Aromaterapia: uma prática integrativa e complementar no bem-estar da gestante

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ARTIGO DE REVISÃO

PENTEADO, Thainá Volpi [1], PENTEADO, Fernanda Nathalia [2], POLETTI, Sofia [3]

PENTEADO, Thainá Volpi. PENTEADO, Fernanda Nathalia. POLETTI, Sofia. Aromaterapia: uma prática integrativa e complementar no bem-estar da gestante. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 11, Vol. 11, pp. 175-196. Novembro 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/pratica-integrativa

RESUMO

Introdução: A Aromaterapia é uma técnica terapêutica incluída nas práticas integrativas e complementares (PICs) que utiliza óleos essenciais, que são substâncias produzidas a partir de componentes naturais, utilizados para tratar diversos desconfortos de forma holística. Cada vez mais mulheres procuram terapias que vão atuar como tratamentos complementares durante todo o período gestacional, e até mesmo durante o parto, pós-parto e cuidados com o bebê. Dessa maneira, a Aromaterapia pode se tornar uma grande aliada neste período delicado da vida da mulher. A sua utilização, pode fazer com que o estresse do cotidiano, dores e preocupações sejam minimizadas, auxiliando até mesmo na melhora de problemas emocionais, como transtorno de ansiedade e depressão. A Aromaterapia traz inúmeros benefícios para a saúde da gestante, não oferecendo riscos a gestação com a utilização de óleos essenciais (OEs). Diante do exposto, a presente revisão tem como questão norteadora: Os efeitos da Aromaterapia como PIC podem atuar no bem-estar da gestante? Objetivo: Revisar na literatura os efeitos da Aromaterapia como PIC no bem-estar da gestante. Metodologia: As bases de dados consultadas foram o Google Acadêmico, PubMed, SciELO, livros, estudos clínicos, sem filtros por ano de publicação, nos idiomas português, inglês e espanhol, com as palavras-chave: gestante; aromaterapia; óleos essenciais; puerpério; pregnant; aromatherapy; essencial oils; puerperium; embarazada; aromaterapia; aceites esenciales e puerpério. Principais Resultados: Os OEs mais utilizados durante a gestação foram lavanda (lavandula), camomila romana (chamaemelum nobile), laranja doce (citrus x sinensis), os OEs mais utilizados no momento do parto foram sálvia sclareia (salvia sclarea), ylang- ylang (cananga odorata) e olíbano (boswellia carterii), no puerpério os OEs mais utilizados foram os de lavanda (lavandula), laranja doce (citrus x sinensis) e  ylang- ylang (cananga odorata) e nos cuidados com o bebê o OE que mais foi utilizado foi o de lavanda (lavandula). Considerações Finais: A presente revisão pode evidenciar que a Aromaterpia é uma PIC, por meio dos OEs, com efeitos positivos no bem-estar físico e emocional das gestantes, puérperas e bebês.

Palavras-chave: gestante, aromaterapia, óleos essenciais, puerpério.

INTRODUÇÃO

O período gravídico e o pós-parto, são momentos de inúmeras adaptações e mudanças na vida das mulheres, onde ocorrem mudanças fisiológicas, psicológicas e hormonais no corpo da gestante, podendo acarretar sentimentos negativos e inseguranças com o novo momento em sua vida (PICCININI et al., 2008).

Mesmo com uma gravidez planejada e sem nenhuma comorbidade, sentimento de culpa, exaustão física, mental e estresse são algumas das queixas mais relatadas pelas mulheres (RODRIGUES; SCHIAVO, 2011).

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) podem se tornar grandes aliadas neste período delicado da vida, entre elas, podemos citar a Acupuntura para equilibrar o corpo e ajudar nas dores, Yoga para bem-estar físico e Aromaterapia para equilíbrio físico e mental. Essas práticas podem contribuir para a diminuição do tempo de trabalho de parto e para alívio das dores presenciadas (SILVA et al., 2016).

A Aromaterapia é uma técnica milenar, na qual se utilizada óleos essenciais (OEs), que tem sido estudada e utilizada há milhares anos para os mais diversos fins. Atualmente, vem sendo explorada cada vez mais, por pessoas que procuram alternativas naturais como meio de tratamento complementar, pois, os OEs são substâncias produzidas a partir de componentes naturais, e extraídas de materiais vegetais, como raízes, folhas, caules, cascas, flores e sementes, sendo utilizados para tratar diversos desconfortos de forma holística (SILVA et al., 2020).

Durante a gestação, algumas mulheres podem apresentar contraindicações para o uso de alguns fármacos, dessa maneira, a Aromaterapia, por se tratar de uma terapia inteiramente natural, pode ser uma grande aliada, pois não oferece riscos para a gestante, desde que, evite a utilização de alguns OEs que exigem cautela (BORGES; MADEIRA; AZEVEDO, 2011).

Segundo Paviani, Tringueiro e Gressner (2019), o uso dos OEs pode ser considerado como técnicas não farmacológicas, contribuem para um parto mais tranquilo, minimizando o medo, insegurança e desamparo, como a utilização de massagens, inalações com OEs, ou aromatizadores durante o parto, fazendo com que a puérpera se sinta mais confortável no início desta nova fase de sua vida.

Diante do exposto, a presente revisão tem como questão norteadora: Os efeitos da Aromaterapia como PIC podem atuar no bem-estar da gestante? Assim, o objetivo desta pesquisa foi revisar na literatura sobre os efeitos da Aromaterapia como uma PIC no bem-estar da gestante.

