Cuidados de enfermagem aos pacientes acometidos com o pé diabético

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/cuidados-de-enfermagem
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ARTIGO ORIGINAL

BARROS, Erane De Almeida [1]

BARROS, Erane De Almeida. Cuidados de enfermagem aos pacientes acometidos com o pé diabético. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 04, pp. 142-160 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O Diabetes Mellitus é doença crônica não transmissível, que caracteriza-se pela disfunção parcial ou total da ação de insulina e é um grande problema de saúde pública, está em constante evolução e a falta de cuidados adequados leva a complicações incapacitantes e até fatais, entre essas complicações está o pé diabético que é resultante da evolução do Diabetes mellitus,porém é uma doença crônica passível de prevenção, o que torna mais importante disseminar informações a respeito dessa patologia. E é fundamental divulgar que a prevenção e a promoção da saúde contribui para que os portadores de diabetes não deixe que essa doença evolua e cuide para evitar complicações. O enfermeiro tem papel fundamental uma vez que é o profissional de saúde que passa maior tempo com os pacientes, tendo maior chances de adequar suas orientações a cada paciente,fazendo com que as informações sejam compreendidas de forma eficaz.

Palavras-chave: Diabetes, Pé diabético, Enfermagem, Complicações do pé diabético.

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica que se encontra em crescimento tornando um problema ainda maior para seus portadores bem como para os sistemas de saúde e é importante que o portador a conheça e saiba das suas possíveis evoluções, e quais as atitudes e ações deve-se fazer para o autocuidado e autocontrole. A hiperglicemia é o principal elo que concorre para que leve a danos irreversíveis, com potencial de causar a morte precocemente.

Este trabalho tem por objetivo descrever a importância da prevenção e do autocuidado que os portadores de DM devem ter. Por se tratar de uma doença crônica que vem crescendo a cada dia e por muitas vezes seus portadores não ter conhecimento do seu alto poder incapacitante, faz-se necessário à disseminação de informações a respeito da DM e suas complicações, destacando-se que com a prevenção e o adequado cuidado pode ter uma boa qualidade de vida.

O conhecimento e a orientação adequada sobre as complicações do diabetes mellitus podem contribuir na prevenção do aparecimento do pé diabético? A importância da assistência de enfermagem na orientação dos pacientes com diabetes mellitus é indispensável uma vez que prevenir configura-se uma das melhores maneiras para evitar as complicações do diabetes mellitus, é importante que o paciente queira aprender a respeito. Daí surge à necessidade de um profissional capacitado e com disposição para auxiliar e orientar esses pacientes nessa etapa de aprendizado sobre o autocuidado.

Elucidar a importância da assistência de enfermagem aos pacientes com DM uma vez que o enfermeiro é um dos profissionais que tem um maior contato e passa mais tempo próximo a esses pacientes, tendo a chance de estabelecer um vínculo. Compreender que o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da DM, corroboram para que busquem atendimento a fim de minimizar as complicações e consigam adequar os cuidados. O enfermeiro deve estar apto para desempenhar o seu papel na conduta desses pacientes.

O estudo foi baseado em uma revisão da literatura sobre o tema e foram usados critérios de inclusão e exclusão. A busca foi realizada em artigos, livros e manuais publicados nos últimos 10 anos em locais e fontes como a Sociedade Brasileira de Diabetes, Ministério da Saúde, artigos acadêmicos disponíveis no Scielo e em 6 livros, etc.

2. DIABETES MELLITUS

A insulina é um hormônio secretado pelas células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas, hormônio anabólico ou de armazenamento (BRUNNER; SUDDARTH, 2012). Este hormônio tem papel indispensável no organismo humano, devido as suas funções e tarefas, pois conduz e transforma a glicose em energia, promove a captação de glicose, aminoácidos e ácidos graxos para dentro das células, armazenando-os na forma de proteínas, triglicerídeos e glicogênio.

