Tipos de Artigos Científicos ! Quais existem?

Existem vários tipos de artigos científicos, porém os mais comuns são:

Tipos de artigos científicos: quais existem?

Algumas pessoas ainda acreditam que todos os artigos científicos devem ser organizados do mesmo modo, entretanto, isso não é verdade. Existem diversos tipos de artigos científicos definidos geralmente de acordo com o objetivo da pesquisa ou da divulgação que se pretende.

Alguns pesquisadores fazem parte de grupos e produzem sobre uma mesma pesquisa ou tema de acordo com o tipo de pesquisa definido, cursos de pós, apresentações em congressos, público leitor etc

Para cada tipo de pesquisa ou de acordo com o propósito da divulgação, o artigo será organizado com uma estrutura específica, uma vez que precisará informar ao leitor as características daquela pesquisa e os resultados alcançados a partir dos objetivos e metodologias específicos para aquela pesquisa.

No seu caso, independente do nível de pesquisa no qual estiver, como você mesmo vai escrever o artigo, também deverá fazer esta escolha. O tipo do artigo o qual vai escrever dependerá diretamente do tipo de estudo que você escolheu. Desse modo, a estrutura de seu artigo, os tópicos que o texto deverá conter e até mesmo o tipo de dados e modo de citação dependerão dessa escolha.

A escolha, por sua vez, depende do resultado daquela metodologia que você escolheu para seu estudo.

Os artigos científicos mais comuns, mais encontrados na literatura quando fazemos buscas para pesquisa, são de cinco casos: Revisão Bibliográfica, Estudo de Caso, Revisão Bibliométrica, Pesquisa Ação e Survey. Tenha em mente que essas são possibilidades, você poderá encontrar outros tipos ou ter a necessidade de organizar seu artigo de outra forma.

Vamos ver as características desses exemplos.

Revisão Bibliográfica

A revisão bibliográfica é um dos tipos de artigo bastante comuns. Ele é muito  procurado por pessoas que precisam compreender um determinado problema ou pesquisar sobre algum tema. Por apresentar uma visão crítica de diversos autores, ele pode ser útil para organizar uma revisão da literatura, selecionar fontes ou até mesmo rever sua opinião sobre um autor.

Apesar disso, mesmo sendo um modo de organização de artigo bastante tradicional, quando for fazer sua escolha sobre o tipo de artigo que irá escrever, nem sempre esse será o mais adequado.

É importante definir exatamente não apenas a área em que fará seu trabalho e o tema a ser pesquisado, mas sim o objetivo da pesquisa. É preciso planejar, antes de fazer.

Em seminários e workshops de administração ou de gestão do tempo sempre ouvimos frases do tipo: “gaste tempo planejando e poupe tempo executando”.

É como uma “máxima” para orientar as pessoas no que se refere a colocar em prática um projeto. Quando precisamos desenvolver uma pesquisa para analisar um problema importante ou criar algo que poderá ser útil para a sociedade, por exemplo, chegamos à conclusão de que no mundo acadêmico, no trabalho acadêmico, essa premissa é muito verdadeira. Por isso, esse tipo de artigo é tão escrito – e procurado – e é de suma importância.

A maioria dos alunos começa a se interessar e/ou desenvolver um trabalho científico pela revisão bibliográfica. Mas, também é necessário compreender que a revisão bibliográfica sem um objetivo específico é contraproducente.

É claro que sempre, mesmo quando se vai fazer um estudo de caso, é preciso pesquisar e fazer a leitura do que há na literatura e possa contribuir com o trabalho que será desenvolvido, Assim, os alunos e pesquisadores quando desavisados se empenham e pesquisam muito, pesquisam sistematicamente ou mesmo de modo aleatório, não sistemático.

Eles saem pesquisando livros, revistas ou jornais, um monte de informações, sem ter nenhum objetivo específico.  Não reservam um tempo para planejar e, por isso, não sabem onde querem chegar. Eles saem de algum lugar, disparados, desenfreados em busca do máximo de informações que conseguirem para ver se conseguem posteriormente delimitar algo.

