Os fitoterápicos mais utilizados na prevenção e tratamento da hipertensão arterial sistêmica

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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

PEREIRA, Breno Wilio Silva [1]

PEREIRA, Breno Wilio Silva. Os fitoterápicos mais utilizados na prevenção e tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 11, Vol. 04, pp. 27-38. Novembro 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/tratamento-da-hipertensao

RESUMO

A hipertensão arterial sistêmica é um problema de saúde pública em todo o mundo, e isso está conectado diretamente ao hábito de vida da população contemporânea. Os fitoterápicos são, desde a antiguidade, a mais natural forma de tratar doenças e melhorar sintomas decorrentes de alguma patologia ou lesão. Assim, observando a existência de uma grande interação das plantas medicinais nos processos que envolvem o corpo humano, este estudo analisa os fitoterápicos mais utilizados na prevenção e tratamento da hipertensão arterial sistêmica, a fim de avaliar, listar e identificar os principais fitoterápicos utilizados na prevenção e tratamento da hipertensão arterial. Tem como questão norteadora: quais são os principais fitoterápicos utilizados na prevenção e tratamento da HAS? Foi realizado um estudo bibliográfico com  abordagem quantitativa. Como resultado, verificou-se que os fitoterápicos têm importante influência na regulação dos níveis pressóricos arteriais, sendo o alium sativum o mais citado pelos artigos analisados (68%). Concluiu-se que o alium sativum possui grande potencial cardioprotetor, o que impõe a constatação de que os fitoterápicos possuem capacidade para redução da pressão arterial sistêmica.

Palavras-chave: Fitoterapia, hipertensão arterial, colesterol, alho, alimentação.

1. INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos principais problemas epidemiológicos enfrentados pela saúde pública, considerando que atualmente 20% dos brasileiros adultos são hipertensos. Julgando que o estado geral do indivíduo possa se agravar quando ele apresenta algum fator de risco como aterosclerose, obesidade, diabetes, tabagismo entre outros. PASSOS; ASSIS; BARRETO, 2006).

O uso de plantas medicinais foi o método mais utilizados durante milênios e ainda utilizado por uma grande quantidade de brasileiros, com prevalência a populações mais isoladas e de baixa renda. O uso indiscriminado dos fitoterápicos é praticado, haja vista que empiricamente uma boa parte dos adeptos a medicina alternativa acredita que eles não possuem efeitos colaterais. BRUNING; MOSEGUI; VIANA, 2012).

Portanto, observa-se que algumas plantas medicinais têm uma particularidade específica, quando apresenta propriedades hipotensora, vasodilatadora e diuréticas, ações que são farmacodinamicamente desenvolvidas por medicamentos convencionais no tratamento da HAS.TEIXEIRA, 2011).

Nesta perspectiva, diante da significância das práticas integrativas e complementares, percebe-se a necessidade de avaliar e identificar quais são os principais fitoterápicos que são utilizados pela população em geral para a prevenção e tratamento da HAS.

Portanto indaga-se: Diante da grande variabilidade de plantas medicinais, quais são os principais fitoterápicos utilizados na prevenção e tratamento da HAS?

Então, o objetivo geral da presente pesquisa é avaliar, listar e identificar os principais fitoterápicos utilizados na prevenção e tratamento da HAS, pela população em geral.

Para tanto, foram delineados os seguintes objetivos específicos: avaliar os fitoterápicos utilizados no combate a HAS, citados nas bibliografias científicas; listar quais foram os mais mencionados; identificar se existe comprovação científica para a planta medicinal mais citada.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A pressão arterial atua com o propósito de manter o fluxo sanguíneo constante nos órgãos vitais como encéfalo, coração e rins.  A nível fisiológico existem fatores que podem influenciar na pressão sanguínea, como o sistema renina-angiotensina-aldosterona que desempenha um papel central na regulação da pressão sanguínea, aplicada a regulação a curto prazo. (GUYTON e HALL, 2017).

Essas pressões são influenciadas pelo volume de batimentos, pela rapidez com que o sangue é ejetado pelo coração, pelas propriedades elásticas da aorta e das grandes artérias e sua capacidade de aceitar várias quantidades de sangue à medida que ele é ejetado do coração e pelas propriedades dos vasos sanguíneos de resistência que controlam o escoamento de sangue para os vasos menores e capilares que conectam as circulações arterial e venosa. (PORTH; MATFIN, p. 519, 2010).

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde, as doenças cardiovasculares é a principal causa de mortes no mundo, seguidas do acidente vascular cerebral e a doença pulmonar obstrutiva crônica. No Brasil, a realidade não é diferente, segundo o ministério da saúde, 34 pessoas morrem por hora de doenças cardiovasculares. (OPAS, 2020; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).

