Imunização – Ênfase na saúde do trabalhador

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REVISÃO BIBLIOMÉTRICA

RUYS, Fabiano [1], GIMENES, Adriano Moro [2], TEZA, Raphael de Abreu [3]

RUYS, Fabiano. GIMENES, Adriano Moro. TEZA, Raphael de Abreu. Imunização – Ênfase na saúde do trabalhador. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 07, Vol. 04, pp. 54-63. Julho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

À escolha do tema teve-se por ser de suma importância para o meio laboral e empresarial. A imunização de interesse ocupacional é um tema novo dentro das empresas e da medicina do trabalho, este artigo científico foi realizado para expor e aprofundar o tema. Este artigo é um levantamento bibliográfico tendo como diretriz o assunto e buscas combinadas e específicas das palavras: imunização, ocupacional e trabalhadores. A situação apontada no presente estudo, com tantos trabalhadores não tendo sido vacinados e grande parte dos vacinados não conhecendo seu estado sorológico é preocupante. Fica evidente a necessidade de capacitação dos trabalhadores da atenção básica quanto à biossegurança, saúde e segurança no trabalho, incluindo esclarecimentos acerca dos benefícios da vacinação e a respeito da necessidade do monitoramento da resposta vacinal. Todo trabalho preventivo através de esquema vacinal realizado juntos às instituições devem ser fundamentadas nas políticas públicas de saúde, com enfoque na Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNSST) e na vigilância em saúde do trabalhador.

Descritores: Imunização, trabalhador, ocupacional.

INTRODUÇÃO

Como a imunização de interesse ocupacional é um tema novo dentro das empresas e da medicina do trabalho, este artigo científico foi realizado para expor e aprofundar o tema.

De acordo com Rezende et. al. (2002) a descoberta e o aperfeiçoamento das vacinas foram impulsionados pelas epidemias recorrentes, aspectos econômicos (prejuízos em agricultura e veterinária) e por interesse individual (fama, glória, prestígio e dinheiro e o desejo de melhorar o mundo e de evitar sofrimentos).

Alves et. al. (2006) relatam que a História da Imunização teve início no século XVIII, quando se observava que algumas pessoas que tinham se recuperado de certas doenças, não mais adoeciam das mesmas. Um médico inglês, Edward Jenner, usou uma abordagem diferente e percebeu que as vacas que apresentavam lesões desfigurantes originadas pelo vírus compox, raramente contraiam varíola.

A partir daí, começou o processo de imunização contra o vírus da varíola. Foi Edward Jenner quem escolheu o termo “vacina”, do latim vacinnus que significa “das vacas”.

Rezende et. al. (2002) afirmam também, que no Brasil como um todo, havia muita insalubridade. A prevenção da peste bubônica era feita com vacina antipestosa e o tratamento com soro antipestoso, que vinham da Europa e determinou que o instituído soroterápico fosse produzido aqui no Brasil. O cargo foi designado ao Dr. Oswaldo Cruz. Seus objetivos eram três: acabar com a febre amarela, a peste bubônica e a varíola.

Quanto à varíola, já se dispunha da vacina antivariólica. Oswaldo Cruz foi amplamente censurado pela ignorância sanitária da época. Alguns se opuseram à vacinação obrigatória contra a varíola, o que não ocorreu somente no Brasil, como também na Europa. Já havia uma lei prevendo a imunização compulsória das crianças contra a varíola em 1837. Em 29 de junho de 1904, por iniciativa de Oswaldo Cruz.

As vacinas, como importante medida preventiva, são um excelente meio de minimizar a ocorrência de doenças endêmicas e epidêmicas. Como exemplos deste fato temos a erradicação da varíola e da poliomielite no Brasil, devido às sucessivas campanhas de vacinação.

Mesmo com seu controle e aparentemente erradicação, ainda ocorrem surtos no Brasil e países de primeiro mundo. A maioria dos surtos ocorre por falta da imunização adequada das pessoas, advindas de localidades onde a vacinação e o controle não são feitos de formas rigorosas.

