O Sistema de Informação como Ferramenta de Apoio à Tomada de Decisões: a Percepção dos Egressos do Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES

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O Sistema de Informação como Ferramenta de Apoio à Tomada de Decisões: a Percepção dos Egressos do Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES
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ARTIGO DE REVISÃO

ASSIS, Pedro Paulo Silva [1], SOBRINHO, Samara Lima [2], LIMA, Erick Merencio [3] CEOLIN, Alessandra Carla [4]

ASSIS, Pedro Paulo Silva. Et al. O Sistema de Informação como Ferramenta de Apoio à Tomada de Decisões: a Percepção dos Egressos do Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 03, pp. 137-151 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Em um ambiente de competitividade acirrada entre as organizações, os Sistemas de informações precisam evoluir constantemente para fornecer informações cada vez mais úteis para apoiar as organizações no processo decisório. Compreender a significância do Sistema de Informação na atividade do profissional de controladoria, e sua utilidade no apoio ao processo decisório, torna-se indispensável para debutantes e profissionais já inseridos no mercado. O objetivo do presente estudo foi verificar a percepção dos egressos do XVIII Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma Instituição de Ensino Superior (IES) em Pernambuco, quanto ao uso de Sistema de informação Gerencial (SIG) como ferramenta de apoio à tomada de decisão. Para atender ao objetivo deste estudo, realizou-se uma pesquisa descritiva, de levantamento e com abordagem quantitativa. Dos 55 egressos que receberam o questionário via correio eletrônico, a pesquisa obteve um retorno de 29 respostas, representando 53% do universo da pesquisa. Ressalta-se que o Alfa de Cronbach aferido neste bloco foi de 0,8993, o que denota uma boa confiabilidade ao instrumento de pesquisa. Os resultados apontaram que a maior parte dos participantes da pesquisa entendem que os sistemas de informações podem dar suporte ao processo de tomada de decisão em diversas organizações e que as características desses sistemas estão dentro da perspectiva de uso mencionada na revisão da literatura.

Palavras-chave: Sistema de Informação Gerencial, Tomada de Decisão, Percepção.

INTRODUÇÃO

Em tempos onde as estratégias transbordam o campo da concorrência de mercado, havendo a necessidade do emprego de tecnologias avançadas aliadas ao conhecimento das preferências e hábitos dos consumidores, contar com sistemas de informações gerenciais que funcionem como uma lente de alcance para compreensão desse ambiente competitivo é crucial para o sucesso das corporações. De acordo com Angeloni (2003), a imensidão de informação e conhecimento disponíveis nos dias atuais, exige que os gestores reúnam competências suficiente para qualificar as informações verdadeiramente úteis à tomada de decisões.

Nesse sentido, o profissional de controladoria tem se destacado pelo ofício de assistir as diversas áreas da empresa empregando a devida racionalidade objetiva, servindo de engrenagem ao funcionamento do sistema de controle interno da entidade. Por conseguinte, um elo valoroso para sucesso das atividades do controller, diz respeito à escolha de sistemas de informações gerenciais (SIG) de forma eficiente, pois a produção de informações estratégicas internas é uma de suas funções mais importantes (SIQUEIRA; SOLTELINHO, 2001). Tais Sistemas de Informação Gerenciais, segundo Bazzotti e Garcia (2006), operam com a finalidade de solucionar os contratempos organizacionais e, por conseguinte, buscam neutralizar os efeitos da concorrência de mercado, cada vez mais acirrada.

Compreender a significância do SI na atividade do profissional de controladoria, e sua utilidade no apoio ao processo decisório, torna-se indispensável para debutantes e profissionais já inseridos no mercado. Em outras palavras, o conhecimento conjuntural preliminar do negócio e seu ecossistema, como também o discernimento sobre as consequências futuras advindas das decisões tomadas, são informações materializadas a partir do uso dos SIGs (OLIVEIRA, 2006).

Diante do exposto sobre a importância da utilização de SIs como ferramenta de apoio ao gestor, o presente estudo tem como objetivo investigar a percepção dos egressos do XVIII Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES pública, no estado de Pernambuco, quanto ao uso do SIG como ferramenta de apoio à tomada de decisão.

Dessa forma, a importância deste estudo se confirma pela proposta de capturar as percepções dos profissionais acerca da utilidade dos SIs, após a conclusão do curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria, buscando propor maior enfoque ao tema “Sistema de Informação Gerencial” como ferramenta de apoio à tomada de decisões. Não obstante, Araújo, Callado e Cavalcante (2014), asseveram tal relevância propondo a identificação de possíveis lacunas presentes na formação de profissionais responsáveis para lidar com demandas de mercado das organizações, enquanto construtores de informações à tomada de decisões.

