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O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a atuação do enfermeiro

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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

MOTA, Melissa Muniz dos Santos Almeida [1], Mourão, Iracema Sousa Santos [2], OLIVEIRA, Iraciane Rodrigues Nascimento [3], MOURÃO, Patrick Assunção [4]

MOTA, Melissa Muniz dos Santos Almeida. Et al. O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a atuação do enfermeiro. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 08, Vol. 04, pp. 74-87. Agosto 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/6-meses

RESUMO

O aleitamento materno é caracterizado como sendo um dos importantes elementos para promover a saúde das crianças de uma forma geral, pois o leite concede vantagens não somente para o filho, mas também para a mãe. Diante disso, quando surgem eventuais aspectos negativos durante esse processo os cuidados e providencias devem ser tomadas de imediato, dentre os quais pode-se apontar problemas relacionados ao estresse materno, principalmente quando a mãe está em sua primeira gestação. A nutriz precisa receber um suporte adequado, estar sempre em busca de informações para ficar confiante e ter disposição física e emocional para passar pelo processo gestacional com êxito. A problemática que norteia esse estudo é a seguinte: Qual a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a atuação do enfermeiro nesse processo? Diante disso, o objetivo do presente estudo consiste em resumir os dados presentes na literatura sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a atuação do enfermeiro nesse processo. O referido trabalho consiste numa revisão bibliográfica com aporte descritivo fazendo uso de produções da base de dados científicos: LILACS – Literatura Latino-Americana em Ciências de Saúde, SCIELO – Scientific Electronic Library e BIREME – Biblioteca Regional de Medicina, manual do Ministério de Saúde – Parto, aborto e puerpério e Assistência humanizada à mulher, dos últimos 5 anos. Assim, o primeiro semestre de 2021 foi usado para coletar os artigos. Os resultados apontam que a enfermagem desempenha papel vital no suporte assistencial à mulher desde o período pré-natal, parto e puerpério, levando em consideração o seu cotidiano e contexto sociocultural, independente se for ou não a primeira gestação, o objetivo consiste em orientar, ensinar e prevenir o desmame precoce.

Palavras-chave: Aleitamento materno, Fisiologia da lactação, Enfermagem, Dor e trauma mamário.

1. INTRODUÇÃO

Sabe-se que, o aleitamento materno beneficia o crescimento e desenvolvimento da criança. Auxilia também o sistema imunológico na proteção contra infecções e alergias. Os benefícios do aleitamento materno não estão voltados apenas para as questões biológicas, mas como também as questões culturais, históricas e sociais. Sendo que, estes aspectos são essenciais para ajudar no crescimento e desenvolvimento do bebê (NABATE et al., 2019).

A amamentação é uma ação natural e já faz parte do instinto da própria mãe. Mas por alguns fatores de ordens sociais, emocionais, psicológicas, até mesmo os familiares, faz com que a mãe encontre dificuldades na hora do amamentar. De acordo com o Ministério da Saúde (2009), o aleitamento materno ainda não é um ato constante das mães. É importante que as mães tenham entendimento desta importância do aleitamento materno de forma completa até os seis meses de vida do bebê.

Segundo Oliveira et al (2017), a amamentação é a principal alternativa para alimentar a criança nos seus primeiros meses de vida, é a fonte responsável pelo crescimento saudável e principalmente para que o desenvolvimento ocorra de forma eficiente. O leite materno contempla toda a energia e nutrientes necessários para que o recém-nascido possa manter-se e desenvolver-se de forma saudável, especialmente nos seus primeiros meses de vida. No leite materno são encontrados linfócitos e imunoglobulinas que ajudam no fortalecimento do sistema imune da criança, ajudando diretamente no combate à infecções, além de deixar o sistema protegido de doenças crônicas e infecciosas, e por fim, ajuda no desenvolvimento sensor e cognitivo da criança.

Para um melhor entendimento o trabalho será desenvolvido e estruturado da seguinte forma: primeiro abordará sobre: A importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida seus benefícios em que a criança tem ao se amamentar, como também os benefícios do aleitamento para as mães.

