Consumo de álcool: um problema na saúde indígena?

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ARTIGO DE REVISÃO

BESERRA, Luciana Adaclei Lopes [1]

BESERRA, Luciana Adaclei Lopes. Consumo de álcool: um problema na saúde indígena? Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 09, Vol. 06, pp. 27-38. Setembro 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/problema-na-saude

RESUMO

Com o crescente contato e interculturalidade entre índios e não índios houve algumas agregações nos hábitos dos indígenas, que porventura demonstram certa curiosidade sobre os costumes da população não indígena. Tal fato, fez com que o costume de ingerir bebidas alcoólicas, principalmente as bebidas destiladas, tivesse um novo sentido. O modo de consumo de álcool tem muitas variedades de acordo com cada etnia, cultura, religião e localidade. Com isso, o questionamento levantando é: o consumo de álcool tornou-se um problema para os povos indígenas? A análise de dados foi realizada com o objetivo de identificar se existe uma problemática para os povos indígenas relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. Diante disso, foi realizada uma pesquisa de revisão integrativa com base em artigos e teses coletados da fonte de dados LILACS, selecionados aqueles publicados entre os anos de 2011 a 2020, com os descritores de assunto “saúde indígena” e “álcool”. Resultado: com o crescente consumo de bebidas alcoólicas por parte dos indígenas, houve também mudança no padrão de consumo e no perfil dos usuários, que resultou em alterações comportamentais com familiares e comunidade e agravos à saúde. Conclusão: a fácil disponibilização das bebidas alcoólicas por conta da aproximação geográfica entre os povos indígenas e os centros urbanos, facilitou a aquisição de bebidas alcoólicas industrializadas, fato esse que contribuiu para o consumo nocivo do álcool por parte dos indígenas.

Palavras-Chave: saúde indígena, alcoolismo, álcool, cultura.

INTRODUÇÃO

O consumo inapropriado no etanol, substância presente na composição de bebidas alcoólicas, é um assunto que causa muita repercussão e está associado a mais de 200 tipos de doenças e a diversos problemas sociais. O uso de álcool também tem relação causal com lesões intencionais ou não intencionais, como por exemplo: violência doméstica, suicídio e acidentes de trânsito (GARCIA et al., 2015).

De acordo com o Ministério da Saúde (2019), o uso indiscriminado do álcool, de maneira que se torna nocivo ao organismo, é considerada uma patologia e por isso é um grave problema de saúde pública que atinge por volta de 20% da população brasileira em geral, porém a grande maioria que também consome álcool, embora não o suficiente para entrar em um quadro de alcoolismo, continua contribuindo com as estatísticas dos agravos. Atualmente, o percentual de abuso de substâncias alcoólicas está maior entre os homens do que em mulheres, apesar do grupo feminino ter aumentado seu consumo consideravelmente nos últimos 14 anos. O grupo com maior incidência de uso de álcool é: 25 a 34 anos no público masculino e 18 a 24 anos no público feminino (BRASIL, 2019).

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza-se como uso nocivo consumo igual ou superior a quatro doses, para mulheres, e cinco ou mais doses por parte dos homens, em uma única ocasião. Esses episódios também podem ser chamados de Beber Pesado Episódico (BPE), o ocorrido é muito mais comum entre os jovens e pode ser reflexo de problemas na estrutura familiar ou pode ser um indivíduo socialmente vulnerável (CISA, 2013).

Entre os diversos grupos ao redor do mundo, o consumo de bebidas alcoólicas faz parte da cultura, práticas religiosas ou sociais e estão relacionadas com a sensação de relaxamento ou prazer (ANDRADE, 2019). Não muito diferente para os povos indígenas, o uso de bebidas alcoólicas também faz parte da cultura, porém carregam hábitos ancestrais, onde para muitos povos era considerado um ato sagrado, feito em ocasiões especiais. No entanto, no processo de colonização os indígenas conheceram e passaram a fazer uso de bebidas destiladas, fato que contribuiu para que essa prática saísse do que antes fazia parte apenas do contexto cultural passando em alguns casos para o consumo nocivo (BURATTO, 2013).

