A ética e seus reflexos no comportamento organizacional

0
850
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
ARTIGO EM PDF

ARTIGO DE REVISÃO

LIMA, Warllen de Jesus [1]

LIMA, Warllen de Jesus. A ética e seus reflexos no comportamento organizacional. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 06, Vol. 01, pp. 30-48 Junho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Na sociedade moderna, tem sido recorrente nas organizações a preocupação com as posturas éticas dos profissionais nos diversos setores. Esta preocupação espelha o grande desconforto social, causado por relatos de organizações, que foram prejudicadas devido a casos de posturas antiéticas de profissionais que objetivavam o auto favorecimento, conforme explicitado nos meios midiáticos. O ápice da racionalidade tornou as pessoas cada vez mais individualistas, em que para favorecer seus próprios interesses, muitas vezes se contrapõe aos demais códigos de éticas da profissão ou setor em que atua. Diante disso, se faz necessário entender as causas e os efeitos dessas práticas antiéticas no comportamento organizacional analisando essas condutas de modo geral e também entre setores, mostrando as principais consequências que trazem para a cultura e desenvolvimento organizacional e mostrando algumas formas de amenização. Para este fim, efetuou-se uma revisão bibliográfica sobre o tema por meio de fontes secundárias e literaturas, onde se verificou a existência de um grande distanciamento entre o discurso e a prática nos códigos de ética estabelecidos pelas empresas, e o auto favorecimento financeiro pessoal tem sido apontado como uma das principais motivações, que levam o indivíduo a desenvolver posturas contrárias aos códigos de ética e procedimentos internos, se fazendo necessárias ações que motivem boas práticas profissionais nos ambientes empresariais.

Palavras-chave: Ética, Comportamento humano, cultura organizacional.

1. INTRODUÇÃO

O termo ética, utilizado de forma estafante entre os diversos filósofos da antiguidade tem sido requerido com grande força, e tem estado presente na linguagem corporativa nos demais ramos da economia. A demasiada utilização deste termo em primeira instancia pode parecer resultante dos efeitos da moda. Entretanto percebe-se no cenário das organizações que o comportamento dos seus indivíduos ao serem influenciados por uma pequena parcela a desenvolverem práticas antiéticas, põe em risco a cultura das organizações podendo leva-la ao declínio. Esses fatores dão a ética um valor essencial, sendo vista como a principal solução que atenuam os efeitos causados pelo idealismo econômico que descontrola as ações do homem. Diferente da cultura organizacional- desenvolvida pela organização- O comportamento organizacional é criado pelas pessoas que compõe a empresa e isso nos fez questionar, até que ponto essas atitudes antiéticas ou éticas podem influenciar esse fator nas instituições? E quais medidas podem ser aplicadas com a finalidade de dirimir condutas antiéticas e motivar atitudes éticas?

A resoluta desses questionamentos em primeiro momento parece complexa, entretanto na medida em que buscamos entender as principais causas e influências já observadas durante a história conseguiremos visualizar de que forma essas atitudes influenciam diretamente sobre o comportamento organizacional. Embora a palavra ética tenha estado presente entre os discursos, ainda se percebe um grande distanciamento entre a ação e a prática, sendo necessário que as empresas desenvolvam uma atenção especial a este tema uma vez que a propagação de comportamentos antiéticos prejudica a cultura organizacional, a visão dos agentes de interação da empresa e compromete a credibilidade da diretoria em relação aos colaboradores. Na medida em que “os indivíduos preterem seus interesses próprios para cumprir com seus deveres de preocupação com o interesse geral” (PAULO, 200), entra em conformidade com os objetivos da organização e traz convergência entre os colaboradores e empresa, e isso refletirá positivamente no ambiente interno e externo e nas politicas da instituição.

Sabendo que a ética se tornou um fator essencial e necessário para garantia da sustentabilidade das organizações, e que esta influencia diretamente no comportamento organizacional, e na medida em que nesse comportamento contém práticas antiéticas, põe em risco a cultura da organização, trazendo consequências e riscos à continuidade da empresa. Segundo Santos (2013):

A adequação das organizações aos comportamentos éticos dos profissionais e candidatos e a identificação, a mitigação, a análise das consequências e a prevenção das atitudes inadequadas é uma tarefa difícil para as organizações, mas, ainda assim, necessária (SANTOS, 2013, p. 54).

Assim, se faz necessário reafirmar por meio de estudos desta natureza, a importância dos comportamentos éticos nos ambientes empresariais para dar visibilidade aos valores internos que fazem a cultura da empresa, corroborado com o sentimento de cumprimento da justiça social e idoneidade que tem sido tão requerida no mercado competitivo, e inibindo as pessoas a adotarem atitudes contrárias a conduta organizada.

Este trabalho busca uma reflexão as principais causas que levam o homem a desenvolverem condutas antiéticas nas organizações e a influência dessas práticas no comportamento organizacional.