Hoje a imunização está tomando direções mais abrangentes, saindo do enfoque da então somente vacinação em Unidades Básicas da Saúde, partindo em busca para imunizar as pessoas em seu ambiente laboral. Com o objetivo em reduzir a incidência de afastamentos do trabalho desnecessários, garantindo qualidade de vida aos trabalhadores e a sua família, trazendo economia para a empresa.

Santos et. al. (2011) relatam que as decisões sobre quais vacinas incluir nos programas de imunização ocupacional deve levar em consideração: o risco de exposição àquela doença bem como as consequências em potencial para os não-imunizados e o tipo de trabalho realizado pelo profissional.

Na técnica de avaliação em saúde, a imunização é uma ação que precede os exames ocupacionais, sendo uma intervenção específica para os fatores de risco biológico imunopreveníveis. Esta ação está implícita na Portaria n° 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) como atribuição do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT/NR-4) e também no modelo de saúde do trabalhador de vigilância em saúde para as empresas públicas, privadas, estabelecimentos e serviços de saúde e laboratórios.

A legislação brasileira e as câmaras técnicas das associações dos profissionais que compõem os SESMT definem que a imunização é uma atividade de prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores.

É significante a morbidade e mortalidade de doenças preveníveis por vacinas entre adultos. Pessoas que não tiveram difteria, tétano, caxumba, rubéola e sarampo na infância e não receberam as doses adequadas de vacinas, continuam sob risco de adoecer e desenvolver complicações e sequelas destas doenças. Além disso, a epidemiologia de hepatite por vírus A e B, gripe e doença pneumocócica, entre outras, sugere que os adultos e os idosos têm risco significante de desenvolver essas doenças imunopreveníveis ( FACCHINI; GARCIA 2008).

O uso adequado das vacinas reduz a incidência de afastamentos do trabalho desnecessários, bem como todos os problemas relacionados ao controle de um surto de uma doença infecciosa que poderia ser prevenida pela imunização. Trazendo uma melhor qualidade de vida ao profissional e melhores benefícios empresarias.

Laurell e Noriega (apud FACCHINI; GARCIA 2008) salientam “a necessidade do estudo da relação trabalho-saúde para a compreensão de como o processo saúde-doença se articula e se expressa enquanto um processo social, visando a propor intervenções que promovam a saúde dos trabalhadores. Na perspectiva da saúde do trabalhador, a determinação social dos agravos à saúde deve ser estudada colocando em foco o processo produtivo e o trabalho. No caso dos trabalhadores da atenção básica à saúde, responsáveis diretos pelos procedimentos de assistência à saúde da população, o processo de desgaste vivenciado compromete a qualidade do trabalho desenvolvido junto à comunidade”.

Através deste estudo esperamos conseguir esclarecer algumas dúvidas sobre a importância da vacinação na classe dos trabalhadores. Como também destacar a importância de medidas educativas desses trabalhadores e o trabalho de educação permanente aos trabalhadores da área da saúde sobre o tema abordado. Também levantar algumas pesquisas existentes sobre o tema, abordando a importância das pesquisas e a relevância do desenvolvimento de novas vacinas contra novas doenças e a melhoria das vacinas já existentes.

MÉTODO

Esse artigo trata-se de um levantamento bibliográfico, onde foram pesquisados artigos científicos em bases de dados: Scientific Eletronis Library Online (SciELO, Geocities, Sbim, dentre outras.

Foram selecionados artigos com bases em levantamento bibliográfico e pesquisas científicas tendo como diretriz o assunto e buscas combinadas e específicas das palavras: imunização, ocupacional e trabalhadores.

Estabeleceu-se um levantamento de dados com indicadores que servem como base para nosso estudo.

Foram analisados artigos publicados no período de 2000 a 2013; os dados foram levantados entre Setembro de 2013 à Novembro de 2013.

