Síndrome de Burnout em Profissionais de Enfermagem: dos Fatores de Riscos à Estratégias de Prevenção

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Síndrome de Burnout em Profissionais de Enfermagem: dos Fatores de Riscos à Estratégias de Prevenção
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SANTOS, Inácia Melo dos [1], BRASILEIRO, Marislei Espíndula [2]

SANTOS, Inácia Melo dos; BRASILEIRO, Marislei Espíndula. Síndrome de Burnout em Profissionais de Enfermagem: dos Fatores de Riscos à Estratégias de Prevenção. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 06, Vol. 02, pp. 84-112, Junho de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Contexto: A Síndrome de Burnout é atualmente considerada um problema de saúde pública, em especial os profissionais de enfermagem, que convivem diariamente com a dor e o sofrimento alheio implicam no risco aumentado para o desenvolvimento da doença e como consequência prejuízos de ordem pessoal, institucional e em última análise à sociedade. Objetivo: Descrever os principais fatores de riscos para o desencadeamento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem e as principais estratégias de enfrentamento do problema. Métodos: Revisão integrativa da literatura do período de 2012–2017, utilizando as bases de dados Medline, LILACS e BDENF. Os descritores foram obtidos por meio do DeCs, sendo: “esgotamento profissional”, “enfermagem em emergência” “prevenção de doenças” e “saúde do trabalhador”, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 32 artigos. Como critério de inclusão foram utilizados artigos que abordavam sobre os fatores de riscos para o esgotamento profissional e as consequências da doença. E excluídos estudos que não tratava de profissionais de enfermagem. Resultados: Os fatores de riscos para Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem envolve aspectos individuais do trabalhador, fatores socioeconômicos, fatores relacionados ao trabalho e fatores relacionados a própria organização. Trabalhar os fatores de riscos para síndrome com o desenvolvimento de estratégias que perpassam por todos os fatores de riscos mencionados são imprescindíveis para evitar o estresse ocupacional e amenizar este problema cada vez mais comum na sociedade moderna. Conclusão: A Síndrome de Burnout atualmente é considerada um problema de saúde pública, consequência do estresse crônico no trabalho e caracterizado pelo esgotamento emocional, a despersonalização e a baixa realização profissional. Percebe-se que ainda são poucas as pesquisas relacionadas ao assunto, poucas discussões no âmbito do trabalho e uma enorme carência no que tange ao desenvolvimento de políticas públicas que visam a prevenção  e a promoção da saúde do trabalhador, além da identificação precoce de sinais que precedem e caracterizam a síndrome e ainda  estratégias no intuito de conscientizar, prevenir e tratar trabalhadores acometidos por este grande mal que assola as empresas, o trabalhador, a família e em última análise a própria sociedade.

Palavras-chave: Esgotamento Profissional, Enfermagem em Emergência, Prevenção de Doenças e Saúde do Trabalhador.

1. Introdução

Qual o significado do trabalho para o homem no contexto de mundo atual? Qual a relação entre o trabalho e a qualidade de vida do trabalhador? Por que encontramos pessoas que se dizem felizes e realizados com a atividade profissional que ocupam e outros consideram sua ocupação uma tortura diária e não conseguem agregar valor e satisfação no que desempenham? Como o esgotamento profissional pode afetar o trabalhador, a instituição, a sociedade e a família?

O trabalho faz parte da natureza humana, podendo ocupar grande parcela do tempo do indivíduo e o seu convívio em sociedade. É através deste que o homem se constrói e constrói o mundo, podendo o trabalho ser uma fonte de realização profissional ou de problemas que podem levar até mesmo à exaustão, principalmente no contexto de sociedade atual, marcada por grande competição no mercado de trabalho, a necessidade de produzir mais e mais rápido, motivados muita das vezes pela globalização e pelos avanços tecnológicos, podendo gerar desgaste físico e emocional no trabalhador.1

“A execução do trabalho poderia ser percebida como primariamente prazerosa, no entanto, em muitas circunstâncias, ainda é sentida como sacrifício e desencadeadora de sofrimento e adoecimento; não pelo trabalho em si, mas pelo clima organizacional e emocional existente no ambiente laboral.” 2

A reação de estresse excessivo ao ambiente ocupacional está relacionada as questões tanto do próprio trabalhador, como por exemplo: a forma de enfrentamento de problemas e estresse no trabalho, a motivação do mesmo para a atividade que realiza, os mecanismos de enfrentamento adotados por este para lidar com as diversas situações de estresse, dentre outras quanto com fatores relacionado ao ambiente de trabalho e a dinâmica imposta pelo mesmo. O profissional quando submetido a um estresse excessivo e prolongado no ambiente ocupacional poderá manifestar sensações de exaustão emocional e física, associado a sensação de frustação e fracasso no que se refere ao desempenho na profissão.