Nessa abordagem, iniciaremos este estudo com um breve histórico sobre o comportamento ético do homem e a influência nas organizações, em seguida definiremos conceitos como: ética, comportamento organizacional e cultura organizacional e de que forma os três conceitos se relacionam, seguiremos mostrando quais são as principais atitudes consideradas como antiéticas e de que forma reflete negativamente para a organização nos diferentes aspectos, em seguida apontaremos os principais setores que compõe uma organização como: RH, Contabilidade, Tecnologia da Informação, Logística e Administração de serviços terceirizados e quais os comportamentos organizacionais mais comuns nesses setores, a partir disso, mostraremos as principais atitudes consideradas como antiéticas nesses setores. Por fim, abordaremos medidas que podem ser utilizadas pelas organizações para estimular e motivar atitudes éticas e como isso ira refletir na empresa. E assim, trazer uma compreensão mais solida a esta reflexão, com o fim de defender que o comportamento organizacional deve ser ético, e deve está sempre alinhado à cultura das instituições.

2. METODOLOGIA

2.1 TIPO DE ESTUDO

Este artigo consiste numa pesquisa de analise teórica, de cunho bibliográfico, pois dialoga com autores que tratam do tema escolhido como objetivo de estudo. Sendo visto como descritivo, oferecendo explicações e analises muito ricas de contextos específicos.

Godoy (1995, p.25) descreve que:

[…] abordagem qualitativa, enquanto exercício de pesquisa, não se apresenta como uma proposta rigidamente estruturada, ela permite que a imaginação e a criatividade levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos enfoques (GODOY 1995, p.25).

Portanto, com a abordagem qualitativa e método dedutivo contidas neste estudo, buscou-se proporcionar ao leitor uma reflexão, dando-o a possibilidade de interpretar os fatos ocorridos em seu cotidiano que se assemelhem as situações mencionadas nesta pesquisa.

2.2 CAMPO DE ESTUDO

A metodologia aplicada baseia-se na observação, analise síntese, interpretação de fenômenos, sem nela interferir para modifica-la entre outras competências cognitivas superiores, buscando contato com os autores para melhor esclarecimento sobre a temática analisada, além dos teóricos apresentados no referencial.

2.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

A coleta de informações foi feita por meio da analise de dados retirados de artigos e livros publicados entre os anos de 2008 a 2016 e pesquisados em sites eletrônicos como o Google Acadêmico e Scielo.

3. BREVE HISTÓRICO SOBRE O COMPORTAMENTO ANTIÉTICO DO HOMEM E OS REFLEXOS NAS ORGANIZAÇÕES

Para Vasquez (2012):

As doutrinas éticas fundamentais nascem e se desenvolvem em diferentes épocas e sociedades como respostas aos problemas básicos apresentados pelas relações, e, em particular, pelo seu comportamento moral efetivo (VASQUEZ, 2012 p.269).

Observa-se durante a historia que o comportamento ético do homem se vincula a sua realidade social e está sujeita historicamente a mudanças. Portanto, “as doutrinas éticas não podem ser consideradas isoladamente, mas dentro de um processo de mudança e de sucessão que constitui propriamente a sua história” ( VASQUEZ, 2012 p.269).

A convivência em comunidade contribuiu de forma significativa ao desenvolvimento do homem, na medida em que essa integração proporcionou proteção e ajuda mútua, sendo garantia de sobrevivência nos períodos pré-históricos, nesse período eram favorecidos os interesses coletivos. De acordo com Vasquez (2012), na filosofia grega na antiguidade clássica, problemas éticos eram objetos de atenção especial quando se democratiza a vida politica nesse período especialmente em Atenas. Segundo o autor, a grande preocupação dos filósofos desse período eram com os problemas do homem, sobretudo políticos e morais.

Na idade média a ideologia do teocentrismo disseminada pela igreja colocou a religiosidade e a busca incessante pelo perdão divino como o principal anseio social “a ética cristã tende a regular o comportamento dos homens com vistas a o outro mundo” (VASQUEZ, 2012, p.279). Com isso o homem começa a olhar para o seu eu, estando dispostos a realizarem o que fosse preciso para ter a vida eterna, como pagamentos de indulgências e penitências a fim de santificar as práticas condenadas pela igreja.

Como afirma Vasquez (2012):

Nesta sociedade, caracterizada também pela profunda fragmentação econômica e política, devida à existência de uma multidão de feudos, a religião garante uma certa unidade social, porque a politica está na dependência dela e a igreja- como instituição que vela pela defesa da religião-exerce plenamente um poder espiritual e monopoliza toda vida intelectual. A moral concreta, efetiva, e a ética-como doutrina moral-estão impregnadas, também, de um conteúdo religioso que encontramos em todas as manifestações da vida medieval (VASQUEZ, 2012 p.277).