E o que acontece com isso? O aluno, esse pesquisador iniciante ou mesmo em alguns casos não tão iniciante assim, gasta muito tempo pesquisando sem objetivo porque não há o que executar. Fica faltando depois o tempo para realizar o projeto em si, justamente por ele não ter um objetivo a atingir.

Desse modo, ele não chega a lugar algum. Ele se preocupa com a execução: ele se preocupa em trazer o artigo pronto para publicar, em fazer a dissertação, em fazer a tese, em fazer um TCC; porém, esqueceu-se de pensar, de planejar como seria.

Ele se esqueceu de que é preciso ter um problema a investigar ou solucionar, esqueceu que a pesquisa tem de ter um objetivo, esqueceu que é preciso ter uma justificativa para pesquisar. Em suma, se esqueceu da pesquisa em si. Por isso, o resultado não é satisfatório.

Ele se empenha muito, mas, o que acontece com isso? Apenas um desgaste emocional muito grande. Ele fica emaranhado com informações de revisão bibliográfica, ele vai pegando informações e vai traçando e transformando em capítulos sem muito sentido ou função.

Já vimos casos de alunos que produzem 50, 60, 70 páginas de revisão teórica, sem chegar a objetivo nenhum. Não se sabe o motivo daquilo ter sido escrito e se haverá um motivo para que seja lido. Um texto científico é um texto de divulgação e, portanto, precisa ter uma função que será relacionada com a pesquisa feita.

Então, aquela máxima sobre o uso do tempo deve ser incorporada sempre: “gaste tempo planejando e poupe tempo executando”. Isso tem a ver com você parar tudo antes de começar o seu projeto, antes de começar a desenvolver seu estudo científico.

Você para tudo para pensar e definir quais são os seus problemas, sua delimitação de tema, seus objetivos, suas justificativas… Tudo isso precisa estar bem claro para você, procure fazer um roteiro com as respostas para tudo isso. Só assim você vai conseguir economizar o seu tempo e produzir algo realmente produtivo.

Lembre-se: todo trabalho científico deve ser produtivo e todo artigo deve ter um objetivo, servir para o desenvolvimento de ideias que circulem na comunidade científica.

Revisão Bibliográfica

Revisão bibliográfica você, geralmente, vai encontrar os artigos de revisão bibliográfica com uma estrutura bem definida. Para começar, o artigo de revisão bibliográfica deve ter a seguinte estrutura: resumo, palavras-chaves e introdução.  Logo depois você encontrará mini capítulos ou tópicos. Esses tópicos irão discorrer sobre o assunto dentro da literatura. Para terminar você terá a conclusão e as referências bibliográficas. Essa é a estrutura mais comum para esse tipo de artigo.

A revisão bibliográfica se refere justamente a isso: você vai ter um assunto, um objeto e vai discutir na literatura. Você pode discutir, por exemplo, dentro da psicanálise algum assunto. Nesse caso, você vai discorrer sobre esse determinado assunto e explicar o que os autores trazem, só em cima da revisão bibliográfica, ou seja, da leitura dos principais estudos realizados.

Estudo de caso

O estudo de caso é um tipo de pesquisa que resulta em um artigo bem diferente da revisão bibliográfica. Os objetivos da pesquisa são outros: procura-se analisar um problema específico, geralmente para atender uma demanda social. Ele Investiga um fenômeno contemporâneo partindo do seu contexto real, utilizando de múltiplas fontes de evidências.

É um tipo de pesquisa bem delimitado e que faz uso da literatura apenas como respaldo para a análise que será feita. Para bem realizado é preciso examinar o “problema” a ser investigado de múltiplos ângulos e esse é o papel da literatura. Trata-se de um estudo empírico e não cabe o envolvimento direto do pesquisados com o tema.

Se você quiser desenvolver uma pesquisa desse tipo, tem de se perguntar: “o que vou analisar e por qual motivo?” Então, pense: o que você vai fazer no estudo de caso? E depois da pesquisa planejada se faça a seguinte pergunta: Como meu artigo poderá ser organizado?

Para fazer um estudo de caso é preciso escolher um determinado objeto de pesquisa.

Se eu estou, por exemplo, na área de administração, eu vou escolher uma determinada empresa. De repente, se eu estou na área da educação vou analisar uma determinada situação que ocorra em uma escola, delimitar um caso específico.