Enfatizará também sobre os benefícios que o leite materno proporciona, como: prevenção de mortes infantis, promove a saúde física, mental e psíquica da criança, como também da mulher. Além disso, o leite materno é composto quimicamente por uma quantidade correta e balanceada de nutrientes e não existe princípios alérgicos, possibilita uma proteção de infecção, além de ser de baixo custo. Ressalta-se informar que, os benefícios não são apenas para o bebê, mas para a mãe também.

A Política Pública também tem sido alvo de diversas discussões, pois ela é essencial para promover ações sobre o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. O Governo Federal, por exemplo, elaborou no ano de 2015 e 2017, alguns materiais que contemplam a respeito do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Por outro lado, no ano de 2015, foi elaborado a Estratégia Nacional no intuito de fortalecer ações sobre o aleitamento materno e alimentação complementar saudável no Sistema Único de Saúde. Logo depois de dois anos, em 2017, foram elaboradas as Bases para discussão da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio do Aleitamento Materno (SILVA; SOARES; MACEDO, 2017).

É importante que as mães tenham entendimento que o aleitamento materno é importante, sendo essencial para o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido, para que ele possa ter de fato um desenvolvimento saudável, ao mesmo tempo em que, o leite materno tem todos os nutrientes necessários, assim como os linfócitos e imunoglobulinas, pois estes são importantes, pois proporciona ao bebê combater infecções, além de proteger de outras doenças crônicas (NABATE et al., 2019).

A taxa da mortalidade infantil no Brasil vem crescendo novamente. No ano de 2016, a taxa de mortalidade foi de 14 mortes por mil habitantes. De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento da última taxa nacional de mortalidade ocorreu em 1990. As mortalidades infantis são mais atingidas nas regiões pobres, os fatores que contribuem esta mortalidade são: ausência de assistência e de orientação às mulheres grávidas, essa deficiência na assistência hospitalar direcionado aos recém-nascidos também contribuem para o aumento de mortalidade.

O leite materno permite a criança crescer de forma saudável, assim possibilitando um excelente desenvolvimento, possui nutrientes suficientes, contém linfócitos e imunoglobulinas, estes responsáveis para a imunização à criança, onde combate e protege de infecções, como também doenças crônicas.

Tal temática, justifica-se relevante para a comunidade em geral, como também para as mães, para que elas possam ter compreensão sobre a verdadeira importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, pois o mesmo está condicionado ao crescimento e desenvolvimento do bebê.

A problemática que norteia esse estudo é a seguinte: Qual a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a atuação do enfermeiro nesse processo?

O objetivo do presente estudo consiste em resumir os dados disponíveis na literatura sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e como o enfermeiro desenvolve suas habilidades diante desse processo. E os específicos são: identificar os fatores que levam ao desmame precoce existentes na literatura; expor a sistematização de assistência quanto ao aleitamento materno exclusivo; enfatizar a importância do papel do enfermeiro nesse processo de cuidados e demonstrar as vantagens do aleitamento materno exclusivo para a saúde da criança.

Portanto, a principal contribuição que este estudo pode oferecer é promover a diversificação quanto aos estudos que contemplam a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a atuação do enfermeiro nesse processo. Sendo indispensável realizar um trabalho voltado aos diversos benefícios que o aleitamento materno propicia e dos inúmeros programas voltados para promoção e incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os primeiros seis meses de vida do recém-nascido, haja vista, o desmame precoce ainda prevalece principalmente nas classes sociais menos favorecidas, trazendo prejuízos tanto para o bebê como para mãe e para a família, além de tornar um problema de saúde pública.

2. METODOLOGIA

Para construir esse trabalho, fez-se uso da revisão integrativa da literatura, pois o referido método consiste numa forma bem peculiar, além de ser uma das melhores para iniciar um trabalho nesses conformes, procurando semelhanças e diferenças entre os artigos que foram consultados como documentos de referência. Desta forma é possível uma maior e melhor compreensão, servindo de base para um fenômeno a que se deseja conhecer melhor (LAKATOS; MARCONI, 2011).

