Equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral (PC)

0
375
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI [ SOLICITAR AGORA! ]
Equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral (PC)
Classificar o Artigo!
ARTIGO EM PDF

CASTRO, Roberto Farias [1], OLIVEIRA, Roniely Lima [2], NOLLETO, Alexandre Nunes [3]

CASTRO, Roberto Farias, OLIVEIRA, Roniely Lima, NOLLETO, Alexandre Nunes. Equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral (PC). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 08, pp. 124-135 , Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Introdução: Lesões neurológicas que durante a infância podem causar comprometimentos diversos ao sistema nervoso, sendo a paralisia cerebral (PC) um dos problemas neurológicos mais frequentes e importantes, que ocorre na fase de desenvolvimento encefálico. A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo para estimular o desenvolvimento biopsicossocial. Essa terapia pode proporcionar movimentos rítmicos, precisos e tridimensionais com a andadura do cavalo. Dessa forma, acredita-se que a equoterapia pode proporcionar muitos benefícios ao paciente, exigindo a participação integral do corpo. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre a equoterapia como recurso terapêutico em indivíduos portadores de Paralisia Cerebral. Metodologia: O estudo utilizou como método a revisão integrativa da literatura, onde realizou-se em julho de 2017 a busca das publicações indexadas nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), na biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (Bvs) e revistas cientificas com índices de evidência relevantes. Os critérios de inclusão foram: pesquisas que abordem a utilização da equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral, publicadas em inglês, português ou espanhol; em formato de artigos, dissertações e teses. Como critérios de exclusão: trabalhos que não apresentem resumos na íntegra nas bases de dados e na biblioteca pesquisadas. Conclusão: o estudo mostra que além da promoção da evolução motora, destes indivíduos, a equoterapia também promove uma melhora na questão psíquica e social, tanto do paciente, como de seus cuidadores.

Palavras chaves: fisioterapia, terapia assistida por cavalos, paralisia cerebral.

INTRODUÇÃO

O termo paralisia cerebral descreve um grupo de desordens do desenvolvimento do movimento e da postura, ocasionada por distúrbio não-progressivo que ocorre no encéfalo em desenvolvimento. As desordens motoras da PC limitam a realização das atividades de vida diária e são frequentemente acompanhadas por distúrbios da sensação, percepção, cognição, comunicação e comportamento, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários (ROSENBAUM et al., 2007; BAX et al., 2005).

Apesar PC ser uma das maiores desordens infantis comuns, no Brasil não existem pesquisas científicas específicas a respeito da incidência de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental. Contudo, existe a estimativa de 20.000 casos novos por ano de PC no Brasil (ROTTA, 2002) e, assim, estabelece-se o desafio de cuidar de uma criança com PC, no que diz respeito a necessidade de recursos, como tempo e dinheiro (BREHAUT et al., 2004).

A paralisia cerebral é diagnosticada através de exame clínico e geralmente não oferece dificuldades. Porém, enquanto as capacidades motoras ainda estão em desenvolvimento, como nos recém-nascidos e lactentes, a detecção dos distúrbios motores exigem maior atenção. Nestes casos, deve-se iniciar a investigação etiológica e estimulação essencial até que o diagnóstico possa ser definido (ALLEN; ALEXANDER, 1997).

Ao escolher uma forma de tratamento para os pacientes com problemas neurológicos é importante lembrar que a maior parte de sua reabilitação depende de sua própria motivação em relação ao tratamento oferecido. Neste sentido, a terapia utilizando cavalo pode ser considerada como um conjunto de técnicas ré educativas, que agem para superar danos sensoriais, motores, cognitivos e comportamentais, através de uma atividade lúdico desportiva, oferecendo todas as condições julgadas importantes ao tratamento destes pacientes (FRAZÃO, 2001).