Com o renascimento surge a excelência da racionalidade humana e o antropocentrismo que torna o homem o principal foco quebra as barreiras da moralidade religiosa, a Igreja Católica perde a sua função guia transmitido para o homem à responsabilidade de suas ações individuais. Como demonstra Vasquez (2012) a cerca deste período:

O homem aparece, portanto, no centro da política, da ciência, da arte e também da moral. Ao se transferir o centro de Deus para o homem, este acabará por apresentar-se como absoluto, ou como o criador ou legislador em diferentes domínios, incluindo nestes a moral (VASQUEZ, 2012, p.282).

Nesse enfoque, na medida em os ideais renascentistas motivam o homem a buscar seu próprio eu e suas vontades, muitos valores morais, éticos e coletivos foram sobrepujados por interesses individuais e valores privados são favorecidos na busca do idealismo econômico, para manter o hedonismo contemporâneo. Assim segundo Sá (2013) parece ser uma tendência do ser humano, “defender, em primeiro lugar, seus interesses próprios; quando, entretanto, esses são de natureza pouco recomendável, ocorrem seríssimos problemas” apontando ainda que o “individualismo pode transformar a vida dos profissionais em reciprocidade de agressão”.

Como as organizações espelham a realidade social, logo esses anseios passaram a fazer parte do comportamento dos indivíduos que integram o corpo empresarial, e atitudes antiéticas começaram a ser disseminadas como um câncer, corrompendo os princípios cristalizados como cultura pelas instituições por conta disso, foi estabelecido diferentes códigos de ética específicos, para serem utilizados como parâmetro, e assim dar ao homem uma visão holística de suas ações, ajudando-os a diferenciarem o seu eu do eu coletivo.

4. DEFINIÇÃO DE ÉTICA, CULTURA E COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

A tríplice interação entre os termos ética, cultura e comportamento organizacional se notabiliza na medida em que um influencia diretamente o outro sendo vistos como agentes diretos de influência macro empresarial. Esses termos são muitas vezes estudados isoladamente e isso dificulta a compreensão da inter-relação existente entre os três. Trazer a sua definição etimológica torna-se necessário com o intuito de garantir um significado substancial ao interlocutor, na medida em que são mencionados durante este estudo.

A ética vem da palavra ethos, um termo de origem grega que significa “caráter moral”, a ética está associada a um conjunto de valores morais que norteiam o comportamento humano em uma sociedade, desta forma a ética é uma reflexão da moral, de maneira científica, fundamentada, teórica e racional.

Para Perez (2013) “A ética está comprometida com valores como respeito, confiabilidade e segurança, fatores que constroem ou destroem a imagem das organizações”. Assim guiando o indivíduo no ambiente corporativo e nas tomadas de decisões, o autor (2013) também defende que “as práticas empresariais éticas se originam em culturas corporativas éticas” e que para estimular o comportamento ético é necessário desenvolver uma cultura corporativa interna que permita “ligar as práticas com os padrões éticos, através da compreensão da filosofia da ética”.

Um dos fatores que sofre influência da ética é o comportamento organizacional, que de acordo com Robbys (2002), pode ser definido como o estudo do comportamento humano dentro do trabalho, feito a partir de três fatores: individuo grupo e estrutura, ou seja, analisa o individuo em suas ações, personalidades, atitudes, aprendizagem tanto de forma individualista quanto em grupo e seu comportamento, seguindo uma estrutura hierárquica dentro da organização. Para Chiavenato (2005), o comportamento e a interação do individuo no meio organizacional pode variar de acordo com aspectos externos como, cultura, valores e crenças. Como as empresas são compostas por pessoas de diferentes modelos mentais e valores, o comportamento organizacional pode ser influenciado por atitudes antiéticas que ao serem repetidas ou até realizadas por gestores dão vasão e condicionam essas práticas no meio empresarial podendo ser tidas como “normal” pela repetição desta ação, e assim afeta e influencia negativamente na cultura da empresa, causando um impacto externo a imagem institucional.

Já a cultura organizacional é um conjunto de valores e práticas administrativas partilhadas entre membros da organização, assim as práticas desenvolvidas por fundadores ou pessoas de liderança tendem a contribuir ou inibir más condutas, se os valores partilhados dentro da organização são corruptos os funcionários tendem a partilhar, isto porque o ser humano tem a necessidade de se sentir inserido e aceito num grupo. Segundo Perez (2013):

A cultura organizacional eleva o clima de confiança e respeito entre os integrantes da empresa, reduz custos e aumenta a produtividade, tudo isso aliado ao crescente nível de satisfação geral advindo do clima ético reinante no ambiente de trabalho (PEREZ, 2013).

Portanto, a ética está intrínseca no comportamento e na cultura organizacional.

