O bilinguismo infantil e o inglês no brasil: criando filhos bilingues através do bilinguismo simultâneo

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ARTIGO ORIGINAL

RODRIGUES, Luciana Medina Pereira [1], GOMES ,Renata de Souza [2]

RODRIGUES, Luciana Medina Pereira. GOMES, Renata de Souza. O bilinguismo infantil e o inglês no brasil: criando filhos bilingues através do bilinguismo simultâneo. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 06, pp. 05-21 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Apesar da demanda por profissionais bilingues no Brasil, apenas 5,1% da população possui algum conhecimento no idioma e destes, apenas 16% são considerados avançados. Este trabalho traz à tona o bilinguismo infantil simultâneo, suas características e benefícios no ensino de um segundo idioma para uma criança a partir dos pais. Este tipo de bilinguismo é algo não muito visto no Brasil, porém em países como os Estados Unidos tornou-se uma ferramenta chave para que se possa alcançar o bilinguismo de forma mais rápida e eficaz, visto que o contato com o segundo idioma é diário. Além disso, este trabalho busca explicitar em números a real situação dos falantes de inglês no Brasil e uma síntese sobre bilinguismo no geral e como alguns autores o descrevem. Neste trabalho, não será apresentado nenhuma pesquisa de campo sobre o ensino de um segundo idioma a uma criança, porém trará à tona um assunto interessante no que diz respeito a linguística e como este tipo de educação pode ser aplicada em casa com o auxílio dos pais.

Palavras-chave: bilinguismo, infantil, simultâneo, inglês, idioma.

INTRODUÇÃO

“A globalização parece aumentar a demanda por multilíngues[3]”. Enquanto isso, o Brasil, um país com pouco mais de 207 milhões de habitantes[4] ainda é considerado monolíngue e muitos são os motivos. O ensino nas escolas públicas apresentam várias falhas e escolas de idiomas e bilíngues requerem investimento financeiro alto. Algo fora de questão visto que 23% da população ganha menos de um salário mínimo[5]. No entanto, falar inglês é uma exigência do mundo atual para que se possa ter boas oportunidades no futuro[6]. Desta forma, o bilinguismo infantil simultâneo poderia ser a solução para alguns problemas atuais. O tempo de aprendizagem poderia ser otimizado, o idioma praticado diariamente, o investimento financeiro minimizado e mais brasileiros alcançariam a fluência no idioma.

O bilinguismo infantil e o contato com um segundo idioma é algo ainda distante da realidade brasileira, diferente do que ocorre em alguns países estrangeiros como os Estados Unidos[7] onde há muitos imigrantes. Além disso, há poucos estudos a respeito no Brasil. Desta forma, são objetivos deste artigo explicitar, em números, a atual situação dos falantes de inglês no Brasil, bem como averiguar e compreender o bilinguismo infantil simultâneo e suas características. Este artigo não apresenta um estudo aplicado com pais e filhos e seus resultados, mas busca adentrar em um assunto curioso e pouco abordado no Brasil.

O artigo se divide em três sessões. A primeira sessão é formada por três pesquisas mercadológicas, à fim de adentrar neste artigo com números atuais sobre os falantes de inglês no Brasil. Estas pesquisas demonstram dados problemáticos, visto que seus números mostram que os brasileiros estão aquém de se tornarem bilíngues ou de obterem níveis avançados de conhecimento da língua inglesa. Os dados, em sua maioria, demostram que a população brasileira não supre a necessidade do mercado de trabalho atual, o qual demanda de profissionais fluentes em inglês.

As pesquisas utilizadas para basear este trabalho, fazem referência aos seguintes estudos: A Pesquisa do Instituto Popular ao British Council[8], a Pesquisa dos Executivos da Catho Online[9], e a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros[10].

A sessão 1.1 é formada pela pesquisa bibliográfica, que alude ao conceito e as características do bilinguismo, sob a ótica de autores como Gonzalez-Mena[11], Baker[12], Sanders[13], Bloomfield[14], Beardsmore[15]. Hamers e Blanc[16], e Miller[17].

A sessão 1.2 deste artigo traz uma pesquisa mais aprofundada com os autores citados acima, considerados referência teórica sobre o bilinguismo infantil e bilinguismo infantil simultâneo.