Todo o seu trabalho vai depender dessa escolha

Assim você vai estudar um caso e, em função disso, as suas leituras, suas considerações, sua busca teórica, tudo, vai ser baseado na procura por respostas para aquele caso em particular. Por isso, ao invés de desenvolver apenas a simples revisão de literatura, você precisará demostrar o caso. Nesse tipo de artigo tem de se tratar muito bem do caso, defini-lo, descrevê-lo. Será preciso justificar a escolha, explicar de onde surgiu a ideia de analisar tal problema, qual a importância social dessa análise, que contribuição trará para a sociedade.

Assim, você vai descrever o “caso”, o problema a ser compreendido, seu objeto de estudo. Em resumo, deverá descrever como ele é e o motivo de você estar analisando-o; deixando tudo isso claro, você passa a estudar um caso. Por essa necessidade de delimitação e descrição, os estudos de caso têm a estrutura do artigo de forma diferente também.

Revisão Bibliométrica

Esse tipo de artigo, apesar de presentar alguns aspectos relacionados à revisão da literatura, tem um recorte diferente do que faz a revisão bibliográfica.

A revisão bibliométrica, atualmente, é uma metodologia muito utilizada. Por quê? Você pode fazer um artigo científico no qual demostre o que está acontecendo em uma determinada área, destacando tudo a partir de dados muito específicos. A dinâmica da bibliometria propõe um estudo quantitativo e socialmente aplicado sobre o registro do conhecimento humano.

Ao investigar fontes científicas de forma quantitativa, pesquisadores desejam saber primariamente como se dá a produção, publicação, consulta e replicação da informação em suas áreas de atuação científica. Além de analisar o “quanto” se produz, os estudos bibliométricos podem ser utilizados para investigar “o que” se produz, ou seja, agem como bússolas temáticas para os pesquisadores. Essas apontam, por exemplo, a coerência entre propostas previamente estabelecidas e suas efetivas ações para a produção científica. Há, em geral, nesse tipo de projeto uma perspectiva estatística, de análise de dados. Nesse sentido, a revisão bibliométrica difere do estudo de caso por ter um teor quantitativo.

Vejamos exemplos:

Se eu quero estudar ou entender, enfim saber o que está sendo muito investigado muito no Brasil devo realizar a pesquisa bibliométrica. Por exemplo, quero saber sobre arbovírus, quantos e quais estudos foram desenvolvidos, para tanto eu vou na base de dados e procuro só o que está sendo investigado sobre arbovírus. Farei uma seleção dos projetos sobre esse assunto específico.

Procuro tudo sobre isso: quem está investigando e faço uma delimitação temporal também, por exemplo, quais são os resultados dos últimos 5 anos. Seleciono tudo sobre o tema e me restrinjo a ele.

A partir dessa busca específica, desenvolvo minha análise, contrasto os dados e escrevo um artigo científico para divulgar meu trabalho.

Assim, meu foco estará apenas em demostrar o que está sendo realizado na academia. Demonstro por meio de dados concretos. Por isso, muitos consideram a revisão bibliométrica um estudo de teor quantitativo.

Logo, se o objetivo da pesquisa é diferente, a estrutura desse artigo também vai ser diferente. Será necessário demonstrar de modo bastante objetivo como fiz a revisão, porque estabeleci esse recorte e optei pela revisão bibliométrica.

É preciso esclarecer também qual o período analisado, ou seja, qual o período delimitado para a seleção dos artigos que escolhi, quais foram meus critérios de inclusão, quais os meus critérios de exclusão e quais os resultados e o porquê de eu ter separado exatamente aqueles artigos… É muito provável que, depois de eu separar os artigos, eu precise fazer uma análise cronológica para deixar mais clara a evolução das pesquisas e do entendimento que a comunidade científica foi tendo sobre o assunto.

Ao fazer o contraste dos dados será possível saber, por exemplo, que em 2012 o arbovírus foi investigado de um jeito, em 2013 de outro, em 2014 de outro e assim vai.

Observamos que na acadêmia existe uma avalanche de conhecimento. Por exemplo: quando começamos a ter casos de microcefalia, muitos pesquisadores voltaram sua atenção para investigar qual era o motivo.