A insulina e o glucagon são os hormônios que controlam a homeostase da glicose. A insulina basal é liberada em pequenas porções durante o jejum. A insulina é o hormônio do “excesso”. O glucagon é o outro hormônio pancreático, sintetizado e secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, hormônio esse que também é conhecido como hormônio da “fome”, uma vez que favorece a mobilização e a utilização dos nutrientes acondicionado, para manter a homeostase da glicemia durante o jejum (CONSTANZO,2011).

O diabetes mellitus é uma doença crônica que tem como característica a ausência do hormônio primordial para o metabolismo da glicose. A elevação da glicose nesses pacientes está ligada diretamente a problemas nos olhos, sistema renal, nervos, coração e devido a estes acometimentos acarretam outros problemas de saúde, por exemplo, a hipertensão arterial (RICCI, 2015). Predominantemente classifica-se diabetes em três tipos; diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2 e diabetes gestacional.

No diabetes tipo 1 também conhecida como diabetes mellitus dependente de insulina ou ainda de diabetes juvenil (BRUNNER; SUDDARTH,2012), termos que se justifica pela constante necessidade de insulina exógena. Diabetes mellitus tipo 1 é de início inesperado, acometendo potencialmente crianças e adolescentes considerados magros, ou seja, sem excesso de peso, encontrada em adultos com menos de 30 anos. No entanto desenvolve principalmente em crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Os pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 correspondem a uma porcentagem de 5 a 10% do total de pessoas com diabetes (NETTINA, 2014).

Diabetes mellitus tipo 2, também conhecida de diabetes não insulinodependente, é a mais comum entre os portadores de diabetes mellitus sua ocorrência vem crescendo diariamente, a porcentagem de pessoas com esse tipo de DM já atinge 90 a 95% da população. Este constante aumento justifica-se pelo exorbitante número de pessoas obesas. Antigamente encontrava-se diabetes tipo 2 em pessoas adultas, hoje já atinge crianças, adolescentes e adultos jovens. A deficiência ou resistência de insulina é mais comumente associada ao sedentarismo e obesidade (ADA,2014).

A secreção comprometida de insulina no diabetes tipo 2, ainda que comprometida consegue evitar a degradação de lipídios e consequentemente a produção de corpos cetônicos. Por isso no diabetes tipo 2 ocorre a síndrome hiperglicêmica hiperosmolar não cetótica, que tem como principal característica a hiperglicemia exacerbada. Por tratar-se de uma doença insidiosa e lenta a descoberta acontece quando são observados alguns sinais que o corpo demonstra como; fadiga, tempo de cicatrização muito demorado, infecções rotineiras e aumento de peso, acendem o alerta (ADA,2014).

Segundo Ricci (2015), o diabetes mellitus classifica-se em diabetes mellitus pré-gestacional, que é quando ocorre uma variação no metabolismo de carboidratos antes da gestação em mulheres sabidamente portadoras de DM tipo 1 ou 2, já a diabetes mellitus gestacional (DMG), é aquela que tem início e desenvolvimento no período gestacional. A hiperglicemia que surge no período gestacional é por causa da secreção dos hormônios placentários que são resistentes à insulina. O DMG atinge cerca de 14% das gestantes (BRUNNER; SUDDARTH, 2012), essas pacientes tornam-se mais propícia a ser diabéticas tipo 2 pós-gestação. Por isso precisam ser acompanhadas ainda no segundo mês pós-parto e nos primeiros 2 anos, devido ao risco de tornarem diabéticas tipo 2.

São sinais e sintomas que levam a suspeita de DM, hiperglicemia, hipoglicemia, perda inexplicada de peso, poliúria, polidipsia, polifagia, fadiga, fraqueza e letargia, visão turva, balanopostite, proteinúria, neuropatia, retinopatia catarata, doença cerebrovascular, doença vascular periférica e infecções de repetições (CORTEZ et al., 2014).

2.1 PÉ DIABÉTICO

Segundo o grupo internacional sobre o pé diabético, intitula-se pé diabético a presença de infecção, ulceração, destruição de tecidos associados a anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular periférica em portadores de diabetes. A neuropatia periférica é uma doença crônica, pérfida, que costumeiramente atinge as partes mais distais dos nervos, principalmente os nervos dos membros inferiores, podendo afetar bilateralmente os pés e evoluir para o centro dos mesmos (BRUNNER; SUDDARTH, 2012).

