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Adaptações fisiológicas da gestação e repercussões no puerpério

RC: 122408
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CONTEÚDO

ENSAIO TEÓRICO

BRITO, João Paulo da Silva [1]

BRITO, João Paulo da Silva. Adaptações fisiológicas da gestação e repercussões no puerpério. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 07, Vol. 05, pp. 46-63. Julho de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/adaptacoes-fisiologicas

RESUMO

A gravidez é uma fase capaz de consolidar na vida da mulher uma mudança de um ciclo de vida a outro. É um evento de inúmeras e intensas mudanças, sendo capaz de desencadear sentimentos positivos e/ou negativos. Nesse sentido, o presente estudo surgiu a partir do seguinte questionamento: Quais as principais adaptações fisiológicas que ocorrem na gestação e suas repercussões no puerpério? O objetivo do presente estudo foi caracterizar as principais adaptações fisiológicas da gestação, bem como as respectivas repercussões durante o puerpério. Trata-se de um estudo bibliográfico, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, sendo o método de amostragem não probabilístico, obtido as informações a partir de base de dados online. Entre as várias ocorrências manifestadas durante a gestação, estão as alterações cardiovasculares como o aumento do fluxo sanguíneo, as alterações gastrointestinais, desvios posturais decorrentes do aumento do volume uterino, alterações hormonais para garantir o desenvolvimento do feto e manutenção da gravidez. O estudo abordou as mudanças nos vários sistemas corporais, como o sistema cardiovascular, o respiratório, o gastrointestinal, o osteomuscular, as mudanças mecânicas na gestação e demais sistemas. Para concluir, sugere-se, no entanto, que sejam efetuadas pesquisas que se aprofundem em alterações em sistemas específicos, como o sistema tegumentar, locomotor, respiratório e outros.

Palavras-chave: Saúde da Mulher, Alterações Fisiológicas da Gestação, Repercussões no Puerpério.

1. INTRODUÇÃO

De acordo com Cabral et al., (2018) a gravidez é uma fase capaz de consolidar, na vida da mulher, a mudança de um ciclo a outro, é o momento no qual a mulher se sente realmente plena, com inúmeras e intensas mudanças capazes de desencadear sentimentos positivos ou negativos. Silva et al., (2015) descrevem a gestação como sendo um período em que a mulher espera por nove meses um ser que surgiu do encontro de gametas sendo elas o espermatozoide e óvulo no ato do coito ou fertilização artificial.

Depois da fecundação perdurante, toda a gestação sucede uma série de mudanças no corpo da mulher, desencadeando vários ajustes nos diversos sistemas, a qual há realce paras as alterações osteomusculares, gastrointestinal, urinária, endócrina, cardiovascular e respiratória. Essas alterações têm valor essencial para ajustar o metabolismo materno e contribuir no desenvolvimento do feto, preparando a mulher para o trabalho de parto e lactação (ALMEIDA, 2016).

Para Alves et al., (2016) a gestação se faz, para a mulher, um período de grandes transformações em sua vida, seu corpo se modifica e seus níveis de hormônios se alteram para a manutenção do feto. Todavia, conforme relatam Moimaz, Rós e Garbin (2017), uma parcela de mulheres podem ser acometidas por doenças e outros problemas, apresentando maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para o feto quanto para a mãe, denominando-se assim gestação de risco.

As alterações que ocorrem durante a gestação podem ser de caráter bioquímico, físico ou na esfera psicossocial, tendo, portanto, grande repercussão na vida da gestante. Nesse sentido, o presente estudo surgiu a partir do seguinte questionamento: Quais as principais adaptações fisiológicas que ocorrem na gestação e suas repercussões no puerpério? Assim sendo, o objetivo do presente estudo é caracterizar as principais adaptações fisiológicas da gestação, bem como as respectivas repercussões durante o puerpério.

Esse estudo justifica-se uma vez que favorece a literatura científica, bem como auxilia também aos profissionais da saúde, que terão a disposição um estudo reflexivo e sistematizado, conhecimento esse que poderá ser utilizado em suas respectivas práticas profissionais, beneficiando diretamente aos pacientes atendidos.

2. METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa do tipo bibliográfica, a qual de acordo com Marconi e Lakatos (2009), consiste em uma pesquisa em material já processado e publicado em relação ao tema de estudo, na qual poderão ser feitas com bases em revistas, monografias, boletins, teses, livros e outros materiais. O caráter da pesquisa é do tipo descritivo, Mascarenhas (2014) ressalta que as pesquisas descritivas compreendem a descrição das características a respeito de determinado fenômeno ou população, ou o estabelecimento de relações entre variáveis.

O estudo teve por abordagem qualitativa, sendo apropriada para a análise de estudos complexos, que apresentam técnicas variadas tanto para a coleta quanto para a análise dos dados, esse tipo de pesquisa se preocupa com os problemas sociais e é a mais indicada para os estudos complexos de natureza descritiva (LEITE; SILVA; MARTINS, 2017).

Foram obtidas as informações a partir de base de dados do Lilacs, Scielo e PubMed, tendo como critérios de inclusão: textos de cunho bibliográfico que abordem o tema das alterações fisiológicas durante a gestão. Foram critérios de exclusão: materiais incompletos e/ou repetidos entre as bases de dados.

Foram utilizadas nas buscas as palavras-chave: gestação, alterações fisiológicas e puerpério e seus sinônimos. Esses materiais foram coletados durante junho de 2019 a junho de 2020. Ao total foram coletados 103 estudos e foram selecionados para compor o estudo apenas 25, após aplicado os critérios de inclusão e exclusão.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Conforme destacam Moimaz, Rós e Garbin (2017), as alterações fisiológicas têm por intuito preparar a gestante para o parto e amamentação, tendo como finalidade o conforto e a saúde da mãe e do recém-nascido. Entre as várias ocorrências manifestadas durante a gestação, estão as alterações cardiovasculares como o aumento do fluxo sanguíneo, as alterações gastrointestinais, a alteração postural decorrente do aumento do volume uterino, as alterações hormonais para o feto se desenvolver e a manutenção da gravidez.

Almeida (2015) destaca que a gravidez modifica todas as funções do organismo desde a menor célula. A gravidez é, no início, a continuação das modificações que se produzem no período pré-menstrual e servem para adaptar o organismo materno à gestação, e em seguida, à proteção da vida da criança. Para Cardoso, Sousa e Souza (2017), as alterações hormonais são consideradas as principais causas dessas transformações, assim como o aumento de peso corporal e mudanças adaptáveis no centro de gravidade e postura.

Trata-se de um período com transformações do aspecto biopsíquico envolvendo os variados sistemas e aparelhos, e essas repercussões variam de gestante para gestante, além da idade gestacional. O organismo feminino sofre inúmeras alterações anatômicas e funcionais (SILVA et al., 2015), na qual o corpo da mulher passa por diversas adaptações significantes, sendo de caráter emocional, psicológico, social e fisiológico. O corpo assume grande importância diante dessa mudança (ALMEIDA, 2016).

São várias as mudanças que o corpo da mulher passa, como, por exemplo, o alargamento da cintura e quadril, mudanças no centro de gravidade, alterações nas glândulas mamárias, aumento da curvatura da cintura (SILVA et al., 2015). De acordo com Bomfim e Melro (2015), essa alteração no organismo tem por intuito adaptar às necessidades orgânicas, bem como também no momento parto.

Bomfim e Melro (2015) destacam acerca das alterações hormonais, cardíacas, respiratórias e emocionais, a qual poderão afetar diretamente a relação conjugal, profissional e social da mulher. Para Almeida (2016) as alterações atingem principalmente nos sistemas cardiorrespiratório, musculoesquelético e no metabolismo geral, não se limitando apenas a órgãos específicos, mas, atingindo toda a mecânica do corpo da gestante, envolvendo, por exemplo, alterações como centro de gravidade, da postura e do equilíbrio.

