Concepções e desafios no ensino e estudo da Língua Espanhola

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

PINHEIRO, Anajara De Oliveira [1]

PINHEIRO, Anajara De Oliveira. Concepções e desafios no ensino e estudo da Língua Espanhola. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 19, pp. 71-76. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/letras/concepcoes-e-desafios

RESUMO

O presente artigo tem com o objetivo de conhecer e confrontar as concepções e desafios no ensino e estudo da Língua Espanhola, com o intuito de revelar as problemáticas que interferem em sua aplicação e na conscientização de sua real importância para o desenvolvimento do indivíduo. A pesquisa se caracteriza no modelo qualitativa, com levantamento de informações e pesquisas bibliográficas. Tal objetivo surgiu pela influência do crescimento e desenvolvimento de nossa sociedade, e também pela expansão de nossa cultura, com o intuito de aprender a língua e propiciar a criação de novas formas de engajamento e participação em um mundo social cada vez mais globalizado. Perante este estudo foi possível verificar que a língua portuguesa é considerada a língua materna e faz parte de um enfoque de ensino tradicionalista, fator que centraliza a gramatica normativa, tratando- a como se fosse á única língua correta e necessária, desprezando assim muitas vezes as pluralidades linguísticas existentes.

Palavras-Chave: Língua Espanhola, desafios, língua.

INTRODUÇÃO

Ao pensar no tema concepções e desafios da Língua Espanhola é possível remeter-se a realidade atual a qual vivemos fazendo um comparativo de crescimento e grande procura do aperfeiçoamento escolar da população brasileira.

Isso se deve por grande parte desta população ter interesse de acompanhar o crescimento e desenvolvimento do mundo, de maneira que se enquadre em uma categoria muitas vezes com melhores salários e oportunidade de emprego.

Percebe-se a partir dai a necessidade cada vez maior de se apropriar de uma nova língua de forma a incrementar e potencializar seu currículo.

Sabemos que isso não é uma tarefa fácil, já que a Língua Espanhola é a terceira língua mais falada no mundo, e não é trabalhada na grande maioria das escolas de maneira que os alunos a compreendam de fato, sendo esta uma disciplina muitas vezes facultativa.

A língua é essencial para o desenvolvimento e expansão das oportunidades de acesso ao conhecimento científico e tecnológico produzido e ao exercício da cidadania, dada à necessidade de comunicar-se para compreender, aprender a buscar informações, interpretá-las e discutir conhecimentos produzidos socialmente. (SILVA, 2018)

Assim para tentar entender melhor a questão das concepções e perspectivas do ensino e estudo da Língua Espanhola em sala de aula, é necessário estudar como essa questão é tratada nas escolas públicas no ensino fundamental e médio.

Nesse sentido a problematização a ser abordada nesse estudo será: Qual é a sua real importância para o desenvolvimento do individuo, de maneira que o mesmo acompanhe o crescimento atual.

Tendo como justificativa advertir concepções erronias a seu respeito valorizando a língua como ferramenta de apoio para aqueles que dela se apropriam.

Na tentativa de compreender sua relevância para a construção e aperfeiçoamento dos conhecimentos dos discentes, sendo abordada por meio de uma metodologia qualitativa, a realizar- se através de levantamento de revisão bibliográfica, observação e analise de dados. Segundo Minayo (1995):

A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa […] com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. (MINAYO, 1995, p.21-22)

Nesse sentido, percebe-se que a pesquisa qualitativa desse estudo surge como uma proposta de investigação que, sem perder seu caráter científico, possibilita a investigação de um universo de significados e nos leva a reflexão a respeito do tema.

DESENVOLVIMENTO

Primeiramente precisamos compreender que a língua espanhola se originou do latim vulgar falado por parte de uma população que constituía a Península Ibérica, onde mais tarde recebeu o nome de castellano ou língua castelhana, por ocasião da residência dos reis do reino medieval Castilla.

Ela é considerada a segunda língua de comunicação do mundo, sendo o inglês a primeira. É idioma oficial de 21 países, como Argentina, Chile, Venezuela e Uruguai. (SELLANES, 2020)

Considerada a terceira língua oficial no âmbito da economia, cultura e política internacional, sua influência cresce a cada dia, pois o crescimento econômico oferta grandes oportunidades de emprego e negócios.

Também é tida como uma língua romântica para muitas pessoas, mesmo que não comprovada, a riqueza e diversidade cultural se estende pelo mundo das artes, cinema, esportes.

Em 5 de agosto de 2005, foi sancionada a Lei 11.161 que tornava obrigatória a oferta do espanhol em todos os estabelecimentos de Ensino Médio do país, facultando essa oferta ao Ensino Fundamental de 6º a 9º ano a partir de 2010. (BRASIL, 2005)

Em 2006, o Ministério da Educação publicou as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM). Por fim, dez anos depois, Michel Temer e o Ministro da Educação Mendonça Filho propõem a nova reforma do Ensino Médio, sancionada no começo de 2017. Com ela, é revogada a Lei nº 11.161 de 2005 que incluía a língua espanhola entre os conteúdos obrigatórios do ensino médio. Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. (PCNEM, 2006)

Nos dias de hoje nas escolas é ofertado obrigatoriamente à língua inglesa, e aqueles alunos que têm o interesse em aprender a língua espanhola, normalmente tem que procurar outros caminhos, porém dentro de tal circunstâncias, muitos demonstram grande interesse pela língua, pois a consideram de fácil entendimento e compreensão. (LDBEN, 1996)

Junger (2005) assevera que:

Os pontos de contato (léxico e estruturas morfossintáticas) entre o espanhol e português favorecem também uma aproximação mais imediata ao idioma estrangeiro por parte de nossos alunos, permitindo desde muito cedo o acesso a textos retirados de documentos de uso cotidiano de hispano-falantes, com certo grau de complexidade. Isso pode gerar com frequência uma motivação extra para os aprendizes, que conseguem “fazer coisas” com a língua aprendida ainda em estágios inicias da aprendizagem. (JUNGER, 2005, p. 44).

