Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e Labilidade Emocional: Uma Revisão da Literatura [1]

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SCHUCHTER, Tânia Carla Leonel [2]

SCHUCHTER, Tânia Carla Leonel. Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e Labilidade Emocional: Uma Revisão da Literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 02, Vol. 05, pp. 99-109, Fevereiro de 2018. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Introdução: O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio de desenvolvimento caracterizado por desatenção, inquietude e impulsividade, e em muitos casos, apresenta labilidade emocional (LB), caracterizada por mudanças súbitas de humor, comportamento disruptivos de alta intensidade, surtos repentinos de raiva, tristeza, disforia ou euforia e pouca flexibilidade às frustrações. Objetivo: Identificar traços mais característicos da labilidade emocional no TDAH além de avaliar a presença recorrente e a importância deste eixo sintomático nas pesquisas de cunho científico, a labilidade emocional em pesquisas multicêntricas é cada vez mais reconhecida no TDAH em relatos de caso, mesmo não sendo sintoma ainda incluído no Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Método: Revisão narrativa da literatura com objetivo principal de abordar a associação da labilidade emocional ao TDAH, realizada através de pesquisas em artigos científicos nas bases de dados PUBMED (US National Library of Medicine) e PLOS (originalmente PLOS ONE). Resultados: Os artigos selecionados demonstram que ainda é relativamente pequena a quantidade e a qualidade de pesquisas acerca da labilidade emocional no TDAH, mesmo assim, existem evidências em quatro eixos sendo, neuroimagem e conectividade, revisões da literatura, farmacoterapia e neuropsicologia para demonstrar que a labilidade emocional é um sintoma possível do TDAH. Conclusão: As evidências expostas pelos artigos supracitados mostram que a labilidade emocional é um traço clínico realmente marcante e significativo do TDAH em todas as fases da vida dos pacientes portadores e afeta de forma marcante seus portadores podendo resultar em prejuízos enormes na sua vida.

Palavras-Chave: Labilidade Emocional, Irritabilidade, Distúrbio de Autorregulação de Humor.

INTRODUÇÃO

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico com início na infância e com grande possibilidade de persistência na idade adulta. Os principais sintomas apresentados são deficit de atenção, hiperatividade e impulsividade (MATTOS e ROHDE, 2012).

O portador de TDAH pode apresentar sintomas como dificuldade de concentração, distração, dificuldade de ouvir, falta de controle de impulsos, desorganização, tendência ao adiamento de tarefas, “sonhar acordado”, falta de perseverança em atividades que exigem esforço mental prolongado, porém nem todos os portadores apresentam os mesmos sintomas. (POSNER,; KASS,; HULVERSSHORN, 2014).

O paciente com TDAH apresenta tendência a executar várias tarefas ao mesmo tempo deixando muitas inacabadas, falha na organização de tempo e espaço, dificuldade de planejamento, problemas de memória em curto prazo, dificuldade para lidar com regras sociais, falhas de julgamento, interpretações errôneas por não perceber detalhes, dificuldade em expressar sentimentos, ansiedade crônica, falta de motivação, hiperatividade e dificuldade em aprender com a experiência (BENCZIK; CASSELA.,2015; MATTOS e ROHDE., 2012).

Há evidências de que o TDAH aumenta o risco para o desenvolvimento de outros transtornos psiquiátricos e ajuda a desencadear diversos problemas funcionais em vários domínios da vida cotidiana. Em 55% dos casos, além daqueles sintomas, paciente com TDAH podem apresentar dificuldades de autorregulação emocional levando a extrema labilidade de humor. (MATTOS e ROHDE., 2012).

O termo labilidade emocional (LB) tem muitas conotações possíveis, mas aqui estamos nos referindo a mudanças súbitas e fortes na forma de manifestar emoções que são impróprias para o cenário ou o estágio de desenvolvimento da criança (POSNER, et al., 2011).

Os sintomas emocionais podem, em alguns casos, ser responsáveis por uma grande parte do impacto negativo que o distúrbio ocasiona sobre o funcionamento social e escolar. Problemas emocionais têm sido descritos no TDAH mesmo na ausência de condições comórbidas como transtornos depressivos ou de ansiedade, podendo manifestar-se agudamente sob a forma de birras severas e comportamento agressivo, geralmente em reação a um gatilho ambiental, ou mostrar um curso mais crônico de humor irritável ou lábil (PURPER-OUAKIL; FRANC.,2011).

A desregulação de afeto é uma característica chave do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) especialmente em crianças. Apesar de não estarem classificados entre os principais sintomas do TDAH em versões mais recentes do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais (APA, 2014), os desvios de afeto foram previamente considerados por muitos autores como um sintoma clínico primário (LOPES, NASCIMENTO e BANDEIRA , 2005).