Para a organização das informações contidas nas publicações científicas encontradas, foi utilizada a leitura flutuante dos resumos dos trabalhos, identificando-se o objeto, os objetivos do estudo e o resultado dos mesmos. Os dados foram registrados sob a forma de fichas de leitura.

RESULTADOS

Quadro 1 – Distribuição de artigos localizados e selecionados na base de dados da SciELO, Geocitie e Sbin sobre imunização do trabalhador.

Titulo do
Artigo
Autores Resultados Recomendações/
Conclusões
1. Vacinas de interesse ocupacional. REZEBNDE et. al. (2002) A extensão do programa de vacinação dos funcionários para seus familiares gerou melhoria do relacionamento do empregado com a empresa, A medicina preventiva foi transportada para dentro de indústrias, fábricas, escritórios, creches e escolas, com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos funcionários e a prevenção de doenças.
2. Vacinação contra a hepatite B entre trabalhadores da atenção básica à saúde GARCIA, L.P.; FACCHINI, L.A. (2008) O número total de trabalhadores entrevistados foi de 1.249, sendo detectadas 83 (6,23%) perdas e recusas. Enquanto 955 (79,19%) trabalhadores referiram ter tomado a vacina contra a hepatite B, 734 relataram ter tomado pelo menos três doses da vacina, indicando uma prevalência da vacinação completa de 64,61%. São recomendadas medidas educativas visando à vacinação daqueles que não o fizeram ou não completaram o esquema vacinal e informação sobre a necessidade do monitoramento da resposta vacinal.
3. Enfermagem e Atenção à Saúde do Trabalhador: A Experiência da Ação de Imunização na Fiocruz/ Manguinhos. SANTOS et al (2011) A imunização dos trabalhadores do campus Manguinhos realizada em sala de vacina contabilizou 2.267 doses de imunobiológicos administrados.

A vacina contra a hepatite B foi de 485 doses, a vacina influenza com 1.084 doses, a vacina antifebre amarela com 119 doses, a vacina tríplice viral com 122 doses, a vacina contra hepatite A com 19 doses e a vacina antirrábica com 19 doses.

Esta experiência em imunização em saúde do trabalhador fundamentou-se nas políticas públicas de saúde, com enfoque na Política Nacional de Segurança e Saúde do

Trabalhador (PNSST) e na vigilância em saúde do trabalhador, cuja lógica norteou-se pela implementação de programas de saúde, através da organização e gestão do cuidado em saúde.