Semelhantemente, a pesquisa se justifica diante da observação do grau de conhecimento dos egressos sobre o assunto “Sistemas de Informações Gerenciais” e a real necessidade de utilização desses sistemas com o fito à tomada de decisões. De acordo com Maciel e Lima (2011), diante dos cenários de alta competitividade, torna-se inconcebível que as empresas se abstenham do uso destas ferramentas formadoras de base para as decisões e que subsidiam seu aperfeiçoamento contínuo.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Santos et al. (2017) afirmam que os sistemas de informação exercem papel primordial nas organizações, pois estes proporcionam aos gestores facilidade de acesso as informações gerais da organização. Os autores afirmam que se faz necessário a correta gestão dessas informações para obtenção do sucesso, haja vista que com base nessas informações é possível decidir o rumo do negócio.

Seguindo nesta linha, Padoveze (2015) cita as características de uma boa informação, são elas: conteúdo; precisão; atualidade; frequência; relatividade; exceção; acionabilidade; flexibilidade; adequação à decisão; valor econômico; relevância; entendimento; confiabilidade; oportunidade; objetividade; seletividade; motivação; segmentação; consistência; integração; uniformidade de critério; indicação de causas; volume; e generalidade, dentre outros.

Turban (2013) afirma que um sistema de informação coleta os dados, processa, armazena analisa e propaga informações com intuitos específicos e que os SIs possuem quatro funções básicas descritas a seguir, no quadro 1.

Quadro 1 – Funções básicas de um Sistema de Informação

Entrada Dados e informações sobre as transações de negócios são capturados ou coletados por escâneres em pontos de venda e sites e são recebidos por dispositivos de entrada.
Processamento Os dados são transformados, convertidos e analisados para o armazenamento ou transferência para um dispositivo de saída.
Saída Dados, informações, relatórios e outros elementos são disseminados para telas digitais ou em papel, enviados como áudio ou transferidos para outros SIs por redes de comunicação.
Feedback Um mecanismo de retorno monitora e controla essas operações.

Fonte: Adaptado de Turban (2013).

Segundo Bidgoli (1989), citado por Barbosa e Almeida (2002) existem várias classificações para os sistemas de informação. O autor apresenta três categorias, que varia conforme o tipo de atividade a qual o SI apoia, são elas: Sistemas de Processamento de Transação (SPT); Sistemas de Informação Gerenciais (SIG); e Sistemas de Apoio à Decisão (SAD). Este trabalho tem foco nos SIGs que conforme o autor citado acima, auxilia às funções de planejamento, controle e tomada de decisão de nível gerencial. Em síntese, condensam informação obtida de SPT e apresentam informações em forma de relatórios sumarizados de rotina e exceção, têm pouca capacidade analítica e usam modelos de apresentação de dados; são orientados quase que exclusivamente para eventos internos

O ambiente em que as organizações estão inseridas não existe mais a barreira espaço, cada vez mais as empresas podem fornecer seus serviços e produtos (principalmente) para as pessoas em qualquer lugar do mundo, diante desse cenário percebe-se o aumento da competitividade entre as organizações e se faz necessário que as mesmas possuam um sistema de informação que possibilite aos seus gestores tomar decisões assertivas.

O sistema deve produzir relatórios que forneçam situação real, tanto interna quanto externa para que a organização se mantenha sempre competitiva. Em uma pesquisa realizada por Borges e Fernandes (2016) os autores perceberam que a vantagem competitiva pode decorrer da diferenciação e da inovação, e que estas podem ser ocasionadas pela participação das pessoas e de um sistema de informação gerencial. Os autores concluíram que os gestores têm que investir na capacitação e motivação de pessoas e em sistemas de informações gerenciais eficientes, visando as vantagens competitivas para sua empresa.

Um SIG é definido por Stair e Reynolds (2015) como um conjunto integrado de elementos, tais como: pessoas, procedimentos, bancos de dados e dispositivo que tem por finalidade fornecer informações que auxiliem os gestores e tomadores de decisão a alcançar o objetivo da organização. Um SIG deve desempenhar as seguintes funções: (i) emitir relatórios com formatos fixos e padronizados; (ii) produzir relatórios digitais e em papel; iii) usar dados internos, armazenados no sistema de computação; (iv) permitir aos usuários desenvolver seus próprios relatórios personalizados; e (v) exigir as requisições dos usuários para os relatórios desenvolvidos pelo pessoal dos sistemas (STAIR; REYNOLDS, 2015).