Por meio da pesquisa bibliométrica pode-se organizar um levantamento dos índices de produção científica naquele determinado momento. Depois, as mídias trocam o foco de suas divulgações, os surtos passam e o pesquisador começa a declinar. Esse foi apenas um exemplo, esse problema da interferência das mídias ou de outro fator atuar para mudar o interesse na pesquisa acontece em diversas outras situações.

Esse mesmo contexto, você pode encontrar na área de ética, um problema ético; na questão de inseminação artificial ou algum caso mediático, que você tenha uma elevação de produção depois tenha um interesse decadente… A revisão bibliométrica será sempre uma possibilidade de pesquisa adequada para fazer o recorte do objeto de estudo do ponto de vista da produção científica cronológica e espacial.

Você terá essa possibilidade de investigar como cientista só o que está sendo proposto naquele momento ou o que foi sendo proposto no decorrer dos anos.

Pesquisa Ação

A pesquisa ação ainda é discutida em muitas academias, ainda há uma resistência em se aceitar este tipo de pesquisa. Por muito tempo se defendeu uma perspectiva para análise de um determinado caso, na qual o pesquisador deveria trabalhar com um olhar neutro, sem haver nenhum tipo de envolvimento com o caso pesquisado. Essa ainda é a perspectiva do estudo de caso, o que causa uma determinada rejeição a ideia de se realizar uma pesquisa ação.

Existe, portanto, uma questão de conflito de interesse entre os objetivos e modos de organizar os dois tipos de estudo. A pesquisa ação é bastante diferente do estudo de caso, por meio do qual o pesquisador está longe, ele só observa aquele caso e vai refletir sobre aquilo. Na pesquisa ação, o pesquisador participa diretamente.

É um tipo de pesquisa no qual se determina também um recorte, um “caso”, mas o pesquisador acaba sendo o agente participativo, ele interage de acordo com seus estudos para interferir de algum modo para a transformação do “problema”.

Então, por exemplo, eu vou estudar algo em uma empresa para implementar um processo nela. Precisarei, em meu artigo definir as estratégias de intervenção, como foram ou serão aplicadas e o objetivo.

Não vou apenas analisar o problema de acordo com as indicações teóricas, vou interagir dentro do contexto da pesquisa.

Se eu quiser, por exemplo, trabalhar com a ideia de quais seriam as contribuições de um coach, eu posso selecionar uma determinada população, verificar a necessidade da contribuição do trabalho do coach.

A organização do meu artigo deverá levar tudo isto em consideração, precisarei indicar os motivos da escolha, o problema verificado, como o trabalho do coach seria importante naquele contexto e como coloca-lo em prática.

Assim, eu vou fazer um processo de coach , não vou apenas analisar um problema, nem apenas descrever o que um coach faz; de certo modo eu vou unir as duas coisas, pois eu vou precisar colocar o coach  em ação para a provável solução do problema, do caso que foi delimitado para a pesquisa.

Esses apenas exemplos de algumas possibilidades, apesar da relutância por parte de alguns pesquisadores é um tipo de trabalho bastante interessante e que pode ser aplicado em muitas áreas.

Uma área na qual esse tipo de estudo vem crescendo é a da educação, por exemplo, porque você pode verificar um problema pedagógico e aplicar uma nova metodologia de ensino, pode criar e testar uma “ferramenta”. Tenha em mente que existem muitas possibilidades de realizar uma pesquisa ação.

A organização da estrutura de seu artigo também será totalmente diferente de acordo com os objetivos específicos da pesquisa ação. Você precisará deixar clara a sua escolha, o problema a ser estudado e como será feita a ação em si.

Em seu artigo será preciso demostrar como você fez todo o processo, como você aplicou e quais foram os resultados. A literatura, nesse tipo de trabalho, servirá de suporte para a aplicação em si.

Survey

A pesquisa survey é uma investigação quantitativa, que possui objetivos bastante específicos. Ela pode ser definida como uma maneira de coletar dados e informações a partir de características e opiniões de diferentes grupos em um recorte de tempo.

São aquelas pesquisas aplicadas para entender o que está acontecendo dentro de um determinado foco com uma determinada população. Para a realização da pesquisa survey, é preciso organizar questões de variados tipos: questões de pesquisa aberta, fechada, com abordagem quantitativa ou qualitativa.