4. Avaliação a resposta vacinal contra hepatite B em profissionais de saúde do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz. COELHO et. al. (2002) Dos 113 profissionais avaliados, 102 foram considerados protegidos contra o HBV. Os demais, considerados não protegidos foram aconselhados a se submeterem a uma quarta dose da vacina. A eficácia na produção de anticorpos esteve presente em 90,26% dos profissionais avaliados. Sorologias para determinação de anticorpos vacinais deveriam ser estendidas a todos profissionais de saúde, para que estes não façam uso desnecessário da Gamaglobulina hiperimune contra hepatite B, por ocasião de acidentes envolvendo material biológico.
5. Um extenso surto de Rubéola com propagação do local de Trabalho para a Comunidade. HOLLIDAY et al (2000) Os resultados apontaram que 75%(46/61) dos casos foram identificados como trabalhadores de uma indústria de empacotamento de alimento ou seus contatos domiciliares. Durante os últimos dois meses (1 de junho-27 de julho de 1999), (73% (16/22) dos casos identificados foram notificados a 2 centros de saúde ambulatoriais. 73% (16/22) dos casos identificados foram notificados a 2 centros de saúde ambulatoriais. O problema da transmissão da rubéola em locais de trabalho é provável aumentar porque certas indústrias crescentemente dependem de trabalhadores que não nasceram nos Estados Unidos, 24% e 67% da população mundial de 1996 viviam em países onde a vacinação contra a rubéola não era rotina.
6. A base de dados Scielo como fonte para pesquisa sobre o tema vacinação. ALVES et al (2006) Foram detectados nos estudos experimentais uma eficácia de 62,8%, no estudo prevenção 20,93% e na Biotecnologia 16,27%. O aumento no número de publicações abordando o tema vacinação teve como principal foco os estudos experimentais, mostrando o interesse em desenvolver vacinas mais eficazes, seja contra as doenças mais frequentes e atuais ou aquelas consideradas emergentes.
7. Avaliação da eficácia do esquema de Imunização aplicado a profissionais de um Hospital da Cidade de Muriaé. COSTA S.C. (2010) Foi possível observar, se houve ou não comprometimento com a efetivação do processo de imunização quando constatados longos períodos entre uma dose e outra do processo de vacinação, e também mediante apenas uma dose de reforço, sem uma posterior avaliação nos títulos de anticorpos induzidos nos receptores e o abandono do processo. Os dados obtidos demonstraram que, para a efetivação da imunização contra a hepatite B dos trabalhadores, é necessário um rigoroso protocolo compatível com a (SBI).
8. Recomenda-ções da sociedade Brasileira de imunizações (SBIm) 2013/2014. Calendário de vacinação Ocupacional (2013/2014). Tríplice viral; Hepatites A, B; Hpv; Dt pa; Varicela; Meningocóccica Conjugada; Influenza; FA; Raiva; Febre Tifóide; Poliomielite Inativada. Todos os profissionais sejam da área da saúde ou não deverá ser observada a necessidade desse esquema vacinal acerca do nível de risco em que estão inseridos.
9. Anticorpos Anti Brucella abortus em Humanos expostos a fator de risco ocupacional TRINDADE et. al. (2008) A prevalência dos soros foram 25 % (3/12) no teste de aglutinação rápida AAT. Dos 3 soros reagentes no AAT, 2 foram reagentes no teste padrão SAT, com títulos de 50 e 100 e 1 não reagente. A adesão dos profissionais ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) é muitas vezes negligenciada, aumentando o risco de contaminação pela Brucella.
10. Situação vacinal contra o tétano em trabalhadores da Empresa Municipal de Obras Públicas do Município de Divinópolis, Estado de Minas Gerais. OLIVEIRA et. al. (2012) Apenas 35,1% dos entrevistados aresentaram o cartão de vacina. 28,7% dos trabalhadores relataram nunca terem sido vacinados contra o tétano. Entre os demais (71,3%), que receberam vacina contra o tétano em algum momento da vida, 21,9% referiram a última dose há menos de um ano, 19,2% entre dois e cinco anos atrás, 18,5% entre seis e dez anos, 17,8% com mais de dez anos e 22,6% não souberam informar quando receberam a última dose da vacina. A vacinação contra o tétano nos adultos é mais complexa, pois a maioria não procura os serviços de saúde com regularidade e, quase sempre, não dispõe de comprovante vacinal. Sua atualização acaba sendo intimamente relacionada ao acidente de trabalho.

Fonte: Gimenes; Ruys; Teza (2014)

DISCUSSÃO

A situação apontada no presente estudo, com tantos trabalhadores não tendo sido vacinados deixa evidente a necessidade da criação de políticas que valorizem as condições dos trabalhadores. De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (2013/2014) as vacinas disponíveis de importância ocupacional são: Tríplice viral; Hepatites A e B; Hpv; Dt pa; Varicela; Meningocóccica conjugada; Influenza; FA; Raiva; Febre tifoide; Poliomielite inativada.

Santos et. al. (2011), diz que as vacinas escolhidas no âmbito ocupacional são levantadas em consideração a exposição à uma doença com relação ao tipo de trabalho realizado aos não-imunizados.

Para Rezende et. al. (2002), as empresas conseguiram enxergar a importância da vacinação dos funcionários através da implantação do programa de vacinação que gerou uma grande relação de baixo custo e grandes benefícios.

