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A Corresponsabilidade Entre Os Docentes Da Escola De Ensino Integral Na Rede Pública

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A Corresponsabilidade Entre Os Docentes Da Escola De Ensino Integral Na Rede Pública
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 SANTOS, Edielma Moreira [1], ROMANO, Rosana Schwansee [2]

 SANTOS, Edielma Moreira, ROMANO, Rosana Schwansee. A corresponsabilidade entre os docentes da escola de ensino integral na rede pública. Revista Cientifica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 03, pp. 48-77, Agosto 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este projeto visa contribuir com o Ensino em Educação à medida que busca responder algumas questões norteadoras sobre a corresponsabilidade entre os docentes da escola de período integral, na sua importância para o desenvolvimento do Programa de Ensino Integral, contribuindo com reflexões para todos os envolvidos na educação, tanto das escolas que aderiram ao Programa quanto às escolas regulares. Como ponto de partida, a pesquisa será realizada na EE Prof. Luiz Galhardo, da rede pública do Estado de São Paulo, Diretoria de Ensino Campinas Oeste, na cidade de Campinas/SP, que atua em no Programa de Ensino Integral, desde 2016. Do total de professores da unidade de ensino, cinco responderam ao questionário específico para sua função, mas, também respondendo ao questionário segundo sua função. Nessa pesquisa foram discutidos temas relacionados ao trabalho em equipe, práticas pedagógicas, relações interpessoais e observações e/ou acompanhamento das reuniões de alinhamentos horizontal e vertical.

Palavras Chave: Programa de Ensino Integral, Corresponsabilidade, Práticas Coletivas

Contents

1. INTRODUÇÃO

A necessidade de se compreender as relações existentes entre os envolvidos nas escolas que aderiram ao Programa de Ensino Integral é essencial para que a equipe possa ter uma visão de fora da sua importância nesse processo, além de possibilitar à sociedade mais detalhamento das engrenagens do Programa. Sendo assim, fez-se necessário desenvolver uma pesquisa que pudesse mensurar significativamente o desenvolvimento do trabalho coletivo em prol da qualidade da educação. O Programa de Ensino Integral foi estruturado pelas políticas públicas do Estado de São Paulo em 2011 como uma das ações do Programa Educação Compromisso de São Paulo, instituído pelo Decreto nº 57.571. (SÃO PAULO, 2013)

Pouco se sabia dos desdobramentos, articulações, estratégias e relações que vem sendo desenvolvidas pela melhoria dos resultados educacionais e de que forma esses possam ser replicados para outras unidades de ensino, promovendo a melhoria da compreensão das engrenagens do Programa. Após análise das principais ações realizadas pelos professores, do seu envolvimento para que os Princípios, Premissas, Valores, Missão e Visão de Futuro estejam articulados conforme o Plano de Ação do Programa e o Plano de Ação Escolar em consonância com os demais instrumentos de gestão pode se afirmar que as metas têm sido alcançadas. A pesquisa foi realizada na “EE Profº Luiz Galhardo”, unidade escolar da rede pública, localizada em Campinas/SP, no início do segundo semestre do ano letivo de 2017.  A unidade aderiu ao Programa de Ensino Integral no ano 2016, em regime de dedicação exclusiva, em Regime de Dedicação Plena Integral (RDPI), sob direção da Sra. Yacy Sávio de Oliveira. E, para tanto, é importante entender as ações que vêm sendo desenvolvidas pela equipe, das parcerias em prol da melhoria da qualidade de ensino.

A pesquisa foi de caráter qualitativa, sendo composta por observações de alguns alinhamentos horizontal e vertical, acompanhamento do replanejamento escolar, conversas individuais e coletivas; e da aplicação de questionários, sendo que esses são distintos, para as duas funções: professor coordenador de área e professor coordenador geral. Foram analisados 6 (seis) questionários, um modelo constituído de 6 perguntas que foram respondidos por cinco professoras auxiliares e um outro constituído de 7 (sete) questões para a professora coordenadora geral. Em conjunto esses instrumentos fundamentaram a minha argumentação quanto a importância do trabalho em equipe, além de contribuir como reflexão para outras unidades de ensino, e pesquisadores da educação.

1. PROMOÇÃO EFETIVA DO CURRÍCULO

 Para que a escola seja organizadora da cultura é necessário que esteja atenta a atuação dos seus professores e do envolvimento dos mesmos na construção do Projeto Pedagógico, da releitura do Currículo, análise e reflexão do Plano de Aula, além do acompanhamento das transformações que a educação vem sofrendo para que melhor compreenda o mundo, e consequentemente possa contribuir com a formação de cidadãos, autônomos, críticos e solidários.

Segundo Hernandez, “(…) pode-se ir construindo o conhecimento na Escola, pelo diálogo pedagógico, de debates, ações e intercâmbios no espaço escolar, não necessariamente na aula, e fora dela (…)”. (1998, p. 31)

A Escola deve promover as mudanças necessárias para que a educação esteja organizada, em seu espaço, tempo escolar, e no investimento da formação contínua do corpo docente, para que estes construam relações corresponsáveis que promovam práticas acadêmicas significativas voltadas para o ensino e aprendizagem de qualidade. Tais competências são necessárias em todas as unidades de ensino, mas vem se destacando nas escolas que aderiram ao Modelo de Ensino Integral, cujo Currículo é integrado pelo entrelaçamento das disciplinas do Currículo da Base Comum subsidiada pelas disciplinas da Parte Diversificada.

Há muito tempo tem-se discutido questões referentes à renovação da Educação, pois a mesma ainda guarda vestígios de um sistema tradicional. Segundo Hernandez (1998) a compreensão do mundo se faz quando se tem conhecimento do acesso à informação, analisá-la e interpretá-la. Nisso se fundamenta o Modelo Pedagógico do Programa de Ensino Integral que através dos projetos desenvolvidos visam orientar os alunos à busca contínua do conhecimento, a excelência acadêmica, ao Protagonismo Juvenil, ao desenvolvimento de habilidades que os levem ao planejamento do seu Projeto de Vida.

O objetivo do Programa de Ensino Integral é formar jovens protagonistas, solidários, autônomos e competentes, e para isso a escola deve oferecer qualidade de ensino, que proporcione competências primordiais para o desenvolvimento do seu Projeto de Vida. Portanto é fundamental a articulação da Base Nacional Comum mais a Parte Diversificada. (SEE-SP/2011).

Para validar essa articulação a escola desenvolve um trabalho democrático, garantindo a socialização entre as três áreas de ensino (Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, Linguagens e Códigos), alunos, funcionários e equipe gestora. “(…) Será a partir do trabalho coletivo de permanente reflexão, estudo das práticas escolares que será possível criar alternativas viáveis aos aspectos limitadores da prática atual”. (ESTEBAN, 2008, p.73)

Uma vez que a discussão como estratégia promove a vinculação de todos na construção da educação de excelência, em consonância aos Princípios do Programa: Educação Interdimensional, Os Quatro Pilares da Educação, Pedagogia da Presença e Protagonismo Juvenil.

Nos momentos formativos, como o ATPCG, ocorrem reflexões sobre o Currículo e a importância de integrá-lo ao Modelo Pedagógico do Programa. Ressaltando que a aprendizagem é entre professor-aluno, em que todos aprendem, e para isso o ensino deve ser globalizado, dentro de uma sequência didática, a fim de trabalharem as habilidades necessárias para que possam realizar, ou seja, que os alunos se envolvem com os conteúdos, sejam sensibilizados e para tal êxito é importante que  relacionem os conceitos curriculares com o cotidiano, com as informações prévias e, a partir dessas possam ser contextualizadas  os conteúdos, formulados problematização e assim os alunos poderão levantar hipóteses, que nortearão ao alcance de alguns resultados.

Esse momento de formação é importante para que todos possam posicionar se frente ao aprendizado do aluno e este está diretamente relacionado com a qualidade de ensino, formação dos professores, contínua capacitação, consequentemente envolvendo o professor como mediador do conhecimento e ressaltando sua função social. Para Hernández (1998, p. 12):

“(…) transgredir a visão da educação escolar baseada nos “conteúdos”, apresentados como “objetos” estáveis e universais e não como realidades socialmente construídas que por sua vez, reconstroem-se nos intercâmbios de culturas que têm lugar na sala de aula”.

O currículo escolar é estruturado por disciplinas e estas atreladas aos conteúdos, estes são fragmentados e muitas vezes não oferecem conhecimentos contextualizados, dentro de uma situação problema que instigue aos mesmos buscarem respostas, esclarecimento necessário para que possam interpretar e estabelecerem relações. Portanto, houve um “clamor à sensibilização dos profissionais à atentarem para as mudanças da educação, para a construção de uma educação cidadã, corresponsável com seus pares, com seus alunos, com a sociedade.

Sendo assim, os profissionais buscam parcerias dentro da sua própria área e, também com as outras para a elaboração de práticas, projetos e atividades interdisciplinares, contextualizadas objetivando a formação de jovens autônomos, solidários e críticos. Esses momentos são essenciais para a elaboração, reflexão, ajustes das estratégias que visam a obtenção dos resultados. Esses alinhamentos acontecem não somente nos ATPC’s e ATPCG’s como, também nos horários de estudo, alinhamentos horizontais. Podendo ser averiguado o comprometimento, defasagem, comportamento dos alunos, dentro de uma mesma turma e/ou das demais. Esses alinhamentos têm oportunizado análise das estratégias e ações que têm gerado resultados positivos.

Também favorece a elaboração de atividades relacionadas ao nivelamento de Português e Matemática baseada nos resultados das AAPs.  As estratégias são formuladas a partir da análise das AAPs segundo orientação da PCG em consonância com as PCA’s. Sendo analisada e discutidas em reuniões com o corpo docente e gestão.