A gestante passa a desenvolver diversos mecanismos em seu organismo a fim de proporcionar um espaço adequado para o feto, essas alterações possibilitam o desenvolvimento do embrião que depois de certo tempo se tornará um feto, calcula-se a idade gestacional a partir do primeiro dia do último período menstrual, durando em média quarenta semanas, quando a duração é inferior a trinta e sete semanas é considerada gestação pré-termo, e pós-termo a partir de 42 semanas (ALMEIDA, 2016).

3.1  ALTERAÇÕES NOS VARIADOS SISTEMAS

De acordo com Almeida (2016), no sistema osteomuscular ocorre variadas modificações, a qual resultam em alterações posturais como, por exemplo, a hiperextensão do joelho, elevação da curvatura cervical, dorsal e lombar, associada a uma projeção dos ombros e dentre outras. Souza (2017) destaca que o corpo passa a desenvolver vários mecanismos em seu organismo, no intuito de proporcionar um espaço adequado para o feto.

Com relação a biomecânica postural, Brandão, Gasparetto e Pivetta (2008) destacam que ocorre um desvio do centro de gravidade, no sentido anterior, decorrente principalmente do crescimento uterino-abdominal e aumento das mamas, ocorrendo compensações posturais, para que a gestante possa manter equilíbrio e estabilidade. Dentre as compensações, as principais são: anteriorização da cabeça, rotação interna dos membros superiores, hiperextensão dos joelhos, transferência do peso para os calcanhares, aumento da base de sustentação e aumento da lordose lombar.

Silva et al., (2015) enfatizam que, devido à gravidez e ao ganho de peso, as alterações posturais são normais. À medida que o bebê cresce, o corpo da mulher grávida muda e as alterações musculoesqueléticas causadas pelos hormônios fazem com que os ligamentos relaxem, o que altera a biomecânica estrutural e aumenta a atividade das articulações do assoalho pélvico.

A coluna vertebral é um importante componente de estabilização da postura estática e dinâmica, a qual suporta grande impacto do crescimento uterino e placentário no período gestacional. Quando a mulher passa por significativas adaptações hormonais e biomecânicas, o ganho de massa corporal no decurso da gestação associado a frouxidão ligamentar, causa rotação anterior da pelve, que associada ao deslocamento anterior do centro de força, acentua a lordose lombar (VIANNA, 2017).

Assim, ocorre a hiperlordose lombar, a fim de compensar e conservar o campo de visão, a gestante aumenta a flexão anterior da coluna cervical, resultando na anteriorização da cabeça. Observa-se hiperextensão dos joelhos, alargando a base de apoio e transferência de peso para a região dos calcâneos (ALMEIDA, 2016).

Em relação a frouxidão ligamentar, Silva et al., (2015) destacam que o principal hormônio associado é a relaxina, no qual promove o aumento do relaxamento articular e dos ligamentos, o que favorece a anteversão pélvica e o aparecimento de uma lordose localizada na região lombar devido o aumento do peso.

As alterações do volume vascular total, do fluxo plasmático renal e elevação de volume intersticial desencadeiam uma variedade de alterações anatômicas e funcionais do sistema urinário durante a gravidez normal (SILVA, 2016). Se tratando dos hormônios envolvidos no processo de mamogênese e lactogênese há ênfase para a prolactina, a ocitocina e o lactogênio placentário. A prolactina é produzida na hipófise anterior, cujo número aumenta bastante durante a fase final da gestação, já a prolactina está envolvida na iniciação e manutenção da lactação (VIEIRA, MARTINS, 2018).

De acordo com Vieira e Martins (2018), o Lactogênio Placentário (LP) começa a ser secretado desde poucos dias após a fecundação até metade da gestação e possui atividade luteotrópica e lactogênica, embora esta última não suficientemente clara, os efeitos metabólicos são similares aos causados pelo hormônio do crescimento. Os níveis de LP circulantes caem a modo que se aproxima o momento do parto, ainda assim no primeiro estágio da lactação ainda persistem alguns níveis tão baixos, que há dúvida que por si só possam ter atividade lactogênica, assim essa ação do LP é mediada através do receptor da prolactina. O lactogênio por si só bloqueia o receptor ocupando seu sítio de ativação, mas esta ação é de maior nível se existe progesterona circulante. Acredita-se que os LP agem com maior afinco no processo de mamogênese do que no de lactogênese, o que resulta em explicação da sua ação similar ao hormônio do crescimento.