2.2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

Conforme Pereira e Fonseca (1997), os Sistemas de Informações são mecanismos que dão suporte à gestão, desenvolvidos com base na tecnologia de informação e com auxílio da informática para atuar como condutores das informações que visam facilitar, agilizar e otimizar o processo decisório nas organizações.

Bazzotti e Garcia (2012 p. 43) afirmam que, quando bem estruturados, “os Sistemas de Informações dão condições para que as empresas reajam às mutações do mercado e se sintam alicerçadas por um processo decisório forte o suficiente para garantir a resolução dos problemas.”

Os Sistemas de Informações possuem dados e informações importantes para a organização e sobre o ambiente que a rodeia. Segundo Laudon e Laudon (2010), Informação é representada por dados exibidos em uma forma significativa e útil para os seres humanos. Dados, ao contrário, são sequencias de fatos ainda não analisados, representativos de eventos que ocorrem nas organizações ou no ambiente físico, antes de terem sido organizados e arranjados de uma forma que as pessoas possam entendê-los e usá-los.

Em períodos anteriores, as tomadas de decisões eram restritas à diretoria de uma organização. Atualmente, com os SIs disponíveis nos níveis táticos e operacionais das organizações, os gestores que atuam nesses níveis também disponibilizam de dados e informações que contribuem para o processo decisório, fazendo que a importância dos SIs e o processo decisório nos níveis hierárquicos mais básicos tenham aumentado (LAUDON, LAUDON; 2010).

Decisão, segundo Rosini e Palmisano (2003) “é a escolha de uma ou mais alternativas com o fim de atingir um objetivo proposto com a menor probabilidade de erro ou fracasso possível”. Em todos os estágios de uma tomada de decisão, é importante frisar que “nas relações que se estabelece entre as pessoas, tomar uma decisão envolve analisar vantagens e desvantagens, ganhos e perdas, nas mais variadas instâncias sociais” (SICILIANO, 2010).

Para que os Sistemas de Informações ofereçam um suporte adequado às tomadas de decisão de uma organização, diversos fatores devem ser considerados. Dentre eles, a qualidade da informação gerada por estes sistemas. Laudon e Laudon (1996) relacionaram alguns fatores que interferem na qualidade da informação disponível pelos SIs e suas consequências. Essa relação pode ser verificada no quadro 2.

Quadro 2 – Fatores de influência na qualidade da informação

Ruído Para que não haja ruídos ou perda das informações na transmissão, a mesma deve ser adequada ao nível hierárquico ao qual se destina. Assim, informações mais analíticas para níveis hierárquicos mais baixos (operacionais e transacionais) e as mais sintéticas para níveis hierárquicos mais altos (gerencial, tático, estratégico).
Precisa x Correta Depende da utilização da informação. Há casos em que é suficiente que a informação seja apenas correta. Há outros, em que ela deve ser exata, precisa, isto é, que os seus dados sejam expostos no menor nível de detalhe possível. Todas as vezes que se procura produzir somente informação precisa e, que também, atenda à oportunidade, tempo e lugar, estará aumentando o seu custo de produção e não seu valor intrínseco, isto é, estamos buscando a integridade dos dados.
Padronizada As informações repetitivas devem ser padronizadas para racionalizar seus custos de emissão, bem como a compreensão pelo receptor.
Comparação Fazer referências a algum padrão ou a algum objetivo predeterminado.
Previsão Algumas vezes, na tomada de decisão, há necessidade de se projetar o comportamento atual no futuro, pois só a comparação com o anterior não é suficiente.
Exceção Deve-se dar informes dos fatos anômalos, isto é, dos desvios dos planos; se tudo corre de acordo, não haverá necessidade de correções.
Relevância É o grau de significância de uma informação. Deve ser apenas necessária e suficiente para a tomada de decisão.
Confiabilidade É o grau de confiança que o tomador de decisões outorga à informação. Num sentido estatístico, a confiabilidade de uma informação é a porcentagem de vezes que a mesma se apresenta dentro dos limites considerados precisos pelo sistema.
Frequência Diz respeito a quantas vezes uma informação é oferecida dentro de um determinado período de tempo.
Intensidade Está relacionada ao número de caracteres que somos capazes de receber, compreender e retransmitir dentro de um determinado período de tempo. Ela é calculada pelo tempo necessário para se compreender uma determinada situação.
Redundância É o excesso de informação que se tem por unidade de elemento de dado. É uma segurança contra erros no processo de comunicação. Para se verificar uma redundância basta suspender drasticamente a informação e verificar o que acontece.
Custo/Benefício A informação só deve ser produzida se proporcionar um resultado pelo menos, equivalente ao custo de sua produção. É a relação entre o custo de produção da informação e o benefício que ela oferece ao tomador de decisões, é agregar valor a um determinado processo.
Disponibilidade É o local e o momento em que a informação deve estar disponível.
Transmissão Deve-se fazer com que os dados sejam transmitidos de forma eficiente passando por um mínimo de pontos de transmissão, para que a informação chegue a seu destino sem distorções, omissões ou excessos e no tempo oportuno.