O conceito de Burnout, também conhecido como Estresse Profissional, Esgotamento Profissional, Desgaste Profissional dentre outros sinônimos, surgiu nos Estados Unidos em meados dos anos de 1970, com o médico psiquiátrica Freunderberger (1974), em pesquisas onde pode observar que o desgaste no humor e ou desmotivação acompanhado de sintomas físicos e psíquicos refletindo um estado de estar “exausto” no trabalhador.

Uma das características dessa síndrome é a exaustão entendida como “ato ou efeito de exaurir-se, ou seja, esgotar inteiramente, despejar até à última gota, dissipar inteiramente, cansaço extremo, esgotamento3 Um outro conceito que também faz referência à Síndrome de Burnourt  é que a mesma é “Compreendida como um processo que envolve variáveis cognitivas-atitudinais (diminuição da realização pessoal no trabalho), variáveis emocionais (exaustão emocional) e variáveis atitudinais (despersonalização)”4-5. Esta ocorre como uma resposta aos estressores crônicos relacionados ao trabalho, dentre esses a excessiva pressão no trabalho e conflitos; falta de recompensas emocionais e reconhecimento; constantes tentativas do sujeito em lidar com condições negativas; falha de enfrentar com eficácia tais situações estressantes no trabalho.

Compreendida como um fenômeno psicossocial, a Síndrome de Burnout ocorre como resposta ao estresse laboral crônico e reflete importante desafio da vida profissional no século XXI. Profissionais que lidam com situações de emergência, por entrarem em contato com eventos traumáticos, estão mais susceptíveis ao comprometimento de seu bem-estar físico e emocional.” 4

A psicóloga social Christina Maslach (1981, 1984, 1986) estudou a forma como as pessoas enfrentavam a estimulação emocional em seu trabalho, chegando a conclusões similares às de Freunderberger. Nessa pesquisa a psicóloga social observou que uma estratégia cognitiva aplicada por profissionais de saúde, especificamente médicos e enfermeiros, a despersonalização, onde os profissionais procuravam o distanciamento emocional com o paciente no intuito de proteger a si mesmo diante de situações estressora como a enfermidade dos pacientes o que caracteriza como “desumanização em defesa própria”. 6

“A Síndrome de Burnout é um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse (tensão) no trabalho. As características individuais associadas às do ambiente e às do trabalho propiciariam o aparecimento dos fatores multidimensionais da síndrome: exaustão emocional (EE), distanciamento afetivo (em inglês: despersonalization – DE), baixa realização profissional (RP)”.7

Atualmente a síndrome é considerada como um grave problema de saúde pública consequente da relação entre o profissional e o ambiente de trabalho, caracterizado por um contexto de estressores emocionais e relações sociais difíceis, e onde o profissional não possui estratégias de enfrentamento suficiente e eficazes aos agentes estressores.8

A Síndrome de Burnout é um problema de caráter psicossocial, reflete de forma negativa na saúde física e mental do trabalhador e atualmente tendo como principal causa o estresse laboral prolongado, interferindo em todas as esferas da vida do indivíduo.

Trabalhadores afetados pela Síndrome de Burnout têm maior probabilidade de largar o emprego, ao absenteísmo, maior rotatividade de funcionários, diminuição da qualidade do trabalho, mau atendimento aos clientes, procedimentos equivocados, negligência, imprudência, predisposição a acidentes em consequência à falta de atenção e desconcentração.7

Na Webconferência da OPAM-OMS, realizado em 2016, sobre estresse no ambiente de trabalho discutiu-se as consequências direta do estresse crônico ao trabalhador, dentre essas os transtornos mentais, doenças cardiovasculares, muscoesqueléticas, reprodutiva, problemas comportamentais incluindo abuso de álcool e drogas, aumento do tabagismo e distúrbios do sono. Atualmente é uma das principais doenças dos europeus e americanos, junto com problemas de saúde como diabetes e doenças cardiovasculares.4

A Portaria nº 1339 de 18 de novembro de 19999, que instituiu a lista de Doenças relacionadas ao trabalho, incluiu no quadro de transtornos mentais e comportamentais relacionado ao trabalho  a Sensação de Estar Acabado, conhecida como Síndrome de Burnout, com a Classificação Internacional de Doenças, 10 edição, os códigos: Z73.0 (Esgotamento Profissional), Z56.1 e Z56.6 sendo respectivamente transtornos mentais e comportamentais tendo como agente etiológico fatores de risco ocupacional e ritmo penoso de trabalho e dificuldades físicas e mentais relacionada ao trabalho.