Cabendo aos professores das disciplinas Português e Matemática das suas respectivas salas mapearem suas turmas, segundo as devolutivas das AAP’s a fim de proporem atividades que busquem melhoria dos resultados, conforme orientação da PCG e das PCA’s das áreas. Ao passo que todos os demais professores auxiliam os professores das disciplinas de Matemática e Português. Esse auxílio ocorre tanto nas aulas de Orientação de Estudos, na realização de Projetos, quanto no trabalho interdisciplinar.

Paralelamente ao mapeamento dos alunos, como já mencionado, há o acompanhamento sistemático de todos os professores das disciplinas da Base Comum dos seus alunos, essa análise é resultado da avaliação em processo, que é constituída pelas avaliações bimestrais, observações, atitudes e comportamento. Cada professor faz um levantamento dos seus alunos, nas respectivas turmas que não compreenderam as habilidades requeridas para aquela série/ano. E, a partir desse levantamento devem realizar atividades que contribuam para a melhoria do aprendizado.

Como foi realizado pela Área de Ciências da Natureza e Matemática atividades diferenciadas para alunos numa mesma turma, a fim de sanar as dificuldades dos alunos. Como relatado por professores da área e confirmado pela professora coordenadora geral. Foi feito em todo o Ensino Médio levantamento das turmas, a partir de atividades elaboradas pela professora de Física, que propunha questões dissertativas, que pudesse ser analisado os pontos de dificuldades dos alunos na sua disciplina, e foi observado dificuldades referentes aos conteúdos do Ensino Fundamental, que por algum motivo não compreendam, ou talvez, ou por outros motivos. A partir dessa análise, foi feito foi mapeamento das turmas, e consequentemente agrupamentos condizentes aos graus de dificuldades deles, totalizando três grupos por turma, e elaborados atividades que pudesse trabalhar tais dificuldades.

A partir daí a mesma buscou junto às professoras de Matemática das respectivas salas apoio, para a realização das atividades, havendo um trabalho diferenciado que pudesse contemplar à todos, aos alunos que estavam abaixo do básico, no básico, no adequado, ao passo que permite a recuperação contínua.

A parceria, viabilizou um olhar individualizado para cada discente e a promoção da interdisciplinaridade, almejando a melhoria da aprendizagem e a fim de atingir as metas do Plano de Ação Escolar.

O aluno que não aprende, que não interage, frustra-se, podendo ter comportamentos os mais variados possíveis, como, evadir da escola, não se relacionar, excluir-se do processo de aprendizagem, ficando desestimulado, e podendo ser reprovado, e, ainda tentar chamar a atenção de maneira a tumultuar a aula, o que não é desejado.

Segundo Hernández (1998, p. 32): (…) os problemas para aprender e pensar não são considerados como produto de certas aptidões e de inescrutáveis processos cognitivos, e sim como complexas interações entre personalidades, interesses, contextos sociais e culturais(…).

Sendo assim, os alinhamentos horizontais têm permitido a organização de práticas e/ou projetos que busca a pluralidade, diversidade cultural, inclusão, democracia, autonomia. Atrelado às práticas esta ao Projeto de Vida dos alunos, que atendam à curto, médio e a longo prazo. Uma vez que não se pode pensar em Projeto de Vida sem uma educação de qualidade, sem que os jovens desenvolvam as habilidades para que possam ser autônomos e possam planejar e desenvolver o seu Projeto de Vida.

Nos momentos de alinhamentos entre os docentes da mesma área e das áreas distintas, entre outras coisas, são discutidas e desenvolvidas as Eletivas, disciplina que articula os Princípios e as Premissas do Programa. Nesse semestre está sendo desenvolvida 9 (nove) eletivas, são elas: “Fanfarra: música, educação, disciplina e lazer” , “Um Olhar Científico e Crítico ao Uso do Petróleo” , “Poética e Razão, Polifonia da Alma”, “Desvendando Mistério da Natureza”, “Quero ser Bicho”, “Aprenda Jogando – Learn Playing” , “A História Conta que Antigamente era Assim”, “Calculadora em Ação”, “Campinas, Educação, Cultura & Você!”. As aulas são desenvolvidas semanalmente, respectivamente nas 4ª e 5ª aulas às terças-feiras, seguindo as ementas que são encaminhadas previamente para aprovação dos gestores. Estas eletivas são desdobradas em várias ações, sendo que no final de cada semestre ocorre a culminância das atividades e estas são abertas à comunidade escolar.

Sabe se que o eixo central do Programa é o Projeto de Vida do aluno, cuja coordenação do mesmo compete à Vice. O Projeto de Vida compõe uma das disciplinas da Parte Diversificada, sendo ministradas aulas, seguindo as regulamentações do PPP da tutoria, desenvolvimento do caderno do aluno/professor (tutoria). Cabendo à vice em consonância com a PCG acompanhar as ações pertinentes a essa disciplina, ao passo que orientar à todos o professores a articular as suas atividades em prol do Protagonismo de Vida do Aluno.

Buscam trabalhar valores, cidadania, e aos Quatro Pilares da Educação.  Paralelamente a essas ações é trabalhada juntamente com as ações da Tutoria a importância da aprendizagem, do comprometimento, de objetivos, ações e metas para a obtenção de resultados.

A Vice coordena as ações de tutoria juntos aos demais tutorados, fazendo reuniões semanais, conforme a agenda dos seus pares, além de encaminhar via e-mail documentos norteadores das ações relacionadas ao PPP da Tutoria e pesquisas referentes ao tema. A mesma propõe tutoria coletiva a cada quinzena e/ou mês sem prejuízo do Currículo.  Há também atendimento individualizado, cada professor assisti seus tutelados, a fim de que todos os jovens sejam ouvidos, orientados quanto a sua vida acadêmica e correlacionados.

As reuniões de pais e mestres são realizadas pelos tutores, esses atendem aos responsáveis de seus tutelados, promovendo a participação deles na educação, sua inserção na escola, e na participação e atuação da vida escolar de seus filhos.

Sendo assim a escola promove uma educação Cidadã, em que todos os membros da comunidade escolar estejam articulados ao Modelo de Ensino, e, através das diferenciadas metodologias pedagógicas mobilizam os alunos a alcançarem bons resultados.

As estratégicas educativas têm construído um novo sentido de cidadania, atitudes, valores e mobilizadoras de habilidades e competências que promovam a inserção dos jovens no Mundo do Trabalho. Paralelamente às estratégias há reflexões, parcerias, dinâmicas que viabilizam à Base Comum às Premissas do Programa, como: o Mundo do Trabalho, Práticas de Ciências e Matemática, Preparação Acadêmica, Orientação de Estudos, Protagonismo Juvenil e já mencionados anteriormente o Projeto de Vida e Tutoria. Além das eletivas que visam promover projetos entre professores de áreas diferentes, na maioria das vezes, como viabilização do trabalho interdisciplinar e que seja afim aos Projetos de Vida dos alunos.

O que possibilita aos jovens uma educação globalizada, habilidades e competências que possam inseri-los no Mundo do Trabalho. Para Santos,

(…) conceito de competência profissional, que exige a mobilização, articulação e prática de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções, tão necessárias para que o cidadão trabalhador tenha condições efetivas de oferecer respostas cada vez mais originais e criativas para os desafios do cotidiano…. (SANTOS, 2010, p.11)

Portanto os gestores monitoram essas ações, acompanham e orientam o processo formativo, competindo à diretora garantir que haja corresponsabilidade em sua equipe, e como observado nos dias que acompanhei o trabalho dos profissionais da escola em pauta, pude perceber a postura da mesma como incentivadora, mobilizadora de um ambiente democrático, em que todos têm autonomia, para propor e realizar ações condizentes  com as propostas do Programa. A diretora tem buscado melhoria da estrutura física, frente à sua Diretoria e Ensino e esta na SEE/SP, para que todos tenham condições de desenvolverem um ensino de qualidade.

Para Esteban (2008) é fundamental que a gestão escolar avalie a escola no seu todo, não podendo ser indiferente a nada do que ocorre no âmbito escolar, atentar para todas as suas dimensões. A gestão escolar deve acompanhar, orientar e garantir que as metas determinadas sejam alcançadas, que aja um relacionamento corresponsável, primordial para a realização de uma educação de qualidade.

INTERPRETAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS DAS PROFESSORAS

Para maior clareza e na intenção de compreender a vivência escolar busquei aplicar dois modelos de questionários, um específico para as professoras auxiliares e outro específico para a PCG. Que possibilitou mais flexibilidade nas respostas de cada pesquisado. Do total dos 22 professores que ministram aulas, cinco responderam o questionário.

Para melhor compreensão dos leitores, são feitas as perguntas e posteriormente estão as respostas, por ordem alfabética correspondente ao prenome das pessoas pesquisadas.

“Qual é sua atuação no planejamento, desenvolvimento das ações relacionadas ao Projeto de Vida?”.

Érika, (…) tanto na base nacional comum como na parte diversificada, estamos a desenvolver o que tange os Projetos de Vida dos alunos. Na base nacional comum, busco atrelar as minhas disciplinas temas que podem ser vinculados a diversos Projetos de Vida. (…)

 Izilda, (…) essencial à personalização do ensino. A partir do momento que se tem o conhecimento de quem são os alunos, e quais são os objetivos dos mesmos em sala de aula, meu papel enquanto educadora é de orientá-los a atingir esses objetivos.

Juliana, (…) proporcionar espaços para que os alunos possam expressar seus projetos de vida e busco incentivá-los, relacionando práticas e apontando alternativas para que possam alcançá-lo.

Michele, (…) é orientar meus tutorados/alunos no caminho coerente para a conquista de seus projetos de vida, no caso cobrar a excelência acadêmica.

Regina, (…), buscamos sempre conhecer o Projeto de Vida do aluno ou suas aptidões. (…) a praticar os 4 pilares (ser, fazer, conhecer, conviver). Trabalhamos também com a conservação e valorização dos espaços e também dos funcionários,(…).