A análise e a síntese dos dados coletados durante a pesquisa foram analisadas de forma descritiva, sendo que esta tem como missão mostrar as peculiaridades de uma população, de um fenômeno ou de uma experiência. Esse tipo de pesquisa promove a relação entre as variáveis no objeto de estudo (GIL, 2011).

Numa Revisão Integrativa da Literatura o universo e amostra se subdividem em critérios de inclusão e exclusão. Assim, os critérios de inclusão para selecionar os artigos foram: artigos publicados em português, que contemple a temática em questão, e que tenham sido publicados nos bancos de dados nos últimos 5 anos. Os critérios de exclusão foram artigos inferiores ao ano de 2015 e palavras-chaves que não estejam relacionados ao tema. A coleta dos artigos foi realizada no primeiro semestre de 2021.

Para o levantamento dos artigos, foi realizado uma busca nos seguintes bancos de dados: Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line (MEDLINE) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). Os descritores foram os seguintes, com base nas suas combinações na língua portuguesa, “aleitamento materno”, “atuação do enfermeiro”, “práticas educativas” e “desmame precoce”.

Por fim, foi utilizado o Microsoft Office Word® 2016 para elaboração de texto. Os programas foram posteriormente utilizados para a organização dos dados em forma de tabelas para discussão conforme a literatura.

3. DESENVOLVIMENTO

A amostra final dos autores selecionados culminou em 12 (doze) artigos científicos, selecionados pelos critérios de inclusão previamente estabelecidos. O quadro 1 mostra as especificações de cada um dos artigos, distribuídos, segundo: ano; periódico; nome dos autores e título.

Quadro 1. Relação dos estudos selecionados quanto ao ano, periódico, autores e título entre 2015 e 2020.

ANO PERIÓDICO AUTORES TÍTULO
2020 Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research –BJSCR BARBOZA, Denise Costa et al Atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno
2016 Rev. Conexão Eletrônica FERREIRA, Gabriela Rodrigues, et al O papel da enfermagem na orientação do aleitamento materno exclusivo
2018 ReonFacema FIGUEIREDO, Jéssica Taynara Costa, et al Causas e consequências do desmame precoce e as intervenções dos profissionais enfermeiros
2017 Trabalho de Conclusão de Curso LIMA, Vanessa Ferreira de A importância do aleitamento materno: uma revisão de literatura
2015 Revista Enfermagem Contemporânea MARINHO, Maykon dos Santos; ANDRADE, Everaldo Nery de; ABRÃO, Ana Cristina Freitas de Vilhena A atuação do(a) enfermeiro(a) na promoção, incentivo e apoio ao aleitamento materno
2018 Revista Enfermagem Atual MODES, Priscilla Shirley Siniak dos Anjos; GAÍVA, Maria Aparecida Munhoz Incentivo e Promoção do Aleitamento Materno na Consulta de Enfermagem à Criança
2019 Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde NABATE, Kêse Milena Costa et al As principais consequências do desmame precoce e os motivos que influenciam esta prática
2017 Rev. Enfermagem Revista OLIVEIRA, Camila Martins de et al Promoção do Aleitamento Materno: intervenção educativa no âmbito da Estratégia de Saúde da Família
2017 Anais do 9º Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – SIEPE Universidade Federal do Pampa PAULA, Francielle Morais de; SOUZA, Neury Ely Justiniano de Atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno: revisão integrativa.
2015 Trabalho de Conclusão de Curso ROMANCINI, Aline Cristina Atuação do enfermeiro no manejo do aleitamento materno exclusivo: uma revisão integrativa
2017 Revista Unimontes Científica SILVA, Dayane Pereira da; SOARES, Pablo; MACEDO, Marcos Vinicius Aleitamento materno: causas e consequências do desmame precoce
2017 Trabalho de Conclusão de Curso VIANA, Maria Antonia Ferreira A importância do aleitamento materno exclusivo

Fonte: Autores (2021)

Foi feita uma leitura analítica dos artigos encontrados e isso culminou numa melhor organização dos assuntos de acordo com sua importância e a sintetização destas que objetivou a fixação das ideias essenciais para a solução do problema do estudo. Diante do quadro exposto, o próximo passo consiste em discutir o posicionamento desses autores em relação a temática abordada.