5. PRINCIPAIS CAUSAS E OS COMPORTAMENTOS ANTIÉTICOS NOS SETORES CORPORATIVOS

5.1 PRINCIPAIS CAUSAS

No atual cenário empresarial tem sido apurado várias causas que tem levado os indivíduos a desenvolverem comportamentos antiéticos. Segundo Paulo (2000), além dos fatores externos da contemporaneidade como idealismo econômico, hedonismo exacerbado, perversão da racionalidade, irredutibilidade ao coletivo e o ápice do individualismo, que influenciam diretamente no comportamento humano e suas relações e motivam a busca de subterfúgios de auto favorecimento e práticas ilegais. Fatores internos que as organizações expostas a pressões constantes transferem ao funcionário também podem favorecer essas práticas como define Flach (2007):

[…] sentimentos de insegurança, de incertezas, do aumento da competitividade, pressão, hipersolicitação, são elementos que influenciam não somente a geração de estresse e banalização da justiça social, mas também a banalização de comportamentos antiéticos (FLASH, 2007, p.3).

Segundo este mesmo autor, esses sentimentos funcionariam como uma “defesa contra a consciência dolorosa da própria cumplicidade ou responsabilidade no agravamento da adversidade social” tornando tolerável atos que condena moralmente que foram experimentados ou cometidos pelo sujeito por causa de seu trabalho e assim atenua o que o autor chama de “sofrimento ético”. Assim somando-se os fatores externos aos inter-empresariais traz uma desestruturação ao domínio emocional, perturbando a ação do “eu” trazendo influências inevitáveis para a estruturação de uma consciência ética.

Para Carvalho (2006), outra razão seria o aumento da carga de atribuições e responsabilidades pela mesma remuneração, gerando práticas de atos ilícitos contra os empregadores, até para compensar o sentimento de injustiça que prevalece.

5.2 ATITUDES ANTIÉTICAS NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL

A busca pela excelência ética fez com esse tema ocupasse o espaço em diversas categorias profissionais, essas concepções se fizeram necessárias a permanecia e sustentabilidade das profissões, mesmo que esses padrões que envolvem valores das organizações e as obrigações mínimas impostas pela legislação variem muito de acordo com a época e cultura organizacional. Assim após o entendimento das causas que levam os indivíduos a desenvolverem essas práticas, é importante destacar quais os principais comportamentos considerados antiéticos nos setores de direção da empresa.

De maneira geral, Flach (2007) aponta como um dos graves problemas antiéticos encontrados está o assédio moral, que segundo este autor, se desenvolve em uma comunicação hostil e abusiva realizada repetidamente, em que um ou mais indivíduos, sendo colega ou superior por meio da coação, leva a pessoa a uma posição de fraqueza psicológica, ocasionando um quadro de miséria física e social. Outro comportamento antiético mencionado por este mesmo autor está à inveja que consiste no sentimento de ira por outro individuo possuir algo desejável, resultando no impulso invejoso de retirá-lo e estragá-lo.

De acordo com Flach (2007), a mentira também consiste numa postura antiética, “uma vez que o elaborador da mentira conhece a verdade e efetua deformações intencionais sobre o verdadeiro, para atingir o seu objetivo”, o autor também mostra que a mentira tem se tornado parte integrante do processo de socialização nas diferentes profissões. Na medida em que é um comportamento inato do ser humano a necessidade de ser aceito ao meio, para atingir esse fim, se utiliza de informações inverídicas para se inserir no ambiente de trabalho. Outra atitude antiética muito séria considerada por Flach (2007) é a fofoca que segundo ele é “uma notícia anônima de um fato ou acontecimento, e que se espalha publicamente”. Dessa forma a mentira e a inveja são apontadas como as principais motivações da fofoca no ambiente de trabalho, em que uma ou mais pessoas denigrem a imagem de outra na organização que não se encontra fisicamente no memento da conversa.

Embora Flach (2007, p.11), mencione que “as fofocas, mentiras, inveja, assédio moral, e demais ações antiéticas prejudicam a organização, causam conflitos e competições paralelas” para Santos (2013) outro comportamento antiético bastante contundente é a corrupção, que consiste em fraudes sistemáticas ou lograr benesses financeiras para realização de atividades ilícitas ou desvios. O autor defende que a corrupção “deve ser encarada como um dos principais problemas organizacionais”, sendo um entrave para o desenvolvimento sustentável além de provocar ineficiência, incentivos errados aos investimentos econômicos. O autor aponta que para entender a corrupção é preciso ir além do economicismo devendo considerar que “atores econômicos reais se pautam não somente pela busca de seus interesses, mas também pelo oportunismo, que consiste na busca do interesse próprio mesmo em detrimento do coletivo”.

Outro fator considerado como comportamento antiético nas organizações é a fraude que segundo Gil (1998):

Fraude tem o caráter de ação intencional e prejudicial, praticada por profissional interno e externo à organização, em termos de modificação quebra de segurança lógica ou captação, quebra de confidencialidade com uso não autorizado, contra ativo intangível (ideias, processos e resultados empresariais (GIL 1998 apud CARVALHO, 2006, p.1)

Assim, considera-se que a fraude traz efeitos nocivos para a organização e deve ser prevenida por meio de ações que estimulem transparência e a realização de auditorias constantes com o fim de reduzir essas ocorrências, pois é considerada uma atitude antiética como afirma Carvalho (2006, p.6) “A fraude ocorre por uma ação antiética e, em grande parte, deriva da passividade da sociedade e da aceitação implícita das pequenas desonestidades em qualquer segmento da sociedade, independentemente da forma ou característica como é praticada”.