O Decreto nº 6.042, de 12 de fevereiro de 200710, que alterou o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 06 de maio de 1999, em seu anexo II que trata sobre agentes patogênicos causadores de doenças profissionais ou do trabalho, conforme previsto no art. 20 da lei no 8.213, de 1991, inseriu na lista B, a síndrome de Burnout, no título sobre transtornos mentais e do comportamento relacionados com o trabalho (Grupo V da CID-10).

Estudos demonstram que as categorias profissionais que têm como atribuição o contato direto e constante com outras pessoas, o cuidado constante com pacientes, trabalhadores que presenciam frequentemente sofrimento, morte e luto, estes, estão mais expostos ao esgotamento emocional e consequentemente à Síndrome de Burnout. Nessa categoria destacam-se profissionais da área de saúde, da segurança pública (policiais e bombeiros militares), professores, psicólogos, assistentes sociais, dentre outras categorias.

Em uma revisão integrativa da literatura, realizado em 2016, detectou-se que a Síndrome de Burnout é resultante do estresse laboral crônico sendo vivenciada principalmente por trabalhadores que lidam diretamente com pessoas. Outro artigo de revisão, ano 2013, constatou que os principais fatores relacionados à Síndrome de Burnout e o absenteísmo derivavam de aspectos organizacionais, as condições ocupacionais inadequadas e as próprias atribuições do profissional enfermeiro.

Ressalta-se que um estudo, também revisão sistemática da literatura, ano 2016, demonstrava que cerca de 40 a 60% dos profissionais de saúde avaliados apresentavam como efeitos secundários aos ambientes profissional e social a exaustão emocional, o baixo rendimento profissional e a despersonalização.

Uma revisão integrativa da literatura do ano de 2012 revela que uma melhor qualificação profissional, ambientes saudáveis e melhores condições de trabalho refletem de forma positiva na saúde e na qualidade da assistência prestadas por esses profissionais. Em contrapartida, um estudo de revisão integrativa, do ano 2015, aponta que a síndrome afeta todas as esferas da vida do indivíduo.

Por fim, outro artigo de revisão integrativa, ano 2012 identificou a necessidade de ser realizada mais pesquisas referentes à Síndrome de Burnout, tendo em vista a escassez de publicações identificadas e para melhor estudo sobre a doença.

2. Objetivo

O presente trabalho tem por objetivo identificar, na literatura, os fatores riscos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem, além de avaliar algumas estratégias de enfrentamento no intuito de prevenir e/ou minimizar os danos causados pela síndrome.

3. Metodologia

Realizou-se revisão da literatura científica sobre a Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem e em serviço de saúde. Buscou-se estudos que avaliassem profissionais da área da saúde, em especial profissionais de enfermagem, onde o foco da pesquisa abordasse os principais fatores desencadeadores da Síndrome de Burnout, as características da doença, as consequências e as estratégias de enfrentamento para o problema. Os descritores obtidos pelo Descritores em Ciências da Saude (DeCS) foram: “esgotamento profissional”, “enfermagem em emergência” “prevenção de doenças” e “saúde do trabalhador”. A revisão integrativa da literatura do período de 2012–2017, utilizando artigos indexados na base de dados: as bases de dados Medline, LILACS e BDENF, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 32 artigos. Como critério de inclusão foram utilizados artigos que abordavam sobre os fatores de riscos para o esgotamento profissional e as consequências da doença. Foram excluídos estudos que não tratava de profissionais de saúde.

4. Resultados e discussão:

A análise dos estudos evidenciou 5 quadros, sendo eles: 1- Fatores de riscos individuais para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout; 2- Fatores de riscos socioeconômico para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout; 3- Fatores de riscos relacionado ao trabalho para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout; 4- Fatores de riscos organizacionais para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout; 5- Estratégias de enfrentamento contra Síndrome de Burnout e, por último o quadro sinóptico.