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo para estimular o desenvolvimento biopsicossocial (MEDEIROS, 2008). Essa terapia pode proporcionar movimentos rítmicos, precisos e tridimensionais com a andadura do cavalo. Dessa forma, acredita-se que a equoterapia pode proporcionar muitos benefícios ao paciente, exigindo a participação integral do corpo, regulando o tônus muscular, facilitando o desenvolvimento de controle postural, força muscular, coordenação motora, dissociação de cinturas, equilíbrio, propriocepção, autoconfiança e autoestima (SANCHES, 2010).

Já está firmado na literatura científica que a equoterapia é uma proposta terapêutica alternativa eficaz no tratamento de pacientes portadores de PC, pois permite prepará-lo para uma complexa atividade motora subsequente, dessa forma, ampliando a sua socialização dando condições para que possam desenvolver simultaneamente outras habilidades relacionadas com o desenvolvimento da capacidade motora global (LIPORONI; OLIVEIRA, 2005).

O cavalo oferece uma diversidade de movimentos que podem ser aproveitados enquanto o indivíduo está sobre o seu dorso. Entretanto deve-se observar que há limites relativos à patologia do praticante que devem ser respeitados (ANDE, 2000).

Em torno deste aspecto deve-se questionar que apesar das vantagens terapêuticas da equoterapia, a mesma deve ser indicado de forma consciente e responsável. Muitos profissionais fisioterapeutas apesar de conhecerem a técnica, desconhecem que em muitas situações clinicas, a equoterapia não pode ser utilizada e se utilizada de maneira incorreta poderá causar danos a saúde do paciente.

Portanto surgiu o questionamento a respeito do desempenho funcional da criança com paralisia cerebral sobre a indicação e tratamento através da equoterapia.

Teremos como objetivo geral realizar uma revisão de literatura sobre a equoterapia como recurso terapêutico em indivíduos portadores de Paralisia Cerebral, além de discutir sobre a correta indicação da equoterapia como opção terapêutica na reabilitação de pacientes com paralisia cerebral, avaliar os benefícios da Equoterapia no controle da espasticidade dos membros acometidos pela Paralisia Cerebral e contribuir para o embasamento clínico de fisioterapeutas em relação a fisioterapia funcional no tratamento de pacientes com Paralisia Cerebral.

3 METODOLOGIA

3.1 Tipo de Pesquisa

Este estudo utiliza como método a revisão integrativa da literatura, a qual tem como finalidade reunir e resumir o conhecimento científico já produzido sobre o tema “Equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral” para permitir buscar, avaliar e sintetizar as evidências disponíveis para contribuir com o desenvolvimento do conhecimento na temática.

3.2 ETAPAS DA PESQUISA

Para a elaboração da presente revisão integrativa as seguintes etapas foram percorridas: definição do problema, hipótese e objetivos da pesquisa; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão das publicações; busca na literatura; análise e divisão categórica dos estudos, apresentação e discussão dos resultados.

3.3 PROCEDIMENTOS

Para iniciar a pesquisa, formulou-se a seguinte questão: apesar das vantagens terapêuticas da equoterapia, a mesma deve ser indicada de forma consciente e responsável?

Realizou-se nos meses de agosto e setembro de 2017 a busca das publicações indexadas nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), na biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (Bvs). Optou-se por estas bases de dados e biblioteca por entender que atingem a literatura publicada nos países da América Latina e Caribe e incluem periódicos conceituados da área da saúde.

Foram utilizados para busca nos bancos de dados os seguintes descritores: “fisioterapia”; “Equoterapia”; “paralisia cerebral”.

3.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Os critérios de inclusão foram: pesquisas que abordem a equoterapia como recurso fisioterapêutico, publicadas em inglês, português ou espanhol; em formato de artigos, dissertações e teses. Como critérios de exclusão: trabalhos que não apresentem resumos na íntegra nas bases de dados e na biblioteca pesquisadas, bem como trabalhos pagos e trabalhos de revisão de literatura.

3.5 SELEÇÃO DE ARTIGOS

Salienta-se que a busca foi realizada de forma ordenada, respectivamente, Bvs; SciELO e LILACS; desta maneira as publicações encontradas indexadas em mais de uma, foram selecionadas na primeira busca. Os resumos foram avaliados, e as produções que atenderam os critérios previamente estabelecidos, foram selecionadas para este estudo e lidos na íntegra.