Antigamente as empresas faziam programas de vacinação com vacinas em comum para todos os setores, hoje em dia é realizado um estudo prévio das atividades exercidas, risco profissional e as vacinas indicadas para este funcionário são realizados em particular. Rezende et. al. (2002) mostra também que ainda não há um esquema vacinal específico para todas as empresas, e sim que cada uma realiza um levantamento de necessidades de acordo com a exposição de risco diante do tipo de trabalho exercido; havendo uma relação de concordância com Santos et. al. (2011).

Há muitas empresas levando em consideração a necessidade de vacinação somente de algumas vacinas, como é o caso da Hepatite B como relata Facchini e Garcia (2008), que apontam os profissionais da área da saúde o descuido e o despreparo em relação a seu próprio esquema vacinal.

Alguns autores ( COELHO et. al. 2002; COSTA, 2010; SANTOS et. al. 2011) também relatam em suas pesquisas, a necessidade de um controle rigoroso nas doses aplicadas nos profissionais de saúde, como também na criação de um protocolo de imunização de acordo com as normas da (SBI).

Fica evidente a necessidade de capacitação e educação dos trabalhadores da atenção básica quanto à biossegurança, saúde e segurança no trabalho, incluindo esclarecimentos acerca dos benefícios da vacinação contra a hepatite B e o monitoramento da resposta vacinal, uma vez que há dificuldades encontradas na adesão dos trabalhadores no esquema vacinal (Coelho et. al. 2002).

O SUS necessita de políticas que valorizem as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores. Também há necessidade de programas de educação permanente para os trabalhadores da atenção básica à saúde direcionada à organização, à saúde e à segurança do trabalho; mas também é muito importante voltar à atenção também para a educação dos trabalhadores visando a informação sobre a necessidade do monitoramento da resposta vacinal (Santos et. al. 2011).

Devido ao reconhecimento de que o trabalho na atenção básica à saúde é essencial e determinante da efetividade das políticas e ações de saúde, o processo de trabalho na atenção básica e os trabalhadores da saúde têm sido objeto de estudos recentes. Contudo, os estudos ainda são escassos no Brasil, fato este que reforça a relevância deste estudo (Coelho et. al. 2002).

Alves et. al. (2006) relatam em sua pesquisa a importância do tema “vacinas”, destacando a importância dos estudos experimentais para o desenvolvimento de vacinas mais eficazes para doenças emergenciais ou mesmo as mais frequentes. Estudos como de Holliday et. al. (2000) destacam o provável aumento de transmissão da rubéola em ambientes laborais, causadas pela migração de trabalhadores de regiões onde o acompanhamento da vacinação da rubéola não era rotina.

Brasil, et. al. apud Trindade (2008), diz que doenças como a brucelose embora não tenham sido relatados sintomas da doença na população estudada. Sabe-se que os sintomas em humanos são amenos quando comparados a doença causada pelas espécies de B.suise B. melitensis e o acompanhamento clínico e laboratorial é indicado para prevenção de casos clínicos graves. Nesse caso o treinamento continuado de profissionais para uso de EPIs é de suma importância como forma de evitar a ocorrência de acidentes vacinais ou ainda nos atendimentos realizados por profissionais médicos veterinários. Já Oliveira et. al. (2012) destacam o problema da adesão de adultos nas campanhas de vacinação contra o Tétano sendo sua atualização estar intimamente relacionada com o acidente de trabalho.

A extensão do programa de vacinação dos funcionários para seus familiares gerou melhoria no relacionamento do empregado com a empresa, consequentemente redução de doenças familiares, causando reflexo positivo no ambiente de trabalho já que o empregado falta menos em virtude de doenças na família (Trindade, 2008).