Fonte: adaptado de Laudon e Laudon (1996)

Siqueira (2005) apresenta outros fatores que interferem na qualidade da informação disponível pelos Sistemas de Informações e suas consequências, conforme apresentado no quadro 3.

Quadro 3 – Qualidade nos Sistemas de Informações

Utilidade Um sistema, antes de qualquer coisa, deve ser de alguma forma útil. Se ele não é útil para algum objetivo, nenhum outro aspecto deve ser considerado e o desenvolvimento cancelado. De alguma forma, qualquer que seja, ele deve ser uma ferramenta que potencialize o negócio da empresa. Não faz sentido desenvolver um sistema que não vá ajudar a empresa, direta ou indiretamente, a atingir seus objetivos e metas. Vale a pena lembrar também, que ele tem que ser útil no tempo certo. Não adianta ser útil quando se inicia o projeto de desenvolvimento do sistema, e na fase de operacionalização não tenha mais finalidade.
Funcionalidade Todo sistema deve satisfazer plenamente às necessidades a qual se destina, gerando resultados corretos, interagindo corretamente com os sistemas correlatos e seguindo ótimos padrões de segurança.
Confiabilidade O sistema deve apresentar falhas com a menor frequência possível, e quando essas ocorrerem, deve reagir às mesmas de forma o mais transparente possível ao usuário e sem perda de informação.
Usabilidade O sistema deve ser de fácil manuseio e fácil aprendizado. Seus conceitos devem ser de simples entendimento e ergonômico, levando-se em consideração as características motoras do trabalho humano.
Eficiência Os recursos utilizados devem ser compatíveis com o tempo de resposta e a rentabilidade que ele irá gerar. Seus benefícios devem ser economicamente viáveis, gerando algum tipo de vantagem competitiva para a empresa.
Manutenibilidade O sistema deve ser facilmente analisável quando se necessita localizar falhas e remover defeitos.
Portabilidade O sistema deve ser de fácil adaptação a diversas plataformas e ambientes.

Fonte: adaptado de Siqueira (2005)

Os Sistemas de Informação Gerencial propiciam à organização vários benefícios, mas para esta organização captar esses benefícios decorrentes do uso dessa tecnologia, se faz necessário o alinhamento da estratégia tecnológica com a estratégia de negócios, de maneira que a estratégia tecnológica facilite o desenvolvimento dos elementos fundamentais e assim a organização obtenha sucesso empresarial no ambiente em que atua (MACHADO; MORAES, 2011).

Este alinhamento se dá necessariamente pela customização dos sistemas de informação, uma vez que cada empresa possuí características intrínsecas a sua atividade. Para Barrenechea (2010) a customização consiste na utilização da Tecnologia da Informação de forma a conectar as várias atividades que participarão do processo de customização e que integram a cadeia de valor da empresa, havendo sucesso nesse processo a organização obterá uma produção flexível e eficiente, com capacidade para ofertar diferentes unidades de bens, satisfazendo seus clientes sem que isso comprometa a qualidade, custo ou tempo da organização.

Machado e Moraes (2011) ainda citam que podemos entender estratégia de customização em massa como o conjunto de planos que servirá de referência para a tomada de decisões.

Estando os sistemas alinhados as estratégias de negócio este auxiliará os gestores a tomar a decisão de forma mais assertiva. Segundo Barbosa e Almeida (2002) os SIs são artefatos voltados para apoiar os processos de organização, controle, tomada de decisão e aquisição de conhecimento nas empresas, pois os SIs usufruem os computadores para suportar o processamento ágil de dados, geração, registro, acesso e difusão das informações no ambiente organizacional.

Pereira e Fonseca (1997), complementam que para serem efetivos, os SIs precisam corresponder às seguintes expectativas: (i) atender as reais necessidades dos usuários; (ii) estar centrados no usuário (cliente) e não no profissional que o criou; (iii) atender ao usuário com presteza; (iv) apresentar custos compatíveis; (v) adaptar-se constantemente às novas tecnologias de informação; e (vi) estar alinhados com as estratégias de negócios da empresa.