No que tange os eixos de sintomas, as entrevistas diagnósticas abrangentes não só avaliam critérios diagnósticos, como também avaliam diferentes escores de síndrome psicopatológica, medidas de incapacidade funcional, índices de disseminação e informações sobre transtornos comórbidos (RÖSLER, et al., 2006).

A prevalência de labilidade emocional em crianças com TDAH (55% dos casos) foi examinada em vários estudos clínicos e são recomendadas intervenções para que fortaleçam a autorregulação emocional e o controle comportamental (WIMAN, et al., 2009).

A LABILIDADE EMOCIONAL NO TDAH

A labilidade emocional, ou mudanças repentinas fortes na emoção, comumente ocorrem em indivíduos com TDAH. Embora esses sintomas sejam prejudiciais e perturbadores, relativamente poucas pesquisas abordaram seu tratamento, provavelmente devido à dificuldade de avaliação confiável e válida. Sinais promissores para a melhoria dos sintomas têm vindo de estudos recentes usando estimulantes em adultos, crianças e adolescentes (POSNER, MAIA, et al.,2011).

As crianças com altos níveis de LB apresentam baixo nível de tolerância, frustram-se mal, tem altos níveis de irritabilidade e demonstram frequentes choros ou ataques de raiva. A labilidade emocional também pode estar associada à expressão de emoções positivas, como exuberância, excitabilidade e energia, que são desproporcionais à circunstância provocadora, e podem ser desagradáveis para os pares (SOBANSKI, et al., 2010).

Estas reações emocionais, tanto para as emoções positivas como para as negativas, são tipicamente breves, durando na ordem de minutos a horas, em vez de dias a semanas, e assim, diferem da LB associada a perturbações do espectro bipolar caracterizadas por episódios prolongados (por exemplo, dias-semanas) de estados emocionais baixos ou altos. A labilidade emocional no TDAH pode, no entanto, sobrepor-se com a disrupção do humor perturbador ou “desregulação grave do humor”, ambos caracterizados por surtos de temperamento crônicos (POSNER, KASS e HULVERSHORN, 2014)

O sistema nervoso autônomo desempenha um papel vital na atenção, autor- regulação, estabilidade emocional e afiliação social, o qual também se encontra afetado no TDAH. O córtex pré-frontal, que é vital para a atenção, controle motor, regulação emocional e controle autonômico de ordem superior, é hipofuncional no TDAH e não exerce plenamente uma autorregulação equilibrada frente a estímulos de baixa ou nula recompensa levando a descontrole de resposta, muitas das vezes responde pergunta sem pensar na consequência que pode vir a causar. (RUKMANI, SESHADR, et al., 2016).

MÉTODO

Revisão narrativa da literatura com objetivo principal de abordar a associação da labilidade emocional no TDAH, a pesquisa foi realizada em banco de dados PubMed (US National Library of Medicine) e PLOS (originally PLOS ONE) a fim de selecionar artigos científicos publicados entre os anos de 2005 à 2016 tendo como palavras-chave emotional Lability, irritability, dysfunction of emotion regulation.

A partir da pesquisa realizada, foram selecionados os artigos com maior relevância amostral e estatística trazendo a tona os dados mais significativos para melhor caracterizar e ressaltar os sinais e sintomas de labilidade emocional no TDAH.

RESULTADOS

Este estudo identificou 30 artigos sendo avaliado e categorizados, 21 artigos não esta diretamente relacionado nos quatro eixos do desenvolvimento do presente estudo, e 09 artigos foram categorizados relevantes a partir da pesquisa na base de dados e identificação dos sintomas de labilidade emocional no TDAH por meio das palavraschave. Destes nove artigos, o tema central foi avaliado e descrito evidências em quatro eixos de pesquisas: neuroimagem e conectividade; revisões de literatura; farmacoterapia em TDAH e um artigo em neuropsicologia.

Nos artigos de neuroimagem, a LB no TDAH está relacionada com hipofuncionamento do circuito do circuito amigdalóide (RUKMANI, SESHADR, et al., 2016). Isto sugere que tal circuito tem papel significativo na autorregulação emocional e sua ineficaz atividade no TDAH está relacionada aos sintomas de irritabilidade, agressividade e reduzida adaptação às frustrações (PASSAMONTI, 2012). Em outro artigo, a conexão da amigdala com o córtex pré-frontal encontram-se também marcadamente alterados em crianças com TDAH com intensa labilidade emocional quando comparados com controles (HULVERSHORN, MENNES, et al., 2014).

Nos artigos que fazem menção da labilidade emocional em revisões da literatura a presença da LB pode ser um componente mais significativo dos sintomas do TDAH podendo até ser considerado um sintoma-alvo do TDAH ou até uma nova entidade nosológica distinta de ambas. Estas considerações embasariam novos testes e pesquisas abrindo novos campos de análise clínica (ANASTOPOULOS, et al., 2011; LOPES, NASCIMENTO E BANDEIRA, 2005).