Quadro 1: Fatores individuais de riscos para Síndrome de Burnout:

FATORES DE RISCOS N.º %
Profissional recém-formado (inexperiente) 12 37,5
Duplo vínculo empregatício 10 31,25
Estratégias de enfrentamento do estresse laboral ineficaz 08 25,0
Características individuais do trabalhador (variabilidade, susceptibilidade) 07 21,87
Baixa autorrealização profissional 06 18.75
Incapacidade do trabalhador manter o equilíbrio emocional no trabalho 04 12,5
Insatisfação com as atribuições no trabalho 04 12,5
Falta de equilíbrio entra trabalho, família, saúde e financeiro 03 9,3
Exerce atividades de supervisão 02 6,25
Sofrimento Moral 02 6,25
Trabalhador com personalidade tipo A (impaciente, competitivo, ansioso perfeccionista, etc) 02 6,25
Dificuldade para verbalizar frustação no trabalho 01 3.12
Insegurança e instabilidade contratual (serviço regime CLT) 01 3.12
Não ter tempo para elaborar a própria dor decorrência das atividades laborais 01 3.12
Nível educacional baixo 01 3,12
Transtornos mentais prévio 01 3.12
Envolvimento emocional do trabalhador com a clientes (desgaste psicoemocinoal) 03 9,3

 

Dentro os principais fatores de riscos individuais para o desenvolvimento da síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem destaca-se: profissional recém-formado (37,5%), duplo vínculo empregatício (31,25%), estratégia de enfrentamento do estresse laboral ineficaz (25%) e baixa realização profissional (18,75%).

Quadro 2: Fatores socioeconômicos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout

FATORES DE RISCOS SOCIOECONÔMICOS N.º %
Solteiros e sem filhos (experimentar menos emoções no contexto familiar) 09 28,12
Sexo feminino (dupla jornada de trabalho, tendência a ser mais emotiva) 06 18,75
Mudança do significado do trabalho no contexto atual (acumulo de riquezas, mobilidade, status social, dentre outros) 04 12,5
Mudança no contexto de trabalho com maiores exigências (avanços tecnológicos e perfil epidemiológico da população) 04 12,5
Sexo masculino (dificuldade de verbalizar sentimentos e frustrações) 02 6,25
Suporte social e familiar precário 02 6,25
Pouca valorização social e econômica do profissional de enfermagem 01 3.12
Trabalhador adulto jovem 07 21,87

 

Dentro os principais fatores de riscos socioeconômicos para o desenvolvimento da síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem destaca-se:  o trabalhador adulto jovem (21,87%), sexo feminino em decorrência da dupla jornada de trabalho em casa (18,75%), profissionais solteiros e sem filhos, em decorrência de experimentarem menos emoções no contexto familiar (28,13%)e a mudança do significa do trabalho no contexto atual da sociedade em decorrência dos avanços tecnológicos, mudança do perfil epidemiológico da população, status, mobilidade social, dentre outros (12,5%).

Quadro 3: Fatores de riscos relacionado ao trabalho para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout

FATORES DE RISCOS RELACIONADOS AO TRABALHO N.º %
Sobrecarga de trabalho 31 96,87
Contato direto com a dor e sofrimento alheio 27 84,37
Complexas relações interpessoais (conflitos interpessoais) 22 68,75
Estresse ocupacional crônico 17 53,12
Más condições de trabalho 14 43,75
Sistema de trabalho em turnos (alteração do biorritmo) 13 40,62
Grande esforço mental (complexidade e diversidades das ações de enfermagem) 12 37,5
Riscos ocupacinais (físicos, químicos, biológicos, mecânicos) 11 34,47
Serviço de emergência e oncológicos 04 12,5
Deficiência na comunicação 03 9,3
Demanda de trabalho incoerente com a função 03 9,3
Ambiente de trabalho hostil (exigência elevada de concentração, dedicação e resultados) 02 6,25
Insubordinação de cooperados 01 3.12
Escassez de recursos humanos 06 18,75

 

Os principais fatores de riscos relacionados ao próprio ambiente de trabalho, no que se refere ao desenvolvimento da síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem destaca-se: a sobrecarga de trabalho (96,87%), complexas relações interpessoais no trabalho (68,75%), contato direto com paciente em situação de dor e sofrimento (84,37%), o estresse ocupacional crônico (53,12%) e o sistema de trabalho em turnos com a alteração do biorritmo (40,62%).

