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Igreja católica: Difusão dos ensinamentos do evangelho por meio das Redes Sociais

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Fernanda Pereira da [1], OLIVEIRA, Bruno Lucas Mendes de [2], HERRERA, Hernán Guitiérez [3]

SILVA, Fernanda Pereira da. OLIVEIRA, Bruno Lucas Mendes de. HERRERA, Hernán Guitiérez. Igreja católica: Difusão dos ensinamentos do evangelho por meio das Redes Sociais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 12, Vol. 09, pp. 48-64. Dezembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/comunicacao/redes-sociais

RESUMO

Esse artigo apresenta como proposta o uso das mídias sociais para a propagação do evangelho. Tendo, portanto, a intensão de explanar e entender o fundamento da criação de estratégias de evangelização a partir de meios eletrônicos. Para compreendermos estes aspectos em sua totalidade, empregamos um conjunto metodológico que nos permitiu entender o contexto comunicacional das redes sociais, sua aplicação prática na igreja católica e a sua repercussão nos fiéis. A Igreja Católica em saída, segue além das fronteiras por meio das tecnologias, e é acompanhada por inúmeros internautas sedentos pelos ensinamentos. Foram retratados, no presente artigo, alguns testemunhos que serão exemplificados a proporção e persuasão dos meios de comunicação para difundir esses ensinamentos evangélicos que se perduram a mais de dois mil e vinte anos. Por fim, compreendeu-se a necessidade de evangelizar para transformar, e também convidar as pessoas a esta nova experiência com a pessoa de Cristo para que tudo se renove, se encha de alegria e crie vida. A alegria nasceu desse encontro, e também de um profundo mover do espírito que é fruto da experiência com o Cristo. Por isso, toda a mensagem do evangelho é fonte de alegria, de vida e de júbilo, pois o evangelho são as palavras do próprio Cristo.

Palavras-Chave: Mídias Sociais, evangelização, evangelho, Igreja Católica, internet.

INTRODUÇÃO

O cristianismo surgiu por volta do ano 30 d.C. e utiliza como princípios os ensinamentos de Jesus de Nazaré. Com mais de 2 bilhões de adeptos é considerada a maior religião no mundo. Dentre as tantas denominações do cristianismo encontra-se a igreja Católica Apostólica Romana, que teve como primeiro líder Simão, que esteve dentre os 12 apóstolos de Jesus Cristo. Liderada pelo papado de Francisco, a igreja católica se atualiza em uma nova forma de difundir os ensinamentos de Jesus Cristo se apropriando das ferramentas de comunicação consolidadas no século XXI.

Se propôs por meio deste artigo a utilização das mídias sociais para a propagação do evangelho. Estes instrumentos de comunicação vêm sendo utilizados intensamente pela igreja para fazer a disseminação do evangelho, devido a que possuem facilidade de acesso e mobilidade, como estratégias nativas, a igreja cristã promove nestas ferramentas a midiatização da evangelização.

Em seu momento, o Papa Bento XVI, já admitiu em um pronunciamento sua aposta sobre redes sociais como espaço para nova evangelização.[4] O próprio pontífice possui uma conta no twitter (@pontifex) com nove idiomas possuindo mais de 51 milhões de seguidores ao redor do mundo[5], o número sobressai a quantidades de fiéis que normalmente estão presentes em seus pronunciamentos na Praça São Pedro, em Roma.

Nesse sentido, observamos como fundamental entendermos os contextos comunicacionais envolvidos nesta estratégia de divulgação via redes sociais, tendo em vista a representatividade que tem o fato da igreja católica, como uma instituição tradicional, criar estratégias de evangelização a partir de meios eletrônicos.

A construção desta linha de raciocínio nos levou a explorar na bibliografia os elementos norteadores das redes sociais e seus contextos comunicacionais. Além disso, repassamos os posicionamentos oficiais do Bispo de Roma com relação ao uso intenso destes meios para a evangelização, compreendemos a proposta intencional de levar um evangelho mais alegre e próximo das pessoas e concluímos com os efeitos que estas medidas têm trazido ao público que segue as mensagens nas plataformas digitais.

