Educação permanente como ferramenta facilitadora para a redução do índice de sepse na uti [1]

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ARTIGO DE REVISÃO

SANTOS, Paola Priscila Macedo dos [2], RODRIGUES, Juliana Cordovil [3], SILVA, Katiacilene Castro da [4], CATETE, Karlla Gyselle Souza [5]

SANTOS, Paola Priscila Macedo dos. Et al. Educação permanente como ferramenta facilitadora para a redução do índice de sepse na uti. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 06, pp. 44-61. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

A sepse vem sendo considerada um problema de saúde pública devido ao seu alto índice de mortalidade. A partir disso, a equipe de enfermagem deve ter conhecimento para identificar precocemente, o que pode ser adquirido através da educação permanente. Este estudo objetivou identificar quais as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Realizou-se a busca dos artigos nas bases de dados LILACS, BDENF e SCIELO publicados no período de 2013 a 2018. Foram selecionados 5 artigos nacionais que atenderam aos critérios de inclusão. Conclui-se que a falta de incentivo institucional, a falta de profissionais capacitados e a não adesão ao método da EPS são barreiras ao desenvolvimento da mesma.

Palavra-chave: Sepse, Educação Permanente, Unidade de Terapia Intensiva.

1. INTRODUÇÃO

A sepse vem sendo considerada um problema de saúde pública devido ao alto índice de mortalidade que afeta milhões de pessoas, sendo também a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Com isso, a equipe deve identificar precocemente a sepse para realizar uma assistência precisa com o intuito de otimizar o tratamento como forma de contribuir para prevenção de complicações e para um bom prognóstico (SANTOS; SOUZA; OLIVEIRA, 2016).

Diante disto, estima-se que cerca de 20 a 30 milhões de pacientes são acometidos por sepse anualmente, sendo diagnosticada tardiamente, devido à falta de conhecimento por parte dos profissionais e também por ser difícil de identificar um caso de sepse, já que as alterações na contagem de leucócitos, febre, taquicardia e taquipnéia não são sinais e sintomas específicos da sepse (REINHART; DANIELS; MACHADO, 2013; VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017).

Com a elevada ocorrência da doença torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias que visem reduzir o índice de sepse em pacientes internados nas UTI. O enfermeiro, por ser um dos profissionais mais atuantes no setor, deve elaborar estratégias que visem capacitar através da educação permanente sua equipe. Deste modo, ele poderá se tornar um multiplicador de conhecimentos e “contribuir para a implementação de protocolos e condutas, baseado em evidências científicas” (VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017, p. 54).

A educação permanente em saúde (EPS) tem sido apontada como um valoroso instrumento na construção da habilidade do profissional, colaborando para a organização do trabalho e melhores resultados no cuidado aos pacientes. Segundo Ceccim (2004), a educação permanente em saúde é conceituada como a aprendizagem no trabalho, na qual o aprender e o ensinar se incorporam ao serviço.

Segundo Ricaldonie e Sena (2006, s/n) “o principal desafio da educação permanente é estimular o desenvolvimento da consciência nos profissionais sobre seu contexto, pela sua responsabilidade em seu processo permanente de capacitação”.

De acordo com Oliveira et al. (2013), na enfermagem a EPS ainda é um método não muito empregado, sobretudo no que se refere à sua efetuação. Apesar dos avanços, com a adesão da mesma como uma política utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), houve uma sucinta mudança no processo de trabalho.

Assim, quando se considera a enfermagem relacionada ao seu processo de trabalho, é importante estabelecer uma relação de aproximação do conceito de EPS, objetivando a capacitação e a promoção da qualidade de vida dos trabalhadores, para oferecer uma assistência que atenda às necessidades da população. Então, o processo de trabalho em enfermagem configura-se na estratégia de capacitação dos trabalhadores para a melhoria da atenção oferecida nos serviços de saúde, sendo essencial o desencadeamento desta problematização (AMESTOY, 2008).