Analisando as respostas das professoras é possível compreender que as mesmas buscam sensibilizar seus alunos quanto ao seu Projeto de Vida, buscando um melhor estreitamento nas relações pessoais atrelado à valorização da aprendizagem. A professora Érika ressaltou a importância das disciplinas da parte diversificada ao falar, “(…), é claro que na parte diversificada esse processo se torna mais perceptível, visto que em muitos aspectos trabalhamos diretamente com o que o aluno propõe como projeto de vida para si. (…)”.

Na análise discursiva da resposta da professora Izilda é evidenciado a importância de se conhecer melhor os alunos, o que subentende a importância de buscar conhece-lo melhor, atentando para suas emoções, crenças, perspectivas. A professora Juliana busca o desenvolvimento de práticas que esteja relacionadas com o Projeto de Vida dos alunos.

A Michele ressalta a importância da excelência acadêmica para que os alunos com pré-requisitos do sucesso do Projeto de Vida, citou que, “(…) caminho coerente para a conquista de seus projetos de vida, no caso cobrar a excelência acadêmica”.

A análise discursiva da professora Regina articula o Projeto de Vida dos seus alunos à valores, princípios, para que estes norteiem na sua formação.  Como descreve num dos trechos da sua resposta, “(…) a praticar os 4 pilares (ser, fazer, conhecer, conviver). Trabalhamos também com a conservação e valorização dos espaços e também dos funcionários, pois estão relacionadas com a construção cidadã que é importante para a vivência em qualquer lugar – seja na escola, em casa trabalho no futuro. (…)”

“Qual a relevância dos alinhamentos horizontais e verticais? Como ocorre?”.

Érika, o alinhamento nos permite ter uma percepção maior do todo, principalmente no alinhamento horizontal, que está atrelado com o trabalho dos outros professores, tanto das disciplinas da base nacional comum, como da diversificada(…)

Izilda, (…) muito importantes no que condiz ao resultado alcançando através de suas aplicações. O alinhamento horizontal, consiste em verificar e consequentemente avaliar a evolução dos alunos, durante um determinado período estabelecido. Dentro dessa análise destaca-se a evoluções e involuções observadas. É a partir dessa análise que se avalia as dificuldades, defasagens, qualidades e habilidades dos alunos, podendo definir de maneira bastante clara o perfil de cada um(…)

Juliana, os alinhamentos são fundamentais para uma boa organização escolar. Ocorre conforme a necessidade surge, ou seja, sempre que necessário, (…).

Michele, horizontais acontecem todos em conversas com os colegas de trabalho. Feito em conversas informais, trocando experiências. (…).

Regina, é importante para que a escola funcione em harmonia e que as metas sejam atingidas. (…).

Analisando as palavras da professora Érika, o alinhamento é importante, para ela o alinhamento horizontal possibilita a promoção do trabalho entre os professores, assim ser possível a elaboração de atividades interdisciplinares e articulações da Base Comum com a Parte Diversificada, ao passo que compreende que os alinhamentos verticais permite uma compreensão do todo, isso fica evidente na fala: “Já o alinhamento vertical, vejo como um alinhamento mais técnico, pois está diretamente relacionado ao nosso contato com a gestão, vejo o mesmo como um facilitador do processo político pedagógico da escola, o que torna esse alinhamento essencial”.

A professora Izilda ao mencionar que, “Em contrapartida, a análise vertical, ocupa-se em avaliar a estrutura, ou seja, sendo um processo comparativo, permitindo que de forma mais efetiva, se conheça as alterações e variantes envolvidas no alinhamento horizontal, já descrito”, também entende que o alinhamento vertical visa ao todo, mas ainda que o entrecruzamento dos alinhamentos verticais e horizontais são imprescindíveis para análise das ações e metodologias determinantes para o alcance dos objetivos.

Na fala da professora Juliana fica evidente pela mesma a necessidade do alinhamento horizontal e doa alinhamentos verticais em ATPCA’s, ATPCG’s, além dos Vice e Diretora.

A Michele diferenciou os alinhamentos, não discursando muito sobre como acontece. Leitura similar foi feita pela da professora Regina.

“Quais práticas e/ou projetos evidencia uma Educação Interdimensional?”

Érika, (…) buscam por isso, além disso, pensar a construção das Eletivas é já um processo de desenvolvimento desse modelo de Educação, mas diria que outro fator importante está atrelado a Tutoria, que visa trabalhar a criança e o jovem em três perspectivas(…), ….

Izilda, (…) tem por função incorporar atitudes e posturas que leve o aluno a exercer uma influência construtiva, criativa, curiosa e solidária, buscando ampliar os conhecimentos, (…).

Juliana, o respeito, a diversidade e a tolerância são fundamentos que trabalho em todas as minhas salas de aula, … possam refletir sobre o mundo em que estão inseridos.  Em março, trabalhei junto com a professora Michele o Dia Internacional da Mulher. Neste terceiro bimestre, promovi entre os alunos seminários (…).

Michele, (…) trabalho o aluno como um todo; unindo sentimentos, corporeidade, razão. (…).

Regina, (…) humano tem várias dimensões: cognitiva, afetiva, espiritual e corporeidade. (…) enxergar, analisar e preparar atividades que façam com que o ser humano tenha um desenvolvimento holístico (…).

Nas análises discursivas dos professores verifica-se que as mesmas entendem que o aluno é um Ser completo, que deve ser visto em todas as suas dimensões, desde a atenção ao aprendizado quanto a valorização das suas emoções, valores. A professora Érika acrescenta o papel da Eletiva nesse processo como também da tutoria. Na análise discursiva da Juliana mostra sua atenção a trabalhar conceitos como respeito, tolerância, entre outros, voltados para formação cidadã. A professora Izilda acena para a incorporação de atitudes que culminem construtivamente na busca de conhecimentos. Na análise discursiva da professora Michele ressaltou uma educação articulada com os diversos saberes, como conhecimento do corpo, sensações, razão. Análise similar foi feita pela professora Regina.

A Educação Interdimensional vê aluno, como sujeito ativo, cognoscente. Seus sentimentos, crença, cultura, conhecimento prévio deve ser valorizado e conectado aos saberes científicos. Sendo, portanto, uma educação que promova a inclusão e que as diferenças sejam vistas como enriquecedoras na construção de novos conhecimentos. A função do educador não é mais aquela de mediar apenas o conhecimento, mas o de organizador do conhecimento, tendo a responsabilidade de contribuir na formação cidadã dos jovens.

“Quais as principais contribuições da Corresponsabilidade no processo do ensino aprendizagem? Como essas relações acontecem? Em quais momentos?”. As professoras apresentaram as seguintes respostas:

Érika, (…) mostrar para o aluno que as disciplinas não estão dispares uma da outra, mas pelo contrário elas se convergem. São diversas atividades que são construídas em conjunto pelos professores e mesmo atividades criadas por área que permite uma maior interação dos alunos (…).

Izilda, (…) a educar criando um ambiente educacional onde gestores e educadores sintam-se estimulados para colocar em pratica os conhecimentos.(…) implica na cooperação entre profissionais e no envolvimento dos mesmos no projeto escolar, pensando na aprendizagem processual dos alunos.(…).

Juliana, (…) Portanto, é importante que todos tenhamos consciência disso e que possamos colaborar de maneira mais intensa, seja em nossas aulas, seja nos momentos de tutoria, (…).

Michele, (…) na troca de boas práticas fornecendo conhecimento na atuação entre os pares. Elas acontecem desde troca de informações nos horários de estudos (…).

Regina, é importante para que a escola funcione em harmonia e que as metas sejam atingidas. (…) Sempre visando a melhoria na convivência e no aprendizado.

Pela análise discursiva das respostas das professoras percebe-se que elas buscam parcerias com outros professores de disciplinas diversas para promoverem atividades interdisciplinares, criativas e estas possibilitam maior interação com os alunos. A professora Izilda acrescentou a boa relação entre os gestores, o que subentende que elas proporcionam um ambiente humanizado e igualitário, ainda ressaltou que as parcerias são importantes não apenas para as propostas que acontecem em salas de aulas, mas como fora dela, fora dos muros da escola. A Juliana expressou a relevância de que todos precisam estar atentos a essa importância.  A professora Michele pontuou que muitas vezes essas trocas de experiências, parcerias acontecem nos horários de estudos. Não muito diferente das demais a Regina ressaltou a importâncias das vivências, para ao alcance das metas, além de ressaltar os momentos de alinhamentos.

Sendo a Corresponsabilidade umas das Premissas importantíssimas para o alcance das metas. O que implica no envolvimento de todos na construção da melhoria da qualidade da aprendizagem e do alcance dos resultados.

O Modelo de Gestão do Ensino Integral deve garantir o desenvolvimento das atividades, ações, práticas e vivências pedagógicas na escola e estas são alinhadas aos Princípios, Premissas, Missão e Visão de Futuro. (SEE/SP-2017)

“Tendo em vista atingir os resultados propostos no Plano de Ação Escolar, para a construção das ações que conduza ao alcance dos resultados, quais são as principais parcerias e articulações interdisciplinares  têm sido desenvolvida por você (professores)?”

Érika, (…) parcerias em  Orientação de Estudo, vejo que há uma necessidade em compartilhar estratégias com tais disciplinas para alcançar os índices que estão presentes no Plano de Ação Escolar.

Izilda, as principais parcerias são com os meus pares (os demais professores e colaboradores da escola), com base na Educação Interdimensional, práticas Inter e multidisciplinares, (…).

Juliana, procuro trabalhar próxima aos professores de língua portuguesa e matemática pois além de serem fundamentais para o alcance das metas, são disciplinas que eu necessito que estejam muito claras aos meus alunos para que eu possa desenvolver meu próprio conteúdo. (…).

Michele, além da parceria na eletiva, estou montando uma parceria com a Prof. Elaine Prado para os 8º anos sobre pirâmide alimentar. Outro projeto que está em processo é com a professora Érika (…).

Regina, os professores buscam parcerias conforme as dificuldades que os alunos precisam vencer. Há também temas interdisciplinares que procuramos trabalhar com os alunos independente das disciplinas (…).

