Impermeabilização de edificações: mantas asfálticas e argamassas poliméricas

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ARTIGO ORIGINAL

SCHEIDEGGER, Guilherme Marchiori [1]

SCHEIDEGGER, Guilherme Marchiori. Impermeabilização de edificações: mantas asfálticas e argamassas poliméricas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 05, pp. 126-151. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

As áreas molhadas (molháveis) de qualquer tipo de construção, expostas a água por longos períodos, estão mais propensas a manifestações patológicas que podem diminuir a vida útil dos elementos atingidos, reduzir o valor do imóvel e em casos mais extremos podem comprometer o sistema estrutural, além de afetar diretamente a saúde dos usuários e moradores. Banheiros, cozinhas, piscinas, telhados verdes, caixas d’água pré-moldadas em concreto armado e lajes, são as áreas mais suscetíveis a infiltrações e por isso, devem receber tratamento especial ainda no processo de construção, quando em cada caso deve ser aplicado o material e método específico para a impermeabilização. As mantas asfálticas e argamassas poliméricas disponíveis no mercado são as mais utilizadas como meios impermeabilizantes nas construções de edificações residenciais, desde que haja a viabilidade da aplicação nas diversas situações e necessidades de cada área da obra. Em muitos casos é usado os dois tipos de impermeabilização, porém em áreas distintas do mesmo empreendimento. O trabalho proposto buscou analisar os dois principais produtos de impermeabilização com seus métodos de aplicação, em diferentes ambientes de uma edificação residencial, através de revisão de literatura. O objetivo é analisar os processos e locais de aplicação, os materiais empregados e o percentual de custo da impermeabilização em relação ao custo total da obra, afim de evidenciar as principais vantagens e desvantagens no uso destes sistemas. Os principais resultados da pesquisa estão na verificação dos sistemas propostos pelo corpo técnico e consultoria especializada, em oposição a complexidade dos projetos arquitetônicos e estruturais.

Palavras Chave: Impermeabilização, Mantas Asfálticas, Argamassas Poliméricas.

INTRODUÇÃO

A impermeabilização em edificações nunca foi uma prioridade construtiva, contudo, nos últimos anos a conscientização de sua importância vem crescendo, assim como a tecnologia dos materiais, métodos de aplicação e manutenção. Por trás de qualquer projeto, independente da envergadura, a impermeabilização é um item imprescindível que necessita ser 100% fiscalizado para não haver riscos de irregularidades durante o processo da aplicação e com isso, evitar gastos com a recuperação dos elementos afetados.

Diante da grande relevância do tema proposto, ressalta-se a percepção de que o tema não é abordado com a ênfase necessária no curso de engenharia civil nas diversas instituições de ensino do país, visto que a prevenção contra a infiltração está diretamente ligada à vida útil da estrutura. Cumpre destacar ainda que é uma área com certa escassez de conhecimento e material de pesquisa, portanto o desenvolvimento deste trabalho pode vir a enriquecer a comunidade acadêmica a respeito do assunto.

Apresentando-se dois dos principais métodos de impermeabilização na construção civil, visando atender a necessidade das áreas passíveis a receber tais aplicações, especificamente em edificações. Tendo como produto final destas avaliações, o conhecimento técnico da escolha adequada de impermeabilizante para cada ambiente a ser impermeabilizado em edificações.

As novas tecnologias geraram materiais mais seguros, com desempenhos físicos e mecânicos mais confiáveis que os antigos asfaltos oxidados e outros sistemas baseados em cimentos Portland e água. Com isso, surge um questionamento: quais benefícios e desvantagens das técnicas de impermeabilização usadas para combater as manifestações patológicas causadas por acúmulo de água?

O objetivo geral é revisar as especificações técnicas de dois tipos de sistemas de impermeabilização, sendo eles a argamassa polimérica e a manta asfáltica, tendo como principal foco os métodos de aplicação, os locais de aplicação e as vantagens e desvantagens dos dois sistemas. Os objetivos específicos visam dar ênfase nas principais características técnicas dos dois processos de impermeabilização estudados, tais como material empregado, prazo de execução, disponibilidade e especificidades da mão de obra, além de indicar qual dos dois processos apresentados pode ser considerado a melhor técnica a ser utilizada, e também as interferências que estão presentes nos projetos de impermeabilização. No primeiro capítulo será contextualizo impermeabilização, juntamente com as suas normas, tipos, classificação e importância. O segundo capítulo descreve os sistemas e os tipos de impermeabilizantes. Já o terceiro capítulo relata-se os projetos e interferências, além dos custos de reparo de sistemas de impermeabilização.

O presente trabalho foi estruturado com base em revisão de literatura, realizada em livros, boletins técnicos, artigos, revistas, sites, consulta de periódicos, dissertações e teses que tratam do tema escolhido, de forma mais específica a impermeabilização em edifícios residenciais. Destacam-se também as normas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, sobre o assunto.

