Assistência da enfermagem em intercorrências nas sessões de hemodiálise: uma análise de campo em uma clínica privada de Imperatriz/MA

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ARTIGO ORIGINAL

FERRAZ, Pâmela Alves [1], MEDEIROS, Felype Hanns Alves de [2], SOUSA, Haigle Reckziegel de [3], LIMA JUNIOR, Francisco Alves[4], QUEIROZ, Patrícia dos Santos Silva [5]

FERRAZ, Pâmela Alves. Et al. Assistência da enfermagem em intercorrências nas sessões de hemodiálise: uma análise de campo em uma clínica privada de Imperatriz/MA. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 11, Vol. 01, pp. 99-122. Novembro 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/assistencia-da-enfermagem

RESUMO

A hemodiálise tem sido um instrumento que possibilita o tratamento da saúde de pacientes com insuficiência renal, sendo utilizado de forma a resguardar a vida destes, bem como de possibilitar uma melhor qualidade de vida. Todavia, mesmo sendo um instrumento que objetiva melhorar a qualidade de vida dos usuários, existem algumas intercorrências que acontecem durante as sessões de hemodiálise, motivo pelo qual, faz-se necessário o presente estudo. Diante de tais ponderações se apresenta o seguinte problema: quais as principais complicações surgidas em sessões de hemodiálise em uma clínica privada de Imperatriz/MA e quais as ações realizadas pela enfermagem para assistência imediata em intercorrências em sessão de hemodiálise? Diante da relevância que o tratamento se dispõe e da atuação do profissional da enfermagem nesse contexto, o objetivo do presente artigo consiste em identificar como o profissional enfermeiro assiste o paciente em sessões de hemodiálise em uma clínica privada de Imperatriz/MA. A metodologia adotada foi a pesquisa quantitativa, qualitativa e bibliográfica. Como resultado da pesquisa percebeu-se que os enfermeiros entrevistados apontam como principais intercorrências a hipertermia, hipotensão, hipertensão, cefaleia, hipoglicemia, câimbras, convulsão, náuseas e vômitos, sendo as ações tomadas a interrupção da dialise, proteção contra traumas e a administração de medicações prescritas. Quanto aos pacientes, estes apontam, em sua maioria, celeridade no procedimento, bem como satisfação do trabalho dos profissionais, diante das intercorrências identificadas nesta pesquisa.

Palavras-chave: Intercorrência, Hemodiálise, Assistência da enfermagem.

1. INTRODUÇÃO

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (2020) a hemodiálise é um procedimento que por meio de uma máquina, limpa e filtra o sangue, ou seja, realiza o trabalho do rim que está doente e impossibilitado de fazer. A hemodiálise limpa do corpo os resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos, promovem o controle da pressão arterial e auxilia o corpo a preservar o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, uréia e creatinina. Desta forma, torna-se relevante a discussão acerca do procedimento em análise.

Inicialmente, cumpre destacar que os primeiros achados científicos dos procedimentos de tratamento da insuficiência renal datam no século XIX e são de criação do químico escocês Thomas Graham, que ficou conhecido como o “pai da diálise”.  Em 1945, foi realizada a primeira diálise em humanos, por Willem Kolff. E em 1960, nos Estados Unidos, Belding Scribner que fez a descoberta de um novo método que possibilitou uma forma relativamente simples de alcançar o sistema circulatório de um doente que podia ser usada por vários meses, isso significou que os doentes com doença renal podiam ser tratados com hemodiálise (FRESENIUS MEDICAL CARE, 2020).

No contexto brasileiro, a qualidade dos tratamentos de doenças renais se consagrou com a criação da Sociedade Brasileira de Nefrologia, ainda em 1960 (GREGÓRIO, 2000). Já no Maranhão, o cuidado ao paciente renal se fortaleceu com a elaboração do Plano Estadual de Prevenção e Tratamento das Doenças Renais, com base na Portaria nº 211, de 15 de junho de 2004 e reformulado com base na Portaria nº 432, de 6 de junho de 2006 (COUTINHO, 2011). À guisa de exemplo, os principais locais de referência em hemodiálise no Maranhão são: Hospital Dr. Carlos Macieira, Hospital Geral da Vila Luizão, Centro de Hemodiálise São Luís, Hospital Regional de Chapadinha, além de serviços nas cidades de Bacabal, Caxias, Açailândia e Pinheiro (QUEIROZ, 2020).