1. OS FALANTES DA LÍNGUA INGLESA NO BRASIL

Na pesquisa realizada ao British Council pelo Instituto Data Popular[18], foi constatado que apenas 5,1% dos brasileiros acima de 16 anos possuem algum conhecimento do idioma inglês e que apenas 16% destes, afirmam ter nível de inglês avançado. Em um outro estudo realizado pela Catho Online, a Pesquisa dos Executivos[19], revela que apenas 11% dos 46.067 candidatos que responderam à pesquisa dizem que conseguem se comunicar sem dificuldades em inglês e, apenas 3,4% se consideram fluentes no idioma. Esta última também revela que 80% das entrevistas realizadas em línguas estrangeiras foram realizadas em inglês, 13% em espanhol e 7% em outros idiomas.

Os dados citados acima demonstram que o Brasil está muito aquém de se tornar uma nação bilíngue. O idioma inglês é o mais solicitado pelo mercado de trabalho, conforme os dados citados, porém o brasileiro não está preparado para suprir esta demanda, mesmo sabendo que o mercado vem dando sinais desta necessidade há anos.

Este é um problema sério e que reflete a falta de preparo do profissional brasileiro para adentrar em um mercado cada vez mais globalizado e que demanda por pessoas capacitadas para lidarem com o mundo e o mercado profissional a sua volta.

Em uma terceira pesquisa, desenvolvida pela Catho, a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros[20], foram coletados dados de 26.459 candidatos onde constatou-se que 51,1% deste total está matriculado em algum curso de aperfeiçoamento, e desta porcentagem, 27,6% optou por cursos de idiomas. Destes 51,1%, apenas 3,9% se consideram fluentes no idioma inglês. E, 24% responderam que, “Falo e escrevo apenas algumas frases básicas para sobrevivência.”

A Pesquisa ao British Council[21], revela que apenas 9% dos entrevistados afirmaram ter interesse em iniciar um curso de inglês no ano de 2014. Além disso, 30% afirmam não ter livros em casa e apenas um terço da população leu algum livro nos últimos 12 meses.

Os números mencionados acima demonstram uma deficiência na área da educação, ressaltando a falta de conhecimento do idioma inglês, além da falta de interesse pela leitura.

Entretanto, a Pesquisa do Instituto Data Popular[22] também constata que a faixa etária que apresenta maior porcentagem de falantes do idioma inglês está entre os 18 e 24 anos. Esta pesquisa revela dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) onde, apenas 32% da população de 42 a 60 anos possui escolaridade além do ensino fundamental. Porém, este número sobe para 57% na faixa dos 18 aos 30 anos. E, no que tange às percepções sobre a educação no Brasil, a mesma pesquisa revela que 78% da população concorda que a principal função da faculdade é valorizar o currículo:

A pesquisa “Percepção dos Brasileiros” indica que a educação é muito valorizada, especialmente como ferramenta para manutenção da condição de classe no caso da elite, ou para ascensão social no caso da classe média. A função percebida de um curso superior é ajudar na inserção profissional dos alunos. Para oito em cada dez pessoas, a educação superior tem como função principal possibilitar uma melhor colocação no mercado de trabalho e 84% acreditam que o aumento da renda está diretamente ligado à escolaridade[23].

Os dados acima, apresentam melhores resultados do que os anteriormente citados, principalmente, pelo fato de os jovens estarem cientes da necessidade de se obter uma melhor educação e dar continuidade nos estudos por períodos mais longos do que as gerações anteriores.

Contudo, não se vislumbra a mesma importância dada ao aprendizado de um segundo idioma. A nova geração tem um papel importante em relação a esta visão e falta maior conscientização em relação a necessidade de se falar bem um segundo idioma como em se obter uma educação em nível superior.

A mesma pesquisa aponta que apenas 16% desses 5% de brasileiros com conhecimento do idioma inglês, consideram ter um nível avançado do idioma inglês. É destacado que mesmo a LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação) e o PCN (Parâmetro Curricular Nacional) determinando o ensino de língua estrangeira na educação básica, o “falar” está longe da realidade no país. E isso ocorre devido a vários fatores como falta de estrutura nas escolas, falta de professores com formação adequada, turmas com muitos alunos e carga horária baixa[24].