Quadro 4: Fatores de riscos relacionado ao trabalho para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout

FATORES DE RISCOS ORGANIZACIONAIS N.º %
Baixos salários e incentivos no trabalho 22 68,75
Ausência de feedback positivo ao trabalhador 14 43,75
Altos níveis de exigências das empresas em decorrência ao contexto de competitividade no mercado de trabalho  

14

 

43,75

Falta de autonomia no trabalho 11 34,37
Estrutura organizacional rígida (liderança centralizadora) 10 31,35
Falta de promoção (plano de carreira) 10 31,25
Insuficiência de recursos humanos 09 28,12
Infraestrutura e recursos materiais inadequados 08 25
Natureza do trabalho 07 21,87
Ambiguidade de funções 05 15,62
Baixa qualidade de vida no trabalho 05 15,62
Clima organizacional ruim 04 12,5
Excesso de burocracia 03 9,37
Insuficiência de pesquisas relacionado ao estresse ocupacional e Síndrome de Burnout 02 6,25
Conflitos de papéis 01 3.12
Dificuldades em trocas de plantão 01 3.12
Falta de treinamento de trabalhadores 01 3.12
Rotatividade no setor de trabalho 01 3.12
Supervisão ineficiente 01 3.12

 

No que se refere aos principais fatores de riscos organizacionais para o desenvolvimento da síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem destaca-se: a falta de autonomia no trabalho (34,37%), os altos nívels de exigências da empresa em decorrência a competitividade do mercado de trabalho (43,75%), Baixos salários e incentivos financeiros (68,75%), a estrutura organizacional rígida (31,35%), a falta de plano de carreira para profissionais de enfermagem (31,25%) e a insuficiência de recursos humanos (28,12%).

Quadro 5: Estratégias de enfrentamento contra a Síndrome de Burnout

ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO N.º %
Melhoria das condições de trabalho 11 34,37
Ênfase no estilo de vida saudável no trabalho 10 31,35
Pesquisas que elucidam melhor a Síndrome de Burnout 10 31.25
Desenvolvimento de estratégias pessoais para enfrentamento do estresse no trabalho (coping) 09 28,12
Implementação de medidas de prevenção e tratamento em nível individual, grupal e organizacional 09 28,12
Políticas de prevenção e promoção da saúde do trabalhador 09 28,12
Oportunidade de crescimento profissional (planos de cargos e salários) 08 25
Suporte social ao trabalhador 05 15,62
Conscientização dos profissionais de saúde sobre a Síndrome de Burnout 05 15,62
Ações de prevenção contra a Síndrome de Burnout 04 12,5
Diálogo na empresa (melhorar a comunicação) 04 12,5
Investir na melhoria dos relacionamentos interpessoais no trabalho 04 12,5
Atividades físicas e de relaxamento no ambiente de trabalho 03 9,3
Capacitação e experiência profissional 03 9,3
Educação permanente –aperfeiçoamento de pessoal 03 9,3
Equipe multidisciplinar capazes de identificar e tratar a síndrome precocemente 03 9,3
Incentivo de desenvolvimento de atividades de lazer 03 9,3
Profissional sentir orgulho de onde trabalha (imagem positiva da instituição, pelo tipo de serviço que realiza, etc) 03 9,3
Promoção de valores humano), os no ambiente de trabalho (fonte de saúde e realização) 03 9,3
Capacitar os trabalhadores a reconhecer seus próprios limites, sinais de estresse crônico a fim de evitar a doença 02 6,25
Diminuir o estresse no ambiente de trabalho 02 6,25
Implementação de Procedimentos Operacionais Padrão (delimitar e padronizar técnicas e condutas, evitando a iatrogênias) 02 6,25
Instalação de serviço de assistência social e psicologia no trabalho 02 6,25
Proporcionar/estimular o bem-estar e a saúde do trabalhador 02 6,25
Redefinição e reorganização dos processos de trabalho (trabalhador sentir-se engajado no que faz, porém, sem sentir-se coagido por políticas rígidas) 02 6,25
Diminuição da carga horária de trabalho 01 3.12
Diversificação da rotina no trabalho 01 3.12
Estimular a autonomia profissional 01 3.12
Estudos relacionados a compressão das relações no ambiente de trabalho 01 3.12
Reconhecimento profissional 01 3.12
Trabalhos para tentar conhecer o perfil dos trabalhadores da empresa 01 3.12