2. IMPERMEABILIZAÇÃO

2.1 DEFINIÇÃO

Inicialmente a impermeabilização era definida como a proteção das construções contra a infiltração de água, conforme a NBR 12190 (ABNT 1992). No ano de 1984, Picchi apresentou um conceito mais amplo afirmando que além dos materiais devem-se incluir as técnicas de aplicação com o objetivo de garantir o desempenho do elemento quanto à estanqueidade, e passando a ser definida, a partir de 2010, como um conjunto de camadas e serviços aplicados a execução do preparo das superfícies, como camadas separadoras, amortecedoras e de proteção primária e mecânica, que confere impermeabilidade as partes construídas.

Picchi (1986), afirma ainda, que a impermeabilização é considerada um serviço especializado dentro da construção civil, sendo um setor que exige razoável experiência, no qual detalhes assumem um papel importante e onde uma falha mínima, ainda que localizada, pode comprometer todo o serviço. Além disso, há ainda, a evolução natural e constante dos materiais e sistemas, implicando na necessidade de projetistas e de mão de obra especializadas.

Segundo Bauer, Vasconcelos e Granato (2010), as falhas de desempenho dos sistemas de impermeabilização poderão gerar ainda custos de reimpermeabilização que superam 5 a 10% do custo da obra, já que muitas vezes os reparos envolvem quebras dos revestimentos de acabamento, sem levar em consideração outros custos, como a depreciação do valor patrimonial, recobrimento de manchas, utilização regular da área impermeabilizada, dentre outros.

Impermeabilização, portanto, é um conjunto de operações e técnicas construtivas, com o intuito de proteger principalmente os elementos ou áreas de uma construção que estão expostos à ação da água, como piscinas, banheiros, e outros já citados anteriormente. É considerada uma tecnologia construtiva que consiste na aplicação de produtos específicos, tendo como objetivo estancar uma área propensa à ação da água. Geralmente a impermeabilização é composta por um conjunto de camadas com funções especificas o que gera a definição de sistema de impermeabilização como sendo o “conjunto de produtos e serviços destinados a conferir estanqueidade a partes de uma construção” (ABNT- 9575,2010).

2.2 NORMATIZAÇÃO

Desde 1940 a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, vem atuando em diversos setores da construção civil no Brasil. Especificamente elabora e promove documentações que normatiza aspectos de aplicação e execução, necessárias para cada interesse dos setores construtivos, consumidores em geral, equipes de pesquisa e entidades como o CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. A ABNT dispõe de 23 comitês brasileiros de normalização (CBl’s). Para o setor de impermeabilização em particular há a construção civil o CB-2 — Construção Civil o CB-18 — Cimento, Concreto e Agregados, e o CB-22 Isolação Térmica.

São várias as vantagens da normatização segundo o engenheiro Picchi (1986), seja contribuindo para o aumento de produtividade, através da racionalização interna das indústrias, aumento da escala de produção, diminuição de estoques e demais fatores, seja atuando na organização do mercado, através da definição de níveis de qualidade, criação de procedimentos de controle de qualidade no recebimento de materiais, estabelecimento de uma linguagem comum entre o projetista, o executor e a indústria de materiais, facilitação da logística sobre o produto.

Particularmente no que se refere às impermeabilizações, cujo mercado é extremamente variado e dinâmico, é fundamental a ação estabilizadora da normalização, através da tipificação, unificação, simplificação, padronização e integração. Por estas razões, a ABNT e o IBI-Instituto Brasileiro de Impermeabilização têm dedicado grande atenção a questão da normalização da impermeabilização, que está cada vez mais se tornando assunto permanente dos Simpósios Brasileiros de Impermeabilização.

As principais normas técnicas referentes à impermeabilização são:

  • ABNT 9574/2008: Execução de impermeabilização Procedimento.
  • ABNT 9575/2010: Impermeabilização – Seleção e Projeto.
  • ABNT 9686/2006: Solução asfáltica empregada como material de imprimação na impermeabilização.
  • ABNT 9952/2014: Manta asfáltica com armadura para impermeabilização – Requisitos e Métodos de Ensaio.
  • ABNT 11905/2015: Sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabilizante e polímeros.
  • ABNT 13321/2008: Membrana acrílica com armadura para impermeabilização – Especificação.
  • ABNT 13532/1995: Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura.
  • ABNT 13724/2008: Membrana asfáltica para impermeabilização com estruturante, aplicada à quente.

Algumas destas normas encontram-se em revisão. Outras referências bibliográficas:

  • ABNT 6118/2014 – Projeto de Estrutura de Concreto.

2.3 TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO

O mercado classifica em duas categorias os métodos de impermeabilização na construção civil:

  • de acordo com o seu comportamento e forma de aplicação: o sistema flexível, (mantas asfálticas) e os moldados no local (asfaltos e emulsões aplicados a quente ou a frio);
  • e o sistema rígido, formado por aditivos de ação hidrofugante para o concreto e a argamassa (estearatos, silicatos e outros).

Os de sistema rígido atendem a superfícies que não sofrem movimentação causada pela variação de temperatura ou acomodação das estruturas – piscinas enterradas, por exemplo. “Os produtos desse grupo possuem cimento na composição”, explica o pesquisador Rubens Vieira, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). No geral impermeabilizações rígidas são os concretos que se tornam impermeáveis pela inclusão de um aditivo; e os revestimentos com argamassas, que são tratados da mesma forma.