Segundo Almeida (2016), os estrogênios são produzidos, em seu primeiro momento pelo corpo lúteo, e posteriormente pela placenta, a qual tem os feitos de aumento no crescimento do útero e ductos mamários, e níveis crescentes de prolactina a fim de preparar as mamas para a lactação. A progesterona é produzida primariamente pelo corpo lúteo, secundariamente pela placenta, e suas principais funções são a redução do tônus do músculo liso, aumento do depósito de gordura e desenvolvimento das células alveolares e glandular produtoras de leite.

O aumento da temperatura e gordura corporal, aumento da frequência e amplitude respiratória e associação às células alveolar e glandular para a produção do leite, são as principais ações da progesterona no período gestacional. A relaxina é observada somente durante o período gestacional, e tem a função de inibir as contrações uterinas e promover o relaxamento das articulações e sínfise pélvica (ALMEIDA, 2016).

O sistema respiratório ocorre alterações durante a gestação que resulta em influência na função pulmonar e nas trocas gasosas. Franchi e Rahmeier (2016) ressaltam que o diafragma eleva-se cerca de 4 a 5 cm, enquanto a caixa torácica aumenta aproximadamente 2 cm nos diâmetros anteroposterior e transverso, resultando em aumento de 5 a 7 cm na circunferência torácica, com isso ocorre redução da complacência da parede torácica e aumento da frequência respiratória. Almeida (2016) destaca que uma vez que ocorre aproximação do útero, o diafragma se desloca cranialmente, e isso ocasiona um padrão respiratório diafragmático. O consumo de oxigênio aumenta em 14%, a qual a metade é para o feto e a placenta e a outra metade para o músculo uterino e tecido mamário.

Almeida (2016) destaca que a gestação ocasiona, no sistema cardiovascular, um aumento no débito cardíaco, a qual estende em até 50% da dilatação nas pequenas artérias. De acordo com Cardoso, Sousa e Souza (2017), durante a gestação o volume sanguíneo aumenta, no intuito de enfrentar as demandas localizadas no corpo, favorecendo maior volume e aumento de peso e da pressão na região intra-abdominal.

Rodrigues (2018) destaca que, se considerado o crescimento fetal, o líquido amniótico, o útero, a placenta, o tecido mamário, o volume sanguíneo aumentado, o acúmulo variável de tecido adiposo e o líquido tecidual em seu desenvolvimento normal evolutivo, todas essas condições já resultaria para cada gestante, no final da gestação, média de 12 quilograma a mais, há ainda as exceções como gestações gemelar, gestantes obesas ou portadora de outras doenças crônicas, e outras onde essa perspectiva de ganho de peso pode ser superior ou inferior.

Holanda (2017) destaca que, durante a gravidez e lactação, as mamas sofrem mudanças fisiológicas consideradas importantes a qual ainda não são totalmente conhecidas e atribuídas às alterações hormonais, que levam a hiperplasia vascular e lobular, a elevação dos níveis séricos dos hormônios progesterona, estrogênio e prolactina são o principais encarregados por estas mudanças, iniciadas no primeiro trimestre da gravidez.

3.2 SINAIS, SINTOMAS E OUTROS DISTÚRBIOS NA GESTAÇÃO

O ganho de massa corporal no decurso da gestação associado a frouxidão ligamentar, causa rotação anterior da pelve, que associada ao deslocamento anterior do centro de força, acentua a lordose lombar (VIANNA, 2017). Assim, ocorre a hiperlordose lombar, a fim de compensar e conservar o campo de visão. A gestante aumenta a flexão anterior da coluna cervical, resultando anteriorização da cabeça, e faz a hiperextensão dos joelhos, alargando a base de apoio e transferência de peso para a região dos calcâneos (ALMEIDA, 2016).