DESENVOLVIMENTO

A presente revisão foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FHO, sob o parecer de nº 330/2021. As bases de dados consultadas foram o Google Acadêmico, PubMed, SciELO, livros da Biblioteca da FHO, e estudos clínicos sem filtros por ano de publicação, nos idiomas português, inglês e espanhol, com as palavras-chave: gestante; aromaterapia; óleos essenciais; puerpério; pregnant; aromatherapy; essencial oils; puerperium; embarazada; aromaterapia; aceites esenciales e puerpério.

O período gestacional é um momento único na vida das mulheres. Durante todo período gravídico o corpo sofre diversas mudanças hormonais e fisiológicas, que mesmo que sutis, geram um grande impacto na vida da gestante (PICCININI et al., 2008).

As alterações hormonais ocorrem desde o início da gravidez. O hormônio beta-HCG se faz presente no organismo logo após a concepção do feto, e percorrerá durante todo período gravídico, juntamente com a progesterona que manterá o metabolismo equilibrado, e o estrogênio que preparará o corpo feminino durante todo o processo de gestação, e mais posteriormente para a hora da amamentação (CARVALHO, 2016).

De maneira fisiológica, tais hormônios irão influenciar de forma com que a mulher sofra alterações em seu organismo, como enjoos que podem percorrer ao longo de toda gestação, aumento do peso corporal e aumento do volume das mamas devido ao processo de lactação. Estas mudanças afetam diretamente a saúde emocional, podendo desenvolver posteriormente transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade (COSTA, 2010).

Segundo Schmidt; Piccoloto e Müller (2005), a depressão pode ocorrer logo no início da gestação e se estender até o puerpério. Sentimentos de culpa, exaustão física e mental, melancolia e desânimo, podem estar em conexão com o sentimento de se sentir incapaz de passar por uma grande adaptação em sua vida.

Dentre todos os sentimentos vivenciados pelas gestantes, o sentimento que se faz mais presente é a ansiedade, que pode aparecer logo após a descoberta da gravidez, onde surgem inúmeras preocupações e incertezas. Com a evolução da gestação, o sentimento é aumentado, podendo levar a questionamentos sobre a saúde do bebê até como será o parto, o que as levam a buscarem alternativas que as ajudem a passar por este momento de uma forma mais tranquila e prazerosa (LIMA, 2016).

Atualmente, as pessoas estão cada vez mais procurando métodos que atenuem o uso de fármacos, e com isso a exploração por PICs vem ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas. Já, com as mulheres em período gestacional não é diferente, muitas fazem o uso de técnicas que vão auxiliar durante todo este período gravídico, no plano de parto, auxiliando na diminuição da dor, e até mesmo no período de resguardo e cuidados com o bebê (FERNANDES et al., 2021).

As PICs podem auxiliar a futura mãe, sem oferecer riscos para sua saúde e a de seu bebê, atuando de forma segura e natural, considerando que as gestantes podem apresentar contraindicações para o uso de alguns fármacos (CONDE; FIGUEIREDO, 2003).

É de suma importância que seja realizada uma criteriosa avaliação médica ao receitar algum fármaco para uma gestante, uma vez que, alguns podem oferecer riscos dependendo do tempo em que a gestação se encontra, considerando que a maioria dos fármacos podem atravessar a barreira placentária, apresentando toxicidade ao feto (SILVA; MARQUES, 2019).

Dessa maneira, as PICs podem ser uma terapia alternativa para as gestantes, por serem tratamentos que irão utilizar de recursos naturais para tratar diferentes tipos de desconfortos, com intuito de melhorar a saúde, estabelecer um reequilíbrio físico e emocional, diminuir tensões e estresses do cotidiano. Algumas das técnicas mais utilizadas hoje são Aromaterapia, Cromoterapia, Musicoterapia, Reiki e Yoga (BORGES; MADEIRA; AZEVEDO, 2011).

A Aromaterapia é a arte e a ciência de utilizar OEs, extraídos de plantas, sendo substâncias voláteis e complexas com fins terapêuticos, no intuito de promover um bem-estar físico e mental, de maneira natural e de forma holística (GRACE, 1999; BUCHBAUER, 2004).

O termo “Aromaterapia” foi utilizado pela primeira vez pelo químico francês René Maurice Gattefosé. Há relatos que após um acidente de trabalho na qual houve uma queimadura em sua mão, o químico mergulhou-a em um recipiente onde havia OE de lavanda (lavandula), e pode observar logo em seguida um alívio imediato de sua dor, e após um tempo, a ferida se curou rapidamente não apresentando cicatriz (GNATTA et al., 2016).

Não se tem conhecimento do período em que pessoas começaram a utilizar OE como forma de tratamento, porém, há registros com escrituras hebraicas de milhares de anos que relatam a autilização de ervas aromáticas e bálsamos para o embalsamamento de cadáveres e cerimônias religiosas (STANWAY, 1993).

Almeida (2011), relata que, no final do século XIX, um egiptólogo Yorg Elbers teve acesso a um papiro de aproximadamente 1.500 anos a.c, onde havia a descrição de várias espécies vegetais, ficando conhecido posteriormente como Papiro de Elders, detalhando como os antigos egípcios utilizavam olíbano, mirra e outros campos aromáticos para cura de doenças e propósitos religiosos, fazendo com que o mundo tomasse ciência de uma Farmacopeia.