Com alterações sensoriais, motora e autonômica periférica as complicações aumentam. Devido às alterações sensoriais ocorre que os pés perdem a sensibilidade tornando incapazes de perceber quando estão sendo pressionados de forma a causar danos. As alterações motoras levam a atrofia, prejudicando a musculatura intrínseca dos membros inferiores, com o excesso de peso nas regiões dos ossos metatarsos podendo ocorrer lesões e traumas (ABBADE, 2014).

A neuropatia autonômica atinge os três principais sistemas orgânicos que é o sistema cardíaco, gastrintestinal e renal. Compromete o sistema cardíaco primariamente levando a uma taquicardia e diminuição da frequência cardíaca, tornando-os intolerantes a exercícios físicos. O acometimento gastrintestinal vai desde o esvaziamento gástrico lentificados, constipação intestinal ou até mesmo diarreia noturna. O sistema renal surge retenção urinaria, podendo ter sinal de bexiga neurogênica (BRUNNER; SUDDARTH, 2012).

Devido a essas inúmeras alterações os portadores de diabetes torna mais susceptível o ressecamento da pele, levando a ferimentos, infecções, alterações do fluxo sanguíneo da microcirculação, devido à comunicação anormal entre os vasos sanguíneos, também pode surgir o chamado pé de Charcot. Devem-se intensificar as medidas de controle glicêmico, como forma de prevenção para que essas complicações não avancem levando a amputações de membros. É alarmante o número de pessoas com amputações de membros inferiores, ainda mais porque em sua grande maioria poderia ser evitada.

As complicações do pé diabético são as maiores causadoras das amputações ficando cerca de 40% a 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores. As pessoas com diabetes mellitus apresentam ulcerações nos membros inferiores antes de evoluir para a amputação, correspondendo a 85% do total de das amputações. Despontando-se como fator determinante para que ocorram amputações, a neuropatia periférica, deformações e as lesões nos membros inferiores (SAÚDE, 2016, p.94).

A importância do reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da neuropatia periférica é uma das ações que deve ser contemplada devido ao seu grau de importância e pela falta de conhecimento dos pacientes na prevenção desse adoecimento. Conforme descrito por Brunner e Suddarth (2012), aproximadamente 50% dos pacientes pode não apresentar sinais ou sintomas da neuropatia periférica.

No entanto pode manifestar-se por dormência, queimação, coceira, diminuição do equilíbrio, dificuldade para pisar no chão com firmeza ou com o caminhar prejudicado.

Com o avançar da doença o paciente passa a ter maiores chances para complicações devido à perda da sensibilidade, a sensação diminuída de dor e temperatura, ficando propício a lesões, infecções, deformidades e reflexos diminuídos.

Tipicamente as manifestações mais comuns são desenvolvimento de úlceras nos pés em pontos de pressão, pequenas lesões que demoram a cicatrizar ou nunca cicatrizam. Perda da sensibilidade progressiva, tornando-os insensíveis aos extremos de temperaturas, dor, levando ao aumento progressivo das lesões e deformações nos pés. Perda da percepção falta de coordenação dos pés e marcha claudicante. Resposta reduzida do reflexo do tendão de Aquiles, doença articular de Charcot.

O pé de charcot tem início com o processo que se caracteriza quase sempre em duas fases, a primeira com a fase aguda e a segunda com a fase crônica, todavia, a amputação pode ocorrer em qualquer fase. O Pé de Charcot Agudo; que tem como característica inflamação, edema, hiperemia, hipertermia e dor sem sinais de infecção. Às vezes a dor pode não estar presente devido à perda da sensibilidade. Pé de charcot crônico; caracterizada por deformidades ósseas e articulares, com desenvolvimento de calos e úlceras nos pés (CAIAFA et al, 2011)

2.1.1 DIAGNÓSTICOS E TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS

Os achados diagnósticos imprescindíveis para o DM é um nível de glicemia elevado, ou seja, fora dos parâmetros de normalidades. Para isso podem ser realizados vários testes. Como a glicemia de jejum, o teste oral de tolerância a glicemia aleatória e a hemoglobina glicada. A glicemia de jejum, que é um dos testes mais acessíveis para a população, haja vista que quase todo estabelecimento de saúde consegue realizar, basta ter o material adequado que é de fácil acesso.