Para que pudéssemos compreender estes aspectos em sua totalidade, empregamos um conjunto metodológico que nos permitiu entender o contexto comunicacional das redes sociais, sua aplicação prática na igreja católica e sua repercussão nos fiéis. Neste sentido, utilizamos como metodologia de abordagem a pesquisa indutiva, tendo em vista que a partir de um caso específico conseguimos dimensionar uma realidade maior (MARCONI e LAKATOS, 2003). Quanto aos procedimentos da pesquisa, estabelecemos procedimentos de discussão monográfica, histórica e estruturalista para finalmente contrastar os pressupostos iniciais com análises observacionais com entrevistas e pesquisas bibliográficas a respeito dos processos práticos que a comunidade católica utiliza para a evangelização.

1. MÍDIAS SOCIAIS

Os conceitos midiáticos são ferramentas de interação social. Fundamentam-se a partir do compartilhamento, inserção ou participação no mundo virtual. São criações pessoais ou administrativas existentes nos mais variados formatos. Tais atividades integram a tecnologia, a informação, a interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios.

Andreas Kaplan e Michael Haenlein (2010, p. 61, tradução nossa) definem mídias sociais como “uma forma de aplicações para Internet construídas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos e que permitem a criação e troca de Conteúdo’’.

Os meios de comunicação estão em constante expansão, e é importante compreender a origem de tal desenvolvimento. A intensa interação, marketing, oportunidades profissionais/pessoais e possibilidades de gerar novos negócios foram um dos fatores para se chegar a tal evolução.

Para Kaplan e Haenlein (2010), historicamente, em meados de 1970, essa plataforma se desenvolveu dando partida a criação de fóruns, postagens e compartilhamentos, através de sistemas operacionais como o BBS e Usenet, que após a criação do IRC nos anos 90, perderam credibilidade, devido ao bom desempenho quanto as trocas de mensagem, que a IRC apresentava, sendo essas instantâneas, criando então grandes comunidades e levando à procura de milhares de usuários.

Já o modelo atual de mídias sociais, ou o pioneirismo do processo deste modelo teve aparição por volta de 1995 (classmates, sixdegrees), com o propósito de possibilitar reencontros interativos entre pessoas que se conheciam e a criação e manutenção de grupos oriundos dessas interações.

O usuário comum também pode colaborar para a geração de conteúdo e se fazer mais presente e participativo, perdendo a característica de receptor passivo, para se tornar agente de disseminação de informações através de ferramentas como blogs, chats, fóruns, micro-bloggings, sites de relacionamentos etc. (RUFINO; TABOSA e NUNES, 2010, p. 2)

Em meados dos anos 2000, se deu o grande boom das mídias sociais, o universo midiático amplia sua capacidade colaborativa e interativa. Neste momento já é possível a realização de segmentos: pessoal, profissional, instantâneo, texto, foto, vídeo, entre outros.

Enquanto meio de comunicação, as redes sociais possuem diferentes formatos e aplicações, ganhando assim as diversas classificações. Kietzmann et al. (2011) apresentam um Hexagonal do Universo Midiático que define a diferenciação das mídias sociais pelo seu propósito, sendo estes a identidade, a conversa, o compartilhamento, a presença, os relacionamentos, a reputação e/ou grupos.

As redes sociais representam uma nova tendência de partilhar contatos, informações e conhecimentos, o Facebook é uma das redes sociais mais utilizadas em todo o mundo para interagir socialmente. Esta interação surge essencialmente pelos comentários a perfis, pela participação em grupos de discussão ou pelo uso de aplicações e jogos. É um espaço de encontro, partilha, discussão de ideias e, provavelmente, o mais utilizado entre estudantes universitários. (PATRICIO e GONÇALVES, 2010, p. 594)

Este universo, ainda, conta com recurso nativos introduzidos pela tecnologia da web 2.0, que acrescentou parâmetros de maior autonomia aos usuários da internet. Algumas dessas características são a própria comunicação, o relacionamento com interesses mais específicos em eventos, a multimídia, o entretenimento e as possibilidades colaborativas.

Comunicação: ferramentas comunicativas operacionalizadas pelo usuário, nesta categoria encontram-se os Blogs: Blogger, WordPress, Tumblr; Microblogs: Twitter, Pownce, Snapchat; e as Redes sociais: Orkut, LinkedIn, MySpace, Google+, WhatsApp.

Neste artigo trabalharemos de forma muito mais apuradas as ferramentas usadas com finalidade evangelizadora pela igreja católica, que são duas: o Facebook e o Instagram.