Diante de todos os progressos tecnológicos, do crescimento da sobrevida da população e do refinamento dos tratamentos, a terapia renal substitutiva, em pacientes críticos, se tornou um tratamento correlacionado a interferências e complicações, tendo em vista a gravidade do quadro clínico, a presença de volubilidade hemodinâmica e a inadequação ou falha de mecanismos adaptativos naturais do corpo (SILVA et al., 2018). Diante disso, a enfermagem tem um papel primordial na assistência e atenção constante dos pacientes durante a sessão de hemodiálise, com a função de intervenção, quando for preciso, com o intuito de evitar implicações por meio da identificação precoce de possíveis alterações (COSTA et al., 2015).

Dentre os fatores que colaboram para a competência e efetividade do tratamento de hemodiálise, encontra-se o grau de capacitação e treinamento da equipe de enfermagem, que por vezes é negligenciado ou esquecido (SILVA; MATOS, 2019). Portanto, entender a assistência da enfermagem em intercorrências nas sessões de hemodiálise em uma clínica especializada em hemodiálise no município de Imperatriz – MA torna-se relevante por meio da óptica do enfermeiro e do paciente atendido.

Em uma porção de sessões de hemodiálise pode suceder algum tipo de intercorrência decursivo deste procedimento. A qualidade de vida e os sintomas da insuficiência renal dos pacientes dialíticos são afetados quando ocorrem complicações no decorrer da hemodiálise (RIEGEL; SERTÓRIO; SIRQUEIRA, 2018). A hemodiálise é um procedimento de alta complexidade, executada, de forma predominante, pelo enfermeiro, pois exige conhecimento singular, competência técnica, constante observação para que interferências imediatas sejam realizadas frente às complicações (SILVA et al., 2018).

Souza Júnior et al. (2019) relatam que na hemodiálise, as complicações podem ser devido à própria terapia dialítica, a erros nas ações profissionais e como cada paciente responde ao tratamento. E enfatizam que, por conta disso, pacientes dialíticos possuem taxa de mortalidade 3,5 vezes maior a do público geral, tendo em conta alguns fatores como faixa etária e presença de comorbidades. Nesse sentido, é relevante compreender as complicações ocorridas durante a terapia dialítica, pois conduz o direcionamento as ações de saúde ao público com características de maior vulnerabilidade, desta forma contribuindo com a qualidade de vida e na redução de custos hospitalares (TINÔCO et al., 2017).

A escolha do tema se justifica pelo público em questão se tratar de indivíduos que necessitam de uma assistência da equipe de enfermagem realizada de forma presencial composta por profissionais habilitados e aptos a atuar de forma efetiva frente às possíveis complicações que podem surgir durante as sessões de hemodiálise.

Nesse sentido, a importância desta pesquisa estar em mostrar a relevância da assistência da enfermagem em intercorrência de sessão de hemodiálise, pois se compreende que a atuação da equipe de enfermagem diante destas complicações, desde a monitorização do paciente, a detecção de anormalidades e a rápida intervenção é essencial para a garantia de um procedimento seguro e eficiente para o paciente. Pois através desse monitoramento os pacientes ficam mais tranquilos e são orientados da melhor maneira possível, para que erros e falhas nesse processo sejam controlados o mais rápido e conscientemente possível.

Por esse motivo, o presente estudo tem como problema: quais as principais complicações surgidas em sessões de hemodiálise em uma clínica privada de Imperatriz/MA e quais as ações realizadas pela enfermagem para assistência imediata em intercorrências em sessão de hemodiálise?

Diante da relevância que o tratamento se dispõe e da atuação do profissional da enfermagem nesse contexto, o objetivo do presente artigo consiste em identificar como o profissional enfermeiro assiste o paciente em sessões de hemodiálise em uma clínica privada de Imperatriz – MA, sendo que para identificar tal situação, será necessário investigar as principais intercorrências que acometem os pacientes durante as sessões de hemodiálise, bem como entender como o profissional enfermeiro atua mediante intercorrências ocasionadas em sessões de hemodiálise, além de definir as dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros na assistência aos pacientes que sofrem intercorrências em sessão de hemodiálise e elencar se o atendimento foi satisfatório ou insatisfatório para os pacientes.

2. INSUFICIÊNCIA RENAL

As doenças crônicas, principalmente, tem sido um dos principais aumentos. “O aumento da incidência de doenças crônicas na população tem gerado muitas discussões. Entre essas doenças está à insuficiência renal que leva muitos pacientes a se submeterem a métodos dialíticos” (RIEGEL; SERTÓRIO; SIRQUEIRA, 2018, p. 64).

A diminuição e/ou perda da função renal pode acontecer progressivamente, o que define a doença renal crônica (DRC), que é delineada baseada no surgimento de falha renal ou redução da sua função no período de três meses ou mais, independente da origem. Porém, quando esse dano acontece subitamente, sobrevém a insuficiência renal aguda (IRA), o que resulta também na concentração de ureia, além de outros produtos residuais e na desestruturação do volume extracelular e de eletrólitos (COSTA et al., 2015).