Já os flexíveis, por possuírem em sua composição asfalto e polímeros, suportam melhor a contração e dilatação do substrato. Lajes, fundação tipo radie e pisos de terrenos instáveis, são alguns dos exemplos de sua utilidade. Existem ainda duas subdivisões: as mantas, produtos industrializados, e as membranas, moldadas na construção. Há ainda, mesmo que não oficialmente, os semiflexíveis, onde se enquadra a argamassa polimérica, que pertence na verdade, de fato, ao grupo dos rígidos.

2.4 CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO COMPORTAMENTO FÍSICO

Quanto ao comportamento físico, Cunha e Newman (2001) define que o contado da água com a estrutura deve ser trabalhado da seguinte forma e com os seguintes elementos:

  • de elementos de construção onde normalmente se prevê a ocorrência de trincas;
  • de elementos da construção não sujeitos a fissuramento e trincas.

Normalmente os elementos que indicam onde haverá ocorrência de trincas são aqueles sujeitos a variação de dimensionamento proveniente de aquecimento e do resfriamento, ou recalques e movimentação estrutural, como lajes contínuas sobre vigas, marquises em balanço entre outros. Aquecimento por irradiação solar, também se enquadra neste item, porque, ao serem cheias, o peso adicional provoca movimentação, como as caixas d’água elevadas que ocorrer diferença térmica acentuada entre a água, paredes e tampa da caixa.

Segundo Cunha e Newman (2001), geralmente em elementos da construção onde o concreto permanece em compressão, onde são as partes da obra com carga estabilizada e com temperatura relativamente constante, há o surgimento de fissuras e trincas. Nos subsolos a ocorrência dessas trincas é muito comum. Mas, as trincas e falhas no concreto também podem ocorrer por contração durante o processo de cura, deficiências de execução devido a falhas no lançamento do concreto e granulometria dos agregados, acomodação do terreno, abalos causados por obras vizinhas, passagem de veículos pesados e remotos.

2.5 IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DOS IMPERMEABILIZANTES

Os sistemas de impermeabilização nos diversos tipos de construção garantem que as estruturas fiquem protegidas contra a ação da água, funcionando como barreiras físicas da propagação de umidade e vapor, evitando infiltrações, manchas e bolor, desplacamento de revestimento, eflorescências, surgimento de goteiras, corrosão nas armaduras no concreto e no próprio concreto, que pode perder sua capacidade mecânica. Essas anomalias podem ocorrer em subsolos, áreas molháveis, lajes, piscinas, reservatórios, paredes de contenção, dentre outros.

Pereira (2007, p.78), afirma que “Quanto mais exposto à água estiver o ambiente, mais cuidadoso deve ser a execução” e continua:

A água que se infiltra em superfícies e estruturas danifica o concreto e suas armações em aço, causando ferrugem. Ao mesmo tempo, afeta as alvenarias e os revestimentos, diminuindo a vida útil de pinturas e azulejos. Um ambiente carregado de umidade em paredes, pisos e teto fica insalubre, devido à possibilidade de fungos e mofos, além de causar desconforto em sua utilização. (Pereira, 2007, p. 77)

A impermeabilização é responsável pelo selamento e vedamento dos poros e falhas em construções, sejam elas providas por momentos estruturais ou por vícios construtivos de preparo e execução, resultando em maior conforto, segurança aos usuários finais.

É uma das etapas da construção civil de suma importância que muitas vezes é deixada de lado, por motivos de corte em gastos e/ou desinformação, acarretando no aparecimento de anomalias decorrentes de umidade. As demais, falhas corrigidas a posteriori, somam muitas vezes o custo inicial. Em muitos casos, as construtoras não dão a devida importância para o projeto de impermeabilização, como dão aos demais projetos, ficando em segundo plano.

Lajes de cobertura, piscinas suspensas, piscinas enterradas, banheiros e todas as áreas com propensão a receber grandes quantidades de água, ou que permanece molhada a maior parte do tempo da vida útil da edificação. Cada ambiente demanda um processo e tecnologia diferente de implantação para garantir a máxima eficiência de estanqueidade. Somente o projetista de impermeabilização poderá indicar qual método mais adequado para cada tipo de situação, desta forma, a qualidade final desse serviço estará intrinsicamente ligada a esse profissional.

Grande parte dos problemas associados às impermeabilizações podem ser verificados e solucionados nos estágios iniciais de desenvolvimento da construção. Geralmente, os problemas de impermeabilização são notados somente nos estágios finais da obra pela construtora, podendo ser muito tarde e gerar custos adicionais desnecessários e exorbitantes, pois, como já mencionado, muitas vezes há necessidade de quebrar revestimentos para a execução de reparos.

3. SISTEMAS E TIPOS DE IMPERMEABILIZANTES

3.1 SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Em uma obra de engenharia, são variadas as possibilidades de implantação de um sistema de impermeabilização, cada qual com características próprias. A correta implantação dependerá de vários fatores, incluindo resistências mecânicas e ambientais, mão de obra, custo etc. A seguir são descritos alguns dos sistemas de impermeabilização e a respectiva função.