Consideravelmente leva o título de idioma mais fonético, pois se você sabe como uma palavra em espanhol é escrita, saberá também pronunciá-la facilmente.

No estado do Rio Grande do Sul, onde esta pesquisa foi realizada o ensino da língua é de grande relevância, pois o mesmo é ofertado nas escolas da região, pelo fato de ter grande número de cidades fronteiriças com a Argentina e Paraguai, sendo um dos idiomas fundamentais para que os jovens possam se preparar para a integração cultural e econômica entre esses países.

Aprender a língua propicia a criação de novas formas de engajamento e participação em um mundo social cada vez mais globalizado e plural, torna-se um diferencial significativo na vida social, escolar e profissional do indivíduo, pois contribui significativamente para o desenvolvimento integral deste sujeito.

Abreu (2008, p.5) afirma:

A globalização e as origens históricas do processo educacional brasileiro são aspectos relevantes a serem interpretados para situar a função e o objetivo do idioma espanhol, como segunda língua, nas escolas públicas ou privadas. É evidente que o cenário mudou, com relação aos estudos desta língua que, em décadas anteriores, estavam quase extintos no meio educacional. Ainda, segundo os dados do Plano Trienal de Educação, texto oficial do MERCOSUL, foi dado grande relevância à educação como fator de integração regional, à medida que poderia contribuir de forma expressiva para a superação das disparidades regionais, para consolidação da democracia e para o desenvolvimento econômico e social.

A difusão do espanhol se deve a suas múltiplas variações, e as grandes influências da riqueza de seu vocabulário como do francês, de italiano, do latim clássico e das línguas aborígines americanas, transformando-se assim o terceiro idioma mais falado no mundo. Sendo o primeiro idioma a ser estudado na Europa e nos Estados Unidos, depois da língua materna.

Seu volume de contribuição ao português, não são poucos, pois os castelhanismos estão perfeitamente integrados na fonética de nossa língua sendo estes muitas vezes difíceis de identificar.

Enfim, desconsiderar a pluralidade linguística no processo de ensino-aprendizagem das línguas estrangeiras é retroceder política e educacionalmente, podendo este ter um importante diferencial para uma boa colocação, pois neste mundo da informação, a falta de um segundo ou terceiro idioma pode eliminar chances de inclusão no mercado de trabalho, visto que estamos inseridos na América Latina, região que abriga um grande número de países hispano falantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se, portanto, diante de tudo o que fora abordado nessa pesquisa, que as concepções e perspectivas relacionadas ao estudo e ensino da Língua Espanhola só tem a agregar valor na formação do individuo, oportunizando grandes oportunidades.

Independentemente se ofertado de forma obrigatória ou facultativa nas escolas, deve ser considerado de suma importância, pois com o crescimento do país, empresas estrangeiras começam a migrar ou ampliar seus negócios no Brasil, fazendo com que o espanhol predomine no país.

É sem sombra de duvidas uma grande contribuição para o processo educacional, pelo enriquecimento que oferta em questão de cultura, inclusão social e conhecimento.

Percebe-se então o grande papel do professor, pois ele como articulador tem o poder de transformar e modelar a visão de seu aluno para a ampliação e escolha de novos caminhos que irão proporcionar um futuro melhor.

A grande missão do professor é transformar seu aluno num poliglota, possibilitando-lhe escolher a língua funcional adequada a cada momento de criação.

REFERÊNCIAS

ABREU, Z. H. L. A Língua Espanhola, o MERCOSUL e o Brasil. Disponível em: https://ecsbdefesa.com.br/fts/LINGUAESPANHOLA.pdf . Acesso em: 19/03/2020

BRASIL. Lei Nº 11.161, de 5 de agosto de 2005. Lei do espanhol. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2005/lei-11161-5-agosto-2005-538072-norma-pl.html< acesso em 16/04/2020.

JUNGER, C. S. V. Reflexões sobre o ensino de E/LE no Brasil: propostas governamentais, formação docente e práticas em sala de aula. In: Anuario brasileño de estudios hispânicos. XV. Brasília, 2005.

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL – LDBEN, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

MINAYO, M.C.S Pesquisa social. Teoria método e criatividade. 23ª ed. Petrópolis Vozes1994.

Ministério da Educação. Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM 2006< http://portal.mec.gov.br/programa-saude-da-escola/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/13558-politicas-de-ensino-medio< acesso em 20/01/2020.

SILVA, S. J. A importância do Ensino da Língua Espanhola no Contexto Educacional 2018. Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-ensino-da-lingua-espanhola-no-contexto-educacional/160323

SELLANES, R. B. G. “A Língua Espanhola no Mundo”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/espanhol/predominancia-da-lingua-espanhola.htm.

[1] Especialista em Docência no Ensino de Letras – Espanhol e especialista na Metodologia da Língua Inglesa.

Enviado: Agosto, 2020.

Aprovado: Novembro, 2020.

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