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Efeito do treinamento de pernadas do polo aquático (EggBeater) sobre a rigidez passiva dos rotadores laterais do quadril em indivíduos sedentários – um ensaio controlado randomizado

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

CRUZ, Andriny Gonçalves [1]

CRUZ, Andriny Gonçalves. Efeito do treinamento de pernadas do polo aquático (EggBeater) sobre a rigidez passiva dos rotadores laterais do quadril em indivíduos sedentários – um ensaio controlado randomizado. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 05, Vol. 08, pp. 100-135. Maio de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/polo-aquatico

RESUMO

Introdução: A adequada força dos músculos rotadores laterais do quadril (MRLQ), tem relação com a melhora do padrão de movimento em tarefas em cadeia cinemática fechada. O fisioterapeuta pode usar atividades específicas na piscina para o treinamento aeróbio e muscular, como o treino em bicicletas aquáticas ou pode usar parte de um gesto esportivo para a conquista do ganho almejado. O eggbeater é uma técnica usada em polo aquático e nado sincronizado para criar forças propulsoras por meio de movimentos cíclicos de alta velocidade dos (MMII), essa ação cíclica envolve rotação interna (RI) alternada à rotação externa (RE) em posição fletida e abduzida da articulação do quadril. Nesse sentido, diante da cinemática apresentada, uma das possibilidades de treinamento na piscina dos MRLQ é a batida de pernas do polo aquático (termo popular em inglês: eggbeater). A literatura é escassa em relação ao quanto o eggbeater pode influenciar esta musculatura de quadril. Objetivo: Investigar o efeito de um treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) sobre a rigidez passiva dos MRLQ em indivíduos sedentários. Metodologia: Foi realizado um ensaio clínico controlado com alocação aleatória dos participantes. Para isso, foram avaliados 50 adultos jovens sedentários de ambos os gêneros saudáveis que foram divididos e alocados aleatoriamente entre os grupos controle e intervenção. O grupo intervenção (n=25; 22±2 anos) realizou o protocolo de batida de pernas eggbeater do polo aquático e o grupo controle (n=25; 22±1 anos) foi orientado a manter suas atividades habituais. Todos foram avaliados antes e após para determinar a rigidez passiva dos MRLQ. Resultados: Os resultados deste estudo demonstraram que não houveram diferenças significativas entre os grupos. A rigidez passiva determinada no momento pré intervenção no membro direito (p=0,54) e no membro esquerdo (p= 0,13) e no momento pós no membro direito do valor p=0,91 e no membro esquerdo p=0,67. Conclusão: o programa de intervenção não apresentou eficácia na alteração da rigidez passiva dos MRLQ.

Palavras-chaves: Rotadores laterais do quadril, Rigidez passiva, eggbeater, Polo aquático, Água profunda.

1. INTRODUÇÃO

O exercício aquático é amplamente recomendado devido aos seus inúmeros benefícios para o corpo humano (SILVA; BRANCO, 2011). Alguns exercícios em água são facilitados, enquanto outros são resistidos, como exemplo da caminhada rápida (PIANNA et al., 2019). Sendo assim, os exercícios em piscinas podem trazer algumas vantagens adicionais devido aos efeitos das propriedades biofísicas da imersão: flutuabilidade, gradiente de pressão hidrostática, viscosidade da água e calor específico da água (ASSIS et al., 2006; EDLICH et al.,1987).

A força dos músculos rotadores laterais do quadril (MRLQ) é frequentemente investigada por interferir em tarefas funcionais, como marcha, corrida e aterrissagem do salto (SOUZA et al., 2009; SOUZA et al., 2014; BITTENCOURT et al., 2012). No entanto, além da ação muscular, outras propriedades da articulação do quadril, como sua rigidez articular passiva merecem atenção, pelo fato de contribuírem durante a realização dessas tarefas. A rigidez passiva é determinada pela taxa de mudança do torque de resistência durante o deslocamento angular de uma articulação, na ausência de contração muscular (HERBERT, 1998; MAGNUSSON, 1998). A rigidez articular (rigidez ativa) são: a co-contração muscular e/ou aumento da contração de um músculo se opondo a um momento de força externo durante as atividades funcionais (OBURSECK et al., 1995).

Uma rigidez passiva adequada pode resistir ao movimento articular reduzindo a necessidade de contração muscular (SILVA et al., 2009) e consequentemente o gasto energético (DUMKE et al., 2006; ARAMPATZIS et al., 2010) promovendo estabilidade funcional. Desta forma, a baixa rigidez dos MRLQ pode resultar em rotação medial excessiva do quadril durante a realização de atividades em cadeia cinemática fechada (FONSECA et al., 2007), podendo contribuir, por exemplo, para a ocorrência de pronação excessiva da articulação subtalar do pé (SOUZA et al., 2010). Diversas alterações nos membros inferiores, como, dor patelofemoral (POWERS, 2003; THIJS et al., 2011), lesão de ligamento cruzado anterior (HEWETT et al., 2005) e síndrome do estresse tibial medial (SOUZA et al., 2011) podem possuir associação com a pronação excessiva, além disso estudos biomecânicos revelam que essa disfunção pode modificar a postura da pelve nos planos sagital e frontal e o alinhamento da coluna vertebral (PINTO et al., 2008). Nesse sentido, a modificação da rigidez passiva pode ser necessária para minimizar as repercussões biomecânicas e a chance de lesão durante tarefas funcionais que envolvam descarga de peso em cadeia cinemática fechada.

O exercício de forma geral é muito importante para reabilitar atletas e prevenir lesões (NIU et al., 2018). Recentemente os exercícios aquáticos e a imersão voltaram a ser considerados na prevenção de lesões, na recuperação pós competições e na reabilitação de atletas (SAJADIAN et al., 2017). Uma das opções dos clubes ou agremiações de atletas é exercício na água, realizados em piscinas ou tanques. Uma das maiores demandas destes ambientes competitivos é o treinamento de grupo muscular específico, porém o treinamento aquático atualmente não confere respostas científicas às estas indagações.