A IRA é definida como uma diminuição aguda da função renal em horas ou dias, relacionada à redução do ritmo de filtração glomerular e/ou do volume urinário e a modificações no controle do equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico (SILVA et al., 2018).

Em pacientes com IRA, o volume urinário pode está em normalidade ou pode surgir alterações oligúria, não oligúria ou anúria. Algumas alterações podem ser reversíveis se diagnosticadas e tratadas antes que comprometa a função renal. As causas da IRA podem ser de origem renal, pré-renal e pós-renal (RIEGEL; SERTÓRIO; SIRQUEIRA, 2018).

Silva et al. (2018, p. 2) relata que “um alerta global estima que há mais de dois milhões de mortes por IRA a cada ano e aqueles que sobrevivem têm maior risco para desenvolvimento posterior de doença renal crônica, elevando a mortalidade”. Sociedade Brasileira de Nefrologia (2020) declara que a IRA pode ser fatal e requer tratamento intensivo, também pode ser reversível, tudo depende do estado de saúde do paciente.

Quando o paciente recebe o diagnóstico de insuficiência renal em estágio terminal, necessita de submissão a um dos procedimentos dialíticos para proporcionar a homeostase corporal e como consequência, a manutenção da vida (SOUZA JÚNIOR et al., 2019).

O tratamento da insuficiência renal deve implicar terapia específica, avaliação e cuidados das situações de comorbidades, prevenção e tratamento das interferências decorrentes da função renal reduzida. Quando o tratamento tradicional não é mais eficaz e o paciente apresenta sinais e sintomas urêmicos, como confusão, diminuição do grau de consciência, náuseas, vômitos, além de outras intercorrências com potencial letal, como por exemplo, hiperpotassemia, o procedimento indicado é a terapia renal substitutiva (TRS). Dentre esses, a hemodiálise se destaca, pois pode ser usado tanto para o tratamento da doença renal crônica quanto da fase aguda (COSTA et al., 2015).

A terapia renal substitutiva (TRS) é o principal tratamento da IRA, cujo objetivo é a correção das anormalidades metabólicas decorrentes da disfunção renal, a regulação do equilíbrio e balanços influenciados pelos rins (ácido – básico, eletrolítico, hídrico, volêmico e nutricional). Além disto, visa o manejo do líquido extracelular em pacientes com falência orgânica múltipla, a preservação e o auxílio na recuperação das funções orgânicas (SILVA et al., 2018, p. 2).

Desta feita, tem-se que “o uso de TRS torna-se necessário quando os rins não são mais capazes de remover produtos de degradação, mantendo os eletrólitos e regulando o balanço hídrico. O uso da TRS pode ser agudo (curto prazo) ou crônico (longo prazo)” (RIEGEL; SERTÓRIO; SIRQUEIRA, 2018, p. 64).

3. HEMODIÁLISE

A hemodiálise (HD) é um tipo de diálise por meio da qual o sangue do paciente é colocado na circulação extracorpórea para que seja filtrado por meio de uma membrana semipermeável, retirando, a demasia de líquidos, produtos do metabolismo, como: ureia, creatinina, além de eletrólitos. No decorrer deste procedimento, podem acontecer complicações que demandem hospitalização para possível equilíbrio do quadro clínico (COSTA et al., 2015).

Os primeiros achados científicos dos procedimentos de tratamento da insuficiência renal datam no século XIX e são de criação do químico escocês Thomas Graham, que ficou conhecido como o “pai da diálise”.  Em 1945, foi realizada a primeira diálise em humanos, por Willem Kolff. E em 1960, nos Estados Unidos, Belding Scribner fez a descoberta de um novo método que possibilitou uma forma relativamente simples de alcançar o sistema circulatório de um doente que podia ser usada por vários meses, isso significou que os doentes com doença renal podiam ser tratados com hemodiálise (FRESENIUS MEDICAL CARE, 2020).

A hemodiálise é a primeira escolha mundial como tratamento de substituição renal, também seguido pelo Brasil, onde 90% dos pacientes com insuficiência renal são submetidos à hemodiálise. Mesmo proporcionando benefícios aos pacientes, concebe diversas implicações com relação à excreção de solutos urêmicos, água e eletrólitos, à resposta do paciente e ao próprio processo de diálise. Essas interferências aumentam a morbidade e mortalidade dos pacientes renais em hemodiálise (TINÔCO et al., 2017).