Em relação a frouxidão ligamentar, Silva et al., (2015) destacam que o principal hormônio associado é a relaxina, no qual promove o aumento do relaxamento articular e dos ligamentos, o que favorece a anteversão pélvica e o aparecimento de uma lordose localizada na região lombar devido o aumento do peso.

Almeida (2016) destaca o aumento dos níveis de estrogênio e progesterona durante a gestação ocasionam a redução na mobilidade do sistema gastrointestinal, onde a reabsorção da água está alterada, podendo ocasionar a constipação intestinal, e de acordo como a proporção da gestação evolui, vai ocorrendo aumento do útero, ocasionando o deslocamento do estômago e o intestino em direção ao fígado. Decorrente dessa alteração, o esvaziamento gástrico tende a ficar mais demorado, na qual pode ocasionar refluxos gastroesofágicos, indigestões e regurgitações.

Com relação ao sistema cardiovascular, Almeida (2016) destaca que ocorre um aumento no débito cardíaco, a qual estende em até 50% da dilatação nas pequenas artérias. Devido a hipotensão, as tonturas poderão ser frequentes, relacionados principalmente a fatores que reduzem o retorno venoso para o coração, como dias quentes, permanecer por muito tempo estática, e decúbito dorsal prolongado, nessa posição o útero se desloca sobre a coluna vertebral, comprimindo a veia cava e a aorta abdominal.

De acordo com Cardoso, Sousa e Souza (2017), o volume sanguíneo aumenta no intuito de enfrentar as demandas localizadas no corpo, favorecendo maior volume e aumento de peso e da pressão na região intra-abdominal. Silva et al., (2015) destacam que a medida que o útero gravídico vai evoluindo ocasiona alterações no sistema circulatório, essencialmente nos Membros Inferiores (MMII), o que resulta em edema e câimbras influindo na qualidade de vida, como incapacidade motora, baixa qualidade no sono, fadiga, problemas psicológicos e diminuição no desempenho de atividades.

Almeida (2016) destaca que, em algumas gestantes, os vasos promovem certa contração, o que desencadeia aumento da pressão sanguínea, sendo assim chamada de hipertensão elevada induzida pela gravidez. De acordo com Fernandes, Mendonça e Amaral (2014), as alterações vasculares são comuns na gestação, os vasos sanguíneos se dilatam e proliferam em resposta ao estrogênio e outros fatores, contribuindo para a formação de aranhas vasculares.

Com relação ao sistema imunológico, Zastrow et al., (2018) destacam que no período gravídico-puerperal, por possuir certo grau de imunossupressão, o organismo da mulher se torna-se mais suscetível a casos infecciosos, associado a isso há um restrito arsenal terapêutico decorrente do risco de teratogenicidade fetal. Entre os processos infecciosos, o de foco urinário é o mais comum e a mais frequente causa de choque.

Cunha et al., (2016) destacam que na gestação há um aumento das necessidades energéticas, todavia nos primeiros meses de gestação, decorrente principalmente dos enjoos causados por fatores hormonais, a gestante pode apresentar maior dificuldade para alcançar o valor calórico estimado para esse período e resultar em perda de peso. A persistência dessa condição coloca a gestante e o feto em risco nutricional, principalmente pela carência de micronutrientes essenciais para a mãe e para a formação fetal. Para o feto um dos principais minerais essenciais nesse período é o ferro, a necessidade é aumentada durante a gestação, pois alterações fisiológicas que ocorrem nesse período como a hemodiluição, ocasiona diminuição na concentração de hemoglobina.

O controle do peso durante a gravidez, através de hábitos saudáveis com dieta apropriada e prática regular de exercícios físicos podem minimizar consideravelmente o risco de complicações durante a gestação. A identificação precoce de ganho ou perca de peso exagerada pode prevenir essas complicações (RODRIGUES, 2018). Cabral et al., (2018) destacam que o aumento progressivo do volume plasmático e a elevação dos níveis de lipídeos e a hemodiluição fisiológica resulta na diminuição da concentração de hemoglobina, de hematócrito e da contagem de células vermelhas do sangue resultando em uma anemia fisiológica da gestação.