As atividades físicas aquáticas, tais como a corrida em piscina profunda, a corrida em piscina rasa e a hidroginástica estão cada vez mais populares devido à sensação agradável que o meio líquido proporciona durante a execução desses exercícios (OLIVEIRA et al., 2011). O uso deste recurso em ambientes esportivos pode ter efeitos adicionais àqueles obtidos localmente; em musculatura específica, além de uma maior aderência à atividade pelos atletas. Os fisioterapeutas destes clubes/atletas podem usar atividades específicas na piscina para o treinamento aeróbio e muscular, como o treino em bicicletas aquáticas, ou pode usar parte de um gesto esportivo para a conquista do ganho almejado. Diante da cinemática apresentada, uma das possibilidades de treinamento na piscina dos MRLQ é a batida de pernas do polo aquático (termo popular em inglês: eggbeater). A literatura é escassa em relação ao quanto o eggbeater pode influenciar a musculatura de quadril.

O eggbeater é uma técnica usada no polo aquático e no nado sincronizado para criar forças propulsoras por meio de movimentos cíclicos de alta velocidade dos membros inferiores (SANDERS, 1999). É utilizado para elevar a parte superior do corpo para fora da água, gerando força vertical para cima, juntamente com o empuxo, a fim de equilibrar e/ou superar o peso corporal (DE SOUZA CASTRO; DA SILVA, 2016). O eggbeater envolve uma ação cíclica dos membros inferiores, com os membros direito e esquerdo girando nas direções opostas e em fases opostas (SANDERS, 1999). Essa ação envolve rotação interna (RI) alternada à rotação externa (RE) das pernas em posição fletida e abduzida da articulação do quadril. Esse estudo é justificado pela escassez de ensaios clínicos aleatorizados e pelo fato da adequada rigidez da musculatura rotadora lateral de quadril em minimizar riscos de lesões no membro inferior e outras disfunções. Este estudo avaliou se o treinamento das batidas de pernas do polo aquático (eggbeater) influência na melhora da rigidez articular passiva dos MRLQ.

2. OBJETIVO

O presente trabalho teve como objetivo investigar o efeito de um treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) sobre a rigidez passiva de dos músculos rotadores laterais de quadril.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 DELINEAMENTOS DE ESTUDO

Tratou-se de um estudo do tipo ensaio clínico controlado com alocação aleatória dos participantes e avaliador cegado, para análise do efeito de um treinamento comparado à mínima intervenção. Os participantes foram alocados em dois diferentes grupos (controle e intervenção) e foram avaliados (pré) e reavaliados (pós) para o desfecho rigidez passiva dos MRLQ.

3.1.1 LOCAL DO ESTUDO

A intervenção foi realizada no setor de piscinas da Clínica-escola de Fisioterapia da Universidade Federal do Vale Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). A avaliação (e reavaliação) da rigidez passiva dos MRLQ aconteceu no ginásio da Clínica-escola de Fisioterapia da UFVJM, ambos localizados no campus JK, na cidade de Diamantina.

Figura 1 – Piscina profunda do setor de piscina da Clínica-escola de Fisioterapia da UFVJM.

Dimensões da piscina: Comprimento= 10,0 metros. Altura (parte rasa)= 2,30. Altura (parte profunda) = 2,50. Largura= 2,0 metros.
Fonte: Próprio autor

3.2 AMOSTRA

Participaram do estudo homens e mulheres residentes em Diamantino-MG que preencheram os seguintes critérios de inclusão: (I) Ser adulto jovem, sedentário e saudável com idade entre 18 e 29 anos; (II) ausência de dor ou histórico de lesão nos MMII nos últimos seis meses; (III) não ter realizado cirurgia nos MMII nos últimos 6 meses; (IV) realizar menos de 2 dias por semana de atividades de fortalecimento ou resistência muscular; (V) saber nadar; (VI) apresentar condições clínicas e cognitivas mínimas para realização de atividades na piscina através do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) (ANEXO I); (VII) não apresentar alterações dermatológicas contagiosas ou incontinência urinária ou fecal. Foram excluídos deste estudo os participantes que: (I) foram incapazes de realizar o teste de rigidez passiva dos rotadores laterais de quadril; (II) não compareceram às coletas; (III) solicitaram a exclusão; (IV) tiveram mudanças das rotinas no grupo controle e (V) tiveram falta superior a 15% nas intervenções. Foi realizada amostragem de conveniência entre alunos da UFVJM.

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Vales do Jequitinhonha e Mucuri (CAAE 12797719.0.0000.5108 sob o número de parecer 3.359.327) (Anexo II), registro do protocolo do estudo no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (TRIAL: RBR-3DW33Z), todos os indivíduos que aceitaram participar do estudo leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice II). Foi realizado o cálculo amostral utilizando o software Gpower 3.1. Para geração do cálculo foi utilizada a medida de Mudança Minimamente Detectável do estudo de Mendonça et al (2018) e o desvio padrão de um estudo piloto previamente realizado com 8 participantes. Seriam necessários 80 participantes, 40 em cada grupo, com base em um cálculo de tamanho de amostra considerando um poder estatístico de 80%, um alfa de 5% e uma taxa de abandono de 20%. Porém, não foi possível atingir totalmente a amostra pelo cálculo, pois as intervenções e avaliações tiveram que ser interrompidas por medida de segurança da Pandemia COVID-19. Atingimos o n de 50 participantes.

3.3 INSTRUMENTOS

Os instrumentos de medidas estão descritos abaixo e os materiais usados foram os seguintes: inclinômetro analógico (Starrett®); fita métrica, lápis demográfico; goniômetro; maca com velcro e colete flutuador.

3.3.1 QUESTIONÁRIO DE PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA PAR-Q

O Questionário de Prontidão da Atividade Física (PAR-Q) foi originalmente concebido como um questionário de triagem autoadministrado para segurança dos indivíduos sedentários antes de iniciar uma atividade física (ADAMS, 1999). O PAR-Q tem como objetivo detectar as pessoas que estão em risco ao aumentar seu nível de exercício físico (Anexo I).