O procedimento de amamentar é muito mais do que uma simples alimentação ao bebê. É uma interação mútua entre a mamãe e o bebê. A mãe precisa compreender a relevância do amamentar, pois é uma forma de proteger o seu filho contra infecções. Além de que, o leite materno permite ao bebê a se desenvolver cognitivamente e emocionalmente (OLIVEIRA et al., 2017).

Importante destacar que a sociedade não tem proporcionado condições e ferramentas para habilitar a mulher no exercício da amamentação. Pelo contrário, ao a culpa por não amamentar acaba interferindo diretamente no parto com procedimentos cirúrgicos ou medicamentos quem nem precisariam ser utilizadas; não são criadas estruturas hospitalares para melhoria da aproximação entre a mãe e o bebê, as leis não são respeitadas para o amparo à maternidade; profissionais acabam não sendo capacitados para concederem o apoio necessário as mães e ao bebê (BARBOZA et al., 2020).

A forma correta de como segurar a criança, iniciando fisicamente, mas também acaba sendo uma ação psíquica. O suporte psíquico objetiva em proporcionar o sustento ao eu do bebê em seu desenvolvimento, isto é, em colocá-lo em contato com uma realidade de forma simples, mas que ocorra de maneira repetitiva, que conceda ao eu nascente encontrar pontos de referência simples e estáveis (FERREIRA et al., 2016).

Por mais que se tenha confirmações científicas sobre a importância do aleitamento materno, uma política pública voltada para a divulgação destas informações, a existência de programas voltados para a amamentação uso exclusivo até os seis meses de vida, ainda não é o suficiente, pois de acordo com os estudos bibliográficos realizados, percebeu-se que as taxas de aleitamento materno são muito baixo. E é neste tocante que os profissionais da saúde têm papel de suma importância para a orientação as mães sobre a relevância de amamentar (FIGUEIREDO et al., 2018).

Quando as mães são orientadas da forma correta, isto possibilita que estas amamentam melhor, além de durar mais tempo o período da amamentação. A amamentação é um ato natural, ainda se percebe que muitas mães na atualidade não oferece o leite materno. É neste sentido que, as mães necessitam com urgência de uma equipe de profissionais para orientar, elas necessitam de um apoio emocional, de informações que sejam corretas à questão da amamentação. Deve entender que, uma mãe bem orientada e informada sobre a importância do aleitamento materno, possibilita uma amamentação mais consciente e duradora (FIGUEIREDO et al., 2018).

É importante mencionar que, não adianta os profissionais da saúde terem um olhar técnico sobre o assunto, ele necessita um olhar humano, atencioso, para que possa conhecer a realidade da mãe, as suas condições econômicas, o meio social da qual faz parte, a sua cultura, para que esse direcionamento a respeito da amamentação possa de fato se mostrar com resultados satisfatório (FERREIRA et al., 2016).

Para que o bebê tenha uma vida saudável, com seu desenvolvimento satisfatório é importante que a mãe não substitui o leite materno por outro alimento até os seis meses de vida, haja vista que, o leite materno possui atende todas as necessidades nutricionais, imunológicas e psicológicas do bebê (OLIVEIRA et al., 2017).

Os benefícios sobre o aleitamento materno não são somente para o bebê, mas para a mãe também, pois este possibilita a mãe a perder peso, este que ganhou durante a gravidez, a involução uterina pós-parto, ajuda a combater a anemia, além de menor incidência de câncer, na mama e no ovário (OLIVEIRA et al., 2017).

Além dos benefícios citados acima, pode-se citar também o aleitamento materno não tem custo e é prático. As mães precisam ver e compreender que o aleitamento materno deve ser uma ação dada como prioridade, pois melhora a saúde do bebê, como também da mãe (FIGUEIREDO et al., 2018).