A HAS é uma condição caracterizada pela ascensão sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140/90 mmHg. As principais condições que se associam, apresenta-se os distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais, sendo intensificada pela presença de outros fatores de risco (FR), como intolerância à glicose, diabetes mellitus (DM), obesidade abdominal e dislipidemias. Devido a esses conjuntos de fatores, há interação independente com eventos como o acidente vascular encefálico (AVE), morte súbita, insuficiência cardíaca (IC), doença real crônica (DRC), doença arterial periférica (DAP), podendo ser fatal ou não fatal. (SBC, 2016).

Os principais fatores de risco para a HAS são: idade, sexo e etnia, excesso de peso e obesidade, ingestão de sal, ingestão de álcool, sedentarismo, fatores socioeconômicos e genéticos. A HAS pode ser classificada como sendo normal, pré-hipertensão, hipertensão estágio 1, hipertensão estágio 2 e hipertensão estágio 3.

Figura 1 – Classificação da Hipertensão Arterial

Fonte: (SBC, 2016).

A prevalência de HAS aumenta com a idade. Dados obtidos por Framingham Study (2001) sugerem que pessoas que são normotensas aos 55 anos de idade têm um risco de 90% para o desenvolvimento da HAS na vida.

O principal objetivo do tratamento da HAS é alcançar e manter uma pressão sanguínea arterial abaixo de 140/90 mm Hg, com a meta de prevenir a morbidade e a mortalidade. Em pessoas com hipertensão e diabetes ou doença renal, a meta é abaixo de 130/80 mm Hg. Entre os tratamentos é recomendado a Modificação do Estilo de Vida e Tratamento Farmacológico. Entre as drogas usadas no tratamento da hipertensão estão diuréticos, Antagonistas do canal de cálcio, inibidor da ECA, Betabloqueadores, antagonistas da angiotensina II entre outros.

Ao longo de milhões de anos as plantas medicinais foram uma importante fonte de ativos curativos, sendo utilizada em suas diversas formas e propriedades para realizar tratamentos de feridas e problemas patológicos que acometiam o homem. Essas mesmas substâncias vegetais constituíram a base para o tratamento de diversas doenças conhecidas no mundo contemporâneo.

A fitoterapia é definida como uma terapêutica que utiliza as plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, com a ausência de suas substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal, é considerada como uma terapia alternativa, mas se enquadra dentro da chamada medicina alopádica. O interesse populacional e institucional vem crescendo no sentido do reconhecimento da fitoterapia como terapêutica complementar no processo de tratamento. Isto é reconhecido com a declaração de Alma-Ata em 1978, a resolução Ciplan Nº 8/88, a portaria nº 3916/98 e em 2006 a criação da política nacional de práticas integrativas e complementares (PNPIC). (BRASIL, 2006).

A fitoterapia pode ser classificada em três vertentes, sedo a fitoterapia popular, tradicional e científica ocidental. A fitoterapia popular é caracterizada com a presença na tradição do uso doméstico e comunitário das plantas medicinais, sendo transmitido oralmente de geração para geração. A fitoterapia tradicional conta com o registro escrito de sua prática, que pode existir há décadas, séculos ou milênios. E a Fitoterapia científica ocidental aplica-se como sendo o estudo clínico de plantas medicinas com fins terapêuticos com base em evidências científicas, mesmo que se partindo de conhecimentos populares e tradicionais. (BRASIL, 2012).

Apesar de as plantas utilizadas para fins terapêuticos serem naturais, não se deve menosprezar seu potencial de toxicidade aplicada a espécie humana, como qualquer outro medicamento. De forma alguma pode-se afirmar que as plantas medicinais são isentas de riscos, sendo que delas obtemos uma gama de substâncias medicamentosas e até mesmos tóxicas como a digoxina, morfina, pilocarpina, atropina, entre outras. (SCHULZ; HÄNSEL; TYLER, 2002).

O uso de plantas medicinais para fins calmantes e anti-hipertensivos já de uso e conhecimento da população em geral, devido ao compartilhamento de conhecimentos empíricos entre gerações. Entre as mais conhecidas estão a Alpinia zerumbet – Pers, erva-cidreira (Melissa officinalis L.), capim-limão (Cymbopogon citratus (DC) Stapf) e o maracujá (Passiflora sp.).NUNES; BERNARDINO; MARTINS, 2016).

3. METODOLOGIA

Este estudo tem uma finalidade básica pura, com o objetivo descritivo, uma abordagem quantitativa. Foi utilizado os procedimentos bibliográficos.