3.3.2 MEDIDA DO TORQUE PASSIVO DE RESISTÊNCIA DOS MRLQ DURANTE O MOVIMENTO DE ROTAÇÃO MEDIAL DO QUADRIL

Teste validado pôr Do Carmo Carvalhais et al. (2011), com coeficiente de correlação intraclasse de 0,97, que serve para quantificar a rigidez passiva dos MRLQ. O indivíduo é posicionado na maca em decúbito ventral com os quadris em neutro no plano sagital, o joelho a ser testado em 90º de flexão e a pelve estabilizada através de uma faixa com velcro. Movimenta-se passivamente o membro inferior a ser testado em rotação medial do quadril (o pé no sentido para fora da maca) para avaliar a rigidez dos rotadores laterais de quadril. Ao realizar o teste, o avaliador deve certificar que o indivíduo não está contraindo voluntariamente outros grupos musculares, como os músculos isquiossurais. O inclinômetro deve ser posicionado 15 cm abaixo da tuberosidade da tíbia para realização da medida. Valores maiores de amplitude de movimentação de rotação medial indicam baixa rigidez de rotadores laterais, enquanto valores menores indicam alta rigidez de rotadores laterais. Essa medida é fundamental para entendimento da dissipação de energia mecânica no quadril, além de ter grande relação com valgismo dinâmico do joelho. Uma rigidez considerada adequada nesse teste está entre 30-40º. (DO CARMO CARVALHAIS et al., 2011).

3.3.3 ESCALA MODIFICADA DE BORG

A escala modificada de Borg é uma classificação da percepção subjetiva do esforço. Numa escala numérica de 0 a 10, o indivíduo utiliza a escala para apontar sua própria percepção de esforço (BORG; GUNNAR, 1982). Foi utilizada a escala durante toda a intervenção na piscina como critério para aumentar a intensidade das batidas de (MMII) no protocolo. Como demonstrada na figura 2.

Figura 2- Escala modificada de BORG

3.4 PROCEDIMENTOS

3.4.1 RECRUTAMENTO

Indivíduos foram recrutados através de anúncios em rádio e mídias sociais. Todos os participantes elegíveis receberam informações sobre o estudo e assinaram um termo de consentimento. Em seguida; informações sobre idade, sexo, membro dominante, histórico de lesão e nível de atividade física foram coletadas.

3.4.2 ALOCAÇÃO DOS PARTICIPANTES

Após consentimento, participantes elegíveis foram distribuídos em um dos dois  grupos de forma aleatória: 1) Grupo Intervenção: protocolo de fortalecimento de  rotadores laterais do quadril na piscina; ou 2) Grupo Controle: não intervenção. A alocação dos participantes para cada grupo foi realizada utilizando envelopes opacos lacrados, usando uma sequência numérica aleatória.

3.4.3 TESTE DE CONFIABILIDADE (INTRAEXAMINADOR)

Foi realizado um estudo piloto prévio com o intuito de treinar o pesquisador responsável pela intervenção e o pesquisador responsável pela avaliação. Para o avaliador foi realizado o teste de confiabilidade para o exame de rigidez passiva dos rotadores laterais de quadril (confiabilidade intra examinador). Os dados para o cálculo dos coeficientes de correlação intraclasse (CCI) para a confiabilidade da amplitude passiva da rotação interna do quadril foram coletados em duas ocasiões, com intervalo de uma semana entre eles. Participaram do estudo 4 voluntários de ambos os gêneros (2 mulheres e 2 homens), com idade de 24,14 (+4,70) anos, estatura 1,65 (+ 7,58) massa, (58,57 + 8,65) quilogramas, foi avaliado o MMII, o avaliador obteve excelente confiabilidade no teste, ou seja, valores de CCI de 0,99 (0,98-0,99).

Foi realizada uma entrevista (APÊNDICE I) para coleta de informações como nome, sexo, massa, altura, idade e IMC, seguida da aplicação do PAR-Q – (ANEXO I). Em seguida, foi iniciado a procedimento de avaliação individual da variável rigidez passiva dos MRLQ bilateralmente dos indivíduos.

3.4.4 AMPLITUDE DE MOVIMENTO PASSIVA DE ROTAÇÃO MEDIAL DO QUADRIL

Durante essa coleta cada indivíduo foi posicionado em decúbito ventral com a pelve estabilizada por uma faixa (Figura 2A). O examinador responsável identificou a tuberosidade da tíbia e determinou um ponto 15 cm distalmente para posicionamento do inclinômetro (Starrett®). Para redução da tensão viscoelástica, o examinador realizou cinco movimentos completos de rotação medial e lateral da articulação do quadril no membro avaliado (Figura 2D). Em seguida, este membro foi posicionado a 90° de flexão de joelho (Figura 2B) e em neutro de rotação de quadril no plano transverso. Para iniciar o teste, o indivíduo foi orientado a relaxar a musculatura do membro inferior e permitir o movimento passivo de rotação medial do quadril, produzido pela ação da força e peso (massa x aceleração da gravidade) atuante na perna e pé, até que a tensão das estruturas passivas do quadril interrompesse este movimento. Neste momento a amplitude do movimento foi verificada no inclinômetro e anotada pelo examinador (Figura 2C). A medida era descartada e repetida caso o avaliador percebesse qualquer contração muscular visualmente ou por meio de palpação (CARVALHAIS et al., 2011). Foram realizadas três medidas para cálculo da média e esse valor foi normalizado pelo peso corporal do indivíduo para permitir comparação entre os voluntários. Como descrito anteriormente, a confiabilidade intraexaminador foi determinada em um estudo piloto obtendo-se um valor de 0,99, podendo ser classificada como excelente.

Figura 3: Teste de amplitude de movimento passiva de rotação medial do quadril: A-estabilização da pelve; B-Posicionamento do membro em 90°de flexão de joelho; C-Posição final do teste; D- 5 movimentos completos de rotação medial e lateral da articulação do quadril no membro avaliado

Fonte: Próprio autor

3.5 INTERVENÇÃO

O protocolo de intervenção em água profunda foi feito durante oito semanas, duas vezes por semana em sessões de 30 minutos de acordo com a disponibilidade de horários e dias dos participantes, descrita detalhadamente a seguir.