Glicemia de jejum é realizado após um período mínimo de 8 horas de jejum, na qual avalia as taxas de glicose circulante. Já o teste pós-prandial, ou seja, após as refeições é executado após 2 horas depois das refeições, onde avalia a metabolização da glicose. O teste oral de tolerância a glicose (TOTG), analisa a ação da insulina a uma carga de glicose. A hemoglobina glicada (HBa1c), que tem maior alcance, uma vez que mede a glicemia dentro de um período de 60 a 120 dias. Também tem o teste de glicemia aleatória que pode ser realizado a qualquer momento (NETTINA,2014).

Os valores base para diagnóstico do DM tipo 2, segundo a SBD (2009), para cada um dos exames, são; glicemia de jejum normal <110, glicemia alterada > 110 e <126, diabetes mellitus ≥ 126, e o TOTG; duas horas após 75g de glicose, glicemia normal se <140,tolerância a glicose diminuída ≥140 e 200, glicemia aleatória <200 e considera-se diabetes 200 com sintomas clássicos da DM, hemoglobina glicada (HbA12c) >6,5%.Esses valores devem ser explicados aos pacientes para que eles possam compreender e fazer parte colaborando para seu tratamento, pois ele é o ator principal e o sucesso do tratamento depende muito dele também. Fazer com que entenda o processo ficará mais fácil para o autocuidado.

São utilizados vários testes para confirmação diagnóstica são exemplos destes testes, o “Teste do monofilamento de Semmes-Weistein”, nos quais o paciente deverá sentir o monofilamento, caso não sinta pode ser início de neuropatia periférica (NETTINA, 2014). O Teste da Sensibilidade Vibratória é também de grande importância, uma vez que a sensibilidade vibratória deixa de ser percebida antes da sensibilidade tátil (NETTINA, 2014). Ainda conforme Nettina (2014) o “Teste da sensibilidade vibratória utilizando um diapasão 128 Hz: o teste é considerado anormal se a sensibilidade vibratória for percebida por menos de 10 segundos” (NETTINA, 2014).

O portador da neuropatia periférica tem maiores chances de comprometimento dos nervos periféricos, podendo afetar as respostas reflexas, a avaliação do reflexo de Aquileu é uma das ferramentas importante para auxilio diagnóstico, quando avaliado em conjunto com outros testes e exames. Conforme o M.S. (2013, p.98) a “Avaliação do reflexo de Aquileu: O teste é positivo ou alterado quando a flexão plantar reflexa do pé está ausente ou diminuída”.

O comprometimento vascular dos membros inferiores é uma das complicações mais facilmente encontradas nos portadores de diabetes e é um sinal que pode indicar evolução da doença. É importante uma avaliação vascular minuciosa. A avaliação vascular é parte importante para o diagnóstico precoce, pois a descoberta ainda na fase inicial possibilita o tratamento e redução de danos, e uma perspectiva de um bom prognóstico. A “Avaliação vascular; palpação dos pulsos pediosos e tibiais posteriores. Deve ser avaliado em conjunto com os achados clínicos como a coloração da pele, temperatura e aspectos das unhas. Caso não perceba o pulso ou pulso diminuídos encaminhar para uma avaliação com um especialista” (SAÚDE, 2013, p.97).

Para o adequado tratamento do DM é importante manter os níveis de glicemia controlados, a glicemia descontrolada leva a maiores riscos de complicações agudas e crônicas (ADA,2014). O tratamento não-medicamentoso começa com mudanças nos hábitos de vida, deixando saudáveis e deve ser de forma regular e continua, a alimentação saudável, atividade físico, evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas e o controle do peso corporal.