Almeida (2016) destaca que a gestante geralmente tem desconforto causado pelo edema de MMII, Para Cardoso, Sousa e Souza (2017) neste período há um aumento na produção hormonal, e alguns são causadores da retenção hídrica, o que aumenta o volume sanguíneo, que varia de 30% a 50%. Tem-se capacidade de reter em nosso organismo aproximadamente 8 litros de água durante o período gestacional, nesse sentido o edema é um dos mais característicos e presentes, sendo resultado do desequilíbrio entre o aporte de líquido retirado dos capilares sanguíneos da filtragem e a drenagem desse líquido.

Com relação às alterações tegumentares, Silva et al., (2015) destacam entre elas acerca da pigmentação da pele. A hiperpigmentação acomete as regiões mais pigmentadas, como a linha média do abdome, aréola mamária, região axilar, genitália, ânus, períneo e parte interna das coxas e pescoço. A pigmentação decorre do aumento da quantidade de melanócitos, e estímulo hormonal, a qual há elevação do Hormônio Melanócito Estimulante (HME), estrogênio e progesterona.

De acordo com Fernandes, Mendonça e Amaral (2014), pode haver escurecimento de cicatrizes, nevos e lentigos. Essa discromia tende a reverter no pós-parto, todavia a pele geralmente não retorna a sua coloração inicial. O cloasma afeta entre 50% e 75% das gestantes, geralmente no início no segundo trimestre, e tem uma proporção maior em mulheres da raça negra. A causa é multifatorial, e o uso de anticoncepcionais orais, gestação, fatores genéticos e raciais, exposição solar, entre outros podem contribuir. Elevados níveis de estrógeno, progesterona e MSH, podem corresponder a possíveis fatores causadores. Com relação as unhas, essas crescem em um ritmo desordenado durante a gestação, todavia pode se tornar moles, frágeis, distróficas com sulcos transversal, ceratose subungueal ou onicólise (FERNANDES; MENDONÇA; AMARAL, 2014).

Holanda (2017) destaca que na lactação, as mamas sofrem mudanças fisiológicas consideradas importantes, a qual ainda não são totalmente conhecidas e atribuídas às alterações hormonais, que levam a hiperplasia vascular e lobular, a elevação dos níveis séricos dos hormônios progesterona, estrogênio e prolactina, esses são os principais encarregados por estas mudanças, iniciadas no primeiro trimestre da gravidez.

Ainda falando sobre as alterações cutâneas, cita-se acerca das estrias, no qual Fernandes, Mendonça e Amaral (2014) ressaltam que são uma das queixas mais comuns entre as gestantes, são resultados de fatores físicos, atividade adrenocortical e estrogênica causando adelgaçamento das fibras elásticas e microfibrilas da derme. O surgimento de estrias na gravidez é um acontecimento extremamente comum, atingindo grande parte das gestantes, principalmente no terceiro trimestre, período no qual o esgarçamento da pele da região abdominal torna-se mais intenso.

Em relação às mucosas, Fernandes, Mendonça e Amaral (2014) destacam que a gengivite gestacional ocorre em até 100% das gestantes, variando apenas conforme o grau de acometimento. Inicia-se geralmente no primeiro trimestre e piora até o nono mês. Outro achado como é o prurido, a qual é uma queixa comum na gestação, e pode ser parte de um fenômeno fisiológico ou por uma desordem sistêmica (FERNANDES; MENDONÇA; AMARAL, 2014).

A fim de prosseguir na compreensão do puerpério é necessário destacar em relação ao parto, segundo Wagner et al., (2017) o parto natural oferece diversas vantagens em relação à cesariana, por tratar-se de um processo natural e não um ato cirúrgico, além de apresentar menor risco de desenvolvimento de complicações infeciosas.