Para tanto, segundo Malucelli et al. (2010), ressaltam a importância na participação da construção de um sistema de informação, em todas as etapas do seu desenvolvimento do profissional da área interessada. Conforme os autores, essa participação efetiva do profissional torna o sistema mais aderente às práticas deste profissional, assegurando maior usabilidade da ferramenta.

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Com o intuito de atender ao objetivo proposto para esta pesquisa, de percepção dos egressos do XVIII Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES pública do estado de Pernambuco, quanto ao uso de SIG como ferramenta de apoio à tomada de decisão, realizou-se uma pesquisa descritiva, que conforme Gil (2002), têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis, de levantamento e com abordagem quantitativa que segundo Richardson (1999), é caracterizada pelo emprego da quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas.

O universo da pesquisa compreende os egressos do XVIII Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de um IES Pernambucana, sendo representado por um total de 55 participantes.

Para atender ao objetivo da pesquisa, foi utilizado o método survey, no qual a coleta dos dados acontece por meio de envio de questionário aos participantes da população escolhida. O questionário foi dividido em duas partes distintas. Na primeira delas, os participantes foram convidados a realizar uma caracterização de seus perfis.

Na segunda parte do questionário foram apresentadas vinte afirmações, onde os participantes foram convidados a atribuir o nível de concordância, com base em uma escala Likert de cinco níveis (1-Discordo totalmente; 2-Discordo parcialmente; 3-Não concordo nem discordo; 4-Concordo parcialmente; 5-Concordo totalmente), quanto ao uso do Sistema de informação Gerencial para a tomada de decisão.

A Escala Likert é uma ferramenta essencial para pesquisas em psicologia e estudos sociais e é um instrumento bastante difundido na coleta de dados sobre atitudes. Tal ferramenta é comumente utilizada para investigar atitudes dos respondentes em relação a uma série de afirmações verbais escritas. Diante de uma escala, frequentemente com cinco pontos, os respondentes devem representar seu grau de concordância (DITTRICH et al., 2007).

As afirmações presentes nessa segunda etapa foram adaptadas conforme os pressupostos levantados por Raldi e Gomes (2014). Essas afirmações estão relacionadas no quadro 4.

Quadro 4 – Afirmações apresentadas, quanto ao uso do SIG

Questão Afirmativa
Q1 A qualidade das informações disponíveis não sofre interferência decorrente de ruídos na interpretação de como os dados devem ser alimentados nos Sistemas de Informação de minha responsabilidade/gestão.
Q2 Os Sistemas de Informação fornecem informações com o nível de precisão que necessito, sendo padronizadas e de fácil leitura.
Q3 Os Sistemas de Informação fornecem informações comparando-as aos objetivos da organização, objetivos da equipe ou a padrões de trabalho.
Q4 Os Sistemas de Informação fornecem informações com projeções futuras e tendências dos resultados alcançados até o momento.
Q5 Os Sistemas de Informação fornecem alertas ou indicadores sobre os desvios de planejamento x realizado.
Q6 Os Sistemas de Informação fornecem informações adequadas, confiáveis e relevantes às tomadas de decisões de minha responsabilidade/gestão.
Q7 Os Sistemas de Informação fornecem informações no tempo e velocidade que necessito para tomar uma decisão.
Q8 Os Sistemas de Informação fornecem informações excessivas às minhas necessidades. Se não recebesse, não sentiria falta.
Q9 Os Sistemas de Informação fornecem informações insuficientes às minhas necessidades. Necessito utilizar outras ferramentas (sistemas ou planilhas) para executar as minhas funções.
Q10 Considero o custo de produção e manutenção destes Sistemas de Informações adequados aos benefícios das informações disponibilizadas.
Q11 As informações são facilmente encontradas e disponibilizadas nos Sistemas de Informação.
Q12 As informações disponíveis nos Sistemas de Informações ou nos relatórios necessitam passar por outras áreas ou por outras pessoas antes de chegar até você.
Q13 Necessito de informações de Sistemas de Informações disponíveis em outras áreas para tomar uma decisão.
Q14 Os Sistemas de Informação garantem que os usuários acessem somente informações úteis ao seu trabalho, ou seja, garantem um nível de segurança da informação adequado ao cargo dos usuários.
Q15 Os Sistemas de Informação geram alertas sobre possíveis distorções nas informações disponibilizadas.
Q16 Os Sistemas de Informação são de fácil manuseio e de fácil aprendizado.
Q17 Os Sistemas de Informação fornecem informações que ajudam a tomar decisões que tragam vantagem competitiva à organização.
Q18 As manutenções, correções de falhas e atualizações dos Sistemas de Informação ocorrem frequentemente.
Q19 Os Sistemas de Informação estão integrados com outros sistemas correlatos.
Q20 Os Sistemas de Informação se adaptam a outras plataformas em caso de necessidade de integração a outros sistemas.