Conforme dados destacados neste capítulo, resta claro que a fluência no idioma inglês está longe de ser uma realidade no Brasil. As escolas de idiomas estão cheias de alunos, porém o “falar” não acontece. Existem problemas, como os citados acima, dificultando o desenvolvimento do segundo idioma.

Porém, existem também fatores motivacionais para isso, principalmente no que diz respeito a alcançar melhores oportunidades de trabalho, da mesma forma, existem fatores sociais e de comunicação que têm o condão de conferir ao bilíngue a oportunidade de conhecer melhor outras culturas e aproveitar melhor alguma viagem ao exterior.

O brasileiro também vê a importância em aperfeiçoar o seu currículo, mas o fato de apenas 5,1% dos brasileiros ter conhecimento do idioma inglês demonstra que é necessário um esforço maior para que esses números possam ser melhorados no país.

As próximas sessões tratam do bilinguismo e de suas características e do bilinguismo simultâneo infantil, através da visão de vários autores à fim de se adentrar em um assunto e tipo de educação que poderia modificar a situação atual, conforme dados mencionados nesta primeira sessão.

2. O BILINGUISMO E SUAS CARACTERÍSTICAS

Definir o bilinguismo é algo complexo. Cada autor o entende de uma forma, portanto há várias formas de defini-lo de acordo com o autor que se é pesquisado. Beardsmore[25] diz que a dificuldade em definir o termo se diz pelo fato deste campo envolver diversas áreas que analisam o fenômeno como linguística, psicologia, sociologia ou pedagogia.

Bloomfield[26] diz que bilinguismo ocorre quando se alcança um nível perfeito de língua estrangeira sem que o sujeito perca a língua nativa, ocorrendo desta forma, o controle de ambas as línguas. Por outro lado, Beardsmore[27] diz que o bilinguismo é caracterizado pela presença da habilidade da fala de duas línguas pelo mesmo indivíduo, e relembra que este pode ou não necessariamente falar ambas as línguas com o mesmo nível e habilidade e ainda, que duas ou mais línguas desempenham importantes significados.

Hamers e Blanc[28], descrevem o bilinguismo como o “uso” alterado de uma língua para outra, porém não sendo esta a única característica do mesmo, mas sim uma de suas características.

Desta forma, é possível verificar que o bilinguismo não possui uma descrição simples e única. Alguns autores veem que o bilinguismo nem sempre se dá ao ato de falar perfeitamente duas línguas, abrindo para a possibilidade de se falar uma língua melhor do que a outra e mesmo assim ser considerado bilíngue.

Bloomfield[29] diz também, que o bilinguismo é mais comum de ser adquirido na infância, ocorrendo frequentemente em comunidades localizadas em fronteiras de países que falam línguas diferentes, ou em comunidades bilíngues, ou quando os pais falam idiomas diferentes. Há também famílias, como na Europa, com boas condições financeiras, que optam por contratar enfermeiras e governantas bilíngues, à fim de seus filhos sejam bilíngues.

O educado como suíço-alemão é considerado bilíngue pelo fato de falar bem tanto os dois dialetos locais como também um nível elevado do idioma alemão. E nos Estados Unidos, imigrantes com melhor nível de educação frequentemente têm êxito na criação de filhos bilíngues.

Neste caso, a forma como se adquire o bilinguismo também é variada. Pais de diferentes países que falam diferentes idiomas podem criar seus filhos bilíngues. Também identifica-se que a situação financeira pode ajudar na formação de uma criança bilíngue. Apesar da situação financeira nem sempre ser comentada em questões que envolvam o bilinguismo, o assunto é mencionado à fim de mostrar de que forma famílias europeias, no início do século XX, faziam uso de seus recursos financeiros à fim de que seus filhos fossem criados por empregados bilíngues, passando tal habilidade para as crianças.

A importância que se dava naquela época à habilidade de falar dois idiomas já era notada, mesmo não havendo este apelo do mercado atual, globalização e multiculturalismo.