3.3 O PUERPÉRIO E SUAS COMPLICAÇÕES

O puerpério pode ser compreendido como o período que vai entre a expulsão da placenta até o retorno à condição fisiológica anterior à gestação, é uma fase importante que pode, independentemente do tipo de parto, causar complicações (BURTI et al., 2016). Para Franchi e Rahmeier (2016), o puerpério é o período onde sucede o retorno do organismo ao estado antes da gestação, estendendo-se de seis a oito semanas após o parto, classificando-se como: puerpério imediato – do primeiro ao décimo dia; tardio – do décimo primeiro ao quadragésimo segundo dia; remoto – a partir do quadragésimo terceiro dia.

De acordo com Pereira et al., (2017) o puerpério é marcado por grandes mudanças nos âmbitos físico, emocional e social, tanto para as mulheres quanto para a sua família. Trata-se de um período que, embora fisiológico, apresenta predisposição para o desenvolvimento de desconfortos que podem comprometer a qualidade de vida da mulher, assim como favorecer o aparecimento de complicações devido a diversas alterações morfológicas e hormonais presentes nessa fase e por isso merecem ser investigados.

Conforme ressaltam Franchi e Rahmeier (2016), o puerpério necessita de cuidados e atenção da equipe multiprofissional. Pereira et al., (2017) destacam que é marcado por grandes mudanças nos âmbitos físico, emocional e social, tanto da via de parto, quanto à atenção dispensada ao puerpério imediato podem favorecer o aparecimento de desconfortos que estavam ausentes no período gestacional ou mesmo agravar queixas que já existiam.

Franchi e Rahmeier (2016) ressaltam que uma importante alteração biomecânica é o estiramento da parede abdominal, a medida que o feto se desenvolve, podendo ocasionar o afastamento dos dois feixes do músculo reto abdominal, caracterizando-se como diástase muscular do reto abdominal (DMRA), a qual pode também ocorrer na fase expulsiva, imediatamente após o parto, ou até nas primeiras semanas pós-parto. Essa condição contribui para o aparecimento de dor lombar, hérnia das vísceras abdominais e possíveis disfunções uroginecológicas durante o puerpério.

Wagner et al., (2017) destacam que a mecânica ventilatória está sujeita a alterações, tanto nas puérperas submetidas ao parto por via vaginal, quanto às submetidas à cesariana. Durante o parto por via vaginal são localizadas evidências de fadiga diafragmática, o que pode predispor à hipocinesia muscular após o parto, e possível alteração da função pulmonar, mesmo que temporária. O parto vaginal causa fadiga diafragmática decorrente do grande esforço feito pela paciente. De acordo com Burti et al., (2016) a biomecânica diafragmática também pode se alterar decorrente do crescimento uterino e a ação da progesterona, refletindo em um padrão respiratório torácico, que pode se manter no puerpério imediato.

Wagner et al., (2017) ressaltam que o parto cesáreo pode resultar ruptura do tecido subcutâneo e da aponeurose dos músculos reto abdominais, o que pode avariar a mensuração da PEmáx, devido à ação expiratória dos músculos abdominais, o que pode ocasionar algum grau de disfunção respiratória, decorrente dos efeitos de anestésicos e do ato cirúrgico, o que ocasiona dor e consequente diminuição da capacidade residual funcional, mesmo quando os pulmões não estejam necessariamente envolvidos.

No sistema musculoesquelético, para Burti et al., (2016) a alteração observada mais comumente é a anteversão pélvica associada, ou não, de uma hiperlordose lombar, com tendência à horizontalização do osso sacro. Essas condições determinarão uma mudança do ângulo de inserção dos músculos abdominais e pélvicos, resultando em uma distensão muscular excessiva e prejuízo do vetor de força e da contração desses músculos. As mudanças biomecânicas nos músculos abdominais facilitam o aparecimento da DMRA. Se tratando do assoalho pélvico, ele pode permanecer hipotônico e distendido pela atuação hormonal, sobrecarga do bebê e possíveis traumas durante o trabalho de parto, podendo ocasionar Incontinência Urinária (IU) durante a gestação ou no puerpério.

Se tratando do pelo, de acordo com Fernandes, Mendonça e Amaral (2014), após o parto, há um aumento no número de pelos na fase telógena, levando a um eflúvio telógeno, que se inicia do primeiro ao quinto mês pós-parto, e geralmente é solucionado em até 15 meses pós-parto, embora em algumas mulheres, os cabelos podem não retornar a densidade anterior a gestação.