Com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre a EPS na UTI foram realizadas pesquisas sobre o assunto e atentou-se que existem algumas barreiras enfrentadas pelo enfermeiro para desenvolver essa educação naquele espaço. Em vista das informações aqui discutidas, este estudo apresenta como problema da pesquisa o seguinte questionamento: quais as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI?

Para responder a tal questionamento, foram formuladas as seguintes hipóteses:

    • A falta de disponibilidade dos profissionais dificulta o desenvolvimento das práticas de educação permanente dentro das UTI;
    • A ausência de enfermeiros capacitados para realizar a educação permanente na UTI;
    • A falta de incentivo institucional, que provoca a desatualização do profissional que atua na UTI frente à sepse.

O interesse em pesquisar este tema surgiu através da inquietação provocada pela identificação dos altos índices de sepse em pacientes internados na UTI. Por meio de observação empírica, durante a realização de estágios, foi possível perceber que a equipe de enfermagem tem dificuldades em reconhecer os sinais e sintomas de sepse, em consequência da falta de realização de educação permanente nas UTI, como um método que facilite a identificação precoce da sepse, diminuindo, assim, os índices de mortalidade.

O benefício que este estudo trará são as importantes informações para sinalizar aos enfermeiros, à comunidade científica e à população sobre as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI, visando, assim, provocar mudança neste cenário.

Este trabalho, portanto, objetiva analisar na literatura científica as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI.

Para atingir o objetivo proposto foram elencados os objetivos específicos a seguir:

  • Investigar, por meio de revisão de literatura, como a educação permanente influencia na diminuição dos índices de mortalidade por sepse na UTI;
  • Identificar os fatores impeditivos para a realização da educação permanente na UTI, segundo a proposição dos autores estudados.

2. EDUCAÇÃO PERMANENTE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

O Ministério da Saúde definiu, por meio da Portaria GM/MS nº. 1.996, de 20 de agosto de 2007, as novas diretrizes e estratégias para a implementação da Política de Educação Permanente em saúde com o intuito de desenvolver estratégias para alcançar a integralidade da atenção à saúde individual e coletiva, respeitando o artigo 14 da Lei nº. 8.080, de 19 de setembro de 1990, que trata da criação e funções das Comissões Permanentes de Integração entre os Serviços de Saúde e as Instituições de Ensino (BRASIL, 2007).

Segundo a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (BRASIL, 2009), a Educação Permanente (EP) é aprendizagem no trabalho, incorporando o aprender e o ensinar no cotidiano das instituições e de seus profissionais, baseada na significativa aprendizagem, criando a possibilidade de fazer transformações das práticas profissionais, sendo entendida como aprendizagem-trabalho.

Signor et al. (2015, p. 3) afirmam, relativamente às questões que envolvem educação continuada e educação permanente, que:

Embora haja discussões teóricas metodológicas entre as expressões educação continuada e a educação permanente, observa-se que as ações contidas na primeira estão destinadas à resolução de caráter mais pontual e com base em metodologias tradicionais de ensino. Já a Educação Permanente em Saúde (EPS) utiliza-se de uma estrutura inovadora de ensino- aprendizagem, principalmente através do vértice da educação problematizadora e das metodologias ativas de aprendizagem […].

Com isso, Salum e Prado (2014) vêm afirmar que para atuar com segurança o profissional precisa ter competência teórico-prática, acompanhando as mudanças tecnológicas e as barreiras presentes no cotidiano, reconhecendo que o conhecimento não deve ser limitado à formação “formal”, tampouco na prática diária. Eles reafirmam a importância da EP nas instituições de saúde para o desempenho dos profissionais de forma segura e responsável, a partir da atualização de seus conhecimentos técnicos científicos.