O tratamento medicamentoso para o DM tipo 1, consiste no uso de insulina, que deve ser ajustada e prescrita individualmente, pois hoje encontra-se disponíveis vários tipos de insulina, o médico irá prescrever levando em consideração o quadro clinico, o manuseio e a disponibilidade e acesso ao medicamento. Já o DM tipo 2 costuma-se associar os antidiabéticos orais e as insulinas, dependendo do quadro em que se encontra e evolução da doença. A aceitação dos pacientes bem como a fácil administração, contribui também para que os medicamentos orais sejam de 1ª escolha para o tratamento DM tipo 2. A cirurgia bariátrica também pode ser indicada, na expectativa de bons resultados a longo prazo (ADA,2014).

As medicações orais disponíveis na relação nacional de medicamentos (RENAME), 2012, de acordo com MS, 2016, são o cloridrato de metformina (comprimidos de 850mg), Glibenclamida (de 5mg) e Glicazida (30,60 e 80 mg). Todo tratamento deve ser prescrito e orientado por um profissional apto. Deve ser seguido corretamente para um bom resultado e o estilo de vida saudável deve ser parte do tratamento, em casos de dúvidas, busquem sempre por mais informações, essas informações precisam ser de fontes seguras.

O tratamento também pode ser sintomático para a redução da dor com analgésicos e antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina e anticonvulsivantes como a fenitoína e carbamazepina fazem parte do grupo de medicações de escolha (BRUNNER; SUDDARTH, 2012).O tratamento para úlceras do pé diabético ocorre mediante uma avaliação criteriosa e vão desde o tratamento de infecções com antibioticoterapia apropriados, desde o uso tópico ou injetável, se existir infecções e o uso de curativos bem selecionados, além do desbridamento químico ou cirúrgico se indicado. Outra medida efetiva é a redução da pressão e descarga direta nos pés (ABBADE, 2014).

3. CONSULTA DE ENFERMAGEM: ANAMNESE E EXAME FÍSICO DOS PÉS

A abordagem dos pacientes portador do pé diabético deve ser de forma abrangente de modo que possa identificar e classificar o paciente de risco, e direcionar para o tratamento imediato e que seja possível a educação individual, familiar, comunitária e em grupos, pois essas ações constituem as bases sólidas para a prevenção da amputação de membros inferiores neste grupo de riscos (CAIAFA et al,2011).

Em virtude da mudança comportamental tão necessária devido ao grande patamar de informações disponíveis e acessíveis a praticamente toda população os enfermeiros estão buscando assistir aos pacientes não somente na esfera biológica mais também em outros aspectos e dimensões como nas áreas sociais, psíquica e espiritual de modo que o que não consiga resolver tem meios para o correto direcionamento (TANNURE; PINHEIRO, 2016).

A anamnese é uma ferramenta importante na conduta do paciente com o pé diabético, as informações coletadas são referentes à idade, nome, sexo, escolaridade, necessidades psicoespirituais e psicossociais, profissão, antecedentes familiares, estado nutricional, hábitos alimentares, moradia, tabagismo, etilismo, uso de fármacos, renda familiar, modo e tipo de calçados esses instrumentos vai facilitar as decisões terapêuticas (SAÚDE, 2013; DANTAS et al, 2013).

Ao passo que conhecer seu nível de saúde/doença atual e pregressa e também entender o seu nível de conhecimento, de compreensão a respeito do estado em que se encontra, possibilita estabelecer o perfil de saúde e doença e a melhor conduta a ser tomada podendo estabelecer metas alcançáveis pelo paciente. Conhecer os fatores de risco capaz de provocar o surgimento ou agravamento do pé diabético permite intervir de forma coerente para minimizar ou eliminar tais riscos (BOELL; RIBEIRO; SILVA, 2011; TANNURE; PINHEIRO, 2016).

O exame físico dos pés precisa ser regular, abrangente e é obrigatório em portadores de diabetes mellitus. Visa a detecção precoce de alterações e outras possíveis complicações. São recomendadas uma frequência anual ou mensal para avaliação dos pés desses pacientes, a depender dos resultados iniciais da avaliação a saber. O Grau zero significa neuropatia ausente, já o Grau 1 consiste em Neuropatia presente com ou sem deformidades. A de Grau 2 representa doença arterial periférica com ou sem neuropatia presente. Já de Grau 3 aplica-se a história de úlcera e/ou amputação. As avaliações devem ser focadas nas lesões quando existentes para que permitam intervenções e assim reduzam as taxas de amputações (OLIVEIRA et al,2017; SAÚDE, 2013).