A aquisição do bilinguismo também pode se dar através de viagens, estudos no exterior, ou situações similares, diz Bloomfield[30]. Por sua vez, Miller[31], diz que o bilinguismo é um processo social, diferente do monolinguísmo, e também uma conquista não universal, assim como o seu desenvolvimento pode ser de forma continuada desde o nível de pleno domínio de duas línguas até o mínimo de conhecimento possível em uma das línguas, ressaltando que o bilinguismo surge a partir do momento em que há a necessidade de se comunicar, de fazer parte de um processo interpessoal e de interação social.

Entende-se, posto isto, que o processo de comunicação é ressaltado pelos autores e visto como o fator motivador para falar duas línguas, seja falando perfeitamente as duas ou falando uma melhor do que a outra. Se comunicar com diferentes comunidades linguísticas não é algo valorizado apenas nos dias atuais, pois aqui se tem opiniões de dois autores de épocas distintas. No entanto, tal necessidade continuou, de forma progressiva, visto que a globalização tomou conta dos mercados e a troca de informações é necessária para que se obtenha sucesso nos negócios, estudos e até mesmo viagens, afinal, a socialização depende da habilidade de se comunicar em outros idiomas.

3. O BILINGUISMO INFANTIL E SUAS CARACTERÍSTICAS: O BILINGUISMO SIMULTÂNEO NA CRIAÇÃO DE FILHOS BILÍNGUES

Gonzalez-Mena[32], descreve sobre a importância da linguagem na infância. A autora diz:

O que a língua permite que as crianças façam? Ela ajuda a realizar conexões cognitivas, a esclarecer suas necessidades, a coletar informações, a denominar objetivos e experiências e a armazená-las simbolicamente para que as crianças possam lembrar e falar sobre elas posteriormente. O desenvolvimento linguístico também envolve a categorização e a classificação em um nível cada vez mais complexo. Além disso, permite que as crianças planejem como organizar e ordenar suas experiências, além de aumentar sua habilidade de lidar com diferentes situações. Por fim, a língua permite que as crianças usem o seu raciocínio.

A comunicação, a linguagem e o saber se comunicar, são habilidades necessárias e que precisam ser estimuladas pelos pais desde a primeira infância. Sem uma comunicação eficaz, a criança passa a ter problema para demonstrar o que ela quer e necessita, criando assim conexões com o mundo a sua volta e raciocinando corretamente sobre esse mundo. É a partir da língua, do falar, que a criança conseguirá se expressar de forma eficaz e coerente com tudo que está ao seu redor.

Segundo Baker[33], a aquisição do bilinguismo infantil pode ocorrer de duas formas: quase sem “esforço” desde o nascimento das crianças ou quando já estão na escola, referindo-se ao bilinguismo simultâneo, o foco deste artigo, ou através do bilinguismo sucessivo ou consecutivo.

Autores como Hamers e Blanc[34], Sanders[35] e Baker[36] descrevem o bilinguismo simultâneo como aquele desenvolvido cedo na infância, no qual a criança desenvolve a fala de duas línguas maternas ao mesmo tempo. Isso ocorre por exemplo, em famílias que falam mais de uma língua em ambiente familiar, com membros de culturas misturadas. E há também, o bilinguismo sucessivo ou consecutivo, que ocorre ainda cedo na infância, porém após a criança já ter adquirido uma língua materna ou seu conhecimento estar mais adiantado em relação a primeira língua.

Existem desta forma, dois tipos diferentes de bilinguismo infantil, o bilinguismo simultâneo e o bilinguismo sucessivo. O foco deste trabalho, portanto é o bilinguismo simultâneo, o bilinguismo infantil que se aprende em casa, junto aos pais, antes mesmo da criança ter aprendido uma única língua a ser considerada a língua materna, e, portanto, antes de ir para uma escolinha ou creche, ainda muito cedo em sua infância.

Tratando de bilinguismo simultâneo, Sanders[37] afirma que o aprendizado dos dois idiomas deve ocorrer de forma igualitária e ao mesmo tempo. E para se alcançar sucesso na aquisição de ambas as línguas, ao mesmo tempo, se faz necessário que os pais sejam bilíngues nos dois idiomas e que falem com a crianças em ambos os idiomas, sem meio termo.