É necessário privilegiar o conhecimento para se produzir mudanças e transformações das práticas institucionais nos serviços de saúde com suas ações educativas e favorecer a reflexão através de teorias. Sendo assim, a teoria é posta em prática e a prática será aperfeiçoada na teoria (SIGNOR, 2015), para que, então, este conhecimento adquirido possa ser disseminado, transformando as práticas das instituições de saúde.

Para Lopes et al. (2016, p. 14), “a EP é utilizada no setor saúde como extensão de conhecimento técnico-científico, focada em cursos, treinamentos a determinado setor para uma melhor qualidade de serviço prestado à população e para o crescimento profissional”. Portanto, a EP tem papel fundamental na reestruturação dos processos formativos e na orientação da educação dos profissionais da saúde, sugerindo novas diretrizes e iniciativas no processo de educação no nível técnico e superior (FERLA, 2013).

No ambiente de cuidados intensivos o enfermeiro é o profissional mais preparado para auxiliar no processo educativo, por ser coordenador da equipe de enfermagem, e está permanentemente na assistência, cujo um dos objetivos é reduzir os riscos de infecção hospitalar neste setor, por meio da atualização dos conhecimentos dos profissionais (SILVEIRA, 2013). Desta forma, a EP deve fazer parte do pensar crítico e reflexivo e da atitude dos enfermeiros, como objetivo de propiciar o desenvolvimento pessoal e profissional de sua equipe, bem como contribuir para a organização do processo de trabalho.

3. ASPECTOS CONCEITUAIS E EPIDEMIOLÓGICOS DE SEPSE

A Society of Critical Care Medicine (SCCM) e a European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) publicaram, em 2016, a nova definição de sepse, conhecida como sepsis3, sendo definida como “presença de disfunção orgânica ameaçadora à vida secundária à resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção” (VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017, p. 16).

Para Machado et al. (2016), o diagnóstico clínico dessa disfunção orgânica, estabelecido como critério para sepse, ocorre quando há variação de dois pontos ou mais no escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), em função da infecção.

A disfunção orgânica (Figura 1) acontece quando há desequilíbrio entre o processo inflamatório que ocorre quando há resposta do hospedeiro à presença de agente infeccioso, sendo um processo de defesa do organismo, onde há fenômenos inflamatórios, incluindo ativação de citocinas[6], produção de óxido nítrico, radicais livres de oxigênio e expressão de moléculas de adesão do endotélio[7], e o processo anti-inflamatório que incide quando o organismo contra regula essa resposta inflamatória (VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017).

Figura 1 – Principais mecanismos de disfunção orgânica

Fonte: VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017, p. 24.

Para Seymour et al. (2016), há uma ferramenta de triagem chamada qSOFA (quick SOFA), utilizada à beira do leito com o objetivo de identificar os pacientes graves que podem apresentar um quadro clínico desfavorável caso tenham uma infecção. Esta ferramenta é positiva quando o paciente apresenta uma frequência respiratória maior que 22 incursões por minuto e alteração do nível de consciência inferior a 15 segundos, de acordo com a Escala de Coma de Glasgow, ou pressão arterial sistólica maior que 100 mmHg.

Outro termo que sofreu alteração em seu conceito foi choque séptico, sendo definido como “presença de hipotensão com necessidade de vasopressores para manter pressão arterial média ≥ 65mmHg associada a lactato ≥ 2mmol/L, após adequada ressuscitação volêmica”(VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017, p. 16).

Para Carneiro, Povoa e Gomes (2017), choque séptico é um termo utilizado para um subgrupo de pacientes que tem alterações circulatórias subjacentes e as alterações metabólicas celulares profundas.

Encontra-se dificuldade não apenas em sua identificação precoce, mas, também, na reabilitação dos pacientes pós-sepse, já que pouco se sabe sobre seus efeitos a longo prazo. A dificuldade de acesso a essa reabilitação também se configura como outra dificuldade, já que há evidências de que os sobreviventes de sepse sofrem de problemas de saúde a longo prazo nas áreas física, cognitiva ou mental (REINHART; DANIELS; MACHADO, 2013).