Cada sessão de treinamento (n = 16) foi constituída de um período de aquecimento de 5 minutos simulando uma corrida em água profunda (Figura 4A), 20 minutos de batidas de membros inferiores no estilo eggbeater e um período de resfriamento de 5 minutos com apoio na barra (Figura 4C). As duas primeiras semanas consistiram em um período de familiarização com a técnica do egg beater (Figura 4B). Que foram divididas em duas fases: uma chamada de out-kick e outra chamada de in-kick. Na fase de out-kick os pés e pernas movimentam-se lateralmente e na fase de in-kick os pés e pernas movimentam internamente, em relação à linha mediana do corpo. Estas fases ocorreram em oposição, enquanto o membro inferior direito estava realizando o inkick, o membro inferior esquerdo estava realizando o outkick., constituindo assim movimentos circulares opostos, um membro move-se no sentido anti-horário e o outro no sentido horário.

Na fase da técnica propriamente dita, após a segunda semana de intervenção, os voluntários realizaram o movimento eggbeater completo, foram orientados manter inicialmente um esforço com pontuação cinco na escala de BORG e esse esforço foi aumentado gradativamente com o passar das semanas de treinamento. A escala de BORG foi colocada de forma visível na borda da piscina (Figura 4D). Foram orientados ainda a realizarem o movimento durante dois minutos de forma ininterrupta e depois desse tempo tiveram um minuto de descanso com as mãos apoiadas na borda da piscina. Imediatamente após o período de descanso, os voluntários retomaram o exercício até completar 20 minutos de treinamento e entraram na fase de resfriamento. O ciclo, foi repetido semanalmente com incremento do esforço (BORG) até chegar ao nível nove, de maior esforço.

Os participantes do grupo controle (não intervenção) foram orientados a manter suas atividades regulares de vida diária (AVD) e não iniciarem a prática de atividades físicas durante o período de estudo. E ainda, deveriam a informar ao pesquisador sobre qualquer alteração da sua rotina.

Figura 5: Conteúdos principais das aulas do período de intervenção

Fonte: Próprio autor

Figura 4:A- aquecimento de 5 minutos simulando uma corrida em água profunda; B- Direção dos movimentos do eggbeater; C- período de resfriamento de 5 minutos; D- Escala de BORG visual.

Fonte: Próprio autor

4. ANÁLISE DE ESTATÍSTICA

Os dados de caracterização das amostras foram apresentados em médias e desvios padrão. A análise estatística foi realizada seguindo os princípios da análise per protocol (BOUTIS; WILLAN, 2011). Foi realizado o teste de normalidade dos dados por meio do teste de kolnogorov-smirnov e de homocedasticidade pelo teste de Levene. Assumindo a normalidade dos dados foram realizados teste t independente com nível alfa de 0,05 para identificar diferenças entre as médias dos dois grupos no período pré e pós-intervenção para a variável rigidez passiva de MRLQ. Todas as análises estatísticas foram realizadas com o SPSS V.22. e dados de resultados apresentados como média de desvio padrão.

5. RESULTADOS

Não houve exclusão de participantes após o início do estudo. Dessa forma, participaram cinquenta indivíduos adultos sedentários (18 homens e 32 mulheres) que foram selecionados e randomizados nos dois grupos (Grupo controle n= 25, grupo intervenção n= 25). A idade média foi de 22,92 ± 2,36 (média ± dp) anos, a altura = 1,69 ± 0,9 cm, a massa = 66,10 ± 11,30 kg), sendo que 52% eram do gênero feminino e 48% do gênero masculino. Já no grupo intervenção com a presença de rigidez passiva foi detectada no MID 37,63 ± 11,26 % e no MIE 38 ± 13,35 (média ± dp).

Enquanto no grupo controle, 76% eram do gênero feminino, 24% do gênero masculino apresentou 39,44 ± 9,80 e 43,45 ± 11,36 (média ± dp) nos membros direito e esquerdo, respectivamente. Para outras características da linha de base, consulte a Tabela 1. Uma análise independente entre os valores da linha de base foi realizada para verificar se havia alguma diferença estatisticamente significante, entretanto, não houve significância na diferença de médias de nenhuma das variáveis. As variáveis de interesse apresentaram no teste-t, no grupo controle e no grupo intervenção a idade com o valor de (p=0,12), altura (p=0,15), peso ( p=0,26) e rigidez passiva no membro D ( p= 0,54) e no membro E (P=0,13).

Tabela 1 – Características dos participantes na condição pré-intervenção

Legenda: DP: desvio padrão ;Kg: Kilogramas; Cm/M: (Metros/Centímetros); D: direito; E: esquerdo.
Fonte: Próprio autor

Após 16 semanas de intervenção, os indivíduos foram reavaliados e não apresentaram diferença estatística entre as médias dos grupos controle e intervenção. Apresentou rigidez passiva de 40,2 ± 10,67 e 40,11 ± 12,97 (média ± dp) no membro direito e esquerdo, respectivamente (grupo intervenção), enquanto no grupo controle apresentou 40,49 ± 9,49 e 41,66 ± 12,08 (média ± dp) nos membros direito e esquerdo, respectivamente. Sendo que, a rigidez passiva no membro D do valor p=0,91 e no membro E p= 0,67. Os dados são apresentados na tabela 2.

Tabela 2. Apresenta valores dos dados de Rigidez passiva dos músculos rotadores laterais de quadril.

Fonte: Próprio autor

Figura 6. Diagrama de fluxo do participante.