  • Hidrofugantes: Repelem a água, podendo ter sua aplicação diretamente sobre as superfícies minerais. Indicados para concreto aparentes e tijolo, fachadas de pedra, cerâmica porosa e telha cerâmica.
  • Cristalizantes: A mistura de um componente adesivo a um cimentício gera um ganho de consistência, esta pasta aplicada sobre uma superfície úmida forma cristais que, quando secos, estaqueiam o elemento.
  • Argamassa Polimérica: Revestimento impermeável. Um bicomponente devidamente pré-dosado, composto por aditivos, cimento, polímeros e agregados. É indicada para piscinas, poço de elevadores, rodapés, áreas frias (áreas de serviço, banheiros, cozinhas,), subsolos, reservatórios e caixas d’água.
  • Emulsão Acrílica: Membrana líquida composta por elastômero e base acrílica, sendo aplicada a frio e moldada no local. É indicada para superfícies expostas a intemperes
  • Manta Asfáltica: Revestimento pré-fabricado, composto por polímeros e asfalto, modificado e armada com estruturante. Indicada para lajes inclinadas ou planas, floreiras, jardineiras, áreas frias, piscinas, caixa d’água e reservatórios.
  • Emulsão Asfáltica: Um monocomponente aplicado como pintura, contudo é preciso de proteção mecânica. Indicada para terraços lajes e áreas frias.
  • Calafetador: Indicado para vedações em geral, como preenchimento de juntas.
  • Hidrorrepelente: Sistema que tem como função repelir o excesso de água, não modifica ou forma filme no substrato. Indicado para tijolos e concreto aparentes, fachadas de pedras, cerâmica porosa e telha cerâmica.

3.2 APLICAÇÃO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Há vários locais onde a aplicação da impermeabilização é extremamente necessária para que não haja surgimento de anomalias futuras nas construções civis. Em particular para as edificações, os materiais devem ser analisados e selecionados conforme cada caso dos ambientes a serem impermeabilizados, pois em cada local a água age de forma diferenciada. Conforme mostra a Tabela 1, que detalha os principais locais de aplicação da impermeabilização e os materiais mais adequados para cada tipo, conforme sua solução patológica.

Tabela 1: Resumo das Soluções de Patologias de Impermeabilização

Fonte: wwwo.metalica.com.br/sistemas-de-impermeabilizacao-na-construcao-civil

Lembrando que, cada tipo de construção há necessidades diferenciadas para cada tipo de impermeabilização, tudo depende das utilidades dos ambientes conforme a utilização do usuário final, pois desta forma, obtém-se melhor resultado no sistema de impermeabilização aplicado.

3.3 ARGAMASSA POLIMÉRICA INDUSTRIALIZADA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO

A ABNT-NBR 11905 (EB2205) de 10/2015 especifica os requisitos mínimos exigíveis para argamassas poliméricas industrializadas para impermeabilização sobre sistemas construtivos não sujeitos às fissuras dinâmicas, submetidas à ação de água de percolação, sob pressão negativa e positiva. A argamassa citada nessa norma refere-se apenas a que estanque à passagem de água, logo, não é a que estanque à passagem de vapor d’água (ABNT-NBR 11905,10/2015).

Os polímeros utilizados com o cimento impermeabilizante devem ser compatíveis com o mesmo, não podendo saponificar, reemulsionar e nem produzir reações químicas que causam corrosão nas armaduras da estrutura, pois os polímeros suscetíveis à reemulsificação e saponificação não podem ser utilizados (NBR-11905,1992).

Em caso de utilização em estruturas que tenham contato com água potável, o impermeabilizante não pode, em hipótese alguma, alterar a potabilidade dessa água, atendendo as normas da NBR 12170. É necessário verificar a resistência química para o uso desse produto, caso a argamassa polimérica tenha entrado em contato com essa água potável.

Todos esses produtos devem ser fornecidos em embalagens fechadas, contendo as seguintes informações: sua denominação comercial, sua principal finalidade, características e consumo do produto, seu peso líquido, condições de armazenamento do produto, data de fabricação e validade. Alertando-se que esses produtos devem ser armazenados de maneira correta, em locais secos e protegidos de intempéries.

Quando for feito o ensaio, deve-se aplicar somente na face que receberá a pressão da água, e as outras faces do corpo de ensaio servem para observar uma eventual penetração da água. Quanto a sua aplicação, deve-se obedecer a indicação do fabricante para a mistura dos componentes, tempo e modo de aplicação, consumo, número e intervalo de demãos.

Após aplicação da última demão, deixar o corpo de prova curar por 28 dias em condições padrão: temperatura de 25°C e umidade relativa do ar de 65%. Aplicar a argamassa polimérica em todas as faces do corpo de prova, exceto na área que receberá a pressão de água, que já recebeu a devida aplicação anteriormente.

Por sua característica, a argamassa polimérica pode atuar tanto no entorno, quanto dentro das tubulações. Nota-se na Figura 1, que a aplicação é feita no entorno da tubulação.