 

As estratégias de enfrentamento contra a Síndrome de Burnout que mais se destacaram nos artigos estudados foram: a necessidade da melhoria nas condições de trabalho (34,37%), a implementação de políticas de prevenção e promoção de saúde do trabalhador (28,12%), o investimento em pesquisas científicas que elucidam melhor a Síndrome de Burnout (31,25%), a implementação de medidas de prevenção e tratamento em nível individual, grupal e organizacional (28,12%) além de se dar ênfase no estilo de vida saudável no trabalho (31,35%).

QUADRO SINÓPTICO:

 

 

Os autores dos artigos estudos conceituam a Síndrome de Burnout como uma doença relacionada diretamente ao contexto laboral, resultado do estresse crônico no trabalho e caracterizado pelo esgotamento emocional, a despersonalização e a falta de realização profissional. Trata-se de um problema de saúde pública onde os profissionais de saúde, destacando-se a categoria de enfermagem, são altamente vulneráveis à síndrome em decorrência das próprias características da profissão como por exemplo o fato de ter que lidar diretamente com paciente em situação de dor, sofrimento e morte; a sobrecarga de trabalho; más condições de trabalho com escassez de recursos humanos e materiais, além das características individuais do próprio trabalhador insegurança profissional, insatisfação com a profissão, estratégias  pessoais ineficazes para o enfrentamento do estresse no trabalho.

Foram abordados como forma de prevenção da Síndrome de Burnout a adoção de algumas estratégias de enfrentamento a saber: programa de acompanhamento e promoção de saúde ocupacional, suporte social aos profissionais, ambientes físicos seguros e compatíveis com o tipo de trabalho desenvolvido, definição dos objetivos e metas do trabalho, melhoria nas condições de trabalho, adequada jornada de trabalho, identificação precoce dos sinais e sintomas desencadeadores da síndrome, diagnóstico situacional do ambiente de trabalho visando a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

A instalação da Síndrome de Burnout ocorre de maneira lenta e gradual, acometendo o indivíduo progressivamente e distinguem três momentos para a manifestação da síndrome. 1

– Primeiro momento, manifestada pela alta demanda de trabalho, pouco recursos humanos e materiais, estresse laboral e sobrecarga de trabalho qualitativamente e quantitativamente. 1

– Segundo momento, o trabalhador tenta se adaptar à realidade laboral e responder emocionalmente a este, surgem então sintomas como fadiga, tensão, irritabilidade e ansiedade, diminuição do interesse e responsabilidade pela função e enfrentamentos defensivos em relação as tensões experimentadas com comportamentos de distanciamento emocional, retirada, cinismo e rigidez. 1

Os fatores de riscos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout dividem-se em fatores organizacionais, individuais, de trabalho e sociais.7

No que se refere aos fatores organizacionais para risco da síndrome, destacam-se: excesso de burocracia; falta de autonomia por parte do trabalhador; normas institucionais rígidas; mudanças organizacionais frequentes (alteração frequente de regras e normas; falta de confiança, respeito e consideração entre os membros da equipe; comunicação ineficiente; impossibilidade de ascender na carreira, falta de uma remuneração adequada e reconhecimento do trabalho prestado; riscos ocupacionais; sobrecarga de serviços e mal relacionamento entre colegas de serviço afetados pela síndrome.

Os fatores de riscos individuais podem se dividir em fatores ssociado a maiores ou menores índices de Burnout. Fatores associados a menores índices da síndrome tem-se: tipo de personalidade com característica resistente ao estresse; o trabalhador responsabiliza-se pelo sucesso de sua própria vida como consequência as suas habilidades e esforços (locus de controle interno); autoestima; autoconfiança e autoeficácia. Dentre característica do indivíduo associado a maiores índices da síndrome tem-se: indivíduos competitivos, esforçados, impacientes, excessiva necessidade de controle das situações, dificuldade de tolerar frustrações (padrão de personalidade); consideram que as suas possibilidades e acontecimento de vida são consequências à capacidade de outros, à sorte ou ao destino (locus de controle externo); super envolvimento no trabalho; indivíduos pessimistas, perfeccionistas, com grande expectativa e idealismo em relação à profissão; indivíduos controladores ou passivos. Em relação aos gêneros, mulheres apresentam maior pontuação em exaustão emocional e homens para despersonalização; também como fatores de risco tem-se trabalhadores com nível mais elevado de educação; maior risco em solteiros, viúvos ou divorciados.7