A Aromaterapia começou a ser utilizada em meio clínico no período da 2ª Guerra Mundial, onde o médico Dr. Jean Valnet após ter estudado o trabalho do químico Gattesofé, utilizou pela primeira vez OEs para curar os soldados com feridas de guerra, e anos depois seus alunos Dr. Paul Belaich e Dr. Jean Claude Lapraz, iriam comprovar que os OEs possuíam diversas propriedades bactericidas e fungicidas (SANTOS; EL’AOUAR, 2019).

Após ter estudado o trabalho de Valnet, a doutora Marguerite Maury, considerada a “Pioneira da Aromatepia Holística”, desenvolveu uma massagem especial com óleo, onde introduziu o conceito de prescrição individual, relacionando a doença com o estilo de vida da personalidade de cada pessoa (CORRÊIA; SCHOTTEN; MACHADO, 2013).

A extração dos OEs é realizada por meio de plantas aromáticas, pelo processo de destilação, sendo o meio mais comum, onde são extraídos de folhas, troncos e sementes, prensagem a frio, como cascas e frutos cítricos, e extração por solvente, rendendo mais do que o processo de destilação, porém, com uma possibilidade de contaminação (ROSE, 1995).

Os OEs trabalham com o sistema límbico do corpo, agindo diretamente nas emoções, e memórias de curto e longo prazo, podendo ocorrer através da inalação, onde o indivíduo pode fazer diretamente do recipiente no qual se encontra o OE, ou utilizando difusores e ventiladores, no combate de gripes, resfriados, ou até mesmo, por via cutânea, em perfumes, séruns ou colônias, e em massagem juntamente com óleos vegetais. Embora alguns OEs sejam voláteis, podendo causar fotos sensibilidade, existem OEs que podem ser ingeridos, e até mesmo substituir alguns ingredientes na culinária (CORRÊIA; SCHOTTEN; MACHADO, 2013).

O sistema olfativo humano, permite sentir diversos aromas e odores. As estruturas se encontram localizadas no interior da estrutura nasal (nariz), e interior do sistema nervoso central. Na região central do cérebro está localizado o centro olfativo, onde se tem origem os receptores e nervos olfativos, sendo possível captar diversos aromas e odores e saber diferenciá-los (Figura 1) (WOLFFENBÜTTEL, 2010).

Fig. 1. Sistema Olfativo e mecanismos de ação do olfato.

Fonte: Adaptado de:  http://chc.osasco.sp.gov.br/o-olfato/

A utilização tópica dos OEs é um dos meios mais utilizados na Aromaterapia, pois possuem a capacidade de permear substâncias microscópicas, folículos pilosos, orifícios glandulares, moléculas hidrofílicas (possuem afinidade por água), conseguindo atravessar a epiderme pelas glândulas sudoríparas, e as moléculas lipofílicas (possuem afinidade por gordura) que fazem a mesma função através das glândulas sebáceas. Desta forma, o OE é absorvido pela pele (HOARE, 2010).

Os óleos carreadores são de origem vegetal, sendo extraídos de sementes ou nozes e são misturados com o OEs, que por sua vez, são muito concentrados, e sua aplicação requer cuidado, pois, ao aplicar diretamente na pele podem causar manchas, irritações e queimaduras. Essa mistura irá diluir o OE facilitando a absorção na pele, e evitar possíveis danos. Nas gestantes os óleos carreadores mais utilizados são os óleos vegetais de semente de uva, jojoba, amêndoa doce e abacate, na fórmula de 1%, e que não possuem nenhuma contraindicação (HOARE, 2010).

Os OEs podem se tornar grandes aliados para as mulheres no período da gestação, pois se tratando de um período muito delicado, podem contribuir para que o momento seja mais calmo e prazeroso, trazendo sentimentos e emoções que vão ser desfrutados durante todo o período gravídico e mais futuramente no parto e puerpério, aliviando os sintomas de estresse e ansiedade (SILVA et al., 2010).

Segundo Conde e Figueiredo (2003), é inegável que a gravidez está diretamente associada com ansiedade. Desde o momento em que a futura mãe descobre que está grávida, é acometida por abundantes pensamentos e incalculáveis preocupações, entretanto, tamanho sentimento pode acarretar problemas futuros para mãe e filho, uma vez que é de extrema importância que a mesma se mantenha calma e estável, para uma gestação e concepção tranquila, e para tal, utilizar métodos como Aromaterapia, irá auxiliar para um melhor aproveitamento da gestação, preparando a mãe para o momento mais esperado, o parto.

No autocuidado da gestante a Aromaterapia poderá atuar trazendo bem-estar, disposição, alívio de dores e desconfortos que são muito comuns na gravidez, como azia, má digestão, e que estão presentes desde o primeiro trimestre da gestação, além da colaboração no aumento da autoestima da futura mãe, que muitas vezes é diminuída pela modificação do corpo ao longo dos trimestres (LIMA, 2016).

A Aromaterapia no período gravídico pode ser associada por meio da massoterapia, se assim for recomendada pelo médico responsável pela gestante, com a utilização dos OEs e óleos vegetais, realizando movimentos que vão reduzir o estresse acumulado, proporcionando total relaxamento, aumentando a circulação sanguínea e reduzindo as dores lombares (DOMINGOS; BRAGA, 2014).