Sabe-se que, os bebês não possuem um sistema imunológico forte que possa combater todas as doenças, por este motivo, o leite materno torna-se um alimento imprescindível para a vida do bebê e cabe a mãe ter a consciência sobre esta importância para a vida do bebê e consequentemente para a sua vida (LIMA, 2017).

É importante entender que, quanto mais a mãe amamenta, mais leite ela produzirá. O ato de sugar o peito é uma forma de estimular a produção de leite. Não deve dar água, chás, sucos ou outro tipo de leite, nos seis primeiros meses de vida. Ressalta-se que, este procedimento de amamentar deve ser iniciado desde a sala do parto, pois é uma forma de fazer com que o leite desça de forma mais rápida (OLIVEIRA et al., 2017).

A mãe precisa ser orientada quanto à forma adequada para amamentar o seu bebê, a orientação é tão fundamental, que está permite orientar as mães a forma correta de posicionar o bebê, assim não sofrendo dores nas mamas e até mesmo sangramentos (FIGUEIREDO et al., 2018).

É necessário que a mulher compreenda que os cuidados com as mamas devem ser realizados ainda na gestação, preparando os seios através de movimentos realizados com os polegares para compressões leves na região areolar. Manter os seios sempre higienizados, é importante a mulher mantenha sua mama sempre confortada, utilizar sutiãs de algodão e de tamanhos adequados, sempre limpos e secos para manter a sustentação do peito (NABATE et al., 2018).

Algumas complicações devem ser evitadas a mulher em uma gestação, principalmente nas nutrizes, como é o primeiro filho, as mudanças que estão ocorrendo proporcionam medo e traumas que com o passar do tempo tendem a ser prejudiciais para o aleitamento materno. Orientações como: evitar a utilização de cremes, pomadas e sabonetes nos mamilos, não pressionar os seios para a ordenha durante a gestação. No ato de amamentar observar se o bebê está sugando na aréola ou apenas no bico do peito, a maneira correta de posicionar a criança, o número de mamadas, o tempo necessário para satisfazer o filho e entre outras (MODES; GAÍVA, 2018).

Em muitos casos a mulher pode apresentar fissuras mamarias devido o aleitamento materno, como forma de prevenção é crucial a orientação profissional em relação aos cuidados com a mama, como buscar manter as mamas sempre secas depois do aleitamento, ofertar as primeiras mamadas no peito menos acometido, manter os seios expostos a luz solar para fortalecer os tecidos areolar e mamilar (OLIVEIRA et al., 2017).

No caso de mamilos invertidos ou planos pode ocorrer dificuldades nas primeiras pegas do bebê no peito, mas é fundamental que a mãe saiba que com o passar do tempo a própria criança através do ato de sucção acaba que moldando o bico do peito, facilitando o aleitamento. Portanto, cabe a mãe ser encorajada a manter o foco e insistir na amamentação, mantendo o bebê na posição adequada para facilitar a pega, além de estímulos realizados pela própria mulher para facilitar o aumento do mamilo através do toque, uso de seringas ou bombas para a sucção e compressas frias que estimulam a contração (SILVA; SOARES; MACEDO, 2017).

Se a mulher se queixa de dores nas mamas, muitas vezes pode estar relacionada a pega incorreta do bebê devido seu posicionamento incorreto. O posicionamento correto da criança facilita o ato de sucção, diminuindo lesões mamárias, ingurgitamento, mastite, auxilia na regulação da produção de leite e várias outras vantagens que venham a promover um desenvolvimento saudável do bebê.

Quando o bebê se alimenta exclusivamente no peito, o bebê cresce e se desenvolve melhor, além de evitar muitas doenças, estas como: diarreia, otites, infecções respiratórias, alergias, obesidade, meningites, entre outras doenças. O ato de mamar melhora a formação da boca, consequentemente contribuindo para que os dentes sejam alinhados. Desenvolve a fala do bebê, contribui significante para o desenvolvimento da criança, especialmente o desenvolvimento psicomotor e intelectual, assim contribuindo também para o aperfeiçoamento do equilíbrio emocional (FIGUEIREDO et al., 2018).