Por outro lado, Hamers e Blanc[38] dizem que o mesmo ocorre de forma intencional, como em casos de crianças de famílias imigrantes, as quais tem contato com a língua em ambiente informal e assim adquirem o bilinguismo naturalmente. E ainda, Baker não usa o termo “intencional”, mas acredita também que ocorra de forma normal e natural, “por exemplo, onde um dos pais fala em um idioma com a criança e o outro pai fala em um idioma diferente” (tradução minha).

No Brasil, o estudo de aprendizado de idiomas por crianças muito pequenas e bebês é algo complexo, até mesmo porque não é comum de ser ver este tipo de ensino sendo dado de pais aos filhos, visto que nossa sociedade é mista, porém não bilíngue. Tal assunto traz muitos desafios, visto que há várias formas de descrevê-lo dependendo do autor que se trata, porém é tal complexidade que faz do assunto interessante e rico. Enquanto um autor acredita que deva existir um padrão de aprendizado para se alcançar o bilinguismo simultâneo, outros entendem que justamente a falta de padrão e naturalidade ao se tratar dos dois idiomas é o que faz os bebês e crianças se tornarem bilíngues cedo na infância.

Em relação a forma como os bebês compreendem dois ou mais idiomas, alguns especialistas acreditam que eles estão preparados biologicamente para adquirir, armazenar e diferenciar duas ou mais línguas desde os primeiros meses. Além disso, aprender mais de um idioma é visto como benéfico aos bebês para seu desenvolvimento: cognitivo, cultural, comunicativo, além de poder alcançar um nível mais elevado de aprendizado mesmo na primeira infância[39].

O processo de aprendizagem na infância funciona como uma cadeia, uma sequência de fatores, pois ao se aprender dois idiomas ao mesmo tempo, por exemplo, outros benefícios são alcançados como o desenvolvimento cognitivo, cultural e comunicativo da criança.

Além disso, podem ser logrados benefícios à longo prazo, como o fato de que este bebê ou criança, pode alcançar melhores resultados na escola e ainda terá mais oportunidades em sua vida profissional. O planejamento no âmbito educacional infantil é, portanto, ferramenta essencial para se alcançar melhores resultados no curto, médio e longo prazo. E este tipo de educação é algo aplicado em casa, através dos pais do bebê, ´podendo ser algo aplicado dentro de casa através de pais que tenham conhecimento da língua inglesa, independente, a princípio, de uma escolinha bilíngue ou de muitos recursos financeiros.

Hamers e Blanc[40] também ressaltam que o desenvolvimento cognitivo de uma criança bilíngue, comparado com uma criança monolíngue, é muito mais flexível e enriquecido. Justamente pelo fato de a criança ser estimulada o tempo inteiro a aprender duas línguas simultaneamente e assim estimular o cérebro para este tipo de comunicação.

Por outro lado, os autores também explicam que o fato de ser bilíngue, pode originar em um atraso sociocultural se língua materna for desprezada no ambiente que a criança frequenta, por exemplo na escola ou comunidade. Neste caso, crianças monolíngues terão um desenvolvimento mais rápido.

O ensino do bilinguismo simultâneo tem suas dificuldades e desafios. No caso de casais brasileiros, o fato de não termos muito contato com a língua inglesa no dia-a-dia pode, justamente, trazer alguns obstáculos na comunicação da criança bilíngue pela falta de estímulo externo.

Conforme citado acima, os autores[41] ressaltam, que se a criança sentir que a língua materna é desprezada ao seu redor, a mesma pode sofrer um atraso sociocultural. No entanto, é diante deste tipo de desafio que nos encontramos, além do problema da falta de pessoas bilíngues no idioma inglês – abordado ao longo deste trabalho.

São dois pontos nos quais os pais devem estar inteirados à fim de saberem qual a melhor decisão a ser tomada, bem como quais os desafios que serão enfrentados na educação bilíngue e quais os benefícios que essa criança terá ao falar dois idiomas simultaneamente.