Segundo um estudo realizado por Chen et al. (2017), a Aromaterapia foi aplicada em um grupo de 52 gestantes saudáveis, que foram divididas em dois grupos, um grupo sem nenhuma intervenção de PICs, apenas com o acompanhamento pré-natal de rotina, e outro grupo com mulheres que vivenciaram a prática da massoterapia com OE de lavanda (lavandula) a cada duas semanas, em 10 sessões, por um período de 20 semanas. Conforme a aplicação da técnica de massagem em conjunto com a Aromaterapia, durante a gestação, trouxeram inúmeros benefícios para o sistema imunológico da gestante, e uma redução significativa dos níveis de cortisol, responsável pelo estresse. Todavia, o estudo relatou a importância da aplicação da Aromaterapia por profissionais capacitados, uma vez que alguns OEs poderiam causar malefícios se utilizados de maneira inapropriada.

A presente revisão compilou em uma tabela alguns OEs quanto a função, tratamento e forma de aplicação para amenizar os desconfortos no período gestacional (Tabela 1).

Tabela 1. Óleos essenciais, função, tratamento e aplicação para gestantes.

OEs Função Tratamento Aplicação
Lavanda (Lavandula), Sândalo (Santalum álbum),
Ylang-Ylang (Cananga odorata),
Camomila romana (Chamaemelum nobile),
Manjerona (Origanum majorana),
Vetiver (Chrysopogon zizanioides),
Valeriana (Valeriana officinalis)
Relaxamento, analgesia, sedativo, antidepressivo, restaurador, ajuda na presença de distúrbios nervosos Insônia/stress Fórmula para momentos de crise:
50ml de creme, base simples: utilizar uma semana. 1 gota de OE de raiz de Valeriana, 4 gotas de OE de Lavanda, 4 gotas de OE de Camomila-romana. Aplicar na parte interna do antebraço. Utilizar ao entardecer e a noite.
Fórmula genérica: 50ml de uma base simples de banho de espuma, 5 gotas de OE de Mandarina Vermelha e Ylang Ylang. Combinar com exercícios de respiração e relaxamento em um banho de banheira (noite), antes de dormir.
Néroli (Citrus aurantium var), Mandarina Vermelha (Citrus reticulata), Lavanda (Lavandula) Emoliencia, acalma irritações da pele Estrias 50ml de creme base simples, ou 50ml de óleo de semente de uva, 4 gotas de OE de Lavanda, 3 gotas de OE de Néroli, 3 gotas de OE DE Mandarina vermelha. Aplicar com suavidade no abdómem, nas coxas e seios
Niauli (Melaleuca quinquenervia), Eucalipto(Eucalyptus), Sândalo (Santalum álbum), Camomila-romana (Chamaemelum nobile), Bergamota (Citrus bergamia) Antiviral, bactericida, antiespamódico, reconfortante, antisséptico Infecções urinárias Combinação dos OEs com banho de banheira morno com base carreador, 4-6 gotas dos OEs que forem escolhidos
Gengibre (Zingiber officinale),
Laranja doce (Citrus X sinensis),
Grapefruit (Citrus aurantium),
Limão (Citrus X limon)
Antiespamódico, tônico do sistema digestivo, evita náusea e vômito. Atua como sedativo para os músculos do estômago, reduz a flatulência, estimula o apetite Enjoo matinal 50ml de óleo vegetal de semente de uva, ou 50ml de loção base simples. 3gotas de OE de gengibre e limão, 4 gotas de OE de Grapefruit. Aplicar na parte interna do braço (ponto de acupressura), sua localização fica acima do pulso
Mandarina Vermelha (Citrus reticulata),
Néroli (Citrus aurantium var),
Grapefruit
(Citrus aurantium)
 
Digestivo, espasmos, tônico do sistema digestivo, flatulências, ajuda em modo geral a digestão Prisão de ventre Combinação de dois OEs com o carreador. Realizar massagem suave no abdómem no sentido horário
Gengibre (Zingiber officinale),
Cardamomo (Elettaria cardamomum),
Petitgrain (Citrus aurantifolium),
Lavanda
(Lavandula),
Laranja doce
(Citrus X sinensis),
Mandarina Vermelha (Citrus reticulata), Sândalo (Santalum álbum)
Digestivo, flatulência, desintoxicante, espasmos, desodorizante, atua em distúrbios digestivos em geral Ingestão, azia 50g de creme base simples ou 50ml de loção base simples ou óleo carreador. 2 gotas de OE de Cardamomo, 4 gotas de OE de Laranja doce e Camomila-romana. Aplicar a fórmula no plexo solar quando estiver com sintomas
Observação: Todas as dosagens dos óleos carreadores foram de 1%, após o nascimento do bebê a dosagem poderá ser aumentada em 2%.

Fonte: Adaptado de Hoare (2010).

Embora a massagem requeira alguns cuidados, se a mulher não apresentar histórico de sangramento vaginal ou histórico de trombose, poderá realizar massagem após o primeiro trimestre de gestação com alguns cuidados, não apresentando assim problemas para a mãe e filho. Uma pesquisa foi realizada com a participação de 84 mulheres grávidas no segundo trimestre de gestação, recrutadas aleatoriamente em três grupos. O grupo 1 recebeu massoterapia como tratamento, o grupo 2, relaxamento muscular progressivo e o grupo 3 recebeu apenas o acompanhamento pré-natal de rotina. O grupo 1 recebeu 20 minutos de massagem durante as 16 semanas restantes da gestação, o grupo 2 recebeu sessões de relaxamento muscular progressivo no mesmo horário. Após cada sessão de massagem, as mulheres relatavam níveis mais baixos de ansiedade e depressão, além da redução de dores nas pernas, costas, diminuição de cortisol e norepinefrina, e níveis mais elevados de dopamina e serotonina. O estudo concluiu que os resultados obtidos podem contribuir para a redução da atividade fetal e o melhor resultado neonatal (menor incidência de prematuridade e baixo peso ao nascer), podendo a gestante e o feto se beneficiarem da massagem terapêutica (CAMPO et al., 2004).