O Censo Brasileiro de Diálise referente aos anos de 2009 a 2018, relata os seguintes dados:

Observou-se aumento progressivo no número de centros que mantinham programas ativos de diálise crônica (594, 658 e 786, respectivamente), caracterizando um aumento de 32,3% durante a década. A prevalência global estimada de pacientes em diálise crônica passou de 405 pmp em 2009 para 640 pmp em 2018, correspondendo a um aumento absoluto de 58%, com aumento médio de 6,4% ao ano. As taxas de prevalência aumentaram progressivamente em todas as regiões, exceto na região Sul, que se apresentou estável a partir de 2013. O número estimado de novos pacientes em diálise em 2018 foi de 42.546, um aumento de 54,1% em relação a 2009. Houve também um aumento na taxa de incidência estimada, que foi de 204 pmp em 2018, 20% superior à observada em 2013. A hemodiálise continua sendo o método de depuração renal predominante, adotado atualmente para 92% dos pacientes com doença renal em estádio terminal (DRCT) (aumento de 3% em relação a 2009) (NEVES, 2020, p. 193).

De acordo com o Brasil (2019), por meio do Ministério da Saúde a hemodiálise é designada para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves. O tratamento deve iniciar-se por meio de indicação feita pelo médico especialista em doenças dos rins, o nefrologista, podendo ser iniciado com remédios que contenham os sintomas e imobilizam a doença. Porém, quando os medicamentos não são suficientes e a doença evolui, pode necessitar-se da hemodiálise. Novamente é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com o paciente e o seu médico nefrologista. A diálise tem como objetivo substituir a função dos rins que estão com seu desempenho prejudicado.

4. ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM EM INTERCORRÊNCIAS DURANTE SESSÕES DE HEMODIÁLISE

Durante o tratamento de hemodiálise, podem surgir várias interferências, sejam referentes ao processo de diálise, como desequilíbrios hidroeletrolíticos, hipotensão e cãibras; sejam por conta das individualidades do paciente ao tratamento e seus fatores específicos. Diante disso, a enfermagem tem um papel primordial na assistência e atenção constante dos pacientes durante a sessão de hemodiálise, com a função de intervenção, quando for preciso, com o intuito de evitar implicações por meio da identificação precoce de possíveis alterações (COSTA et al., 2015).

Estima-se que na maior parte das sessões de hemodiálise o paciente não apresenta sintomas, porém há vezes o que pode haver diminuição da pressão arterial, câimbras ou dor de cabeça, por conta disso, a sessão deve realizar-se sempre na presença de um médico e uma equipe de enfermagem. Em geral quando o paciente apresenta muito líquido no corpo para remover na respectiva sessão de hemodiálise, esses sintomas podem acontecer. Diante disso, é fundamental seguir as recomendações da equipe médica para impedir o excesso de ganho de peso nos dias das sessões, para que assim haja maior conforto e menos complicações durante o procedimento (BRASIL, 2019).

Souza Júnior et al. (2019) definem complicações e interferências durante o procedimento, quaisquer situações que afetam a completude física, social ou psicológica dos pacientes, nos quais, apresentam-se patologias, lesões, sofrimentos, óbitos ou incapacidades. A hemodiálise é um procedimento de alta complexidade, executada, de forma predominante, pelo enfermeiro, pois exige conhecimento singular, competência técnica, constante observação para que interferências imediatas sejam realizadas frente às complicações (SILVA et al., 2018).

A assistência da enfermagem ao paciente em hemodiálise busca conservar a qualidade de vida, sustentado pelo planejamento de cuidado, com alicerce na análise e contenção do estado de hidratação, de nutrição e psicológico, além de atenção ao acesso vascular e administração de remédios. Deste modo, para que se preste de uma atenção eficaz, necessita-se que a enfermagem faça uso de conhecimentos específicos da profissão, com objetivo de aprimorar o processo de atender, de modo a atestar a resolução das complicações de saúde, dentro do que lhe cabe. Para isso, o enfermeiro deve usar de tecnologias que existem para embasar sua prática, dentre elas, há a Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) (COSTA et al., 2015).

A Nursing Interventions Classification (NIC) ou Classificação das Intervenções de Enfermagem se trata de uma importante ferramenta que unifica a linguagem clínica das intervenções de enfermagem para a transcrição e seleção das ações essenciais. As intervenções do enfermeiro devem ser resolutivas para o controle das interferências advindas do procedimento hemodialítico (SILVA et al., 2018).