Baker[42], lembra dos mitos em relação ao bilinguismo simultâneo onde acreditava-se que este poderia ser prejudicial ao desenvolvimento da fala nas crianças. O autor enfatiza também, que no passado, havia uma visão errônea sobre o assunto, onde pregava-se que esta prática poderia fazer com que a criança misturasse as línguas ou até tivesse um desenvolvimento atrasado da fala de um dos idiomas ou de ambos.

No entanto, destaca que os bebês têm a capacidade de distinguir dois idiomas desde o estágio fetal, antes mesmo no nascimento, e diz ainda que os bebês reagem de forma diferente ao ouvirem os dois idiomas e também distinguem ao ouvirem um idioma completamente desconhecido. Ainda, recém-nascidos preferem a voz da mãe e respondem melhor à leitura de estórias repetidas, as mesmas lidas para eles quando ainda estavam na barriga, do que estórias novas. Este é o início da quebra do código (tradução minha), a discriminação imediata de som.

Apesar do que muitas pessoas dizem, autores e estudiosos da área de bilinguismo infantil entendem que bebês tem capacidade de distinguir mais de um idioma ao mesmo tempo. Se o bilinguismo simultâneo fosse prejudicial, as linhas de pesquisa seguiriam outro caminho, onde os pontos negativos seriam apontados com maior frequência, além de razões mais explícitas pelo qual o bilinguismo infantil não deve ser aplicado em crianças muito novas.

Um outro ponto interessante é que apesar de ainda em estágio fetal, a passagem acima diz que é possível que os bebês identifiquem sons, idiomas e estórias repetidas. Ou seja, é algo que não está fora da realidade dos casais brasileiros, visto que ler um livro durante a gravidez é algo acessível, além de poder ser uma experiência prazerosa para mãe e bebê, criando assim o hábito da leitura e colaborando para um melhor desenvolvimento cognitivo e afetivo.

Miller[43], afirma que para que crianças muito novas aprendam dois idiomas em seu ambiente natural, é necessário que haja dois sistemas de entrada (tradução minha) ou os chamados, input, em que a mãe é associada a uma língua e o pai a outra.

Este é um dos tipos de ensino do bilinguismo simultâneo, e Baker[44] chama de uma pessoa – um idioma (tradução minha) e diz que se trata de um dos métodos mais efetivos e com maior número de casos documentados. Ainda, destaca o caso das filhas de Leopold onde as filhas Hildegard e Karla aprenderam alemão com o pai e inglês com a mãe. Hildergard era bilíngue enquanto, Karla era uma bilíngue passiva, entendendo alemão, porém se comunicando pouco com o pai, Leopold, no idioma[45].

No entanto, o autor cita que durante o bilinguismo infantil momentos de oscilação entre os dois idiomas podem surgir. Hildebrand por exemplo, se recusou a falar alemão quando em sua adolescência, enquanto Karla passou a ser fluente em alemão quando se mudou para a Alemanha. Oscilações que não fizeram com que elas se tornassem monolíngues. Persistência e consistência são duas palavras chave no bilinguismo simultâneo do tipo, uma pessoa – um idioma, lembra Baker[46] e ressalta, que criar filhos bilíngues simultaneamente não é fácil porque a educação ocorre em casa e “muitas vezes é o momento que pais têm para relaxar, serem eles mesmos ao invés de serem professores de idiomas” (tradução minha). Por isso, lembrar constantemente do uso de um segundo idioma em casa pode ser um desafio enorme.

Posto isto, é possível verificar que, há formas eficazes e viáveis para a criação de filhos bilíngues e ao mesmo tempo há muitas variáveis. Além, dos pais precisarem ser persistentes e consistentes no ensino dos dois idiomas simultaneamente, há períodos onde as crianças ou adolescentes não querem falar um dos idiomas. Não é fácil, porém, os benefícios são muitos para as crianças fazendo valer a tentativa do bilinguismo simultâneo, e somente a educação – com a prática da leitura para crianças muito novas – já trazem por si só benefícios maravilhosos ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das crianças.

Segundo Baker[47], existem mais três tipos de bilinguismo simultâneo além do tipo, uma pessoa – um idioma, (tradução minha). O tipo dois trata-se daquele onde o idioma dentro de casa é diferente do idioma fora dele (tradução minha), desta forma a criança aprende os dois idiomas para se comunicar em ambos os ambientes.