  • Facebook – criada em 2004, é considerada a maior rede social virtual em todo o mundo. Em 2016, atingiu a marca de 2 bilhões de usuários ativos. Fundada por Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto. Com os avanços, tal ferramenta comprou em 2012 o Instagram e em 2014 também adquiriu o
  • Instagram – foi criada por Kevin Systrome Mike Krieger e lançada em outubro de 2010. Já em abril de 2012, o serviço contava com mais de 100 milhões de usuários ativos. Observa-se um rápido avanço de popularização da ferramenta. Tal meio é focado no compartilhamento de fotos e vídeos, além de permitir aplicar filtros digitais e compartilhá-los em uma variedade de serviços.

Eventos: as redes sociais oferecem a possibilidade da Lista Amiga. Um conjunto de seguidores e amigos sobre os quais você tem poder de veto. Cabe, por conseguinte, a cada usuário, admitir ou não, em sua rede social, as pessoas e os temas abordados por elas segundo seu próprio interesse.

Multimídia: conjunto de soluções midiáticas integradas por meio da internet. Em seu meio são inseridas informações em vídeo, áudio, fotografia e texto proporcionando “todas as informações necessárias para a compreensão do conteúdo apresentado no documento.” (TORRES e MAZZONI, 2004, p. 153-154). Devido à sua múltipla apresentação de recursos permite alcançar “usuários com distintas necessidades, estabelece o vínculo entre a usabilidade e a acessibilidade”.

Entretenimento: Uso de recursos e plataformas que geram entretenimento e conectividade no mundo virtual, tais como os Mundos virtuais: Second Life, Imvu; Jogos online: Counter-Strike, League Of Legends, World of Warcraft.

Colaborativas: são as ferramentas que estabelecem critérios de criação de conteúdo colaborativo. Temos nesta categoria as Wikis: Wikipedia; Social bookmarking; os Agregadores de sites: Del.icio.us and StumbleUpon; e as Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6.

1.1 OS CAMINHOS DA MÍDIA SOCIAL: PROFISSIONAL, PESSOAL, EMPRESARIAL E EVANGELIZAÇÃO

Com a crescente adesão de milhões de pessoas, novas ferramentas foram sendo criadas com um funcionamento de prazo curto, como consequência da alta transformação e surgimento de novos meios em constante tecnologia.

As mídias sociais tornaram-se importantíssimas e necessárias, seja, para uso pessoal, quanto profissional, e isto, sem dúvida, também reflete, e é fecundo para a igreja cristã em prol da evangelização e propagação dos ensinamentos do evangelho de Cristo. Ottaviani (2014, p. 364) afirma que “para que uma verdadeira cultura do encontro enriquecida pelas tecnologias digitais e redes sociais possa se estabelecer não podemos nos esquecer do seguinte: quem se comunica se faz próximo”.

E são estes elementos de proximidade que fazem com que neste mundo globalizado seja cada vez mais necessário estarmos conectado. Em todas as esferas esta comunicação é necessária. Por um lado, os empresários querem se aproximar dos consumidores, enquanto pelo outro, as pessoas desejam gerir uma imagem interativa e positiva diante dos contatos com os quais se relaciona. É desses meios de comunicação que atualmente saem as indicações e referências para pesquisa, consumo, credibilidade, e de formação de identidade, tanto pessoais, como empresariais.

Não basta apenas expor novos produtos da empresa ou/e de seus negócios, mas sim, é necessário gerar conteúdos relevantes, e ter uma monitoração, além de criar tendências, com o propósito de atrair, envolver, atingir e fidelizar seu público. A mídia social é um veículo com aberturas a uma grande cadeia de negócios, que requer uma gestão  integrada, atrativa, racional e com potencial para a geração de resultados.

A exemplo disso se percebe o Linkedin que passou a cumprir um papel de não mais estar, mas fazer e ir além.

Atualmente o Linkedin é a maior rede social de profissionais do planeta […] é como se fosse uma grande rede social, mas voltada para negócios, networking, contatos profissionais, oportunidades de trabalho e etc. É por isso que você precisa estar no Linkedin. (TESSMAN, 2015, p. 65)

Avançar para águas mais profundas e entender o quão amplo se tornou o segmento de midiatização, torna necessário entendermos de maneira este poder de conexão pode ser utilizado também para espalhar o Amor, difundir o Bem, viver a partilha e prática dos ensinamentos do evangelho de Cristo. Eis aqui a proposta!

2. MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS – 2020

Todos os anos, em comemoração ao Dia Mundial das Comunicações – 5 de maio, Papa Francisco nos traz ensinamentos como Pastor Maior da Igreja Católica, e fundamentando-se nas Sagradas Escrituras. A temática para o ano de 2020, é tirada do livro do Êxodo, narrativa bíblica fundamental que nos faz ver Deus a intervir na história do seu povo.

A experiência do Êxodo ensina-nos que o conhecimento de Deus se transmite sobretudo contando, de geração em geração, como Ele continua a tornar-Se presente. O Deus da vida comunica-Se, narrando a vida. O próprio Jesus falava de Deus, não com discursos abstratos, mas com as parábolas, breves narrativas tiradas da vida de todos os dias. Aqui a vida faz-se história e depois, para o ouvinte, a história faz-se vida: tal narração entra na vida de quem a escuta e transforma-a. (PAPA FRANCISCO, 2020, Online)

É neste contexto da comunicação, inspirada em Jesus, que o Papa Francisco recorre à história do povo de Israel para fazer uma reflexão consistente sobre o papel que a comunicação tem na vida dos seres humanos “Para que possas contar e fixar na memória. A vida faz-se história” (BÍBLIA, Êxodo 10, 2).

A história de Cristo não é um património do passado; é a nossa história, sempre atual. Mostra-nos que Deus tomou a peito o homem, a nossa carne, a nossa história, a ponto de Se fazer homem, carne e história. E diz-nos também que não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. Na história de cada homem, o Pai revê a história do seu Filho descido à terra. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou. (PAPA FRANCISCO, 2020, Online)

Compreende-se, aqui, a particularidade e vida de cada homem. A singular história de cada um, momento e palavras utilizadas pelo Papa Francisco como meio de evangelização para o mundo inteiro, ao denotar em suas palavras a importância do ser humano, na totalidade e realidade de cada história, e principalmente de levar esperança ao nos trazer e ensinar sobre os ensinamentos de Deus.

Em cada grande história, entra em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos a Escritura, as histórias dos Santos e outros textos que souberam ler a alma do homem e trazer à luz a sua beleza, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando fazemos memória do amor que nos criou e salvou, quando metemos amor nas nossas histórias diárias, quando tecemos de misericórdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos a mudar de página. Já não ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma memória doente que nos aprisiona o coração, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos à própria visão do Narrador. Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crónica dos factos, mudam o sentido e a perspectiva. Narrarmo-nos ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, cosendo as rupturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso! (PAPA FRANCISCO, 2020, Online).

Como bem observa-se no decorrer da leitura de alguns tópicos da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações, é do desejo da Igreja Católica poder difundir, evangelizar, espalhar os ensinamentos do Evangelho de Cristo, também, de forma midiática por meio das redes sociais. Além de ser uma igreja em saída, as mídias sociais também lhe permitem alcançar histórias humanas pelo mundo inteiro. E é com este propósito que seguem nesta linha de evangelização tão importante nos dias de hoje.

2.1 A EVANGELIZAÇÃO NAS MÍDIAS SOCIAIS

Para a igreja, a possibilidade da criação dos meios de comunicação, sem qualquer dúvida, é um engenho feito por mãos humanas, a partir de dons dados por Deus, o Criador de tudo e todas as coisas.

De acordo com a afirmação do papa Pio XII, em 1957, na Encíclica Miranda Prorsus, a identificação da importância dos meios de comunicação, voltando a atenção da santa igreja não é recente. Em que traz um questionamento com relação ao ser cristão e se tornar isento da missão de evangelizar nas redes sociais.

Os meios referidos por Pio XII acima na época eram o rádio, o cinema e a televisão. Contudo a mensagem se adapta ao cenário atual, especialmente se referindo aos principais meios de comunicação como a internet, dando ênfase as redes sociais. Fazendo juízo ao nome, os meios de comunicação são meios, e não a finalidade.  Sendo assim, o olhar da igreja deve voltar-se para aqueles com quem nos interagimos diariamente, e são receptores da nossa mensagem.