CONCLUSÃO

Muito embora haja muita dificuldade diante da atualização vacinal dos trabalhadores, muitos só procuram o atendimento depois de um acidente ou mesmo só quando tem campanha vacinal, ainda assim as vezes não apresentam a caderneta de vacinação e também não se recordam quais vacinas tomaram e se as doses foram completas, dificultando o trabalho dos profissionais de saúde. Devendo-se atentar para medidas educativas para o esquema vacinal como também ao uso de EPIs.

Todo trabalho preventivo através de esquemas vacinais realizados juntos às instituições deve ser fundamentado nas políticas públicas de saúde, com enfoque na Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNSST) e na vigilância em saúde do trabalhador.

De acordo com o tema abordado destacamos também a necessidade de um programa de vacinação específico para a classe dos trabalhadores em geral. Visto que o tema ainda não tenha tido muita relevância, são muitos poucos estudos encontrados até o momento.

REFERÊNCIAS

ALVES, V.M et al. A base de dados Scielo como fonte para pesquisa sobre o tema vacinação. Rev. RENE, Fortaleza, v.7, n.1, p.61-67, jan./abril 2006.

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO OCUPACIONAL. Recomendações da sociedade Brasileira de imunizações (SBIm) – 2013/2014. Disponível no site http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2013/06/ocupacional_calendarios-sbim_2013-2014_130610.pdf. acessado em 22 de outubro de 2013.

COELHO, H. et al. Avaliação da resposta vacinal contra hepatite B em profissionais de saúde do Instituto Fernandes Figueira. 2002. Disponível em: http://biossegurancahospitalar.com/site/paginas/artigos_bio/lista/files/7.pdf . Acesso em10 de outubro de 2013.

COSTA, S.C. Avaliação da eficácia do esquema de Imunização aplicado a profissionais de um Hospital da Cidade de Muriaé. Revista interdisciplinar de Estudos Experimentais, v.2, n. 3,p. 89-93. 2010.

GARCIA, L.P.; FACCHINI L.A. Vacinação contra a hepatite B entre trabalhadores da atenção básica à saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 5, May 2008.

HOLLIDAY M C D, LeBARON C W, et al. Um extenso surto de Rubéola com propagação do local de Trabalho para a Comunidade, 2000. Disponível no site http://www.livrosgratis.com.br/arquivos_livros/ms000185.pdf; acessado em 15 de outubro de 2013.

OLIVEIRA, C.V. et al. Situação vacinal contra o tétano em trabalhadores da Empresa Municipal de Obras Públicas do Município de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, Brasil, 2009. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v.21, n.3, set. 2012.

REZENDE M F, FERRAZ T F, et al. Vacinas de interesse ocupacional, 2002. Disponível no site http://www.geocities.ws/mcdobies/seguranca_trab/vacina.pdf; acessado em 25 de setembro de 2013.

SANTOS R P dos, NORONHA H N, et al. Enfermagem e atenção à saúde do trabalhador: a experiência da ação de imunização na Fiocruz/Manguinhos. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.16, n2, Feb. 2011.

TRINDADE, P.S et al. Anticorpos Anti Brucella abortus em Humanos expostos a fator de risco ocupacional, 2008. Disponível em: http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R0794-2.pdf; Acesso em 25 de outubro de 2013.

[1] Enfermagem do Trabalho pela FI – Faculdade de Iguaçu e INDEP; Graduação em Enfermagem pela Universidade de Marília – UNIMAR – Marília – SP.

[2] Enfermagem do Trabalho pela FI – Faculdade de Iguaçu e INDEP – Marília-SP; Graduação em Enfermagem pela Faculdade de Direito da Alta Paulista e Faculdade da Alta Paulista – Fadap-Fap – Tupã-SP.

[3] Enfermagem do Trabalho pela FI – Faculdade de Iguaçu e INDEP – Marília-SP ; Graduação em Enfermagem pela Faculdade de Direito da Alta Paulista e Faculdade da Alta Paulista – Fadap-Fap – Tupã-SP.

Enviado: Dezembro, 2018.

Aprovado: Julho, 2019.

 

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