Fonte: Próprio autor

6. DISCUSSÃO

Esse foi o primeiro estudo, pelo apurado, a verificar a eficácia de um protocolo de batida de membros inferiores eggbeater sobre a rigidez passiva dos músculos rotadores laterais de quadril. Os principais resultados mostraram que não houve diferença estatisticamente significante na comparação entre os grupos intervenção e controle. O presente estudo foi realizado com o objetivo analisar o efeito de um treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) sobre a rigidez passiva dos músculos rotadores laterais de quadril. De acordo com os resultados encontrados o protocolo de treinamento eggbeater proposto e realizado neste estudo não apresentou alterações significativas na modificação da rigidez passiva dos músculos rotadores laterais de quadril em adultos jovens de ambos os gêneros, sedentários e saudáveis que apresentam diferentes condições de rigidez muscular do grupo muscular em questão. Sendo que os resultados encontrados nesse estudo demonstraram que o treinamento, através do protocolo aplicado na piscina profunda não modificou rigidez passiva dos MRLQ em jovens adultos sedentários de ambos os gêneros. Os resultados apresentados podem ser esclarecidos pelo fato das alterações podem ser de origem multifatorial, sofrendo influência de outros aspectos, tais como rigidez inicial e padrão de uso em atividades cotidianas (BITTENCOURT et al., 2016; GROSS et al., 2007; PISEK et al., 2001;). Essas influências e de demais fatores podem gerar adaptações e mudanças sobre a rigidez passiva, atrapalhando assim manutenção dos ganhos obtidos com o fortalecimento (HERBET et al., 1988).

Existem outros fatores que podem ainda interferir na rigidez passiva dos MRLQ. Como boa parte é explicada pela força muscular, outros fatores podem exercer influência sobre essa propriedade. Apesar disso, a rigidez passiva não é explicada somente pela força muscular; existe uma relação inversa entre a rigidez passiva e a flexibilidade muscular, ou seja, quanto menor a flexibilidade, maior a rigidez passiva (LEITE et al., 2012; GISSARD e DUCHATEAU, 2004). Outros fatores responsáveis pela rigidez passiva de uma articulação são estruturas como cápsula e ligamentos, alterações no alinhamento do colo femoral que, modificam as amplitudes de rotação medial ou lateral disponíveis na articulação do quadril (CIBULKA; MICHAEL, 2004). Também podem ser explicadas pela anteversão excessiva da cabeça femoral que está associada a maiores amplitudes de rotação interna do quadril durante a marcha (ALEXANDER et al., 2019; RADLER et al., 2010). Dessa forma, o alinhamento do colo femoral é outro possível fator que pode influenciar relação entre força e rigidez. Finalmente, fatores neuromusculares (FOLLAND; WILLIAMS, 2007) e recrutamento de unidades motoras e coordenação entre as musculaturas agonistas e antagonistas (CAROLAN; CAFARELLI, 1992).

Os níveis inadequados de rigidez passiva do quadril têm sido frequentemente associados à ocorrência de disfunções do movimento e desenvolvimento de patologias (CARVALHAIS et al., 2010). O estudo de Chesworth et al. (1991) demonstrou que o método padrão ouro na avaliação da rigidez passiva do quadril, que utiliza o dinamômetro isocinético como medida. No entanto, não foi possível utilizar no nosso estudo o mesmo. Por isso, foi necessário usar um teste clínico prático, validado e mais acessível para avaliar a rigidez passiva dos MRLQ durante a rotação medial (CARVALHAIS et al., 2010). A rigidez é influenciada pela contração muscular, rigidez passiva dos músculos e das estruturas que envolvem uma articulação (fáscias ligamentos, cápsulas entre outros componentes). Para avaliação da rigidez passiva de quadril, utilizamos a posição de primeira resistência detectável com os valores de referência de rigidez passiva do quadril para indivíduos jovens e saudáveis são de 34º à 47º (CARVALHAIS et al., 2011). A partir do estudo descrito por CARVALHAIS et al. (2011), esse procedimento utilizado se mostrou uma alternativa válida e confiável para avaliar a rigidez passiva do quadril durante a rotação interna. Com uma alta rigidez passiva, os tecidos laterais do quadril serão resistentes à deformação, limitando assim sua habilidade de absorção e dissipação de energia, fazendo com que a energia cinética seja transferida para as outras articulações gerando sobrecarga e facilitando, possivelmente, o surgimento de lesões e patologias (FONSECA et al., 2007).

Embora no nosso estudo não foi priorizado um lado, foi avaliado a rigidez da articulação do quadril bilateralmente, não foram encontrados estudos na literatura que avaliassem a rigidez da articulação do quadril bilateralmente, tampouco que mensuraram essa variável em adultos jovens sedentários. Embora o estudo de Araújo et al. (2014) a rigidez passiva é priorizada a avaliação somente em um dos membros inferiores, o dominante, que foi definido como membro para chutar, arremessar ou quicar a bola ou em um dos membros é escolhido para ser avaliado aleatoriamente realizada na população de jovens atletas de futsal, basquete e handebol. (LEITE et al., 2012).

Considerando que os resultados são preliminares e não atingimos o número de indivíduos suficiente para a amostra, é possível que os resultados deste estudo sejam diferentes quando um número amostral maior for analisado. Além disso, não houve  relatos dos participantes do grupo intervenção em relação a danos, ou seja, sem intercorrências durante a terapia podendo mostra-se segura o protocolo aplicado nos indivíduos. Portanto, a partir desses resultados é possível concluir que um protocolo de fortalecimento realizado de forma isolada não é capaz de modificar a rigidez passiva de rotadores laterais de quadril.

O presente estudo apresenta algumas limitações. Não foi utilizado o método padrão ouro na avaliação da rigidez articular passiva do quadril, o dinamômetro isocinético como medida (CHESWORTH et al., 1991), sendo que, o teste de rigidez passiva dos MRLQ a medida utilizada sendo previamente validada e utilizada por (CARVALHAIS et al., 2010). A amostra apresentada não foi atingida totalmente, pois as intervenções e avaliações tiveram que ser interrompidas por medida de segurança da Pandemia COVID-19.

7. CONCLUSÃO

Os resultados deste    estudo preliminar, demonstraram que o programa de intervenção aplicando o protocolo da batida de pernas (eeg beater) do polo aquático aplicado em jovens sedentários saudáveis de ambos os gêneros não apresentou eficácia na modificação da rigidez passiva dos músculos rotadores laterais de quadril medida indiretamente. Portanto, a partir desses resultados é possível concluir que o protocolo de 8 semanas voltado para modificar a rigidez passiva MRLQ realizado, não é capaz de modificar a rigidez passiva. Contudo, devem ser realizados estudos complementares com uso do padrão ouro (dinamômetro isocinético) e continuação da pesquisa até atingir os valores de cálculo amostral.