Para a realização desta pesquisa foram consultadas as bases de dados: PubMed, Periodico CAPES e Google Acadêmico, com as seguintes palavras-chave: Fitoterapia e hipertensão arterial, Plantas medicinais e hipertensão arterial. Para serem inclusos, os estudos deveriam ser sidos publicados entre 2011 até 2021, além de oferecer acesso na íntegra, publicados em português ou inglês, em ordem nacional ou internacional, que atendessem os seguintes critérios: apresentação dos fitoterápicos utilizados na prevenção e tratamento da hipertensão arterial; comprovação científica ou empírica do uso desses fitoterápicos; e demonstrar os efeitos fisiológicos das plantas medicinais apresentadas no estudo. Foram excluídos da pesquisa os estudos que não atendessem aos critérios de aceitação e que tinham cunho ideológico e/ou não fossem do tipo revisão (sistemática e/ou meta-análise) e observacionais (transversais, caso controle ou coorte).

Foram selecionados 22 artigos, escolhidos pela sua relevância onde apresentam demonstrativos de efeitos hipotensores dos fitoterápicos e, mesmo que empíricos, as principais plantas medicinais utilizadas na prevenção e tratamento da HA.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

O presente trabalho científico objetivou-se em avaliar, listar e identificar quais são os principais fitoterápicos utilizados para a prevenção e tratamento da HA. Diante do exposto, foi feito uma revisão bibliográfica de vinte e dois artigos científicos, selecionados e classificados pela sua relevância científica.

Através da análise metodológica dos trabalhos observou-se que os fitoterápicos têm importante influência na regulação dos níveis pressóricos arteriais. Um estudo descritivo realizado por Nunes; Bernardino; Martins (2015) com 172 pacientes, revelou que 39,5% dos entrevistados utilizavam as plantas medicinais para controle da pressão arterial, dentre os quais 57,4% usavam apenas uma planta medicinal.

Entretanto, impulsionado por costumes pessoais, culturais e filosóficos de vida, os fitoterápicos, são utilizados de forma indiscriminada, adotando o conceito de que “se é natural não tem efeitos colaterais”, conceito inadequado. As interações entre plantas medicinais juntamente com medicamentos podem causar reações inesperadas. (GHELFI, 2017).

Conforme apresentado na tabela 01, verifica-se que das vinte e duas literaturas analisadas foram citadas 65 plantas medicinais, onde a mais citada foi o Alium sativum evidenciado por 68% (15) dos artigos, seguidos por Melissa officinalis (Cidreira) com 18% (04), Alpinia zerumbet (pers.) com 18% (04), Cymbopogon citratus(DC). Stapf (Cana cidreira) com 18% (04) e Equisetum arvense (Cavalinha) 14% (03).

Tabela 1 – Fitoterápicos citados nos artigos analisados

Fitoterápicos Quantidade de citações
Alium sativum 68%
Cidreira (Melissa officinalis) 18%
Alpinia zerumbet (pers.) 18%
Cymbopogon citratus(DC). Stapf (Cana cidreira) 18%
Cavalinha (Equisetum arvense) 14%
Allium cepa, 9%
Eugenia Uniflorra l. (pitangueira) 9%
Echinodorus macrophyllus (chapéu-de-couro) 9%
MatricariarecutitaL. (Camomila 9%
Passiflora incarnata L. (Folha Maracujá) 9%
Sechium edule (Jacq.) Sw Chuchu 9%
Rosmarinus officinalis L  (Alecrim, rosmarinho) 9%
Persea americana 5%
Acalypha godseffiana 5%
Zingiber officinale 5%
Sida acuta 5%
Hunteria umbellata 5%
Rauwolfia vomitoria 5%
Viscum album 5%
Aframomum meleguetA 5%
Cecropia obtusifolia Bertol 5%
Cecropia peltata L 5%
Cecropia glaziovii Snethl 5%
Cecropia pachystachya Trécul 5%
Cecropia hololeuca Miq 5%
Arbutus unedo (Ericaceae) 5%
Urtica dioıca (Urticaceae) 5%
Petroselinum crispum (Apiaceae) 5%
Cecropia lyratiloba 5%
Ajuga iva, 5%
Artemisia herba-alba Asso, 5%
Carum carvi, 5%
Nigella sativa, 5%
Olea europea, 5%
Rosmarinus officinalis, 5%
Origanum majorana, 5%
Peganum harmala, 5%
Phoenix dactylifera. 5%
Cucumis sativus L. Pepino 5%
Citrus sinensis (L.) Osbeck Laranja-comum 5%
Alpinia zerumbet (Pers.) B.L.Burtt & R.M.Sm. Colônia 5%
Artemisia vulgaris L. 5%
Justicia pectoralis Jacq 5%
Bauhinia forficata (Pata-de-vaca) 5%
Baccharis trimera  (Carqueja) 5%
Coleus barbatus 5%
Cynara scolymus L.( Alcachofra) 5%
Cuphea balsamona (Sete-sangrias) 5%
Ginkgo biloba L. (Ginkgo) 5%
Lippia alba (Mill)  (Salsa, sálvia ) 5%
Ocimum basilicum L. (Alfavaca) 5%
Panax ginseng (Ginseng) 5%
Petroselium sativum (Salsa, salsada-orta) 5%
Taraxacum officinalis (Dente-deleão) 5%
Rauwolfia Serpentina 5%
Viscum album, 5%
Olea europaea, 5%
Cuphea carthagenensis 5%
Marcela (Achyrocline satureioides) 5%
Maçanilha (Matricaria chamomilla L. 5%
Pata de vaca (Bauinia sp.) 5%
Tranchagem (Plantago spp.) 5%
Mentha sp. Hortelã-miúdo 5%