Um dos fatores que possibilita o bebê deixar de mamar é a introdução de mamadeiras, chupetas, leite de outras origens, quando o bebê apresenta problemas anatômicos da boca, incremento de peso inadequado e ou alimentação em situação de separação. Caso a mãe perceba algum destes fatores, ou outros deve procurar uma Unidade de Saúde para averiguar a problemática, em nenhum momento a mãe pode deixar de amamentar sem orientação de um médico ou um profissional da saúde. Atitudes impensadas podem prejudicar a saúde do bebê (FIGUEIREDO et al., 2018).

Uma dificuldade que pode ser mencionada para a questão da amamentação, é sobre as mães retornarem aos seus trabalhados após a licença-materna, uma vez que, esta licença é inferior quanto ao tempo que se exige para o aleitamento materno uso exclusivo até os seis meses de vida (BARBOZA et al., 2020).

É fundamental que após o nascimento do bebê, os profissionais da saúde façam um acompanhamento, para verificar a questão da nutrição, verificando o crescimento e desenvolvimento, e como a mãe está realizando o procedimento de amamentação, esclarecendo e tirando dúvidas caso a mãe tenha (FIGUEIREDO et al., 2018).

Percebe-se que, o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida é fundamental para a saúde do bebê, como para a mãe, mas inúmeros entraves que impossibilita o oferecimento do leite materno para o bebê. É de fato que a mãe precisa se conscientizar sobre a importância do leite materno, mas é relevante também que haja orientações sobre esta importância no pré-natal e pós parte, um acompanhamento mais próximo, com orientações corretas são uma grande alternativa para estimular as mães sobre o aleitamento materno (FIGUEIREDO et al., 2018).

Sabe-se que, para ocorrer este acompanhamento próximo e constante, se faz necessário que haja uma política pública que amplie o número de funcionários da saúde, como uma qualificação adequada para com estes, no intuito de realizar uma orientação adequada como um acompanhamento com sucesso (BARBOZA et al., 2020).

Torna-se indispensável a necessidade da assistência dos profissionais de enfermagem através de incentivos ao ato de amamentar e orientações quanto a prática correta, tempo mínimo de amamentação e entre outras. Partindo da premissa que a mulher enquanto gestante foi orientada, a fim de facilitar sua adaptação no período pós-parto (FIGUEIREDO et al., 2018).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de amamentação é a melhor forma de proteger e dar amor ao bebê, pois o leite materno possui propriedades imunológicas que protege o recém-nascido de infecções, alergia e doenças futuras, Além de ser mais saudável e econômico. Pois contém anticorpos da mãe que passa para o bebê durante a amamentação. Além de garantir um maior vínculo afetivo com a mãe, atende as necessidades fisiológicas, metodológicas e imunológicas, previne de infecções entre outros benefícios que proporciona um desenvolvimento mais saudável do bebê.

O enfermeiro é um profissional que se preocupa com as pessoas, vê não somente a patologia, mas o ser humano como um todo, ajudando o paciente e a família a passar pelos momentos de angústia e dor diante do adoecimento. Contudo, vem evoluindo cientificamente com o passar dos anos, tornando-se referência como cuidador.

O profissional de enfermagem atua como orientador, tendo a função de auxiliar estas mães que chegam com seus bebês, dando suporte emocional e transmitindo confiança para elas sentirem-se capazes de cuidar de seus filhos. Ao priorizar essa atitude, a equipe de enfermagem alcança seus objetivos na promoção da saúde, visando à criação de laços afetivos essenciais para o RN sentir-se amado, seguro e protegido.

Portanto, a assistência da equipe de enfermagem no aconselhamento para a amamentação segura ajuda a mãe a tomar melhores decisões diante dessa situação inovadora. A nutriz começa a ouvir e naturalmente ela vai despertando o interesse pela amamentação preventiva, aumentando, também, sua autoestima e o cuidado com o filho será ainda maior. Este aprendizado depende, em grande parte, destes profissionais de saúde, que precisam ter um conhecimento profundo sobre o dia a dia desse aleitamento materno e o contexto sociocultural ao qual elas pertencem. Além disso, é natural, por se tratar da primeira gestação, existir dúvidas, medos e anseios, além disso, existem alguns mitos e crenças relacionados ao aleitamento materno que sempre são mencionados, principalmente pelo público mais velho, com o objetivo de destituir as crenças fixadas pelo senso comum que contribuem de forma distorcida na amamentação.