5.3 SETORES EMPRESARIAIS E O COMPORTAMENTO ANTIÉTICO

Sá (2013) classifica a profissão como o “exercício habitual de uma tarefa, a serviço de outras pessoas, insere-se no contexto da sociedade como uma atividade especifica”, a pratica profissional segundo este autor traz “benefícios recíprocos a quem pratica e a quem recebe o fruto do trabalho, também exige, nessa relação à preservação de uma conduta condizente com os princípios éticos específicos”. Quando esses princípios éticos específicos não são respeitados, traz consequências para a entidade, assim, para entendermos essas consequências é preciso também verificar como ocorrem os comportamentos considerados antiéticos nos setores de forma especifica.

O trabalho do setor de Administração de Serviços consiste na contratação e gestão de empresas terceirizadas que executam atividades meio da organização. O comportamento antiético ocorre na medida em que alguns prestadores de serviços oferecem incentivos financeiros ao administrador para garantir prioridade em licitações, ou para não serem apontadas irregularidades contratuais a direção da empresa, sendo um fator que merece atenção como afirma Carvalho (2006):

Outro fato que merece menção é o sistema de terceirização das funções e atividades empresariais, muito frequente, nos últimos anos muitas fraudes ocorrem em processos de terceirização. A pressão por menores custos, melhor qualidade e a necessidade de sobrevivência de contratantes e contratados, acaba por criar um ambiente com alto potencial para fraudes. Contratos com terceiros devem contemplar responsabilidades das partes quanto a fraudes, estabelecer a necessidade de projetos anuais de verificação de eventuais ocorrências e determinar a troca de informações sobre indícios ou denúncias de fraudes (CARVALHO, 2006, p.1).

Já no setor de Contabilidade Sá (2013), classifica como:

[…] um trabalho exercido habitualmente nas células sociais, com o objetivo de prestar informações e orientações baseadas na explicação dos fenômenos patrimoniais, ensejando o cumprimento de deveres sociais, legais, econômicos, tão como a tomada de decisões administrativas, além de servir de instrumentação histórica da vida da riqueza (SÁ, 2013 p.148).

No entanto esse setor responsável por fornecer informações de natureza econômica e financeira, é totalmente afetado por questões inerentes à ética, pois muitas vezes se depara com conflitos de interesses, uma vez que examina o proveito dos sócios com a legislação fiscal vigente. Ao se deparar com essas situações, sabendo que podem ser aplicadas a sanções profissionais e de responsabilidade civil, este não deve corroborar e conferir licitude a atos ilegais praticados por empresários para driblar o fisco como supra-avaliação de ativos, ganhos e projeções para rendimentos futuros, realização de manobras por executivos entre coligadas e controladas, assim também como realizar fraudes ou erros intencionais no fornecimento de relatórios financeiros.

No setor de Logística, que segundo Balou (2013) tem o objetivo de:

[…] prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos (BALOU, 2013, p.17).

Além das atividades de transporte de mercadorias segundo esse Balou (2013), está à administração de materiais, distribuição física, estoque, fluxo de produtos e serviços e comunicações. O comportamento antiético neste setor se manifesta na medida em que a atividade de administração de materiais está suscetível à pratica de atos nocivos em qualquer nível hierárquico, segundo afirma Carvalho (2006):

A possibilidade de um gestor ou seus subordinados do setor de Administração de Materiais utilizarem a sua estrutura de poder de negociação para eventualmente aumentar de forma ilícita sua fonte de renda, à custa da empresa (CARVALHO, 2006, p.3).

Segundo esse mesmo autor (2006), tal situação decorre do fato de “muitos fornecedores procuram induzir os compradores a decidir-se por suas ofertas repassando o custo adicional de comissões para as empresas e aumentando consequentemente custos operacionais”. Dessa forma, dar vazão a realização de atividade fraudulentas na manipulação, compra ou transporte dessas mercadorias.

Surgido da necessidade das empresas de incorporar o desenvolvimento estratégico de pessoal atrelado a outras funções como “seleção, avaliação, remuneração e desenvolvimento” (TONELLI e LACOMBI, 2001, p.1), o setor de Recursos Humanos (RH), possui informações de caráter confidencial em relação a documentos pessoais, remuneração, desligamentos etc. Além de ser um setor que auxilia na resolução de problemas de clima e interpessoais, fazendo um elo entre a gestão e os colaboradores conforme menciona Tonelli e Lacombe (2001) “as funções de recursos humanos devem ser alinhadas à estratégia da empresa”.