O tipo três é o de linguagem mista (tradução minha) onde os pais falam em dois idiomas com a criança e o codeswitching ou troca de código (tradução minha) é utilizado o tempo inteiro visto que a comunidade também aceita o uso desta linguagem. Exemplo: mãe e pai falam maltês e inglês; o idioma da comunidade é maltês e inglês (tradução minha). E o quarto tipo é o chamado introdução postergada ao segundo idioma (tradução minha), sendo que neste caso os pais optam por introduzir a criança com um certo atraso ao segundo idioma por este ser a língua dominante na comunidade. Por exemplo, os pais devem falar exclusivamente o idioma navajo em casa até que a criança complete quatro ou três anos, então acrescentam o inglês, que no caso é a língua oficial na comunidade em que a família vive.

Conforme visto acima, existem então várias formas de bilinguismo simultâneo. Nota-se que por mais que sejam diferentes a formas de aquisição do bilinguismo, existe uma preocupação em comum entre os pais que nem sempre fica claro como exemplificado no tipo quatro, introdução postergada ao segundo idioma (tradução minha), que é a de manter suas raízes e cultura, fazendo o input do primeiro idioma em suas crianças antes que a língua dominante na comunidade faça com que a ideia do bilinguismo simultâneo seja algo inalcançável. A preocupação com a origem e a cultura se torna evidente quando vemos exemplos como os citados acima e, por mais que ser bilíngue seja importante, há uma preocupação maior, a de criar filhos conscientes de suas origens e continuadores de suas culturas mesmo vivendo em outros países (tradução minha).

Além da persistência, consistência e dos tipos de inputs citados anteriormente, o planejamento é algo que também precisa fazer parte do vocabulário de pais que desejam criar filhos bilíngues de forma simultânea. O plano de ação deve fazer parte da vida dessa criança não somente antes de seu nascimento ou assim que este ocorre, mas durante todo o seu desenvolvimento infantil. Além disso, uma estratégia é necessária no caso de crianças que tem pouco contato com o segundo idioma. Por exemplo, uma hora e meia de contato diário é insuficiente para que a criança se torne competente na fala e na audição, por isso é necessário que a criança seja exposta a vários mecanismos como o uso de livros, fitas de áudio, visitas ao zoológico e parque, desta forma existirá realmente a possibilidade de alcance ao bilinguismo simultâneo, é o que diz Baker[48]. O autor ainda diz:

O bilinguismo irá desabrochar até mesmo em circunstâncias difíceis, quando houver um plano de como, quando e onde a criança deverá ser exposta a ambas as línguas, assegurando que ambos os idiomas se desenvolvam bem (tradução minha)[49]

Especialmente no caso de casais brasileiros, residentes no Brasil, ter uma estratégia e um plano de ação conforme mencionado acima é necessário e não pode ser deixado de lado quando se pretende criar filhos bilíngues simultaneamente. Apesar do Brasil ser um país misto em raças não é comum o bilinguismo entre nós. Desta forma, estratégia e planejamento é necessário para aqueles que entendem a importância e benefícios de falar dois idiomas e desta forma, desejam criar filhos bilíngues.

O diálogo entre o casal é necessário para saber como o bilinguismo será aplicado, quantas horas por dia no mínimo a criança deverá ser exposta ao segundo idioma, quais as ferramentas e sistemas de entrada serão utilizados, para que desta forma o bilinguismo simultâneo ocorra de forma eficiente. Do contrário, o objetivo não pode ser alcançado visto que a prática do idioma inglês entre a sociedade brasileira é pouca, conforme visto nas pesquisas mencionadas na sessão 1.1 deste artigo, e este input, portanto não virá do ambiente externo, e sim do ambiente familiar com apoio e suporte diário dos pais.

O autor[50] diz ainda que habilidades bilíngues mudam constantemente (tradução minha) e se tornam mais fortes em uma língua ou em outra dependendo do momento em que a criança está vivendo, conforme exemplo de caso de estudo visto anteriormente neste artigo. O mesmo ressalta também que para que a estratégia da aplicação do bilinguismo infantil simultâneo dê certo é necessário que os pais tenham atitudes motivadoras e positivas, e que haja qualidade na linguagem usada para interagir com a criança.