A professora Erika mencionou o trabalho que vem realizando na disciplina de orientação de estudos, baseadas nos indicadores do Plano de Ação. Izilda busca parcerias com outros professores, para interdisciplinaridade correspondente com o Currículo, em consonância com a Educação Interdimensional. Na análise discursiva da Juliana, observa a atenção em especial com as disciplinas de Português e Matemática, relacionada com as devolutivas externas, porém ressaltou a importância do trabalho interdisciplinar. Na análise da resposta da Michele ela discorre a cerca das parcerias com outros e que há necessidades quanto a manifestação e alguma dificuldade apresentada pelos alunos ela busca parcerias, além de ressaltar a importância da interdisciplinaridade e de valores.

Deve se a escola a função social de promoção da cidadania e na preparação dos jovens para o trabalho (SANTOS, 2010). Essa proposta está embutida no Modelo de Ensino Integral que vem sido desenvolvida na escola em questão.

Visto que os educadores devem participar da construção do Projeto Vida, sendo presente, auxiliando os alunos no seu planejamento ao passo que deve conceitos primordiais, como atitudes e valores. Ainda mais que os alunos têm acesso a muitas informações, devido ao avanço da tecnologia, das demandas sociais, políticas e econômicas. E, consequentemente promove a inclusão social ou reduz as desigualdades existentes, e, assim possibilita o seu ingresso no mercado de trabalho.

A qualidade da educação, segundo Santos (2010, p. 76 apud Ferratti, 1996, p. 126),

(…) a educação é definida coo de qualidade num sentido amplo quando é capaz de satisfazer as chamadas necessidades básicas de aprendizagem, um conceito na Conferência Mundial sobre Educação para Todos e (…) que se refere aos conhecimentos, capacidades, atitudes e valores necessários para que as pessoas sobrevivam, melhorem sua qualidade de vida e continuem a aprender (…).

Já verificado que a educação não pode ser restrita a conteúdos, mas acompanhar as transformações sociais, e portanto deve ser atrelada a uma educação que promova efetivamente a qualidades de todos esses valores e excelência acadêmica. Diante disso busquei analisar algumas das práticas realizadas por esses professores que esteja correlaciona com a Educação Interdimensional, sendo que esta é um dos princípios do Programa de Ensino Integral.

2.1.2  Interpretação do Questionário da Professora Coordenadora Geral

Analisando as respostas da  PCG referente ao questionário discursivo constituído de 7 (sete) questões. Primeira pergunta: “Conforme previsto no Programa de Ensino Integral, os profissionais participam do processo de formação contínua os quais serão mensurados pelo processo de avaliação de desempenho (360º). Qual a relevância desse processo avaliativo? Como é realizada a devolutiva?”

PCG, (…), são devolvidas a todos os profissionais as notas de cada competência e com base nas duas que tiveram um desempenho mais baixo é que desenvolverão seu …  (PIAF). Este documento é um dos componentes relevantes para o processe da Avaliação de Desempenho, … , elementos utilizados no processo de calibragem, o qual pode ajustar nota resultante de cada profissional gerada pelo sistema após o processo da avaliação na qual todos são avaliados pelos alunos e por seus pares, sendo este ajuste até um ponto para mais ou para menos. (…) é de extrema importância que nesse Programa,.., que cada profissional busque seu aprimoramento e aperfeiçoamento através de um processo formativo oferecido pela escola por meio do ATPCG e ATPCA´s, bem como em outros momentos previstos no calendário anual  escolar como o planejamento e replanejamento,…. (…) deve interessa-se por cursos oferecidos pela Secretaria bem como buscar outras oportunidades de crescimento (…).  (…) para que de fato no coletivo possa-se atingir a excelência em gestão e excelência acadêmica, fazendo com que a escola avance e progrida ….

Refletindo as palavras da PCG a avaliação 360º só agrega valores e propõe estratégias para a equipe busque aprimoramento e a devida apropriação do Modelo de Ensino Integral. Avaliação esse que permite a participação democraticamente da comunidade escolar: alunos, professores, gestores; além de permitir que toda comunidade esteja envolvida nessa mudança de Modelo de Ensino, em que todos aprendem. Conforme relatado todos os avaliados recebem devolutivas quanto ao seu trabalho, empenho, além de ter feedback quanto as suas fragilidades. E a partir dessas possa ser conduzido a realização de estudos que visem ao seu aprimoramento individual. Elaborando um Plano Individual de Aperfeiçoamento (PIAF), tendo como apoio o Mapa de Competências do Programa de Ensino Integral proposto pela SEE/SP.

Fazendo analise discursiva da segunda pergunta, “Como ocorre essas orientações por segmento: professor coordenador geral – professor coordenador de área, professor coordenador de área- professor auxiliar da área, e, entre as áreas?”

A PCG colocou o seguinte, ao término do final do ano letivo cabe ao PCG coletar todos os dados anuais para a compilação dos indicadores tais como: percentual de aprovação, aprovação pelo conselho, retenção, alunos transferidos, alunos evadidos, disciplinas com maiores fragilidades, gerando assim um reflexo do processo de ensino e de aprendizagem e do fluxo da escola. Externamente os resultados são devolvidos à unidade escolar pela Secretaria da Educação através da avaliação externa da rede que é o SARESP. (…). Em reunião semanal com as PCA´s eu busco coletar as informações do andamento de cada área (…). As PCA´s para me fazerem essas entregas precisam estar afinadas com os professores de suas áreas  …. Entretanto, todo esse processo ainda apresenta fragilidades na equipe, … , (…) ainda temos o profissional pensando e agindo de forma fragmentada, (…). Então mudar esse comportamento e essa cultura de forma a atender com mais precisão às competências que movem o Programa….

O desenvolvimento do PIAF é orientado pelas PCA’s de cada área em conformidade com o alinhamento das mesmas com a PCG. O que implica a necessidade de unidade, dos alinhamentos. Tanto que há  semanalmente reunião entre a PCG e as PCA’s, sendo este um alinhamento vertical. Momento de discussão sobre as ações que têm sido realizadas pelos professores das respectivas áreas para que aja ajustes à tempo, caso necessário, para o alcance dos resultados do Plano de Ação da Escola.

O Plano de Ação relaciona-se a várias variáveis, entre elas: percentual de aprovação, aprovação pelo conselho, retenção, alunos transferidos, alunos evadidos, disciplinas com maiores fragilidades, gerando assim um reflexo do processo de ensino e de aprendizagem e do fluxo da escola, sendo preciso  maior sensibilização e engajamento dos profissionais para que aja efetivação de todas as ações.                                      

A terceira pergunta, “Qual é a importância do instrumento de gestão, PDCA, no processo de planejamento para os docentes?                                                             

Pelas palavras da PCG, (…) Ela é uma bússola que orienta o trabalho do docente, e está estruturada de forma que todas ações de fato sejam planejadas, aplicadas, corrigidas em tempo real e como final do ciclo, (…), que se detecte um crescimento do ponto de partida ao ponto de chegada. (…), ela possibilita, mais uma vez, o aprimoramento, …, de se ver de fora de sua prática e de promover os ajustes sendo este também um exercício formativo. (…) a fim de sanar suas fragilidades e norteá-los a (…) (PIAF).  E esse está correlacionado ao Mapa de Competências ….

Fica evidente que as informações do PDCA que são estruturadas as ações de cada professor, ao passo que permite a correção de estratégias em tempo real, garantido assim a integração do Currículo e a concretização das metas.

O PDCA é um dos instrumentos de Gestão, contribui para melhoria contínua das práticas pedagógicas que se desenvolvem nas escolas. Propõe a equipe caminho seguro e eficaz para que os processos de ensino e aprendizagem se desenvolvam de modo sustentável, propondo reflexões à cerca das metas e de como alcança-las. (SEE/SP-2011).

A quarta pergunta refere-se à eletiva, sendo ela: “As Disciplinas Eletivas são elaboradas e desenvolvidas pelos professores, entre áreas diferentes (na maioria das vezes). Como é construída essa parceria, sua importância, contribuição para o Programa?  Como ela é desenvolvida?”.

PCG, (…) deve ser projetada por dois professores ou mais de disciplinas diferentes, …, levando (…), …. As parcerias são construídas de forma democrática e (…) e validá-los junto à Direção da escola e…. O objetivo da disciplina eletiva é subsidiar o Projeto de Vida dos alunos, (…) e também apoiar as Disciplinas da Base Nacional Comum, ….

Percebe na citação da  Elisangela que a disciplina Eletiva possibilita a socialização entre professores e alunos, contempla os Princípios do Programa e ressalta a essencialidade da coerência dos seus professores, porque esta endossa a importância das parcerias, da unidade como já detalhado acima, ao falar sobre as práticas e/ou projetos realizados em 2017. Destacando o processo de formação de professores para que possam exercerem um ensino de qualidade e a participação de todos na organização da aprendizagem.

Segundo Feldman (2009), a busca pela superação da escola tradicional não é nova, é de competência dos docentes oferecer uma educação contemporânea, o que leva a participação o aluno à participar do processo de educação.

A quinta questão respondida pela PCG, “Qual é o principal Foco da escola? Quais ações são realizadas para atingir a esses resultados?”

PCG, (…) é o Projeto de Vida de cada aluno, …. (…) ele precisa da aquisição do conhecimento (…). (…) : um processo de ensino e de aprendizagem de qualidade. E …, temos o processo de tutoria, que deve ser de foco acadêmico, (…) tutor deve orientar o aluno (…) e consequentemente para seu Projeto de Vida.

Analisando a resposta da PCG está evidente que a proposta visa contemplar a formação do aluno em todas as suas dimensões, pessoal, profissional e acadêmica, o que envolve ao seu Projeto de Vida, sendo esse o eixo principal do Programa. Para tanto os profissionais devem estar articulados, conscientes, capacitados para oferecer aos alunos um ensino de qualidade para o alcance da excelência acadêmica. Exigindo que aja corresponsabilidade por parte de toda equipe formadora, para que consigam estar presentes nos momentos de construção de vida dos alunos. Sendo a corresponsabilidade uma das principais engrenagens para que aja um ensino de qualidade.

e que há necessidades quanto a manifestação e alguma dificuldade apresentada pelos alunos ela busca parcerias, além de ressaltar a importância da interdisciplinaridade e de valores.