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APÊNDICE I- FICHA DE ANAMNESE

Nome: _____________________________________________________________ Idade _____                                    DN:___/___/___         Peso _____                Altura ______ IMC ____

Membro dominante ______               Prática física/modalidade ______________

APÊNDICE II- TCLE

Ministério Da Educação Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Comitê de Ética em Pesquisa

Termo De Consentimento Livre E Esclarecido (TCLE)

Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa intitulada: Efeito do treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) sobre a rigidez passiva dos rotadores laterais do quadril em virtude de uma linha de pesquisas coordenada pelo Professor Dr. Wellington Fabiano Gomes e contará ainda com a participação da discente Andriny Gonçalves Cruz.

A sua participação não é obrigatória sendo que, a qualquer momento da pesquisa, você poderá desistir e retirar seu consentimento. Sua recusa não trará nenhum prejuízo para sua relação com o pesquisador, com a UFVJM ou na piscina da Clínica Escola do Departamento de Fisioterapia da UFVJM.

Os objetivos desta pesquisa são: identificar o efeito do treinamento da pernada do polo aquático na rigidez dos rotadores laterais de quadril. Caso você decida aceitar o convite, será submetido(a) ao(s) seguinte(s) procedimentos: Entrevista para coleta de informações como, nome , peso, altura , idade e IMC com aplicação do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q). Em seguida serão submetidos à avaliação da rigidez passiva dos músculos rotadores de quadril. Essa avaliação será realizada no ginásio da Clínica escola de Fisioterapia especialmente montado para esse fim, em ambiente reservado que preservam a intimidade. Paciente deitado em decúbito ventral com joelho flexionado a 90º e quadril fixado através de um velcro. Deve-se movimentar passivamente o Membro inferior a ser testado em rotação medial do quadril ( perna para fora) para avaliar a rigidez dos rotadores laterais. Ao realizar o teste, o avaliador deve certificar que o voluntário não está contraindo voluntariamente outras musculaturas. O inclinômetro deve ser posicionada 5 cm abaixo da tuberosidade da tíbia para realizar a medida.

Depois das avaliações iniciais, serão sorteados entre dois grupos através de envelope pardo contendo as opções treinamento e controle. Os sorteados para o grupo controle serão orientados a permanecer realizando suas atividades de vida diária e a manter o nível de atividade física, seus hábitos cotidianos e demais rotinas. Uma ligação telefônica semanal será realizada visando detectar qualquer alteração nas suas rotinas. Os voluntários sorteados para o grupo de intervenção serão acompanhados duas vezes por semana durante 8 semanas ( 2 meses), 16 dias de treinamento. O tempo previsto para a sua participação é de aproximadamente 40 minutos.

Pesquisador Responsável

Os riscos relacionados com sua participação são riscos inerentes à atividade física ( cansaço, dores musculares, câimbras, fadiga), a hidrofobia (medo de água), período de frio intenso e o afogamento. E serão minimizados pelos seguintes procedimentos: as pessoas com hidrofobia serão desencorajadas a participarem do projeto . o frio, inerente à atividade, será minimizado pois o ambiente é coberto e fechado e a piscina é aquecida. O risco de afogamento será amenizado pela supervisão direta e constante de um profissional treinado. os riscos também serão                                                                           minimizados por meio controle da intensidade e tempo do exercício e em casos de fadiga, cansaço ou dores o exercício será imediatamente interrompido. destaca-se que o pesquisador responsável pela intervenção será treinado e por meio do corpo de bombeiros para suporte básico à vida . Os benefícios relacionados com a sua participação poderão ser além dos benefícios inerentes a pesquisa você também terá ganhos específico para a musculatura do quadril. melhora da força muscular dos rotadores de quadril melhorando a estabilidade do quadril.

Os resultados desta pesquisa poderão ser apresentados em seminários, congressos e similares, entretanto, os dados/informações pessoais obtidos por meio da sua participação serão confidenciais e sigilosos, não possibilitando sua identificação.

Não há remuneração com sua participação, bem como a de todas as partes envolvidas. Não está previsto indenização por sua participação, mas em qualquer momento se você sofrer algum dano, comprovadamente decorrente desta pesquisa, terá direito à indenização.

Observação: Informação sobre gastos financeiros: o participante terá gasto apenas para a locomoção até o local de pesquisa que será     na piscina da Clínica Escola do Departamento de Fisioterapia da UFVJM. Porém, o gasto não será ressarcido para o participante.

Pesquisador Responsável

Você receberá uma via deste termo onde constam o telefone e o endereço do pesquisador principal, podendo tirar suas dúvidas sobre o projeto e sobre sua participação agora ou em qualquer momento.

Coordenador(a) do Projeto: Professor Wellington F. Gomes

Endereço: Av. Padre Caio, 367. Bairro Vila Arraiolo. Diamantina – MG Telefone: 38 35321200

Declaro que entendi os objetivos, a forma de minha participação, riscos e benefícios da mesma e aceito o convite para participar. Autorizo a publicação dos resultados da pesquisa, a qual garante o anonimato e o sigilo referente à minha participação.