Por esse motivo, é imprescindível o comportamento ético no setor de RH, na medida em que informações de caráter sigilosas como: gestões, jurídicas, interpessoais e privadas, dos colaboradores são divulgadas por estes profissionais se manifesta o comportamento antiético.

Por fim, o setor de Tecnologia da Informação (TI), que com a “Com a popularização da informática nas últimas décadas, passou-se a contemplar todas as atividades das empresas em sistemas informatizados” (AMORIM, 2011, p.77), a partir disso, se fez necessário o estabelecimento de um setor que incorporasse essas atribuições delineando e otimizando um sistema de informações que atendesse aos usuários internos de forma eficiente e eficaz. O comportamento antiético nesse setor se manifesta na medida em que informações de rede e dos usuários de todos os níveis organizacionais são manipuladas, divulgadas, e utilizadas de forma privilegiada e ate a realizando fraudes por ter acesso a senhas pessoais e históricos de acesso dos usuários da rede.

6. IMPACTOS NA ORGANIZAÇÃO DE COMPORTAMENTOS ANTIÉTICOS

A proliferação de comportamentos antiéticos nas empresas traz consequências danosas tanto para os indivíduos que dela fazem parte, quanto no meio em que atuam nas relações entre clientes, fornecedores e meio ambiente. Segundo Paulo (2000) O vácuo ético existentes nessas relações tem forte correlação com a fragilidade da ética pessoal que se intensifica segundo do autor (2000, p.1) pelo “excessivo interesse do indivíduo por si próprio, pelo individualismo exacerbado, pelo narcisismo desmedido e pelo frágil sentido de solidariedade”.

Para Flach (2007) no atual modelo de trabalho é possível perceber que o autoritarismo e a competitividade têm gerado stress nos indivíduos e falta de segurança, além da carência de transparência nas relações interpessoais que ocasionam falta de confiança que se somado aos comportamentos antiéticos, tornam-se elementos prejudiciais aos indivíduos e à própria organização. Entre esses elementos apontados pelo autor, está à incidência do assedio moral que é causado pelo abuso de poder, os reflexos nocivos ocasionados pelos comportamentos antiéticos como fofocas, inveja, mentiras e assedio moral nas organizações levam ao estresse. E o acumulo de estresse quando em graus elevados segundo o autor passa a ser denominado burnout. “Esta expressão inglesa designa aquilo que deixou de funcionar por exaustão de energia” (FLACH, 2007, p.5). São sintomas do burnout de acordo com o autor:

• Psicossomáticos: enxaquecas, dores de cabeça, insônia, gastrites e úlceras; diarreias, crises de asma, palpitações, hipertensão, maior frequência de infecções, dores musculares e/ou cervicais; alergias, suspensão do ciclo menstrual nas mulheres.

• Comportamentais: absenteísmo, isolamento, violência, drogadição, incapacidade de relaxar, mudanças bruscas de humor, comportamento de risco.

• Emocionais: impaciência, distanciamento afetivo, sentimento de solidão, sentimento de alienação, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, sentimento de impotência; desejo de abandonar o emprego; decréscimo do rendimento de trabalho; baixa autoestima; dúvidas de sua própria capacidade e sentimento de onipotência.

• Defensivos: negação das emoções, ironia, atenção seletiva, hostilidade, apatia e desconfiança (FLACH, 2007, p.6).

Além desses reflexos nocivos pessoais, a proliferação de comportamentos antiéticos prejudica a imagem empresarial, na medida em que esses atos se tornam públicos, fornecedores e clientes tomam conhecimento desses acontecimentos e desenvolvem um juízo de valor deturpado em relação à organização, e isso impacta de forma negativa na tomada de decisão desses agentes, na realização de transações. “As novas preocupações ambientais e um consumidor mais educado criam incertezas adicionais quanto a produtos, mercados, fabricação e finanças” (CARVALHO, 2006, p. 5). No mercado globalizado a reputação ética torna-se critério de garantia de competitividade. Como aponta Peres (2013):

[…] empresas preocupadas com a ética convertem suas preocupações em práticas efetivas, competem com mais sucesso e obtêm não apenas a satisfação e motivação dos profissionais, mas resultados compensadores em seus negócios (PERES, 2013 p.2).

Outro fator relevante é em relação à credibilidade da diretoria, quando o comportamento antiético se torna uma prática comum, os atos realizados e politicas sugeridas pelos colaboradores são descreditados pela direção pela possibilidade de existirem fraudes oclusas de auto favorecimento. Além disso, para Santos (2013) a corrupção traz um impacto significativo, conforme afirma (2013, p.54) “A corrupção, em suas diversas formas, compromete o desenvolvimento do mercado e reduz possibilidades de lucratividade consistente no longo prazo”.