Com a produção desse trabalho espera-se que muitas mulheres possam ser alcançadas e que seja impulsionada a uma conscientização sobre a importância do aleitamento materno por período completo. Para a comunidade geral, espera-se que estes dados possam ser utilizados na promoção do aleitamento materno, intensificando a prática de amamentar, trazendo benefícios para as famílias e a sociedade, impactando de maneira significativa na redução da mortalidade infantil. Além disso, espera-se que a maioria dos profissionais sejam consciente de suas ações e busquem sempre prestar o melhor apoio a mulher e o recém-nascido e que aspectos relacionados à prestação do serviço de saúde sejam esclarecedores para a promoção do aleitamento materno.

REFERÊNCIAS

BARBOZA, Denise Costa et al. Atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research –BJSCR. Vol. 31,n. 3, pp.120-124 (Jun –Ago 2020).

FERREIRA, Gabriela Rodrigues, et al. O papel da enfermagem na orientação do aleitamento materno exclusivo. Rev. Conexão Eletrônica –Três Lagoas, MS –Volume 13–Número 1–Ano 2016.

FIGUEIREDO, Jéssica Taynara Costa, et al. Causas e consequências do desmame precoce e as intervenções dos profissionais enfermeiros. ReonFacema. 2018 Jul-Set 4(3):1158-1163.

GIL, A. C. Metodologia do ensino superior. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

LIMA, Vanessa Ferreira de. A importância do aleitamento materno: uma revisão de literatura. Trabalho de Conclusão de Curso. João Pessoa/PB, 2017.

MARINHO, Maykon dos Santos; ANDRADE, Everaldo Nery de; ABRÃO, Ana Cristina Freitas de Vilhena. A atuação do(a) enfermeiro(a) na promoção, incentivo e apoio ao aleitamento materno. Revista Enfermagem Contemporânea. 2015 Jul./Dez.;4(2):189-198.

MODES, Priscilla Shirley Siniak dos Anjos; GAÍVA, Maria Aparecida Munhoz. Incentivo e Promoção do Aleitamento Materno na Consulta de Enfermagem à Criança. Revista Enfermagem Atual | 2018; 86:24.

NABATE, Kêse Milena Costa et al. As principais consequências do desmame precoce e os motivos que influenciam esta prática. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde. ReBIS [Internet]. 2019; 1(4):24-30.

OLIVEIRA, Camila Martins de, et al. Promoção do Aleitamento Materno: intervenção educativa no âmbito da Estratégia de Saúde da Família. Rev. Enfermagem Revista, 2017.

PAULA, Francielle Morais de; SOUZA, Neury Ely Justiniano de. Atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno: revisão integrativa. Anais do 9º Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 21 a 23 de novembro de 2017.

ROMANCINI, Aline Cristina. Atuação do enfermeiro no manejo do aleitamento materno exclusivo: uma revisão integrativa. Trabalho de Conclusão de Curso. Assis, 2015.

SILVA, Dayane Pereira da; SOARES, Pablo; MACEDO, Marcos Vinicius. Aleitamento materno: causas e consequências do desmame precoce. Revista Unimontes Científica. Montes Claros, v. 19, n.2 – jul./dez. 2017.

VIANA, Maria Antonia Ferreira. A importância do aleitamento materno exclusivo. Trabalho de Conclusão de Curso. Brasília, 2017.

[1] Graduanda em Enfermagem pela Universidade CEUMA.

[2] Graduação em Enfermagem e Obstretícia.

[3] Graduação em Enfermagem e Obstetrícia.

[4] Graduação.

Enviado: Junho, 2021.

Aprovado: Agosto, 2021.

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