Um estudo realizado por pesquisadores alemães evidenciou que a Aromaterapia é eficaz no tratamento de estresse, ansiedade, e mal-estar físico. O estudo analisou os OEs de eucalipto (eucalyptus) e hortelã-pimenta (mentha × piperita), obtendo resultados satisfatórios na diminuição das dores de cabeça. Neste estudo, o OE foi colocado e massageado na região das têmporas e na testa com uma esponja, e o resultado demonstrou que em 50% delas a dor havia sido reduzida apenas com o uso de OE (HOARE, 2010).

Para que a gestante tenha um período gravídico mais tranquilo, a utilização dos OEs traz inúmeros benefícios, pois nesse período o seu corpo está em constante mudança. OE de néroli (citrus aurantium) e o OE de lavanda (lavandula), auxiliam na estimulação à expansão de novas células, sendo assim, excelente para serem utilizados no momento da gestação (BALASKAS, 1999).

Uma pesquisa realizada utilizando o questionário de ansiedade Spiel-Berger em 102 gestantes, as quais foram divididas em 3 grupos no período inicial do trabalho de parto, utilizou como ferramenta de estudo OE de lavanda (lavandula) por meio de inalação com intuito de reduzir a ansiedade. No grupo 1 as mulheres inalaram um lenço umedecido com o OE por 15 minutos, no grupo 2 foi utilizado efeito placebo, onde as mulheres apenas inalaram óleo vegetal de amêndoa doce por 15 minutos, e o grupo 3 recebeu cuidados normais como é de costume na maternidade, sem nenhuma intervenção. O resultado avaliado pelo questionário de ansiedade Spiel-Berger, demonstrou que após o tratamento com o OE, as mulheres apresentaram diminuição da ansiedade, concluindo que o OE de lavanda (lavandula) pode reduzir significativamente a ansiedade na hora do trabalho de parto (MAHIN et al., 2011).

Um ensaio clínico foi realizado em um ambulatório de Ginecologia em um hospital de Kyoto no Japão, onde incluiu 13 mulheres em período gravídico com 28 semanas de gestação, totalmente saudáveis com o intuito de reduzir o estresse e diminuir as chances de problemas obstétricos. O estudo contou com a utilização de OEs de lavanda (lavandula), petitgrain (citrus aurantifolium) e bergamota (citrus bergamia), segundo a preferência da gestante, por meio inalatório. Antes de começar e após a realização dos testes, houve a medição do Perfil dos Estados de Humor, e durante o ensaio, a frequência cardíaca foi monitorada para a regulação do sistema nervoso autônomo. As gestantes foram divididas em 2 grupos, grupo de Aromaterapia (grupo 1) com 7 mulheres, e grupo controle (grupo 2) com 6 mulheres. No grupo 1 as mulheres ficaram sentadas em repouso por 10 minutos, durante os últimos 5 minutos de cada sessão de 10 minutos. Os resultados apresentaram diferenças significativas entre os grupos na tensão-ansiedade e de raiva-hostilidade, e as respectivas melhoras foram observadas no grupo 1, além do aumento significativo da atividade do nervo parassimpático em comparação com o grupo 2 (IGARASHI, 2013).

Uma pesquisa realizada em Birjand-Irã nos centros de saúde com 90 mulheres grávidas que apresentavam náuseas e vômitos, submetidas à um ensaio clínico duplo-cego randomizado, e divididas em dois grupos de forma aleatória. O grupo intervenção utilizou OEs misturados de limão (Citrus X limon) e hortelã-pimenta (mentha × piperita), por meio de inalação, 3 gotas da mistura em um pedaço de algodão e o grupo controle foi utilizado placebo (comando). Ambos os grupos foram avaliados por meio do questionário de Quantização Única de Emese de Gravidez de 24 horas e Escala de Gravidade de Fadiga. O estudo concluiu que, no grupo controle não houve resultados consideráveis, já no grupo intervenção, com OEs, houve melhora significativa dos sintomas em intensidades baixa e moderada (SAFAJOU et al., 2020).

Para segurança das gestantes, deve-se evitar a utilização de OEs que se enquadram como abortivos, estimulantes, tônicos uterinos, emenagogos, e os que podem prejudicar hormônios e útero, ou causar sangramento vaginal. Em altas doses, os OEs contraindicados podem causar defeitos congênitos de natureza estrutural que surgem durante o desenvolvimento embrionário, podendo atravessar a placenta e chegar até a circulação sanguínea do feto (DOSOKY; SETZER, 2021).

A massagem, por sua vez, também requer alguns cuidados, se a mulher possuir algum histórico de sangramento vaginal, não é aconselhável fazer massagem abdominal, ou se possuir histórico de trombose nas veias profundas, não se deve executar massagem nos pontos dos órgãos adjacentes ou na região do útero, pois podem ser prejudiciais ao feto (HOARE, 2010).