De acordo com Papa Francisco, o Cristão tem a missão de, assim como os profetas do antigo testamento, anunciar as boas novas através da sua vivência, ofertando-a a Deus, a fim de que Deus possa ser conhecido e amado. Não com a finalidade de realizar um afastamento de relações presenciais, mas para ser um complemento desta comunicação, em que apresenta um campo sadio e facundo se usado com coerência e responsabilidade.

pelo processo de midiatização, recursos tecnológicos diversos, entre eles as redes sociais, são acionados de forma a favorecer a recepção e a aceitação do discurso. Esse processo tem sido muito utilizado pelos representantes das igrejas de forma a ampliar os espaços de evangelização […] o uso das redes sociais por parte de religiosos favorece o emprego de estratégias singulares que afetam esse esquema e promovem uma aproximação, interação e aparente reversibilidade entre as duas instâncias envolvidas. Isso ajuda a promover não só a visibilidade às igrejas, mas também a manutenção do fiel. Essas estratégias permitem que a prática religiosa não se restrinja ao templo, mas se amplie para a esfera midiática. (MELO, 2015, p. 80)

Uma vez que reconhecemos a criação das redes sociais como algo feito pelo homem advindo do dom dado por Deus, a ideia de estarmos isento dela não é opcional, pois cabe a nós usá-las como um instrumento de evangelização. É reconhecer essa oportunidade, não como uma obrigação, mas como privilégio de poder estar on-line e/ou off-line, promovendo paz a almas e corações sedentos por uma imensa experiência com Deus. Ele conta conosco de modo a estarmos aptos a abrir nosso coração para nos comunicar nas redes sociais e abrir os corações dos homens para Cristo.

2.2 DEZ DICAS PARA EVANGELIZAR NA WEB

Para compreendermos melhor o papel que a igreja tem na missão de evangelizar pelas redes sociais e organizar, de uma forma mais prática, as práticas desta evangelização por meio da tecnologia, separamos dez dicas para evangelizar na Web, desenvolvidas pela equipe de comunicação Lagoinha, que possui expertise nas práticas de divulgação do evangelho na Web.

1- Antes de fazer um post, pense se Jesus o faria em seu lugar.

2- Selecione versículos de fácil entendimento e que podem ser destacados sem que fiquem fora do contexto bíblico. Lembre-se: a Palavra de Deus não pode ser distorcida.

3- Esteja atento às necessidades das pessoas ao seu redor e ao que acontece no mundo. A Igreja precisa responder às demandas de nossa geração com o Evangelho, inclusive nos canais digitais.

4- Fale (escreva) de forma simples. As pessoas precisam entender o que está sendo passado. Evite jargões do “crentês”, como “vaso de honra”, “varão” ou “manto de Neguebe”. Isso pode atrapalhar no evangelismo. Muitas pessoas não costumam estar abertas àquilo que não entendem – a não ser que você explique o que significa, aí pode ajudar.

5- Cuide com carinho das artes e fotos que postar. Lembre-se que menos é mais, e uma mensagem simples atinge mais do que várias misturadas (que ninguém lê).

6- Preste atenção ao português! Erros de grafia e digitação costumam ser muito questionados. Sabemos que isso acontece, então, fique atento para corrigi-los rapidamente.

7- Fale do EVANGELHO. As pessoas estão sedentas da Palavra, e o melhor evangelismo é sempre falar do Evangelho, sem alterações ou “viagens”.

8- Cuidado com as discussões públicas, principalmente sobre temas polêmicos. Caso haja uma necessidade de resposta a uma pergunta que seja sincera, aproveite a ferramenta privada.

9- Cuide bem da sua imagem nas redes sociais. Pense se aquela foto ou mensagem realmente são boas opções para evidenciar a vida de um verdadeiro cristão.

10- Tenha em mente que o cristão sempre pode fazer a diferença onde ele está, seja na web ou fora dela (GALDINO; MOURA, online).

3. EVANGELLI GAUDIUM

A expressão Evangelli Gaudium vem do latim, que significa a alegria do evangelho. Também nome de uma exortação apostólica escrita pelo Papa Francisco, publicada no ano de 2013. Conforme todas as exortações apostólicas, foi escrita após uma reunião sinodal dos bispos Brasil. A encíclica possui cinco capítulos e se divide entre temas como: A transformação missionária da igreja, a crise no compromisso comunitário, a dimensão social da igreja, evangelizadores com o espírito e um capítulo com o próprio nome da encíclica.