Deve se a escola a função social de promoção da cidadania e na preparação dos jovens para o trabalho (SANTOS, 2010). Essa proposta está embutida no Modelo de Ensino Integral que vem sido desenvolvida na escola em questão.

Visto que os educadores devem participar da construção do Projeto Vida, sendo presente, auxiliando os alunos no seu planejamento ao passo que deve conceitos primordiais, como atitudes e valores. Ainda mais que os alunos têm acesso a muitas informações, devido ao avanço da tecnologia, das demandas sociais, políticas e econômicas. E, consequentemente promove a inclusão social ou reduz as desigualdades existentes, e, assim possibilita o seu ingresso no mercado de trabalho.

A qualidade da educação, segundo Santos (2010, p. 76 apud Ferratti, 1996, p. 126),

(…) a educação é definida como de qualidade num sentido amplo quando é capaz de satisfazer as chamadas necessidades básicas de aprendizagem, um conceito na Conferência Mundial sobre Educação para Todos e (…) que se refere aos conhecimentos, capacidades, atitudes e valores necessários para que as pessoas sobrevivam, melhorem sua qualidade de vida e continuem a aprender (…).

Constituindo a sexta pergunta do questionário aplicado à PCG, a seguinte questão: “As premissas do Programa de Ensino Integral: Protagonismo, Formação Continuada, Corresponsabilidade, Excelência em Gestão e Replicabilidade devem ser articuladas ao modelo de gestão. Como é evidenciada a construção desse Modelo de Ensino?”

O que gerou na seguinte resposta, a evidência estará de fato comprovada através dos indicadores quando estes  refletirem uma evolução da gestão, dos docentes e (…). O PEI requer uma gestão de monitoramento e resultados, (…).

De acordo com a PCG é evidenciado o êxito do desenvolvimento das ações realizadas pela equipe da escola pelos resultados alcançados nas avaliações externas, ao passo que dá respaldo à evolução dos gestores e docentes. Ainda, ressalva que a escola é monitorada pela Secretaria de Educação/SP.

As metas estabelecidas no Plano de Ação Escolar conforme o IDESP de 2016 foi contemplado com sucesso, uma vez que os dois segmentos (EF II e EM) da escola atingiram aos resultados esperados, tanto nas disciplinas de Português e de Matemática. E, isso foi socializado no replanejamento que aconteceu na unidade de ensino nos dias 31/08 e 01/09. O êxito motivou a equipe e possibilitou alguns considerações pertinentes para que as metas de 2017 sejam alcançadas.

A sétima  pergunta feita à PCG, “Quais práticas e/ou projetos têm sido desenvolvidos no segundo semestre de 2017?”

Análise do seu discurso da PCG, (…) essas amarras estão concentradas nas Disciplinas Eletivas, uma vez que outras ações já foram realizadas no primeiro semestre (…), (…) o cumprimento do Currículo, do calendário escolar da avaliação externa SARESP é que não faríamos ações nesse sentido. (…), (…), e se não cuidamos da nossa formação (…), se não trabalhamos o aprender a conhecer e fazer, (…), se não trabalhos em nós o aprender a ser e a conviver,…, da consciência do todo e não de elementos fragmentados (…).

Analisando a fala da coordenadora pude compreender que a Eletiva possibilita a promoção efetiva das estratégias que se relacionam com o Currículo, respeitando o calendário escolar, além de promover a construção e trabalhos interdisciplinares, com rara exceção, como mencionado, …. Essa disciplina promove a articulação de várias estratégias, principalmente por possibilitar várias formas de aprendizado. Também ressaltou a importância da formação dos professores e do saber aprender a aprender.

Na visão de Cortella (2015), o trabalho está intrinsicamente relacionado à qualidade oferecida pela empresa. Um trabalho saudável e que ofereça resultados. O trabalho é uma atividade  transformadora, o que evidência a serenidade das palavras da coordenadora quanto à formação dos professores, as parcerias, o aprender a aprender, e a harmonização do Currículo com as necessidades individuais e coletivas.

1. REPLANEJAMENTO ESCOLAR

 A identidade da escola deve ser construída com base nos Princípios do Modelo Pedagógico, com as premissas do Modelo de Gestão articulados à Missão, Valores e à Visão de Futuro do programa de Ensino Integral (SEE/SP-2011).

Sendo de responsabilidade da gestão (escolar, pedagógica e de sala de aula) planejar ações, metas, práticas e projetos que proporcionem a integração do Modelo pedagógico e o Modelo de Gestão. Nisso consiste a mobilização dos profissionais, do coletivo, da unidade.

Visto que a identidade da escola é construída coletivamente, o planejamento das atividades envolve todos os responsáveis pela implementação das ações previstas no Plano de Ação Escolar. (SEE/SP-2011). Como já mencionado anteriormente as metas são elaboradas com base nos resultados externos, em acordo com a comunidade escolar.

As metas estabelecidas no Plano de Ação Escolar conforme o IDESP de 2016 foi contemplado com sucesso, uma vez que os dois segmentos (EF II e EM) da escola atingiram aos resultados esperados, tanto nas disciplinas de Português e de Matemática. E, isso foi socializado no replanejamento que aconteceu na unidade de ensino nos dias 31/08 e 01/09. O êxito motivou a equipe e possibilitou algumas considerações pertinentes para que as metas de 2017 sejam alcançadas.

A PCG focou na importância das áreas, e de como elas devem ser vivenciadas para que construam dinâmicas e promovam o desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos. Ressaltando a relevância da contextualização. Para que não restasse dúvida quanto o entrelaçamento das disciplinas foi proposto uma dinâmica entre os professores e as PCA’s. Os primeiros foram agrupados por área e as segundas entre elas. Os professores tiveram que preparar uma atividade que mostrasse a importância da sua área, esses apresentaram as dinâmicas primeiros; posteriormente as 3 (três) PCA’as apresentaram a sua atividade mostrando como as três áreas se relacionavam, a relevância das três. Particularmente, achei bem reflexivo e motivador.

Contudo, orientou aos professores quanto o significado da autoridade, sua capacidade de influenciar os outros, de sua responsabilidade consigo, com os outros, com o mundo, ao passo que deve favores a autonomia dos jovens.

Orientou quanto aos ajustes necessários para evitar a evasão de alunos, a repetência entre outros. Alertando para o Idesp, uma vez que são diferentes para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Para tanto deve se cumprir o Currículo, propor ações de nivelamento e que essas possam diminuir a defasagem entre os alunos, porém essas articulações devem estar embasado no Modelo de Ensino Integral.

Foram dias construtivos, reflexivos que promoveram a socialização de algumas das atividades de todas as áreas, contemplando atividades de nivelamento e interdisciplinares. A escola busca difundir o Programa, suas práticas e projetos através do Facebook oficial da escola, Pei Luiz Galhardo, possibilitando que todos tenham acesso à escola.

Nota se a importância de uma gestão coesa que promova interrelação entre o Modelo de Gestão, Modelo de Ensino, Gestão de Desempenho e Formação do Programa do Ensino Integral. Nesse contexto a gestão pedagógica com o apoio da direção deve garantir a organização da escola, e assim aprimorar as ações da escola, expandir e aperfeiçoar a política de Ensino Integral, mobilizar os alunos e a sociedade em torno do processo de ensino e aprendizagem, entre outros. A gestão pedagógica deve garantir e acompanhar a formação dos seus professores e a qualidade de ensino-aprendizagem. (SEEE/SP-2011).

1.CONSIDERAÇÕES

 Pode se afirmar que somente é possível construir uma educação de qualidade, formativa, cidadã se todos os profissionais da educação, da escola, estiverem engajados, comprometidos e envolvidos a participaram ativamente na construção da “Escola Ideal”, na qual todos os jovens compreendem de fato o que é ser solidário, democrático e crítico para que significativamente sejam os Protagonistas do processo evolutivo da sua aprendizagem, e, consequentemente desenvolverão a  autonomia.

A autônima articulada aos saberes científicos, formais, em consonância com os valores éticos comporão o alicerce para o planejamento, desenvolvimento e realização do Projeto de Vida do Aluno, ao passo que serão capazes de compreenderem  as mudanças sociais, econômicas, culturais e tecnológicas que estão ocorrendo no Mundo. O que implicará numa melhor capacitação  que possibilite sua para que consigam ser inseridos no mercado de trabalho.

E, nisso se destaca o trabalho da equipe escolar da EE Luiz Galhardo (PEI), apesar de ter aderido a pouco tempo ao Programa de Ensino Integral tem conseguido avanços significativos na aprendizagem dos seus alunos, evidenciando a relevância das suas ações, estratégias e metodologias. Tendo alcançado os índices do idesp de 2016 e, a partir dos desdobramentos dos indicadores do Plano de Ação do ano de 2016 atrelados aos indicadores em processo pode-se ser feito contínuo monitoramento das ações, possibilitando em tempo real ajustes para que aja cada vez mais melhoria do ensino e da aprendizagem. Ao passo que a professora coordenadora geral de acordo com os três professores coordenadoras de áreas propõem ações formativas entre seus pares para que possam acompanhar as muitas variáveis relacionadas à qualidade de ensino.

Outro fator essencial para o sucesso escolar é o fato dos profissionais otimizarem   os momentos de estudos e de formação (ATPCG’s e ATPCA’s) para discutirem sobre o processo de ensino e aprendizagem, o que é condizente com a Corresponsabilidade, uma vez que esta é uma das Premissas do Programa.

Observou-se que a equipe escolar está atenta à comunidade, aos responsáveis pela educação, e, busca conhecer cada um dos seus alunos, suas dificuldades, seu Projeto de Vida, sua rotina de estudo, olhando o discente mais de perto, realizando a Pedagogia da Presença e outras ações.