Assim, observar os impactos desses comportamentos e transformar essa preocupação em ações efetivas dá visibilidade à cultura ética da organização e nivela a entidade ao atual cenário das empresas contemporâneas, que além de ofertar qualidade nos produtos e serviços, também demonstra ética em suas práticas.

7. COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL EM HARMONIA

 […] definir e adotar posturas éticas nas empresas é uma maneira de assegurar os negócios no longo prazo. A ética empresarial, profissional, política e pessoal será a grande exigência da próxima década, substituindo e incorporando a preocupação ambiental (CARVALHO, 2006, p.14).

Como já havia sido previsto pelo autor, a ética se tornou uma grande exigência no mercado atual e principia a excelência econômica, sendo necessária a atuação da organização para garantir o cumprimento do código de ética e motivar o comportamento ético no ambiente empresarial.

Segundo Carvalho (2006), os valores das organizações devem ser codificados em politicas éticas ou códigos de conduta, cujo seu estabelecimento e de responsabilidade da administração, afirmando que a criação desse código é um instrumento importante que só tem sentido se os dirigentes estiverem cientes de sua existência e aplicação e não tem sentido se pessoas de maior nível hierárquico burla-lo. Sendo assim, a criação de um código de conduta e seu cumprimento em todos os níveis é de extrema relevância para estimular o comportamento ético. Como descreve Santos (2013):

O uso de instrumentos como código de ética e de conduta, canal de denúncia, desenvolvimento de controles internos, procedimentos internos de divulgação de temas relacionados à corrupção, análise de aderência ética dos profissionais e parceiros comerciais é crescentemente utilizado pelas organizações na busca de diferenciais no mercado (SANTOS, 2013, p.54).

Outro fator de controle e prevenção segundo Carvalho (2006, p.6) são as auditorias, que segundo ele “as auditorias ainda, institua permanente fiscalização para evitar desvios e eventual descapitalização da empresa, gerados a partir de transações fraudulentas na área de administração de materiais”. Embora algumas vezes, é difícil o controle das atividades ilícitas porque as negociações dessas ações ocorreram fora do âmbito da empresa, dificultando o rastreamento, a realização de auditorias e controles internos atenuam as praticas antiéticas. Além disso, tentar resgatar o senso ético dos indivíduos por meio de ações que mudem e revigorem modelos mentais por meio de um processo de conscientização que seja capaz de resgatar sensos éticos e morais, no âmbito individual, coletivo e organizacional. Como define o autor:

O resgate do senso ético talvez possa ocorrer por um processo de busca de adesão a conjunto de valores positivos, gerando transformações saudáveis nos três níveis de perspectivas organizacionais, quais sejam, favorecimento ao estado de bem-estar individual e coletivo, contribuição para a melhoria de resultados empresariais e relacionamento respeitoso com a comunidade (PAULO, 2000, p.1).

Dessa forma, a ética estará incorporada nas ações empresariais e se tornará uma prática comum a ser seguida e disseminada, influenciando o comportamento dos indivíduos de forma positiva convergindo e harmonizado com os valores internos da organização resgatando valores individuais como: cooperação, oportunidades de desenvolvimento mútuo, confiança no futuro, respeito humano, honestidade, desprendimento, dedicação e humildade.

8. RESULTADOS

Baseado em todos os fatos bibliográficos obtidos e concepções empíricas obtidas por meio da vivência e analise de fenômenos contemporâneos, pode-se concluir que fica notória a influência de práticas antiéticas no comportamento organizacional, visto que a organização é um espaço social composta por indivíduos que uma vez que ao praticarem atos que comprometem o comportamento organizado essa pratica se torna o comportamento organizacional, uma vez que dar margem à repetição dessa prática por outros, sendo ainda intensificada caso não seja descoberta pela direção e dado às corretas medidas administrativas. Esse estudo não buscou um aprofundamento comportamental do individuo e nem uma analise psicológica da motivação antiética deixando uma lacuna de possibilidades para estudos futuros, mas trouxe conceitos de práticas comuns vivenciadas no âmbito empresarial trazidas nas literaturas abordadas.

Tendo em vista que o ser humano é um ser subjetivo e que está constantemente em mudanças e que a criação de reforços e condicionamentos para trazerem e motivarem condutas éticas nas instituições torna-se falidos na medida em que estes indivíduos desenvolvem modelos mentais contrários a essas ações, deixa a resolutiva dependente da vontade e desenvolvimento do senso ético de cada um. Dessa forma, este problema não pode ser resolvido e sim amenizado, entre as medidas apontadas para dirimir essas condutas trazidas neste estudo de forma geral e de forma especifica em cada setor, está à criação de códigos de conduta interna e seu cumprimento em todos os níveis hierárquicos, defendendo que a pratica e a teoria deve estar atrelada, a realização de auditorias e a promoção de ações motivacionais que disseminem senso de justiça social, pensamento coletivo, honestidade e responsabilidade, além da transmissão de confiança e transparência dos atos da organização.