Os tipos e a quantidade de questões vão variar de acordo com o objetivo e a envergadura da pesquisa.

O artigo científico para a divulgação da pesquisa survey é bem diferente dos artigos que trabalham com teoria e revisão bibliográfica. A base da survey estará na resposta para essas questões, ela implica a coleta de dados precisos, em um número de unidades e geralmente em uma única conjuntura de tempo.

Para a survey a organização da pesquisa se faz com uma visão para coletar sistematicamente um conjunto de dados quantificáveis no que diz respeito a um número de variáveis que são então examinadas para discernir padrões de associação.

Se você for realizar uma survey será preciso obter informações que demostrem prevalência, distribuição e inter-relação de variáveis no âmbito de uma população. A survey não é muito comum no ambiente acadêmico e é convencionalmente associada à área social, ela é particularmente semelhante ao tipo de pesquisa de “censo”.

A diferença entre a survey e o censo é que a survey examina uma amostra da população, enquanto o censo geralmente implica uma enumeração da população toda. Então, a diferença está na delimitação do que será estudado.

Mas, como você pode saber se gostaria de escrever um artigo para divulgar esse tipo de pesquisa? Quais as finalidades da pesquisa survey?

As finalidades da survey podem variar, veremos as principais:

  • Descrição: a survey nesse caso vai ter por objetivo descobrir a distribuição de certos traços e atributos da população estudada. A preocupação do pesquisador neste caso não é o porquê da distribuição e sim com o que ela é.
  • Explicação: para esse tipo de survey o importante é explicar a distribuição observada. Neste caso, o pesquisador tem a preocupação do por que da distribuição existente.
  • Exploração: quando o objetivo do pesquisador é um melhor entendimento de algo, o adequado é a exploração. A survey nesse caso vai funcionar como um mecanismo exploratório, aplicado em uma situação de investigação inicial de algum tema, buscando não deixar que elementos críticos deixem de ser identificados, apresentando novas possibilidades que podem posteriormente ser trabalhadas em um survey mais controlado.

Outro aspecto da survey está relacionado ao tipo de amostragem, como serão coletados e organizados os dados da pesquisa.

De acordo com o que você pretende da sua pesquisa survey existem dois tipos básicos de amostragem: a probabilística e a não probabilística Amostragem probabilística tem o segundo princípio uma amostra será representativa da população da qual foi selecionada se todos os membros da população tiverem oportunidade igual de serem selecionados para a amostra.

Por esse tipo de amostragem toda a população fará parte da seleção procurando evitar erros.

Ainda que uma amostra jamais seja perfeitamente representativa, existindo o erro da amostra, a amostragem probabilística busca diminuir o impacto desse erro. Ela tipicamente gera amostras mais representativas do que outros tipos de amostragem, pois evita os vieses da seleção.

Amostragem não-probabilística é utilizada em situações em que a amostragem probabilística seria dispendiosa demais e/ou quando a representatividade exata não é necessária.

Assim, se você for escrever um artigo do tipo pesquisa survey será necessário indicar qual foi o tipo de survey realizado por você, com os objetivos e também qual o tipo da amostragem escolhido e o porquê. Então, seu artigo vai apresentar os dados da sua pesquisa de modo contextualizado.

Então seu artigo pode ser organizado de modos distintos, dependendo do seu objetivo.

A revisão bibliográfica, revisão bibliométrica, estudo de caso, pesquisa ação e survey são apenas alguns dos casos mais comuns.

E você muitas outras possibilidades. Então, hoje. quando vocês perguntam assim “mas, só existe um tipo de artigo? “ a resposta é não! Existem vários tipos de artigos, esses artigos sempre estarão ligados com a metodologia de pesquisa que escolheu.

Você precisa ter um motivo para a sua pesquisa e a partir dele escolher a metodologia. Então, você aplica essa metodologia e depois você transforma em artigo e você vai ter uma estrutura específica, porque as são informações da metodologia que você não pode deixar de trazer.

Esses são apenas alguns dos vários tipos de artigos científicos e são os mais comuns nas pesquisas.

 

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