Por um lado, a inspeção é uma das formas mais fáceis de colocar em prática já que pode ser iniciada ainda que o paciente não perceba, a partir do primeiro contato visual com o paciente já se começa a inspeção. Os portadores de pé diabéticos podem apresentar distúrbios da marcha ou alguma dificuldade relacionada aos movimentos dos pés, marcha claudicante, velocidade e amplitude dos passos reduzidos e lentificados principalmente em linha reta e plana que tendem a piorar com a progressão da doença (FREGONESI; CAMARGO,2010; CUBAS,2013).

Por outro lado, a palpação também é uma forma a ser comtemplada. A palpação dos pulsos pedioso e tibiais a procura por anormalidades, pele fria, calosidades, avaliação da perfusão periférica. Todas as formas que sejam possíveis para se chegar a um diagnóstico são importantes para que seja possível o cuidado preventivo para evitar complicações e fazer com que o paciente faça adesão ao tratamento (SAÚDE, 2016; DANTAS et al,2013). Na avaliação do pé diabético, dispõem-se de alguns instrumentos, como o Teste de monofilamento Semmes-Weistein, Teste da sensibilidade vibratória utilizando um diapasão 128 Hz, entre outros (NETTINA, 2014).

Os esforços devem ser no sentido de prevenir as lesões. No entanto elas podem surgir, pois os riscos de ulcerações nos membros inferiores são muito grandes e o tempo de existência da doença também contribui para que ocorra essas ulcerações. Ocorrendo ulcerações os esforços devem ser direcionados para o tratamento das lesões, visando a cicatrização e a prevenção para que não evolua para a necessidade de amputação. O tratamento das úlceras deve proporcionar que o leito da ferida se mantenha adequado para a cicatrização. Os curativos devem ser escolhidos com base no conhecimento sobre feridas e curativos e avaliação da ferida de acordo com o tipo de tecido e o que é mais importante para o momento. É necessário que mantenha as úlceras limpas, úmidas, cobertas e que o curativo seja benéfico para o processo de cicatrização (SAÚDE,2016).

As úlceras diabéticas representam riscos enormes, reais e ameaçador para a qualidade de vida do paciente. A prevenção e uma conduta correta, monitoramento e educação em saúde são fatores que contribuem para o bom prognóstico. Vale sempre reforçar aos pacientes modos de cuidados como,

a limpeza das úlceras com água e sabão, pele hidratada com produtos adequados, cuidar das pequenas lesões e infecções nos pés, como cortes, arranhões, bolhas para que não sejam agravadas involuntariamente pelos tratamentos caseiros que impedem a cicatrização. Os pacientes devem ser orientados de evitar o uso de compressas quentes, bolsas térmicas e agentes tópicos sem orientações de um profissional (NETTINA, 2014; SAÚDE,2016).

A avaliação dos pés em pessoas portadoras de diabetes precisa ser consolidada em cada consulta de enfermagem e essa é uma medida simples, mais fundamental na identificação dos fatores de risco que podem ser modificados e intorrompidos, e potencialmente reduzirá o risco de ulceração e amputação de membros inferiores consequentemente também reduzirá os gastos com saúde (BOELL, RIBEIRO, SILVA,2011).

O enfermeiro é parte fundamental na abordagem e manejo dos pacientes diabético, principalmente visando reduzir as complicações através do reconhecimento de situações de risco e imediata intervenção. É evitável a maior parte das amputações e complicações relacionada ao pé diabético. O rastreamento bem como o exame físico e a anamnese são ferramentas importante e indispensável para o enfermeiro, são meios eficazes e que não requer grandes investimentos a nível financeiros, uma vez que estes parâmetros já devem fazer parte da formação do enfermeiro (OLIVEIRA et al, 2017).