No trabalho os fatores de riscos para Síndrome de Burnout destacam-se: sobrecarga; baixo nível de controle das atividades ou acontecimentos no próprio trabalho; baixa participação sobre mudanças organizacionais; expectativas profissionais (discrepância entre suas expectativas e desenvolvimento profissional e aspecto reais de seu trabalho); sentimento de injustiça e iniquidade nas relações laborais (carga de trabalho, ascensão de colega sem merecimento, salários desiguais); trabalho de turnos ou noturnos; precário suporte organizacional e relacionamento conflituosos entre colegas; tipo de ocupação (maior relação em cuidadores em geral); relação muito próxima e intensa do trabalhador com pessoas que deve atender; responsabilidade sobre a vida de outrem; conflito e ambiguidade de papel.7

Destaca-se também fatores de riscos sociais como falta de suportes social e familiar; manutenção do prestígio social em oposição à baixa salarial que envolve determinada profissão e valores e normas culturais.7

A Síndrome de Burnout é caracterizada pela exaustão emocional (ausência de energia, frustração, sentimento de esgotamento dos recursos emocionais do trabalhador para atender clientes e colegas de trabalho); despersonalização ou desumanização (distanciamento emocional em relação aos clientes e aos colegas de profissão, tratamento distante e impessoal) e baixa realização profissional (o trabalhador fica insatisfeito com o desenvolvimento profissional).

Como consequências a síndrome leva o trabalhador à falta de motivação, satisfação, comprometimento e desempenho no trabalho, bem como as faltas ao trabalho, a alta rotatividade de funcionários e aposentadorias antecipadas, afetando dessa forma não somente o trabalhador, mas de forma indireta a empresa/instituição, os clientes e em última análise a sociedade. 12

A prevenção da Síndrome de Burnout envolve estratégias relacionadas tanto ao ambiente de trabalho quanto ao trabalhador, sendo:

– No que se refere ao trabalhador: administrar a própria saúde, buscar estratégias para construção de um ambiente mais saudável com propostas construtivas e participativas no contexto do trabalho, buscar ressignificação do trabalho e do viver. 1

– No que se refere ao ambiente de trabalho: reorganização dos processos de trabalho, promover os valores humanos tornando o ambiente institucional uma fonte de saúde e realização, responsabilizar-se pelo desenvolvimento do trabalho e não apenas obrigar-se a cumprir as normas e políticas da instituição, mudança na cultura organizacional favorecendo medidas de prevenção, diagnóstico precoce da síndrome.1

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiram diretrizes e recomendações para sanar problemas relacionados à Síndrome de Burnout, entre elas:

“…empoderamento do trabalhador, participação e satisfação, adoção do conceito de “trabalho decente” caracterizado pelo emprego justo, respeito pelos direitos humanos, regras laborais, proteção ao meio ambiente, transparência e diálogo social, inclusão nas listas de doenças ocupacionais o estresse e transtornos mentais, para que possa ser identificado, quantificado e tratados casos da síndrome”.12

Apesar da repercussão negativa que é a Síndrome de Burnout no que se refere a prejuízos ao trabalhador, à instituição e a sociedade, e ainda ser considerada atualmente como um problema de saúde pública, poucos são os estudos relacionados ao problema e não existe dúvidas que o conhecimento é um passo inicia e decisivo na implementação de medidas de prevenção e minimização da síndrome.

Conclusão

O objetivo desse estudo foi identificar os principais fatores de riscos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem e apontar as principais estratégias de enfrentamento que foram citados nos artigos avaliados.

Após a análise dos artigos selecionados concluiu-se que a Síndrome de Burnout atualmente é um problema de saúde pública e está diretamente relacionado ao estresse crônico no trabalho, caracterizado pelo esgotamento emocional, a despersonalização e a falta de realização profissional, tendo como fatores de riscos para o desenvolvimento da síndrome fatores individuais, socioeconômicos, do trabalho e organizacionais

Observou-se que os profissionais de saúde, principalmente as equipes de enfermagem, encontra-se no grupo de profissões com maiores riscos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, isso em decorrência da própria característica da profissão, assim como aspectos relacionados a fatores organizacionais e pessoais do próprio trabalhador.