A resposta farmacológica e o efeito amplamente favorável dos psicoestimulantes no tratamento do TDAH tem inspirado pesquisas no mesmo sentido a fim de tentar esclarecer se o mesmo efeito poderia se repetir ou se apresentar favorável para reduzir os sintomas de desregulação emocional nestes pacientes. (GHUMAN, MICHAEL , et al., 2009). Os resultados apresentados por estes trabalhos se mostram controversos apesar destes psicoestimulantes aumentarem o funcionamento do cortéx pré-frontal e amigdala que são áreas em comum com regiões associadas á labilidade emocional (CHILDRESS e SALLEE.,2015; POSNER, MAIA, et al.,2011).

Por fim, em um artigo, a análise neuropsicológica foi utilizada como meio para identificar se pacientes com TDAH associado à Labilidade Emocional poderia apresentar algum déficit cognitivo específico correlacionado a esta comorbidade e o resultado encontrado foi negativo (VAN, 2016).

Tabela 1 – Evidências em quatro eixos de pesquisas, ano de publicação temas separadamente e descrição de amostra.

Eixos Ano de Publicação Tema Descrição amostra %
Neuroimagem e conectividade 2012 Abnormal Anatomical
Connectivity between the
Amygdala and Orbitofrontal
Cortex in Conduct Disorder
3 33,3
2014 Abnormal Amygdala Functional
Connectivity Associated With
Emotional Lability in Children With Attention-
Deficit/Hyperactivity Disorder
2016 Heart Rate Variability in
Children with Attention-
Deficit/Hyperactivity Disorder: A Pilot Study
Revisões de Literatura 2005 Avaliação do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade em adultos (TDAH) 2 22,2
2011 Self-regulation of emotion, functional impairment, and comorbidity among childrenwith AD/HD
Farmacoterapia 2009 Randomized, Placebo-
Controlled, Crossover Study of
Methylphenidate for AttentionDeficit/Hyperactivity Disorder
Symptoms in Preschoolers with
3 33,3
2011 Developmental Disorders
The attenuation of dysfunctional emotional processing with
stimulant medication: An fMRI study of adolescents with ADHD
2015 Emotional Lability in Patients with Attention-
Deficit/Hyperactivity Disorder:
Impact of Pharmacotherapy
Neuropsicologia 2016 Emotional dysregulation in children with attention-
deficit/hyperactivity disorder.
ADHD Attention Deficit and Hyperactivity Disorders
1 11,1
Total 9 100

 

DISCUSSÃO

Tem por finalidade a proposta recorrente na literatura de incluir a labilidade emocional como componente dos critérios diagnósticos do TDAH parece ter alguma fundamentação e pode ser uma forte possibilidade numa nova atualização, mas ainda necessita de mais evidências e de maior homogeneidade de suas características clínicas nas suas apresentações em estudos populacionais.

Estudos mostram que já existem escalas de avaliação e protocolos emergentes destes sintomas sendo utilizados e observados como válidos nos processos de avaliação diagnóstica em pacientes com TDAH, mas ainda carece esclarecer se os possíveis sintomas são mesmo decorrentes das disfunções do transtorno ou apenas mais uma comorbidade ou, ainda, se não seria uma nova entidade nosológica (LOPES, NASCIMENTO e BANDEIRA, 2005).

CONCLUSÃO

A partir de todas as evidências expostas pelos artigos supracitados mostram que a labilidade emocional é um traço clínico realmente marcante e significativo do TDAH em todas as fases da vida dos pacientes portadores, apresentando dificuldade de se autorregular emocionalmente.

O estudo tem por finalidade observa r e investigar os traços mais característicos da labilidade emocional no TDAH além de avaliar a presença recorrente e a importância deste eixo sintomático nas pesquisas de cunho científico.

O estudo feito tem por finalidade demonstrar que existem evidências da labilidade emocional no TDAH e que esta possível sintomatologia é de extrema importância que seja observada e considerá-la em todos portadores do TDAH e possivelmente venha a contribuir para o diagnóstico e abordagem terapêutica mais adequada para cada indivíduo portador do TDAH.

REFERÊNCIAS

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[1] Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas – UNICAMP para avaliação final do curso de “Neuropsicologia aplicada à Neurologia Infantil”. Sob orientação do Dr. Clay Brites.

[2] Pedagoga e Neuropsicopedagoga em Educação Especial e Inclusiva, aluna do Curso de pós-graduação em Neuropsicologia Aplicada à Neurologia Infantil – FCM/UNICAMP

1 COMENTÁRIO

  1. O TRABALHO RELACIONADO AO ESTUDO E PESQUISA EM EPÍGRAFE, APRESENTA OS CONCEITOS SITUADOS NO ESTADO TEMPORAL DA CIÊNCIA, A LUZ DA EDÍGE LEGAL E ATUAL DA REALIDADE DE UM INDIVIDUO DIAGNOSTICADO PORTADOR DO TRANSTORNO DISCUTIDO … EXCELENTE CULTURA.

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