5. MÉTODO

Trata-se de pesquisa com abordagem de pesquisa quantitativa-qualitativa, pois proporcionará a melhor estruturação da análise do objetivo a que se pretende. Nesse sentido, Santos Filho e Gamboa (1997) afirmam que: “A pesquisa quantitativa busca explanar as causas das mudanças nos fatos sociais, principalmente por meio de medida objetiva e análise quantitativa”.

Segundo Gerhardt e Silveira (2009) referem que a pesquisa qualitativa, como o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização; já a pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica e/ou documental, se realiza coleta de dados junto a pessoas, com o recurso de diferentes tipos de pesquisa.

Pacientes dialíticos com diagnóstico de Insuficiência Renal Aguda e Crônica que realizam diálise em uma clínica especializada em terapia renal no município de Imperatriz–MA, Brasil. É uma regional de saúde com referência para hemodiálise, atendendo a população de outros municípios como Ribamar Fiquene/MA, João Lisboa/MA, Senador Laroque/MA, Estreito/MA, Campestre/MA, Porto Franco/MA, Carolina/MA, Riachão/MA, Balsas/MA e em Sítio Novo/TO e Axixá/TO.

Serão incluídos na pesquisa pacientes dialítico, com diagnóstico de Insuficiência Renal Aguda (IRA), de ambos os sexos, com idade mínima de 18 anos, que realizem diálise na clínica onde será realizada a pesquisa, serão submetidos à pesquisa somente profissionais enfermeiros graduados que trabalhem nesta unidade de atendimento com os pacientes.

Serão excluídos da pesquisa, pacientes menores de 18 anos e aqueles com insuficiência renal, mas não realizem hemodiálise no local da pesquisa, pacientes e enfermeiros que iniciarem a pesquisa e não se sentir confortável em concluí-la, bem como técnicos de enfermagem que trabalham neste mesmo local.

A clínica a ser investigada na presente pesquisa possui uma média de 242 pacientes, sendo que dialisa 121 pacientes por dia, organizados por dias e turnos. O quadro de funcionários do local da pesquisa é composto por 3 (três) enfermeiros assistentes e uma enfermeira coordenadora. A pesquisa será realizada com uma amostra composta por 20 (vinte) pacientes e os 4 (quatro) enfermeiros atuantes da clínica.

Considera-se que toda pesquisa realizada em seres humanos ocorre danos, podendo ser de várias dimensões física, psíquica, moral, intelectual, social, cultural ou espiritual do ser humano.

Para coleta de dados, serão aplicados dois formulários (um para o paciente outro para o profissional enfermeiro) elaborados pelo pesquisador com questões estruturadas, perguntas fechadas para investigar as principais intercorrências que surgem durante a sessão de hemodiálise, a atuação da enfermagem e grau de satisfação dos pacientes quanto ao atendimento prestado (Apêndice A e B).

Os dados serão coletados em dias alternados com demanda equivalente ao tempo que será gasto com a apresentação da pesquisa, consentimento e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos participantes e aplicação do formulário (Anexo A).

Os dados obtidos na coleta de dados serão armazenados no programa Microsoft Office Word, versão 2016, que serão tratados por meio de análise qualitativa, pontuando as principais respostas obtidas nos formulários.

Por se tratar de uma pesquisa envolvendo seres humanos, a execução só se dará após o registro e validação ao Comitê de Ética em Pesquisa e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CEP/CONEP, conforme a Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Ademais, a participação dos indivíduos só será validada após a assinatura o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Anexo A).

6. RESULTADOS

Inicialmente cumpre destacar que foram coletados dados por meio de dois questionários distintos, sendo um para profissionais enfermeiros que atua no local da pesquisa e outro para os pacientes que recebem o tratamento junto com os profissionais entrevistados. Com relação aos resultados obtidos pelos profissionais, depreende-se que de um total de quatro profissionais, todos sendo do sexo feminino, entre 31 a 50 anos, no qual se constatou o seguinte:

Gráfico 1: complicações que mais ocorrem nas sessões de hemodiálise na clínica privada de Imperatriz/MA.

Fonte: Autores, 2021.

Conforme dados coletados, tem-se que dos quatro enfermeiros entrevistados, as principais intercorrências que acometem os pacientes são câimbra, hipertensão, hipotensão, cefaleia, hipoglicemia, náuseas são as mais comuns.

Gráfico 2: Principais intercorrências detectadas nas sessões de hemodiálise.

Fonte: Autores, 2021.

Dentro do quadro de principais intercorrências listadas, foram identificados que em situações de hipertermia, hipotensão, hipertensão, cefaleia, hipoglicemia, câimbras, convulsão, náuseas e vômitos todos os enfermeiros entrevistados já presenciaram tais contextos. Todavia, em situações de embolia, perda de grande quantidade de sangue ou hemólise menos da metade presenciaram tais ocorrências.