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Latino Americano para Estudos da Sepse (ILAS), apesar de não publicado, mostrou que a letalidade global acometida pela sepse é de 46%, sendo 58,5% destas ocorridas nas instituições públicas e 34,5% nas instituições privadas. A pneumonia, a infecção intra-abdominal e a infecção urinária são as infecções que mais estão associadas à sepse (VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017).

De acordo com Reinhart, Daniels e Machado (2013), os casos de sepse vêm aumentando (taxa de 8% a 13%), tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, e os fatores que levam a ocorrerem em países desenvolvidos são o envelhecimento da população e a resistência dos patógenos aos antibióticos; nos países em desenvolvimento, a pobreza, desnutrição e a falta de acesso à saúde.

A sepse, por ser um problema de saúde pública, devido à sua identificação tardia, é uma das principais causas de morte na UTI, superando o infarto agudo do miocárdio e o câncer, atingindo pessoas de todos os gêneros e faixas etárias (BARRETO et al., 2016)

Segundo o ILAS (2015), a UTI é um ambiente de extrema importância para a recuperação do paciente com sepse. No Brasil, cerca de 17% dos leitos de UTI são destinados a pacientes sépticos e a taxa de mortalidade está em torno de 55% neste ambiente, representando custos superiores a R$ 17 bilhões, acometendo mais de 400 mil brasileiros por ano.

Por essa razão, o enfermeiro tem um papel fundamental nesse processo de identificação da sepse, reconhecendo os sinais e sintomas ocasionados pela infecção em um menor período de tempo para que se tenha uma melhor evolução do quadro e bom prognóstico, realizando a antibioticoterapia nas primeiras horas do diagnóstico (VIANA; MACHADO; SOUZA, 2017).

4. METODOLOGIA

Este estudo configura-se como Revisão Integrativa da Literatura (RIL) que, segundo Ercole, Melo e Alcoforado (2014), é um método criterioso de pesquisa, que fornece conhecimentos sobre um problema de pesquisa, com o objetivo de sintetizar resultados obtidos, de maneira sistemática, ordenada e abrangente.

Foram utilizados os artigos científicos dos anos de 2013 a 2018, por meio de pesquisas nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e a Scientific Electronic Library Online (SCIELO), com os seguintes Descritores em Ciência da Saúde (DECS): Enfermeiros, Unidade de Terapia Intensiva, Sepse, Educação em saúde e Educação em enfermagem.

Foram utilizados artigos na íntegra, na língua portuguesa, sendo todos relacionados ao tema. Quanto ao critério de exclusão foram desconsiderados artigos não publicados na íntegra, fora do período estabelecido e resumos, assim como os que não correspondiam aos objetivos do estudo e não estavam no idioma pátrio.

Na fase de coleta de dados os artigos foram avaliados quanto aos critérios de inclusão e exclusão. Assim, foi realizada uma leitura dos resumos de cada artigo para identificar a relação com o problema de pesquisa. Os artigos que obedeceram aos critérios de inclusão receberam um número de protocolo, sendo nomeados como A1, A2, A3… para, posteriormente, proceder-se à análise do texto completo.

Sobre os aspectos éticos da pesquisa, não foi necessário submeter a um comitê de ética por ser tratar de uma RIL. Entretanto, este estudo respeitou a RESOLUÇÃO nº. 510, de 07 de Abril de 2016, que trata das especificidades éticas das pesquisas nas ciências humanas e sociais, garantindo não haver risco aos seres humanos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Em busca dos artigos nas bases de dados LILACS, BDENF e SciELO utilizando os descritores foram encontrados 20 artigos. Após a leitura dos mesmos foram incluídos 8 e excluídos 12 artigos que não correspondiam aos critérios de inclusão. No entanto, após a leitura completa dos artigos foram excluídos mais 3, por não corresponderem aos objetivos do estudo. Portanto, 5 artigos auxiliaram na construção do Quadro 1.