Baker[51] ressalta também sobre a importância de manter o desenvolvimento da linguagem ativo, vivo e valorizado (tradução minha) pela criança através de brincadeiras lúdicas como brincar de médico e enfermeiro, marionetes, polícia e ladrão, usar músicas infantis, rimas e brincadeiras. Além disso, lembra que é preciso encorajar a criança a falar e não bombardear a criança de informações irrelevantes, não deixando espaço para que a mesma desenvolva a linguagem. Sendo assim, pedir para a criança recontar pequenas estórias é uma boa estratégia para o desenvolvimento da fala em dois idiomas, se colocando apenas como ouvinte neste momento.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme visto nas três pesquisas apresentadas na primeira sessão deste artigo, apesar do mercado de trabalho necessitar de profissionais bilíngues, ainda não é possível encontrar tais profissionais. Apenas uma minoria dos brasileiros apresenta conhecimentos suficientes na língua inglesa, o que demonstra uma necessidade de melhorar o aprendizado de idiomas. A segunda sessão, demonstra as características do bilinguismo através da visão de vários autores da área. E a terceira sessão, adentra no foco deste trabalho, o bilinguismo infantil simultâneo, onde é possível verificar suas características e de que forma o mesmo pode ser aplicado à fim de que as crianças possam ter contato com dois idiomas desde a infância muito recente.

Toda estratégia a ser aplicada possui palavras-chave, as quais funcionam como uma espécie de guia para o objetivo que se tem. É possível verificar entre as diversas estratégias propostas pelos autores aqui citados uma gama de palavras-chave que podem ajudar pais brasileiros que desejam criar filhos bilíngues simultaneamente como: planejamento, persistência, consistência, sistema de entrada ou input, comunicação, leitura, brincadeiras lúdicas. A estratégia de criação de filhos bilíngues pode soar cheia de regras ou até mesmo levar a pensar que a criança perderá seu tempo livre em casa bem como os pais.

Porém, estimular uma criança para que a mesma tenha um bom desenvolvimento na linguagem é algo que trará benefícios no curto, médio e longo prazo, trazendo oportunidades importantes em um mundo cada vez mais globalizado e multilíngue. Além disso, quando há brincadeira e leitura envolvida, há qualidade no tempo gasto com os filhos e não apenas a pressão de ensinar dois idiomas. O equilíbrio e a qualidade no tempo em que se está com a criança enquanto há uma estratégia de ensino bilíngue simultâneo, no entanto, necessitam andar sempre juntos à fim de que esta prática tenha sucesso e não se torne um peso para a família.

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[1] MBA em Assessoria Executiva pela USCS, Pós-Graduação lato sensu em Educação da Língua Inglesa pela Universidade Estácio de Sá, Licenciatura em Formação Pedagógica pela Universidade Braz Cubas (julho 2019), Tecnóloga em Gestão de Marketing pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, Técnica em Secretariado Executivo pela EMEF Alcina Dantas Feijão. Secretária Executiva Bilíngue, Professora de Inglês Particular, Futura Pedagoga (formação em 2019).

[2] Doutora em Linguística Aplicada pela UFRJ. Vice-coordenadora e professora do curso de Letras Fundação Educacional Unificada. Campograndense (FEUC). Professora da Cultura Inglesa. Professora de inglês do Município de Rio de Janeiro. Membro do grupo de pesquisa PIBID, destinado à formação de docentes em língua inglesa. Orientadora e Professora da Pós em Educação da Língua Inglesa da Universidade Estácio de Sá.

Enviado: Março, 2018

Aprovado: Novembro, 2018

MBA em Assessoria Executiva pela USCS, Pós-Graduação lato sensu em Educação da Língua Inglesa pela Universidade Estácio de Sá, Licenciatura em Formação Pedagógica pela Universidade Braz Cubas (julho 2019), Tecnóloga em Gestão de Marketing pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, Técnica em Secretariado Executivo pela EMEF Alcina Dantas Feijão. Secretária Executiva Bilíngue, Professora de Inglês Particular, Futura Pedagoga (formação em 2019).

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