Fonte: Adaptado de Raldi e Gomes (2014)

Para a aplicação do questionário, foi utilizado a ferramenta Google Forms, o qual foi enviado, por e-mail, para cada egresso da turma. Antes do envio do formulário, o questionário foi analisado, respondido e validado por uma doutora em Agronegócios com ênfase em Sistemas de Informações, a fim de solucionar possíveis dúvidas, permitindo que o instrumento de coleta viesse a ser apresentado de forma mais clara e acessível aos componentes da amostra.

Após o recebimento dos questionários respondidos, os dados foram tabulados na planilha MS-Excel 2010. Em seguida, para a segunda parte do questionário foram realizados testes de confiabilidade do instrumento da pesquisa, o Alfa de Cronbach, para verificar a consistência interna do questionário. Por fim, foi realizado uma análise descritiva dos dados.

4. ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.1 ANÁLISE DESCRITIVA – PERFIL DOS RESPONDENTES

Dos 55 egressos do curso que receberam o questionário via correio eletrônico, a pesquisa obteve um retorno de 29 respostas, representando 53% do universo da pesquisa. As características dos participantes podem ser observadas na tabela 1.

Tabela 1 – Perfil dos respondentes

Característica Item Representação %
Gênero Masculino 41,38%
Feminino 58,62%
Formação Administração 20,69%
Ciências Contábeis 62,07%
Economia 10,34%
Outros 6,90%
Tipo de Organização que Atua Empresa pública 6,90%
Empresa Privada 93,10%
Terceiro Setor 0,00%
Porte da Organização que Atua Pequeno porte 31,04%
Médio Porte 34,48%
Grande Porte 34,48%
Setor de Atuação da Organização que Atua Indústria 17,24%
Comércio 24,14%
Serviços 51,72%
Serviços Públicos 6,90%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Deste total, 41,38% representam o gênero masculino e 58,62% o gênero feminino. Com relação à formação da graduação, 62,07% dos respondentes são formados em Ciências Contábeis, seguido por 20,69% de Administração de Empresas e 10,34% formados em Economia, restando aos 6,90% dos respondentes a afirmação de formação em outras áreas.

Quanto ao tipo de organização que os respondentes atuam, 6,9% afirmaram trabalhar em órgãos públicos e 93,10% em empresas de iniciativa privada. Nenhum dos respondentes atuam em organizações do terceiro setor. Na característica do porte da empresa em que os respondentes atuam, 31,04% afirmaram atuar em empresa de pequeno porte, 34,48% em empresas de médio porte e o mesmo quantitativo em empresas de grande porte. Observa-se que mais da metade dos respondentes atuam em organizações do ramo de serviços.

4.2 ANÁLISE DESCRITIVA – PERCEPÇÃO DOS RESPONDENTES

Como apresentado anteriormente, esta segunda seção do questionário foi apresentada por meio da escala Likert de cinco pontos. Ressalta-se que o Alfa de Cronbach aferido neste bloco foi de 0,8993, o que denota uma boa confiabilidade ao instrumento de pesquisa.

O gráfico 1 destaca o nível médio de concordância dos respondentes com cada uma das afirmações apresentada.

Gráfico 1 – Percepção média dos respondentes

média de concordância das afirmativas.JPG
Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Constatou-se que, a afirmativa com maior nível de assentimento foi que os “Sistemas de Informação fornecem informações adequadas, confiáveis e relevantes às tomadas de decisões de minha responsabilidade/gestão” (média de 3,79). Essa constatação corrobora com Laudon e Laudon (2010), que defendem que os Sistemas de Informações Gerenciais apoiam os gerentes no monitoramento e no controle do negócio fornecendo informações sobre o seu desempenho. Por outro lado, a afirmação de que “a qualidade das informações disponíveis não sofre interferência decorrente de ruídos na interpretação de como os dados devem ser alimentados nos Sistemas de Informação de minha responsabilidade/gestão” obteve a menor média (2,17) de concordância. Essa média indica que grande parte dos respondentes concorda com Laudon e Laudon (1996), que apresentaram os ruídos como um dos fatores que interferem na qualidade da informação gerada pelos Sistemas de Informação.