4. O ENFERMEIRO NO MANEJO DOS PACIENTES PORTADOR DO PÉ DIABÉTICO

Educar os portadores do pé diabético é uma ação que deve ser prioritária para essas pessoas, deve ser um processo direcionado a cada indivíduo e que tenha continuidade, o enfermeiro tem papel fundamental no apoio para o enfrentamento desse mal crônico que carece de cuidados infindáveis durante a vida. A avaliação, a elaboração de um plano e os ensinamentos visa diminuir os fatores de riscos e a prevenção dos agravos do pé diabético. A falta de inspeção dos membros inferiores impede que medidas preventivas sejam tomadas para evitar agravos, as lesões na maioria das vezes começam lentamente com pequenos traumas que evolui paulatinamente (ANDRADE et al,2010).

A prevenção é elementar no que diz respeito às úlceras diabéticas por isso deve-se orientar aos pacientes para que observe diariamente os membros inferiores, dando maior atenção para ambos os pés, e que procure por pequenos ferimentos, lesões, escoriações, bolhas (BRUNNER; SUDDARTH, 2012). E que deixe as unhas sempre bem curtas, ao cortar prestar atenção para que não cause ferimentos. É importante também observar a temperatura da água, devido a possível perda de sensibilidade para evitar extremos de temperatura. Após tomar banho, secar bem os pés inclusive entre os dedos com toalhas macias e de forma suave para evitar que fique propício a infecções devido à umidade (CUBAS et al,2013).

Também é imprescindível hidratar os pés, hoje já existem vários produtos com fórmulas apropriadas para este público (CUBAS et al,2013). Evitar uso de sandálias de dedos e sapatos muito apertados, dar preferência para sapatos macios, cuidados para calçados novos, comprar sempre com tamanhos adequados e antes de calça-los fazer uma inspeção minuciosa e procurar por alguma irregularidade como, costura fora do lugar, linhas soltas, presença de objetos estranhos. Atentar sempre para a temperatura da água, evitar fazer escalda pés (DUARTE; GONÇALVES, 2011).

A neuropatia periférica tende a agravar com a idade e com o tempo em que já se vive com a doença, atinge em maior número a classe social menos favorecida financeiramente e culturalmente e tem como principal fator agravante o mau controle glicêmico. O enfermeiro deve sempre questionar sobre como está o seu controle glicêmico, se está com alguma dificuldade para realizar os mesmos, como está à alimentação e sempre reforçar a importância de manter os hábitos de vida saudáveis. Nunca deixar de avaliar o tipo de calçados e meias. São indispensáveis que o exame físico seja pormenorizado nos pés, que avalie a pele, as funções musculoesqueléticas, vasculares e neurológicas. Na presença de lesões nos pés, às providencias para o cuidado devem ser tomadas (DUARTE; GONÇALVES, 2011).

Em suma o paciente deve compreender que o reconhecimento precoce favorece para que busque atendimento por profissional de saúde habilitado a fim de minimizar complicações com o cuidado adequado para que afete o mínimo possível o sistema orgânico e que o mesmo possa ter uma qualidade de vida sem tantas limitações físicas (BOELL; RIBEIRO; SILVA, 2011). É preciso que o paciente sinta empoderado e consiga participar do planejamento do seu roteiro diário para a manutenção da saúde. Orientações quanto o pedido de ajuda para pessoas próximas para auxiliar nas demandas do dia a dia ou para que procure um serviço de saúde também são importantes para que essas pessoas saibam que não estão sozinhos.

O enfermeiro, por ser na maioria das vezes o principal elo entre o paciente e os serviços de saúde, tem uma chance maior de estreitar o vínculo e alinhar o cuidado e o apoio educativo direcionado e individualizado apontando e ensinando ao paciente a fazer o autoavaliação dos membros inferiores e dos pés, orientando para que atente para os fatores de riscos como os mal hábitos alimentares, a falta de atividades físicas, o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e o mal controle glicêmico e a não adesão ao tratamento, mostrando a eles as possíveis complicações e os transtornos acarretados que podem ser minimizados e até evitados com medidas diárias simples (MELO; TELES, et al,2011).