Tradicionalmente, as bebidas alcoólicas consumidas pelos indígenas eram produzidas por eles mesmo num processo de fermentação de leveduras ou bactérias oriundas do milho, batata doce, mandioca ou de algumas frutas, dependendo do grupo étnico. E seu uso era para eventos tais como: celebração de um novo líder, alianças ou relações de amizade com outros grupos indígenas, aniversários e casamentos. Mas devido à aproximação física dos espaços ocupados com os não índios e a facilidade em adquirir outros tipos de bebidas alcoólicas, destiladas sendo a mais comumente escolhidos, alguns povos indígenas foram abandonando sua tradição (PERSCH, 2019).

Devido a inúmeras doenças e outros agravos que o uso indiscriminado de bebidas alcoólicas gera no âmbito da saúde pública e principalmente à saúde dos povos indígenas e aos poucos artigos levantando a temática relacionada aos índios, houve o estímulo para que este projeto fosse elaborado como uma revisão literária com o objetivo de identificar se o consumo de álcool por povos indígenas ultrapassou os limites de tradição/cultura e passou a existir um problema de uso nocivo. Com isso, levanta-se o questionamento: o consumo de álcool tornou-se um problema para a saúde dos indígenas?

MÉTODOS

Foi realizado um estudo de revisão integrativa de literatura (RIL) com etapas de elaboração e objetivos definidos em:

1) elaboração da pergunta norteadora: “o consumo de álcool tornou-se um problema para a saúde dos indígenas?”;

2) realizar a busca e selecionar as publicações com as informações referentes ao tema e determinar os critérios de avaliação (inclusão ou exclusão);

3) classificação e análise dos dados;

4) discussão e apresentação dos resultados.

A coleta dos artigos foi realizada no mês de julho de 2020. Foi utilizada a fonte de informação LILACS, usando os descritores: “saúde indígena” e “álcool”, resultaram em 60 publicações. Dentre os 60 artigos publicados, foram utilizados como critérios de inclusão artigos completos e de acesso livre, com publicação nos idiomas: português, inglês ou espanhol nos últimos 10 anos (período entre 2011 e 2020). O critério de exclusão foi a não obtenção de respostas para a pergunta norteadora, artigos que não disponibilizavam leitura integral e gratuita e artigos repetidos e artigos de revisão de literatura.

Figura 1 – Seleção segundo a base de dados

Fonte: autoria própria.

RESULTADOS

Com a definição do tema e dos termos da pesquisa inicial, o processo de busca resultou em 60 publicações na base de dados escolhida. Das 60 publicações, 19 artigos correspondiam ao tema desta pesquisa, porém contava apenas com disponibilização parcial do conteúdo, seu acesso não era livre a todos resultando na exclusão para análise de dados. Outras 30 publicações não respondiam à pergunta norteadora do presente estudo. Em outra busca, 1 artigo respondia à pergunta norteadora, porém o ano de publicação ultrapassava o desejado. E quanto a outros 2 artigos não utilizados, 1 tratava-se de uma revisão de literatura e o outro era um artigo repetido publicado em outro idioma. Para compor a análise final, foram inclusas 8 publicações.

Quadro 1. Artigos e teses selecionadas para compor a base de dados, com especificações de autores, título e periódico.