Os OEs apontados como emenagogos requerem mais cautela e devem ser evitados com no mínimo 20 semanas de gravidez. A gestante poderá utilizá-los somente após este período, com cautela.  No início da gestação alguns OEs devem ser evitados, entre eles OE de cenoura (daucus carota subsp. sativus), camomila-romana (chamaemelum nobile), manjerona (origanum majorana), hortelã-pimenta (mentha × piperita) e gálbano (ferula galbaniflua). Alguns OEs podem interagir com a região uterina, podendo induzir o trabalho de parto prematuro, e devem ser evitados até o momento final da gestação, como o OE de hortelã (mentha spicata), melissa (melissa officinalis), semente de anis estrelado (Illicium verum), nóz moscada (myristica fragrans), jasmim (jasminum), olíbano (boswellia carterii), junípero (juniperus), mirra (commiphora myrrha), rosa (rosa) e aneto (anethum graveolens) (HOARE, 2010).

A tabela 2 elenca alguns OEs, os quais, necessitam ser avaliados quanto as propriedades e advertências em sua utilização durante o período gestacional.

Tabela 2. Óleos essenciais que exigem cautela na gestação quanto as propriedades e advertências.

OE Propriedades Advertências
Lavanda
(Lavandula)
Analgésico, tônico uterino, calmante/sedativo, hipotensivo, antiespasmódico Não utilizar juntamente com outros analgésicos como petidina e epidural ou infusões de oxitocina/pitocina*.
Esclareia
(Salvia sclarea)
Antidepressivo, antiespasmódico, tônico uterino, indutor de parto, eufórico, hipotensivo Não utilizar juntamente com analgésicos petidina e epidural ou infusões de oxitocina/pitocina*.
Mandarina
(Citrus reticulata)
Inspirador, analgésico, antiespasmódico, Sedativo Fototóxico
Limão
(Citrus X limon)
Imunoestimulante, antiespasmódico, hipotensivo, inspirador, hemostático, revigorante Não se não deve utilizar ao mesmo tempo dos analgésicos petidina e epidural. Fototóxico.
Hortelã-pimenta
(Mentha X piperita)
Antiespasmódico, analgésico, cefálico, revigorante /antitérmico, expectorante Não fazer o uso se a mulher vomitar um líquido manchado de bile.
Camomila-romana (Chamaemelum nobile) Calmante/reconfortante, antialérgico, antiespasmódico, anti-inflamatório, antipruriginoso Efeito emenagogo (provoca ou favorece a menstruação) no primeiro trimestre de gravidez.
Olíbano
(Boswellia carterii)
Tônico uterino, anti-inflamatório, expectorante, calmante/sedativo Não utilizar ao mesmo momento que a infusão de oxitocina/pitocina*.
Jasmim
(Jasminum)
Sedativo, antidepressivo, tônico uterino, relaxante, analgésico, anti-inflamtório Não utilizar ao mesmo momento que a infusão de oxitocina/pitocina*.
Rosa
(Rosa)
Analgésico, tônico uterino, antidepressivo, relaxante/calmante, antiespasmódico, sedativo para os nervos Não utilizar ao mesmo momento que a infusão de oxitocina/pitocina*.
*oxitocina/pitocina – medicamento ministrado para estimular contrações uterinas.

Fonte: Adaptado de Dosoky e Setzer (2021), e Hoare (2010).

Em Teerã, Irã, foi realizado um estudo clínico com 120 primogestas com o intuito de analisar a finalidade da Aromaterapia com OE de rosa (rosa) e escalda-pés, para ansiedade no período da atividade do trabalho de parto. As voluntárias foram alocadas em 3 grupos de forma casual, no grupo 1 foi realizado inalação de 10 minutos e escalda-pés com OE de rosas (rosa). O grupo 2 utilizou o escalda-pés de água morna por 10 minutos, os dois grupos foram colocados na fase ativa e de transição, e o grupo 3 teve os cuidados de rotina pelo hospital. A ansiedade foi analisada da Escala Visual Analógica no início das fases ativa e de transição antes e após a intervenção. O estudo concluiu que a Aromaterapia, juntamente com a escalda-pés, diminuiu a ansiedade no momento da fase de atividade do parto (KHEIRKHAH, 2014).

A tabela 3 elucida os OEs, função, tratamento e aplicação que podem ser utilizados no momento do parto, salvo as contraindicações.

Tabela 3. Óleos essenciais, função, tratamento e aplicação no momento do parto*.

OE Função Tratamento Aplicação
Apalmarosa (Cymbopogon martinii) Antissépticas, bactericidas, tonificante na musculatura lisa do útero Estimular as contrações, acalmar taquicardia Inalação, massagem
Sálvia Sclareia
(Salvia sclarea)Olíbano
(Boswellia carterii)
Tônico uterino, hipotensivo, indutor de parto, analgésico, sedativo Redução da ansiedade e indução do parto 50ml de base simples de banho de espuma, 4 gotas de OE de Sálvia esclareia, 6 gotas de OE de Olíbano. Adicionar 15ml da solução em uma banheira com água morna depois do trabalho de parto*.
Lavanda (Lavandula),
Sândalo (Santalum álbum),
Ylang-Ylang (Cananga odorata),
Camomila romana(Chamaemelum nobile),
Manjerona (Origanum majorana),
Vetiver (Chrysopogonzizanioides),
Valeriana (Valeriana officinalis)
Relaxamento, analgesia, sedativo, antidepressivo, restaurador, ajuda na presença de distúrbios nervosos Insônia/stress Fórmula para momentos de crise:
50ml de creme, base simples: utilizar uma semana.
1 gota de OE de raiz de Valeriana, 4 gotas de OE de Lavanda, 4 gotas de OE de Camomila-romana. Aplicar na parte interna do antebraço. Utilizar ao entardecer e a noite.
Fórmula genérica: 50ml de uma base simples de banho de espuma, 5 gotas de OE de Mandarina Vermelha e Ylang Ylang. Combinar com exercícios de respiração e relaxamento em um banho de banheira (noite), antes de dormir.
*Somente se não houver contraindicação.