As orientações, quando passada de forma clara, e o cliente compreendem que o cuidado preventivo é mais simples que o cuidado com a doença já instalada é mais benéfico, ele conscientiza-se e sente-se encorajado para ser instrumento e protagonista efetivo de autocuidado. A família também desempenha papel fundamental, ora no apoio psicológico, financeiro e no incentivo para manter níveis glicêmicos controlados, ora no incentivo de hábitos alimentares saudáveis e apoio para adesão de atividade física uma vez que seguir estes hábitos ou ter estilo de vida diferenciado dos amigos e familiares é mais difícil e quando o grupo no qual está inserido tem o estilo de vida parecido é um facilitador de um caminho na direção certa (ALMEIDA et al,2013).

A enfermagem deve estar atenta no que diz respeito a inserção dos familiares e até amigos dos pacientes no apoio e sempre que possível estes sejam incluídos no atendimento humanizado pois o apoio destes contribuem positivamente na vida dos pacientes. O impacto negativo é avassalador além de atingir o paciente consequentemente atinge seus familiares pois muitas vezes este é o provedor financeiro da família e com isso afeta psicologicamente e socioeconomicamente devido a gastos com tratamentos, incapacidades físicas, perda do emprego ou redução de salários, insatisfação com a autoimagem levando ao isolamento social o que acarretará prejuízo ainda maior no estado de saúde (ALMEIDA et al, 013, BARBOSA; CAMBROIM, 2016).

Orientações no sentido de mudar os atuais hábitos de vida devem ser encorajados, a urbanização desenfreada juntamente com os novos estilos de vida, o excesso de comidas prontas sem critérios de escolha com a facilidade de acesso, as longas jornadas de trabalho propícia que as pessoas fiquem sem tempo de cuidar da sua própria saúde e da saúde de suas crianças , a ausência de atividade física, o excesso do uso de tecnologia levando a movimentar-se muito pouco, a obesidade e a hipertensão arterial e a detecção tardia contribui para o aparecimento de complicações que poderia ser evitada.

É essencial que o enfermeiro amplie seu olhar sobre o portador do pé diabético e, seja atento, buscando sempre antecipar-se e detectar os potenciais riscos e eliminá-los antes que possam ser potencializados e causar danos ainda maiores (SAÚDE,2016).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O diabetes mellitus é uma doença crônica que se controlada, reduz as chances de evoluir causando grande impacto na vida de seus portadores e familiares. O pé diabético é o responsável por inúmeras amputações dos membros inferiores gerando gastos para os serviços de saúde e influenciando negativamente na vida socioeconômica de seus portadores. O diagnóstico correto e a prevenção intrínseca são determinantes para o viver com qualidade mesmo com uma doença crônica tão traiçoeira.

A prevenção é o melhor caminho a ser seguido para que os portadores de diabetes não desenvolvam complicações. O diagnóstico precoce e o estilo de vida saudável são fatores que contribuem para um bom prognóstico. A enfermagem tem papel essencial na orientação desses pacientes atuando na prevenção e promoção da saúde, fazendo com que os pacientes entendam os danos que esta doença pode causar e assim mudem seus hábitos de vida e consequentemente reduzam as chances de complicações.

O trabalho atingiu o que foi proposto uma vez que foi possível compreender e comprovar através das leituras selecionadas que o diagnóstico precoce e a prevenção têm potencial para minimizar ou retardar as complicações relativas ao pé diabético. Diante do exposto faz-se necessário sugerir que novos estudos sejam realizados sobre diagnóstico precoce e prevenção das complicações do DM para que estes possam ser valorizado cada vez mais e que as instituições de ensino de enfermagem possam adotar medidas para formar enfermeiros com uma visão cada vez mais holística.

REFERÊNCIAS

ABBADE, Luciana Patrícia Fernandes. Diagnósticos diferenciais de úlceras crônicas dos membros inferiores. In: MALAGUTTI, William; KAKIHARA, Cristiano Tárzia. Curativo, estomia e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. São Paulo, 2014.

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[1] Acadêmica de Enfermagem. Anhanguera – Faculdade de Ciências e Tecnologia de Brasília.

Enviado: Maio, 2018

Aprovado: Novembro, 2018

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