Para a obtenção dessas publicações, além das bases de dados e biblioteca elencadas para a revisão, foram utilizados o serviço de comutação bibliográfica e acervo da Biblioteca da Associação de Ensino Superior do Piauí (AESPI). Foi elaborado um instrumento para a coleta das informações, a fim de responder a questão norteadora desta revisão, composto pelos seguintes itens: título, autores, profissão dos autores, método, periódico, ano de publicação, local de origem da pesquisa, objetivo do estudo e principais resultados.

Após a leitura das pesquisas selecionadas na íntegra, foi dado continuidade com a análise e organização da temática: Equoterapia como recurso fisioterapêutico em pacientes com paralisia cerebral. Com o intuito de descrever e classificar os resultados, evidenciando o conhecimento produzido sobre o tema proposto, realizou-se a análise, categorização e síntese da temática.

4 RESULTADOS

Na pesquisa realizada foram coletados 54 artigos nos bancos de dados estabelecidos na metodologia do estudo, seguindo os critérios de inclusão e exclusão foram correlacionados diretamente com o tema 5 artigos.

Tabela 1 – Resultados do estudo sobre o uso da equoterapia como recurso terapêutico em crianças com paralisia cerebral.

AUTOR/ANO AMOSTRA INTERVENÇÃO RESULTADOS
Galvão, 2010. 1 paciente, estudo de caso. Estudo de caso com indivíduo com ataxia cerebelar decorrente de PC. Avaliou-se através da Escala de Equilíbrio de Berg, avaliação baropodométrica e fotografias, realizados no pré e pós tratamento com intuito de verificar melhoras posturais. O tratamento teve duração de 05 semanas, no total de 10 sessões de 30 minutos cada. Foi observado após reavaliação, que a equoterapia proporcionou melhora do equilíbrio, postura e coordenação.
Araújo, 2007 27 crianças (15 meninos, 12 meninas) diagnosticadas com Paralisia Cerebral espástica diplegica, com idade entre 2 a 12 anos. Utilizou-se uma escala padronizada pela equipe interdisciplinar do centro de equoterapia para avaliar a postura dos seguintes segmentos corporais: cabeça e pescoço, ombros e escápula, tronco, coluna vertebral e pélvis, antes e depois da equoterapia. O programa aconteceu uma vez por semana, numa sessão de 45 minutos. Verificou-se benefícios posturais significantes em todos os segmentos corporais, especialmente naqueles que apresentaram as piores condições de assimetria antes do tratamento, como o tronco e pélvis. Concluiu-se que a equoterapia influenciou positivamente no ajuste postural, bem como no equilíbrio estático e dinâmico da criança, aperfeiçoando suas habilidades motoras e contribuindo para o prognóstico de marcha.
De Vargas, 2009 1 paciente 5 anos com PC (estudo de caso) Após a avaliação cinesiologica funcional, foi elaborado um plano de tratamento, o qual utilizou o cavalo como método auxiliar à fisioterapia convencional em sessões que aconteceram duas vezes por semana com duração de 30 minutos. Como complemento a este estudo, foram fornecidas orientações sobre como auxiliar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança no ambiente domiciliar. O estudo evidenciou que a equoterapia proporciona efeitos motores positivos a indivíduos portadores de PC, proporcionando controle de cervical e de tronco, ambos ausentes no início da terapia, além da inibição de alguns padrões patológicos. A mudança de hábitos, promovida pelos esclarecimentos aos familiares do praticante, ajudou a prevenir vícios posturais e mobilidade inadequada da criança, melhorando assim a qualidade de vida da mesma.
Furtado, 2013. 4 crianças (1 menina e 3 meninos) Trata-se de um estudo de campo, transversal e descritivo com abordagem quantitativa realizado na Cavalaria da Polícia Militar do Ceará e no Centro de Treinamento Flávio Silveira no período de Setembro a Outubro de 2012, onde se aplicou as escalas GMFCS e GMFM-66. A pesquisa seguiu os preceitos éticos da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e do código de ética do fisioterapeuta e terapeuta ocupacional – Resolução COFFITO-10, sendo aprovada pelo comitê de ética da Instituição com parecer Nº 98.131. A idade média das crianças avaliadas foi de 7,2 ± 3,7 anos, sendo 1 do sexo feminino e 3 do sexo masculino. Foi observado que a GMFM (D) teve uma média de 6,7 ± 4,9 onde a pontuação máxima foi de 11 escores e a mínima de 2, a GMFM (E) apresentou uma média de 9 ± 10,5, na qual o escore máximo foi 20 e o mínimo teve o valor zero. Foi observado que 25% das crianças foram classificadas no nível II (média complexidade) da escala GMFCS, 25% no nível IV (alta complexidade) e 50% no nível V (nível mais severo).
Rosan, 2016. 6 cuidadores de pacientes com diagnóstico de PC, submetidos ao tratamento de equoterapia. Os cuidadores responderam às perguntas de três questionários padronizados. Sendo eles: Teste Wilcoxon, Questionário PedsQl e Questionário PEM-CY. Após nove meses de intervenção, constatou-se melhora na qualidade de vida dos praticantes. Conclui-se, pela importância do tratamento, sobretudo quanto aos seus efeitos sobre o desenvolvimento e habilidades sociais.