Figura 1 – Aplicação de argamassa polimérica no entorno de tubulações

Fonte: www.imperacqua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=29

Para desempenho adequado, é fundamental que a superfície aplicada seja completamente recoberta com o impermeabilizante. Percebe-se na Figura 2, que a aplicação é feita de forma contrária da anterior, mas com a mesma eficiência, pois a argamassa polimérica é aplicada dentro das tubulações.

Figura 2 – Aplicação de argamassa polimérica dentro de tubulações

Fonte: www.imperacqua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=29

A argamassa polimérica é muito usada, por exemplo, em banheiros, pois além de ter uma fácil aplicação, ela não aumenta a camada do piso, uma vez que ela tem 2 mm de espessura, podendo aplicar o revestimento diretamente, não havendo necessidade de aplicar algum produto de proteção mecânica.

Em caso de amostragem, deve-se enviar ao laboratório a embalagem completa do produto para ser feito o ensaio, além das informações de fracionamento por parte do fabricante sempre que for necessário. Quando a amostra atende a todos os requisitos da norma, ela é automaticamente aceita.

Por possuir fácil aplicação e menor custo comparado a outros produtos, a argamassa polimérica é um dos sistemas de impermeabilização rígidos mais utilizados na construção civil. Ela é indicada para estanqueidade da umidade, pois evita infiltrações nas estruturas com pouca movimentação, além de piscinas, baldrames, cortinas de contenção, rodapés e em locais que possuem áreas frias.

A argamassa polimérica é produzida industrialmente, e tem em sua composição cimento, agregados minerais inertes, polímeros acrílicos e aditivos. Quando devidamente misturados e aplicados à estrutura, tais materiais formam um revestimento muito durável, com ótima impermeabilização e uma elevada resistência mecânica.

3.4 MANTA ASFÁLTICA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO

A NBR 9952:2014 é a norma que específica os requisitos mínimos para a aceitação de mantas asfálticas utilizadas para impermeabilização, é ela que estabelece os métodos de ensaio necessários para a verificação destes requisitos. As mantas asfálticas são classificadas de acordo com a sua tração e o seu alongamento em tipos I, II, III e IV, e a sua flexibilidade a baixa temperatura em classes A, B e C, conforme a tabela que está disponível na norma. Elas podem ter acabamento superficial dos seguintes tipos listados a seguir: granular, geotêxtil, metálico, polietileno, areia de baixa granulometria e plástico metalizado. Outros tipos de acabamento também podem ser utilizados, desde que atendam aos requisitos mínimos desta norma.

Essas mantas devem possuir as seguintes características: apresentar uma compatibilidade entre seus constituintes (asfalto, armadura e acabamento), devem suportar os esforços atuantes para os quais foram destinadas mantendo-se sempre estanques, possuir superfície plana e uniforme, ser impermeável, devem ser resistentes à umidade, não apresentar alteração no seu volume, resistir aos ácidos dissolvidos nas águas pluviais e ter armadura distribuída uniformemente em toda a sua extensão, que não descole ou delamine ao longo do tempo.

Com relação as emendas entre mantas asfálticas, para se obter boa execução, é necessário que sejam utilizadas as temperaturas adequadas para cada tipo de produto, que são definidos pelo fabricante, dessa forma, elas não serão danificadas, nem perderão a sua estanqueidade. Essas emendas devem ter uma sobreposição mínima de 100 mm nos sentidos longitudinal e transversal, de forma que o ensaio de tração que foi executado sobre a emenda, apresente um resultado igual ou superior ao especificado na norma.

A superfície da face de colagem da manta asfáltica deve possuir uma boa aderência para o concreto ou argamassa, quando previamente imprimados com soluções ou emulsões asfálticas para impermeabilização, atendendo as recomendações da NBR 9686. A definição do tipo de manta que será usada deve ser em função dos itens listados a seguir: local e estrutura a ser impermeabilizada, carga atuante sobre a manta, grau de fissuração, flecha máxima admissível, exposição às intempéries e forma de aplicação aderida ou não ao substrato. Essa definição cabe ao responsável técnico, ele que irá analisar e verificar qual o tipo de manta asfáltica é mais indicado para aquela estrutura, atendendo aos critérios da NBR 9575.

A manta asfáltica é frequentemente usada em coberturas de laje, pois é a mais eficaz e duradoura para esse tipo de estrutura, como nota-se ver na Figura 3.

Figura 3 – Aplicação de manta asfáltica sobre laje

Fonte: http://tecnoimp.com.br/servicos/

A manta asfáltica é um lençol pré-fabricado de asfalto com polímeros, que substitui os asfaltos que eram derretidos ou diluídos e lançados nas lajes, como era feito anteriormente, dessa maneira, sua impermeabilização é muito mais moderna e eficaz.

A manta asfáltica tem em média 3 a 4 mm de espessura, não se admitindo em nenhuma hipótese, valor inferior a 93% do valor informado pelo fabricante, excluindo os 5 cm das bordas, que não são considerados para a medida da espessura. Apenas a espessura da própria manta é considerada, desprezando qualquer outro material de acabamento.