Nome do participante da pesquisa: ________________________________

Assinatura do participante da pesquisa: ____________________________

____________________________________________________________________ Informações – Comitê de Ética em Pesquisa da UFVJM

Rodovia MGT 367 – Km 583 – nº 5000 – Alto da Jacuba Diamantina/MG CEP39100-000 Tel.: (38)3532-1240

Coordenadora: Prof.ª Simone Gomes Dias de Oliveira Secretária: Cristina de Figueiredo Vieira Email: [email protected]

ANEXO I- QUESTIONÁRIO DE PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA

Questionário De Prontidão Para Atividade Física

Este Questionário tem por objetivo identificar a necessidade de avaliação por um médico antes do início ou do aumento de nível da atividade física. Por favor, assinale “sim” ou “não” às seguintes perguntas:

1) Algum médico já disse que você possui algum problema de coração ou pressão arterial, e que somente deveria realizar atividade física supervisionado por profissionais de saúde? ( ) Sim ( ) Não

2) Você sente dores no peito quando pratica atividade física? ( ) Sim ( ) Não

3) No último mês, você sentiu dores no peito ao praticar atividade física? ( ) Sim ( ) Não

4) Você apresenta algum desequilíbrio devido à tontura e/ou perda momentânea da consciência? ( ) Sim ( ) Não

5) Você possui algum problema ósseo ou articular, que pode ser afetado ou agravado pela atividade física? ( ) Sim ( ) Não

6) Você toma atualmente algum tipo de medicação de uso contínuo? ( ) Sim ( ) Não

7) Você realiza algum tipo de tratamento médico para pressão arterial ou problemas cardíacos? ( ) Sim ( ) Não

8) Você realiza algum tratamento médico contínuo, que possa ser afetado ou prejudicado com a atividade física? ( ) Sim( ) Não

9) Você já se submeteu a algum tipo de cirurgia, que comprometa de alguma forma a atividade física? ( ) Sim ( ) Não

10) Sabe de alguma outra razão pela qual a atividade física possa eventualmente comprometer sua saúde? ( ) Sim ( ) Não

ANEXO II

Universidade federal dos vales do jequitinhonha e mucuri

Parecer consubstanciado do CEP

Dados do projeto de pesquisa

Título da Pesquisa: EFEITO DO TREINAMENTO DE PERNADAS DO POLO AQUÁTICO  (EGG            BEATER)       NO      DESEMPENHO DOS MÚSCULOS ROTADORES DO QUADRIL

Pesquisador: Wellington F. Gomes Área Temática:

Versão: 2

CAAE: 12797719.0.0000.5108

Instituição Proponente: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Patrocinador Principal: Financiamento Próprio

Dados Do Parecer Número do Parecer: 3.359.327

Apresentação do Projeto:

O exercício de forma geral é muito importante para reabilitar atletas e prevenir lesões.

O treinamento em água profunda, é uma modalidade importante de exercícios aquáticos, pode também trazer benefícios à saúde geral do indivíduo. Os músculos do quadril desempenham um papel importante na função normal do membro inferior, a disfunção muscular do quadril está associada com dor lombar , e outras deficiências dos membros inferiores ou de disfunções, tais como a síndrome da dor patelo-femoral. O eggbeater é uma técnica usada em polo aquático e nado sincronizado para criar forças propulsoras por meio de movimentos cíclicos de alta velocidade dos membros inferiores. Devido à grande importância, a adequada força da musculatura rotadora de quadril em minimizar riscos de lesões no membro inferior e outras disfunções, este estudo justifica-se como um opção de modalidade de treinamento muscular específico de atletas individualmente ou em grupos. Objetivo: O estudo tem como objetivo investigar o efeito de um treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) no desempenho dos músculos rotadores de quadril em jovens sedentários. Materiais e Métodos: Trata-se um ensaio clínico com alocação aleatória dos participantes os voluntários do estudo serão jovens sedentários de ambos os gêneros com a faixa etária 18-29 anos de idade, os indivíduos selecionados serão avaliados inicialmente, alocados em um dos grupos (treinamento ou controle) e uma avaliação final, utilizando o Questionário de Prontidão para Atividade Física e avaliação do desempenho da musculatura rotadora do quadril (Dinamômetro isocinético) serão realizada. O estudo terá duração de 8 semanas com sessões de quarenta minutos cada, duas vezes por semana. O treinamento será composto de uma sequência de exercícios dos membros inferiores, utilizando a pernada utilizada pelos atletas do polo aquático. Espera-se que a força e a resistência a fadiga dos músculos rotadores externos internos do quadril sejam maiores após o treinamento quando comparados ao grupo controle.

Objetivo da Pesquisa: Objetivo Primário: Investigar o efeito de um treinamento de pernadas do polo aquático (eggbeater) no desempenho dos músculos rotadores de quadril em jovens sedentários. Objetivo Secundário: Identificar o efeito de um treinamento de pernadas na força dos músculos rotadores Identificar o efeito das batidas de pernadas em água profunda na força dos rotadores externos; Identificar o efeitos das batidas de pernadas em água profunda na resistência à fadiga dos rotadores internos; Identificar o efeitos das batidas de pernadas em água profunda na resistência à fadiga dos rotadores externos.

Endereço: Rodovia MGT 367 – Km 583, nº 5000    Bairro: Alto da Jacuba               CEP: 39.100-000 UF: MG    Município:     DIAMANTINA

E-mail: Telefon(38)3532-12       Fax:    [email protected] (38)3532-1200

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Avaliação dos Riscos e Benefícios:

Riscos: Como é um estudo onde há o envolvimento com seres humanos sempre existem fatores de riscos. Como em qualquer outro tipo de terapia existem as desvantagens do tratamento no meio aquático. As que estão em mais destaques são: riscos inerentes à atividade física (cansaço, dores musculares, câimbras, fadiga), a hidrofobia (medo de água), período de frio intenso e o afogamento. As pessoas com hidrofobia serão desencorajadas a participarem do projeto. O frio, inerente à atividade, será minimizado pois o ambiente é coberto e fechado e a piscina é aquecida. O risco de afogamento será amenizado pela supervisão direta e constante de um profissional treinado. os riscos também serão minimizados por meio controle da intensidade e tempo do exercício e em casos de fadiga, cansaço ou dores o exercício será imediatamente interrompido. destaca-se que o pesquisador responsável pela intervenção será treinado e por meio do corpo de bombeiros para suporte básico à vida.

Benefícios: melhora da força muscular dos rotadores de quadril melhorando a estabilidade do quadril. Ressalta-se que todas as informações colhidas, como previsto na legislação, serão utilizadas apenas para este presente estudo. Todos os voluntários serão esclarecidos sobre a pesquisa, quanto aos objetivos, benefícios, riscos e procedimentos. Eles poderão, a qualquer momento, tirar quaisquer dúvidas geradas pela pesquisa além de ser conscientizado que a qualquer momento poderá recusar ou encerrar a sua participação nesta pesquisa. Logo em seguida será feita a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a assinatura do documento.