Fonte: Acervo pessoal dos autores

5 DISCUSSÃO

Apesar do termo paralisia cerebral ter sido sugerido por Freud em 1897. Antes mesmo, em 1843, Little, já o tinha descrevido, pela primeira vez, como encefalopatia crônica da infância, e a definiu como patologia ligada a diferentes causas e características, principalmente por rigidez muscular (DIAMENT; CYPEL, 1996).

O indivíduo portador de Paralisia Cerebral apresenta os resultados complexos de uma lesão do cérebro ou de um erro do desenvolvimento cerebral. À medida que a criança vai crescendo e evoluindo, começa a ocorrer a combinação de outros fatores com os efeitos da lesão para agravar as deficiências funcionais. Esses fatores estão relacionados aos efeitos da falta de atividade sobre a flexibilidade do sistema osteomuscular assim como os efeitos que uma série de atividade muscular limitada e estereotipada exercem sobre o sistema nervoso (LEITE et al., 2004).

Zanini et al., (2009), realizaram um estudo com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as causas para o desenvolvimento da Paralisia Cerebral. Para isso realizou uma revisão da literatura visando estudar prevalência das causas nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. A pesquisa conclui que crianças com acometimento no período pré-natal têm maior prevalência de desenvolver PC.

No estudo realizado por Dias et al., (2010) sobre o desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral participantes de tratamento multidisciplinar, os mesmos concluíram que o tratamento multidisciplinar pode potencializar a função motora grossa e o desempenho funcional da criança com paralisia cerebral. Esses resultados podem trazer implicações para o foco do tratamento multidisciplinar voltado para as habilidades de transferências de postura e locomoção, visando maior independência funcional das crianças e menor dependência dos cuidadores nas suas atividades de vida diária.

Rebel et al., (2010), realizaram uma revisão não sistemática sobre o tema paralisia cerebral, enfocando o seu prognóstico motor, incluindo expectativa de vida e funcionalidade. Eles concluíram que o programa de fisioterapia funcional associado às orientações aos pais e/ou cuidadores foi efetivo em melhorar o desempenho funcional de crianças nível I com hemiplegia espástica. Com a melhora no desempenho nas habilidades funcionais, as crianças demonstraram maior independência em relação ao cuidador nas atividades da vida diária.

O trabalho do fisioterapeuta é de suma importância no processo de reabilitação do paciente com paralisia infantil, pois visa a recuperação da função, a melhoria da mobilidade, alívio da dor e prevenção ou limitações físicas. O resultado final desta reabilitação é tornar o indivíduo o mais capaz e independente possível, melhorando sua funcionalidade (MOURA et al., 2010). Neste sentido a equoterapia pode ser conceituada como um recurso terapêutico favorável para melhorar a funcionalidade do portador de paralisia infantil e assim melhorar sua inserção no cenário social.