O gráfico 2 destaca o nível médio de concordância, separando por porte de organização e comparando com o nível médio geral de todos os portes de organizações.

Gráfico 2 – Percepção média dos respondentes por porte de organização

media de concordancia por porte.JPG
Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Considerando as entidades de pequeno e médio porte, a afirmação de que “a qualidade das informações disponíveis não sofre interferência decorrente de ruídos na interpretação de como os dados devem ser alimentados nos Sistemas de Informação de minha responsabilidade/gestão” continua com a menor média, ao contrário das empresas de grande porte que representam uma menor média para a afirmação de que “os Sistemas de Informação fornecem informações excessivas às minhas necessidades. Se não recebesse, não sentiria falta” o que nos leva a compreender que a maioria das empresas de grande porte trabalha com alinhamento estratégico no uso de tecnologia da informação e planejam a estrutura de sistema de informação, utilizando apenas as informações úteis ao desempenho da atividade. O aspecto de utilidade é uma característica de qualidade de informação citado por Siqueira (2005), o mesmo defende que um sistema, antes de qualquer coisa, deve ser de alguma forma útil. Se ele não é útil para algum objetivo, nenhum outro aspecto deve ser considerado e o desenvolvimento cancelado.

O nível de concordância dos respondentes referente à todas as afirmativas podem ser observadas de forma percentual na tabela 2.

Tabela 2 – Nível de concordância em percentual

Questão Nível de Concordância
1 – Discordo Totalmente 2 – Discordo Parcialmente 3 – Não Concordo e nem discordo 4 – Concordo Parcialmente 5 – Concordo Totalmente
Q1 31,1% 37,9% 13,8% 10,3% 6,9%
Q2 3,5% 17,2% 27,6% 37,9% 13,8%
Q3 10,4% 24,1% 27,6% 31,0% 6,9%
Q4 3,6% 24,1% 37,9% 17,2% 17,2%
Q5 13,9% 31,0% 13,8% 24,1% 17,2%
Q6 0,0% 3,5% 37,9% 41,4% 17,2%
Q7 0,0% 17,3% 31,0% 37,9% 13,8%
Q8 17,3% 41,4% 17,2% 20,7% 3,4%
Q9 31,0% 13,8% 20,7% 27,6% 6,9%
Q10 3,5% 27,6% 31,0% 34,5% 3,4%
Q11 0,0% 10,4% 44,8% 31,0% 13,8%
Q12 13,8% 27,6% 10,3% 41,4% 6,9%
Q13 10,4% 13,8% 24,1% 44,8% 6,9%
Q14 6,9% 24,2% 34,5% 17,2% 17,2%
Q15 20,7% 20,7% 17,2% 20,7% 20,7%
Q16 3,5% 20,7% 51,7% 13,8% 10,3%
Q17 0,0% 10,3% 41,4% 34,5% 13,8%
Q18 3,5% 20,7% 34,5% 24,1% 17,2%
Q19 3,5% 24,2% 37,9% 24,1% 10,3%
Q20 3,5% 37,9% 27,6% 13,8% 17,2%

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Analisando os níveis percentuais de concordância de forma individual para cada afirmativa, podemos destacar que 37,9% dos respondentes concordam parcialmente que os Sistemas de Informação fornecem informações com o nível de precisão que necessitam, sendo padronizadas e de fácil leitura. Para Siqueira (2005), não faz sentido desenvolver um sistema que não vá ajudar a empresa, direta ou indiretamente, a atingir seus objetivos e metas.

Quanto à afirmação de que “os sistemas de informação fornecem informações adequadas, confiáveis e relevantes às tomadas de decisões de minha responsabilidade/gestão”, 41,4% dos respondentes afirmaram concordar parcialmente. Conforme Laudon e Laudon (1996), a confiabilidade atribuída ao Sistema de Informação é o grau de confiança que o tomador de decisões outorga à informação. Num ponto de vista estatístico, a confiabilidade de uma informação é a porcentagem de vezes que a mesma se apresenta dentro dos limites considerados precisos pelo sistema.

É interessante destacar que as afirmativas: “Os Sistemas de Informação fornecem informações adequadas, confiáveis e relevantes às tomadas de decisões de minha responsabilidade/gestão”; “Os Sistemas de Informação fornecem informações no tempo e velocidade que necessito para tomar uma decisão”; “As informações são facilmente encontradas e disponibilizadas nos Sistemas de Informação”; e “Os Sistemas de Informação fornecem informações que ajudam a tomar decisões que tragam vantagem competitiva à organização”, não receberam nenhuma classificação como “discordo totalmente”, pelos respondentes. O que torna um fator de atenção quanto ao uso do SIG para a tomada de decisões, pois conforme Stephen e Coulter (1996), a ocasião ideal para a tomada de decisões é a de certeza, ou seja, o administrador pode tomar decisões precisas, pois o resultado de cada alternativa é conhecido.

