhecimento em prática, comprometer-se com ideias, projetos, muito mais que externar uma vontade, ou intenção.

O segredo do sucesso para professores, alunos, instituição edificando a valorização do ensino superior e sua aceitação social, política, mercadológica e científica, através de pesquisas, comprometimento com os objetivos e contribuindo com os resultados.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para se tornar uma nação competitiva, em termos de ciências, tecnologia, cultura e bem-estar social, o Brasil necessita que faculdades e universidades promovam o acesso do país no século da inovação. Desenvolver a educação científica nos jovens universitários é possível, através de estratégias para fazer da educação científica parte integral de todas as etapas da vida.

Medidas eficientes precisam ser adotadas para que as Instituições possam responder por uma produção acadêmica mais qualificada refletindo e operacionalizando a estrutura e organização de seus programas de ensino, como assistência psicopedagógica institucional e psicológica ao aluno universitário, tal serviço de atendimento daria suporte não só técnico/logístico a alunos, professores e instituição frente as exigências constantes, mas também traria o caráter humanista distinguindo a Sociedade do 3º Milênio do anterior.

O sucesso escolar da vida acadêmica é influenciado pela inserção de estudantes procedentes de famílias com baixo poder aquisitivo e capital cultural reduzido, produzem uma realidade pontuada por questões que revelam diversos aspectos relacionados ao exercício estudantil.

O rendimento e o baixo sucesso escolar dos alunos universitários dificultam e podem inviabilizar o cumprimento das exigências legais e o desenvolvimento em âmbito social de uma nação que busca qualidade e expansão da educação e cultura, implicando na evolução tecnológica, nas mudanças sociais, no mundo de economia globalizada.

O aumento do número da oferta de vagas em instituições particulares, aliado às deficiências do Ensino Fundamental e Médio, dentre outros motivos, estão fazendo com que haja alunos desmotivados e despreparados para os desafios de um ensino complexo, e por consequência apresentam rendimento irregular ou insatisfatório quando atingem o Ensino Superior.

Muitas vezes coloca-se em jogo a qualidade do trabalho do professor e da universidade, devido a pressões sofridas por causa das avaliações externas às quais são submetidos, e pelas quais são cobrados, baseando-se em expor conteúdos prescritos que respondam positivamente e numericamente a essas avaliações.

Hadji (2001, p.15), afirma: A avaliação, em lócus de ensino, precisa contribuir para a solução do ensino, isto é, para que os alunos construam saberes e competências.

Conhecer significa mais que obter informações, significa trabalhar com elas, mediante análise, organização, identificação de fontes, estabelecendo diferenças produção da informação, contextualizando, relacionando-as a sociedade e desvinculando-as da desigualdade social.

Para Pimenta, (2002), afirma que as instituições devem trabalhar as informações a fim de transformá-las em conhecimento.

O ser humano tem a possibilidade de abrir-se ao novo, por ser incompleto, pode buscar evoluir cada vez mais ao desconhecido, lançando-se a novas descobertas, inovando dentro do processo de interação social.

Concluiu-se que há oportunidades para leitura dos novos pressupostos da avaliação do processo ensino-aprendizagem, por todos que possuírem responsabilidades pela estrutura, organização, administração e manutenção do Ensino Superior no Brasil, de setores de prestação de serviços de atendimento a alunos universitários com dificuldades de aprendizagem ou demandas específicas relacionadas à inclusão socioeducativa.

Precisamos suprir nossos jovens universitários com instrumentais semelhantes aos recebidos por seus colegas em instituições de ensino superior, as quais compartilham o reconhecimento internacional pela qualidade de seus formandos e pesquisadores.

4. REFERÊNCIAS

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[1] Possui graduação em Curso de Pedagogia com Administração Escolar pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itararé (2003) e graduação em Licenciatura Plena em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itapetininga (1996). Atualmente é e professor ensino médio/técnico do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Tem especialização na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa e Psicopedagogia.

Enviado: Junho, 2020.

Aprovado: Julho, 2020.

Possui graduação em Curso de Pedagogia com Administração Escolar pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itararé (2003) e graduação em Licenciatura Plena em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itapetininga (1996). Atualmente é e professor ensino médio/técnico do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Tem especialização na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa e Psicopedagogia.

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