Fonte: Adaptado de Price e Price (2012) e Hoare (2010).

Logo após o parto, no período puerperal imediato, as mulheres podem sofrer com dores, cólicas uterinas, cansaço, fadiga e problemas como a ansiedade, estresse, dores e desconforto com a amamentação. A fadiga pós-parto faz com que a mulher vivencie sentimentos ruins, como não se sentir preparada para iniciar a vida de mãe. Dessa forma, a Aromaterapia é uma grande aliada nesta questão, principalmente para diminuir a ansiedade, estresse, dores e desconforto com a amamentação (VAZIRI et al., 2017).

Em Tóquio, Japão, foi realizado um estudo piloto quase-experimental onde foram realizados pré-testes e pós-testes em um grupo de mães do primeiro ao sétimo dia pós-parto, com intuito de analisar o resultado do tratamento com Aromaterapia em relação a fadiga. O estudo contou com 34 mulheres puérperas, onde puderam escolher entre cinco OEs (lavanda, ylang-ylang, cidra, pau-rosa e laranja doce), utilizando como carreador óleo vegetal de amêndoa doce, por meio de massagem nas mãos e antebraços. Os testes para medir o nível da fadiga e cansaço foi realizado través de questionários válidos e confiáveis. O estudo concluiu que 29 das 34 participantes obtiveram resultados satisfatórios, com as pontuações de relaxamento aumentadas e as pontuações de fadiga foram significativamente reduzidas, 77,8% das mulheres ficaram satisfeitas com o tratamento (ASAZAWA et al., 2017).

Uma pesquisa foi realizada com uma puérpera no Banco de Leite Humano no Hospital Universitário Antônio Pedro, na Universidade Federal Fluminense, no sexto dia pós-parto, cujo filho estaria internado no complexo neonatal do hospital. A puérpera estava com altos níveis de ansiedade e estresse, tendo seu processo de lactação influenciado negativamente por tais circunstâncias. Ela foi encaminhada para uma sala do hospital organizada para ser um ambiente terapêutico, harmônico e acolhedor, e foi aplicado as PICs de Aromaterapia (utilizando o OE de lavanda), Cromoterapia, Musicoterapia, escalda-pés, Reflexologia Podal e Palmar, e massagens com estímulos em pontos específicos corporais para a produção endógena de ocitocina (para aumento na produção láctea). O monitoramento foi realizado por meio de contato telefônico para as informações sobre a sua produção láctea, e seu bem-estar físico e mental. O estudo concluiu que a puérpera conseguiu atingir um nível significativo de relaxamento, e as mamas que se encontravam flácidas tornaram-se túrgidas devido a produção de ocitocina, onde foi realizado posteriormente a ordenha manual, obtendo a retirada de 150 ml de leite, e verificou-se um aumento na produção láctea que antes se apresentava com apenas 50 ml de leite por ordenha (MARCHIORI et al., 2014).

A Tabela 4 elucida os OEs, função, tratamento e aplicação para o período puerperal, como também para estímulo na produção de leite materno.

Tabela 4. Óleo essencial, função, tratamento e aplicação no puerpério e na produção de leite.

OE Função Tratamento Aplicação
Cipestre
(Cupressus sempervirens)
Anti-inflamatório, fungicida Hemorróida Pode ser utilizado com cremes ou compressas.
Melaleuca
(Melaleuca alternifólia)
Bactericida, analgesia Mamilos doloridos ou inchados 2-3 gotas de OE de Melaleuca a 1 tigela (em formato aproximado do seio) com água morna. Depois de amamentar, mergulhar o mamilo por cinco minutos.
Bergamota
(Citrus bergamia),
Gerânio
(Pelargonium),
Angélica
(Angelica archangelica), Melissa
(Melissa officinalis),
Rosa
(Rosa)
Relaxamento, alívio da depressão, melhora de humor, redução da ansiedade Depressão pós-parto Tópica, massagem, banho relaxante.
Erva-doce
(Pimpinella anisum),
Anis Estrelado
(Illicium verum),
Jasmim
(Jasminum)
Aumento na produção de leite, aumento de Galactagogos Auxilia na produção de leite materno 1-2 gotas de OE diluído em 50ml de óleo vegetal de semente de uva. Massagear a região dos seios.
Hortelã Verde
(Mentha spicata)
Diminuição de Galactagogos Diminuição da produção excessiva de leite 2-3 gotas de OE de Hortelã Verde diluído em 50ml de óleo vegetal de semente de uva. Massagear a região dos seios.
Lavanda
(Lavandula),
Sândalo
(Santalum álbum),
Ylang-Ylang
(Cananga odorata), Camomila romana (Chamaemelum nobile), Manjerona
(Origanum majorana), Vetiver
(Chrysopogonzizanioides),
Valeriana
(Valeriana officinalis)
Relaxamento, analgesia, sedativo, antidepressivo, restaurador, ajuda na presença de distúrbios nervosos Insônia/stress Momentos de crise:
50ml de creme, base simples: utilizar uma semana.
1 gota de OE de raiz de Valeriana, 4 gotas de OE de Lavanda, 4 gotas de OE de Camomila-romana. Aplicar na parte interna do antebraço. Utilizar ao entardecer e a noite.
Fórmula genérica: 50ml de uma base simples de banho de espuma, 5 gotas de OE de Mandarina Vermelha e Ylang Ylang. Combinar com exercícios de respiração e relaxamento em um banho de banheira (noite), antes de dormir.