Este propósito tem como objetivo falar do anúncio missionário do evangelho e seu relacionamento com a alegria cristã. Além de tantos outros temas, como o ecumenismo, as necessidades de evangelização em todo o lugar, o desejo dos leigos e religiosos em falar dos ensinamentos do evangelho.

Opondo-se a tristeza individualista que o mundo oferece através do consumismo, da busca desordenada por prazeres superficiais e do fechamento dos próprios interesses sem o espaço para o outro, o convite do papa é para que todo ser humano, em toda a situação em que se encontre, possa renovar em si o desejo pela alegria provinda da eternidade. Uma alegria que se vive no meio das pequenas coisas da vida, no cotidiano do dia a dia.

A exortação apostólica Evangellium Gaudium, apresenta todo o itinerário que a igreja Católica prega para todos, uma igreja missionária, uma igreja em saída e que saiba anunciar a boa nova do evangelho com alegria. A “missionariedade” é o grande centro das palavras provindas de Francisco, para que a igreja católica seja impulsionada, em uma nova dinâmica de evangelização, acima de tudo coloca-se uma proximidade com o seu povo.

Uma nova etapa evangelizadora é proposta aos fiéis e aos leitores, tendo como primícias a alegria, também pretende-se indicar os caminhos para o percurso da igreja da data publicada em diante. Também três alicerces são apresentados:

  • A alegria que se renova e comunica

É relembrado no início do documento que todos os crentes no evangelho e nos ensinamentos de Cristo, correm o risco de cair nas tentações. Sendo um risco certo e permanente, vindo de consequência o isolamento e a tristeza, provindo como frutos negativos pessoas ressentidas, queixosas e sem vida. Reconhece então esse risco, percebe-se como uma vida que Deus não escolheu como desígnios para os seus.

Por fim é necessário fazer uma experiência nova com a pessoa de Cristo para que tudo se renove, se encha de alegria, crie vida. À medida que se encontra com a própria alegria, tudo aquilo que é tristeza, morte, desilusão e isolamento perderá a sua força. A alegria nasce desse encontro, um profundo mover do espírito que é fruto da experiência com o Cristo. Por isso, toda a mensagem do evangelho é fonte de alegria, de vida, de júbilo pois o evangelho são palavras do próprio Cristo.

  • A doce reconfortante alegria de evangelizar

O bem tem-se a comunicar, o que é de agrado se expande por si só. Tudo o que se permitiu a essa experiência tem no seu caráter, por consequência, a sensibilidade às necessidades do outro. Uma vez esse bem comunicado ele se espalha a quem queira ouvi-lo. Então o anúncio dessa alegria se torna necessidade do porta-voz. Fala-se do que se está cheio.  Essa alegria proporciona, mesmo aos tímidos, uma nova fecundidade evangelizadora.

  • A nova evangelização para a transmissão da fé

Esse pilar tem como base a Assembleia Geral Ordinária do sínodo dos Bispos, realizada em 2012 com o tema “A nova evangelização para transmissão da fé cristã”. Realiza-se essa evangelização no âmbito pastoral ordinário, animada pelo espírito santo, deve-se incluir os que conservam uma fé católica sincera e intensa.

Depois o âmbito das pessoas batizadas, mas que não vivem as experiências do batismo. Não se sentem pertencentes a igreja e não experimentam sua consolação na fé.

Por último, aqueles que estão essencialmente relacionados a evangelização, os que não conhecem a Jesus Cristo. Todos têm o direito de receber o evangelho e todo cristão tem o dever de anunciar o mesmo evangelho, sem a exclusão e alusão de pessoas. Essa evangelização que não soa como uma obrigação, mas como uma partilha de alegria

4. MISSÃO E EVANGELIZAÇÃO

Desde 1957, com o pontificado de Pio XII a igreja católica fala sobre a importância da evangelização nas redes sociais, nesse tempo trazendo meios de comunicação como a televisão, rádio e o cinema. Até o fim de seu pontificado, Pio XII trouxe para os cristãos que antes mesmo desses meios de comunicação serem ambientes profissionais, eles já eram dons de Deus e, por conseguinte, deveriam ser bem administrados pelos cristãos para que Deus fosse mais conhecido e assim os ensinamentos evangélicos pudessem ser melhor propagados. Por isso deve-se reconhecer os meios de comunicação como propagadores da finalidade última que seria a receptividade do próprio evangelho.