Quadro 1 – Distribuição dos artigos selecionados, segundo número de protocolo, título, periódico, ano, base de dados, autores, tipo de estudo e objetivos

Titulo Revista Ano Base de dados Autor Tipo de estudo Objetivo de estudo
A1 Educação permanente em saúde em unidade de terapia intensiva: percepção de enfermeiros Revista de Pesquisa Cuidado é fundamental Online 2015 BDENF

PAIM, C.; ILHA, S.; BACKES, D.

Pesquisa exploratória, descritiva de abordagem qualitativa Identificar a percepção de enfermeiros atuantes na Unidade de Terapia Intensiva acerca do processo de Educação Permanente visando a sua posterior implementação no serviço.
A2 Ações de educação permanente dos enfermeiros facilitadores de um núcleo de educação em enfermagem Revista Gaúcha de Enfermagem 2017 LILACS LAVICH, C. et al. Caso único com abordagem qualitativa Identificar ações desenvolvidas por enfermeiros facilitadores de um Núcleo de Educação Permanente de um Hospital de Ensino.
A3 Avaliação da educação permanente no processo de trabalho em saúde Trabalho, educação e saúde 2016 SCIELO SILVA, L. et al. Qualitativa, descritiva e exploratória.

Conhecer as mudanças ocorridas no processo de trabalho decorrentes da EPS.

A4 Núcleo de educação permanente em enfermagem: perspectivas em um hospital de ensino Journal of Research Fundamental Care on line 2013 LILACS SILVA, C. et al. Pesquisa de natureza descritiva com abordagem qualitativa Descrever como os enfermeiros percebem o Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem.
A5 Educação Permanente em Saúde: Construindo caminhos para a implantação de um protocolo de sepse grave adequado a realidade de um hospital universitário em Porto Alegre Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS 2015 BDENF MORETTI, M. Abordagem qualitativa usando método narrativa auto-referente Narrar a construção no processo de implantação de um Protocolo de Sepse grave em um Hospital Universitário de grande porte de Porto Alegre a partir da metodologia da EPS.

Fonte: Autoria própria, 2018.

No decorrer dos resultados foram selecionadas duas categorias, abordadas como: 1. Educação permanente como influenciadora na diminuição dos índices de mortalidade por sepse na UTI e 2. Fatores impeditivos para a realização da educação permanente na UTI.

5.1 A EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO INFLUENCIADORA NA DIMINUIÇÃO DOS ÍNDICES DE MORTALIDADE POR SEPSE NA UTI

O processo educativo desenvolvido dentro da UTI deve ser favorável a todos os envolvidos, sejam eles os profissionais que se beneficiam com o conhecimento compartilhado ou os profissionais facilitadores do processo, que identificam as necessidades dos profissionais, bem como o que necessita de aprimoramento. Por isto é importante que o tema a ser abordado nas atividades de EPS faça parte da realidade desses profissionais, para que sejam capazes de direcionar estratégias que venham melhorar a assistência prestada (SILVEIRA; CONTIM, 2015).

Para os autores do artigo A1 a educação permanente deve ser implementada na UTI, e não pode ser entendida apenas como uma atualização a ser realizada para os profissionais, mas, também, como forma inovadora, capaz de mudar o cenário por meio do conhecimento adquirido, que contribui para uma assistência qualificada e integral.

Salum e Prado (2014) afirmam que, no contexto da saúde, a educação no ambiente de trabalho é considerada caminho para transformações e mudanças nas instituições de saúde, indicando alternativas nas ações de produzir saúde com qualidade e promover satisfação aos pacientes e profissionais.

Estudo desenvolvido por Massaroli, Martini e Massaroli (2014), com o intuito de conhecer as metodologias educativas utilizadas nos processos de EPS no controle de infecção hospitalar, identificou que as metodologias que utilizam programas de informática, cartazes com incentivos, intervenções educativas, círculo de conversa e entrevistas individuais facilitam o processo de EPS, que tem como objetivo promover o acesso e incentivar os profissionais a obter conteúdo e atender às suas necessidades, para uma melhor prestação do cuidado.