Fonte: Adaptado de Costa (2019), e Hoare (2010).

A Aromaterapia associada a massagem possui diversos benefícios no bebê, aumentando da flexibilidade, promovendo uma esfoliação na remoção de células mortas, e uma melhora na digestão. O toque ajuda o bebê a se desenvolver no crescimento e na comunicação, e os OEs também ajudam a acalmá-los, deixando seu sistema imunológico mais forte, entre outros inúmeros efeitos positivos (HOARE, 2010).

A Tabela 5 elucida uma compilação de OEs, função, tratamento e aplicação que pode ser utilizada para amenizar alguns sintomas em bebês.

Tabela 5. Óleos essenciais, função, tratamento, aplicação que podem ser utilizados em bebês.

OE Função Tratamento Aplicação
Lavanda (Lavandula) Relaxante, calmante, sedativo, analgésico, antiespamódico (ajuda nos espasmos musculares) Acalmar, problemas de sono, aflição da dentição, asma Pingar 1-2 gotas no travesseiro do bebê à noite
Camomila Romana (Chamaemelum nobile) Calmante, relaxante, reconfortante, antialérgico, antiespamódico Acalmar, relaxar, problemas com sono, problemas de pele (catapora, eczema), cólicas, febre Utilizar 1 gota de OE de Camomila romana, diluído em 2 colheres de sopa de óleo vegetal. Aplicar massageando braços, pernas, barriga, pés e orelhas
Laranja-doce (Citrus X sinensis),
Mandarina
(Citrus reticulata)
Antiespamódico, estabiliza o sistema digestivo Cólicas, prisão de ventre 1-2 gotas de OE diluído em 15 ml de óleo vegetal. Aplicar na região abdominal realizando uma massagem delicada (pode realizar movimentos peristálticos)
Melaleuca (Melaleuca alternifólia) Fomentador do sistema imunológico, antiviral, bactericida, antibiótico, fungicida Tosse, resfriados Utilizar 1-2 gotas de OE diluído para banho de banheira
Eucalipto (Eucalyptus) Antitérmico, antiviral, descongestionante, balsâmico, refrescante Asma, febre do feno, tosse, resfriado Utilizar 1/m² gota de OE de Eucalipto em difusor
Mirtilo
(Vaccinium myrtillus)
Expectorante, calmante, sedativo Tosse, resfriado Utilizar 1/m² gota de OE de Mirtilo em difusor
Ylang Ylang (Cananga odorata)
Lavanda (Lavandula)
Diminui o ritmo da respiração. Asma 1 gota de OE de lavanda e Ylang Ylang, diluído em 30ml de óleo vegetal. Aplicar fazendo uma massagem delicada em região peitoral.
Ravensara (Ravensara aromatica) Formentador do sistema imunológico, antiviral, microbicida, ainti-infeccioso, antiespamódico, expectorante, calmante, digestivo. Tosse, resfriado, dor de ouvido, bronquiolite, bronquite, catapora, problemas no sono, distúrbios digestivos. Utilizar 1-2 gotas de OE de Ravensara em 10ml de óleo vegetal (1%). Massagear costas e peito. Em caso de catapora, diluir 1-2 gotas de óleo em 10 ml de óleo vegetal e aplicar diretamente na lesão.

Fonte: Adaptado de Hoare (2010).

Um estudo realizado com 13 bebês, sendo um grupo de pré e pós, onde cada um deles tinham de 6 a 12 meses apresentando distúrbios de sono. O método experimental que realizaram foi a massagem associada com Aromaterapia, o teste teve duração de 30 minutos em 3 dias sequentes, aplicação de 50 ml de óleo vegetal e 2 gotas de OE de lavanda, para a confiabilidade dos resultados utilizou-se Escala de Distúrbios do Sono em Crianças, os dados foram analisados um dia antes e depois da intervenção. Os resultados foram positivos e mostraram que a massagem juntamente com a Aromaterapia é eficiente para tratar os distúrbios de sono dos bebês (ARBIANINGSIH et al., 2019).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em virtude dos fatos mencionados, essa revisão evidenciou que a Aromaterapia auxilia em múltiplas fases da gestação, amenizando desde os indesejáveis enjoos, aliviando o estresse, ansiedade e depressão, melhorando o estado emocional. Na hora do parto, influência desde sua indução, até na diminuição de dores, proporcionando relaxamento para a gestante durante o processo de parto, como também no período do puerpério.

Após o parto, a Aromaterapia poderá contribuir no combate a depressão, dores, ansiedade, estresse, insônia, desconforto com a amamentação, entre outros, além de contribuir com os cuidados com o bebê, ela poderá se tornar uma grande aliada na regulação do sono, cólicas e irritações.

Portanto, a Aromaterpia é uma PIC, por meio dos OEs, com efeitos positivos no bem-estar físico e emocional das gestantes, puérperas e bebês.

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Enviado: Outubro, 2021.

Aprovado: Novembro, 2021.

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