Artigo Autores Título Periódico
1 MENDES APM, ALFONSO JOR, LANGDON EJ, GRISOTTI M, MARTÍNEZ-HERNÁEZ A. Representações e práticas de cuidado dos profissionais da saúde indígena em relação ao uso de álcool Ciênc. Saúde Colet ; 25(5): 1809-1818, 2020. Tabhttps://doi.org/10.1590/1413-81232020255.34442019
2 SILVA DL; JÚNIOR APP; FEITOSA MZS Juventude indígena e suicídio: diálogos transdisciplinares, campos de possibilidades e superação de vulnerabilidades. Rev. psicol. polít. vol.19 no.46 São Paulo set./dez. 2019
3 SOUZA RSB, OLIVEIRA JC, TEODORO MLM Construção de um Instrumento para Avaliar o Uso de Bebidas Alcoólicas em uma Etnia Indígena de Minas Gerais Ciência e Profissão 2019, 39, e176628, 1-11. https://doi.org/10.1590/1982-3703003176628
4 VIANNAI JJB; CEDARO JJ; OTT AMT Aspectos psicológicos na utilização de bebidas alcoólicas entre os Karitiana Psicol. Soc. vol.24 no.1 Belo Horizonte Jan./Apr. 2012 https://doi.org/10.1590/S0102-71822012000100011.
5 MACIEL SC; OLIVEIRA, RCC; MELO, JRF. Alcoolismo em indígenas potiguara: representações sociais dos profissionais de saúde PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO, 2012, 32 (1), 98-111
6 MEDEIROS ACLV. O consumo de bebida alcoólica e o trabalho no povo indígena Xukuru do Ororubá Dissertação (Mestrado Acadêmico em Saúde Pública) – Departamento de Saúde Coletiva, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, 2011.
7 MELO JRF; MACIEL SC; OLIVEIRA RCC; SILVA AO. Implicações do uso do álcool na comunidade indígena potiguara Physis vol.21 no.1 Rio de Janeiro 2011 https://doi.org/10.1590/S0103-73312011000100019
8 SÁ, RAR. Avaliação do risco de doenças cardiovasculares em Indígenas Krenak do Estado de Minas Gerais Dissertação (Mestrado): Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Enfermagem Belo Horizonte; s.n; 2018. 72 p. tab, mapa, ilus.

Fonte: autoria própria.

DISCUSSÃO

Muitos povos indígenas, principalmente aqueles que residem mais próximos às áreas urbanas, passaram a utilizar bebidas alcoólicas industrializadas em detrimento do consumo de bebidas que eles mesmos produziam. Observa-se mudança no padrão de consumo e no perfil dos usuários, as bebidas artesanais que os índios produziam e consumiam tinha teor alcoólico menor quando comparadas às bebidas destiladas. E se antes os principais consumidores eram os jovens adultos, hoje já existem crianças consumindo precocemente o líquido (MENDES et al., 2020). Além de mudanças no modo de consumir bebidas alcoólicas, os indígenas também mudaram seus hábitos alimentares e adotaram um estilo de vida mais sedentário, fazendo uso inclusive de tabaco, fatores esses que contribuíram significativamente para o aumento de riscos de doenças cardiovasculares nessa população (SÁ, 2018)

Na comunidade indígena Xukuru do Ororubá 93% dos indivíduos ou seus familiares faziam uso de bebidas alcoólicas e cerca de 90% das vezes gerava algum problema com relação ao próprio consumidor ou a terceiros. Dentre aqueles que consumiam álcool, apenas uma pequena porcentagem equivalente a 16% não relatava nenhum tipo de problema em decorrência da bebida. Muitos são os inconvenientes causados pelo uso abusivo do álcool, os problemas mais recorrentes são: alterações comportamentais, agravos à saúde, problemas no lar e baixo desempenho no trabalho ou dificuldade para conseguir emprego. Em sua maioria, os consumidores tinham idade entre 25 a 34 anos, porém o grupo com idade entre 18 a 24 anos chegavam numericamente próximo aos líderes de consumo (MEDEIROS, 2011).

Para os Karitianas, comunidade indígena próximo a Porto Velho no estado de Rondônia, o consumo de bebidas alcoólicas foi maior no passado, quando o fluxo de garimpeiros no território indígena era intenso, eles chamavam aquele período de “tempo da bagunça”, pelos problemas de agressividade e desordens que aconteciam frequentemente (VIANNAI et al, 2012). Segundo Souza (2012), a escassez de informações sobre o consumo de bebidas alcoólicas pela população indígena e também uma enorme dificuldade em avaliar se esse consumo representa problemas e é ainda mais difícil determinar qual o impacto que essas ações desencadeiam.