Aceita-se até 1% de variação, para menos, na largura do valor indicado pelo fabricante e até 0,5%, para menos, no comprimento do valor indicado pelo fabricante do produto. Essas medidas devem ser realizadas por trenas muito bem aferidas, e em uma superfície lisa e plana, além de o material estar acomodado e estabilizado por no mínimo 60 minutos.

Quando essa coleta de amostra é feita no depósito da obra, as bobinas devem estar estocadas de maneira correta, atendendo os requisitos da norma, caso contrário, todo o lote deve ser rejeitado. Em relação aos ensaios, as amostras devem ser extraídas do lote fornecido, na fábrica ou na obra, com suas quantidades definidas, conforme Tabela 2.

Tabela 2 – Retirada de Amostras

Fonte: NBR 9952 (2014, p. 5)

Um lote é uma certa quantidade definida de bobinas de manta asfáltica, com produção em condições uniformes. O material que é extraído dessas bobinas, é retirado os corpos de prova que serão ensaiados, necessita ter um comprimento mínimo de 3 m, não pode apresentar dobras ou qualquer outro tipo de dano que possam alterar o resultado dos ensaios, além de conter uma etiqueta com todas as indicações do produto.

3.5 PROTEÇÃO DA CAMADA IMPERMEABILIZANTE

A norma NBR 8083 “Materiais e Sistemas utilizados em Impermeabilização Terminologia” define proteção como camada sobrejacente à impermeabilização, com a finalidade de protegê-la da ação dos agentes atmosféricos e eventualmente das ações mecânicas. Percebe-se que no sistema up side down, em que a isolação térmica é colocada sobre a impermeabilização, a camada denominada “proteção” é colocada sobre a isolação, protegendo-a também, por outro lado, a isolação passa também a ser elemento de proteção da impermeabilização, explica o Engenheiro Flávio Augusto Picchi.

A cor da superfície tem grande influência sobre o seu desempenho térmico, a maioria das impermeabilizações, de cor negra, não pode ficar exposta aos raios solares, pois nesta situação chega a atingir temperaturas da ordem de 400ºC a 500ºC acima da temperatura ambiente, devido ao efeito da radiação. Além disso, muitos materiais poliméricos utilizados em impermeabilização e em isolações térmicas são rapidamente degradados pela ação da luz solar, particularmente da radiação ultravioleta. Por estas razões, excetuando-se algumas impermeabilizações, de cores claras, concebidas para resistir aos agentes atmosféricos, a maioria das impermeabilizações e isolações térmicas exige uma proteção contra a radiação solar. (PICCHI)

Quanto a proteção mecânica, é exigida em diferentes graus, em função das características dos materiais e do nível de solicitação, além dos esforços advindos do trânsito (funcionamento, rasgamento, etc), devem ser também consideradas as ações do vento, tais como o efeito de sucção, que pode agir sobre a isolação térmica ou sobre impermeabilizações. (PICCHI)

A proteção mecânica rígida constitui-se em piso final, sendo utilizada em áreas acessíveis; dependendo da solicitação pode ser constituída de argamassa simples, argamassa ou concreto armado ou pisos nobres (cerâmica, pedras naturais). A proteção mecânica do tipo material solto consiste na colocação sobre a cobertura de materiais granulares soltos (brita, argila expandida, dolomita), pode ser utilizada em coberturas inacessíveis e de pequena inclinação. Além de proteção mecânica, trata-se de eficiente proteção térmica, uma vez que são utilizados materiais granulares o mais claro possível e de granulometria uniforme de forma a possibilitar o resfriamento pela reflexão dos raios solares e ação do vento entre os grãos. (PICCHI)

4. PROJETOS, INTERFERÊNCIAS E CUSTOS

4.1 O PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

O profissional encarregado do planejamento da impermeabilização deve dispor dos projetos de arquitetura e complementares que tenham o detalhamento da Impermeabilização. É importante termos um projeto em conformidade com os aspectos Normativos (ABNT) e de qualidade.

A norma ABNT 9575, estabelece as exigências e recomendações para seleção e projeto de impermeabilização, para que sejam atendidas as condições de proteção da construção contra a passagem de fluidos, bem como a salubridade, segurança e conforto do usuário, para garantia da estanqueidade no local de aplicação. Está condicionante é válida também para o processo de execução, acréscimo ou reconstrução, ou ainda em casos de reformas ou reparos.

Contudo, muitas obras são iniciadas e finalizadas sem ao menos possuírem um projeto de impermeabilização, acarretando na contratação tardia de uma empresa especializada para implementar o serviço. Com a obra no processo final de conclusão, a empresa tem sérias dificuldades, pois são detectados muitos problemas. Em geral, erros ou falhas de caimentos, proteções, rebaixos e outros detalhes, fundamentais para o bom funcionamento da impermeabilização, que podem ocasionar sobrecarga não prevista na laje, e solicitação de previsão de cálculos. Custos que podem ser evitados com um projeto executivo bem executado.