Os professores realizam aulas diversificadas, promovendo os Protagonismos Sênior e Juvenil, correspondendo a uma Educação Contemporânea, articulada  com as reais necessidades. Ao passo que propõe o entrelace amente das disciplinas da Parte Diversificada com a Base Comum, possibilitando a transdisciplinaridade, a diversidade cultural, a inclusão, a tolerância e ao respeito, à cidadania.

Outro avanço significativo é o trabalho de nivelamento que tem sido realizado pelas professoras da Base Nacional  Comum,  em parcerias com as disciplinas da Parte Diversificadas, fundamentada na avaliação em processo. Uma vez que não há sala homogênea, e tão somente com ações eficazes, humanizadas, poder-se-á construir uma formação sólida, no sentido de construtiva. Evitando a evasão escolar, a retenção, a exclusão.

E, os alinhamentos que são realizados são enriquecedores para a melhoria da educação, proporcionam trocas de experiências, parcerias e reajustes para que as metas sejam alcançadas, e a cada ano aja aumento significativo dos indicadores de resultados. Avaliação essa que possibilita avaliar o nível de proficiências dos alunos, contribuindo como análise para a avaliação das estratégias que vem sendo desenvolvidas.

De fato não basta conhecer diversas metodologias/estratégias, é preciso ter educadores comprometidos com mesma, com sua capacitação e atentos às  mudanças que estão acontecendo. Tendo em vista que o conhecimento não é algo imutável.

Atentar para valorização do professor, da qualidade do seu trabalho, da sua formação e da Corresponsabilidade entre a equipe é primordial para que possibilite renovação da esperança, da autoestima, de práticas e e/ou projetos geradores da pesquisa e do saber. Portanto, os gestores devem estar garantir a qualidade de trabalho dos docentes, favorecer momentos de construção, discussão e parcerias a fim de que todos sejam pelos mesmos objetivos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 ESTEBAN, Maria Teresa. Escola, currículo e avaliação.  São Paulo, 2008. 3.ed- (Série cultura, memória e currículo; v. 5).

CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 24 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

HERNÁNDEZ, Fernandez. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Fernando Hernandez; trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

FELDMANN, Marina Graziela. Formação de professores e escola na contemporaneidade. São Paulo.  Editora: Senac São Paulo: 2009.

MARTINS JUNIOR, Joaquim. Como escrever trabalhos de conclusão de curso: instruções para planejar e montar, desenvolver, concluir, redigir e apresentar trabalhos monográficos e artigos. 9. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Vol. 4. Brasília, 1997.

MOREIRA, A. M. Aprendizagem Significativa. Editora Unb. Brasília. 1999

SANTOS, Jurandir dos. Educação Profissional& práticas de avaliação. São Paulo: Editora Senac; São Paulo, 2010.

MOURA, Marilene Rosa Leandro. O Trabalho Docente nas Escolas de Ensino Integral do Estado de São Paulo: Novas Competências?. Disponível em: <file:///C:/Users/Edielma/Downloads/44-307-1-PB.pdf> Acesso em: 14 de agosto de 2017.

SÃO PAULO (Estado). Diretrizes do Programa Ensino Integral: Escola de Tempo Integral. São Paulo: SEE, 2013. Disponível em<http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/342.pdf>. Acesso em: 10 agosto de 2017.

ANEXOS

Esses Questionários visam à Compreensão da Corresponsabilidade na Escola de Ensino Integral – Escola de Tempo Integral tendo como Referência a EE Profº. Luiz Galhardo no Ano Letivo de 2017.

A ética fundamental para pôr em prática o Paradigma do Desenvolvimento Humano é a corresponsabilidade. (COSTA, 2008).

Questionário para Professor Auxiliar

Professor (a): Erika Neves de Lima Mariguela

Professor (a): Izilda Fernandes Menegaldo

Professor (a): Juliana de Oliveira Rodrigues

Professor (a): Michele Garavelo

Professor (a): Regina Piunt

2. Qual é sua atuação no planejamento, desenvolvimento das ações relacionadas ao Projeto de Vida?

Resp.: Acredito que em diversas propostas trabalhadas, tanto na base nacional comum como na parte diversificada, estamos a desenvolver o que tange os Projetos de Vida dos alunos. Na base nacional comum, busco atrelar as minhas disciplinas temas que podem ser vinculados a diversos Projetos de Vida. Agora, é claro que na parte diversificada esse processo se torna mais perceptível, visto que em muitos aspectos trabalhamos diretamente com o que o aluno propõe como projeto de vida para si. Muitas vezes ao pensar uma atividade nas disciplinas da base nacional comum e na diversificada, quais são os projetos de vida dos alunos integrantes a esta atividade.

Resp.: Trabalhar com “projetos de vida” dentro da escola é um elemento essencial à personalização do ensino.  A partir do momento que se tem o conhecimento de quem são os alunos, e quais são os objetivos dos mesmos em sala de aula, meu papel enquanto educadora é de orientá-los a atingir esses objetivos.

Resp.: Procuro em minhas aulas, proporcionar espaços para que os alunos possam expressar seus projetos de vida e busco incentivá-los, relacionando práticas e apontando alternativas para que possam alcançá-lo.

Resp.: Minha atuação é orientar meus tutorados/alunos no caminho coerente para a conquista de seus projetos de vida, no caso cobrar a excelência acadêmica.

Resp.: Ao preparar as aulas, buscamos sempre conhecer o Projeto de Vida do aluno ou suas aptidões.

Ao mesmo tempo, buscamos incentivá-lo a praticar os 4 pilares (ser, fazer, conhecer, conviver). Trabalhamos também com a conservação e valorização dos espaços e também dos funcionários, pois estão relacionadas com a construção cidadã que é importante para a vivência em qualquer lugar – seja na escola, em casa trabalho no futuro. Assim, fica claro a corresponsabilidade na prática de nossa profissão e na formação do aluno que queremos: responsável, autônomo, solidário e competente.

Qual a relevância dos alinhamentos horizontais e verticais? Como ocorre?

Resp.: O alinhamento nos permite ter uma percepção maior do todo, principalmente no alinhamento horizontal, que está atrelado com o trabalho dos outros professores, tanto das disciplinas da base nacional comum, como da diversificada. Esse alinhamento pode ocorrer em atividades propostas na escola ou ainda no dia, no contato com os colegas, diria inclusive que é neste contato que passamos a construir projetos interdisciplinares. Já o alinhamento vertical, vejo como um alinhamento mais técnico, pois está diretamente relacionado ao nosso contato com a gestão, vejo o mesmo como um facilitador do processo político pedagógico da escola, o que torna esse alinhamento essencial. Ele pode ser observado principalmente nos ATPCs ou ainda em reuniões de planejamento e replanejamento, mas é possível também ser vivenciado no contato diário com a coordenação, que está sempre aberta a nos ouvir.

Resp.: Alinhamentos verticais e horizontais, condizem a termos metodológicos embasados na avaliação do desempenho educacional. Resumindo, são técnicas simples de aplicação e muito importantes no que condiz ao resultado alcançando através de suas aplicações. O alinhamento horizontal, consiste em verificar e consequentemente avaliar a evolução dos alunos, durante um determinado período estabelecido. Dentro dessa análise destaca-se a evoluções e involuções observadas. É a partir dessa análise que se avalia as dificuldades, defasagens, qualidades e habilidades dos alunos, podendo definir de maneira bastante clara o perfil de cada um. Em contrapartida, a análise vertical, ocupa-se em avaliar a estrutura, ou seja, sendo um processo comparativo, permitindo que de forma mais efetiva, se conheça as alterações e variantes envolvidas no alinhamento horizontal, já descrito. Dessa forma, é imprescindível o cruzamento de informações aplicadas nas duas metodologias, pois ambas ocorrem de forma complementares.

Resp.: Os alinhamentos são fundamentais para uma boa organização escolar. Ocorre conforme a necessidade surge, ou seja, sempre que necessário, sendo o horizontal entre pares (ex: professor – professor, PCA-PCA) e o vertical obedecendo a hierarquia (ex: PCA-Professor, Diretor-PCG, etc).

Resp.: Horizontais acontecem todos em conversas com os colegas de trabalho. Feito em conversas informais, trocando experiências. Verticais acontecem semanalmente nos ATPCs e nos horários de atendimento PCA e PCG em orientam o melhor caminho.

Resp.: É importante para que a escola funcione em harmonia e que as metas sejam atingidas.

Assim, os alinhamentos horizontais acontecem entre professores e coordenadores da área. Os alinhamentos verticais ocorrem da direção para os outros funcionários (Coordenador Geral, Coordenadores de Área, Professores, Alunos, Funcionários).

Sempre visando a melhoria na convivência e no aprendizado.

3. Quais práticas e/ou projetos evidencia uma Educação Interdimensional?

Resp.: Nossa!!! Diversas, as atividades propostas aos alunos durante o ano buscam por isso, além disso, pensar a construção das Eletivas é já um processo de desenvolvimento desse modelo de Educação, mas diria que outro fator importante está atrelado a Tutoria, que visa trabalhar a criança e o jovem em três perspectivas (acadêmica, pessoal e profissional), onde se busca com isso, educar esse jovem para o mundo, enquanto um indivíduo e também um ser social.

Resp.: As práticas ou projetos que evidenciam a Educação Interdimensional na minha atuação como educadora, tem por função incorporar atitudes e posturas que leve o aluno a exercer uma influência construtiva, criativa, curiosa e solidária, buscando ampliar os conhecimentos, trabalhar autoestima, autoconfiança, possibilitando o aprimoramento de competências dentro e fora da sala de aula como relações interpessoais, exercitando a cidadania, sendo esses pilares fundamentais para a construção do seu projeto pessoal de vida. Assim, a minha prática como professora e educadora pedagógica implica no compartilhamento e doação de tempo, experiência, informação e dedicação, que deve ser reforçada diariamente.