Já entre os Potiguaras, resultados colhidos em um pequeno grupo da população, pouco mais de 40% relataram consumir álcool e mais da metade desse percentual conviviam com as implicações do uso abusivo. Há relatos de indivíduos cada vez mais jovens inclinados à ingestão do etanol, sendo ainda mais preocupante por causar tanto problemas na saúde quanto sociais. Habitantes dessa comunidade consideram isso como algo muito pior, pois segundo eles os antigos consumidores eram mais velhos e tinham controle sobre o consumo, no entanto devido à aproximação entre centros urbanos e aldeias, os jovens ficam mais interessados pela diversidade de bebidas feitas com álcool e o rápido acesso que podem ter a elas, considerando que suas bebidas tradicionais levam dias até estarem prontas. Embora muitas pessoas dessa etnia não tenham boas condições financeiras, na oportunidade em que eles têm algum recurso, optam por comprar este item nocivo no lugar de investir em sua própria alimentação ou na de seus familiares, resultando em uma dieta de qualidade baixa (MELO et al., 2011). Ainda na comunidade dos Potiguaras, o uso abusivo de bebidas alcoólicas está associado com problemas de saúde como jovens engravidando precocemente e aumento nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (MACIEL et al., 2012).

Entre os anos de 2008 e 2012, foram registrados em torno de 470 casos de suicídios entre a população indígena onde a maior incidência recaia sobre jovens com idades entre 15 a 29 anos, representando aproximadamente 60% dos casos. Esse resultado é até 4 vezes maior do que a média de suicídio entre jovens da mesma faixa etária na população geral, tal resultado alarmante deve se ao fato da população indígena se encontrar em estado de vulnerabilidade que pode estar relacionado à crescente desvalorização de sua cultura, ao uso abusivo de álcool e possivelmente outras drogas e a superestimação do uso de tecnologias, que dificultam a inclusão dos índios (SILVA et al., 2019).

CONCLUSÃO

Diante de uma variedade de informações, é possível perceber que a população indígena desde o processo de colonização sofreu com mudanças em suas tradições, mudanças essas que foram fortemente impostas. Com o passar dos anos, apesar de não haver mais essa imposição, os costumes daqueles não pertencentes a grupos étnicos continuam influenciando no modo de viver dos índios, porém nem sempre esses povos têm pleno conhecimento sobre os impactos negativos que a aquisição desse novo costume pode ter. Devido às mudanças no modo de consumo de bebidas alcoólicas e estilo de vida a população indígena passou a ter problemas que antes não eram comuns para eles, problemas diretamente ligados à saúde física, além de alterações de comportamento. Portanto o uso nocivo do álcool afeta não só usuário, como também afeta indiretamente aqueles que não fazem uso dessa substância, principalmente quando o usuário é o principal provedor da família. As alterações comportamentais do usuário fazem com que toda sua família sofra, pois em virtude do objeto de desejo do provedor, pode haver falta de investimento nas necessidades do lar.

Mesmo a população geral, que tem acesso mais fácil e disseminado à informação, muitas vezes ignora os perigos do uso abusivo do álcool. Portanto, assim como a fácil disponibilização e até incentivo para o consumo de bebidas alcoólicas por parte das comunidades indígenas, motivado pela capitalização, deveriam vir acompanhadas de informações mais claras e a confirmação da elucidação desses atos, uma vez que explicações rasas não garantem que houve um real entendimento.

AGRADECIMENTOS E FINANCIAMENTO

Meus sinceros agradecimentos vão para a instituição Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus – HMTJ, pelo incentivo na produção deste artigo contribuindo para o crescimento profissional. Agradeço também aos meus colegas de trabalho e família pelo apoio emocional e por confiarem no meu potencial, compreendendo a necessidade de me ausentar em algumas ocasiões para me aprofundar no assunto.

REFERÊNCIAS

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[1] Pós-graduação em Saúde Indígena, Graduação em Enfermagem.

Enviado: Fevereiro, 2021.

Aprovado: Setembro, 2021.

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