Gráfico 3: intervenção realizada em situações de convulsão.

Fonte: Autores, 2021.

Percebe-se que em situações mais gravosas algumas atitudes são ser tomadas, por todos os enfermeiros entrevistados, tais quais, a interrupção da dialise, proteção contra traumas e a administração de medicações prescritas. Todavia no que tange ao mantimento das vias áreas superiores pérvias e a instalação de oxigenoterapia, somente metade dos entrevistados indicarão realizar, bem como a vigilância que foi indicada apenas por um profissional.

Gráfico 4: intervenção realizada nas intercorrências de hipertensão.

Fonte: Autores, 2021.

Outro ponto coletado nos dados em questão, fora de que todos os profissionais entrevistados indicaram a aplicação perfil de sódio negativo e o uso de anti-hipertensivo prescrito como medida a ser tomada nos casos de hipertensão. Mas, somente um profissional indicou colocar e manter o paciente em posição de Fowler.

Gráfico 5: Intervenções realizados pelos enfermeiros entrevistados em ocorrências de hipertermia.

Fonte: Autores, 2021.

Em episódios de hipertermia todos os enfermeiros apontaram a aferição de temperatura e administração de antitérmico como ação a ser executada para conter a intercorrência, tendo apenas um dos entrevistados indicado o uso de antibioticoterapia de acordo com a prescrição médica.  Desta forma, percebe-se as ações executadas no sentido de conter os fatos enfastiosos que acometem nas sessões de hemodiálise da clínica entrevistada.

Gráfico 6: Intervenção da equipe de enfermeiros em casos de hipotensão.

Fonte: Autores, 2021.

Em casos de queda de pressão arterial no momento da realização das sessões de hemodiálise, todos os quatro enfermeiros apontadas a administração de soro fisiológico, posicionamento do paciente em Trendelemburg, avaliação UF ou interrupção da diálise e monitorização até os desaparecimentos dos sintomas. Conclui-se que nesse quesito houve uma unanimidade por parte dos profissionais entrevistados.

Gráfico 7: Intervenção da equipe de enfermeiros em casos de hipoglicemia.

Fonte: Autores, 2021.

Nesse ponto, os profissionais entrevistados indicaram que em casos de baixos níveis de açúcar no sangue nas sessões de hemodiálise tem-se a realização da glicemia capilar para verificar a necessidade ou não de administração de glicose no paciente e administração da glicose endovenosa conforme prescrição médica.

Gráfico 8: Intervenção da equipe de enfermeiros em casos de náuseas ou vômitos

Fonte: Autores, 2021.

Depreende-se da coleta de dados acima que foi unânime a realização de aferição de pressão arterial, administração de medicamento conforme prescrição médica, prevenção a aspiração do vômito e a promoção da higiene do paciente nas situações de náuseas ou vômitos durante as sessões do procedimento ora em questão.

Gráfico 9: Intervenção da equipe de enfermeiros em casos de cefaleia.

Fonte: Autores, 2021.

Nesse contexto, verifica-se dos dados acima discriminados que em situações de cefaleia por parte do paciente, os profissionais aferem pressão arterial, avaliam a dor e administram medicação de acordo com a prescrição, no intuito de que possa cessar com a intercorrência. Ademais, no sentido de verificar o lado dos pacientes, a presente pesquisa realizou o levantamento de dados pelos usuários dos serviços afim de verificar os pontos em discussão.

De um total de quarenta pacientes usuários dos serviços de hemodiálise na clínica no qual foram coletados os dados, 37,5% são do gênero feminino e 60% do sexo masculino, sendo que 3,5% preferiram não dizer qual seu gênero biológico. Outrossim, de um total de quarenta entrevistados 45% são maiores de 61 anos, 20% entre 41 e 50 anos, 15% de 50 a 60 anos, 12,5% de 31 a 40 anos e 7,5% de 21 a 30 anos. Desta forma, verifica-se uma heterogeneidade dos pacientes entrevistados.

Gráfico 10: principais intercorrências durante as sessões de hemodiálise acusadas pelos pacientes.

Fonte: Autores, 2021.No que diz respeito as intercorrências sofridas pelos pacientes, verifica-se que dos quarenta pacientes consultados 20% apontaram sentir hipertermia, 80% sentem hipotensão, 52,5% observam hipertensão, 55% são acometidos pela cefaleia, 47,5% acusaram sofrer hipoglicemia, 72,5% costumam ter quadros de câimbras, 2,5% têm convulsões, 42,5% apontam sentir náuseas e vômitos e somente 2,5% não indicaram nenhum dos sintomas.