A técnica da equoterapia pode ser bastante eficaz quando bem indicada visando: promoção do equilíbrio; reação de endireita mento corporal; noção espacial; flexibilidade; coordenação motora; estimulação proprioceptiva; sensações de ritmo; modulação do tônus muscular e estimulo da força muscular; aumenta a autoestima, facilitando a integração social; estimula o bom funcionamento dos órgãos internos; aumenta a capacidade ventilatória e a conscientização da respiração; melhora a memória, concentração e sequência de ações; aumenta a capacidade de independência e de decisões; e melhora a capacidade visual e auditiva (ARAÚJO et al.; 2010).

No entanto, a mesma técnica pode ser bastante perigosa quando mal indicada nos casos onde o paciente apresente patologias como: quadros inflamatórios e infecciosos; cifoses graves e escolioses acima de 40 graus (evitar posturas verticais); luxação e subluxação de quadril; extensão cruzada de membros inferiores e espasticidades sem mobilidade; crises convulsivas; obesidade (risco à segurança, maior quando associada a hipotonia); alergia ao pelo do cavalo; medo excessivo; problemas comportamentais do praticante que coloquem em risco sua segurança própria ou a da equipe (LIPORONI; OLIVEIRA, 2005).

Os autores anteriormente citados realizaram um trabalho cujo objetivo foi realizar uma revisão da literatura sobre a utilização da equoterapia em indivíduos com sequelas neurológicas, com o intuito de auxiliar na reabilitação desses pacientes. Eles concluíram que a equoterapia auxilia na aquisição de padrões essenciais do desenvolvimento, preparando o paciente para uma atividade motora subsequente mais complexa, ampliando a sua socialização dando condições para que possam desenvolver simultaneamente outras habilidades que estão internamente relacionadas com o desenvolvimento da capacidade motora global.

Brehn e Almeida (2015), realizaram uma revisão de literatura sobre os benefícios da equoterapia na paralisia cerebral. Com esta pesquisa pode-se concluir que há necessidade de pesquisa na área da neurologia sobre técnicas complementares e importantes como a equoterapia, que auxiliem no tratamento das patologias como a paralisia cerebral.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A literatura científica evidência a equoterapia como tratamento eficaz na recuperação e manutenção da qualidade de vida de indivíduos portadores de PC. Os benefícios da terapia sobre o cavalo diminui a rigidez articular e muscular, potencializa o controle de tronco e cabeça e melhora a coordenação motora fina dos pacientes.

Contudo o estudo mostra que além da promoção da evolução motora, destes indivíduos, a equoterapia também promove uma melhora na questão psíquica e social, tanto do paciente, como de seus cuidadores.

Ainda sugere-se que mais estudos sejam realizados com maiores amostras e métodos variados com mais variabilidades de atividades promovidas sobre o cavalo e suas evoluções, afim de evidenciar o uso da equoterapia em pacientes portadores de paralisia cerebral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALLEN, M.C.; ALEXANDER, G.R. Using Motor Milestones as a Multistep process to screen Pre term Infants for Cerebral Palsy. Rev Med Child Neurol. v.39, p.12-17, 1997.

ANDE – Associação Nacional de Equoterapia. História da equoterapia no mundo. Brasília: ANDE, 2000.

ARAUJO, A.E.R.A.; RIBEIRO, V.S.; SILVA, B.T.F. A equoterapia no tratamento de crianças com paralisia cerebral no nordeste do brasil. Fisioter Bras,v.11, n.1, p.4-8, 2010.

ARAUJO, Ana Eugenia Ribeiro de Araujo et al. A equoterapia na reabilitação de crianças portadoras de paralisia cerebral. 2007.

BAX, M.; GOLDSTEIN, M.; ROSENBAUM, P.; LEVITON, A. et al. Proposed definition and classification of cerebral palsy. Rev Med Child Neurol. v.44, p.571-6, 2005

BREHAUT J.C.; KOHEN, D.E.; RAINA, P. et al. The health of primary caregivers of children with cerebral palsy: how does it compare with that of other Canadian caregivers?. Official Journal of the American Academy of Pediatrics. v.114, p.182-191, 2004.