Os projetos para execução do sistema impermeabilizante, devem ser escolhidos levando em consideração os materiais adequados para cada ambiente e conforme a circunstância de cada local. No geral, essa classificação de materiais pode ser detectada por duas principais formas Cunha e Newman (2001):

a) de acordo com a atuação da água sobre o elemento da construção;

b) de acordo com o comportamento físico do elemento da construção.

Ainda segundo Cunha e Newman (2001), quanto as circunstâncias do local, é necessário trabalhar com seguintes contatos da água com a estrutura:

  • água de percolação;
  • umidade por capilaridade;
  • água com pressão.

A seguir, no lado esquerdo da Figura 4, representa a água de percolação, que segundo Cunha e Newman (2001), é a que atua em terraços e coberturas, empenas e fachadas, onde há espaço para livre escoamento, sem que a pressão hidrostática exerça sobre os elementos da edificação.

Figura 4 – Percolação por vãos livres e infiltração por capilaridade

Fonte: Autoria própria

Já do lado direito da mesma figura, nos ilustra, a umidade por capilaridade, é a ação da água sobre os elementos das construções que estão em contato com bases alagadas ou solo úmido. A água é absorvida e transportada, pela ação da capilaridade de materiais porosos.

Os casos mais comuns encontrados em relação a atuação da água sobre um elemento construtivo, são: água de percolação, em terrenos, coberturas, empenas e fachadas ocorrendo livre escoamento do líquido, água com pressão hidrostática sobre a impermeabilização, como visto em piscinas e caixas d’água; umidade por capilaridade de materiais porosos devido o contato com bases úmidas.

4.2 PROJETO BÁSICO

O projeto básico de impermeabilização deverá seguir o definido na ABNT-NBR 13532-1995. Deverá ser realizado para obras de edificações multifamiliares, comerciais e mistas, industriais, bem como para túneis, barragens e obras de arte, pelo mesmo profissional ou empresa responsável pelo projeto legal de arquitetura. Além de conter desenhos com plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo, detalhes construtivos que descrevem graficamente as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o equacionamento das interferências existentes entre todos os elementos e componentes construtivos, detalhes construtivos que explicitem as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o atendimento das exigências de desempenho em relação à estanqueidade dos elementos construtivos e à durabilidade frente à ação da água, da umidade e do vapor de água.

Os textos, por sua vez, devem contemplar o memorial descritivo dos tipos de impermeabilização selecionados para os diversos locais que necessitem de impermeabilização (ABNT 9575-2010).

4.3 PROJETO EXECUTIVO

O projeto executivo deverá conter desenhos com plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo, detalhes genéricos e específicos que descrevam graficamente todas as soluções de impermeabilização.

Os textos devem ser mais detalhados em relação ao projeto básico, devendo contemplar o memorial descritivo de materiais e camadas de impermeabilização, memorial descritivo dos procedimentos de execução, planilha de quantitativos dos materiais e serviços, metodologia para controle e inspeção dos serviços. (NORMA ABNT 9575-2010).

Para a elaboração do projeto deve-se considerar:

a) A estrutura a ser impermeabilizada (tipo e finalidade da estrutura, deformações previstas e posicionamento das juntas).

b) As condições externas às estruturas (solicitações da água na estrutura, impermeabilizações, detalhes construtivos, projetos que possam prejudicar a impermeabilização e análise de custos X durabilidade).

Todo esse processo de elaboração do projeto executivo, bem como os serviços decorrentes, deverá ser realizado por profissionais registrados e com qualificação para executar as atividades técnicas.

4.4 INTERFERÊNCIAS NO PROJETO

O projeto executivo deverá conter desenhos com plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo, detalhes genéricos e específicos que descrevam graficamente todas as soluções de impermeabilização.

O projeto de impermeabilização deve ser específico, que detalhe de forma clara todos os produtos utilizados e também a execução das técnicas de aplicação dos sistemas de impermeabilização para cada caso específico. Tudo depende do tipo de estrutura que será impermeabilizada, assim indicando qual sistema será mais viável para aquela determinada estrutura.

Dessa forma, o que é levado em consideração para a sua definição é se a estrutura está sujeita ou não a movimentação. Um exemplo são as lajes com superfícies amplas, que ficam expostas à luz solar no período diurno e são submetidas a grande resfriamento no período noturno, o que fazem que essas lajes apresentem características de dilação e retração. Dessa forma, esse tipo de estrutura deve ter um sistema de impermeabilização mais flexível.

A técnica de impermeabilizar não se resume apenas à aplicação de produtos químicos, o principal objetivo dessa técnica é obter 100% de estanqueidade. Para que todo o processo de implantação do sistema ocorra de maneira precisa e eficaz, é necessário seguir todos os itens listados a seguir:

  • Projeto específico de Impermeabilização;
  • Materiais Impermeabilizantes necessários;
  • Mão de obra qualificada na aplicação dos materiais;
  • Materiais com qualidade para a construção;
  • Fiscalização do projeto;
  • Orientação aos usuários sobre a composição do projeto;
  • Memorial descritivo do projeto;
  • Plantas com detalhamento específico;
  • Especificação dos materiais a serem utilizados na construção;
  • Definição dos serviços que serão realizados na estrutura;
  • Quantitativo de serviços e materiais aplicados no processo;
  • Estimativa de todos os custos dos serviços.