Gráfico 11: Grau de satisfação do trabalho dos enfermeiros.

Fonte: Autores, 2021.

De um total de quarenta pacientes, 92,3% indicaram satisfação aos trabalhos desenvolvidos na clínica onde são realizadas as sessões de hemodiálise e 7,7% julgaram ser intermediário.

Gráfico 12: Indica sobre a informação do procedimento que o enfermeiro está usando no paciente.

Fonte: Autores, 2021.

Dos quarenta entrevistados, 39 pessoas participaram, sendo que 90% indicaram pela informação ao paciente acerca do procedimento que está sendo administrado e 10% informaram que não é comunicado.

Gráfico 13: avaliação do tempo na resolução das intercorrências.

Fonte: Autores, 2021.

Foram avaliados os enfermeiros por parte dos pacientes acerca do tempo empregado durante as sessões de hemodiálise diante das intercorrências, sendo que dos quarenta participante 85% indicaram que os profissionais são rápidos, 12,5% informam ser um tempo médio e 3,5% indicam um tempo lento de resolução das intercorrências.

7. DISCUSSÃO

Diante dos dados acima coletados, depreende-se que os sintomas de hipertermia, hipotensão, cefaleia, hipoglicemia, câimbras, convulsão, náuseas e vômitos são as principais intercorrências vivenciadas pelos enfermeiros durante as sessões de hemodiálise. Outros sim, verifica-se que a cada intercorrência citada são realizados procedimentos que visam inibir, prevenir ou interromper com os sintomas desconfortáveis e prejudiciais à saúde que são enfrentados pelos profissionais indicados.

É de suma relevância compreender que a Doença Renal Crônica é resultado de lesões que são consideradas graves ao paciente que a porta, sobre essa perspectiva tem-se que nas lições de Nair Portela Silva Coutinho (2011, p. 40) “sendo reconhecida como um problema de saúde pública global, e entre pacientes com outras doenças crônicas, como as cardiovasculares, infecciosas ou câncer, a presença da DRC está associada ao aumento dos riscos de complicações para essas patologias”.

Haja vista as complicações advindas dos pacientes que detém problemas de saúde de ordem renal, tem-se a utilização de mecanismos e tratamentos tendentes a melhorar a condição de vida deles, de modo a proporcional a melhor recuperação das situações em questão. O autor acima mencionado, reflete:

A hemodiálise está entre as terapias dialíticas que doentes reais crônicos com grau de insuficiência cinco utilizam. Consiste na remoção de resíduos metabólicos, eletrólitos e líquidos excessivos do sangue para tratar a falência renal aguda ou crônica e utiliza os princípios de difusão, osmose e filtração. Para o tratamento hemodialítico, a Fístula Arterio-Venosa (FAV) é considerada um acesso vascular permanente e o cateter de duplo-lúmen uma via temporária (COUTINHO, 2011, p. 41).

No que tange a desconfortos ocasionados em sessões de hemodiálise, percebe-se que podem existir alguns sintomas desconfortáveis como ficou constatado da própria pesquisa de campo realizada com base nos dados levantados. Sobre aspectos teóricos em questão, tem-se que segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia é muito importante seguir as recomendações da equipe médica para evitar o ganho excessivo de peso entre os dias das sessões de hemodiálise, e assim, ter uma sessão confortável” tendo em vista ser um dos indicativos para desconfortos nas sessões.

Nesse contexto, percebe-se que as intercorrências acima listadas são incidentais, sendo as ocorrências comuns nos pacientes dialíticos. Desta forma, é imprescindível a atuação do profissional frente a tais intercorrências para que se garanta a efetividade dos procedimentos e assegure da qualidade do serviço prestado.

Sobre a atuação de profissionais em face das intercorrências dialíticas, tem-se que:

O conhecimento das principais complicações e a identificação das intervenções de enfermagem durante as sessões de HD é fundamental para assistência de enfermagem de qualidade, de forma segura e pautada não somente na diminuição dos sintomas urêmicos, mas na redução de complicações e risco de mortalidade (COSTA et al., 2015, p. 2137)

O que se percebe que a atuação dos profissionais da enfermagem em face das intercorrências advindas por conta do emprego do tratamento ora em pauta é de que é fundamental para que se evite situações de desconforto e proteção a própria saúde do paciente. Deste modo, conhecer as intercorrências é passo primordial para que se possa combater as questões necessárias de ordem profissional e técnica diante das dificuldades enfrentadas tanto pela realidade do paciente como pela realidade do profissional.