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Comportamentos antiéticos podem surgir por diversos fatores tanto internos quanto externos, principalmente relacionados à competitividade, em que para atingir seus fins algumas pessoas criam atalhos para alcançá-los sem se preocupar com os meios que serão utilizados para galgar esses anseios. A atitude pseudocomportamental, ou melhor, a antiética, quando realizada por esses indivíduos deixam de lado valores coletivos e sociais dando espaço ao individualismo exacerbado em detrimento dos sentimentos de coletividade, solidariedade e justiça. Para trazer este entendimento, foram trazidos acontecimentos durante a história que mostram quais influencias e fatos históricos que favorecem o pensamento individualizado e o auto favorecimento, que é a essência da concepção antiética. Com o auxilio de bibliografias citadas durante este estudo, foi detectado que essas práticas antiéticas são motivadas por aspectos internos e externos, como o auto favorecimento financeiro e fragilidade da consciência ética resultante de pressões internas exercidas por organizações com exagerado dinamismo mercadológico. Ao apontarmos as principais práticas antiéticas de forma geral e especifica nos principais setores, pudemos entender os impactos que trazem a organização no âmbito individual afetando a vida pessoal do colaborador, e no âmbito coletivo os reflexos que incidem na produtividade e no relacionamento interpessoal.

Finalizando, a ciência dos costumes ou atos humanos, tem se tornado uma questão de sobrevivência para as organizações submetidas a pressões constantes. Com a era da informação o publico consumidor tem se tornado cada vez mais exigente aos valores morais, sendo necessário que as empresas demonstrem em suas ações princípios como à ética, além da qualidade nos produtos e serviços. Portanto as organizações que desejam ser inseridas, nesse novo padrão comportamental do mercado, devem exercer uma ética interna e fazer cumprir na prática o pregam na teoria, por meio das ações empresariais com: clientes, fornecedores, concorrentes e colaboradores devem exprimir condutas marcadas por seriedade, humanidade, lisura, justiça e preservação a integridade das pessoas, garantindo assim a competitividade, satisfação dos clientes e harmonia entre os processos organizacionais.

REFERÊNCIAS

AMORIM, Fabiana Borelli; TOMAÉL, Maria Inês. O Uso de Sistemas de Informação e seus Reflexos na Cultura Organizacional e no Compartilhamento de Informações. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, v. 1, n. 1, p. 74-91, 2011.

BALOU, Ronald H. Logística Empresarial-Transportes, Administração de Materiais e Distribuição Física, Atlas, São Paulo: p 17-18, 2013.

CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações. Editora Manole, 2005.

DA SILVA PERES, Saulo Antonio. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES. Maiêutica-Estudos Contemporâneos em Gestão Organizacional, v. 1, n. 1, 2013.

DE CARVALHO, Vera Lucia; DE CAMARGO OLIVA, Eduardo. Prevenção a Fraudes em Empresas Industriais de Autopeças na Região do Grande ABC. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 8, n. 22, 2006.

DOS SANTOS, Renato Almeida; DE HOYOS GUEVARA, Arnoldo Jose; AMORIM, Maria Cristina Sanches. Corrupção nas organizações privadas: análise da percepção moral segundo gênero, idade e grau de instrução. Revista de Administração, v. 48, n. 1, p. 53-66, 2013.

ENRIQUEZ, Eugène. Os desafios éticos nas organizações modernas. Revista de Administração de Empresas, v. 37, n. 2, p. 6-17, 1997.

FLACH, L. Comportamentos antiéticos nas organizações: relatos ligados a inveja, mentira, fofocas e assédio moral. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 31., 2007, Rio de Janeiro – RJ. Anais Eletrônicos. Rio de Janeiro: ANPAD, 2007. 1 CD-ROM

GODOY, Arilda Schmidt. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de empresas, v. 35, n. 3, p. 20-29, 1995.

LACOMBE, Beatriz Maria Braga; TONELLI, Maria José. O discurso e a prática: o que nos dizem os especialistas e o que nos mostram as práticas das empresas sobre os modelos de gestão de recursos humanos. Revista de administração contemporânea, v. 5, n. 2, p. 157-174, 2001.

LOPES DE SÁ, Antônio  ETICA PROFISSIONAL. 9° Edição: Atlas, São Paulo: p. 155-170, 2013

MACIEL, Helltonn Winicius Patricio et al. As relações de trabalho nos bancos privados: um estudo da política de gestão e seus impactos sobre os bancários. 2010.

PAULO, Francisco. ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES, 2000.

ROBBINS, Stephen P. Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall. 2002

ZYLBERSZTAJN, Decio. Organização ética: um ensaio sobre comportamento e estrutura das organizações. Revista de Administração Contemporânea, v. 6, n. 2, p. 123-143, 2002.

[1] Graduando do 8º Semestre no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis- Faculdade Regional da Bahia -UNIRB, 2018.

Enviado: Abril, 2018.

Aprovado: Junho, 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here