Considerando a importância do Sistema de Informação para a tomada de decisão, a questão Q-17 afirmava que os sistemas de informação fornecem informações que ajudam a tomar decisões que tragam vantagem competitiva à organização. Apenas 13,8% dos respondentes afirmaram concordar totalmente com a afirmação, 41,4% nem concorda e nem discorda com afirmação e um pouco mais de um terço dos respondentes (34,5%) concordaram parcialmente com a afirmação. Esse fator é um alerta bastante importante, tendo em vista que o propósito básico de um SIG é ajudar a organização a alcançar as suas metas, fornecendo aos gestores detalhes sobre operações, facilitando o planejamento, organização e controle com mais efetividade e com maior eficiência (STAIR, 1998).

Observa-se que apenas 10,3% dos respondentes classificaram como “concordo totalmente” a afirmação de que os SIs estão integrados com outros sistemas correlatos. Esse baixo índice referente a funcionalidade do sistema, não corrobora com o entendimento de Siqueira (2005), de que todo sistema deve satisfazer plenamente às necessidades a qual se destina, gerando resultados corretos, interagindo corretamente com os sistemas correlatos e seguindo ótimos padrões de segurança.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em um ambiente de competitividade acirrada entre as organizações, os Sistemas de informações precisam evoluir constantemente para fornecer informações cada vez mais úteis para apoiar as organizações no processo decisório. O objetivo do presente estudo foi analisar o nível de percepção de egressos do XVIII Curso de Especialização em Contabilidade e Controladoria de uma IES do Estado de Pernambuco, quanto ao uso de Sistemas de informações como ferramenta de apoio à tomada de decisão.

Na corrida para atender às demandas do mercado, as empresas buscam soluções que as diferenciem aumentando a sua competitividade. Decisões rápidas e corretas são fundamentais para a empresa alcançar bons resultados. Faz-se necessário otimizar o planejamento e execução das atividades, sincronizar a cadeia de suprimentos e reduzir os custos operacionais para aumentar a satisfação dos seus clientes e a lucratividade do negócio.

A utilização de tecnologias de última geração e a melhor prática em software possibilita a construção e aplicações superiores em prazos bastante agressivos, capazes de atender desde pequenos a grandes volumes de utilização. O sucesso é garantido pela velocidade em que as informações são assimiladas e pela rapidez em que são tomadas as decisões. Neste contexto, as empresas têm como grande aliado os sistemas de informação gerencial, os quais proporcionam benefícios significativos na gestão da empresa viabilizando a geração de relatórios de apoio ao processo decisório.

Compreender a significância do Sistema de Informação na atividade do profissional de controladoria, e sua utilidade no apoio ao processo decisório, torna-se indispensável para debutantes e profissionais já inseridos no mercado. Os resultados apontaram que a maior parte dos participantes da pesquisa entendem que os sistemas de informações podem dar suporte ao processo de tomada de decisão em diversas organizações e que as características desses sistemas estão dentro da perspectiva de uso mencionada na revisão da literatura.

Apesar de o estudo ter atingido o seu objetivo e apresentado relevância tanto para o meio acadêmico quanto para o profissional, ele tem suas limitações, e é necessário que o pesquisador esteja sempre cônscio da existência destas na realização de seus trabalhos. No caso deste estudo, tem-se a amostra pequena e restrita a um grupo específico de pessoas, que apesar de atuarem como gestores e terem estudado os Sistemas de Informações Gerenciais no curso de especialização, não representa a totalidade de usuários que utilizam o sistema de informação como ferramenta para a tomada de decisão.

Dessa forma, finaliza-se o trabalho destacando-se a significância dos seus resultados para abrangência de estudos se SIG em Controladoria, de uma forma geral. Lembrando que as limitações dessa pesquisa não invalidam os seus resultados. Ao contrário, abrem o caminho para outros estudos. Afinal, o trabalho de pesquisa é contínuo; um estudo lança um novo olhar sobre um tema para que outro surja e o complemente, visando sempre a continuidade e o avanço da ciência.

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[1] Mestrando em Controladoria UFRPE.

[2] Mestrando em Controladoria UFRPE.

[3] Mestrando em Controladoria UFRPE.

[4] Doutora em Agronegócios UFRGS.

Enviado: Novembro, 2018

Aprovado: Novembro, 2018

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