No que diz respeito aos aspectos da pesquisa aplicada aos pacientes, vislumbra-se que grande parte dos usuários queixam dos sintomas de intercorrências, sendo que estas acontecem durante as sessões de hemodiálise. Muito embora esteja se tratando de atendimento médico hospitalar o presente artigo, verificou que o grau de satisfação com os cuidados empregados aos pacientes fora considerado satisfatório em grande maioria por parte dos pacientes.

Desta forma, além da agilidade constatada em sua maioria pelos pacientes dialíticos, percebe-se que os profissionais retornam o contato/ação de forma célere, capaz de promover o bem-estar e consequentemente a qualidade de vida dos usuários. Isso porque, trata-se de ações de cuidado por toda a equipe médica, de modo a contemplar a demanda realizada e, juntamente com as ações da equipe como um todo, melhorar a condição clínica do paciente.

8. CONCLUSÃO

Depreende-se que a presente pesquisa teve como objetivo o de verificar a atuação dos profissionais em enfermagem diante das intercorrências em sessões de hemodiálise, bem como as principais intercorrências que acometem tanto os pacientes como os mais vivenciados pelos profissionais. Assim, o presente estudo pode extrair dados reais da realidade clínica de Imperatriz/MA, especificamente de uma instituição médica privada.

Inicialmente o estudo proporcionou uma base teórica, no qual foram elencados os principais temas acerca do estudo, traçando de forma simples e objetiva acerca do contexto. Na aplicação dos questionários foi levado em consideração todos os envolvidos, tanto o profissional de saúde responsável pela atuação direta com os pacientes que também foram consultados. Por fim, percebe-se que todos eles, incluídos no lócus de pesquisa trouxeram posicionamentos da realidade enfrentada. Com isso, os dados colhidos trouxeram base para o desenvolvimento de toda a pesquisa, do qual os resultados pretendidos podem ter embasamento próximo da realidade.

Retomando a questão norteadora da presente pesquisa, observa-se que dentre as intercorrências mais evidentes na clínica privada em Imperatriz/MA, são hipertensão, hipotensão, cefaleia, hipoglicemia, náuseas, sendo estas as de maior incidência e mais comum entre as sessões. Pelo grau teórico apontado e pela pesquisa realizada, trata-se de situações previsíveis, mas que necessitam de um cuidado e aporte técnico.

Por esse motivo, a equipe da enfermagem tem atuado no contexto em apreço no sentido de buscar a promoção de uma assistência eficaz e eficiente diante das situações adversas. Buscando identificar tais ações, a pesquisa mostrou as principais ações realizadas pela equipe no lócus de pesquisa realizada e tendo como base as principais intercorrências identificadas, foram avaliadas algumas ações.

Dos enfermeiros entrevistados todos aplicam perfil de sódio negativo e administram anti-hipertensivo conforme prescrição médica em casos de hipertensão, em se tratado do inverso (hipotensão) todos aferem a pressão arterial do paciente, aplicam soro fisiológico, posicionam o paciente em trendelemburg, avaliam a UF ou interrupção da dialise, bem como realizam o monitoramento devido. No que diz respeito a cefaleia há a aferição da pressão arterial, avaliação da dor e a administração de medicamento, conquanto que em se tratando de náuseas e/ou vômitos também é aferido a pressão do paciente, ações preventivas do vômito, bem como aplicação de medicação e higiene, se for o caso. Por fim, nos casos de hipoglicemia, é realizada a verificação da glicose e aplicação desta, quando necessário.

Ante o exposto, percebe-se que inúmeras são as intercorrências vivenciadas, bem como as ações executadas em prol da melhoria da saúde do paciente, com o fito de evitar, prevenir ou corrigir o sintoma ocasionado. Conclui-se, que muito embora seja um tratamento difícil e complexo, torna-se necessária a sua utilização, levando em conta os objetivos que permeiam a aplicação do mesmo, sendo relevante a atuação da enfermagem como forma de promover melhor equilíbrio entre as intercorrências e o tratamento em face da busca de saúde dos indivíduos.

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[1] Graduanda no curso de enfermagem pela Universidade CEUMA de Imperatriz/MA.

[2] Enfermeiro, Especialista em Terapia Intensiva pela FABIC e Mestrando em Cirurgia Experimental pela Universidade Estadual do Pará. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5026-1995

[3] Enfermeira, Mestra em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará (UFPA). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5803-2289

[4] Enfermeiro, Mestre em Cirurgia e Pesquisa Experimental pela Universidade Estadual do Pará. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3117-4949

[5] Orientador. Enfermeira, Mestre em Ciências Ambientais (UNITAU, 2019). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9587-1786

Enviado: Outubro, 2021.

Aprovado: Novembro, 2021.

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