Endereço: Rodovia MGT 367 – Km 583, nº 5000  Bairro: Alto da Jacuba        CEP: 39.100-000 UF: MG         Município:          DIAMANTINA Telefon(38)3532-12                                   Fax: e:       40        (38)3532-1200    E-mail: [email protected]

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Comentários e Considerações sobre a Pesquisa:

Trata-se um ensaio clínico com alocação aleatória dos participantes, para análise do efeito de um treinamento comparado à mínima intervenção. Os indivíduos selecionados serão avaliados inicialmente, alocados em um dos grupos (treinamento ou controle) e uma avaliação final será realizada. O treinamento será composto de uma sequência de exercícios dos membros inferiores, realizado em piscina profunda e acompanhado por profissional treinado. A base deste treinamento será a pernada utilizada pelos atletas do polo aquático, também conhecida como eggbeater. O desfecho principal dessa pesquisa será a rigidez dos MRLQ, obtido através do teste de rigidez passiva de rotadores laterais de quadril. Local do Estudo a intervenção será realizada no setor de piscinas da Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal do Vale Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e o exame muscular com o dinamômetro isocinético Biodex System 3 Pro, será realizado no Laboratório de Desempenho Muscular do CIPQ (Centro Integrado de Pós Graduação e Pesquisa em Saúde ), ambos localizados no campus JK, na cidade de Diamantina. Amostras de estudo a amostra será composta por participantes sedentários. Segundo a recomendação do American College of Sports Medicine (ACSM) é definido como sedentário participantes que realizam menos de 30 minutos 5 vezes por semana de atividades físicas aeróbicas de intensidade moderada, menos de 20 minutos 3 vezes por semana de atividade aeróbica de intensidade vigorosa ou a combinação das duas e que concordem em participar do estudo, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Atividade aeróbica de intensidade moderada é equivalente a uma caminhada rápida que acelera visivelmente a frequência cardíaca e atividade de intensidade vigorosa é equivalente a uma corrida, que provoca respiração rápida e um aumento substancial na frequência cardíaca.

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Serão classificadas como treinos de força e resistência programa progressivo de treinamento de força e potência, subida de escadas e exercícios de resistência semelhantes que usam os principais grupos musculares (HASKELL et al., 2007). Foi realizado o cálculo amostral utilizando o software Gpower 3.1. Para geração do cálculo foi utilizada a medida de Mudança Minimamente Detectável do estudo de MENDONÇA et al (2018), e o desvio padrão de um estudo piloto previamente realizado com 8 participantes. São necessários 80 participantes, 40 em cada grupo, com base em um cálculo de tamanho de amostra considerando um poder estatístico de 80%, um alfa de 5% e uma taxa de abandono de 20%. Será realizada uma avaliação inicial, para coleta de informações como, nome , peso, altura , idade e IMC, seguida da aplicação do Questionário de Prontidão para Atividade Física. Será utilizada uma balança digital para medição de peso e altura.

Intervenção

Após as avaliações iniciais, os voluntários serão divididos em dois grupos com 40 integrantes cada que serão alocados aleatoriamente sendo utilizado um envelope pardo. Um grupo 1 – Controle, grupo 2 – intervenção na piscina. Os voluntários sorteados para o grupo controle serão orientados a permanecer realizando suas atividades de vida diária e a manter o nível de atividade física, seus hábitos cotidianos e demais rotinas.

Uma ligação telefônica semanal será realizada visando detectar qualquer alteração nas suas rotinas. Os voluntários sorteados para o grupo de intervenção serão acompanhados duas vezes por semana durante 8 semanas, em sessões de 20 minutos.

Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória:

Foram apresentados Projeto, Folha de Rosto, TCLE e Cartas de Anuência do Setor (Clínica de Fisioterapia e CIPQ).

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Recomendações:

  • Segundo a Carta Circular nº. 003/2011/CONEP/CNS, de 21/03/11, há obrigatoriedade de rubrica em todas as páginas do TCLE pelo sujeito de pesquisa ou seu responsável e pelo pesquisador, que deverá também apor sua assinatura na última página do referido termo.
  • Relatórios final deve ser apresentado ao CEP ao término do estudo em 28/05/2020. Relatórios parciais deverão ser apresentados em: 28/11/2019. Considera-se como antiética a pesquisa descontinuada sem justificativa aceita pelo CEP que a aprovou.

Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações:

O projeto atende aos preceitos éticos para pesquisas envolvendo seres humanos preconizados na

Resolução 466/12 CNS.

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Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados:

Tipo Documento Arquivo Postagem Autor Situação
Informações Básicas

 

do Projeto

PB_INFORMAÇÕES_BÁSICAS_D O_P

 

ROJETO_1189900.pdf

 

24/05/2019

 

15:25:51

 

Aceito

 

Projeto Detalhado / Brochura

 

Investigador

 

PROJETOeggbeater2.pdf

 

24/05/2019 15:25:34

Wellington F. Gomes  

Aceito

 

TCLE / Termos de Assentimento /

 

Justificativa de

 

Ausência

 

TCLEeggbeater2.pdf

 

24/05/2019 15:25:21

Wellington F. Gomes  

Aceito

 

Declaração de Instituição e

 

Infraestrutura

 

AnuenciaProfaLuciana.pdf

 

23/04/2019 15:01:38

Wellington F. Gomes  

Aceito

 

Declaração de Instituição e

 

Infraestrutura

 

AnuenciaProfaVanessaLima.pdf

 

23/04/2019 15:01:28

Wellington F. Gomes  

Aceito

 

Folha de Rosto

 

FolhaRosto2019.pdf

 

23/04/2019

 

15:01:07

Wellington F. Gomes  

Aceito

Situação do Parecer:

Aprovado

Necessita Apreciação da CONEP:

Não

Diamantina, 30 de Maio de 2019 Assinado por:

Simone Gomes Dias de Oliveira

(Coordenador(a)

[1] Titulação completa, graduação.

Enviado: Março, 2021.

Aprovado: Maio, 2021.

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