Resp.: O respeito, a diversidade e a tolerância são fundamentos que trabalho em todas as minhas salas de aula, pois acho importantíssimo para que possamos de fato formar seres críticos e que possam refletir sobre o mundo em que estão inseridos.  Em março, trabalhei junto com a professora Michele o Dia Internacional da Mulher. Neste terceiro bimestre, promovi entre os alunos seminários onde deveriam tratar sobre os mais variados tipos de preconceito, dentro da temática Demografia. Além disso, os próprios alunos costumam trazer temáticas atuais para a discussão em sala, o que aumenta o espaço para a promoção da Educação Interdimensional.

Resp.: Práticas e projetos que trabalham o aluno como um todo; unindo sentimentos, corporeidade, razão. Essas atividades podem ser descritas como intervenções, aula invertidas e produções artísticas. Este tipo de trabalho transformar o aluno em autor.

Resp.: É importante para que a escola funcione em harmonia e que as metas sejam atingidas. Assim, os alinhamentos horizontais acontecem entre professores e coordenadores da área. Os alinhamentos verticais ocorrem da direção para os outros funcionários (Coordenador Geral, Coordenadores de Área, Professores, Alunos, Funcionários). Sempre visando a melhoria na convivência e no aprendizado.

4. Quais as principais contribuições da Corresponsabilidade no processo do ensino aprendizagem? Como essas relações acontecem? Em quais momentos?

Resp.: Principalmente o desenvolvimento do trabalho em equipe, mas mais do que tudo também mostrar para o aluno que as disciplinas não estão dispares uma da outra, mas pelo contrário elas se convergem. São diversas atividades que são construídas em conjunto pelos professores e mesmo atividades criadas por área que permite uma maior interação dos alunos. E claramente a própria Eletiva tem por objetivo essa perspectiva.

Resp.: As principais contribuições da Corresponsabilidade no processo do ensino de aprendizagem dizem respeito a educar criando um ambiente educacional onde gestores e educadores sintam-se estimulados para colocar em pratica os conhecimentos. Dessa forma a Corresponsabilidade implica na cooperação entre profissionais e no envolvimento dos mesmos no projeto escolar, pensando na aprendizagem processual dos alunos. Essas relações de cooperação e de corresponsabilidade devem acontecer dentro e fora da sala de aula. Nas tarefas aplicadas diariamente, e também nas atividades extracurriculares dos alunos.

Resp.: Todos somos responsáveis pelo o processo de aprendizagem de nossos alunos. Portanto, é importante que todos tenhamos consciência disso e que possamos colaborar de maneira mais intensa, seja em nossas aulas, seja nos momentos de tutoria, visando o objetivo comum a todos, que é a excelência acadêmica.

Resp.: A corresponsabilidade apoia na troca de boas práticas fornecendo conhecimento na atuação entre os pares. Elas acontecem desde troca de informações nos horários de estudos até nas informações nos horários de estudo até na elaboração de projetos em conjunto.

Resp.: É importante para que a escola funcione em harmonia e que as metas sejam atingidas.

Assim, os alinhamentos horizontais acontecem entre professores e coordenadores da área. Os alinhamentos verticais ocorrem da direção para os outros funcionários (Coordenador Geral, Coordenadores de Área, Professores, Alunos, Funcionários). Sempre visando a melhoria na convivência e no aprendizado.

5. Quais práticas e/ou projetos evidencia uma Educação Interdimensional?

Resp.: Nossa!!! Diversas, as atividades propostas aos alunos durante o ano buscam por isso, além disso, pensar a construção das Eletivas é já um processo de desenvolvimento desse modelo de Educação, mas diria que outro fator importante está atrelado a Tutoria, que visa trabalhar a criança e o jovem em três perspectivas (acadêmica, pessoal e profissional), onde se busca com isso, educar esse jovem para o mundo, enquanto um indivíduo e também um ser social.

Resp.: As práticas ou projetos que evidenciam a Educação Interdimensional na minha atuação como educadora, tem por função incorporar atitudes e posturas que leve o aluno a exercer uma influência construtiva, criativa, curiosa e solidária, buscando ampliar os conhecimentos, trabalhar autoestima, autoconfiança, possibilitando o aprimoramento de competências dentro e fora da sala de aula como relações interpessoais, exercitando a cidadania, sendo esses pilares fundamentais para a construção do seu projeto pessoal de vida. Assim, a minha prática como professora e educadora pedagógica implica no compartilhamento e doação de tempo, experiência, informação e dedicação, que deve ser reforçada diariamente.

Resp.: O respeito, a diversidade e a tolerância são fundamentos que trabalho em todas as minhas salas de aula, pois acho importantíssimo para que possamos de fato formar seres críticos e que possam refletir sobre o mundo em que estão inseridos.  Em março, trabalhei junto com a professora Michele o Dia Internacional da Mulher. Neste terceiro bimestre, promovi entre os alunos seminários onde deveriam tratar sobre os mais variados tipos de preconceito, dentro da temática Demografia. Além disso, os próprios alunos costumam trazer temáticas atuais para a discussão em sala, o que aumenta o espaço para a promoção da Educação Interdimensional.

Resp.: Práticas e projetos que trabalham o aluno como um todo; unindo sentimentos, corporeidade, razão. Essas atividades podem ser descritas como intervenções, aula invertidas e produções artísticas. Este tipo de trabalho transformar o aluno em autor.

Resp.: A Educação Interdimensional (Antonio Carlos Gomes da Costa), propõe que o ser humano tem várias dimensões: cognitiva, afetiva, espiritual e corporeidade. Entendo, portanto, que devemos enxergar, analisar e preparar atividades que façam com que o ser humano tenha um desenvolvimento holístico e não apenas baseado no aprendizado escolar. O aprendizado vai além da prática disciplinar entre os muros da escola. É preciso que o aluno desenvolva outras qualidades para poder aprender, apreender e utilizar em sua vida.

6.Tendo em vista atingir os resultados propostos no Plano de Ação Escolar, visando alcançar os resultados, quais são as principais parcerias, articulações interdisciplinares têm sido desenvolvida por você?

Resp.: Principalmente tenho buscado parcerias em Orientação de Estudo, vejo que há uma necessidade em compartilhar estratégias com tais disciplinas para alcançar os índices que estão presentes no Plano de Ação Escolar.

Resp.: As principais parcerias são com os meus pares (os demais professores e colaboradores da escola), com base na Educação Interdimensional, práticas Inter e multidisciplinares, respeitando o Currículo da Base Nacional Comum, a parte diversificada incluindo atividades complementares, tendo sempre como referência os Quatro Pilares da Educação, a Pedagogia da Presença e o Protagonismo Juvenil.

Resp.: Procuro trabalhar próxima aos professores de língua portuguesa e matemática pois além de serem fundamentais para o alcance das metas, são disciplinas que eu necessito que estejam muito claras aos meus alunos para que eu possa desenvolver meu próprio conteúdo. Também tenho planos de trabalhar com a disciplina de ciências nos 6ºs anos, já que nossos conteúdos se complementam, a fim de intensificar o aprendizado.

Resp.: Além da parceria na eletiva, estou montando uma parceria com a Prof. Elaine Prado para os 8º anos sobre pirâmide alimentar. Outro projeto que está em processo é com a professora Érika sobre inteligência artificial para o 3ºano.

Resp.: Os professores buscam parcerias conforme as dificuldades que os alunos precisam vencer. Há também temas interdisciplinares que procuramos trabalhar com os alunos independente das disciplinas como: meio ambiente, participação coletiva na escola, na comunidade.

Questionário para Professor Coordenador Geral

 Professora Coordenadora Geral: Elisângela Pereira Barreto

7. Conforme previsto no Programa de Ensino Integral, os profissionais participam do processo de formação contínua os quais serão mensurados pelo processo de avaliação de desempenho (360º). Qual a relevância desse processo avaliativo? Como é realizada a devolutiva?

Resp.: Quando a Unidade Escolar recebe o convite da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para vincular-se ao Programa de Ensino Integral, a proposta é apresentada ao Conselho de Escola, composto por todos os segmentos da comunidade escolar e esses votam pela adesão ou não. Caso a adesão seja aceita, como no caso da escola em pauta, a função de diretor e de professor, independente do credenciamento para processo seletivo, têm prioridade no primeiro ano de exercício do PEI. As duas únicas funções que não têm prioridade é a de Professor Coordenador Geral (PCG) e a de Vice-Diretor. Para essas duas funções são chamados os três primeiros colocados mediante o processo seletivo, composto por uma prova escrita e entrevista pessoal. Entretanto, mesmo com a prioridade, os demais profissionais também passam pela prova escrita e entrevista, e mesmo o resultado sendo insatisfatório é direito adquirido que permaneçam no primeiro ano. Mas desse processo, de acordo com as competências exigidas pelo Programa, são devolvidas a todos os profissionais as notas de cada competência e com base nas duas que tiveram um desempenho mais baixo é que desenvolverão seu Plano Individual de Aprimoramento Profissional (PIAF). Este documento é um dos componentes relevantes para o processe da Avaliação de Desempenho, somado este ao cumprimento do Programa de Ação e a assiduidade, elementos utilizados no processo de calibragem, o qual pode ajustar nota resultante de cada profissional gerada pelo sistema após o processo da avaliação na qual todos são avaliados pelos alunos e por seus pares, sendo este ajuste até um ponto para mais ou para menos. Este é o final de um processo que não é de caráter punitivo mas sim formativo, por isso é de extrema importância que nesse Programa, com base em seus valores, premissas, princípios e meta estipulada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo de em 2030 ser esta rede reconhecida internacionalmente como uma das 25 melhores no processo educacional, que cada profissional busque seu aprimoramento e aperfeiçoamento através de um processo formativo oferecido pela escola por meio do ATPCG e ATPCA´s, bem como em outros momentos previstos no calendário anual  escolar como o planejamento e replanejamento, além das horas de cumprimento na própria unidade escolar destinadas a estudo,  que fazem parte da jornada diária semanal de todo profissional de  40 horas semanais e no Regime de Dedicação Exclusiva, sendo pago um percentual salarial para esse fim. Além disso, o profissional deve interessa-se por cursos oferecidos pela Secretaria bem como buscar outras oportunidades de crescimento para que, atenda, nesse processo de avaliação de desempenho uma evolução nas competências exigidas pelo PEI, entre elas a Corresponsabilidade. Dessa forma ESTUDAR é o principal verbo do cotidiano de todos os profissionais, independente da função, que fazem parte do Programa de Ensino Integral, para que de fato no coletivo possa-se atingir a excelência em gestão e excelência acadêmica, fazendo com que a escola avance e progrida em seu processo de ensino e aprendizagem e que isso se reflita tanto nos resultados internos quanto nos externos e que possam ser comprovados por meio dos indicadores.