Fonte: Produzido pelo autor com base de (SILVA, 2011; MEIRA, 2017; RODRIGUES, 2013, NUNES, 2015; LUCENA, 2020; FARIAS, 2016; GHELFI, 2017; TEIXEIRA, 2011; LÚCIO, 2017; SOUZA, 2017; DUDA, 2008; RIED, 2008; MATSUTOMO, 2019; TAHRAOUI, 2007; GBOLADE, 2012; RIVERA-MONDRAGON, 2017; MEKHF, 2004; ALMEIDA, 2006; REINHART, 2008; RIED, 2016; ROHNER, 2014; TIRAPELLI, 2010)

Por motivo de seus benefícios a saúde, precavendo doenças cardíacas e infecções, o Alium sativum, mais conhecido como alho, foi usado desde tempos remotos com fins terapêuticos. No decorrer da segunda guerra mundial, foi utilizado no formato de sumo, para proporcionar um processo de cicatrização de feridas por virtude do seu efeito antibiótico e era conhecido como “penicilina russa”. (MEIRA, 2017).

Pesquisas realizadas por Lucena e Guedes (2020) descrevem que o Alium sativum possui benefícios a saúde cardiovascular atuando na ação anti-hipertensiva, inibição da associação plaquetária e diminuição do colesterol. O Alium sativum possui na sua composição compostos organosulfúricos, que possui efeito cardioprotetor, os demais compostos são: aliina, alicina, S-alil-cisteína e S-metilcisteína. Tais compostos podem diminuir os graus de colesterol sanguíneo preservar células endoteliais vasculares contra danos, por conta da diminuição do estresse oxidativo e a coibição da oxidação de LDL-c, assim como vasodilatação.

O estudo de meta-análise realizado por Reinhart (2008) relatou importante efeito hipotensor do alho, reduzindo seletivamente a PAS em 16mmHg e reduziu a PAD em 9mmHg. Porém, os estudos de Duda; Suliburska; Pupek-Musialik (2008) descreve uma diminuição não significativa da PAS e PAD de 3mmHg em mulheres e 2mmHG em homens, no consumo de alho, não possuindo significância estatística.

A pesquisa de Reinhart (2008) também verificou que o alho não teve ação hipotensora em indivíduos não hipertensos, o que paradoxalmente conecta-se novamente aos estudos de Duda; Suliburska; Pupek-Musialik (2008), desta vez de forma sincrônica, visto que nesta pesquisa percebeu que o alho reduziu os níveis de oxidação lipídica, e o retardo do desenvolvimento de aterosclerose nos pacientes, o que reduz um dos principais fatores de risco para que um indivíduo comum se torne hipertenso. O que em comparação concorda com os estudos de MEIRA (2017) que relaciona os efeitos do alho com a redução dos níveis de colesterol sanguíneo.

5. CONCLUSÃO

Portanto, conclui-se que diante da análise da bibliografia científica escolhida, o Alium sativum foi o mais citado com 68% dos apontamentos, por possuir propriedades anti-hipertensivas e cardioprotetoras. No entanto quanto a sua comprovação científica, houve divergência em relação a sua eficácia, porém, fica claro que atua de maneira indiretamente no combate a hipertensão, atuando na diminuição de fatores de risco como as dislipidemias. O estudo deixa claro o problema do uso indiscriminado dos fitoterápicos, podendo causar danos, pois, mesmo as plantas medicinais possuem seu princípio ativo, simultaneamente possui também efeitos colaterais e interações medicamentosas.

A consulta a um profissional capacitado é de grande relevância visto aos problemas que podem causar caso não utilize os fitoterápicos de maneira apropriada. Logo, o horizonte de possibilidades é imenso ao se tratar da fitoterapia, mas que deve ser trilhado com cautela, orientado por profissionais capacitados e habilitados para a boa conscientização e disseminação do conhecimento relativo ao uso de plantas medicinais.

REFERÊNCIAS

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[1] Graduando do curso de Bacharel em fisioterapia.

Enviado: Janeiro, 2021.

Aprovado: Novembro, 2021.

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