Os autores do artigo A5 ressaltam que a EPS constitui-se de práticas que constroem conhecimentos, e que por meio das rodas de conversa proporcionam várias possibilidades de melhorias, seja na área médica ou de enfermagem. Afirmam, ainda, que o desenvolvimento dessas atividades proporciona ao profissional a aquisição de sensibilidade para identificar uma das principais causas de morte na UTI, que é a sepse, já que para ser ter uma redução desses índices de mortalidade é preciso que toda a equipe conheça as intervenções e as práticas de cuidado necessárias à assistência ao paciente séptico.

Para Morais et al. (2013), é necessário que se utilize uma pedagogia baseada na resolução de problemas, focada no ambiente de trabalho, como uma forma de promoção e a apropriação do saber científico, na responsabilidade da instituição para com o profissional da saúde e para a aplicabilidade do conhecimento no meio coletivo.

Ferraz, Vendruscolo e Marmett (2014), por sua vez, afirmam que o permanente incentivo institucional é fundamental para a aplicabilidade da realização de boas práticas no cuidado prestado à clientela, tornando o enfermeiro parte do processo, trabalhando com novas técnicas e dispositivos, visando ao cuidado integral e ao aperfeiçoamento de seu cuidado, para perceber que a EPS é abordada amplamente e considerada fundamental para o aprendizado e, consequentemente, na prestação efetiva da assistência aos pacientes necessitados de cuidados intensivos e sépticos.

5.2 FATORES IMPEDITIVOS PARA A REALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE NA UTI

Um dos fatores identificados pelos autores do artigo A2 que dificulta a adesão de enfermeiros à Educação Permanente em Saúde é o número reduzido de enfermeiros como atuantes neste processo, além das dificuldades em conciliar a sua participação nas atividades desenvolvidas pela EPS com seu horário de trabalho.

Tais ideias são corroboradas pelos autores do artigo A3, que destacam como fator impeditivo um quantitativo reduzido do dimensionamento de pessoal da enfermagem, o que, de certa forma, interfere diretamente na realização da EPS.

Outro fator apontado ainda pelos autores do artigo A2 é que os enfermeiros apresentam resistência à participação nas atividades de EPS por acreditarem que são detentores do conhecimento e que não precisam de aprimoramento e atualizações contínuas.

De acordo com Silveira e Contim (2015), o enfermeiro, enquanto sujeito e um dos profissionais protagonistas da saúde, deve ter enraizados os conceitos de humanização. Sendo coordenador e encarregado do setor em que desenvolve suas funções, necessita estar totalmente envolvido em sua rotina de trabalho para, assim, perceber as suas necessidades de aprimoramento e também de sua equipe, o que se dá por meio dessas capacitações.

No artigo A4, por sua vez, foi identificado que há um entrave entre a instituição hospitalar e a busca ativa de profissionais no que diz respeito à EPS, ressaltando que os setores responsáveis por desenvolver capacitações devem estar mais próximos dos profissionais.

Ferraz, Vendruscolo e Marmett (2014) corroboram com esse entendimento, asseverando que a instituição na qual os enfermeiros estão inseridos não os estimula a buscar conhecimentos e nem apoia o desenvolvimento de atividades de EPS, barreira muitas vezes ocasionada pela ausência de recurso e, até mesmo, pelo descrédito da metodologia por parte das organizações responsáveis.

De acordo com o artigo A5 muitos enfermeiros não têm comprometimento com as atividades desenvolvidas pela instituição, visto que os mesmos não entendem que a EPS é uma forma de aprendizado para a melhoria do serviço. Outro fator relevante exposto pelo autor é a falta de trabalho em equipe, principalmente entre a equipe médica e a equipe de enfermagem.