8. Como ocorre essas orientações por segmento: professor coordenador geral  professor coordenador de área, professor coordenador de área- professor auxiliar da área, e, entre as áreas?

Resp.: Ao término do final do ano letivo cabe ao PCG coletar todos os dados anuais para a compilação dos indicadores tais como: percentual de aprovação, aprovação pelo conselho, retenção, alunos transferidos, alunos evadidos, disciplinas com maiores fragilidades, gerando assim um reflexo do processo de ensino e de aprendizagem e do fluxo da escola. Externamente os resultados são devolvidos à unidade escolar pela Secretaria da Educação através da avaliação externa da rede que é o SARESP.

Todos esses dados são apresentados a toda a equipe escolar no ano subsequente nos primeiros dias letivos, para que a partir deles elabore-se o Plano de Ação da Escola, contemplando quais serão as metas e ações para atingi-las, bem como cada profissional também utilizará essas informações para elaborar seu Programa de Ação, pois é de responsabilidade e corresponsabilidade de todos promover ações ou apoia-las para que os resultados sejam atingidos.

Essas orientações ocorrem em reuniões coletivas, entretanto para que haja um monitoramento efetivo das ações propostas ou da necessidade de ações corretivas durante o ano, é que existem os alinhamentos tanto verticais como horizontais.

Em reunião semanal com as PCA´s eu busco coletar as informações do andamento de cada área e sobre a conexão entre elas e cobro a entrega das informações para que eu possa nortear o trabalho.

As PCA´s para me fazerem essas entregas precisam estar afinadas com os professores de suas áreas e entre si e os professores para que possam de fato exercer a corresponsabilidade precisam estar alinhados na horizontal.

Entretanto, todo esse processo ainda apresenta fragilidades na equipe, pois ainda, em algumas situações ainda temos o profissional pensando e agindo de forma fragmentada, apenas preocupado com o seu trabalho, de acordo com o molde no qual trabalhou por anos. Então mudar esse comportamento e essa cultura de forma a atender com mais precisão às competências que movem o Programa ainda é um desafio que vai além de um trabalho formativo, mas sim de cada um promover mudanças de dentro para fora e criar uma outra concepção escolar.                                                                  

9. Qual é a importância do instrumento de gestão, PDCA, no processo de planejamento para os docentes?

Resp.: O PDCA (Planejar, Fazer, Corrigir e Agir) é uma metodologia, entre tantas que embasam o trabalho do docente e da gestão no Programa de Ensino Integral. Ela é uma bússola que orienta o trabalho do docente, e está estruturada de forma que todas ações de fato sejam planejadas, aplicadas, corrigidas em tempo real e como final do ciclo, pois a metodologia cria esse movimento circular que de fato o resultado apareça de forma positiva, que se detecte um crescimento do ponto de partida ao ponto de chegada. Além disso, ela possibilita, mais uma vez, o aprimoramento, pois cada profissional tem a possibilidade de se ver em sua prática, de se ver de fora de sua prática e de promover os ajustes sendo este também um exercício formativo.

10. As Disciplinas Eletivas são elaboradas e desenvolvidas pelos professores, entre áreas diferentes (na maioria das vezes). Como é construída essa parceria, sua importância, contribuição para o Programa? Como ela é desenvolvida?

Resp.: De acordo com os documentos orientadores a disciplina eletiva deve ser projetada por dois professores ou mais de disciplinas diferentes, embora tanto em 2016 como em 2017, levando em consideração a relevância de alguns projetos, abri algumas concessões para professores da mesma disciplina trabalharem e parceria, assim como devido a dificuldades de relacionamento de um determinado profissional, no primeiro semestre de 2017 este trabalhou individualmente.

Essa disciplina é semestral e seus resultados em relação a nota e frequência farão parte do Histórico Escolar do aluno.

As parcerias são construídas de forma democrática e há um prazo que os professores me encaminhem as ementas dos projetos para que eu possa apresenta-los e validá-los junto à Direção da escola e devolver para que sigam com o trabalho.

O objetivo da disciplina eletiva é subsidiar o Projeto de Vida dos alunos, proporcionando alguns projetos que os aproximem de determinados universos e também apoiar as Disciplinas da Base Nacional Comum, pois as aulas devem trabalhar com esses conteúdos, competências e habilidades de forma contextualizada, fazendo com que, muitas vezes, os alunos compreendam ou aprendam através de uma outra linguagem, com outros recursos, com uma ótica mais prática da aplicabilidade de um determinado conhecimento e todo esse processo faz com que no caminho inverso ele também passe a ver e se relacionar de uma forma mais próxima das disciplinas da Base Nacional Comum, uma vez que algumas barreiras são quebradas ou desmistificadas, além de propiciar ao aluno seu protagonismo juvenil, sua autonomia e consequente sua confiança em si mesmo.

11. Qual é o principal Foco da escola? Quais ações são realizadas para atingir a esses resultados?

Resp.: O principal foco de uma escola que pertence ao Programa de Ensino Integral é o Projeto de Vida de cada aluno, que também é uma metodologia do Programa. Entretanto, para que o aluno alcance seu Projeto de Vida ele precisa da aquisição do conhecimento acadêmico e da formação a partir de valores e competências que ele precisará para atender às necessidades da sociedade atual ou futura. Dessa forma, a excelência acadêmica do aluno é de extrema importância e para que isso ocorra precisamos de profissionais competentes, bem preparados, articulados, com visão e compreensão das necessidades do aluno do século XXI, que tenham uma conduta ética e que sejam modelos a serem  seguidos, que se apresentem para seu trabalho atendendo as competências pelas quais serão avaliados e que estejam aptos a fazer a principal entrega do programa: um processo de ensino e de aprendizagem de qualidade. E para apoiar a excelência acadêmica, temos o processo de tutoria, que deve ser de foco acadêmico, processo no qual cada professor tutor deve orientar o aluno para este caminhe para a excelência acadêmica e consequentemente para seu Projeto de Vida.

Também são as disciplinas da Parte Diversificada que irão subsidiar todo esse processo da excelência acadêmica, pois são disciplinas que trabalham a formação do aluno como um todo, como seu protagonismo, o foco em seus objetivos e seu Projeto de Vida, as orientações para uma rotina de estudo mais otimizada e eficaz em Orientação de Estudos, o universo da vida acadêmica e suas exigências em Preparação Acadêmica, o preparo para compreender qual de fato será a profissão escolhida e sobre como ela está ligada à continuidade dos estudos na universidade em Mundo do Trabalho, além da Eletiva já citada anteriormente.

Também são metodologias de apoio a Pedagogia da Presença a Educação Interdimensional e os Quatro Pilares da Educação que devem estar presentes no cotidiano escolar e da sala de aula. Para isso, faz-se de extrema necessidade a corresponsabilidade de toda a equipe escolar, além é evidente das outras competências. Se essas engrenagens não estiverem em perfeita harmonia e com o compasso alinhado, não conseguiremos atingir o principal foco, ou seja, o Projeto de Vida de cada aluno, o que evidenciará alunos indo para as universidades, comprovando assim a qualidade da escola, do Programa e atingindo a meta de 2030.

12. As premissas do Programa de Ensino Integral: Protagonismo, Formação Continuada, Corresponsabilidade, Excelência em Gestão e Replicabilidade devem ser articuladas ao modelo de gestão. Como é evidenciada a construção desse Modelo de Ensino?

Resp.: A evidência estará de fato comprovada através dos indicadores quando estes  refletirem uma evolução da gestão, dos docentes e consequentemente de todo o trabalho que atingirá na ponta os alunos. O PEI requer uma gestão de monitoramento e resultados, uma vez que há um investimento por parte da SEE/SP para tal finalidade.

13. Quais práticas e/ou projetos têm sido desenvolvidos no segundo semestre de 2017?

Resp.: No segundo semestre essas amarras estão concentradas nas Disciplinas Eletivas, uma vez que outras ações já foram realizadas no primeiro semestre e o que ficou acordado com a equipe foi que no segundo, por uma questão de tempo e da preocupação com o cumprimento do Currículo, do calendário escolar da avaliação externa SARESP é que não faríamos ações nesse sentido.

Entretanto, tanto a Educação Interdimensional como os Quatro Pilares da Educação devem estar presentes o  tempo todos na sala de aula e em todos os espaços e situações escolares, inclusive e especialmente por parte dos profissionais, como já citado anteriormente temos que ser “um modelo a ser seguido” pelos alunos e se não cuidamos da nossa formação como um todo nas quatro dimensões, se não trabalhamos o aprender a conhecer e fazer, como ficará nosso processo formativo, de aprimoramento e de melhoria do processo ensino aprendizagem, se não trabalhos em nós o aprender a ser e a conviver, como vamos ter êxito na compreensão do PEI e de suas competências e da importância do trabalho em equipe, da consciência do todo e não de elementos fragmentados  e como vamos preparar o nosso aluno para os desafios e quesitos da sociedade ?

[1] Estudante do Curso de Pós-Graduação em Coordenação Pedagógica; Licenciada em Química pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; Professora da Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo

[2] Professora/Orientadora: Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina; Especialista em Novas Tecnologias em Educação pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software, CITS;Graduada em Artes Plásticas e Desenho pela Universidade Federal do Paraná. Professora Titular da FAEL – Faculdade Educacional da Lapa, como Orientadora e Avaliadora.

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