Na maioria das vezes, os casos de vazamentos encontrados nas edificações são devido à falta de um projeto de Impermeabilização, ou até mesmo, em alguns casos, a má execução de um projeto. Assim como em qualquer outro projeto técnico da construção civil, o projeto de Impermeabilização deve ser executado com seriedade e principalmente de maneira eficaz, atendendo sempre as especificações técnicas e as suas normas regulamentadoras.

Quando a execução dos serviços é feita sem o projeto adequado, pode acarretar em vários problemas, que estão listados a seguir:

  • Retrabalhos nas instalações hidráulicas;
  • Desperdício de materiais;
  • Gastos desnecessários;
  • Alteração no dimensionamento dos acabamentos;
  • Necessidade de manutenção e reparo na própria impermeabilização.

4.5 CUSTOS

Os custos que envolvem o reparo das patologias de impermeabilização podem ser até quinze vezes maiores do que se fosse previsto no projeto e executado durante a obra como medida de prevenção. A vida útil de uma edificação depende diretamente de um eficiente sistema de impermeabilização.

O custo da implantação de um sistema de impermeabilização na edificação representa em média de 1 a 3 % do custo total da obra, considerando projeto, consultoria, fiscalização, execução e materiais. A execução da impermeabilização durante a obra é mais fácil e econômica se comparada com a execução depois da obra concluída.

A re-impermeabilização pode corresponder a 25% do custo total da obra, dependendo do tipo de revestimento final empregado, incluindo todos os custos diretos e indiretos, inclusive os transtornos, que não são pequenos.

CONCLUSÃO

De acordo com o propósito de entregar os benefícios e desvantagens dos sistemas de impermeabilização usados no estudo em comento, executados com Argamassas Poliméricas, tanto as bi componentes semi-flexíveis quanto as flexíveis com resinas termoplásticas e fibras sintéticas incorporadas e as Mantas Asfálticas, simples e em duplas camadas, aderidas à maçarico ou a asfalto, concluiu-se que o sistemas de impermeabilização do forma tingimento, como os de argamassas poliméricas abrange a grande proveito de serem de possível aplicação, espessuras mínimas, aproximadamente apagado e sem a necessidade de equipamentos específicos para sua aplicação.

Como desvantagens destaca-se o essencial agente, de não serem recomendados para impermeabilização de estruturas submetidas a movimentações térmicas ou de recalques, no qual essa agitação pode fazer um ponto falho na tingimento, comprometendo a estanqueidade e o material dado.

As mantas asfálticas ficam com grande proveito sua performance em estruturas submetidas a movimentações térmicas e de recalque e aclaramento brilhante, por serem flexíveis, absorvem essas movimentações, notou-se também a receio para estas áreas de maior aclaramento a aplicação de bando asfáltica em dupla base, melhorando também mais a performance deste sistema.

Entre as desvantagens, destacam-se, adversidade da aplicação de áreas submetidas a pressões hidrostáticas negativas, calda que saem da camada freático em direção à estrutura, necessidade e amarfanhamento de botijões de animação GLP, asfalto quente, expondo a segurança do artesão e as grandes espessuras necessárias, várias vezes não contabilizadas nas concepções estruturais e arquitetônicos, gerando complicações de graus de pisos acabados, forros.

REFERÊNCIAS

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13532/1995: Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13724/2008: Membrana asfáltica para impermeabilização com estruturante, aplicada à quente. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118/2014 – Projeto de Estrutura de Concreto. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9574/2008: Execução de impermeabilização Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9575/2010: Impermeabilização – Seleção e Projeto. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9686/2006: Solução asfáltica empregada como material de imprimação na impermeabilização. Rio de Janeiro: ABNT, 2006.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9952/2014: Manta asfáltica com armadura para impermeabilização – Requisitos e Métodos de Ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12170/2017: Materiais de impermeabilização – Determinação da potabilidade após o contato. Rio de Janeiro: ABNT, 2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8083/1983: Materiais e sistemas usados em impermeabilização – Requisitos e Métodos de Ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 1983.

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CABRAL, P. L. Impermeabilização e proteção em armazéns graneleiros. Revista Impermeabilizar, São Paulo, n.43, p.6, fev. 1992.

CUNHA, Aimar G. da; NEWMANN, Walter – Manual de impermeabilização e Isolamento Térmico: Materiais e especificações – Texsa Brasileira Ltda, 2 ed., Rio de Janeiro, 2001

IMPERACQUA – Impermeabilização. Disponível em: http://www.imperacqua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=29. Acesso em 03 de Out de 2017.

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VEDACIT – Manual técnico de impermeabilização de estruturas. 94 p. 7ª edição, dez. 2012. Disponível em: http://www.vedacit.com.br. Acesso em 27 de Ago de 2017.

[1] Engenheiro Civil pela Faculdade Pitágoras de Guarapari, Pós-graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UCAM, Pós-graduando em Ciências Ambientais e Análise Ambiental pela FAVENI, Engenheiro Civil.

Enviado: Outubro, 2018.

Aprovado: Março, 2019.

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