Outra condição na puérpera são as estrias, a qual Reis (2016) destaca como sendo lesões bastante comum na gravidez e se mantém, decorrente de diversos fatores de alterações que acontecem no corpo e na elasticidade da pele da mulher, especialmente pelo processo de distensão a que são submetidas as estruturas corporais com a progressão da gravidez.

Após a gestação se inicia alactogênese, processo que é responsável pela produção do leite, alactogênese se encontra intrinsecamente relacionada aos processos reprodutivos e adaptativos como a gestação, parto, pós-parto e puerpério, além da sucção constante do recém nascido (RN) na mama. Na lactogênese, a glândula mamária para a produção do leite vai depender fundamentalmente da prolactina, um hormônio hipofisário que tem sua síntese aumentada após o parto onde é expulsada a placenta e diminuído os níveis de estrogênio (VIEIRA; MARTINS, 2018).

O sintoma mais frequentemente relatado pelas puérperas é a dor, que nesse período é caracterizada como uma condição aguda, resultando em limitações nas trocas posturais e na deambulação (BURTI et al., 2016).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo surgiu a partir da seguinte questão-norteadora: quais as principais adaptações fisiológicas que ocorrem na gestação e suas repercussões no puerpério? Com isso, foi visto que ocorrem várias mudanças em múltiplos sistemas corporais, como o sistema cardiovascular, o respiratório, o gastrointestinal, o osteomuscular e demais órgãos ou sistemas, o que engloba aumento da e débito cardíaco, aumento da pressão venosa, mudança de postura, aumento da frequência respiratória e outras alterações.

Vários foram os sistemas citados e as principais mudanças, dentre eles o sistema endócrino, no qual ocorrem mudanças significativas com destaque para hormônios que têm papel fundamental para a gestante e para o feto como o estrogênio, progesterona, a relaxina e dentre outros. Foi possível perceber que a gestação se faz para a mulher um período de grandes transformações em sua vida, o que engloba as mudanças em caráter bioquímico, físico ou na esfera psicossocial. Evidenciou-se que uma parte das mulheres podem durante esse período serem acometidas por doenças ou variadas complicações.

Também foi citado a respeito do puerpério, que é marcado por grandes mudanças nos âmbitos físico, emocional e social, tanto da via de parto, quanto à atenção dispensada a essa fase. Dentre as principais repercussões, foi citado acerca da DMRA, a qual pode também ocorrer na fase expulsiva, imediatamente após o parto, ou até nas primeiras semanas pós-parto, o que contribui para o aparecimento de dor lombar, hérnia das vísceras abdominais e possíveis disfunções uroginecológicas durante o puerpério.

Outras disfunções significativas foram relatadas, como fadiga diafragmática, o que pode predispor à hipocinesia muscular após o parto, e possível alteração da função pulmonar. Destacou-se também acerca da anteversão pélvica associada, ou não, de uma hiperlordose lombar, com tendência à horizontalização do osso sacro. Também há relatos sobre o assoalho pélvico, a qual pode permanecer hipotônico e distendido

A pesquisa apontou ainda nessa fase do puerpério um aumento no número de pelos na fase telógena, levando a um eflúvio telógeno, e a queixa com estrias, que é bem comum decorrente de vários fatores associados, o que engloba fatores físicos, químicos, hormonais e genéticos. De todos os relatos foi apontado que o sintoma mais frequentemente relatado pelas puérperas é a dor, sendo uma queixa comum do puerpério e de grande relevância clínica.

A pesquisa atingiu o objetivo esperado, e foi capaz de responder a problematização, no entanto, sugerem-se que novas pesquisas sejam efetuadas, e que se aprofundem em alterações em sistemas específicos, que no presente estudo foram citados superficialmente, como, por exemplo, o sistema tegumentar, osteolocomotor, respiratórios e outros.

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[1] Pós-graduação.

Enviado: Fevereiro, 2021.

Aprovado: Julho, 2022.

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João Paulo da Silva Brito

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