Conforme já era observado por João Paulo II, “Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua comunicação social possa ser ouvida sobre os telhados do mundo”. (João Paulo II, 2001, Online).[6]

Todo e qualquer cristão deve alegrar-se em falar e anunciar o nome de Jesus Cristo. Por isso é de suma importância que se fale dos ensinamentos evangélicos mesmo em seus próprios veículos de comunicação. Traz-se aqui, algumas experiências vividas nesta missão de evangelizar por meio das redes sociais. Para o radialista, Luiz França Neto, a evangelização nas redes sociais acontece em ferramentas pessoais, como o Instagram, YouTube e Facebook.

Reúno cerca 4.000 pessoas por noite para rezar o Terço da Misericórdia. Além das divulgações que faço dos eventos das Comunidades e paróquias que pertencem a Arquidiocese de Manaus. Todo esse conteúdo é feito com a linguagem do Rádio, sem esquecer da dinâmica que a internet pede para uma boa Comunicação com o público. Pois, para mim a Comunicação que evangeliza não é só entretenimento, e sim uma missão. Missão de anunciar a pessoa de Jesus Cristo. (NETO, 2020, informação verbal).[7]

Cleiton Saraiva, leigo e cantor católico, também escreve sobre esta tal importância, significante não só para sua vida, mas também a todas as pessoas.

Nas redes sociais, eu comecei a evangelizar por volta de 2010, quando assumi a missão que Deus me confiou de vir morar em São Paulo para investir na carreira como músico cristão. Hoje, juntando todas as minhas redes sociais, tenho cerca de 250 mil “seguidores”, ao qual eu chamo de intercessores. Hoje eu também uso o humor (cristão) para ajudar os meus intercessores nessa época tão difícil, e me surpreendi com o alcance dos vídeos, e dos relatos de pessoas em depressão que sentiram um consolo com os vídeos. (SARAIVA, 2020, informação verbal).[8]

A Igreja Católica, também na expressão de Nova Evangelização, busca formas cada vez mais atuais e eficazes de evangelizar para transformar. As novas comunidades, por exemplo, são expressão viva desta Igreja em saída a todas as nações, tanto de forma presencial, como virtual. Talita Domenica dos Santos é missionária de vida, consagrada celibatária e atualmente trabalha com o Movimento Jovem, evangelização e assessoria de artistas católicos, e nos diz o seguinte:

Meu trabalho na comunidade é totalmente voluntário, aqui eu me comprometi a doar a minha vida pela missão e pela obra. Atualmente uso as redes sociais como um meio de evangelização tanto as minhas redes pessoais, quanto as que administro dos artistas da comunidade e do nosso movimento jovem. Nas minhas redes pessoais (Facebook e Instagram) tenho como nicho a evangelização e costumo falar sobre espiritualidade e sobre o dia a dia da vida missionária. Já com os artistas usamos (Facebook, Instagram. Youtube), costumamos a trabalhar com a música, fazendo vídeos de canções, lives de ministração e live show. Tenho no meu Facebook cerca de 5.000 amigos e no Instagram 1.550 seguidores e tenho trabalhado para evangelizar mais por esses meios e aumentar os números de seguidores para alcançar mais pessoas. Meu objetivo não é quantidade, mas sim uma eficácia no modo de evangelizar. (DOMENICA, 2020, informação verbal).[9]

E este propósito não para por aí. A Igreja em saída, segue além, fronteiras por meio das tecnologias, e é acompanhada por inúmeros internautas sedentos da Palavra de Deus. Tem-se, inúmeros testemunhos, segundo afirmado por Luiz França Neto, Cleiton Saraiva e Talita Domenica:

No terço da Misericórdia tenho vários testemunhos de pessoas curadas de doenças e outras que conseguiram emprego por meio da fé em Jesus que anunciamos nas redes sociais da Rádio. Nesse tempo de pandemia foi fundamental esse contato rápido e dinâmico com os ouvintes por meio das redes sociais. Elas continuem e muito para a Evangelização, é um caminho sem volta, onde o comunicador cristão precisa se aprofundar para exercer com qualidade o trabalho, além do testemunho de vida e fé que o comunicador precisa ter para passar a verdade ao seu público. (NETO, 2020, informação verbal).

Durante todos esses anos atuando nas redes, recebi e recebo milhares de testemunhos de pessoas que foram alcançadas e tocadas por Deus através das minhas canções, pregações e testemunho pessoal. (SARAIVA, 2020, informação verbal).