Como estratégias de enfrentamento da Síndrome de Burnout algumas ações, tanto por parte da instituição empregadora quando do trabalhador, podem minimizar o estresse laboral e consequentemente a incidência da síndrome nas instituições, uma vez que a síndrome não afeta somente o  profissional, mas também a instituição quando tem-se o aumento do absenteísmo, do presenteísmo e gastos com novas contratações e treinamentos de funcionários, e consequências negativas para a sociedade com a baixa qualidade da assistência prestada ao cliente.

As principais conclusões são:

– Se faz necessária a adoção de medidas preventivas e estratégias de minimização do estresse laboral, para melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho e a saúde do trabalhador.

– A melhoria das condições de trabalho dos profissionais contribui para fornecer uma assistência de saúde mais apropriada aos profissionais com sinais da Síndrome de Burnout.

– A síndrome necessita ser reconhecida como doença, para que possam ser implementadas medidas para sua prevenção.

– A síndrome de Burnout está relacionada ao contexto laboral, resulta de estresse crônico e caracteriza-se pela exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal. Na prevenção e tratamento da síndrome a abordagem deve ser compreendida como um problema coletivo e organizacional e não somente visto e tratado como um problema individual. É essencial investir no aperfeiçoamento profissional e oferecer suporte social às equipes de trabalho na enfermagem.

– Os profissionais de saúde são altamente vulneráveis ​​a cada uma das dimensões de Síndrome de Burnout

– O estresse psicológico na UTI influencia na atuação do profissional de enfermagem, sendo a fonte geradora de conflitos e SB.

– Políticas de mudança do contexto organizacional podem interferir no número de ocorrência da Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é relevante reorganizar o trabalho dos profissionais de enfermagem de forma que seja pautado pela criação de ambientes físicos seguros e compatíveis com o tipo de trabalho desenvolvido; jornada de trabalho adequada; e definição clara e transparente de objetivos e metas, permitindo com isso que o profissional de enfermagem possa alcançá-las como meio de crescimento e de reconhecimento profissional.

– É necessário prestar atenção à presença de fadiga na equipe de enfermagem, Pode indicar o desenvolvimento da síndrome de burnout e avaliar cada serviço da centro de saúde de acordo com suas características.

– O perfil de risco para síndrome de burnout, a saber, trabalhadores do sexo masculino, jovens, em processo de formação (graduação), com menor remuneração, que atendem um maior número de pacientes por dia, médicos, profissionais concursados, ausência de comprometimento, controle e desafio (traços de personalidade resistente ao estresse), menor autoeficácia, insatisfação com o trabalho, presença de transtornos mentais comuns e desejo de abandonar a profissão, a instituição ou seu cargo na instituição atual.

Concluímos, com esta pesquisa, que existe uma estreita relação entre síndrome de Burnout e a ausência de qualidade de vida no cotidiano profissional de enfermagem

Entende-se a necessidade de se explorar mais o assunto estudado, além de se elaborar novos artigos científicos que abordem o tema no intuito que o mercado de trabalho não somente evolua em termos tecnológicos, em competitividade e resultados, mas, principalmente, que atentem-se cada dia mais um dos principais recurso de um a instituição, a saber, o recurso humano.

Referências

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10. Presidência da República, Casa Civil – Subchefia para Assuntos Júridicos. Decreto n. 6042 de 12 de fevereiro de 2007. Altera o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no3.048, de 6 de maio de 1999, disciplina a aplicação, acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção – FAP e do Nexo Técnico Epidemiológico, e dá outras providências. Acessado em 11 de novembro de 2017. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/D6042compilado.htm

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12. Organização Panamericana de Saúde – Estresse no ambiente de trabalho cobra preço alto de inficíduos, empregadores e sociedade. 2016. Acessado em 18 de novembro de 2011. Disponível em: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5087:estresse-no-ambiente-de-trabalho-cobra-preco-alto-de-individuos-empregadores-e-sociedade&Itemid=839.

[1] Pós-graduanda em Enfermagem em Emergência e Urgência.

[2] Doutora em Ciências da Saúde e orientadora do trabalho de conclusão de curso da pós-graduação em Enfermagem em Urgência e Emergência do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição – CEEN.

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