BREHN, m.; ALMEIDA, G.M.F. Benefícios da equoterapia na paralisia cerebral: uma revisão da literatura brasileira. FIEP Bulletin – v.85 – Special Edition – ARTICLE I – 2015.

DE VARGAS, Liane Da Silva et al. Reabilitação: um estudo de caso sobre os efeitos provenientes de um tratamento equoterápico em crianças com paralisia cerebral. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v.1, n.1, 2009.

DIAMENT, A.;CYPEL, A. Neurologia Infantil. 3ª ed. São Paulo, Atheneu, p.781-98, 1996.

DIAS, A.C.B.; FREITAS, J.C.; FORMIGA, et al. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.17, n.3, p.225-9, jul/set. 2010

FRAZÃO, S. Equoterapia: recurso terapêutico em discussão. O Cofitto, n.11, p.5, 2001.

FURTADO, Polianna Umbelino et al. Relação entre função motora grossa e nível de complexidade da paralisia cerebral em crianças atendidas pela equoterapia. Anais da Jornada de Fisioterapia da UFC, v.3, n.1, p.31, 2013.

GALVÃO, Aline et al. Estudo de caso: A equoterapia no tratamento de um paciente adulto portador de ataxia cerebelar. Rev Neurocienc, v.18, n.3, p.353-8, 2010.

LEITE, J.M.R.S.; PRADO, G.F. Paralisia cerebral: aspectos fisioterapêuticos e clínicos. Rev Neurocienc, v.12, n.1, p.41-5, 2004.

LIPORONI, G.F.; OLIVEIRA, A.P.R. Equoterapia como tratamento alternativo para pacientes com seqüelas neurológicas. Investigação – Revista Científica da Universidade de Franca, Franca (SP), v.5, n.1/6, p.21-29, 2005.

MARQUES DO NASCIMENTO, Marcus Vinicius et al. O valor da equoterapia voltada para o tratamento de crianças com paralisia cerebral quadriplégica. Brazilian Journal of Biomotricity, v.4, n.1, 2010.

MEDEIROS, M. A criança com disfunção neuromotora, a equoterapia e o Bobath na prática clínica. Rio de Janeiro: Revinter, 2008. 139p.

MOURA, E. W; LIMA, E.; BORGES, D.; SILVA, P. A. C. Fisioterapia: Aspectos clínicos e práticos da reabilitação. 2 Ed. São Paulo: Artes Médicas Ltda; 2010.

REBEL, M.F.; et al. Prognóstico motor e perspectivas atuais na paralisia cerebral. Revista Brasileira Crescimento e Desenvolvimento Humano, v. 20, n.2, p. 342-350, 2010

ROSAN, Laianne; BRACCIALLI, Ligia Maria Presumido; ARAUJO, Rita de Cássia Tibério. Contribuição da equoterapia para a participação e qualidade de vida do praticante com paralisia cerebral em diferentes contextos. Revista diálogos e perspectivas em educação especial, v.3, n.01, 2016.

ROSENBAUM, P.; PANETH, N.; LEVITON, A. et al. A report: the definition and classification of cerebral palsy. Rev Med Child Neurol. v.109, p.8-14, 2007.

ROTTA, N.T. Cerebral palsy, new therapeutic possibilities. Journal of Pediatrics, Rio de Janeiro, v.78, p.48-54, 2002.

SANCHES, S.M.N. Equoterapia na reabilitação da meningoencefalocele: estudo de caso. Fisioterapia e Pesquisa, v.17, n.4, p.358-361, 2010.

ZANINI, G.; CEMIN, N.F.; PERALLES, S.N. Paralisia cerebral: causas e prevalências. Fisioter Mov. v.22, n.3, p.375-381, 2009.

[1] Fisioterapeuta

[2] Fisioterapeuta

[3] Fisioterapeuta

Como publicar Artigo Científico

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here