Morais et al. (2013) afirmam que é esperada dos profissionais uma postura ética, bem como a compreensão, percepção e reavaliação de valores quanto às atividades de EPS, de fundamental importância e que estabelecem vínculos a todos os profissionais envolvidos.

O autor do artigo A5 realizou uma pesquisa em uma determinada instituição e identificou que os profissionais mais antigos não consideravam a roda de conversa, metodologia esta proposta pela EPS, como uma forma fidedigna de aprendizado, não se atentando que esta proposta contribui efetivamente para o processo do cuidado.

Já em uma pesquisa realizada por Morais et al. (2013) percebeu-se que um dos métodos mais ativos de EPS, como processo de ensino-aprendizagem, utilizados para resolver os problemas vivenciados na prática, são as rodas de conversas, que expõem a experiência dos profissionais, além de aulas práticas desenvolvidas em laboratórios e discussões dos temas de mais interesse.

6. CONCLUSÕES

Esta pesquisa foi proposta para buscar responder ao seguinte questionamento: quais as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI?

Foram elaboradas três hipóteses ao problema, todas confirmadas ao longo do estudo, procedido por meio de revisão integrativa de literatura, que analisou cinco artigos científicos sobre o tema: A falta de disponibilidade dos profissionais dificulta o desenvolvimento das práticas de educação permanente dentro das UTI; A ausência de enfermeiros capacitados para realizar a educação permanente na UTI; A falta de incentivo institucional, que provoca a desatualização do profissional que atua na UTI frente à sepse.

O objetivo deste artigo foi atingido, visto que foram verificadas, na literatura científica, as barreiras enfrentadas pelo enfermeiro para o desenvolvimento da educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI, destacando-se a falta de incentivo institucional, a não adesão dos profissionais ao método e a falta de enfermeiros capacitados para desenvolver a EPS. Constatou-se, ainda, que a educação permanente vem sendo instituída como uma ferramenta positiva para a redução dos índices de sepse na UTI.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE A – Formulário para coleta de dados e quadro dos artigos coletados para resultado

ESCOLA SUPERIOR MADRE CELESTE

CURSO DE ENFERMAGEM

Objetivo: Analisar na literatura científica as barreiras que o enfermeiro enfrenta para desenvolver a educação permanente como ferramenta facilitadora na redução do índice de sepse na UTI.

Data: Protocolo Número:

1. Como a educação permanente influencia na diminuição dos índices de mortalidade por sepse na UTI?
2. Quais os fatores impeditivos para a realização da educação permanente na UTI?
Título Revista Ano Base de dados Autor Tipo de estudo Objetivo do estudo

 

6. São polipeptídeos ou glicoproteínas extracelulares, hidrossolúveis, variando entre 8 e 30 kDa. São produzidas por diversos tipos de células no local da lesão e por células do sistema imunológico através da ativação de proteinoquinases ativadas por mitógenos (OLIVEIRA et al., 2011).

7. É a estrutura localizada na interface entre tecidos e sangue (FIUSA, 2017).

[1] Artigo apresentado com pré-requisito de avaliação para obtenção de grau de especialista em Unidade de Terapia Intensiva.

[2] Pós-graduada em Urgência e Emergência com ênfase em UTI (ESMAC), Graduada em Bacharel em Enfermagem (ESMAC), Enfermeira.

[3] Pós-graduada em Urgência e Emergência com ênfase em UTI (ESMAC). Graduada em Bacharel em Enfermagem (ESMAC), Enfermeira.

[4] Pós-graduada em Urgência e Emergência com ênfase em UTI (ESMAC). Graduada em Bacharel em Enfermagem (ESMAC), Enfermeira.

[5] Mestre em Ciência Política (UFPA), Especialista em Educação a Distância e Novas Tecnologias (Faculdades Integradas Ipiranga), Graduada em Bacharel em comunicação Social/ Jornalismo (UFPA), Docente.

Enviado: Outubro, 2018.

Aprovado: Março, 2019.

 

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