Acredito que as mídias sociais é um meio muito forte de evangelização para mim e partilho que em uma de minhas postagens onde eu só coloquei uma foto de uma flor com uma legenda dizendo “Devo florir onde Deus me plantar”, uma pessoa me chamou no direct agradecendo porque era um dia que estava desanimada e minha postagem a animou e deu um novo sentido para ela. Dessa maneira consigo ser mais próxima das pessoas. (DOMENICA, 2020, informação verbal).

Estes são apenas alguns de inúmeros testemunhos, e do quão é importante a Evangelização por meio das redes sociais, e principalmente de difundir os ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo. Que possamos ser construtores da paz e do amor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento da presente pesquisa, possibilitou o conhecimento da importância da utilização dos recursos digitais em prol da evangelização e de como a igreja, por meio de seus participantes, ainda consegue espalhar seus conceitos evangélicos. Em tese vimos o quanto a igreja, por meio de suas autoridades, propõe aos fiéis a alegria e a intrepidez de continuar a disseminação dos ensinamentos de Jesus de Nazaré.

Mesmo que nos dias atuais os cristãos tenham se fechado em um profundo egoísmo, motiva-se a cada um a deixar sua “vida velha” para viver uma vida nova, superando a si mesmo em tantos aspectos e voltando-se para a necessidade do outro. Fazendo assim a diferença, tem-se o papel de cada fiel como um chamado único e irrepreensível, tornando-se essencial para o corpo constituinte da igreja católica, que por sua vez continua de forma verídica a anunciar a alegria de falar e de pertencer a Deus.

Notou-se o quão confortante é ao ser humano, pertencer a um meio e fazer de um tudo, com extrema alegria, para continuar o que grandes santos e profetas fizeram durante a sua vida. Uma vez que esse bem é anunciado, percebe-se a necessidade de falar a qualquer que queira ouvi-lo, possibilitando a mais pessoas viver essa experiência de encontro com as palavras da boa nova. ­­­

Com o surgimento das mídias sociais, foi possível uma grande abertura de meios para uma evangelização eficaz, utilizando de seu compartilhamento social e sua evolução constante. Tendo como conhecimento o que foi proposto, a observação e o entendimento da criação de estratégias de evangelização, é notória a grande influência que a igreja católica oferta aos seus seguidores, utilizando de primários evangelizadores para alcançar por consequência, descrentes da fé católica.

Uma grande cadeia de anunciadores é proposta, e uma motivação interior que diz respeito à alegria de viver, por fim, a necessidade de evangelizar para transformar a quem foi evangelizado em um novo evangelizador.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENEDICTUS PP. XVI. Mensagem do papa bento xvi para o 47º dia mundial das comunicações sociais. Vaticano, 2013. Disponível em: http://www.vatican.va/content/benedictxvi/pt/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20130124_47th-world-communications-day.html. Acesso em: 27 Ago. 2020.

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APÊNDICE – REFERÊNCIAS DE NOTA DE RODAPÉ

4. Mensagem do papa bento xvi para o 47º dia mundial das comunicações sociais. Vaticano, 2013.

5. Dados totais até 2020, extraído das contas de Twitter @Pontifex em nove idiomas.

6. Parágrafo 3, mensagem do papa João Paulo II para a celebração do 35° dia mundial das comunicações sociais.

7. Informação concedida pelo radialista Luiz França Neto em: 21/08/2020

8. Informação concedida pelo leigo e cantor católico Cleiton Saraiva em: 18/08/2020

9. Informação concedida pela missionária Talita Domenica em: 19/08/2020

[1] Especialista em MBA Marketing, Publicidade e Propaganda (Uninorte), Revisão de Texto (UniBF), Docência em Comunicação com Ênfase em Publicidade e Propaganda (UniBF) e Graduada em Jornalismo (UFAM).

[2] Marketing para empreendedor pela Junior Achivement, Criação de Artes Gráficas (SENAC) e Estudante de Jornalismo pela Faculdade Boas Novas (FBN) em Manaus.

[3] Orientador. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); atua como professor da Faculdade Boas Novas de Manaus (FBN); especialista em Gestão Pública (Faserra) e Graduado em Jornalismo (FBN).

Enviado: Setembro, 2020.

Aprovado: Dezembro, 2020.

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